Segurança nas operações
de lançamento de
artefactos pirotécnicos
Nuno Cunha Lopes
Delegado Municipal da Protecção Civil de
Leiria
Afinal o que é
pirotecnia?
• É o uso do fogo num artefacto!
• A definição oficial, refere o
fabrico de fogos de artificio!
• Na essência estamos a falar de
fogo!
Então e o que é fogo de
artificio?
• Algo que para mostrar efeitos
luminosos e que para poder extasiar
populações, está a queimar produtos
diversos a temperaturas superiores
a 850 ºC ( mais baixa manifestação
de luz nas combustões).
• Aqui está o problema da segurança e a
necessidade de procura de uma solução!
Então e que condições de
segurança?
• Manda o bom senso, que as boas
praticas de qualquer actividade
sejam
aplicáveis
em
actos
considerados positivos e não se
contribua para a criação de efeitos
negativos!
• Qual então o grande problema da
segurança do fogo de artificio , na
matéria de incêndios?
O mundo mudou em muitas
coisas!
• A sociologia rural tem um grave problema - estudar
formas de repovoar o espaço rural!
• Os especuladores imobiliários compram os terrenos na
periferia urbana e deixam-nos ao abandono!
• As populações porque ainda tem outros meios de
sustento mais facilitado não cuidam a terra e muito
menos limpam os terrenos de infestantes!
• Então e o fogo de artificio? E os foguetes em particular,
como podem ser lançados, sem que os senhores fiquem
com o ónus de serem criminosos?
• E vejam o estado deplorável das fronteiras das cidades
como foi o caso de Coimbra, e que se saiba não foram os
foguetes os culpados!
Incêndio de
Coimbra,
Verão de
2005, e a
sua
interferênci
a no espaço
urbano!
Mas
decerto não
foram
foguetes!
Então poder-se-á lançar fogo de artificio num local
como o que aqui está ilustrado? Obviamente não!
E num local como este poderá? É lógico que neste caso poderemos
lançar fogo de artificio!
Mas atenção o que nos deve preocupar são as soluções que deverão ser
adoptadas para garantir a actividade em segurança, nos períodos
meteorologicamente adversos!
Isto porque encontramos muito lixo nos
espaços abandonados onde o mato há
imenso tempo não é cortado, nem os
terrenos limpos!
Então e os “fogueteiros” que medidas
poderão adoptar?
• O risco de incêndio florestal está ligado a um
conjunto de 5 factores
x 30!
• Temperaturas ambiente - maiores que 30ºC
• Humidades relativas - menores que 30%
• Ventos com velocidades –maiores que 30 km/h
• Combustíveis finos em pé com alturas superiores a
30 cm acima do solo
• Cargas térmicas de matos finos com valores acima
de 30 kg/m2
Como combater contra estes factores?
A legislação
• A legislação não ajuda e neste momento digamos
que tenta passar a bola para as estruturas locais
dos bombeiros!
• Informo que os bombeiros só se podem permitir dar
pareceres!
• Quem licencia ainda é a Policia de Segurança
Publica ou a GNR nos locais onde a PSP não existe!
• Este ano a GNR passou a ter uma responsabilidade
adicional! Será que vão retirar a responsabilidade
de dar pareceres aos bombeiros? Seria desejável
pelo que me toca!
As comissões de festas
• Cabe-lhes a encomenda!
• Cabe-lhes a responsabilidade
civil pelos danos!
• Cabe-lhes encontrarem locais
seguros para o lançamento de
fogos diversos!
E o fogueteiro?
• Este vende fogo de artificio e portanto não pode pela lei,
fugir às suas responsabilidades em caso de acidente!
• Então e o que tem que fazer?
• De forma consciente procurar encontrar a solução de um
terreno livre de finos secos
• Procurar encontrar um local de lançamento fora das fronteiras
estabelecidas na lei para não lançar fogo em locais com matos
ou na proximidade de floresta!
• Encontrar um solução técnica com meios de extinção no local!
Então está aqui uma
solução!
• Chamam-se os bombeiros para
estarem presentes!
• Pois, só que os bombeiros nesses
períodos estão a fazer outras
missões ou de vigilância ou mesmo
de combate?
• Então esta solução não é a adequada!
Que solução técnica?
• Esta é a minha opinião pessoal!
• Os foguetes no Verão tem os dias contados,
porque a pressão politica vai no sentido da
sua proibição!
• As festas são na sua maioria no Verão e
onde é que tem mais significado - nas zonas
de cariz rural!
• Então está lançado o desafio! Foguetes não
em terrenos sujos, o que se lançar se se
pretende continuar no negócio?
• Talvez outro tipo de artefacto!
A solução técnica pode passar por fogo preso e
ou fogo com as denominadas “balonas”!
E porquê?
• Porque:
• Não possuem cana e o efeito dos ventos locais faz-se sentir
de forma muito diferente do foguete!
• Sem cana não se fere ninguém que esteja
diminuindo-se o risco de acidentes pessoais
próximo,
• Não há curiosos a lançar este tipo de artefactos!
• A temperatura a que cada balona chega ao solo é da ordem
35ºC ( com temperatura ambiente de 25ºC), ao contrário do
foguete que chega ao solo com uma temperatura exterior no
propulsor da ordem 70ºC, e pontos quentes com valores da
ordem dos 140ºC ( medições efectuadas com termómetro de
infravermelhos) e sem pontos incandescentes, no cartucho
de propulsão.
• A área de segurança para lançamento destes artefactos
possui um raio muito inferior ao do lançamento de foguetes e
mesmo com vento poderá ser da ordem dos 30 m de
diâmetro.
35ºC
Que vantagens?:
1. Não há fogo desprotegido no acto de lançamento!
2. Não há sinais de materiais queimados e em brasa, podendo até escolher-se
materiais ignifúgos.
3. O tempo de exposição dos materiais dos invólucros ao fogo é tão baixo, que
não dá tempo a qualquer processo de combustão no invólucro
4. As distancias de queda ao ponto de lançamento são da ordem dos 15 a 20
m, o que permite uma melhor recolha de resíduos, uma maior segurança
contra incêndios, uma menor área de limpeza e preparação para o
lançamento!
E o que sucede a um foguete
depois de lançamento?
65ºC
140ºC
Antes do lançamento; cana
seca e com sinais de limpeza
por chama!
Depois do lançamento com
depósitos de fuligem
associados à cana junto do
propulsor!
Pergunta-se?
•
Então com estes valores medidos de forma pouco cientifica
mas assente num equipamento de medição electrónico não
aferido, que sensibilidades para a segurança do lançamento?
1.
Os foguetes não são só o propulsor!
2.
As temperaturas medidas indicam que não é pelo propulsor que
podem ocorrer ignições!
3.
Qualquer material celulósico só inicia com pontos quentes da
ordem dos 600ºC ( ou seja com brasa)
4.
Os foguetes possuem outros materiais combustíveis e que podem
ser causas de ignição se largarem pontos quentes em brasa, que
podem estar presentes após a queima de combustível de reacção,
no cartucho propulsor!
5.
Enfim, está na hora de procurar alternativas técnicas aos
foguetes, para uma maior segurança, porque há riscos que seria
importante não correr!
E as balonas?
• Ao contrario do foguete, estas são um projéctil, onde
não há lugar, no invólucro, a pontos quentes!
• A carga de material de projecção é totalmente deixada
dentro do tubo de lançamento
• Os danos laterais evidentes no invólucro são de atrito
mecânico no tubo durante o lançamento!
• A temperatura final no solo após queda é da ordem dos
35ºC ( com 25ºC de temperatura ambiente)
• Diria que é um instrumento seguro e que pode ser uma
alternativa correcta segura e sem riscos de poder ser
atacada politicamente!
Aspectos de artefactos
do tipo balona
Cartucho
de cartão
onde vão
as
bombas
Carga
propulsora
Os resultados de lançamento de
balonas!
Não há sinais de pontos quentes!
Não sinais de combustões vivas!
Não há temperaturas elevadas em face
das evidencias demonstradas!
Trata-se de um artefacto tecnicamente muito mais seguro
do que o foguete, e serve os mesmos propósitos!
• Os senhores que tem que trazer a
universidade para estes estudos e
ganhar a guerra politica, pela
evidencia técnica!
• Os foguetes tradicionais
condenados,
mas
a
actividade não!
estão
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