Santo Padre, o mundo precisa da
vossa intervenção!
Consagrai a Rússia como Nossa Senhora pediu!
A Rússia e os Estados Unidos, ambos equipados com armas nucleares,
estão envolvidos num conflito cada vez maior sobre os acontecimentos
na Ucrânia. Chegou a altura de atender ao pedido de Nossa Senhora
para a Consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração,
para trazer a paz a todo o mundo.
Nossa Senhora prometeu em Fátima que: “Se fizerem o que Eu vos disser,
salvar-se-ão muitas almas e terão paz.”
Santíssimo Padre:
Há perto de cem anos, a Mãe de Deus apareceu a três pastorinhos em Fátima,
Portugal, e revelou-lhes o plano do Céu para a paz: “Virei pedir a Consagração da Rússia
ao Meu Imaculado Coração, e a Comunhão reparadora nos Primeiros Sábados. Se
atenderem aos Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará os seus
erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados;
o Santo Padre terá muito que sofrer; várias nações serão aniquiladas.”
Alguns atenderam ao pedido de Nossa Senhora da devoção dos Primeiros Sábados,
mas a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração continua por se fazer. Através desta
Carta Aberta, pedimos a Vossa Santidade a Consagração da Rússia. A urgência e a
necessidade absoluta deste acto não pode ser maior, como esperamos demonstrar a Vossa
Santidade.
Uma aparição mariana como nenhuma outra
Os Católicos de todo o mundo ficaram animados com a notícia de que Vossa
Santidade tinha pedido ao Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, que consagrasse
todo o vosso pontificado a Nossa Senhora de Fátima. Essa consagração realizou-se em 13
de Maio de 2013, exactamente dois meses depois da vossa eleição como Papa. Tal como os
vossos antecessores Bento XVI, João Paulo II e Paulo VI, todos os quais fizeram
peregrinações ao local das aparições de Fátima, Vossa Santidade demonstrou a importância
e urgência permanentes dos acontecimentos de Fátima, tanto para a Igreja como para o
mundo.
Como declarou o Beato João Paulo II durante a sua peregrinação a Fátima em 1982:
“O conteúdo do apelo de Nossa Senhora de Fátima está tão enraizado no Evangelho e em
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toda a Tradição que a Igreja sente-se interpelada por esta Mensagem.” (Homilia da Missa no
Santuário da Virgem de Fátima, 13 de Maio de 1982.)
Devemos confessar, Santidade, que estamos desolados com a propaganda incessante
daqueles que, na Igreja, ignorando o carácter singular e o nível extraordinário da aprovação
papal das aparições de Fátima, continuam a secundarizá-las como uma “revelação
particular” que a hierarquia e os fiéis estão à vontade para ignorar. Estamos espantados com
a imprudência desta minimização de uma intervenção pessoal indubitável da Mãe de Deus
nos assuntos humanos.
Um contexto histórico alarmante
Em 13 de Maio de 2000, João Paulo II sublinhou a grande urgência da Mensagem
de Fátima. Sua Santidade ligou explicitamente Fátima ao Capítulo 12 do Livro do
Apocalipse:
A mensagem de Fátima é um apelo à conversão, alertando a
Humanidade para não fazer o jogo do “dragão” que, com a “cauda, arrastou
um terço das estrelas do Céu [almas consagradas], e as lançou sobre a terra”
(Apoc. 12:4.). ... Na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem veio aqui, a
Fátima, pedir aos Homens que “não ofendessem mais a Deus Nosso Senhor,
que já está muito ofendido”. É a dor de Mãe que A faz falar: está em causa a
sorte dos Seus filhos.
Em 13 de Maio de 1967, durante a sua peregrinação a Fátima, o Papa Paulo VI
também ligou a Mensagem de Fátima ao Livro do Apocalipse. Cinco anos mais tarde, o
mesmo Papa, preocupado, transmitiu uma lamentação talvez sem precedentes na história da
Igreja:
Por alguma fissura o fumo de satanás entrou no templo de Deus: há
dúvidas, incertezas, problemas, agitação. … Esperava-se que, depois do
Concílio (Vaticano II), viesse um dia de luz na história da Igreja. Em vez
disso, veio um dia de nuvens, de escuridão, de hesitação, de incerteza. Como
aconteceu isto? Confiamos-vos o Nosso pensamento: houve interferência de
um poder adversário: o seu nome é o demónio... (Insegnamenti, Ed. Vaticana,
Vol. X, 1972, p. 707.)
A actual crise eclesiástica e mundial
Actualmente, a Igreja enfrenta uma crise diferente das anteriores, uma crise que
envolve o destino de todo o mundo. Antes da sua resignação sem precedentes, o vosso
antecessor, o Papa Emérito Bento XVI, fez numerosos avisos sobre o estado da Igreja e do
mundo.
Por exemplo, cerca de quatro anos depois da sua eleição, Bento XVI declarou que
“em vastas áreas do mundo a fé está em perigo de morrer como uma chama que já não tem
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combustível,” e que Deus está a desaparecer do horizonte humano,” e que a humanidade
está a perder a sua orientação, com efeitos destruidores cada vez mais evidentes.” (“Carta
de Sua Santidade o Papa Bento XVI a todos os Bispos do mundo”, 10 de Março de 2009.)
Um ano depois, o Papa Bento XVI comparou dramaticamente a nossa situação com
a do Império Romano antes da sua queda:
“O sol estava a pôr-se sobre o mundo inteiro. Calamidades naturais
frequentes aumentavam este sentimento de insegurança. Não se avistava um
poder que pudesse pôr fim a este declínio.” Neste mesmo dia, continuou Sua
Santidade, “o consenso moral está a ir abaixo, e sem este consenso as
estruturas jurídicas e políticas não podem funcionar. Por conseguinte, as
forças mobilizadas para a defesa dessas estruturas parecem condenadas ao
fracasso... O próprio futuro do mundo está em risco.” (Saudação de Natal à
Cúria Romana, 20 de Dezembro de 2010)
O que é mais impressionante sobre as graves avaliações do Papa Bento XVI é que,
como acontecera com as de João Paulo II e Paulo VI, Bento XVI ligou-as expressamente à
Mensagem de Fátima. Referindo-se ao Terceiro Segredo durante a sua peregrinação à Cova
da Iria em 2010, o Papa revelou que não se refere apenas ao passado, como há quem insista,
mas também a “realidades futuras da Igreja, que se desenvolvem e se revelam pouco a
pouco.” Quanto a estas “realidades futuras,” como explicou o Papa Bento XVI:
Quanto à novidade que hoje podemos descobrir nesta Mensagem [o
Terceiro Segredo], é que os ataques ao Papa e à Igreja não vêm apenas do
exterior, mas os sofrimentos da Igreja vêm precisamente do interior da
Igreja, de pecados que existem na Igreja. Isto sempre se soube, mas hoje
vemo-lo de uma maneira realmente aterrorizante: que a maior perseguição à
Igreja não procede de inimigos exteriores, mas é motivado pelos pecados na
Igreja. (Comentários preparados para a comunicação social pública durante a sua
viagem a Fátima, 11 de Maio de 2010)
Além dos graves diagnósticos papais a que já nos referimos, temos também o
reconhecimento da crise mundial e eclesiástica por parte de Vossa Santidade. Na vossa
mensagem Urbi et Orbi do Dia de Natal de 2013, Vossa Santidade lamentou o sofrimento
dos idosos, dos doentes e dos pobres à escala mundial, e as “Guerras [que] destroem e
ferem tantas vidas!” Nessa ocasião, Vossa Santidade lembrou-nos que “A paz verdadeira…
não é um equilíbrio de forças opostas. Não é uma bonita ‘fachada’ que esconde conflitos e
divisões. A paz requer um compromisso diário, mas fazer a paz é uma arte, que começa
com um dom de Deus, com a graça que Ele nos deu em Jesus Cristo.” Mas é precisamente
esta paz verdadeira—“a paz de Cristo,” como o Papa Pio XI lhe chamou—que tem
escapado à Igreja e ao mundo nestes dias de alargamento da escuridão. Como Vossa
Santidade declarou na alocução do Angelus de 1 de Janeiro de 2014: “O que está a
acontecer no coração do homem? O que está a acontecer no coração da humanidade? É
altura de parar!”
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A resposta do Céu à crise:
a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração
A Santíssima Virgem, claro, previu a situação em que hoje nos encontramos quando
apareceu em Fátima. Ali, Ela disponibilizou o remédio celestial que ainda está para ser
aplicado: a Consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração pelo Papa com os Bispos de
todo o mundo. A seguir a essa Consagração, prometeu Ela, “a Rússia se converterá e terão
paz”—a verdadeira paz de que Vossa Santidade falou. Mas “se não,” avisou, a Rússia
“espalhará os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons
serão martirizados; o Santo Padre terá muito que sofrer; várias nações serão aniquiladas.”
Até agora, a Consagração da Rússia ainda está por ser realizada. Por isso, como a
Irmã Lúcia avisou num documento publicado pelo próprio Vaticano em 26 de Junho de
2000:
Porque não temos atendido a este apelo da Mensagem, verificamos
que ela se tem cumprido; a Rússia foi invadindo o mundo com os seus erros.
E se não vemos ainda como facto consumado o final desta profecia, vemos
que para aí caminhamos a passos largos. (Excerto da carta da Irmã Lúcia em A
Mensagem de Fátima, vatican.va)
A Irmã Lúcia tornou bem claro, uma e outra vez, que o acto de Consagração que
Nossa Senhora pediu deve incluir uma cerimónia solene e pública realizada pelo Papa em
união com os Bispos Católicos de todo o mundo, e A Rússia deve aparecer como objecto da
Consagração.
Não há razões para manter, como alguns têm feito, que o pedido de Nossa Senhora
para a Consagração da Rússia pode ser cumprido com uma recusa de mencionar a Rússia!
A franqueza requer que façamos notar, Santo Padre, que a cerimónia que Vossa Santidade
realizou em 13 de Outubro de 2013 seguiu o modelo de outras anteriores: evitando o que
Nossa Senhora pediu especificamente.
Simples confiança em Deus
Na vossa homilia, a propósito da cerimónia que realizastes em 13 de Outubro
passado, Vossa Santidade fez uma referência muito a propósito à “história de Naaman,
comandante do exército do Rei de Aram,” que, “[p]ara ser curado da lepra… dirige-se ao
profeta de Deus, Eliseu, que não faz magia nem exige dele algo de extraordinário, mas que
lhe pede simplesmente que confie em Deus e se lave nas águas do rio. Não, porém, num
dos grandes rios de Damasco, mas sim no riozito do Jordão.”
Como lemos na história bíblica (4 Reis 5:1-19), Naaman começou por se irritar por
Eliseu lhe ter enviado um mero mensageiro para lhe dar um simples recado, em vez de
impor pessoalmente as suas mãos em Naaman, invocando o Nome de Deus, curando-o logo
de forma dramática. Quanto ao Rio Jordão, Naaman resmungou: “O Abana e o Farfar, rios
de Damasco, não serão melhores do que todas as águas de Israel, para me banhar nelas e ser
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limpo?” Mas Naaman humilhou-se e fez precisamente como lhe tinha sido pedido, depois
dos seus servos, tenho reparado na sua indignação, lhe disseram: “Pai, se o profeta te
tivesse pedido que fizesses alguma coisa grande, certamente a terias feito; quão mais
facilmente farás o que ele te disse: Lava-te, e ficarás limpo?”
Com base nesta lição, Vossa Santidade continuou: “Que género de Deus é este, que
pede uma coisa tão simples?... Deus surpreende-nos. É precisamente na pobreza, na
fraqueza e na humildade que Ele se revela e nos concede o Seu amor, que nos salva, que
nos cura e nos dá força. Só nos pede que obedeçamos à Sua palavra e confiemos n’Ele.”
Mas a tragédia que agora se vai revelando perante a Igreja e o mundo é o resultado de
“colaboradores” do Pontífice Romano que, ao contrário dos humildes servos de Naaman,
evidentemente confiam mais no seu julgamento falível do que nos conselhos celestiais da
Mãe de Deus, a maior de todos os profetas.
Enquanto ainda houver tempo, Santo Padre!
Como Nossa Senhora disse à Irmã Lúcia em 1952:
“Participa ao Santo Padre que ainda estou à espera da
Consagração da Rússia. Sem essa Consagração, a Rússia não poderá
converter-se, nem o mundo terá paz.”
É muito significativo que Nossa Senhora tenha dito isto depois das duas guerras
mundiais e da ascensão do comunismo soviético, tendo previsto uma ameaça à paz no
futuro ainda maior do que a que representavam duas guerras mundiais e os Governos
totalitários de Hitler e Stálin.
Em 17 de Junho de 1689, Santa Margarida Maria Alacoque revelou numa carta à
sua Madre Superiora o pedido de Nosso Senhor para que o Rei de França consagrasse o seu
Reino ao Sagrado Coração, manifestando publicamente esta Consagração “no seu
palácio… nos seus estandartes e gravado nas suas armas, para que fosse vitorioso sobre
todos os seus inimigos.” (Bougard, Life of Blessed Margaret Maria Alacoque, pp. 268-269).
Exactamente cem anos mais tarde, o Rei Luís XVI foi deposto do Trono de França quando
o Terceiro Estado se manifestou na Assembleia Nacional. Pouco depois, o Rei Luís XVI foi
preso. Depois, o Rei tentou particularmente, na prisão, o que sucessivos Reis de França
tinham deixado de fazer em público ao longo de um século. Era demasiado pouco,
demasiado tarde. Luís XVI acabou a vida na guilhotina, a França precipitou-se num banho
de sangue, e a Igreja em França sofreu uma perseguição terrível.
Em Rianjo, Espanha, em Agosto de 1931, Nosso Senhor falou à Irmã Lúcia e fez
um paralelo entre o fracasso em honrar o Seu pedido com respeito a França e o fracasso em
honrar o Seu pedido (através de Nossa Senhora de Fátima) com respeito à Rússia:
“Participa aos Meus ministros que, dado seguirem o exemplo do rei de França na
demora em executar o Meu mandato, tal como a ele aconteceu, assim o seguirão na
aflição.” Lúcia também anotou a admoestação de Nosso Senhor, nestes termos: “Não
quiseram atender ao Meu pedido! Como o rei de França, arrepender-se-ão e fá-lo-ão, mas
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será tarde. A Rússia terá já espalhado os seus erros pelo Mundo, provocando guerras e
perseguições à Igreja. O Santo Padre terá muito que sofrer.”
Já é tarde, Santo Padre. Muito tarde. Tal como o Rei de França em 1789, hoje o
Papa de Roma aproxima-se do centenário de um imperativo divino que não foi atendido. E,
consequentemente, não vimos o prometido Triunfo do Imaculado Coração. Em vez dele,
vemos um mundo afectado por violência sem fim e uma rebelião crescente, multiplicando
as guerras locais e a ameaça de uma guerra ainda maior no teatro europeu, assim como em
outras partes do mundo!
O Papa Bento XVI declarou no seu sermão em Fátima: “Quem pensar que a
missão profética de Fátima está concluída, ilude-se.” De facto, a missão profética de
Fátima está a aproximar-se do seu ponto mais crítico. O centésimo aniversário dos
acontecimentos de Fátima será a ocasião do triunfo de Maria sobre o mal, ou uma imensa
tribulação para toda a humanidade? O mundo entrará na era de paz que foi prometida, ou,
em vez disso, sofrerá os horrores ilustrados na visão de um futuro Papa que é executado
numa colina fora de uma cidade devastada? A resposta a estas perguntas depende de um
acto de obediência tão simples como o de Naaman a banhar-se no humilde Rio Jordão.
Como Vossa Santidade disse há alguns meses: “Deus surpreende-nos…. Pede-nos apenas
que obedeçamos à Sua palavra e que confiemos n’Ele.”
Santo Padre, imploramos-vos, tal como os humildes servos de Naaman lhe
imploraram: Fazei exactamente o que o profeta de Deus disse! Consagrai a Rússia, e apenas
a Rússia, ao Imaculado Coração de Maria, ordenando aos Bispos de todo o mundo que se
associem a vós na obediência ao pedido simples de Deus. Por amor de Deus e da Sua Santa
Mãe, não deixeis passar um século sem este acto de obediência! Obedecei e confiai, para
que a Igreja e todo o mundo possam finalmente acolher a gloriosa colheita de paz que a
nossa Mãe nos prometeu em Fátima.
Os vossos humildes súbditos e concidadãos do Mundo,
The Fatima Center et al
Primeira publicação em 1 de Maio de 2014
Festa de S. José
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Santo Padre, o mundo precisa da vossa intervenção!