Trabalho Submetido para Avaliação - 31/08/2012 12:27:19
AVALIAÇÃO CLÍNICA DE RESTAURAÇÕES DE RESINA COMPOSTA EM
DENTES POSTERIORES
CARINE SONEGO (carine_sonego@hotmail.com) / Odontologia/UNIFRA, Santa Maria - RS
ORIENTADOR: CARLOS EDUARDO AGOSTINI BALBINOT (caiobalbinot@gmail.com) / Odontologia/UFSM,
Santa Maria - RS
Palavras-Chave:
Resinas compostas. Restauração dentária permanente. USPHS.
A rapidez do tratamento restaurador aliada ao baixo custo e à capacidade de obter resultado estético faz das
restaurações de resina composta em dentes posteriores a primeira opção restauradora e uma realidade no
Brasil do século XXI, em que a população valoriza cada vez mais a estética, apesar das dificuldades
financeiras, e busca resultados simplificados e seguros para seus problemas bucais. Essas características
encaixam-se perfeitamente nas vantagens do uso de resinas compostas nas restaurações diretas (Aimi &
Lopes, 2007).
Quando confeccionadas sobre condições apropriadas as restaurações de resina composta em dentes
posteriores tendem a prover um desempenho clínico satisfatório. As técnicas resultantes em sucesso a longo
prazo das restaurações, incluiriam o isolamento do campo operatório, sistema de matriz especial, a adesão
ao esmalte e a dentina, inserção incremental de resina composta, uso de método de fotoativação apropriado,
bem como um meticuloso acabamento e polimento (Gianordoli et al., 2008).
Lesões de cáries são o mais comum argumento para fracasso clínico das restaurações diretas de resina
composta em dentes posteriores. Entretanto, deve-se levar em consideração que o sucesso e a longevidade
das restaurações são características relacionadas ao material, dentista e paciente. Quanto ao profissional de
odontologia é imprescindível que possua domínio dos conhecimentos restauradores, técnicos e teóricos.
Deve ainda ser feita uma seleção correta do material a ser utilizado, dependendo da localização e extensão
do preparo, além da correta seleção da cor, buscando uma aparência mais natural possível. Aos pacientes
fatores como higiene oral, hábitos dietéticos, medidas preventivas, disponibilidade de fluoreto, e cooperação
durante tratamento, são tópicos pertinentes ao considerar a durabilidade de restaurações (Kohler et al.,
2000) .
Devido à dificuldade em determinar critérios adequados para avaliação de restaurações, Ryge e Cvar, em
1971, estabeleceram um índice, o USPHS – United States Public Health Services, para avaliar restaurações
através de habilidade tátil e visual, determinando assim o sucesso ou insucesso quanto à estabilidade de cor,
descoloração marginal, forma anatômica, integridade marginal e lesões de cárie secundária, quanto a suas
características morfológicas e estéticas. Quanto ao índice de sucesso e insucesso os critérios USPHS
classificam-se em Alpha — restauração sem mudanças ou observações clínicas; Bravo — restauração com
mudança clinicamente aceitável e sem necessidade para substituição; Charlie — restauração com mudanças
importantes que requerem a sua substituição. Este índice foi adotado pelo Serviço de Saúde Pública dos
Estados Unidos e recomendado pela “American Dental Association” (ADA).
Em função do reduzido número de trabalhos que avaliaram a longevidade de restaurações de resina
composta em dentes posteriores feitas por acadêmicos de cursos de Odontologia, é propósito desta
investigação, avaliar o comportamento clínico destas restaurações.
Este estudo consiste de uma série de casos de acompanhamento longitudinal, em que se realizou um total
de 55 restaurações, classe I e II (25 pré-molares e 30 molares), de 25 pacientes, sendo cinco homens e vinte
mulheres, no ano de 2009. Os operadores foram acadêmicos do último ano do Curso de Odontologia do
Centro Universitário Franciscano - UNIFRA, RS, BR. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética e pesquisa
da instituição (protocolo n.023.2009.2). As restaurações já foram avaliadas aos 6 e 24 meses após sua
confecção. As avaliações são realizadas por um único examinador, especializado em Dentística, e calibrado,
segundo os critérios, do USPHS (United States Public Health Service) modificado, desenvolvidos por Cvar &
Ryge, e os parâmetros observados no estudo foram: estabilidade da cor, integridade e descoloração
marginal, forma anatômica e cárie secundária. Este estudo contempla a avaliação das restaurações no
período de 36 meses após a confecção. Será realizada análise de freqüência dos escores obtidos para os
critérios avaliados e análise de sobrevivência pelo teste Kaplan-Meier.
Os pacientes que tiveram os dentes restaurados estão sendo chamados para as consultas de reavaliação.
Até o presente momento, cinco pacientes compareceram e passaram pela avaliação clínica e radiográfica.
Cada paciente apresentava uma restauração, perfazendo um total de cinco restaurações que puderam ser
avaliadas. Uma das restaurações avaliadas apresentou escore bravo para o parâmetro lesão de cárie
secundária, indicando a perda da restauração, as outras quatro restaurações apresentaram escore alpha
para todos os critérios avaliados. As avaliações seguirão sendo realizadas dentro do cronograma previsto e
quando a amostra for avaliada em sua totalidade, os resultados serão analisados estatisticamente e será
realizada a finalização do artigo com a escrita da discussão e conclusões.
REFERÊNCIAS:
Aimi, E.; Lopes, GC.; Restaurações diretas de resina composta em dentes posteriores: uma realidade no
Brasil do século XXI; International Journal of Brazilian Dentistry; 3 (1); 32-40; 2007.
Gianordoli, RN.; Santiago, SL.; Mendonça, JS.; Passos, VF.; Lauris, JRP.; Navarro, MFL.; One year clinical
evaluation of two different types of composite resins in posterior teeth; The Journal of Contemporary Dental
Practice; 9 (4); 1-10; 2008.
Kohler, B.; Rasmusson, CG.; Odman, P. ; A five-year clinical evaluation of class II composite resin
restorations; Journal of Dentistry; 28 (4); 111-116; 2000.
Cvar, J.; Ryge, G.; Criteria for the clinical evaluation of dental restorative materials; First published in U.S.
Department of Health, Education, and Welfare, U.S. Public Health Service 790244, San Francisco Printing
Office ; 1; 1-42; 1971.
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