SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO
FORMAÇÃO
MISSIONÁRIA
Prêmio Direitos Humanos 2004
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A Missão de
Jesus Cristo
A Missão de Jesus Cristo
A missão de Jesus Cristo foi anunciar o
Reino de Deus. O testemunho que
Jesus Cristo dá de si mesmo e que São
Lucas recolheu no Evangelho, "Eu devo
anunciar a Boa Nova do Reino de
Deus", tem, sem dúvida nenhuma, uma
grande importância, porque define,
numa frase apenas, toda a missão de
Jesus: "Para isso é que fui enviado". Ele
veio anunciar o Reino de Deus.
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Estas palavras assumem o significado pleno se
se confrontam com os versículos anteriores,
nos quais Cristo tinha aplicado a si próprio as
palavras do profeta Isaías: "O Espírito do
Senhor está sobre mim, porque me ungiu para
evangelizar os Pobres". Lc 4,43.
E todos os aspectos do mistério, a começar da
própria encarnação, passando pelos sinais do
Reino, pela doutrina, pela convocação dos
discípulos e pela escolha e envio dos 12, pela
cruz, até a ressurreição e à permanência da
presença no meio dos seus, fazem parte da sua
atividade evangelizadora”. (Paulo VI, Exortação
Apostólica Evangelii Nuntiandi, nº 6. )
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Missão da Igreja
Desde
o
início,
nas
primeiras
comunidades, a Igreja sabe bem e ela
tem consciência viva de que a palavra de
Jesus Cristo, "Eu devo anunciar a Boa
Nova do Reino de Deus", se aplica com
toda a verdade.
Assim, ela acrescenta de bom grado com
São Paulo: "Anunciar o Evangelho não é
título de glória para mim; é, antes uma
necessidade que se me impõe. Ai de mim,
se eu não anunciar o Evangelho". (Lc 4,43.
lCor 9,16.)
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Paulo VI, na Carta Apostólica Evangelii Nuntiandi,
fala que “Nós queremos confirmar, uma vez mais
ainda, que a tarefa de evangelizar todos os homens
constitui a missão essencial da Igreja"; tarefa e
missão, que as amplas e profundas mudanças da
sociedade atual tornam ainda mais urgentes.
Tudo na Igreja deve estar permeado pelo espírito
missionário. É o nosso modo de ser e de agir em
todas as dimensões e em todos os lugares.
“Nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar
decididamente, com todas as forças, nos processos
constantes de renovação missionária e de
abandonar as ultrapassadas estruturas que já não
favoreçam a transmissão da fé”.
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Deus fala por meio do profeta Isaías: “Te
estabeleci como luz das nações, a fim de que
a minha salvação chegue até as extremidades
da terra”. Este texto parece nos orientar bem
para entendermos e vivermos a dinâmica
missionária em nossa vida de cristãos. Deus
escolhe a cada um de nós para ser luz. Ser luz
para quem? Para as nações, isto é, para todos
os povos, independentemente de onde e quem
seja. E ser luz não unicamente para mim, mas
principalmente para meu próximo, que simples
aos meus olhos, no coração de Deus é
grande, e por isso, deve ser iluminado. (Is 49,6.)
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Atitudes na Evangelização
O Documento de Aparecida descreve que
“a história da humanidade, história que
Deus nunca abandona, transcorre sob
seu olhar compassivo. Deus amou tanto
nosso mundo que nos deu o seu Filho.
Ele anuncia a Boa Nova do Reino aos
Pobres e aos pecadores. Por isso, nós,
como discípulos e missionários de Jesus,
queremos e devemos proclamar o
Evangelho, que é o próprio Cristo”.
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A Igreja deve cumprir a missão
seguindo os passos de Jesus e
adotando as atitudes Dele (Mt 9,35-36).
Jesus, sendo o Senhor, se fez servidor
e obediente até a morte de cruz (Fl 2,8);
sendo rico, escolheu ser Pobre por nós
(2 Cor 8,9), ensinando-nos o caminho de
nossa vocação de discípulos e
missionários.
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No Evangelho, aprendemos a sublime
lição de ser Pobres seguindo a Jesus
Pobre (Lc 6,20; 9,58), e a de anunciar o
Evangelho da paz sem bolsa ou alforje,
sem colocar nossa confiança no dinheiro
nem no poder deste mundo (Lc 10,4 ss). Na
generosidade
dos
missionários
se
manifesta a generosidade de Deus, na
gratuidade dos apóstolos aparece a
gratuidade do Evangelho”.
(Celam, Documento de Aparecida, 2007, nº 30-31.)
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Conteúdos essenciais da
Evangelização
A partir do que foi visto acima, fica claro que a
missão para nós, cristãos e cristãs, é
evangelizar. É anunciar o Reino de Deus. É
trabalhar na construção dele sobre a terra.
Qual seria o conteúdo da evangelização?
O que falar?
Falar de quem?
Quais os valores e caminhos anunciar?
Paulo VI, na exortação Apostólica Evangelii
Nuntiandi, nos dá o que seria a essência da
evangelização.
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Plano salvífico
a) Testemunho dado do amor do Pai:
evangelizar é, em primeiro lugar, dar
testemunho, de maneira simples e direta, de
Deus revelado por Jesus Cristo, no Espírito
Santo.
b) A salvação em Jesus Cristo: a salvação em
Jesus Cristo é a base, centro e ápice do
dinamismo. Uma proclamação clara que, em
Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, morto e
ressuscitado, a salvação é oferecida a todos os
homens, como dom da graça e da misericórdia
do mesmo Deus;
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c) O dinamismo vivido da salvação: O
anúncio profético, anúncio da realização da
Nova Aliança em Jesus Cristo; vida no amor
a Deus e aos irmãos.
d) Mensagem que interpela a vida toda: A
evangelização seria incompleta se não
tomasse em consideração a interpelação
recíproca que se fazem constantemente o
Evangelho e a vida concreta, pessoal e
social, das pessoas.
(Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, nº
29.)
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Plano libertador
a) A libertação não é alheia à evangelização:
a libertação é o comprometimento de
povos, com toda a energia no esforço e na
luta de superar tudo aquilo que os
condenam a ficar à margem da vida; a
Igreja tem o dever de anunciar a
libertação de milhões de seres humanos,
de ajudar a libertação, de dar testemunho
em favor dela, de fazer esforços para que
ela chegue a ser total;
(Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, nº
30.)
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b) Ligação entre evangelização e
promoção humana – desenvolvimento –
libertação: criará laços de ordem
antropológica: homem, ser concreto e
condicionado;
laços de ordem teológica: a criação e a
redenção, a exigência de restabelecer a
justiça;
laços de ordem evangélica: as exigências
do mandamento novo;
(Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, nº 31.)
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c) Perspectiva evangélica da libertação: a
libertação não se reduz a um projeto temporal, a
uma visão antropocêntrica, e a salvação a um
bem-estar material; ela deve ter em vista o
homem todo integralmente, com todas as
dimensões, incluindo a abertura para o absoluto,
mesmo o absoluto de Deus;
d) A ação da Igreja na libertação: A Igreja deve
tomar consciência para colaborar na libertação
dos homens. Suscitar a generosidade de muitos e
lhes dar uma motivação de fé e de amor fraterno,
uma doutrina social para ser traduzida em
categorias
de
ação/participação
e
de
compromisso, segundo o desígnio global da
salvação.
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Testemunho
A Carta Apostólica Evangelii Nuntiandi
anuncia que “A Boa Nova há de ser
proclamada,
antes
de
mais,
pelo
testemunho.
Por força deste testemunho sem palavras,
estes cristãos fazem aflorar no coração
daqueles que os veem viver, perguntas
indeclináveis: Por que é que eles são
assim? Por que é que eles vivem daquela
maneira? O que é, ou quem é, que os
inspira? Por que é que eles estão conosco?
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E outras perguntas surgirão, depois,
mais profundas e mais de molde a ditar
um compromisso, provocadas pelo
testemunho aludido, que comporta
presença, participação e solidariedade e
que
é
um
elemento
essencial,
geralmente o primeiro de todos, na
evangelização.
Dar testemunho do Evangelho através
da ação.
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CONCLUSÃO
A Missão de Jesus foi viver neste
mundo e resgatar os Pobres e
oprimidos , proporcionando-lhes uma
vida digna de filhos amados do Pai.
Foi restaurar o Reino de Deus, a
promessa libertadora de Deus.
Nossa missão é a missão de Jesus
Cristo!.
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Louvado seja nosso
Senhor Jesus Cristo!
ECAFO - CNB
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