FEDERAÇÃO DE JUDÔ DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Apresentadores:
Rubens Machado da Silva.
José de Almeida Souza.
Em muito boa hora, a Federação de judô do Estado do Rio de Janeiro, implementou o
Campeonato anual de Nage-no-Kata (forma de projeção), Katame-no-Kata (forma de
controle), Ju-no-Kata (forma de suavidade), Kime-no-Kata (forma de decisão),
Kodokan-Goshin-Jitsu (defesa pessoal) e Itsutsu-no-Kata (forma de 5 katas). É uma
tentativa de mestre Kano, mostrar a relação entre o microcosmo (dentro do corpo) e o
macrocosmo (o universo). É baseado, de acordo com tradições japonesas, e em 5
elementos do universo.
Queremos parabenizar, pela grande contribuição que está dando ao Judô do Rio de
Janeiro, Professor Marco Aurélio da Gama e Silva, M. D. Diretor de Cursos, Projetos e
Pesquisa da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro e da UFRJ.
Os dois primeiros Katas ("Nage no Kata" e "Katame no Kata") foram criados por
Jigoro Kano com base na prática do “Randori”(formas livres de exercícios ou treino livre).
Esses katas foram apresentados publicamente em 1908, tal como eram praticados no
instituto Kodokan. Receberam o nome conjunto de “Randori Kata”, com a finalidade de
ficarem bem distintos do “Kime no Kata”, técnicas formais de decisão para o combate
real.
Em 1924, Yoshiaki Yamashita ( 1865-1935) e Nagaoka Hidekazu (1876-1952)
publicaram o primeiro livro sobre o assunto, apresentando numerosas variações para a
mesma técnica. Esse trabalho foi supervisionado pelo mestre Kano, que aprovou a
dedicação
daqueles
dois
alunos
que
alcançaram
o
10º
Dan.
Depois da Segunda Grande Guerra Mundial, o judô expandiu-se rapidamente pelo
mundo e as técnicas dessa modalidade sofreram influências as mais diversas possíveis.
Tal fato deu origem ao Primeiro Grande Seminário que ocorreu no dia 10 de abril de
1960, no instituto KodoKan de Tóquio, então sob a presidência de Risei Kano, filho do
criador do judô. Um assunto que mereceu atenção especial foi a definição singular dos
katas de judô. As formas, as técnicas e a realização dos katas foram bem definidas para
serem praticadas igualmente em qualquer ponto do planeta.
A elaboração e interpretação serão sempre únicas, sendo essa uma maneira de
fortalecimento do judô segundo a tradição original.
Ficou estabelecido que a superfície mínima para a apresentação do Kata é de 6 metros
por 6 metros.
A saudação será na posição de joelhos (‘”seiza”) Tori e Uke dobram primeiro o joelho
esquerdo e depois o direito. Após a saudação, levantam-se e dão um passo a frente com
a perna esquerda e depois avançam a direita. Os pés devem ter a mesma separação que
a largura das espáduas. Durante a execução do Kata, Tori e Uke não devem virar as
costas para o “joseki” (lugar de honra, onde estarão as autoridades).
Tori é o que recebe o ataque para depois revidar. Algumas vezes o revide é feito durante
o ataque de Uke.
Uke é o designado para atacar e receber o contra-ataque final. Os dois parceiros devem
se lembrar que executam um trabalho conjunto, dentro do espírito preconizado pelo
mestre Kano.
O Kata é um trabalho de corpo e espírito. É preciso que a dupla mantenha a atitude
correta, a precisão das ações, o controle dos gastos e uma perfeita concentração. A
dupla deve passar para os assistentes uma imagem de credibilidade, sinceridade e
eficácia das técnicas.
As seqüências devem fluir sem paradas bruscas, ainda que o ritmo possa ser modificado
no decorrer da execução das técnicas.
Uke nunca deve se antecipar a intenção de Tori, como se projetar antes de sentir
realmente o desequilíbrio, nem opor uma resistência que atrapalhe a execução das
técnicas.
Certos detalhes apesar de tudo diferem segundo o país ou a confederação. A forma do
Kodokan, no entanto, permanece como a mais representativa.
A seguir será feita uma análise resumida dos três primeiros katas exigidos nos exames
de faixas pretas, para que seja possível fechar as afirmações feitas anteriormente. Ao
todo são 8 katas, mas a pequena amostra dos 3 primeiros certamente já transmite o
objetivo desejado.
A análise se baseia na obra de Tadao Inogai (1908-1978) 8º Dan, responsável pelos
cadernos técnicos sobre judô da extinta revista “Judo-Magasine”.
É o Kata das formas de projeção. Está composto de 15 técnicas de projeção, grupadas
em 5 séries de 3 movimentos cada uma. Segundo seu criador, mestre Kano, esse Kata
abrange 3 direções de estudo: o ataque e a defesa de pé em judô (“nage-waza”); os
movimentos ou posicionamento dos corpos (“tai-sabaki”) e os deslocamentos (“shintai”).
É o único Kata em que os movimentos ou ações são demonstrados dos dois lados, em
simetria e em alternância.
Como foi dito, os praticantes devem proceder com fluidez, sem precipitação nem
brutalidade, apresentando um espírito de sinceridade e confiança recíproca. É o Kata
exigido nas primeiras graduações de faixas pretas.
É o Kata das formas de controle. É composto por 15 técnicas de judô no solo (“newaza”), grupadas de 3 séries de 5 movimentos. O ponto comum nas técnicas é que se
constituem de controle de Uke no solo, seja por imobilização (osae-waza”),
estrangulamento (“shime-waza”) ou chave de articulação (“kansetsu-waza”). Nos 3
casos, a realidade do controle de Uke deve fazer com que este reconheça a vitória de
Tori, fazendo o sinal tradicional.
Em comparação com os outros katas, aqui a atuação de Uke é relativamente passiva.
Cada técnica é demonstrada seguidamente em 3 fases: o movimento preparatório, que é
feito lentamente e quando Tori se coloca sobre uke que está imóvel; a execução da
técnica, que deve ser forte e intensa, ocasião em que a dupla atua plena de vigor,
principalmente nas 3 tentativas de sair da imobilização; finalmente, há o retorno à calma
e as posições originais, depois que Uke fez o sinal de desistência.
Este Kata é exigido parcialmente no exame para o 2º Dan e integralmente nos exames
para o 3º e 4º Dan.
O KATA é uma forma de exercícios arranjados e sistematizados para aplicação
mais apropriada de técnicas em alguns casos determinantes ou determinados. Pela
prática do Kata, pode-se facilmente aprender a teoria de ATAQUE, e DEFESA e ao mesmo
tempo, a aplicação de golpes fundamentais.
O JU NO KATA foi idealizado pelo professor JIGORO KANO, que se baseou num
estilo de delicadeza ou suavidade. Em 1.885, na era do ano 20 de Meiji, o mestre
professor JIGORO KANO introduziu no Instituto Kodokan de Tokyo - Japão, como parte
de exercícios físicos para melhorar ainda mais o desenvolvimento do judô.
A atividade física é muito importante para uma vida saudável. Necessidade de
exercícios físicos torna-se evidente se considerarmos a importância do nosso corpo. E
indispensável conservá-lo e cuidá-lo para que possamos desfrutar melhor a vida.
O JU NO KATA é praticado, na maioria, pelo sexo feminino, não e necessário ter o
local adequado (ginásio ou dojô) para o seu treinamento.
Para sua demonstração os executores concentram-se espiritualmente e praticam
lentamente o KATA.O executor mostra o aproveitamento máximo da força do adversário
(aquela palavra do mestre professor JIGORO KANO- SERIYOKU ZENYÓ) quando em
desequilíbrio do oponente e em seguida para serem aplicados os golpes fundamentais.
É constituído por 15 (quinze) golpes fundamentais e sob-divididos em 3 (três)
séries: DAI IKYO, DAI NIKYO E DAI SANKYO ou seja, 1ª – 2ª e 3ª séries com cinco
técnicas cada.
É o Kata das formas de decisão. Este Kata não tem nada a ver com o espírito do “Randori
Kata”. Trata-se de um verdadeiro Kata de combate (“Shinken Shobu no Kata”),
impregnado do espírito de decisão (“Kime”) que deve estar presente na defesa a um
ataque e no subseqüente contra-golpe visando pontos vitais do adversário. Este espírito
marcial, que promove o realismo nas situações concretas de enfrentamento, em
oposição ao encontrado em outros katas, como Ju no Kata ou o Itsutsu no Kata, exige
dos executantes uma tensão mental extrema, lembrando que o judô provém do Jujutsu. Certas técnicas do Kime no Kata têm as mesmas fontes que as do Karatê ou Aikijutsu.
Este Kata é composto de 8 técnicas executadas de
joelhos (“idori”) e de outras 12 executadas a partir de
uma posição em pé (“tachiai”). São 20 técnicas em que
a construção tem como base a idéia fundamental do
judô: a esquiva (“sabaki”), seguida pelo controle com
golpes de percussão (“atemi”,, ou “ate-waza”), chaves
de braço (“kansetsu-waza”), estrangulamento
(“shime-waza”) ou projeções (“nage-waza”).
Com a velocidade e a precisão de seus movimentos, com o controle do tempo de reação
a cada mudança, o Kime no Kata é um supremo meio de proteção na arte do judô
tradicional. Foi realmente um método de defesa pessoal eficiente para o tempo dos
samurais, mas que estaria defasado ou precisaria de adaptações para os dias de hoje.
Sob outro prisma, o espírito de manter a calma, anular o ataque do oponente e revidar
eficientemente estará sempre presente em qualquer modelo moderno de defesa pessoal.
Posteriormente, os mestres do Kodokan, que sucederam os pioneiros criaram, o Goshin
Jitsu no Kata, que é o Kata das formas modernas de defesa pessoal, onde se encontram
técnicas para defesas contra armas de fogo.
No Kime no Kata, Tori jamais deve tomar a iniciativa, apenas aguarda passivamente e
assume o estado de alerta para reagir vigorosamente ao ataque de Uke. Determinadas
técnicas desse kata são repetidas na posição de joelhos e em pé. Uke ataca de mãos
vazias ou se utiliza de “katana” (sabre ou espada do Japão medieval) ou do
“tantoo”(punhal ou espada de menor tamanho, usada preferencialmente em ambientes
fechados), para desferir golpes de corte ou perfuração.
Nesse Kata, as armas são substituídas por réplicas em madeira (“bokken”), com o intuito
de evitar o risco de acidente e permitir que os executante trabalhem com a mente livre
de qualquer receio, podendo imprimir a velocidade real.
Os golpes de Tori são realizados com precisão e decisão, mas não chegam a atingir o
alvo. O “atemi” estanca a poucos centímetros do ponto visado, com total controle, como
ocorre na arte do Karatê-do.
A atitude de decisão do Kata é materializada pelo “kiai”, ou seja um breve grito
impulsionado pela expiração bloqueada, que brota do fundo da alma, no momento
decisivo da ação, visando reunir toda a força mental. Esta emanação de energia vem do
ventre (“hara””, ou “seika-taden”) e ressalta o aspecto guerreiro desse Kata.
Tori emite o “kiai”cada vez que conclui uma ação, pontuando a decisão do seu gesto.
Na versão antiga do Kodokan, não estava previsto o “kiai”executado por Uke, embora
alguns professores já o achassem recomendável, exceto para a técnica de “Sode-tori”.
Na França, um dos principais centros da prática do judô, é adotado o “kiai”para Uke, que
emite um breve grito reunindo toda a sua energia para se lançar ao ataque.
A arrumação do judogui, depois da ação, também passou a ser permitida, desde que
feita discretamente e sem a cerimônia ou ritual de outros katas.
Tal como foi dito para os katas anteriores, aqui também os executantes não devem virar
as costas para o “joseki”.
O “kime-no-kata”é exigido no exame para o quarto DAN.
O QUE É GOSHIN -JITSU / DEFESA PESSOAL.
Inicialmente vamos tentar explicar de forma resumida
o que constitui DEFESA PESSOAL.
Com a velocidade e a precisão de seus movimentos,
com o controle do tempo de reação a cada mudança,
o Kime-no-Kata, é um supremo meio de proteção na
arte do judô tradicional. Foi realmente um método de
defesa pessoal eficiente para o tempo dos samurais,
mas que estaria defasado ou precisaria de adaptações para os dias de hoje. Sob outro
prisma, o espírito de manter a calma, anular o ataque do oponente e revidar
eficientemente, estará sempre presente em qualquer modelo moderno de defesa
pessoal.
Todas as artes marciais possuem técnicas que o identificam no seio da sociedade,
contudo, para se conseguir um bom conhecimento, tornar-se necessário que a pessoa
interessada treine com afinco, dedicação e persistência durante anos e mais anos, até
que chegue a um nível que seja reconhecido como perito detentor de KNOW HOW nesta
ou naquela arte marcial, razão porque dizemos, sem medo de errar, que é necessário
um período médio de 08 a 10 anos, para que uma pessoa possa desenvolver em
qualquer situação, previsível ou não, uma defesa de bom nível, através das técnicas
aprendidas ao longo dos anos a depender da situação que se encontra e das
oportunidades oferecidas pelo adversário, propiciando a sua iniciativa ou não de ataque
ou defesa, visando uma solução satisfatória para o constrangimento que está sendo
submetido, ou seja, ter capacidade de oferecer defesa própria ou em prol de terceiros.
Nas lutas orientais, existem centenas de técnicas que o expert utiliza na contenda, já
que os anos gastos com os treinos, lhe dirão qual a melhor opção técnica para haver
uma finalização em seu favor.
No curso de Defesa Pessoal, o aluno não será um expert na luta mãe, aquela que está
lhe outorgando os conhecimentos técnicos, contudo, o praticante conhecerá todas as
situações em que poderá ser agredido e aprenderá a safar-se.
O objetivo da Defesa Pessoal é garantir as integridades física e moral do cidadão, caso
alguém de má índole tente colocar em risco a sua vida e a sua saúde, mediante o intento
de atos físicos que visam muitas vezes, aniquilar até mesmo o próprio agredido.
Na obtenção do que almeja, o praticante de Defesa Pessoal terá a opção de escolher
entre as inúmeras Artes Marciais existentes a que melhor lhe convir observando,
contudo, que algumas delas têm o poder de colocar nas mãos do praticante o direito de
dosar o seu grau de agressividade e até do próprio resultado (maior ou menor lesão
vida/morte), como é o caso do JUDÔ, que tem a competência de neutralizar sem
machucar qualquer desafeto ou causar seqüelas no agressor, ao ponto de lhe causar
lesões corporais que variam do leve ao grave, ou até mesmo um indesejável
aniquilamento físico do agressor, isto através de projeções, estrangulamentos, chaves,
pancadas, etc.
Diz o Artigo 25 do CPB (Código Penal Brasileiro): Art. 25 Entende-se em legitima defesa
quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou
iminente, a direito seu ou de outrem.
Como visto a própria lei aquiesce e faculta que alguém agredido injustamente, use dos
meios necessários para extinguir a aludida agressão, contra si ou terceiros e isto
naturalmente só será possível, em certas condições, se o agredido tiver conhecimento
de GOSHIN-JITSU.
O praticante de Judô, consciente, deve ter, atitude, gesto e duração.
TÉCNICAS USADAS EM DEFESA PESSOAL
I- UKEMI -Amortecimento de quedas.
II- KIAI - Grito Especial para subjugar o adversário em fração de segundos, Exerce papel
psicológico.
III- TAI-SABAKI - Esquivas.
IV- KANSETSU-WAZA - (TÉCNICA DE CHAVE)
Técnica que se utiliza de chaves de braço, mão, perna, joelho, tornozelo, etc.
Técnica muito eficaz para o domínio de qualquer indivíduo, uma vez que se
levado avante, causa fraturas em ossos, rompimento de tendões, cartilagens, entre
outros. O agressor é DOMINADO RAPIDAMENTE pela dor, contorção, imobilização
contensão.
Há chaves tão especiais, que são utilizadas pela POLÍCIA, FORÇAS ARMADAS, AGENTES
PSIQUIÁTRICOS E DE SEGURANÇAS, etc. SÃO AS DENOMINADAS CHAVES POLICIAIS. As
maiores Policias do Mundo dão preferência ao aprendizado deste tipo de técnica para
controlar meliantes, a exemplo da SCOTLAND YARD, SWAT, etc.
V- SHIME-WAZA TÉCNICA DE ESTRANGULAMENTO.
Há três tipos de estrangulamento: O aéreo, o sanguíneo e o neurológico. Todos causam
de imediato a perda dos sentidos e, se o TORI prosseguir com o estrangulamento,
ADVÉM À MORTE.
Embora pareça uma técnica cruel, talvez seja a mais humana, uma vez que não causa
lesão, seqüelas e quando o agressor (UKE) for liberado de tal técnica, volta à ativa como
se nada tivesse ocorrido. É muito eficiente no domínio de pessoas violentas, a exemplo
dos TOXICOMONOS, PSICÓTICOS, etc. que possuem uma força anormal. O TORI poderá
então estrangular o agressor (UKE) ao ponto apenas de "APAGÁ-LO", dominando então a
situação. Observa que existem diversas formas de estrangular um adversário e para
tanto usam-se mãos, punho, antebraço, pernas, joelhos, pés, etc.
VI- ATEMI-WAZA (Golpes traumáticos em pontos vitais).
Utilizam-se através desta técnica, as mãos, os pés, dedos, cabeça, etc. objetivo de
atingir uma certa região do corpo, visando-a traumatizar e, assim, sustar o ataque. A
depender do local a ser atingido, o agressor poderá sentir dores, perda da consciência
ou até mesmo a morte. Como o objetivo da defesa pessoal não é matar ninguém, a
utilização do ATEMI-WAZA visa desequilibrar emocionalmente o UKE (agressor), causarlhe dor, sofrimento e paralisação temporária de qualquer iniciativa. É muito comum
utilizar-se o ATEMI-WAZA na genitália, nos olhos, na boca, nas costelas, etc., com o
objetivo de deixá-lo neutro e psicotrópico, visando nesta fração de segundos a intentar
uma técnica de finalização que ponha fim à luta, a exemplo de KANSETSU-WAZA e
SHIME-WAZA.
VII- NAGE-WAZA TÉCNICA DE PROJEÇÃO.
Quando é utilizada como forma principal de defesa decorrente de um ataque injusto ou
ACESSÓRIA, ou seja, como TÉCNICA SOLUÇÃO de saída para uma situação aflitiva que o
agredido é agarrado no tronco pela frente, por trás, pelo lado, sobre ou sob os braços,
estrangulado, clichado, etc. Observa que a pessoa projetada pode sofrer de escoriações
a fraturas de braços, pés, costelas, clavículas, etc. ou, até mesmo a ir a morte, a
depender da região que primeiro entrou em contato com o solo. Esta técnica fere muito
com o psíquico porque causa um grande ABALO MORAL EM DECORRÊNCIA DA
PROJEÇÃO SOFRIDA, SUA VIOLÊNCIA E IMPACTO. Muito propícia e muitas vezes até
condicionante a aplicação de técnica de finalização.
VIII-OSSAE-KOMI-WAZA
(TÉCNICA DE IMOBILIZAÇÃO/CONTENSÃO)
Técnica que visa aprisionar alguém ao solo, utilizando-se mãos, pés, braços, ombros,
etc. em pontos do equilíbrio do agressor. Embora esta técnica não cause dano, é a
preferida dos lutadores de vale tudo para sobrepujar o outro lutador, uma vez que,
quando imobiliza o faz utilizando o seu corpo (sobre o do outro) e assim o último cansa,
esgota-se, acaba o gás e é então FINALIZADO com técnicas de ESTRANGULAMENTO,
CHAVES DE BRAÇO, etc. Observa que esta técnica é muito humana, não trás sofrimento,
dor ou seqüela ao agressor, não sendo a mais indicada para uma defesa em rua, que
exige uma definição rápida em fração de segundos. É aconselhada, contudo, para o
domínio de pessoas que se necessitam subjugar, CONTUDO COM O MÁXIMO AMOR,
como é o caso dos PSICOPATAS, etc.
ITSU no KATA, foi estabelecido como KATA de KODOKAN em 1887 (ano 20 da era Meiji)
pelo mestre Jigoro Kano, onde exprime o princípio de ataque e defesa de judô num nível
elevado. Como foi constituído até Cinco Kata ou Gohon, daí a denominação de ITSUTSU
no Kata, não havendo nome específico para cada Kata. Este kata representam a natureza
céu e terra, cujos princípios foram moldados e expressados judoisticamente, com
movimentos que transbordam senso artístico.
IPON ME
Primeiro Kata – Exprime o princípio de que quando é feito um ataque racional contínuo
mesmo uma pequena força consegue vencer facilmente grande força.
NIHON ME
Segundo Kata – Exprime o princípio de aproveitamento da grande força do oponente
para si e dominá-lo.
SAN BOM ME
Terceiro Kata - Exprime o princípio de redemoinho, cujo espiral interno domina o
espiral externo.
YONHON ME
Quarto Kata - Exprime o princípio das gigantescas ondas vão de encontro à praia,
engolem tudo que se encontra e retornam ao mar.
GOHON ME
Quinto Kata - Exprime o princípio de ao se defrontar com uma gigantesca onda se
entrega ao mar com espírito suicida que virá à tona no baixio (há opinião que diz ser
representação do fenômeno do universo).
Estes cinco Kata exprimem situação da grande natureza, baseado no princípio da
correnteza d’água.
Terminamos este estudo afirmando que a verdadeira arte é eterna.
QuestionÁrio do Kime no Kata.
Apresentadores:
Rubens Machado.
José de Almeida.
1. Sabendo-se que o kime no kata é uma da formas mais antigas do judô, podemos definilo como:
(
(
(
(
)
)
)
)
a. Essencial em técnicas de torção.
b. Essencial em técnicas de desequilíbrio.
c. Essencial em domínio no solo.
d. Essencial em defesa própria.
2. Reconheça a seqüência correta da parte do I Dori no kime no kata?
( ) a. ryote-dori, sode-dori, kirikomi, nuki-gake, kiri-oroshi, suri-age.
( ) b. ryote-dori, tsukkake, suri-age, yoko-uchi, ushiro-dori.
3. Reconheça a seqüência correta da parte do Tachiai no kime no kata?
( ) a. ryote-dori, sode-dori, tsukake, tsuki-age, suri-age.
( ) b. suri-age, yoko-uchi, ushiro-dori, tsukkomi, kirikomi.
4. Distinguir na série abaixo, qual as partes pertencem idori e ao tachi ai no kime no kata?
(
(
(
(
)
)
)
)
a. uki-otoshi, uki-goshi, tsurikomi-goshi, yoko-gake,
b. ippon me, nihon me, sanbon me, yonhon me.
c. ryote-dori, ago-oshi, seoi-nage, ura-nage.
d. yoko-uchi, ke-age, ushiro-dori, tsukkomi, kirikomi.
5. Sabendo-se que o ju no kata é a forma de agilidade aplicada em ataque e defesa,
utilizando a energia com mais eficiência, qual o nome poderíamos dar ao judoca que
executa as posições de defesa no kime no kata?
(
(
(
(
)
)
)
)
a. tori.
b. tokui waza.
c. tandoku geyko.
d. uke.
6. Reconheça as posições do kime no kata onde são usadas as armas?
( ) a. tsukkomi, kirikomi, yoko-zuki, nuki-gake, kiri-oroshi.
( ) b. ryote-dori, sode-dori, tsukkake, tsuki-age, suri-age.
7. O kime no kata, é uma das formas que mais se completa com as situações de domínio
no judô, reconheça as posições onde usa-se nage waza.?
(
(
(
(
)
)
)
)
a. ushiro-dori, sode-dori, ushiro-dori, suri-age
b. ippon seoi, kataguruma, harai-gohi, tomoe-nage.
c. kesa-gatame, kata-gatame, kamishirogatame
d. ude-garami, ashi-garami, uchi-mata.
8. No kime no kata; podemos afirmar que: as técnicas de Idori sejam na posição de joelhos
e as técnicas do Tachiai sejam na posição em pé?
( ) a. sim
( ) b. não
9. O professor Jigoro Kano, utilizou o conhecimento de vários outros professores, e a
habilidade que cada um possuía, para formatação dos katas; dentro dessa idéia,
podemos afirmar que o kime no kata foi o primeiro kata criado, pelo fundador do Judô.
Esta informação é:
( ) a. Verdadeira.
( ) b. Falsa.
10. Sabendo-se que no Brasil não existe um grande celeiro no kata, mas destaca-se em
competições internacionais. Desta forma podemos reconhecer que a melhor dupla em
kata no Pais é formada pelos professores Ryoti Uchida e Luiz Alberto, possuidores de
diversos títulos, mundiais.
( ) a. Correto.
( ) b. Errado.
IDORI
TACHI-AI
1
2
3
4
5
6
7
8
1 Ryote-Dori
2 Sode-Tori
3 Tsukkake
4 Tsuki-Age
5 Suri-Age
6 Yoko-Uchi
7 Ke-Age
8 Ushiro-Dori
9 Tsukkomi
10 Kiri-Komi
11 Nuki-Gake
12 Kiri-Oroshi
Ryote-Dori
Tsukkake
Suri-Age
Yoko-Uchi
Ushiro-Dori
Tsukkomi
Kiri-Komi
Yoko-Tsuki










Diretoria Executiva
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
Presidente: Denise Machado da Silva
Vice-Presidente: Wanderli Noel da Silva
1º Tesoureiro: Nilza Elisa Noel Borré
1º Secretário: Silvana Noel Alves
2º Secretário: Henrique Noel da S. Moraes
Diretor do Departamento de Judô: Rubens Machado da Silva
Diretor de Patrimônio: Luiz Claudio Dutra
Diretora Médica: Dra. Yara Loos Noel
Diretor Jurídico: Dr. Leandro Teixeira Alves
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Histórico do Kime no Kata - Federação de Judô do Estado do Rio de