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Vírus RNA, não capsulado.
 Família Picornavírus.
 Um único sorotipo com várias cepas.
 É excretado através das fezes
(transmissão fecal-oral). Pode persistir
nas fezes e no solo por longos períodos.
 É resistente a baixo pH e ao calor (60º C
por 60 minutos) tanto quanto ao
congelamento, mas se inativa a 81º C
por 10 minutos.
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Incubação: da exposição ao início da
doença clinicamente aparente (15-45
dias).
 Fase prodrômica: sintomas inespecíficos (310 dias).
 Fase ictérica: colúria, icterícia,
acolia/hipocolia (2-3 semanas).
 Convalescência: recuperação do estado
geral (2 sem até 1 ano).

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Forma típica
Formas atípicas:
Hepatite Colestática: colestase.
Hepatite Recidivante: reaparecimento dos
sintomas 4-15 semanas após a recuperação
inicial.
Hepatite Prolongada: persistência da
elevação das enzimas hepáticas após 3
meses.
Hepatite Fulminante: dano hepático grave,
com necrose extensa.
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A infecção pelo VHA leva a uma resposta imune celular
que envolve a imunopatogênese da infecção, com a
indução de dano hepático.
 Apesar do provado tropismo do VHA pelo fígado, ele não
é citopático. A lesão hepática ocorre através da
ativação de células T citolíticas multiespecíficas.

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A infecção geralmente ocorre através da
ingestão de comida ou líquidos
contaminados com o VHA. Ele penetra na
mucosa intestinal onde aparentemente
começa a se replicar nas criptas das
células epiteliais intestinais, alcançando o
fígado via sistema porta.
 O VHA se replica no fígado e então é
lançado na bile e fezes e uma ínfima
quantidade na corrente sanguínea.

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Período de incubação de
aproximadamente 1 mês .
 Contagiosidade máxima antes do início
dos sintomas (2 sem antes da fase
ictérica).
 Forma assintomática, especialmente em
menores de 6 anos.

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Endemicidade alta:
 os casos ocorrem nos primeiros anos de
vida, quando as crianças já perderam
os anticorpos maternos.
 Maioria dos casos é assintomática.
 Baixo nível sócio-econômico.
 Vacinação não indicada.

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Endemicidade intermediária:
os casos ocorrem em crianças préescolares e escolares.
Aparecimento de surtos epidêmicos é
habitual, geralmente a cada 5 – 10 anos .
Coexistem crianças com nível sócioeconômico médio/baixo (fontes de
infecção ativa) e alto (geralmente
suscetíveis).
80% de positividade no anti-HVA IgG aos 25
anos de idade.
Considerar a política de saneamento
ambiental e a vacinação.
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Endemicidade baixa:
casos ocorrem em adolescentes e adultos
jovens, que chegam suscetíveis a essa faixa
etária por condições sócio-econômicas
mais favoráveis.
 80% de positividade no anti-HVA IgG após
os 50 anos de idade.
 O surgimento de surtos não é habitual e
são adequadamente diagnosticados e
controlados, evitando a disseminação do
vírus.
 Vacinação dirigida apenas aos grupos de
risco.


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População: 40.117.096
 Densidade (2010):14,4 hab/Km²
 Taxa de mortalidade infantil(2010):
11,9x1000
 Expectativa de vida: 77,5 anos
 Nascidos vivos (2012): 738.318
 Regiões de baixa, intermediária e alta
endemicidades.

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
Antes da incorporação da vacina, a
Hepatite A era responsável por 93% dos
casos de hepatites virais na Argentina e
era a principal causa de hepatite
fulminante, sendo responsável por 20%
dos transplantes hepáticos pediátricos.
Dados Hospital Universitário Austral - Ivone Malla
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Visão da Sociedade de Pediatria da
Argentina, Comitê Nacional de
Infectologia, Grupo de trabalho de
Hepatologia (5 de maio de 2004).
 Propostos 3 esquemas de vacinação

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Esquema comprovado como efetivo.
 1ª dose com proteção de aprox. 100%,
sendo a 2ª dose importante pata manter
a imunidade por mais tempo.
 A vacinação com 1 ano de idade
fornece proteção grupal e atua
diminuindo os reservatórios (em Israel
diminuiu a incidência em todas as faixas
etárias).
 Maior custo.

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Diminuição de custos.
A 2ª dose tem como função a persistência
dos anticorpos, porém a ampla circulação
do vírus da hepatite A facilitaria essa ação,
atuando como um reforço natural.
 Ampla experiência no manejo de surtos,
nos quais se usa somente uma dose.
 Esquema vacinal ainda não era utilizado
em nenhum país.
 Quando as coortes vacinadas forem em
número importante e a circulação viral for
diminuída, uma 2ª dose será importante.


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A 1ª dose dá imunidade ao grupo de 1
ano, a 2ª atuaria dando imunidade ao
grupo que tinha maior incidência da
doença na Argentina naquele momento.
 O intervalo das doses poderia ser de até 5
anos, sem interferir na imunogenicidade.
 Esquema não incorporado em outros
países.
 Maior custo.

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As medidas mais efetivas para controlar
a infecção pelo VHA na comunidade,
assim como também para outros agravos
de transmissão fecal-oral, são a melhoria
das condições sanitárias tais como a
disponibilidade de água potável,
adequada preparação dos alimentos e
eliminação correta das excretas.
 A possibilidade da utilização da vacina
contra a hepatite A pode complementar
as medidas anteriores.

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Naquele momento, a Argentina era um país
de endemicidade intermediária com focos
de alta endemicidade e alguns pontos de
baixa endemicidade.
 Sugerida a introdução da vacina,
preferencialmente em 2 doses, mantendo a
utilização da vacina nos casos de surto.
 O aumento do gasto social na Argentina
com a introdução da vacina contra
hepatite A no calendário nacional, em
relação aos custos diretos e indiretos da
doença, demonstrava ser custo-efetivo.

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Adaptado do pronunciamento da Sra. Carla Vizzotti, do
MS/Argentina, em 12/04/12.
“Precisamos levar em consideração a
situação sócio-econômico financeira do
país, que estava saindo de uma crise.
Naquele momento a dose da vacina
contra a hepatite A teria um custo de 17
dólares e a compra de 2 doses não era
possível para a Argentina.
 Decidiu-se então aplicar a monodose pela
hipótese técnica de alta eficácia obtida
nos controles de surtos e foi uma decisão
inovadora, a qual não havia relato de
experiência anterior”.

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
A Argentina iniciou a vacinação contra
a hepatite A em junho de 2005 com
uma única dose em crianças de 12
meses de idade. Atingiu uma cobertura
de 95% em todo o território argentino
com importante diminuição da doença,
em todas as faixas etárias de todas as
regiões do país.
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Modificado de Vacchino. Editorial de Medicina de Buenos Aires de 2012.
95% de resposta imunológica 30 dias
após a monodose da vacina.
 Alta cobertura vacinal desde o início da
estratégia.
 Queda impressionante da prevalência
da doença.
 Análise a longo prazo sendo realizada.
Se necessário, será realizada uma
segunda dose em alguns anos.

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OMS-2007

Para o Brasil, a Organização PanAmericana da Saúde (OPAS) estima que
ocorram 130 casos novos/ano por 100
mil habitantes e que mais de 90% da
população maior de 20 anos tenha tido
exposição ao vírus e o país é
considerado área de risco para a
doença.
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
Inquérito nacional das hepatites virais - estimativa da
prevalência para a exposição à infecção pelo VHA,
(conjunto das capitais do Brasil), foi de 39,5%.

O percentual de expostos ao VHA na faixa etária de 5 a 9
anos foi de 27% e de 44,1% para o grupo de 10 a 19 anos.

Aumento do número de indivíduos suscetíveis à doença.

Estudo de custo-efetividade, mostra importante impacto da
epidemiologia da doença na infância, podendo levar a
redução de 64% no número de casos ictéricos de hepatite A
aguda, 59% no número de mortes e 62% dos anos de vida
perdidos em decorrência da doença.
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
As vacinas contra a hepatite A têm sido
disponibilizadas comercialmente desde a
década de 1990 e há dois tipos, inativada e
viva atenuada. A primeira vacina hepatite A
inativada foi produzida a partir de um vírus
hepatite A propagado em cultura de células,
em seguida purificada e inativada por
exposição à formalina.

As vacinas contra a hepatite A inativadas
provaram estar entre as mais imunogênicas,
seguras e bem toleradas. Todas são
semelhantes em termos de proteger as
pessoas contra o vírus e seus efeitos colaterais.
Aproximadamente 100% das pessoas
desenvolvem níveis protetores de anticorpos
contra o vírus no prazo de um mês após uma
única dose da vacina.
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
Apesar da recomendação de esquema de
duas doses para garantir eficácia a longo
prazo, estudos de imunogenicidade têm
demonstrado que mais de 90% das
crianças apresentam títulos de anticorpos
protetores após uma única dose da vacina
e a adoção de uma dose única tornaria o
programa de vacinação contra a hepatite
A ainda mais econômico.

O Ministério da Saúde introduzirá no
calendário nacional de vacinação esta
vacina para crianças a partir de 12 meses
até menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e
29 dias).
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Previsão 2º semestre/2014.
 Idade: 12 meses.
 Esquema proposto: 1 dose.
Introdução escalonada com o objetivo de
formar em médio prazo uma coorte de
indivíduos vacinados.
Permanecem as indicações dos CRIE.
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



Reforça-se que a introdução desta vacina foi possível
mediante a política adotada pelo Governo brasileiro
em fortalecer o complexo industrial da saúde,
ampliando a capacidade de produção de vacinas no
país.
A tecnologia envolvida é resultado de acordo de
transferência entre o Ministério da Saúde, por meio das
Secretarias de Ciência Tecnologia e Insumos
Estratégicos - SCTIE e Vigilância em Saúde - SVS e o
laboratório produtor Merck Sharp & Dohme
Farmacêutica, que vai transferir gradualmente para
Laboratório farmacêutico Público: Instituto Butantan –
IB, a tecnologia e a fórmula do princípio ativo deste
imunobiológico.
A transferência completa de tecnologia, com
produção da vacina hepatite adsorvida hepatite A
(inativada) 100% nacional, está prevista para 2018.
Para a aquisição deste imunobiológico o Ministério da
Saúde investiu R$ 108,8 milhões para a compra de 5,6
milhões de doses.
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Danielle Müller
Programa Estadual para a Prevenção e o Controle das Hepatites Virais/RS
hepatites@saude.rs.gov.br
(51) 3901-1094
Download

Vacinação Contra Hepatite A (Danielle Müller, SES/RS)