CAPÍTULO 3 - O DESENVOLVIMENTO
EMOCIONAL
Janira Siqueira Camargo
O objetivo do capítulo que aborda sobre o desenvolvimento
emocional é instrumentalizar o professor a respeito dos fatores que
influenciam na
formação da
personalidade
dos indivíduos,
possibilitando o mesmo a compreender o comportamento de seus
alunos, minimizando dessa forma os possíveis conflitos em sala de
aula.
Os fatores extra-escolares acabam por interferir diretamente nas
situações escolares, no entanto, não podem ser isentadas os fatores
escolares que colaboram/acentuam os problemas trazidos da
vivencia social do aluno.
O referencial usado para compreender a formação da personalidade é
a PSICANÁLISE, criada por Sigmund Freud (1856-1939), que traz
como principal contribuição o conceito de INCONSCIENTE.
De acordo com vários pesquisadores não existem duas
personalidades idênticas ( é temporal e única), cada um vivencia uma
história pessoal dada pela junção dos aspectos biopsicossocial
(condições ambientais, sociais, culturais etc) .
Segundo a psicanálise o aparelho psíquico se divide em três planos:
o consciente (faz parte do nosso cotidiano, informações que
recebemos e percebemos da realidade); o pré-consciente ( são
lembranças que precisam de “algo” que desencadeia e a tragam à
consciência) e finalmente o inconsciente, onde se encontram os
impulsos
primitivos
que
acabam
por
influenciar
nosso
comportamento e que não temos consciência disso. Considerados
ações e atos falhos foram “banidos” do nosso cotidiano, não podem
ser trazidos voluntariamente.
Freud considera importante esta estrutura uma vez preserva o
equilíbrio de uma pessoa, tendo em vista a sobrecarga de dados
produziria efeitos bastante negativos para o indivíduo.
Estruturas da personalidade
Id –
É o componente biológico que busca a satisfação
imediata ( bem estar, o prazer) “ Inato ”.
Superego –É estruturado a partir do aprendizado social, regras de
convivência que vai sendo incorporado pelo indivíduo, e para criança
vai sendo elaborada a partir dos 2 anos de idade “ Adquirido” .
Ego – É o componente equilibrador da realidade, o ego busca a
satisfação dos desejos de maneira adequada socialmente.
EGO
Equilibrador
ID
Indivíduo
SUPEREGO
Sociedade
Mecanismos do Defesa do Ego:
Quando o Ego não consegue manter o equilíbrio entre os desejos
individuais e as exigências sociais, os mecanismos de defesa entram em
ação de maneira inconsciente. São eles: NEGAÇÃO, REPRESSÃO,
INTROJEÇÃO,
IDENTIFICAÇÃO,
PROJEÇÃO,
COMPENSAÇÃO,
RACIONALIZAÇÃO, FANTASIA, FORMAÇÃO REATIVA, DESLOCAMENTO
e SUBLIMAÇÃO.
Fases do Desenvolvimento Emocional
Fase Oral: 0 a 1 ano de idade, a criança é toda ID, busca
satisfação de seus desejos de bem estar, ligado a
autopreservação.
Fase Anal: 1 a 3 anos de idade, inicia-se o controle do próprio
corpo , se percebe enquanto um corpo fisiológico (capacidade de
controlar os esfíncteres).
Fase Fálica: 3 a 5 anos, o prazer está nos órgãos genitais (fase
da diferenciação de gênero).
Fase de latência (adormecido): 5 a 11 anos, o prazer está
concentrado em outros assuntos (esporte, cultura, arte ...).
Fase da Adolescência: 11 a 18 anos, os impulsos sexuais
voltam à ação, mudanças hormonais.
Fase genital: 18 anos em diante, idade adulta, que oscila em
sociedades diferentes ( adolescência tardia).
Espera-se que o indivíduo vá superando as fase de maneira
adequada, buscando independência, iniciativa, confiança, integridade.
Quando isso não ocorre pode haver fixação em determinada fase (
excessiva gratificação), regressão quando não consegue gerenciar
as frustrações e “prefere” voltar a fase “ mais confortável”.
IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS: A principal questão na relação
professor-aluno é Transferência e Contra-transferência,
transferir afetos e desafetos reeditando relações vivenciadas com
outras pessoas. Estabelecimento de autoridade pedagógica
(paternalista ou rígida demais) e Imitação que extrapola a relação
professor-aluno pois isso acontece também fora do ambiente escolar
(sociedade de Adão).
CONSIDERAÇÕES FINAIS :
Necessidade compreender a sutilezas do comportamento
humano, afim de estabelecer um vínculo com aluno para que a
aprendizagem ocorra de maneira adequada;
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