OUTUBRO 2012 A dr i a n a C a r d o s o
C a t a r i n a Ma gr o
Nota biográfica
O que é uma nota biográfica?
(bio-, indicativo da ideia de “vida”; -grafia, traduz as ideias de “escrever” e
“descrever”).
Uma nota biográfica é um pequeno anúncio sobre um autor, publicado em contexto
profissional. Não apresenta todos os detalhes da sua vida, mas apenas os que são
considerados mais relevantes e apelativos para o público.
Elementos a incluir na nota biográfica
nome
data de nascimento
naturalidade
cidade em que reside
percurso académico-artístico (graus académicos, instituições, datas)
bolsas
prémios
exposições e eventos em que tenha participado
caracterização da obra (tendências, técnicas utilizadas, referência a obras
específicas)
• outras atividades relacionadas com a atividade artística (docência numa
escola de artes, orientação de workshops, etc.)
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Marcas linguísticas e discursivas
• pessoa/número: 3ª pessoa do singular
• tempo e modo verbal: pretérito perfeito do indicativo e/ou presente do
indicativo
• sequência textual predominante: expositiva (sequencial, descritiva)
• léxico: especializado (domínio das artes plásticas)
• construção frásica: frases simples
• linguagem: predominantemente objetiva
Edição
• título: nome do autor; data de nascimento/morte
• marcas de destaque gráfico: título de obras e exposições em itálico
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ADRIANA CARDOSO
CATARINA MAGRO
NOTA BIOGRÁFICA
Exemplos
José Luís Neto (1966 - )
José Luís Neto nasceu em 1966, no Sátão, mas vive e trabalha em Lisboa. Fez formação entre
Lisboa (no Ar.Co, onde concluiu o Plano Completo de Fotografia) e Londres (no Royal
College of Art), onde desenvolveu um projecto individual a que deu o nome Ideia de Luz.
Expõe com regularidade tanto em Portugal como no estrangeiro. Entre as suas últimas
exposições destacam-se as exposições colectivas Entrar na Obra, Estar no Mundo: A
Fotografia na Colecção da Fundação de Serralves (Museu de Serralves, 2007), Bes Photo
2005 (Centro Cultural de Belém, 2006) e About Face – Photography and the Death of the
Portrait (Hayward Gallery, Londres, 2004) e os seus últimos projectos individuais, que
puderam ser vistos no Circulo de Bellas Artes em Madrid (High Speed Press Plate, 2007), no
CAMJAP da Fundação Calouste Gulbenkian (Continuum, 2005), no âmbito da LisboaPhoto
2005 (Anónimo, Museu Nacional de Arte Antiga) e na Galeria Promontório, Lisboa (Liga-me,
2004). Tem recebido vários prémios, entre os quais o Prémio Bes Photo 2005 e o Prémio
Especial do Júri na edição 47 do Salon D’Art Contemporain de Montrouge (2002). O seu
trabalho está publicado em vários livros e catálogos e representado em várias colecções,
públicas e privadas, como as do AR.CO – Centro de Arte e Comunicação Visual (Lisboa), do
Centro Português de Fotografia (Porto), do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, do
CAM – Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), da Fundação de Serralves (Porto), da
Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (Lisboa), da Fundació Foto Colectania
(Barcelona) e do Museu Folkwang (Essen).
Adriana Molder (1975 - )
Artista plástica portuguesa. Frequentou os cursos de Realização Plástica do Espectáculo da
Escola Superior de Teatro e Cinema e o Curso Avançado de Artes Plásticas (fase Projecto) na
Escola de Arte e Comunicação (AR.CO). Câmara de gelo é a sua primeira instalação
individual, em 2002, no Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo. Trata-se de uma
instalação de figuras desenhadas em papel de esquisso, um túnel de corpos congelados e
esquecidos por Zera, personagem dos livros de Mandrake. Corpos que ficam à espera,
esquecidos, e como fantasmas assombram a sala. Já fez diversas exposições individuais e
colectivas. Em 2001, fez os figurinos e adereços para a ópera Hand of Bridge de Samuel
Barber, com encenação de Paulo Matos, apresentada na discoteca Lux, em Lisboa; fez
cenários e figurinos para a peça Tua de Joana Craveiro e Susana Gonçalves. Adriana Molder
trabalha habitualmente em desenho criando ou recriando personagens com as quais compõe
verdadeiras narrativas visuais. Essas figuras articulam a forte raiz literária da sua inspiração
com uma inequívoca vocação visual. Adriana Molder tem a sua obra representada em várias
colecções públicas e privadas (Centro de Artes Visuais, Banque Privée Edmond de Rothschild
e Colecção Berardo).
Júlio Pomar (1926 - )
Nasceu em Lisboa. Frequentou a Escola António Arroio (1934-41) e a Escola de Belas Artes
de Lisboa e do Porto (1942-45). Radicado em Paris desde 1963, passa a residir entre Lisboa e
Paris a partir dessa data. De 1947 aos nossos dias, realizou diversas exposições individuais
em galerias do Porto, Lisboa e Paris, que culminaram na primeira retrospectiva da sua obra,
apresentada primeiro na Fundação Calouste Gulbenkian, depois no Museu Soares dos Reis
(Porto) e, em 1979, na Maison de la Culture de Wollüwe Saint Pierre (Bruxelas). São diversos
os ciclos do seu trabalho: desde Os Tigres, Dom Quixote e Ulisses até aos trabalhos mais
recentes à volta de A História dos Três Porquinhos e da personagem de Frida Khalo. Como
ilustrador, salientam-se as ilustrações de D. Quixote, na versão de Aquilino Ribeiro,
Pantaguel de Rabelais, A Selva de F. de Castro, entre outras. Como cenógrafo, realizou para a
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ADRIANA CARDOSO
CATARINA MAGRO
NOTA BIOGRÁFICA
Companhia de Teatro de Lisboa Cartas de uma religiosa portuguesa (1980) e Molly Bloom,
Teatro S. Luís de Lisboa (1982). Desde 1953 que integra representações nacionais,
nomeadamente nas Bienais de S. Paulo (1953, 1975 e 1984) e Tóquio (1957). Realizou os
painéis de azulejos para estação de Metropolitano do Alto dos Moinhos. Recebeu o Prémio de
Gravura da Fundação Calouste Gulbenkian (1957) e o 1º Prémio de Pintura da mesma
Fundação em 1961. Publicou Discours sur la cécité des peintres e Catch-thèmes e variations
(1984). Em 2002, realizou uma exposição antológica no Centro Cultural de Aveiro.
Guilherme Parente (1940 - )
Guilherme Metzner Serra Parente nasceu em Belém, Lisboa, em dezembro de 1940. No início
dos anos 60, estudou pintura com o mestre Roberto Araújo na Sociedade Nacional de Belas
Artes e frequentou os cursos de gravura na Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.
Entre 1968 e 1970, trabalhou na Slade School, em Londres, como bolseiro da Fundação
Calouste Gulbenkian. Em 1975, recebeu o prémio Malhoa e, em 1989, o prémio de pintura da
Sociedade Nacional de Belas Artes.
Tem participado em várias exposições coletivas. Expôs individualmente em Portugal, Bélgica,
Alemanha, França, Inglaterra, Japão e Estados Unidos da América.
Encontra-se representado em diversas coleções públicas e privadas.
Justino Alves (1940 - )
Nasceu no Porto em 1940.
Justino Alves formou-se em Pintura na Escola de Belas Artes do Porto, com bolsas de estudo
do Legado Ventura Terra e da Fundação Calouste Gulbenkian.
Entre 1968 e 1970, foi docente e Director da Academia de Belas Artes do Funchal. Em 1970,
por convite do Escultor Lagoa Henriques, assumiu o cargo de docente na ESBAL, onde
lecciona Pintura, Desenho de Modelo Vivo e Composição de Pintura.
Paralelamente ao exercício da docência, dedica-se ao trabalho de autor realizando inúmeras
exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Foi autor de vários cenários,
sobretudo para espectáculos de bailado. Foi galardoado com os mais importantes prémios na
área das Artes Plásticas: Prémio Mestre Joaquim Lopes, Medalha de Prata na IV Mostra de
Arte em Roma, Prémio Nacional de Pintura e III Prémio Almada Negreiros, atribuído pelo
Ministério da Cultura.
É Membro Titular Honoris Causa da Academia Europeia de Belas-Artes.
Encontra-se representado em vários Museus e Instituições Públicas.
Textos adaptados de:
Árvore – Cooperativa de Actividades Artísticas. (2012). Consultado a 28 de setembro de 2012,
em http://www.arvorecoop.pt/fotos/noticias/Arvore_ObrasMaio_2012.pdf.
Centro Cultural de São Lourenço. (s.d.). Consultado a 28 de setembro de 2012, em
http://www.centroculturalsaolourenco.com/portugues/index.html.
Museu Colecção Berardo. (s.d.). Consultado a 28 de setembro de 2012, em
http://mirror.berardocollection.com/.
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Nota biográfica