www.santuariodeaparecidarp.com.br
BOLETIM INFORMATIVO DA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA DE VILA SEIXAS RIBEIRÃO PRETO/SP ANO XIV - Nº 171 / MARÇO DE 2015
2
Mensagem
Meus irmãos e irmãs.Que a Paz, o Amor e Misericórdia de
Deus Nosso Pai estejam com todos vocês!
“Vós não vos aproximastes de uma realidade palpável... mas vós vos aproximastes
do Monte Sião e da Cidade do deus vivo, da Jerusalém Celestial...” (hebreus 12, 18;)
“A SANTA MISSA”
A Santa Missa é o grande Mistério da nossa fé. Nela, o sacerdote, como outro
Cristo, através de sinais sagrados e das palavras sacramentais, torna presente os
mistérios da nossa salvação para, por meio deles, introduzir-nos, que somos ainda
peregrinos, no Reino dos Céus e nossa pátria verdadeira.
Por isso, durante esse ano, vou propor uma reflexão dos momentos e partes da Santa Missa, como: “Entrada na
Igreja”, “Ritos Iniciais”, “Ato Penitencial”, “Hino de Louvor”, Sagrada Liturgia”, “Comunhão”, entre outras partes,
para que assim, formando e informando, possamos mergulhar espiritualmente em tão augusto mistério de salvação,
ao qual nem sempre participamos devidamente e obtemos os seus frutos. Por isso, o conhecimento da Santa Missa,
não pode ser apenas um enriquecimento intelectual, mas deve levar-nos a uma participação sempre mais íntima deste
mistério e conduzir-nos à sua vivência em nossa própria vida.
O Livro que iremos trabalhar e o qual indico para que possam adquirir é: “Santa Missa,
Mistério da nossa Fé, Meditações em Palavras e imagens”. Um livro de bolso, da Editora da
Divina Misericórdia.
Em muitos momentos, já tivemos a oportunidade de instruir que a Missa começa quando
nós nos decidimos ir. Quando eu digo: “Hoje eu vou à Missa”, e aqui já precisamos corrigir um
termo. Não devemos falar “Hoje vou assistir à missa” ou “Hoje eu assisti à missa”, mas sim “vou
celebrar, participar da missa”, porque o termo “assistir” para essa dimensão é passivo, ou seja,
assistir é na televisão. Antes do Concílio Vaticano II, de fato o termo era assistir, pois sendo na
língua Latina, muitos ou quase todos não entendiam o que o sacerdote dizia, e ainda ele ficava de
frente para o altar e de costas para os fiéis. Como não havia participação efetiva, os fiéis “assistiam à missa”. Com o
Concílio Vaticano II, a Igreja se preocupou muito com a importância do papel do leigo e até dedicou um documento
onde aborda esse assunto, é o documento “Sacrossanctum Concilium”, sobre a Sagrada Liturgia. As celebrações
passaram a ser feitas na língua vernácula, ou seja, na língua própria de cada povo. Essa mudança foi feita para que os
fiéis pudessem não apenas assistir, mas “participar da Santa Missa”. E outro documento que nos traz tal importância
é “Redemptions Sacramentum”. O capítulo II fala sobre a participação dos fiéis leigos na celebração da Eucaristia.
Dado esse preâmbulo, gostaria de iniciar com a reflexão sobre a parte da “Entrada na Igreja”. Vamos à Igreja
para participar da Santa Missa, da renovação do Sacrifício de Jesus Cristo na Cruz. Entramos na igreja para, em
preparação à Santa Missa, adorar o Senhor presente no Santíssimo Sacramento, que cuidadosa e respeitosamente se
conserva no Sacrário. Ao fazermos isso, estamos conscientes com quem vamosnos encontrar? Estamos plena e
interiormente convencidos de que o próprio Jesus, o Filho de Deus, nos espera com todo o seu amor e toda a sua
magnificência? Entramos na nave da igreja com aquele santo respeito que São Pedro demonstrou na barca, quando se
prostrou aos pés de Jesus, dizendo: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador!” (Lc 5,6)? Assim estará de
coração disposto e preparado, para dignamente celebrar a Santa Missa e, nela, com toda a alma e todas as suas forças,
unir-se ao santo Sacrifício de Jesus; que Ele, a cada dia, novamente por meio de seu sacerdote, torna presente em
nossos altares.
Sugiro uma breve exortação elevada a Maria Santíssima para poder participar efetivamente da Eucaristia;
sugiro ainda, que você a decore, mas de coração mesmo, essa pequena prece para fazer todas as vezes que você entrar
na igreja antes da Santa Missa, de preferência na Capela do Santíssimo. “Ó Maria Santíssima, Medianeira das
graças, vós que participastes da morte redentora de Vosso Filho, implorai para mim a graça de participar
dignamente na celebração da Santa Missa, e unir-me inteiramente a Jesus, quando Ele renovar o seu santo
Sacrifício”. Amém. Outras orações, que preparem melhor o coração, são sempre muito bem vindas também.
Aproveitemos esses dias quaresmais e a expectativa da Semana Santa para animar nossa fé e, assim, buscar uma
intimidade maior com o Senhor.
Bom, meus irmãos e irmãs, no próximo informativo paroquial iremos falar um pouquinho sobre os “Ritos
Iniciais”, seu significado para uma boa celebração. Deus abençoe sua vida e sua família sob a proteção de Nossa
Senhora Aparecida. Grande abraço e boa meditação. .
Pe. Reginaldo A. Belém
Pároco
É Bom Saber
3
Quaresma, tempo de graça e salvação
Desde o dia 18 de
fevereiro, Quarta-feira de
Cinzas, estamos vivendo o
tempo quaresmal. Que
significado tem a Quaresma e
que apelos ela traz para o fiel?
A palavra quaresma
está ligada a ideia de quarenta
dias. Por volta do ano 350 d. C.
os cristãos estenderam para
quarenta dias a preparação para a celebração da Páscoa do
Senhor. Surgia, assim, a chamada Quadragésima, que em
português significa Quaresma. Por que o número 40? Entre os
muitos significados que os antigos davam ao número 40, um
nos interessa de modo particular: o de indicar o período de
preparação (mais ou menos longo) em vista de um grande
acontecimento. Por exemplo, no Antigo Testamento: o
dilúvio durou 40 dias e 40 noites, e foi a preparação para uma
nova Humanidade (cf. Gn 7, 17s); 40 anos passou o povo de
Israel no deserto, preparando-se para a entrada na terra
prometida; por 40 dias fizeram penitência os habitantes de
Nínive, antes de receber o perdão de Deus (cf. Jn 3); 40 dias e
40 noites caminhou Elias, até alcançar a montanha de Deus
(cf. 1Rs 19, 8); no Novo Testamento, por 40 dias e 40 noites
jejuou Jesus, como preparação para sua missão (cf. Mt 4, 2;
Mc 1, 13; Lc 4, 2). Seguindo o pensamento bíblico, a nossa
Quaresma significa um tempo especial de preparação para o
maior acontecimento do cristianismo, ou seja, a celebração da
Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Desde os tempos antigos, a Quaresma foi considerada
um período de renovação da própria vida. O Papa Francisco
inicia sua mensagem para esta Quaresma, dizendo: “Tempo
de renovação para a Igreja, para as comunidades e para cada
um dos fiéis, a Quaresma é sobretudo um 'tempo favorável' de
graça (cf. 2 Cor 6, 2)”. Ela representa para todos nós a ocasião
propícia para uma profunda revisão de vida. No mundo atual,
ao lado de generosas testemunhas do Evangelho, não faltam
batizados que, perante ao apelo do seguimento de Jesus
Cristo, assumem uma atitude de resistência surda e, por
vezes, também de aberta rebelião. São situações em que a
experiência da oração é vivida de maneira bastante
superficial, de forma que a Palavra de Deus não incide na vida
e no comportamento diário. O próprio sacramento da
Penitência é considerado, por muitos, insignificante e a Missa
dominical apenas um dever que se deve cumprir.
De que maneira realizar uma séria mudança de vida?
Eis um questionamento importante para se viver bem este
tempo forte
do Ano Litúrgico. Em primeiro lugar, é
preciso abrir o coração às mensagens
comovedoras da
liturgia; é preciso também dedicar-se a uma oração mais
profunda. O período que nos prepara para a Páscoa
representa um providencial dom do Senhor e uma preciosa
possibilidade para se aproximar d'Ele, e colocar-se à
escuta da sua Palavra.
Há cristãos que pensam que podem dispensar este
constante esforço espiritual, porque não sentem a urgência de
se confrontarem com a verdade do Evangelho. Eles procuram
esvaziar e tornar inofensivas, para que não perturbem o seu
modo de viver, palavras como: “Amai os vossos inimigos e
fazei bem aos que vos
odeiam” (Lc 6, 27). Estas
palavras, para estas pessoas,
ressoam, como nunca,
difíceis de serem aceitas
e praticadas em coerentes
comportamentos de vida. De
fato, são palavras que, se
orem tomadas a sério, obrigam a uma conversão radical. Ao
contrário, quando somos ofendidos e feridos, a tentação é
ceder aos mecanismos psicológicos da compaixão de si
mesmo e da vingança, ignorando o convite de Jesus a amar o
próprio inimigo. Contudo, as vicissitudes humanas de cada
dia põem em relevo, com grande evidência, o modo como o
perdão e a reconciliação sejam irrenunciáveis para realizar
uma real renovação pessoal e social. Isto é válido tanto nas
relações inter pessoais, como nas relações entre
comunidades.
O Papa Bento XVI iniciava sua mensagem quaresmal
do ano de 2006, dizendo: “A Quaresma é o tempo privilegiado
da peregrinação interior até Aquele que é a fonte da
misericórdia. Nesta peregrinação, Ele próprio nos
acompanha através do deserto da nossa pobreza, amparandonos no caminho que leva à alegria intensa da Páscoa”.
Aproveitemos esta Quaresma para uma peregrinação
interior, uma oração mais profunda, uma escuta mais atenta e
dócil da Palavra de Deus, um maior esforço de conversão
do coração e uma vivência mais concreta da caridade; desta
forma, faremos uma boa preparação para celebrar a Páscoa do
Senhor.
Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano
4
É Bom Saber
A Igreja deve ser atuante e sem medo",
afirma dom Leonardo Steiner na abertura da CF 2015
“Por ser Igreja, todo
batizado é povo de
Deus; está ali no meio
da sociedade, no meio
de todas as pessoas,
a j u d a n d o n a
transformação; pessoas
que levam os valores do
Evangelho, levam os
valores do Reino", disse o bispo auxiliar de Brasília e
secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB), dom Leonardo Steiner, durante a abertura da
Campanha da Fraternidade 2015, ocorrida hoje, 18, na sede da
instituição, em Brasília. Na ocasião, foi lida a mensagem do
papa Francisco à Igreja no Brasil por ocasião da CF 2015 e da
Quaresma. Francisco faz uma reflexão sobre o tema da
Campanha, “Fraternidade: Igreja e sociedade”, e o lema, “Eu
vim para servir".
Em sua fala, dom Leonardo Steiner recordou que a CF
2015 resgata dois importantes documentos do Concílio
Ecumênico Vaticano II, encerrado há 50 anos: a Constituição
Dogmática Lumen Gentium e a Constituição Pastoral
Gaudium et Spes.
Outro aspecto ressaltado por dom Leonardo a respeito
dos objetivos da CF 2015 é a postura da Igreja e dos cristãos na
sociedade como “presença viva de Jesus”. Ele desejou que a
iniciativa da CNBB ajude o povo brasileiro a ser uma “Igreja
atuante e sem medo, que dá o rosto, dá os valores, o que tem de
melhor”.
O secretário geral da CNBB pediu, ainda, aos cristãos
"atuantes e desejosos de transformação" para se engajarem na
Campanha pela Reforma Política e Democrática. Informou
que alguns bispos assumiram como ação concreta da CF 2015
o recolhimento de assinaturas para o Projeto de Lei de
Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática e
Eleições Limpas.
Na linha da promoção da pessoa, o ministro do
Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, recorreu ao tema
para afirmar que o Estado deve estar a serviço da sociedade,
contribuindo para a “emancipação das pessoas”, a fim de que
sejam “sujeitos de suas próprias vidas e histórias”. Ao lembrar
uma passagem do Evangelho de São Lucas, em que Jesus
exorta os discípulos para que o que governa “seja como o
servo”, o ministro apresenta uma dimensão da política. “Estas
palavras de Jesus nos colocam em face das relações humanas
e, por conseguinte, da política. Aqui a política emerge como
serviço às pessoas, à sociedade, especialmente aos mais
pobres, lembrando sempre a opção preferencial que a Igreja
fez pelos pobres”, ressaltou.
Com desejos de uma campanha “frutífera, profética e de
muito anúncio e promoção do diálogo e da Paz”, a secretária
executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic),
pastora Romi Bencke, afirmou que a temática proposta
desafia as igrejas a adotarem uma “ética global de
responsabilidades” que fortaleça os direitos dos povos,
privilegie a solidariedade internacional e supere os egoísmos
confessionais e nacionais. “Liberdade, direito, razão e
dignidade humana fazem parte do nosso papel missionário e o
tema deste ano nos ajuda a refletir sobre esse nosso papel
enquanto igrejas e religiões”, disse.
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícios Furtado
Coelho, destacou o refrão do hino da CF 2015. “A luta por
dignidade, por justiça e por igualdade é o elo que deve nos
unir”, disse. Para ele, a igualdade não se dá apenas no
tratamento formalmente igualitário de todos perante a lei,
“mas por uma igualdade concreta, que se visualiza na
proteção do mais necessitado, no acolhimento do mais pobre,
que são medidas necessárias e urgentes para que possamos ter
uma igualdade real, uma igualdade de fato”.
O advogado também
falou sobre a iniciativa pela
Reforma Política Democrática.
“Esta coalizão, integrada por
quase 100 entidades da
sociedade, parte do pressuposto
de que a reforma política
passa, necessariamente, por mudanças nas regras eleitorais,
sobretudo no tocante ao seu financiamento, por melhoria na
representação do povo nos postos políticos, pelo
fortalecimento da democracia participativa, por meio dos
preceitos constitucionais do plebiscito, referendo e projeto de
lei de iniciativa popular”, informou.
Mensagem do papa
Em mensagem enviada à Igreja no Brasil, o papa
Francisco recordou a Constituição Lumen Gentium e afirmou
que a Igreja, enquanto “'comunidade congregada por aqueles
que, crendo, voltam o seu olhar a Jesus, autor da salvação e
princípio da unidade', não pode ser indiferente às
necessidades daqueles que estão ao seu redor”. Num recorte
da Gaudium et Spes, salientou que “as alegrias e as
esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje,
sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as
alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos
discípulos de Cristo”.
No período da Quaresma, o papa Francisco propôs um
exame de consciência para que, a partir de sua Doutrina
Social, a Igreja realize suas tarefas prioritárias “que
contribuem para a dignificação do ser humano e a trabalhar
junto com os demais cidadãos e instituições para o bem do ser
humano”. Francisco também destacou a necessidade do
envolvimento de todos os cristãos. “É preciso ajudar aqueles
que são mais pobres e necessitados. Lembremo-nos que cada
cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos
de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para
que possam integra-se plenamente na sociedade, isto supõe
estar atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-los”,
escreveu.
CNBB
É Bom Saber
5
DÍZIMO: EXPRESSÃO DE COMPROMISSO E TRANSFORMAÇÃO
Na vida, partilhamos
tudo: a casa com nossa
família, o transporte com
outras pessoas, as nossas
opiniões com os amigos…
peixes. Depois que todos receberam o suficiente para comer,
disse aos seus discípulos: Ajuntem os pedaços que sobraram.
Que nada seja desperdiçado. Então, eles os ajuntaram e
encheram doze cestos com pedaços dos cinco pães de cevada
deixados por aqueles que tinham comido.”
O conceito de partilha
está ligado ao conceito de
divisão. E dividir tem o
significado de tirar uma
parte do que se tem.
Entretanto, se, no
dicionário, partilhar significa dividir, para os católicos, não
tem o mesmo significado, porque, na vida de todos eles,
partilhar não é dividir, ao contrário, é somar; não é diminuir,
mas aumentar; não é perder, mas ganhar. Partilhar, para o
católico, é, antes de tudo, um gesto de amor.
Quando promovemos a partilha com a visão do
católico, repetindo o gesto de oferta do menino, damos sem
esperar nada, mas recebemos algo em troca se essa partilha é
feita com amor, porque a partilha é uma via de mão dupla. Os
cinco pães e os dois peixes oferecidos pelo menino e
divididos por Jesus entre a multidão são representados, hoje,
pelo gesto de oferta e partilha repetido em nossa comunidade:
O DÍZIMO.
Amor ao próximo e amor a Jesus que, com um milagre,
conseguiu partilhar o pouco que se tinha naquele momento –
5 pães e 2 peixes trazidos por um menino – com milhares de
pessoas, alimentando-as em pleno deserto e mostrando, na
prática, como a partilha não divide, mas multiplica. Como o
pouco dado com amor se transforma em muito.
Aquele menino ofereceu a Jesus o pouco que ele tinha
trazido e confiou que Ele poderia fazer aquele pouco se
transformar em muito. No Evangelho de João 6, 1-13, lemos:
“Eram cerca de cinco mil homens. Então, Jesus tomou os
pães, deu graças e os repartiu entre os que estavam
assentados, tanto quanto queriam; e fez o mesmo com os
É por isso que o DÍZIMO representa, para todos os
católicos, a EXPRESSÃO DE COMPROMISSO E
TRANSFORMAÇÃO, no sentido de prover a necessidade de
muitos com as ofertas de todos.
Testemunho
Quando começamos a
freqüentar a igreja, nem pensávamos
em devolver o dízimo, mas um dia nos
sentimos tocados e começamos a fazêlo, desde então notamos que o dinheiro
não falta e a harmonia familiar
melhorou, passamos a ter paz em nossa casa. Inexplicável,
mas é o que acontece!
Só quem passa pela mesma experiência, para entender
do que estamos falando, a nossa vida mudou depois que
começamos a devolver o dízimo!
André e Fátima
É Bom Saber
Ser fiel à Aliança para vencer a indiferença
Entramos no tempo da
Quaresma, escola de
treinamento para a
liberdade cristã, de
repensar nosso projeto
devida e de assumir, mais
plenamente, nossa
aliança batismal. O primeiro Domingo
deste período de quarenta dias para preparar a maior festa cristã: a
ressurreição do Senhor, nos leva ao cenário do Monte das
Tentações.
Nesta montanha, Jesus realiza um jejum de quarenta dias,
antes de iniciar seu ministério público, sendo tentado pelo Maligno.
A grande tentação é desviá-lo do projeto salvador e libertador do
Pai, através das idolatrias do ter, prazer e poder, que sempre estarão
presentes na vida de cada cristão. Na mensagem quaresmal deste
ano, o Papa Francisco nos alertou sobre a tentação da indiferença
diante do sofrimento e da miséria, tentação cristalizada num
sistema e numa tendência mundial: a globalização da indiferença,
que nos torna egoístas e fechados em nós mesmos.
Na Quaresma, somos tocados e revestidos pela misericórdia
e bondade do Pai, que nos conduz pelo caminho da fidelidade à sua
Aliança amorosa. Neste tempo, mergulhamos de cheio na proposta
da filiação divina que nos faz renascer a uma vida nova e abundante.
Aprendemos com Jesus Cristo a vencer as tentações que nos
fragmentam e isolam com a escuta obediente a Palavra de Deus, a
humildade e determinação de servir a Deus e ao seu Reino, e a
oração profunda de comunhão, que nos leva a cumprir sempre a
vontade de Deus.
Ainda neste tempo de penitência, com a ajuda e o estímulo da
Campanha da Fraternidade 2015, assumimos nossa missão de
servir a humanidade, no diálogo, cooperação e partilha, animando a
construção de uma sociedade justa e solidária. Com um coração
fortalecido e impregnado pelo Espírito, seremos capazes de nos
empenhar na tarefa de uma evangelização encarnada e profética,
geradora de uma civilização da ternura, da sobriedade e do serviço
solidário.
Testemunharemos, de forma autêntica e efetiva, a aliança da
paz e da vida, que nos propõem as leituras desta Quaresma,
protagonizando a mudança de coração e de toda nossa existência, a
verdadeira conversão que vence a indiferença, a corrupção e toda
opressão. Que cheguemos plenamente renovados e fortalecidos
para as festas pascais. Deus seja louvado!
Dom Roberto Francisco Ferreira Paz
CNBB
6
É Bom Saber
Eu, você e os outros
Em sua Mensagem para a
Quaresma de 2015, o
papa Francisco aborda o
tema da indiferença e faz
uma reflexão muito
oportuna para os tempos
que correm, marcados
pela exasperada busca do
gozo individual da vida.
Fala da indiferença diante dos sofrimentos do próximo, das
muitas tragédias humanas em curso, diante das quais poderíamos
ficar, simplesmente, indiferentes ou neutros, uma vez que isso se
passa lá longe e não nos ameaça de perto...
Há o drama dos migrantes e do tráfico humano, tão sentido
na Europa meridional, sobretudo na Itália e na Espanha; o
Mediterrâneo é rota de chegada de muitos imigrantes clandestinos à
Europa, traficados com frequência por organizações criminosas,
que os exploram e, depois, os abandonam à própria sorte. Muitos
milhares dessas vítimas já pereceram nas águas do Mediterrâneo.
Também há as tragédias das guerras em curso e de ações
selvagens de grupos intolerantes e terroristas, que tentam impor seu
poder aos outros pelo terror. Muitos cristãos e outros grupos
religiosos estão sendo vítimas dessa fúria insana. Este é um tempo
de muitos mártires!
Enquanto essas coisas acontecem longe de nós, tendemos a
ficar indiferentes ao drama de quem sofre. Infelizmente, as notícias
e imagens sobre as tragédias humanas tendem a despertar mais
curiosidade do que solidariedade. Ouvimos falar de pessoas que
foram sequestradas, decapitadas, degoladas, crucificadas,
queimadas vivas e isso nos parece coisa de cinema... E ficamos
indiferentes; afinal, não poderíamos fazer nada mesmo para mudar
as coisas...
Mas não faltam dramas humanos bem perto de nós; nem por
É Bom Saber
isso nos envolvemos. Temos sempre uma boa razão para justificar
nosso não envolvimento com os sofrimentos alheios. Mas não
deveria ser assim; e o Papa nos chama a mudar nossa atitude, como
parte de nossa conversão quaresmal. Os cristãos são chamados a se
envolver com os outros: “se um membro sofre, todos os demais
membros sofrem com ele” (1Cor 12,26). O exemplo de Cristo
Jesus, que se solidarizou conosco e assumiu nossas dores e as
carregou em seu corpo deveria ser nossa referência.
O cristão experimenta o amor de Deus e a solidariedade de
Cristo: “tanto Deus amou o mundo, que lhe enviou se Filho único,
para que não pereça todo aquele que nele crer, mas tenha a vida
eterna” (cf Jo 3,16). Por isso, exorta o Papa, os cristãos e cada uma
das organizações da Igreja devem ser “ilhas de solidariedade” num
mundo cada vez mais fechado à fraternidade.“Onde está teu
irmão?” (Gn 4,9); esta pergunta, feita por Deus a Caim, depois do
assassinato de Abel, continua a ser feita a cada um de nós também,
desafiando-nos a ficar atentos às situações vividas pelos outros, não
buscando apenas o próprio bem. A Igreja é um corpo e, em cada uma
das nossas comunidades eclesiais, deveria ser voltada uma atenção
especial para os membros mais
frágeis, os pobres, os doentes e
os pequeninos. Um amor meramente
ideal e universal não pode deixar sem
atenção os Lázaros concretos que jazem
à frente das nossas portas... A Quaresma
é um tempo propício para nos voltarmos para os outros; a
Campanha da Fraternidade, promovida pela CNBB todos os anos,
vai nessa direção e nos aponta sempre para alguma dimensão
específica da vivência do amor ao próximo, inseparável do amor a
Deus. O Papa nos convida a superar a “vertigem da indiferença”,
saindo do fechamento em nós mesmos e voltando nossa atenção ao
próximo, com suas necessidades e sofrimentos.
Missa São Braz - 03/02
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo (SP)
É Bom Saber
7
Quarta-Feira de Cinza - 18/02
Missa da Penitência - 23/02
Ana Maria Chaguri
Psicoterapia Adulto e Infantil
CRP 06/99383
(16)
3610-2528
99779-9221
e-mail: aninhacha@gmail.com
Rua Visconde de Inhaúma, 580 / sala 510
Ribeirão Preto/SP
TRABALHISTA - Causas Trabalhistas - Cálculos na forma da Sentença
PREVIDENCIÁRIO - Aposentadorias - Contagem de Tempo Revisional
CRIMINAL - Processos De Competência da Justiça Estadual / Justiça Federal
CÍVEL - Cobranças - Execuções - Direito do Consumidor.
Antônio Carlos Pereira Faria
Advogado - OAB/SP 229.388
(16) 99207.1965
(16) 3620.3377
3911.1705
Rua: Prudente de Morais, 1.871 - Sala 22 - Vila Seixas - Ribeirão Preto/SP
Colaboradores
8
(16) 3625-6529
- opticanewlook@hotmail.com
Encontro de Jovens
e-mail: contato@arzinho.com.br
Distribuidor Autorizado
expediente
DIRETOR
Pe. Reginaldo Augusto Belém
Pároco / Reitor
PASTORAL DA COMUNICAÇÃO:
Carlos / Rose - 16. 3329-1902
DIAGRAMAÇÃO
Anderson Ribeiro
Correção Ortográfica :
Márcia Albino
Fotos :
Leandro / Carla
Convidamos todos os jovens para se juntarem
a nós e participar do EJC. O Grupo de Jovens se
reúne aos domingos após a missa das 18h.
para promover um abastecimento espiritual e para
planejar e desenvolver trabalhos na comunidade.
agenda paroquial
Atendimento da Secretária Paroquial
De Terça a Sexta-Feira das 13:30h às 19:30h
ao Sábados das 8:00h às 11:00h
Rua Guimarães Passos, 412 - Vila Seixas
Fone: (16) 3610-3771
CONFISSÕES
De Terça a Sexta-Feira
das 14:00h às 17:00h
Sábados das 9:30h às 11:00h
Horários das Missas
De Terça a Sexta-Feira: 19:30h
Sábado:17:30h
Domingo: 8:00h / 10:00h / 18:00h / 20:00h
PARA ANUNCIAR NA VOZ DO SANTUÁRIO
LIGUE: (16) 3329-1902
Download

MARÇO 2015.cdr - Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora