Figuras de Linguagem
Exemplos
Figuras sonoras
Aliteração
A boiada seca
Na enxurrada seca
A trovoada seca
Na enxada seca
Segue o seco sem sacar que o caminho é seco
sem sacar que o espinho é seco
sem sacar que seco é o Ser Sol
Sem sacar que algum espinho seco secará
E a água que sacar será um tiro seco
E secará o seu destino seca
Marisa Monte e Carlinhos Brown
Assonância
Sugas Cane Fields Forever - Caetano Veloso
[...] Sou um mulato nato
No sentido lato
Mulato democrático do litoral
Paronomásia
Menina, amanhã de manhã - Tom Zé
[...] Menina a felicidade
é cheia de graça
é cheia de lata
é cheia de praça
é cheia de traça.
Menina, a felicidade
é cheia de pano,
é cheia de pena
é cheia de sino
é cheia de sono.
Menina, a felicidade
é cheia de ano
é cheia de Eno
é cheia de hino
é cheia de ONU.
Figuras de palavras
Metonímia
• Bebi Coca-cola.
• Ficaram sem teto.
• Respeite-lhe os cabelos brancos.
• A suástica ainda paira sobre a Europa.
Metáfora
• “O samba é o pai do prazer
O samba é filho da dor”. (Caetano Veloso)
• “Pelos vales de teus olhos
de claras águas antigas
meus sonhos passando vão” (Cecília Meireles)
• “Sua boca é um cadeado
E meu corpo é uma fogueira”. (Chico Buarque)
Catacrese
• O pé da mesa estava quebrado.
• Não deixe de colocar dois dentes de alho na comida.
• A cabeça do prego está torta.
• A asa da xícara quebrou-se.
• Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
• Ele já compôs a cabeça do samba.
Sinestesia
• "Vamos respirar o ar verde do outono" (respirar = olfato / verde =
visão, no sentido das cores)
• "Sempre havia, ao amanhecer, uma cor estridente no horizonte"
(Giuliano Fratin) (cor = visão / estridente = audição)
• "Era uma sonoridade aveludada como a superfície de uma flor"
(Giuliano Fratin) (sonoridade = audição / aveludada = tato)
• "Ele costumava sentir um odor agridoce durante as manhãs" (Giuliano
Fratin) (odor = olfato / agridoce = paladar)
• "Por lá, até o som tinha a cor do bronze" (Giuliano Fratin) (som =
audição / cor do bronze = visão)
• "Como era áspero o aroma daquela fruta exótica" (Giuliano Fratin)
(áspero = tato / aroma = olfato)
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