República de Angola
Ministério da Educação
Governo da Província da Huíla
Escola do II Ciclo do Ensino Secundário da Arimba
Jornada Científica do Ano Lectivo de 2016
Disciplina de Introdução à Economia
TEMA:
CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS E RECOMENDAÇÕES PARA A
RECENTE CRISE ECONÓMICA E FINANCEIRA DE ANGOLA
Por: Ari Paulo Joaquim Pessela
Arimba, Junho de 2016
Sumário
I- INTRODUÇÃO
II-CAUSAS DA CRISE ECONÓMICA E FINANCEIRA DE ANGOLA
III-CONSEQUÊNCIAS DA CRISE PARA ANGOLA
IV-RECOMENDAÇÕES PARA A RECENTE CRISE ANGOLANA
V- CONCLUSÃO
I- INTRODUÇÃO
• As crises económicas representam os distintos períodos de
desaceleração, recessão ou depressão da actividade económica de
determinada região. Quando este período tem origem no mercado
financeiro, então estamos perante uma crise financeira.
• Objectivo geral: Apresentar recomendações para a recente crise
económica com base na identificação das causas e consequências da
mesma.
II-CAUSAS DA CRISE ECONÓMICA E FINANCEIRA DE
ANGOLA
• Porquê que esta crise atinge Angola?
• A principal característica da economia angolana é a ‘‘petro-dependência’’:
• O sector petrolífero constitui 70% das receitas públicas;
• 96% das exportações; e
• 35% do PIB.
II-CAUSAS DA CRISE ECONÓMICA E FINANCEIRA DE
ANGOLA
• O que aconteceu com o mercado petrolífero?
• O que aconteceu no mercado petrolífero foi o que os economista chamam de lei da
oferta.
• De uma forma geral esta lei diz-nos que, quando o preço de determinado bem
aumenta, isto incentiva os produtores e as quantidades oferecidas aumentam. Este
aumento das quantidades oferecidas é que forçará a redução do preço até chegar
ao ponto de equilíbrio (ponto onde a oferta iguala à procura, isto é, ponto onde os
consumidores estão dispostos a comprar dado um nível de produção).
II-CAUSAS DA CRISE ECONÓMICA E FINANCEIRA DE
ANGOLA
• Qual é então a origem do recente aumento da oferta de petróleo no mercado?
• O recente aumento da oferta do petróleo bruto tem duas principais origens:
1ª O aumento da produção norte americana, pois passaram a explorar também petróleo de xisto.
2ª A eliminação dos embargos comerciais que o conselho de segurança da ONU e a União
Europeia haviam atribuído ao Irão desde 2012, desde modo, este país voltou a exportar
petróleo.
Uma representação gráfica ilustra bem o que aconteceu ao mercado petrolífero
Causas do lado da oferta (Equilíbrio no ponto C)
Preço por
barril em
USD
A
B
100
D
50
C
85
95
Quantidades em
milhões de barris
de petróleo por dia
Fonte: Autor com base nos dados do BP Statistical Review of Word Energy June 2015
III- CONSEQUÊNCIAS DA CRISE PARA
ANGOLA
• Em nossa análise foi possível identificarmos quatro consequências
para a recente crise. Destacando-se:
• A escassez de divisas;
• A inflação pelos custos;
• O aumento do desemprego; e
• A escassez de produtos.
IV-RECOMENDAÇÕES PARA A RECENTE
CRISE ANGOLANA
• A nível macroeconómico
• A nível microeconómico
IV-RECOMENDAÇÕES PARA A RECENTE
CRISE ANGOLANA
• A nível macroeconómico
• As crises contornam-se com incentivos ao consumo ou à produção.
• Como as consequências incidem diretamente sobre os custos de
produção das empresas, a solução passaria por algumas medidas do
lado da oferta da economia (supply side).
• As medidas do lado da oferta visam estimular a produção por meio da
redução dos custos de produção.
IV-RECOMENDAÇÕES PARA A RECENTE
CRISE ANGOLANA
• A nível macroeconómico
• Deste modo o Estado deve adoptar medidas que permitem a diminuição dos
custos de produção das empresas.
• Exemplo:
Custos alfandegários;
Custos com combustíveis para a produção;
Custos com a burocracia; e
O contínuo investimento em infraestruturas.
Ciclo Virtuoso dos Custos de Produção Reduzidos
Custos de
produção
reduzidos
Aumenta a
produção
Preços de
venda
baixos
Aumenta o
emprego
Estimula o
consumo
Atrai novos
produtores
Aumenta
as vendas
da empresa
IV-RECOMENDAÇÕES PARA A RECENTE
CRISE ANGOLANA
A nível microeconómico
O nosso conselho baseia-se apenas na frase do economista português Paulo
Reis Mourão (2014) «Os piores pobres são aqueles que ainda não sabem que
o são».
Porque vão consumir feito ricos, independentemente da sua disponibilidade
monetária e são capazes de afogarem-se em dívidas.
Qual é a minha disponibilidade actual comparativamente ao ano de 2014?
IV-RECOMENDAÇÕES PARA A RECENTE
CRISE ANGOLANA
Como a inflação acumulada é de 22% (desde 2014 até Janeiro de 2016), então façamos o seguinte exercício:
Disponibilidade actual =
Salário ÷ 1,22 = ?
Exemplo: alguém que auferia 10.000 em 2014, equivale o mesmo que:
á  =
10.000 
1+0,22
= 8.000   2016
Quer dizer que eu devo diminuir 2.000 (em termos de quantidade de produtos) nas minhas
compras.
IV-RECOMENDAÇÕES PARA A RECENTE
CRISE ANGOLANA
A nível microeconómico
• Deste modo, este indivíduo terá de refazer a afectação dos seus rendimentos à sua despesa.
Exemplo: Admitimos que ele afecta o seu rendimento em três classes de bens (alimentação,
vestuário e lazer), então vem:
Ano de 2014
Ano de 2016
Classe de despesa Valores
Classe de despesa
Valores equivalentes ao ano de
Alimentação
5.000 kZ
Alimentação
5.000 kZ
Vestuário
4.000 kZ
Vestuário
3.000 kZ
Lazer
1.000 KZ
Lazer
0,00 KZ
TOTAL
10.000 KZ
TOTAL
8.000 KZ
2014
V- CONCLUSÃO
Uma boa solução macroeconómica para minimizar a crise são medidas do
lado da oferta da economia porque as consequências incidem diretamente
sobre os custos de produção das empresas.
A nível microeconómico
devemos dar prioridade às necessidades
primárias (aquelas que põem em risco a sobrevivência).
Isto é, diminuir o lazer e priorizar as medidas que garantam a saúde
(exemplo: alimentação, vestuário e medidas ligadas à higiene).
Muito
obrigado!

Causas, consequencias e soluçoes para a crise de angola-1

recente crise em Angola