PARQUE TEMÁTICO DE RESTINGA, URBANIZAÇÃO
E PLANO DE ESCAPE
Município de DUQUE DE CAXIAS
FUNDAÇÃO MOVIMENTO ONDAZUL
RUA ALCINDO GUANABARA, 15/1401 CENTRO CEP 20031-130 RIO DE JANEIRO - RJ
TEL/FAX (21) 533.3619/ 533.8026 E-MAIL: [email protected]
Historicamente, o município de Caxias teve a sua forma
física determinada pelas diversas vias, terrestres e fluviais,
que permitiam a ligação entre o Rio de Janeiro e Minas
Gerais. Estas vias foram construídas ao longo de séculos
em substituição às vias mais antigas e mais longas que
passavam por Parati e que contornavam a Serra do Mar. Os
caminhos por Caxias, usando a parte terrestre ou o Rio
Estrela, sempre tiveram que superar os grandes
manguezais existentes no litoral daquela área. Neste
século, a partir do término da Segunda Grande Guerra e da
duplicação da Rodovia Washington Luiz, um grande número
de indústrias ocupou a área entre a rodovia e o litoral e o
litoral de mangues passou a ser concebido como área
degradada. Esta ocupação industrial, estimulada em
seguida pela instalação da Refinaria Duque de Caxias,
acabou por criando uma barreira entre o litoral da Baía de
Guanabara e as áreas residenciais, em geral de grupos
mais pobres, que se estabeleciam em torno das indústrias.
O uso predatório e a conseqüente degradação dos
manguezais destruiu um dos mais ricos e mais belos
ambientes estuarinos, cuja situação original pode
ser avaliada pelos manguezais da APA de
Guapimirim ou pelos remanescentes ainda
encontrados em Caxias. A partir da década de 90,
os estuários da Baía de Guanabara vêm sendo
recuperados através de ações dos governos federal
(IBAMA e Ministério de Meio Ambiente) e estadual
(Programa de Despoluição da Baía de Guanabara e
outros projetos da FEEMA e CEDAE).
Com o acidente da REDUC em janeiro de 2000, os
manguezais do litoral de Caxias foram, juntamente
com os de Magé, os mais afetados, especialmente na
faixa entre o Rio Iguaçu e o Rio Estrela, incluindo o
Canal da Boca Larga, onde se situa a refinaria.
Aqui entraria uma fala sobre o filme
Recentemente, o IBAMA está patrocinando o replantio e recuperação dos manguezais da
Baía como forma de substituição do uso predatório por um uso mais turístico e ecológico.
Entre as áreas objeto de estudo do IBAMA destaca-se justamente esta entre os Rios
Iguaçu e Estrela que, por suas características, quando reflorestada, deve transformar-se
em uma área de proteção ambiental nos moldes da APA de Guapimirim. Para a
Petrobrás e para o município de Caxias esta seria uma oportunidade de, juntando-se aos
outros organismos federal e estadual, criar um grande parque de restinga que, ligado aos
manguezais como uma passagem natural da Baía para a cidade, pudesse devolver o
litoral de Caxias aos cidadãos e ao turismo.
Área do Projeto
A restinga é uma vegetação
típica de continuação dos
mangues, com árvores de meio
porte de grande valor ecológico
e estético que tem sido
apreciada em parques
temáticos em todo o mundo,
em particular nos Estados
Unidos.
No Rio de Janeiro, e mais
particularmente na cidade do Rio de
Janeiro, os parque temáticos têm
sido motivo de orgulho e de uso
turístico pelas municipalidades, em
particular o Parque do Flamengo
que, construído nas décadas de 50 e
60, constitui-se referência
internacional. A imagem do Parque
do Flamengo ficou definitivamente
incorporada à imagem da cidade
graças ao tratamento paisagístico de
caráter estético e ecológico
desenvolvido pelo arquiteto Burle
Marx.
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9a Parque Caxias