A formação e a prática do
Bibliotecário: um profissional da
informação
Profa. Msc. Dalgiza Andrade Oliveira
Curso de Biblioteconomia da UFAL
Maceió, 03 de Agosto de 2009
informação
Maceió, 03 de Agosto de 2009
BIBLIOooooquê?
Maceió, 03 de Agosto de 2009
Quero ser um bibliotecário (a)???
Maceió, 03 de Agosto de 2009
Biblioteconomia
É a ciência que estuda os aspectos do uso e da
disseminação da informação por meio de serviços e produtos
informacionais. Dentre alguns aspectos referentes à sua
prática, destacam-se:





Análise;
Planejamento;
Implementação;
Organização;
Administração.
Atividades que podem ser desempenhadas em espaços
como: bibliotecas, centros de documentação, serviços,
sistemas e centros de informação além de ambientes virtuais.
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Bibliotecário
Disponibilizam informação em qualquer suporte; gerenciam
unidades como bibliotecas, centros de documentação, centros
de informação e correlatos, além de redes e sistemas de
informação. Tratam tecnicamente e desenvolvem recursos
informacionais; disseminam informação com o objetivo de
facilitar o acesso e geração do conhecimento; desenvolvem
estudos e pesquisas; realizam difusão cultural; desenvolvem
ações educativas. Podem prestar serviços de assessoria e
consultoria. (CBO, 2009).
Maceió, 03 de Agosto de 2009
Bibliotecário
Bibliotecário, cibrarian, librarian .1. Profissional que tem seu
cargo a direção, conservação, organização e funcionamento
de bibliotecas. 2. Profissional que: a) desempenha funções
técnicas ou administrativas em bibliotecas; b) lida com
documentos de todos os tipos (p. ex.: livros, periódicos,
relatórios, materiais-não impressos) com base na
especificação do seu conteúdo temático e a serviço de uma
variedade de usuários, desde crianças até cientistas e
pesquisadores. (CUNHA; CAVALCANTI, 2008)
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Reflexão
As carreiras ou profissões são tipos de atividade humana, de
que, pelo visto, a sociedade necessita. E, um deles, há cerca
de dois séculos é o do bibliotecário. (ORTEGA Y GASSET, 2006).
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Histórico:
Como atividade prática, advém da transmissão de conhecimento
por meio da oralidade/invenção da escrita;
Como campo científico, a contar do século XIX;
Como uma profissão situada no campo informacional, a partir da
segunda guerra mundial.
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Expectativas em relação aos egressos:
 atuar crítica, criativa e eficientemente na identificação de
demandas por informações de qualquer natureza e nível de
complexidade, propondo soluções que conduzam à
conscientização do seu valor na sociedade.
 realizar o processamento de informações de qualquer
natureza e em diferentes documentos e suportes de
registro, mediante a aplicação de conhecimentos teóricopráticos de coleta, tratamento e difusão, apoiado nas
tecnologias disponíveis.
Maceió, 03 de Agosto de 2009
Expectativas em relação aos egressos:
 gerenciar serviços e recursos informacionais, através das
ações de planejamento, organização, administração e
assessoria e de prestação de serviços em redes e sistemas
de informação.
 monitorar e apoiar o desenvolvimento social e os avanços
científicos e tecnológicos, através de ações culturais e
domínio da metodologia de pesquisas relacionadas ao uso
e ao comportamento da informação.
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Habilidades gerais projetadas:
 gerar produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e
divulgá-los;
 formular e executar políticas institucionais;
 elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e
projetos;
 utilizar racionalmente os recursos disponíveis;
 desenvolver e utilizar novas tecnologias;
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Habilidades gerais projetadas:
 traduzir as necessidades de indivíduos, grupos
comunidades nas respectivas áreas de atuação;
e
 desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo a
orientar, dirigir, assessorar, prestar consultoria, realizar
perícias e emitir laudos técnicos e pareceres;
 responder as demandas sociais por informação produzida
pelas transformações tecnológicas que caracterizam o
mundo contemporâneo.
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Habilidades específicas projetadas:
 interagir e agregar valor aos processos de geração,
transferência e uso da informação, em todo e qualquer
ambiente;
 trabalhar com fontes de informação de qualquer natureza;
 criticar, investigar, propor, planejar, executar
recursos e produtos de informação;
e avaliar
 processar a informação registrada em diferentes tipos de
suportes, mediante a aplicação de conhecimentos teóricos e
práticos de coleta, processamento, armazenamento e
difusão da informação;
 realizar pesquisas relativas a produtos, processamento,
transferência e uso da informação.
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O contexto da informação

dar forma, colocar em forma, criar representar, construir uma
idéia.

conhecimento registrado sob as mais diversas formas (escrita,
oral, gestual, audiovisual e digital) mediante linguagens
articuladas (símbolos alfabéticos, numéricos e alfanuméricos.

produto de uma prática social que envolve ações de
representação de sentidos (emissão de mensagens) e de
atribuição de sentidos (recepção, compreensão e assimilação
de mensagens recebidas).

representar, comunicar e atribuir sentidos, tendo em vista o
conhecimento.
Maceió, 03 de Agosto de 2009
Direito à informação:
todo indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de
expressão, o que implica no direito de não ser censurado
pelas suas opiniões, e o de procurar, receber, sem
considerações de fronteiras, as informações e as
idéias, por qualquer meio de comunicação (Art. 19 da
Declaração Universal dos Direitos Humanas. ONU, 1948).
Maceió, 03 de Agosto de 2009
A realidade do estado de Alagoas
Área (km²)
27.767,661
Número de Municípios
102
População Estimada 2005
3.015.912
Fonte: Governo do Estado de Alagoas
Maceió, 03 de Agosto de 2009
A realidade social de Alagoas e o
compromisso da UFAL
A presença da Universidade Federal de Alagoas - UFAL no
território alagoano, por meio de suas atividades de ensino,
pesquisa, extensão e assistência, representa importante vetor
de desenvolvimento de Alagoas, sobretudo por se tratar de um
dos Estados que apresenta maiores indicadores de
desigualdades do Brasil. Mas, ao mesmo tempo, significa
enfrentar enorme desafio para exercer plenamente a sua
missão social neste contexto periférico, de grandes limitações
e precariedades. Este cenário é evidenciado por indicadores
sociais e econômicos preocupantes, como exemplificam
alguns deles apresentados a seguir:
Maceió, 03 de Agosto de 2009
Indicadores

Índice de Desenvolvimento Humano – IDH: 0,677 (IPEA,
2005) – o pior do Brasil;

Renda per capita: US$ 2.332,10 (IBGE-BACEN, 2006);

Miserabilidade: 47% da população sobrevivem com renda
abaixo de R$ 88,00 por pessoa. (FGV, Mapa do Fim da Fome
em Alagoas, 2003);

48% da população recebe o Bolsa-família;

Estado com maior proporção de pobres do Brasil: 62% (IPEA,
2004);

concentração de renda (Gini = 0,571), a maior do Brasil;
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Indicadores

Concentração de renda (Gini = 0,571), a maior do Brasil;

Acesso à água encanada: 48,80%: (SNIS/CASAL, 2006) a
segunda menor do país;

Coleta e tratamento de esgoto: 30,5%, (PNAD, 2005);

Trabalho infantil não remunerado: 71,9% do total de crianças
em trabalho, de 5 a 17 anos; (IBGE-PNAD, 2001);

Analfabetismo: 25,20% (PNAD, 2008).
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Reflexões
Entretanto, trata-se de um dos menores Estados brasileiros - com
27.818,5 km2 e 3.037.103 habitantes estimativa (IBGE, 2008) –
fato que poderia beneficiá-lo, por sua menor escala física de
problemas. Além disso, apresenta grandes potencialidades
naturais (patrimônio ambiental), sociais (diversidade, patrimônio
cultural, população cordial e trabalhadora) e econômicas (recursos
naturais, agroindústrias, razoável infra-estrutura física).
São potencialidades pouco ou inadequadamente exploradas,
revelando um quadro persistente de exclusão social, econômica e
política, marcado, especialmente, pelo baixo grau de escolaridade
e baixa qualificação profissional dos seus habitantes, o que
reforça a falta de oportunidades para a maioria e ressalta o papel
da educação como estratégia de mudança. (RELATÓRIO, 2008)
Maceió, 03 de Agosto de 2009
E os Bibliotecários (as)?
Mediadores da informação
Agentes possibilitadores de transformações sociais
Papel pedagógico
Função social por meio de sua ação profissional
Responsabilidade comunitária e social
Maceió, 03 de Agosto de 2009
E os espaços de atuação?
Maceió, 03 de Agosto de 2009
E os espaços de atuação?
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E os espaços de atuação?
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E os espaços de atuação?
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E os espaços de atuação?
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E os espaços de atuação?
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E os espaços de atuação?
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E os espaços de atuação?
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E os espaços de atuação?
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E os espaços de atuação?
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E os espaços de atuação?
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E os espaços de atuação?
Maceió, 03 de Agosto de 2009
Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida.
Estes são os imprescindíveis.
(Bertold Brecht)
Maceió, 03 de Agosto de 2009
CBO. Disponível em:
<http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/BuscaPorTituloResul
tado.jsf. >Acesso em: 31 jul. 2009.
CUNHA, M. B.; CAVALCANTI, C. R. de O. Dicionário de
biblioteconomia e arquivologia. Brasília: Briquet de Lemos/Livros,
2008.
ESTADO de Alagoas. Disponível em: < http://www.governo.al.gov.br/>.
Acesso em: 31 jul. 2009.
ORTEGA Y GASSET, J. Missão do bibliotecário. Brasília: Briquet de
Lemos/Livros, 2006.
RELATÓRIO de gestão da UFAL de 2008. Disponível em: <
http://www.ufal.edu.br/portal/gestor/relatorios/gestao/ano2008/Relatorio_Gestao_2008.pdf>. Acesso em 30 jul. 2009.
Maceió, 03 de Agosto de 2009
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A formação e a prática do Bibliotecário: um profissional da informação