Paraol
Paraolimpíadas
O Que são?
• As Paraolimpíadas são o equivalente das Olimpíadas
tradicionais, porém ocorre a participação somente de
atletas com deficiências físicas e sensoriais (exemplos:
amputações, cegueira e paralisia cerebral) e deficientes
mentais. As modalidades são adaptadas (tempo,
quadras, equipamentos, pistas) às necessidades físicas
dos atletas. Estes jogos mostram que, apesar da
deficiência física, estas pessoas conseguem se dedicar
aos esportes em nível profissional. É um exemplo de
integração e inclusão social e esportiva para os
portadores de necessidades especiais. Os Jogos
Paralímpicos são organizados pelo Comitê Paralímpico
Internacional com sede em Bonn (Alemanha).
Paraolimpíadas 2012
• Em 2012, os Jogos Paralímpicos ocorreram em Londres
(Inglaterra), entre os dias 29 de agosto (cerimônia de
abertura) e 9 de setembro (cerimônia de encerramento).
História
• Para portadores de deficiências físicas, o esporte adaptado só teve
início oficialmente após a Segunda Guerra Mundial, quando muitos
soldados voltavam para casa mutilados. As primeiras modalidades
competitivas surgiram nos Estados Unidos e na Inglaterra. Nos
Estados Unidos surgiram as primeiras competições de Basquete em
Cadeiras de Rodas, Atletismo e Natação, por iniciativa da PVA
(Paralyzed Veterans of América). Na Inglaterra, o neurologista e
neurocirurgião alemão Ludwig Guttmann, que cuidava de pacientes
vítimas de lesão medular ou de amputações de membros inferiores,
teve a iniciativa de fazer com que eles praticassem esportes dentro
do hospital.
• Em 1948,o neurocirurgião aproveitou os XVI Jogos Olímpicos de
Verão para criar os Jogos Desportivos de Stoke Mandeville. Apenas
14 homens e duas mulheres participaram. Já em 52, os Jogos de
Mandeville ganharam projeção, contando com a participação de
130 atletas portadores de deficiência. Tornou-se uma competição
anual.
• Em 1958, quando a Itália se preparava para sediar as XVII
Olimpíadas de Verão, Antonio Maglia, diretor do Centro de
Lesionados Medulares de Ostia, propôs que os Jogos de
Mandeville do ano de 1960 se realizassem em Roma, após as
Olimpíadas. Aconteceram então os primeiros Jogos Paraolímpicos,
as Paraolimpíadas. A competição teve o apoio do Comitê Olímpico
Italiano, e contou com a participação de 240 atletas de 23 países.
• Com o sucesso dos jogos o esporte se fortaleceu e fundou-se a
Federação Mundial de Veteranos, a fim de discutir regras e normas
técnicas. Ao longo dos anos, a competição foi crescendo muito. Por
problemas de organização, as Paraolimpíadas de 1968 e 1972
ocorreram em cidades diferentes da sede das Olimpíadas,
constituindo excessões na história dos Jogos Paraolímpicos. Em
1988, em Seul, os jogos voltaram a ser disputados na mesma
cidade que abriga as Olimpíadas. O primeiro ano de participação
brasileira foi 72.
• As Paraolimpíadas são disputadas a cada quatro anos, nos
mesmos locais onde são realizadas as Olimpíadas, usando a
mesma estrutura montada para os atletas olímpicos. São 19
modalidades em disputa por atletas portadores de deficiências,
divididos em categorias funcionais de acordo com a limitação de
cada um, para que haja equilíbrio.
.
História
• As Paraolimpídas foram organizadas pela primeira vez em
1960 e aconteceram na cidade de Roma (Itália). Organizada
pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), esta primeira
edição teve competições dos seguintes esportes: esgrima,
basquete, atletismo, tênis de mesa e arco-e-flecha.
• Na última edição, que ocorreu na cidade de Pequim em 2008,
cerca de 4 mil atletas participaram. A China ficou em primeiro
lugar no quadro de medalhas (89 de ouro, 70 de prata e 52 de
bronze)
Modalidades Esportivas
Paraolímpicas
• - Atletismo - Basquete em cadeira de rodas - Bocha - Ciclismo Esgrima em cadeira de rodas - Futebol de 5 jogadores - Futebol de
7 jogadores - Goalball (para portadores de deficiência visual) Levantamento de peso - Hipismo - Judô - Natação - Remo Rugbi em cadeira de rodas - Tênis em cadeira de rodas - Tênis de
Mesa - Tiro - Tiro com arco - Vela - Voleibol
Participação e desempenho do Brasil nas
Paraolimpíadas de Pequim 2008:
• Nas Paraolimpíadas de Pequim, em 2008, os atletas
brasileiros fizeram bonito e conquistaram 16 medalhas
de ouro (8 na natação, 4 no atletismo, 1 no judô e 1 no
futebol de 5 e 2 na bocha), 14 de prata (4 no atletismo, 7
na natação, 2 no judô e 1 no tênis de mesa) e 17 de
bronze (7 no atletismo, 4 na natação e 2 no judô, 1 na
bocha, 2 na equitação e 1 no remo). Nosso país ficou
em 9º lugar no quadro de medalhas.
Participação e desempenho do Brasil na
Paraolimpídas de Londres 2012.
• Mais uma vez os atletas brasileiros fizeram bonito e
conquistaram 21 medalhas de ouro, 14 de prata e 8 de
bronze. Nosso país ficou em 7º lugar no quadro de
medalhas, com 43 medalhas conquistadas.
• Os Jogos de Londres 2012, definitivamente, entraram para a
história do esporte paraolímpico brasileiro. Com 21 medalhas de
ouro conquistadas, o país teve a sua edição de Jogos mais vitoriosa
de todos os tempos. Se em termos quantitativos a campanha em
Londres ficou abaixo de Pequim 2008, com 43 pódios contra 47, em
termos qualitativos os 21 ouros ficaram bem acima dos 16 de quatro
anos atrás.O grande destaque da campanha brasileira foi a
natação, responsável pelo maior número de ouros. Foram nove ao
todo. Além disso, os nadadores brasileiros somaram outras quatro
pratas e um bronze.E vem da natação o maior nome verde e
amarelo dos jogos. Daniel Dias fez o hino brasileiro ressoar seis
vezes no centro aquático de Londres. Com seus seis ouros, tornouse o maior atleta paraolímpico brasileiro na história, com 15
medalhas no total. Ele deixou para trás outras lendas como o
também nadador Clodoaldo Silva e a velocista Adria Santos, ambos
com 13.O atletismo também ganhou destaque em terras britânicas.
Foram sete ouros, oito pratas e três bronzes. A velocista Terezinha
Guilhermina conquistou dois ouros, nos 100m e 200m rasos classe
T11 (para deficientes visuais).
• Das pistas do Estádio Olímpico também surgiu a maior polêmica
dos Jogos. Alan Fonteles surpreendeu nos 200m rasos classe T44
(para amputados) ao superar o grande favorito da prova e um dos
principais nomes da Paraolimpíada, Oscar Pistorius. Inconformado
com a derrota, o sul-africano disparou contra o brasileiro, que evitou
rebater os ataques do rival.Londres também foi o palco de
conquistas inéditas, como o primeiro ouro da história na esgrima em
cadeira de rodas, com Jovane Guisone na Espada categoria B. No
goalball, o título não veio, mas a prata garantiu o primeiro pódio na
modalidade na história.E, afinal, como todo brasileiro nasce com a
bola nos pés, o futebol de 5 (para deficientes visuais) confirmou o
favoritismo e sagrou-se tricampeão paraolímpico de maneira
impecável, invicto e sem sofrer gols.
• 21 ouros, 14 pratas e oito bronzes. Com esta marca o Brasil deixa
a terra da Rainha e volta suas atenções para o Rio de Janeiro. Na
Cidade maravilhosa, em 2016, o objetivo é superar o desempenho
de 2012 e entrar de vez no time das potências paralímpicas. E que
ninguém duvide da capacidade destes brasileiros.
Daniel Dias
Alan Fonteles
Terezinha Guilhermina
Jovane Guissone
Paraolimpíadas: a superação do limite
• Contudo, a maior glória das olimpíadas dos deficientes não está somente
na conquista de medalhas e na própria competição, está sobretudo no
exemplo que esses atletas passam para centenas de milhares que vivem
estigmatizados por suas deficiências físicas e mentais e sem perspectivas
em suas casas. Mesmo quem não aspira ser atleta, pelo menos pode
encontrar inspiração e coragem em acompanhar as notícias, onde termina
se identificando com aqueles que superaram as inúmeras dificuldades
com muita luta, coragem, persistência e dedicação por algum esporte.
Saber que há pessoas que apesar das dificuldades de toda ordem foram à
luta e venceram no esporte, pode irradiar otimismo, levantar a autoestima e reorientar as perspectivas em muita gente.
• A famosa frase do Barão de Coubertin, hoje desgastada nas olimpíadas,
parece ganhar mais sentido como slogan dos atletas paraolímpicos, pois
eles sabem e sentem que realmente “o importante não é ganhar uma
medalha, mas simplesmente competir”. O atleta paraolímpico antes de
competir nacional e internacionalmente teve que competir com ele
mesmo; sem dúvida, superar esse primeiro obstáculo subjetivo não tem
medalha que possa premiá-lo.
• Os atletas com deficiência física são classificados em cada modalidade
esportiva através do sistema de classificação funcional. Este sistema visa
classificar os atletas com diferentes deficiências físicas em um mesmo
perfil funcional para a competição. Tem como meta garantir que a
conquista de uma medalha por um atleta seja fruto de seu treinamento,
experiência, motivação e não devido a vantagens obtidas pelo tipo ou
nível de sua deficiência. Na natação, são 10 classes para o nado de costas,
livre e golfinho, 10 classes para o medley e 9 classes para o peito. Os
atletas com deficiência visual, passam por uma classificação médica,
baseada em sua capacidade visual. Entre os atletas com deficiência visual,
há somente 3 classes. Apesar destas classificações serem aceitas pelo
Comitê Paraolímpico Internacional – IPC, existe muita polêmica em
relação a estes sistemas e muitos atletas são protestados durante as
competições.
• Somente o bocha, o goalball, o rugby e o halterofilismo são modalidades
que foram criadas especificamente para a participação dos deficientes. De
maneira geral as adaptações das modalidades convencionais para a
participação dos atletas com deficiência são mínimas. Como é o caso das
corridas com deficientes visuais, nas classes T11 e T12 onde são
permitidos guias.
• Todos reconhecem que à dimensão psíquica, física e social do
esporte paraolímpico é muito significativa para os atletas, mas
também contribui para a construção de um mundo verdadeiramente
pluralista, que sabe respeitar e conviver com as diferenças sejam
elas quais forem.
• As pessoas com deficiências física e mental não precisam de nossa
pena, ou de nossa compaixão, mas sim de estímulo, demonstração
de apoio e de luta conjunta pela democratização das oportunidades
de acesso para além do âmbito dos jogos, para que tenham uma
existência cotidiana digna e feliz.
Olimpismo
• O Barão de Coubertin foi o principal idealizador do Olimpismo, uma
filosofia de vida cujo objetivo é equilibrar as qualidades do corpo, do
espírito e da mente, unindo esporte, cultura e educação. Essa
filosofia visa criar um modo de viver fundamentado no prazer
encontrado no esforço, no valor educacional do bom exemplo e no
respeito ao próximo.
• A proposta é que o esporte esteja a serviço do desenvolvimento
harmonioso do ser humano e do estabelecimento de uma
sociedade pacífica, desde que apoiado no espírito olímpico, o que
requer a prática sem discriminação , o entendimento mútuo e o
espírito de amizade, a solidariedade e o fair play (jogo limpo).
• Com base nesses princípios, elaborou-se a carta olímpica, que é
atualizada regularmente (a última atualização foi em 11 de fevereiro
de 2010). Ela mantém e fortalece os princípios e valores do
Olimpismo; serve como código de conduta do COI e define os
direitos e obrigações principais do Movimento Olímpico: o COI, as
federações Internacionais e os Comitês Olímpicos Nacionais.
• http://www.youtube.com/watch?v=k9TOnOLhgF
w
• http://www.youtube.com/watch?v=aQ8vQE2sPp
4&feature=related
• Veja mais dos esportes paraolímpicos no site
abaixo:
• http://www.sedivirta.net/website/index.php/mo
vie/2520-conheca-e-entenda-as-modalidadesque-sao-disputadas-nas-paralimpiadas.html
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Aula Paraolimpíadas- atualizada