Conferência Regional sobre Determinantes
Sociais da Saúde -Nordeste
Acesso e Qualidade de Serviços
de Saúde
Ligia Bahia -UFRJ
A Vida e a Saúde
A expectativa de vida ao nascer para nossos ancestrais caçadores-coletores era talvez 25
anos.
Houve pouco, se algum, progresso durante o Império Romano, e mesmo em 1700 a
expectativa de vida, ao nascer, na Inglaterra, o país mais rico do mundo depois da Holanda
na época, era apenas 37 anos (Wrigley e Schofield, 1981).
No século XVIII, a mortalidade começou a declinar. Na Inglaterra e País de Gales a redução
começou em torno do meados do século XVIII.
Em 1820, a expectativa de vida ao nascer na Inglaterra, foi cerca de 41 anos.
Entre 1820 e 1870, o período de maior industrialização, a expectativa de vida manteve-se
estável (cerca de 41 anos).
Desde 1870, a mortalidade caiu relativamente continuamente. A expectativa de vida na
Inglaterra subiu para 50 anos, na primeira década do século XX e hoje é
80 anos. Uma transição semelhante, com algumas diferenças na cronologia ocorreu em
todos os países desenvolvidos. A redução da mortalidade na França foi muito semelhante a
da Inglaterra. Nos Estados Unidos, a redução da mortalidade parece ter iniciado por volta
de 1790, com um padrão global semelhante. A expectativa de vida ao nascer nos
Estados Unidos passou de 47 anos em 1900 para 79 anos hoje
A vida e a Saúde Desafios do
Passado
Melhoria na nutrição
Saúde pública
Grandes projetos de obras públicas: filtragem e cloração da água, sistemas
de saneamento, drenagem de pântanos, pasteurização do leite e as
campanhas de vacinação em massa.
Ações sobre individuos: uso de água fervida, proteção de alimentos contra
insetos, lavar as mãos, ventilação dos quartos
Atenção Médica
Especialmente após a II Guerra Mundial
Doenças Cardiovasculares
David Cutler, Journal of Economic
Perspectives 20 (3):97-120,2006
A Situação de Saúde
A Situação de Saúde
Gastos com Saúde
A Vida e a Saúde
Desafios Atuais
Disparidades na Saúde
Classe Social
Renda
Educação
Raça
Sexo/Gênero
Etnia
Orientação Sexual
Desafios para a Saúde Pública no Mundo Atual
1) Mudanças no Comportamento
Dieta
Exercício
Tabaco
Álcool
Manejo de condições como asma, diabetes e hipertensão
Desafios para a Saúde Pública no Mundo Atual
2) Mudanças no Ambiente Social e Físico
no qual as pessoas vivem e trabalham
Baixa escolaridade
Morar em locais com poucas lugares que vendem frutas e legumes
Morar em cidades organizadas para o tráfego de carros e não de pessoas
As despesas com saúde relativas a pacientes
obesos nos EUA em 2006 foram $ 1429 a mais do
que as efetuadas com pessoas sem sobrepeso.
Annual Medical Spending Attributable To Obesity: Payer-And Service-Specific
Estimates. Health Affairs, 28 (5):822-831, 2009
Desafios para a Saúde Pública no Mundo Atual
3) Organização de Sistemas de Saúde
podem criar, exacerbar ou reduzir
desigualdades
Pacientes negros nos EUA moram perto de centros
hospitalares de alta qualidade mas a probabilidade
que as cirurgias para pacientes negros é 25% a 58%
mais elevada do que para pacientes brancos
DimickJ, RutherJ, Sarrazim MV, Birkmeyer JD. Black Patients More Likely Than
Whites To Undergo Surgery. Health Affairs 32 (6): 1046-53, 2013
O Sistema Brasileiro de Saúde
Número de Estabelecimentos Ambulatoriais Públicos e Privados, Brasil 1976 a 2009 (vários anos)
50 000
45 000
40 000
35 000
30 000
Público
25 000
Privado
20 000
15 000
10 000
5 000
1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1992 1999 2002 2005 2009
O Sistema Brasileiro de Saúde
Número de Leitos segundo Natureza Pública e Privada, Brasil 1976-2009 (vários anos)
500 000
400 000
300 000
Público
200 000
Privado
100 000
76 977 978 979 980 981 982 983 984 985 986 987 988 989 990 992 999 002 005 009
9
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
2
2
Distribuição dos Postos de Trabalho de Médicos
segundo Esfera Administrativa, Brasil 1986
O Sistema
Brasileiro de
Saúde
Pré-SUS
47%
Publica
53%
Privada
Pós-SUS
Distribuição dos Postos de Trabalho de Médicos segundo
Esfera Administrativa, Brasil 2002
Distribuição dos Postos de Trabalho de Médicos segundo
Esfera Administrativa, Brasil 2009
4%
11%
4%
12%
55%
29%
Federal
Federal
Estadual
Estadual
Municipal
Privada
Municipal
55%
30%
Privada
O Sistema
Brasileiro de
Saúde
Distribuição dos Postos de Trabalho de Enfermeiros segundo
Esfera Administrativa, Brasil 1986
32%
Pré-SUS
Publica
Privada
68%
Pós-SUS
Distribuição dos Postos de Trabalho de Enfermeiros segundo
Esfera Administrativa, Brasil 2009
Distribuição dos Postos de Trabalho de Enfermeiros
segundo Esfera Administrativa, Brasil 2002
5%
6%
16%
18%
35%
33%
Federal
Federal
Estadual
Estadual
Municipal
Municipal
Privada
Privada
41%
46%
O Sistema
Brasileiro de
Saúde
Distribuição dos Postos de Trabalho de Odontologos segundo
Esfera Administrativa, Brasil 1986
Pré-SUS
41%
Publica
Privada
59%
Pós-SUS
Distribuição dos Postos de Trabalho de Odontologos
segundo Esfera Administrativa, Brasil 2002
Distribuição dos Postos de Trabalho de Odontologos
segundo Esfera Administrativa, Brasil 2009
3%
5%
9%
19%
37%
Federal
Federal
Estadual
Estadual
Municipal
Municipal
58%
Privada
Privada
14%
55%
O Sistema
Brasileiro de
Saúde
Distribuição dos Postos de Trabalho de Pessoal
Técnico/Auxiliar segundo Esfera Administrativa, Brasil 1986
Pré-SUS
Pública
47%
53%
Privada
Pós-SUS
Distribuição dos Postos de Trabalho de Pessoal Técnico/Auxiliar segundo Esfera
Administrativa, Brasil 2002
Distribuição dos Postos de Trabalho de Pessoal Técnico/Auxiliar
segundo Esfera Administrativa, Brasil 2009
30%
34%
Privada
48%
Privada
45%
Federal
Estadual
Municipal
Municipal
17%
5%
Federal
Estadual
16%
5%
O Sistema Brasileiro de Saúde
Recursos Disponíveis
Equipamentos SUS e Não SUS Brasil 2002, 2005 e 2009
2500
2000
2002
2005
1500
1000
2009
500
0
SUS
Não
SUS
Mamográfo
Comando Simples
SUS
Não
SUS
Mamográfo
Estereotaxia
SUS
Não
SUS
Ressonância NM
SUS
Não
SUS
Tomográfo
Fonte: AMS/IBGE
O Sistema Brasileiro de Saúde
% de Crescimento de Equipamentos Selecionados
2002 a 2009 (SUS e Não SUS)
250,00
200,00
150,00
100,00
50,00
0,00
SUS
Não
SUS
Mamografo
SUS
Não
SUS
Mamográfo
Estereotaxia
SUS
Não
SUS
Ressonância
NM
SUS
Não
SUS
Tomográfo
Fonte: AMS/IBGE
O Sistema Brasileiro de Saúde
Disstribuição de Equipamentos Disponiveis ao SUS por Regiões em 2009
Mamógrafo
com
comando
simples
Mamógrafo
com
estereotaxia
60,0
50,0
40,0
30,0
20,0
Tomógrafo
10,0
0,0
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
CentroOeste
Ressonância
magnética
Distribuição da População Brasil por Regiões em
2009
7,26
8,02
14,48
Norte
27,99
Nordeste
Sudeste
Fonte: AMS/IBGE
Sul
42,26
Centro-Oeste
“Efeito SUS”
% Total Equipamentos - Equipamentos SUS por
Regiões - Brasil 2009
10,00
Mamógrafo
com
comando
simples
Mamógrafo com
estereotaxia
5,00
-10,00
-15,00
CentroOeste
Sul
Sudeste
Nordeste
-5,00
Norte
0,00
Tomógrafo
Ressonância magnética
O Sistema Brasileiro de Saúde
% de Tomográfos Computadorizados Disponíveis ao SUS e % da
População por UF´s da Região Nordeste 2009
30,00
25,00
20,00
15,00
10,00
5,00
0,00
N
d
or
% de TC
% População
te
s
e
an
r
a
M
o
hã
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B
C
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P
S
A
do
na
r
e
Pe
nd
a
r
G
io
R
Fonte: AMS/IBGE
O Sistema Brasileiro de Saúde
Distribuição Leitos Terapia Intensiva SUS, Não SUS e
Populaçao segundo Regiões Brasil 2013
70,00
60,00
50,00
40,00
30,00
20,00
10,00
0,00
te
es
ul
ro
-O
S
te
ud
es
C
en
t
S
es
or
d
N
N
or
te
te
SUS
Não SUS
População
O Sistema Brasileiro de Saúde
Despesas Publicas Per Capita por Regiões Brasil 2000 e
2010
800
700
600
500
400
300
200
100
0
2000
2010
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
CentroOeste
Brasil
Fonte
SIOPS/DataSUS
O Sistema Brasileiro de Saúde
Despesas Públicas Per Capita UF´s Nordeste Brasil 2010
725,92
643,01
540,25
522,3
587,48
572,17
503,46
476,15
ip
e
Se
rg
Al
ag
oa
s
am
bu
co
ib
a
Pe
rn
do
nd
e
G
ra
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R
Pa
ra
te
No
r
ea
rá
C
Pi
au
í
ar
an
hã
o
M
as
il
436,1
Ba
hi
a
518,53
Br
800
700
600
500
400
300
200
100
0
O Sistema Brasileiro de Saúde
Preços
Procedimentos hospitalares do SUS por Região
Brasil (junho 2013)
Região
Valor médio AIH
Norte
792,53
Nordeste
954,19
Sudeste
1219,67
Sul
1311,41
Centro-Oeste
1035,96
Brasil
1120,86
Fonte: Ministério da Saúde - Sistema de Informações
Hospitalares
do SUS (SIH/SUS)
Preços
Porte, Produção e Receitas de Hospitais da Associação Brasileira de Hospitais Privados Selecionados, Brasil 2010
Hospitais
Área
Leitos
CTI
Médicos
Internações
Exames
Receita
(em R$
milhões)
Receita/
Internações
São Jose
30.000 m²
209
68
6.032
19.929
365.485
191, 9
9.584,02
São Luiz
27.218 m²
310
70
4.304
16.538
844.207
289,6
17.474,91
173.942 m²
577
57
5.231
43.241
2.979.743
1.093,80
25.276,94
Sírio Libanês
90.991 m²
341
51
2.883
16.996
2.513.942
760,4
44.716,40
Oswaldo Cruz
72000 m²
239
34
5.045
16.545
158.203
417,9
25.203,99
Hcor
44000 m²
223
40
1.070
8.697
1.232.077
252
28.975,51
Moinhos de Vento
86000 m²
335
61
4.441
21.430
488.923
259,2
12.095,19
N/ Informada
110
25
550
4.379
27.575
155
35.396,21
117736 m²
584
140
11.244
28.213
482.091
308
10.916,95
Einstein
Pro-cardiaco
Real Português
Fonte: Observatório ANAPH, 2011. Disponível em http://www.anahp.org.br/publicacoes_observatorio.asp
Iniquidade e Preços
Após 11 horas de trabalho de parto, Kate Middleton, duquesa de Cambridge, deu à luz ao príncipe, . O
bebê nasceu com três quilos e 700 gramas às 16h24, horário de Londres,. A duquesa estava
acompanhada do marido, o príncipe William, na hora do parto.
No Brasil, ter filhos por meio de parto normal, como Kate Middleton, não é comum. Enquanto a OMS
(Organização Mundial da Saúde) recomenda que apenas 15% dos partos sejam feitos por cesariana,
no SUS (Sistema Único de Saúde), o procedimento cirúrgico corresponde a 36,8% do total de
nascimentos.
Quando são levados em consideração os partos feitos com uso de planos de saúde particulares, a
porcentagem chega a impressionantes 80%.
.
The Daily Mail estimates Kate's stay could end up costing up to £10,000 ($15,659).
According to U.K.'s The Sun a fresh bouquet of flowers will be delivered to Kate's Lindo Wing suite
every day and blackout curtains will ensure privacy. William, meanwhile, will be able to lounge
comfortably in the room's recliner.
Exacerbação da Má Qualidade e
Criação de Desigualdades
[email protected]
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Ligia Bahia - DSS Brasil