Novas fronteiras – Como administrar as ações
de comunicação e de Relações com
Investidores na divulgação de Fatos
Relevantes da empresa
Geraldo Soares
Presidente Executivo do IBRI
16 de maio de 2007
Programa/Objetivos da Apresentação
Agenda:
1) Revolução do Mercado de Capitais no
Brasil.
2) O que é RI (Relações com Investidores)?
3) O uso de insider trading e o papel do
profissional de RI como porta-voz da
companhia na comunicação com o
mercado e com a imprensa econômica
Programa/Objetivos da Apresentação
1) Revolução do Mercado de Capitais no
Brasil.
2) O que é RI (Relações com Investidores)?
3) O uso de insider trading e o papel do
profissional de RI como porta-voz da
companhia na comunicação com o
mercado e com a imprensa econômica
A Revolução do Mercado de
Capitais no Brasil
Valor de Mercado das Cias.Listadas
1.545
Jan/2007 – 77,3% do PIB
1.633
1995 a 2004 – 33% do PIB (média)
EM BILHÕES
1128
906
R$
US$
676
409
144 148
1995
722
225 217
1996
285 255
1997
194
161
1998
228
1999
441
482
438
430
796
337
226
2000
186
2001
234
127
2002
2003
2004
2005
2006 mar/07
Fonte: Bovespa
A Revolução do Mercado de
Capitais no Brasil
Volume Médio Diário Negociado na Bovespa
3.021
US$
EM MILHÕES
R$
2.056
1.221
949
ar
/0
7
m
06
589
20
05
416
20
04
20
03
20
02
20
01
20
00
20
19
99
19
98
19
97
19
96
19
95
829763
818
748
658569 626
611
558
411
397 395
346
264
272
259 282
197
1.473
1.346
Fonte: Bovespa
A Revolução do Mercado de
Capitais no Brasil
Evolução dos IPO’s
40
35
REALIZADO
30
EM ANDAMENTO
14
25
20
15
26
10
5
2
1
1
1
1999
2000
1
7
21
9
0
1995
1996
1997
1998
2001
2002
2003
2004
2005
2006
mai/ 07
Fonte: Bovespa
A Revolução do Mercado de
Capitais no Brasil
Nº de Empresas nos Segmentos Diferenciados de Governança
Corporativa da Bovespa
O NOVO MERCADO:

28% do total das empresas listadas

59% da capitalização de mercado

67% do volume negociado
62
44
18
2
3
2
3
18
24
31
2001
2002
2003
* até 30/abr
N1
7
7
10
14
15
33
37
36
38
2004
2005
2006
2007*
N2
NM
Fonte: Bovespa
A Revolução do Mercado de
Capitais no Brasil
COMPARAÇÃO - IGC x IBOVESPA x IBRX50
5.500
5.329
IGC
IBOVESPA
IBRX 50
4.500
4.163
3.500
3.155
2.500
1.500
ou
t-0
1
fev
-0 2
jun
-02
ou
t-0
2
fev
-0 3
jun
-03
ou
t-0
3
fev
-0 4
jun
-04
ou
t-0
4
fev
-0 5
jun
-05
ou
t-0
5
fev
-0 6
jun
-06
ou
t-0
6
fev
-0 7
jun
-01
500
Fonte: Bovespa
A Revolução do Mercado de
Capitais no Brasil
PARTICIPAÇÃO DOS INVESTIDORES
INSTITUCIONAIS
28%
INSTITUIÇÕES
FINANCEIRAS
13%
EMPRESAS
2%
ESTRANGEIROS
37%
PFs
22%
A Revolução do Mercado de
Capitais no Brasil
Participação de pessoas físicas* nos negócios da Bovespa – em %
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
10,4
12,3
15,9
20,2
21,7
21,9
26,2
27,5
2004
2005
2006
25,4
24,6
Fonte: Bovespa * Inclui clubes de investimento
A Revolução do Mercado de
Capitais no Brasil
Contas de pessoas físicas na CBLC
2000
76.607
2001
75.003
2002
85.249
2003
85.478
2004
2005
2006
2007*
116.914
155.183
219.634
224.536
Fonte: Bovespa – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia * Janeiro
A Revolução do Mercado de
Capitais no Brasil
Participação do Home Broker na Bovespa – em %
2001
2002
2003
2004
2005
2006
7,0
1,3
No número de
negócios
2,6
10,5
No volume
financeiro
3,5
13,2
5,5
16,9
20,5
20,1
5,9
5,0
Fonte: Bovespa
Programa/Objetivos da Apresentação
1) Revolução do Mercado de Capitais no
Brasil.
2) O que é RI (Relações com Investidores)?
3) O uso de insider trading e o papel do
profissional de RI como porta-voz da
companhia na comunicação com o
mercado e com a imprensa econômica
Responsabilidade do RI
Empresa
Mercado de Capitais
Áreas da
Empresa
Coletar,
analisar,
sintetizar e
uniformizar
informações
internas
RI
Disseminar
informações
transparentes
democráticas
tempestivas
acessíveis
Analistas
Acionistas
Investidores
Mídia
Raters
Academia
Outros
Retroalimentação
O RI é a voz do mercado dentro da empresa e a voz
da empresa no mercado de capitais.
Públicos diferentes, demandas
diferentes
Investidores Profissionais
Investidores Não-profissionais
•Enfoque analítico nas
demonstrações financeiras
•Enfoque analítico no aspecto
operacional
•Foco em recompra de ações
•Foco em dividendos
•Relatório On-line
•Relatório Impresso
•Análise Gerencial da Operação
•Glossário, FAQ
•Grande importância à
tempestividade da informação,
visão trimestral
•Menor importância à
tempestividade (algumas
informações!)
Nove Mandamentos para estruturar um
bom programa de RI
“Seja transparente - sempre!”
“Comunicação é a alma do negócio!”
“Conheça seu público! Segmente!”
“Apresente-se. Vá ao mercado!”
“Não perca tempo. Seja tempestivo!”
“Não invente. Seja a cara da sua empresa”
“Reconheça oportunidades.”
“Inove!”
“Seja estratégico. Pense no longo prazo!”
Sustentabilidade
Dimensão
Econômica
 Performance
Financeira
 Criação de Valor
 Perpetuidade
A empresa somente é sustentável
quando clientes, fornecedores,
Dimensão
Dimensão
Sustentabilidade
Ambiental
Social
investidores...são sustentáveis.
 Competitividade
 Cidadania Corporativa
 Responsabilidade social
 Conservar e reciclar recursos
(Eco-eficiência)
 Aumentar a equidade
 Reduzir desperdícios
 Minimizar impactos ambientais
Programa/Objetivos da Apresentação
1) Revolução do Mercado de Capitais no
Brasil.
2) O que é RI (Relações com Investidores)?
3) O uso de insider trading e o papel do
profissional de RI como porta-voz da
companhia na comunicação com o
mercado e com a imprensa econômica
O papel do RI como porta-voz
da Companhia Aberta
• Uma boa cultura de companhia aberta exige a
divulgação ampla, didática e democrática sobre
o comportamento das ações na Bolsa, os
resultados da empresa e todos os riscos
envolvidos no mercado de ações.
• A atuação do RI é peça chave para criar e
consolidar a reputação corporativa em vários
níveis de comunicação.
• O RI deve estar preparado para atuar tanto em
tempos de calmaria como em crises e
adversidades.
O papel da CVM e as exigências
regulatórias
• O acesso democrático às informações, seja
para investidores individuais ou institucionais,
é uma exigência legal.
• A Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
deixa claro em sua regulamentação que
todos devem ser informados ao mesmo
tempo e com a mesma qualidade de
informação (Equidade e Democracia).
A Instrução CVM 358
• O objetivo é permitir aos investidores tomar
decisões de compra, venda ou manutenção de
posições.
• A Instrução CVM 358, de 3 de janeiro de 2002,
veda a utilização indevida da informação sobre
ato ou fato relevante de companhias abertas e
disciplina sua divulgação, visando a
manutenção da integridade do mercado e ao
tratamento igualitário a todos os acionistas e
investidores.
A Instrução CVM 358
• Política de divulgação:
– Obrigatória
• Política de negociação:
– Facultativa
O papel do Diretor de RI
• Cabe ao Diretor de RI divulgar e
comunicar à CVM e à Bovespa qualquer
ato ou fato relevante ocorrido, e zelar por
sua ampla e imediata disseminação,
simultaneamente, em todos os mercados
em que tais valores seja admitidos à
negociação.
Fato Relevante e Insider
• O art. 2 da Instrução CVM 358 considera
relevante qualquer acontecimento
empresarial e societário que podem afetar
os preços dos valores mobiliários emitidos
pela companhia e a decisão dos
investidores em negociar aqueles valores
ou exercer direitos a ele inerentes.
• “Insider” é toda pessoa que, em virtude de
fatos circunstanciais, tem acesso a
“informações relevantes” da companhia.
Insider Trading
• É qualquer operação realizada por um insider com
valores mobiliários de emissão da companhia, em
proveito próprio.
• O uso de informação privilegiada beneficia o insider,
em detrimento de outra pessoa, que com ele
negocia ignorando aquelas informações.
• O uso de informação privilegiada é expressamente
proibido pela CVM, com o intuito de evitar que
pessoas, direta ou indiretamente relacionadas com
a empresa, possam auferir ganhos patrimoniais
extraordinários, através do conhecimento de atos
ou fatos relevantes.
Consequências do Insider Trading
• No Brasil, compete à CVM apurar,
mediante inquérito administrativo, o uso
de informação privilegiada.
• Perante as Leis nº 6.404/76 e 6.385/76
dos Códigos Civil e Penal,
respectivamente, o uso de informação
privilegiada acarreta para o prejudicado o
direito de haver indenização por perdas e
danos dos infratores.
Exemplo Internacional: SEC
(Securities and Exchange Commission)
• Banco de Dados: Um sistema armazena dados sobre
operações realizadas por insiders, que rapidamente são
cruzados com a variação anormal do valor das ações;
• Transparência: Os dados de operações realizadas por
insiders estão disponíveis na internet — o que pode dar
a investidores e analistas pistas de atuações irregulares
• Quebra de Sigilo: A instituição consegue obter em até
dois dias na Justiça autorização para quebrar sigilo
bancário e telefônico do investigado
• Punição: A comprovação de uso de informação
privilegiada pode levar um insider à cadeia em até seis
meses após o início das investigações
Fonte: CVM e advogados
Punições
“A partir de agora, vai-se pensar duas
vezes antes de usar uma informação
privilegiada, porque contra essa
conduta virá chumbo de tudo quanto
é lado, da CVM, do MP e também do
judiciário.”
(Sady D’Assumpção Torres Filho – Procurador Geral da
República – em entrevista concedida à revista Valor Investe em
maio de 2007)
Código de Conduta e Princípios
Éticos do Profissional de RI
• Quatro Princípios:
1 – Transparência
2 – Equidade
3 – Franqueza e Independência
4 – Integridade e Responsabilidade
Código de Conduta e Princípios
Éticos do Profissional de RI
• O profissional de RI deve:
“Manter rigoroso sigilo quanto à informação
(ainda que incompleta ou em formação)
sobre os negócios da companhia, sendolhe terminantemente vedado utilizar, ou
permitir que terceiros utilizem, informação
que ainda não tenha sido divulgada ao
público.”
Novas fronteiras – Como administrar as ações
de comunicação e de Relações com
Investidores na divulgação de Fatos
Relevantes da empresa
Geraldo Soares
Presidente Executivo do IBRI
16 de maio de2007
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