PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÃO
PROF.ª CHARLENE
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)

CRIADO EM 1973
FINALIDADE DE INTEGRAR E
AMPLIAR AS ATIVIDADES DE
IMUNIZAÇÕES DISTRIBUIDAS EM
DIFERENTES
PROGRAMAS
VISANDO 02 OBJETIVOS
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)

estabelecer as linhas gerais para a
administração dos imunobiológicos na rede
de serviços de saúde

padronizar e disciplinar critérios e técnicas
para administração de vacinas e soros
utilizados pelo PNI.
VACINAS

PRODUZIDA COM BACTÉRIAS OU VÍRUS
MORTOS
OU
ENFRAQUECIDOS
(ATENUADOS) AO ENTRAR NO CORPO
DO SER HUMANO PROVOCA UMA
REAÇÃO
DE
IMUNIZAÇÃO,
PRODUZINDO ANTICORPOS CONTRA
AQUELA SUBSTÂNCIA, DESTA FORMA
PREPARA ORGANISMO PARA EM CASO
DA INFECÇÃO POR ESTE AGENTE
PATOGÊNICO O SISTEMA DE DEFESA
POSSA AGIR
TIPOS DE VACINAS

Vacinas Vivas: Organismos vivos

Vacinas Vivas: Organismos vivos atenuados

Vacinas Mortas

Vacinas Inativadas
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)

O PNI é de responsabilidade do
Ministério da Saúde e das Secretarias
Estaduais de Saúde. A Secretaria de Saúde
do Estado de São Paulo, através do
Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof.
Alexandre Vranjac” revisa periodicamente
e publica as Normas Técnicas do
Programa de Imunização.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)

Avalia-se a eficácia da imunização quando
se consegue erradicar ou controlar a
incidência de uma doença. Por exemplo: a
varíola e a poliomielite estão erradicadas
no Brasil, o tétano neo-natal e a
mortalidade por tuberculose na infância
estão controlados em São Paulo.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Considerações sobre os imunobiológicos
 As vacinas podem ser formadas com vírus
vivos atenuados, inativados, bactérias
mortas e toxóide (tetânico e diftérico).
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)

Podem-se colocar na vacina conservantes
e antibióticos para evitar o crescimento
de fungos e bactérias, e compostos de
alumínio, que aumentam o poder
imunizante. Existem diferenças entre uma
vacina e outra de acordo com a
composição:
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
BCG: vacina contra a tuberculose,
liofilizada, necessita de reconstrução com
água destilada;
 DPT: é a triplice bacteriana, associando-se
o toxóide diftérico e tetânico com a
Bordatella pertussis, imuniza contra o
tétano, difteria e coqueluche;

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
DT (dupla infantil) e dT (dupla tipo
adulto): possuem a mesma quantidade de
toxóide tetânico e menor quantidade de
toxóide diftérico contidas na vacina DPT;
 Poliomielite: contém 3 tipos de polivírus
atenuados, imuniza contra paralisia
infantil;

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Sarampo: contém vírus vivos atenuados
 TV: é a tríplice viral, contendo vírus vivos
atenuados da caxumba, rubéola e
sarampo
 Hepatite B: contém antígeno de superfície
do vírus da hepatite com adjuvante
hidróxido de alumínio, devendo ser
administrados 0,5 ml para menor de 1
ano a 20 anos e 1,0 ml para maiores de
20 anos.

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Situações especiais
 Na vigência de SURTO EPIDÊMICO em
creche, escola, instituições ou epidemias
(municipal, estadual ou nacional) de
doenças abrangidas pelo PNI, podem-se
desencadear medidas de controle, tais
como vacinação em massa da população
alvo, e que não precisam estar implícitas
nas Normas de Vacinação (faixa etária,
dose de reforço, etc)
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
As campanhas e/ou intensificação das
vacinas são estratégias que visam o
controle de doenças de maneira intensiva,
ou a extensão da cobertura vacinal para
complementação do serviço de vacinação
de rotina
 A vacinação do escolar/estudante permite
a atualização do esquema vacinal de
crianças, adolescentes e adultos que
frequentam creches, EMEIs e escolas.

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
CONTRA-INDICAÇÕES À VACINAÇÃO
Gerais
 As vacinas de bactérias atenuadas ou vírus vivos
atenuados, em princípio, não devem ser administradas
a pessoas:
- Com imunodeficiência congênita ou adquirida;
- Acometidas de neoplasia maligna;
- Em tratamento com corticosteróides em dose alta ou
submetidos a outras terapêuticas imunodepressoras
(quimioterapia anti-neoplásica, radioterapia, etc.);
- Grávidas (exceto em situações de alto risco de
exposição a alguma doença imuno prevenível (febre
amarela).
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
ADIAMENTO DA VACINAÇÃO
 As situações em que se recomenda adiar
a vacinação são:
Até 3 meses após o tratamento com
imunodepressores
ou
com
corticosteróides em alta dose (válido
também para componentes de vacina
inativados ou organismos mortos ou
inativados) pela possível inadequação da
resposta.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Administração de imunoglobulina ou de
sangue e derivados, devido à possibilidade
dos anticorpos presentes nesses produtos
neutralizarem o vírus vacinal
 Durante a evolução de doenças agudas
febris graves.

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
FALSAS CONTRA-INDICAÇÕES
Afecções comuns, como as doenças
infecciosas ou alérgicas do trato
respiratório superior com tosse e/ou
coriza, diarreia leve ou moderada,
doenças de pele (lesões impetiginosas
esparsas, escabiose)
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IMUNIZAÇÕES (PNI)
FALSAS CONTRA-INDICAÇÕES
 História e/ou diagnóstico clínico de
tuberculose, hepatite B, coqueluche,
difteria, tétano, poliomielite, sarampo,
caxumba, rubéola e febre amarela; essas
doenças não contra-indicam a aplicação
das respectivas vacinas
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IMUNIZAÇÕES (PNI)
FALSAS CONTRA-INDICAÇÕES
 Desnutrição;
 Uso de qualquer antibiótico
 Vacinação contra a raiva
 Doença neurológica estável (por exemplo,
convulsão controlada), com
 Sequela presente
 Antecedentes familiares de convulsão
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IMUNIZAÇÕES (PNI)
FALSAS CONTRA-INDICAÇÕES
 Alergias, exceto as relacionadas com os
componentes das vacinas;
 Prematuridade ou baixo peso ao nascer;
exceto a BCG, não se deve adiar o início
da vacinação;
 Internação hospitalar, desde que não haja
contra indicação formal.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Situações especiais
 As crianças infectadas pelo HIV, reconhecidas por
meio de provas sorológicas positivas, poderão
receber todas as vacinas previstas no calendário
de vacinação.
 Quanto aos doentes com AIDS, essa mesma
conduta é válida, exceto a BCG, que não deve ser
usada. Nestes pacientes, a vacina oral contra a
poliomielite não é contraindicada; entretanto,
havendo disponibilidade da vacina de vírus
mortos (vacina Salk), deve-se dar preferência a
esta.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
CUIDADOS COM OS IMUNOBIOLÓGICOS

É muito importante ter certeza quanto à
qualidade da vacina que se aplica na
população. Os órgãos que distribuem e
recebem vacinas devem verificar as
condições de conservação, a presença de
substâncias estranhas, alterações da cor e
da consistência da vacina.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Cuidados Gerais
Ao receber os lotes de vacina ou ao manipulálos, devem-se observar, também, as
instruções do fabricante sobre:
 Prazo de validade
 Volume da dose a ser aplicada
 Coloração da vacina;
 Temperatura em que as vacinas devem ser
conservadas
 Necessidade de diluição, tipo de diluente,
quantidade de diluente a ser introduzido no
frasco;
 Tempo de validade da vacina após diluição
REDE DE FRIO

É o sistema de conservação dos
imunobiológicos e inclui o armazenamento, o
transporte e a manipulação desses produtos
em condições adequadas de refrigeração,
desde o laboratório produtor até o
momento em que os mesmos são
administrados. Um manuseio inadequado,
defeito no equipamento ou falta de energia
elétrica podem interromper o processo de
refrigeração, comprometendo a potência dos
imunobiológicos.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)

Nos níveis nacional, central-estadual, regional, municipal
e local, devem existir instalações e equipamentos
adequados para o armazenamento e transporte dos
imunobiológicos de um nível para outro.

No nível nacional
câmaras frias para
(freezer no regional
conservar entre +2°

No nível local (centros e postos de saúde, hospitais e
ambulatórios) todos os produtos são conservados em
geladeira entre +2° a +8 °C : Os de estoque em um
refrigerador e os de uso diário em outro
e central-estadual são instaladas
conservar as vacinas a –20 ºC
e municipal) e refrigeradores para
a + 8°C
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Os imunobiológicos que podem ser
congelados são as vacinas contra:
POLIOMELITE
 SARAMPO
 FEBRE AMARELA
 MENINGITE C

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Os que não podem ser congelados são as
vacinas :
 DPT, DT
 BCG
 RAIVA
 MENINGITE
 HEPAITE B
 FEBRE TIFOÍDE
 SOROS
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IMUNIZAÇÕES (PNI)
PROCEDIMENTOS PARA CORRETA
CONSERVAÇÃO DOS
IMUNOBIOLÓGICOS
A) Cuidados gerais:
Colocar o refrigerador distante de
qualquer fonte de calor (estufa, autoclave,
raios solares), nivelado e afastado 20 cm da
parede
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Usar tomada ou conexão elétrica
exclusiva para o refrigerador , evitando o
uso de benjamim ou similares
 Não utilizar refrigerador tipo duplex em
locais com oscilações na corrente elétrica,
porque esse refrigerador, nessa condições,
não mantém a temperatura exigida devido
à separação dos dois compartimentos

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Regular o refrigerador de forma que a
temperatura interna permaneça entre +2º
A +8°C
 Usar o refrigerador única exclusivamente
para os imunobiológicos, não permitindo
que nele sejam guardados medicamentos,
material
de
laboratório,
material
odontológico, alimentos, bebidas e outros.

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
B) Organização do refrigerador tipo
doméstico
 Arrumar os imunobiológicos em bandejas
perfuradas (tipo porta talher de
plástico), e nunca em caixas térmicas ou
sacos plásticos que impedem a condução
do frio
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)

Colocar as bandejas no refrigerador

Na 1ª prateleira as vacinas virais
(contra a poliomielite e o sarampo)

Na 2ª e 3ª prateleiras as vacinas
bacterianas, os toxóides e os soros e
a vacina contra a hepatite B
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Arrumar os produtos que permanecem na
embalagem original da mesma maneira, mas
de forma a manter uma distância entre as
caixas, de aproximadamente dois dedos e
ficando a idêntica distância das paredes do
refrigerador
 Não guardar imunobiológicos na porta e na
parte de baixo do refrigerador por serem
as primeiras a sofrerem oscilações de
temperatura ao se abrir a porta

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Retirar a gaveta plástica, caso exista,
colocando em seu lugar, garrafas com água e
corante (para evitar que seja bebida), o que
contribui para estabilizar a temperatura
interna do refrigerador
 Conservar no congelador gelo reciclável ou
gelo em saco plástico ou em recipiente
plástico tampado, para manter por tempo
maior a temperatura interna; esse gelo
também poderá ser utilizado pelas equipes
móveis de vacinação e em situações de
emergência

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)

Colocar o termômetro de máxima e
mínima na prateleira central, na posição
vertical (em pé), para evitar a quebra da
coluna de mercúrio

Verificar a temperatura 2 vezes ao dia,
registrando no mapa de controle diário,
fixado na porta do refrigerador;
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)

Manter as prateleiras limpas e organizadas,
retirando vidros e caixas vazias

Colocar na frente os produtos com prazo de
validade mais próximo do vencimento, para
serem usados primeiro
Colocar os diluentes no refrigerador, no mínimo
6 horas antes do uso, para que no momento da
aplicação, os diluentes estejam na temperatura
da vacina
 O estoque de diluentes pode ser mantido na
temperatura ambiente

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Evitar abrir o refrigerador de estoque
desnecessariamente, abrindo-o somente 2
vezes ao dia: no início e ao final de cada
dia de trabalho;
 Fazer uma previsão do número de
usuários que procurarão a unidade de
saúde no dia; retirar as vacinas
acompanhadas dos diluentes, acondicionálas no refrigerador de uso diário ou na
caixa térmica com gelo e termômetro.

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
C) Organização da caixa térmica:
 Quando o serviço de saúde dispuser de
somente um refrigerador, a conservação dos
imunobiológicos de uso diário deve ser feita
em caixa térmica do tipo retangular e com
tampa ajustada (evitar usar caixas do tipo
cumbuca)
 Ao iniciar as atividades diárias, devem-se ter
os seguintes cuidados:
- Manter a temperatura interna da caixa entre
+2º a +8° C, controlando-a com o
termômetro
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
- Usar gelo reciclável ou sacos plásticos
com gelo (nunca usar o gelo fora do saco
plástico);
- Circundar com gelo os imunobiológicos;
- Colocar barreiras (jornal, papelão) entre
os imunobiológicos que não podem ser
congelados e o gelo, para evitar o contato
direto um possível congelamento das
vacinas;
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
- Manter a caixa térmica fora do alcance da luz
solar direta e distante de fontes de calor;
- Verificar constantemente a temperatura no
interior da caixa térmica, trocando o gelo
sempre que necessário;
- Ao finalizar as atividades do dia: desprezar as
sobras da vacina BCG ID, contra o sarampo,
febre amarela e meningite C: retornar ao
refrigerador aquelas que podem ser
utilizadas no dia seguinte: lavar a caixa
térmica, enxugá-la e guardá-la em local
protegido.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Controle da temperatura
+2° A +8°C
Termômetro de máxima e mínima:
Utilizado para verificar as variações de temperatura,
fornecendo 3 tipos de informações :
temperatura mínima (mais fria e indicada no nível
inferior do filete azul na coluna da esquerda)
temperatura máxima (mais quente e indicada no
nível inferior do filete azul na coluna da direita)
temperatura do momento (indicada pela
extremidade superior das colunas de mercúrio em
ambos os lados)
A)
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
B) Termômetro de cabo extensor:
utilizado para verificar a temperatura da caixa
térmica
usada
na
conservação
dos
imunobiológicos de uso diário na sala de
vacinação, por ocasião da limpeza do
refrigerador e na conservação desses
produtos durante o transporte. Os
procedimentos são:
 colocar o sensor entre as vacinas e o visor
do termômetro sobre a tampa da caixa
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Proceder à leitura observando-se a
coluna de mercúrio (semelhante ao
termômetro clínico) ;
 No
transporte de imunobiológico,
verificar e registrar a temperatura no
impresso de expedição e recebimento
que deverá estar acondicionado em saco
plástico e colocado dentro da caixa
térmica.

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Situações de emergência
 O refrigerador pode deixar de funcionar
por motivo de corte de energia elétrica
ou por defeito; nessas situações, deve-se
mantê-lo fechado até a vinda do técnico
para conserto ou o retorno da corrente
elétrica. As condutas a serem tomadas
nessas situações são:
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)

Manter os imunobiológicos na geladeira no prazo de
4 a 6 horas somente quando o refrigerador estiver
funcionando em perfeitas condições, tiver controle
diário de temperatura e contiver gelo reciclável,
sacos plásticos ou recipientes com gelo no
congelador, bem como garrafas de água. Nas regiões
quentes, considerar esse fator ao decidir tolerar ou
não o prazo estabelecido

Colocar os imunobiológicos em caixas térmicas na
temperatura entre +2° e +8°C, caso o defeito não
seja solucionado em 6 horas: providenciar a
transferência para um serviço de saúde mais
próximo ou de acordo com a rotina
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)



Manter identificada, na caixa de força elétrica, a
chave responsável pela condução de energia
para a sala de vacinação e com aviso para que a
chave nunca seja desligada sem comunicação
prévia
Manter articulação constante com a empresa
local de energia elétrica a fim de ser informada
previamente sobre eventuais cortes de energia
Informar o nível central/estadual ou regional
sobre as circunstâncias em que ocorreu o não
funcionamento do refrigerador
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Adotar as seguintes medidas, ao se colocar um
imunobiológico sob suspeita:
 Suspender, de imediato, a utilização do
imunobiológico
 Manter os imunobiológicos sob refrigeração
adequada, identificá-los, registrar o número
dos lotes, quantidade, data de validade do
lote, local e condições de armazenamento
 Registrar o problema identificado, o tempo
em que o refrigerador ficou sem funcionar,
anotar a leitura da última temperatura, e a
temperatura máxima e mínima
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Contatar o nível imediatamente superior e
discutir o destino a ser dado ao imunobiológico:
aguardar, se for o caso, os resultados da reanálise
e a orientação para utilizar ou não o produto.
Observações:
 Registrar todas as informações;
 A decisão sobre a realização ou não da reanálise
dos imunobiológicos e da sua utilização ou não,
depende da quantidade, prazo de validade de cada
lote e o tempo em que o produto ficou exposto
à conservação inadequada.

PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
DINÂMICA DA SALA DE VACINA
Sala de Vacina
 É o local destinado à administração dos
imunobiológicos, sendo necessário que
suas instalações atendam a um mínimo de
condições: serem arejadas e iluminadas
(com proteção contra raios solares), piso e
paredes laváveis, interruptores e tomadas
de uso exclusivo para cada equipamento
elétrico, portas de entrada e saída.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Os componentes da sala são:
 Refrigerador para estocar o estoque mensal;
 Refrigerador ou caixa térmica para
conservar as vacinas de uso diário;
 Mesa tipo escrivaninha com gavetas para
guardar os impressos;
 Porta caneta/lápis/borracha;
 Carimbo com almofada;
 Impressos diários: mapa diário de vacinação,
caderneta de vacina, ficha de controle da
temperatura do refrigerador;
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
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Impressos mensais e ocasionais
2 cadeiras: 1 para o usuário e outro para o
profissional
Fichário com gavetas divisórias para guardar as
fichas registro, que ficam guardadas de acordo com
o retorno agendado
Armário para guardar materiais descartáveis, álcool,
algodão e diversos
Computador: se houver
Termômetro clínico
Janela ampla com cortina escura para proteger os
imunobiológicos contra o sol
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
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Papel toalha
Pia para lavagem das mãos
Bancada para o preparo dos imunobiológicos;
Cesto de lixo
Caixa de perfuro para receber material
contaminado, frascos vazios de vacinas, seringas e
agulhas
Recipiente para o algodão com álcool
Gelo reciclável, garrafas de água
Caixa térmica
Campo plástico leitoso oleado (para forrar o local
nos procedimentos fora da unidade).
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Equipe de imunização
 Deve ser composta por 2 técnicos ou
auxiliares de enfermagem com supervisão de
um enfermeiro, com treinamento específico.
Esta equipe precisa ter conhecimento
técnico-científico desde a produção da
vacina, cadeia de frio, o perfil epidemiológico
da sua área de atuação e as condições
sanitárias, sociais e econômicas da
comunidade.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
As funções básicas da equipe são:
 Manter a limpeza e ordem da sala
 Manter material necessário em quantidade e
condições de uso
 Manter conservação dos imunobiológicos;
 Manter a limpeza dos refrigeradores;
 Encaminhar e dar destino adequado aos
imunobiológicos e ao lixo dos pérfuro-cortantes;
 Orientar e prestar assistência aos usuários com
segurança, responsabilidade e respeito;
 Manter o arquivo em ordem e atualizado;
 Avaliar sistematicamente as atividades desenvolvidas.
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
Procedimentos na Sala de Vacina
 Olhar e registrar a temperatura dos refrigeradores de
estoque e de uso diário
 Prever a quantidade de diluentes e vacinas a serem usadas no
dia e colocar no refrigerador de uso diário
 Colocar os impressos necessários na mesa
 Chamar o primeiro usuário, analisar a situação da caderneta
de vacina, explicar a vacina a ser aplicada e as possíveis
reações; quando for necessário abrir uma nova caderneta de
vacinação
 Observar as condições de saúde da criança (febre, diarréia,
etc) e analisar a necessidade de adiar ou não a vacinação
 Se estiver com atraso na vacina, perguntar o motivo e
orientar sobre a importância do esquema vacinal
 Lavar as mãos antes do preparo das vacinas
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)
nos casos de criança, solicitar à mãe para colocar
a criança na posição:
 aplicação no glúteo: colocar a criança de bruços,
devendo a mãe passar as pernas da criança no
meio das suas pernas;
 aplicação no braço: a mãe deverá aconchegar a
criança no peito e deixar o deltóide livre;
 administração de gotas: sentar a criança no colo
com a cabeça levemente inclinada para trás; o
profissional segura a bochecha da criança, pinga as
gotas na cavidade bucal e espera que a criança
engula a vacina; se a criança desprezar a vacina,
pingar as 2 gotas novamente;

Profª Luciene Inácio Venâncio
PROGRAMA NACIONAL DE
IMUNIZAÇÕES (PNI)



Registrar na caderneta, na ficha e no mapa
diário a vacina administrada
Orientar o usuário ou o responsável sobre as
condutas perante as possíveis reações;
Orientar o usuário ou responsável sobre a
importância da guarda da caderneta de vacina:
guardá-la como um documento, não deixar a
criança manipulá-la, trazer sempre a caderneta
para as próximas imunizações e no caso de
perda, procurar a 2 a via no local onde iniciou
as vacinas.
BIBLIOGRAFIA
MANUAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE. Normas e
Procedimentos para a Colheita do Material Cérvico-Uterino.
Brasília, 1985.
MANUAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE. Procedimentos para
Vacinação. Brasília,1993.
MANUAL DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE. Normas
do Programa de Imunização. São Paulo, 2001.
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manu_rede_frio.pdf
Rede de frio
Download

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