Capítulo 2: Um giro pelo livro
Capítulo 2 : Conceitos
Introdutórios
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Macroeconomia, 4/e
Olivier Blanchard
Capítulo 2: Um giro pelo livro
2.1
Produto agregado
Contas de renda e produto nacional são um
sistema de contabilidade utilizado para medir a
atividade econômica agregada.
(*Contabilidade Nacional*)
A medida do produto agregado nas contas
nacionais é o produto interno bruto, ou PIB.
Capítulo 2: Um giro pelo livro
PIB: produção e renda
Há três formas de definir o PIB:
1. PIB é o valor dos bens e serviços finais
produzidos em uma economia em dado
período.
 Bem final é um bem destinado ao
consumidor final.
 Bem intermediário é um bem utilizado na
produção de outro bem.
Capítulo 2: Um giro pelo livro
PIB: produção e renda
Há três formas de definir o PIB:
2.O PIB é a soma dos valores adicionados na
economia em dado período.
 O valor adicionado é igual ao valor da
produção de uma empresa menos o valor
dos bens intermediários que ela utiliza na
produção.
Capítulo 2: Um giro pelo livro
PIB: produção e renda
Há três formas de definir o PIB:
3. O PIB é a soma das rendas em dado período.
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PIB nominal e real
PIB Nominal é a soma das quantidades de bens
finais multiplicadas por seus preços correntes.
O PIB nominal aumenta ao longo do tempo porque:
 A produção da maioria dos bens aumenta ao
longo do tempo.
 Os preços da maioria dos bens também
aumentam ao longo do tempo.
O PIB real é calculado como a soma das
quantidades de bens finais multiplicados por preços
constantes (em vez de preços correntes).
Capítulo 2: Um giro pelo livro
PIB nominal e real
 Para calcular o PIB real precisamos multiplicar
o número de automóveis produzidos a cada
ano por um preço comum. Suponha que
utilizamos o preço do automóvel em 2000
como o preço comum. Esse enfoque nos dá,
na verdade, o PIB real em dólares de 2000.
Capítulo 2: Um giro pelo livro
PIB nominal e real
 PIB nominal é também chamado PIB em
reais ou PIB em reais correntes.
 PIB real é também chamado PIB em
termos de bens, PIB em reais
constantes, PIB ajustado pela inflação
ou PIB em reais de 2000.
 PIB se referirá ao PIB real, e Yt
representará o PIB real no ano t.
 PIB nominal será representado por um
sinal na frente do valor: $Yt.
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PIB nominal e real
Figura 2.1
PIB nominal e real
dos Estados Unidos
desde 1960
De 1960 a 2003, o PIB
nominal aumentou 21
vezes. O PIB real
aumentou cerca de 4
vezes.
Capítulo 2: Um giro pelo livro
PIB nominal e real
PIB real per capita é a razão entre o PIB real e
a população do país.
O crescimento do PIB é igual a:
(Yt  Yt 1 )
Yt 1
 Períodos de crescimento positivo do PIB são
chamados de expansão.
 Períodos de crescimento negativo do PIB são
chamados de recessão.
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PIB nominal e real
Figura 2.2
Taxa de crecimento do
PIB dos Estados
Unidos
desdea 1960
Desde 1960,
economia
dos Estados Unidos
passou por uma série de
expansões interrompidas
por curtas recessões.
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2.2 Outras variáveis macroeconômicas principais
O PIB é, obviamente, a principal variável
macroeconômica. Duas outras variáveis, porém,
mostram-nos outros aspectos importantes sobre
a situação de uma economia. São elas:
 Desemprego
 Inflação
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Taxa de desemprego
Figura 2.3
Taxa de desemprego nos
Estados Unidos desde 1960.
Desde 1960, a taxa de
desemprego dos Estados
Unidos tem flutuado entre
3% e 10%, declinando durante
expansões e aumentando
durante recessões.
Capítulo 2: Um giro pelo livro
Por que macroeconomistas se
preocupam com o desemprego?
Macroeconomistas se preocupam com o
desemprego por duas razões:
 Devido a seus efeitos diretos sobre o bemestar dos desempregados.
 Porque ele sinaliza que a economia pode
não estar usando alguns de seus recursos
de forma eficiente.
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A taxa de desemprego na Espanha foi
realmente de 24% em 1994?
A economia informal não é medida em estatísticas
oficiais.
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Taxa de inflação
Inflação é uma elevação sustentada do nível
geral de preços de economia — o nível de
preços.
A taxa de inflação é a taxa à qual o nível de
preços aumenta. (Simetricamente, deflação é
uma queda sustentada do nível de preços.
Corresponde a uma taxa de inflação negativa.)
A deflação é rara, mas acontece. O Japão
experimentou deflação desde o final da década
de 1990.
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Índice de preços ao consumidor
O deflator de PIB mede o preço médio dos bens
produzidos, enquanto o índice de preços ao
consumidor, ou IPC, mede o preço médio dos
bens consumidos ou, equivalentemente, o custo
de vida.
O IPC dá o preço em reais de uma lista
específica de produtos e serviços ao longo do
tempo, na tentativa de representar a cesta de
consumo de um consumidor urbano típico.
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Índice de preços ao consumidor
O conjunto de bens produzidos na economia não
é igual ao conjunto de bens adquiridos pelos
consumidores por dois motivos:
 Alguns dos bens são vendidos para
empresas, governo ou mercado.
 Alguns dos bens não são produzidos
nacionalmente, mas importados.
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Índice de preços ao consumidor
Figura 2.4
Taxa de
inflação dos
Estados
Unidos
empregando
o IPC e o
deflator do
PIB desde
1960
As taxas de
inflação,
calculadas
tanto com
base no IPC
como no
deflator do
PIB, são muito
semelhantes.
Capítulo 2: Um giro pelo livro
Índice de preços ao consumidor
A Figura 2.4 leva a duas conclusões:
 O IPC e o deflator do PIB caminham juntos
na maior parte do tempo. Na maioria dos
anos, as duas taxas de inflação diferem em
menos de 1%.
 Entretanto, existem exceções evidentes.
Tanto em 1974 quanto no final da década de
1970 o aumento do IPC foi significativamente
maior do que o aumento do deflator do PIB.
Capítulo 2: Um giro pelo livro
Por que os economistas se importam
com a inflação?
Economistas se preocupam com a inflação por
dois motivos:
 Nos períodos de inflação, nem todos os
preços e salários sobem proporcionalmente.
Em conseqüência, a inflação afeta a
distribuição de renda.
 A inflação provoca outras distorções.
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O curto prazo, o médio prazo e o
2.3
longo prazo
O produto é determinado:
 pela demanda a curto prazo, digamos, alguns
anos
 pelo nível de tecnologia, estoque de capital e
força de trabalho a médio prazo, digamos, cerca
de uma década
 por fatores como educação, pesquisa, poupança
e qualidade do governo a longo prazo, digamos,
meio século ou mais.
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O Fluxo Circular da Renda
Mais algumas considerações sobre o PIB
•
O PIB é comumente utilizado como a melhor medida de
desempenho ou a riqueza de uma economia. Esta
medida busca mensurar em uma única cifra o valor
corrente de toda atividade econômica de um país.
•
Assim em termos mais precisos o PIB busca medir:
– A renda total de todos os indivíduos na economia;
– A despesa total da economia na produção de bens e
serviços.
•
Portanto, tanto sob a ótica da renda como da despesa,
fica claro porque o PIB é uma medida de desempenho
econômico.
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Capítulo 2: Um giro pelo livro
O Fluxo Circular da Renda
•
Como o PIB pode medir tanto a renda como a despesa?
A explicação é que contabilmente ambos os valores
expressam a mesma coisa.
•
No universo da economia como um todo, a renda deve
ser igual à despesa, sempre.
•
Portanto, aquilo que é produzido, ou seja, o produto
também deve ser igual à renda e à despesa.
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Capítulo 2: Um giro pelo livro
O Fluxo Circular da Renda
•
Vamos supor uma economia que produza um único bem,
o pão, a partir de um único fator de produção, o
trabalho.
•
A figura a seguir ilustra todas as transações
econômicas que ocorrem entre as famílias e as
empresas:
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Capítulo 2: Um giro pelo livro
O Fluxo Circular da Renda
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Capítulo 2: Um giro pelo livro
O Fluxo Circular da Renda
•
O circuito interno representa o fluxo de bens e trabalho.
As famílias vendem os serviços da mão de obra às
firmas; Estas por sua vez, usam a mão de obra para
produzir o bem, que é então vendido às famílias.
•
Assim, o trabalho flui das famílias para as empresas e o
bem deste esquema circula das empresas para aas
famílias.
•
O circuito externo representa o fluxo monetário
correspondente. As famílias compram o produto (bem)
das firmas e estas usam um parte da renda oriunda das
vendas para pagar os salários de seus trabalhadores
(remuneração do fator de produção trabalho).
•
O restante é o lucro dos donos das empresas (que são
integrantes das famílias).
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Capítulo 2: Um giro pelo livro
O Fluxo Circular da Renda
•
Portanto, a despesa com o bem flui das famílias para as
firmas e a renda sob a forma de salários dos
trabalhadores e lucros das firmas circula das empresas
para as famílias.
•
Uma vez que o PIB mede o fluxo monetário da economia,
podemos calcular este fluxo de duas formas:
– O PIB como o total da renda proveniente da produção de
bens que é igual à soma de salários e lucros.
– O PIB como o total da despesa (gasto) com bens.
•
A equivalência com entre renda e despesa decorre de
uma regra na contabilidade: toda despesa tem a sua
contrapartida na produção.
•
Assim, toda transação econômica que afeta a despesa
deve afetar a renda, e toda transação que afeta a renda
deve afetar a despesa!
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