
O pé e o tornozelo são estruturas anatômicas muito
complexas que consistem de:

26 ossos irregularmente moldados;
30 articulações sinoviais;
Mais de 100 ligamentos ;
30 músculos agindo no segmento.



(HAMILL,1999).
ANATOMIA
OSSOS











Tíbia;
Fíbula;
Calcâneo;
Tálus;
Cubóide;
Cuneiforme Lateral;
Cuneiforme Intermédio;
Cuneiforme Medial;
Navicular;
Metatarsais;
Falanges.
(NETTER, 1999).
LIGAMENTOS
LIGAMENTOS

O complexo do ligamento lateral do tornozelo é
composto de três ligamentos:

Ligamento talofibular anterior (LTFA);
Ligamento calcaneofibular (LCF);
Ligamento talofibular posterior (LTFP).


(PETERSON & RENSTROM, 2002).
(NETTER,1999).
1999).
(NETTER,
LIGAMENTOS

Ligamento deltóide é amplo e em forma de
leque, localizado na região medial do tornozelo;

Resiste a eversão do tálus em relação à tíbia e
do calcâneo em relação ao tálus.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
(NETTER,
(NETTER,1999).
1999).
LIGAMENTOS

Sindesmose
do
tornozelo:
ligamentos
tibiofibulares anterior e posterior e a membrana
interóssea;

Estabiliza o encaixe do tornozelo;

Pode ser lesado em uma entorse lateral do
tornozelo quando em posição de dorsiflexão.
(PETERSON & RENSTROM, 2002)
(HAMILL,1999).
(NETTER,
(NETTER,1999).
1999).
(NETTER,
(NETTER,1999).
1999).
TENDÃO CALCANEAR
(3D HUMAN ANATOMY, 2008).
MÚSCULOS
MÚSCULOS










Tibial Anterior;
Extensor longo do Hálux;
Fibular Longo;
Fibular Curto;
Extensor longo dos dedos;
Gastrocnêmio;
Sóleo;
Tibial Posterior;
Flexor longo dos dedos;
Flexor longo do Hálux.
(NETTER, 1999).
BIOMECÂNICA
BIOMECÂNICA

Movimentos do pé ocorrem em 3 articulações
sinoviais:

Talocrural;

Subtalar.

Mediotársica.
(HAMILL,1999).
(KAPANDJI, 2000).
BIOMECÂNICA

Flexão pantar = 0º a 45º;

Dorsiflexão = 0º a 20º.
(HAMILL,1999).
(HAMILL, 1999).
BIOMECÂNICA

Adução ou inversão = 0º a 40º

Abdução ou eversão = 0º a 20º
(HAMILL,1999).
(HAMILL,1999).
(HAMILL,1999).
ARTICULAÇÃO TALOCRURAL
(3D HUMAN ANATOMY, 2008).
ARTICULAÇÃO TALOCRURAL

Articulação sinovial;

Em dobradiça;
(KISNER, CAROLY, 2005)

Encaixe estruturalmente forte, feito pelas superfícies
articulares distais da tíbia, pelos maléolos tibial e
fibula é superfície articular do tálus.
(HAMILL,1999).
ARTICULAÇÃO TALOCRURAL

Movimento da articulação talocrural:

Flexão pantar;

Dorsiflexão.
(HAMILL,1999).
ARTICULAÇÃO TALOCRURAL

Maléolo lateral projeta-se mais para baixo;

É mais susceptível a fraturas como uma entorse
com inversão do tornozelo lataral.
(HAMILL,1999).
(3D HUMAN ANATOMY, 2008)
(3DHUMAN
HUMAN
ANATOMY,
2008).
(3D
ANATOMY,
2008).
ARTICULAÇÃO TALOCRURAL

Como resultado da orientação do eixo e da
forma do tálus , quando o pé dorsiflexiona, o
tálus também abduz e faz uma leve eversão
(pronação);

Quando o pé faz flexão plantar, o tálus também
aduz e inverte levemente (supinação).
(KISNER, CAROLYN,2005).
ARTICULAÇÃO SUBTALAR
(3D HUMAN ANATOMY, 2008).

Os movimentos triplanares na articulação subtalar
são denominados:

Pronação=eversão+abdução+dorsiflexão;

Supinação=inversão+adução+plantiflexão.
(KAPANDJI, 2000).
ARTICULAÇÃO MEDIOTÁRSICA
(3D HUMAN ANATOMY, 2008).

Mediotársica ou társica transversa tem a maior
significância funcional;

Consiste na verdade, em duas articulações:

Calcaneocubóidea
lateralmente
Talonavicular medialmente.
e
a
(HAMILL,1999).

Movimentos
supinação;
da
articulação:
pronação
e

Quando a articulação subtalar está em pronação,
os dois eixos da articulação mediotarsica ficam
paralelos, destravando a articulação e criando
hipermobilidade no pé.
(HAMILL,1999).
(HAMILL,1999).

Durante a supinação da articulação subtalar, os
dois eixos que correm pela articulação mediotársica
convergem e deixam de ficar paralelos.

Isso trava a articulação para dentro, criando uma
rigidez no pé necessária para aplicação eficiente de
força durante os estágios finais do apoio.
(HAMILL,1999).
(HAMILL,1999).
ENTORSE
E
RUPTURA MUSCULAR

Uma
entorse
lateral
de
tornozelo
freqüentemente ocorre quando o tornozelo em
flexão
plantar
é
invertido,
rompendo
completamente um ou mais ligamentos laterais.

Uma ruptura isolada do ligamento talofibular
anterior está presente em aproximadamente
dois terços dos casos.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).

A segunda lesão mais comum é a ruptura
combinada do ligamento talofibular anterior e do
ligamento calcaneofibular, que ocorre em
aproximadamente 20% a 25% dos casos.

O ligamento talofibular posterior é raramente
lesado, exceto em traumas graves de tornozelo.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
MECANISMO DE LESÃO

Esse mesmo mecanismo de lesão pode levar a
ruptura dos tendões fibulares.

E uma planti-flexão forçada pode levar a ruptura
do tendão do tibial anterior
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
MECANISMO DE LESÃO

O mecanismo de lesão do tendão calcanear
ocorre com uma manobra de
dorsi-flexão
forçada do tornozelo na arrancada da corrida
(NERY,1994).

Uma entorse medial do tornozelo pode ocorrer
quando o pé é evertido e rodado externamente.
Rupturas isoladas do ligamento deltóide medial
são raras e geralmente ocorrem em combinação
com fraturas do maléolo lateral e rupturas da
sindesmose.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
MECANISMO DE LESÃO

O aumento da pronação do pé resulta em
aumento da carga e tensão do tendão do
músculo tibial posterior, levando a rupturas
parciais do tendão e/ou inflamação da bainha
tendinosa.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).

A sindesmose também pode se romper
parcialmente ou de forma completa , neste caso
em combinações com fraturas e rupturas do
ligamento deltóide. Uma ruptura completa e
isolada ocorre somente em 3 % dos casos.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
(ZAROIO, 2008).

As lesões mais freqüentes no voleibol são
desencadeadas
por
trauma
agudo
(macrotrauma), onde os mecanismos de causa
são bem definidos.

Segundo SCHUTZ, apesar de ser um esporte
com limitado contato físico, pelo fato, das
equipes estarem separadas por uma rede, há
uma elevada incidência de lesões
(FARINA, 2008).

A maioria dessas lesões ocorre principalmente
na zona de ataque da quadra de voleibol,
atingindo principalmente a região do tornozelo,
durante a finalização das ações de bloquear e
atacar
(FARINA, 2008).

A cada aterrissagem das ações realizadas
(bloqueio, ataque ou levantamento com salto),
os atletas podem cair com um dos pés mal
posicionado no solo ou sobre o(s) pé(s) do
companheiro ou do adversário, acarretando
sérias conseqüências
(FARINA, 2008).
(ZAROIO, 2008).

O segmento mais freqüentemente lesado nos
jogadores de basquetebol é o tornozelo, sendo
a entorse por inversão a lesão de maior
incidência.

Essa condição varia desde uma distensão
simples, até ruptura dos ligamentos com ou sem
avulsão dos ossos nos quais se fixam.
(VASCONCELLOS et al, 2004).

A forma de aterrissagem durante um salto no
basquetebol, seja pisando sobre o pé de outro
jogador ou por um desequilíbrio qualquer,
constitui a principal causa de entorses na
modalidade.
(VASCONCELLOS et al, 2004).

Mckay et al. em seu estudo não encontraram
nenhuma relação entre sexo, idade, massa,
estatura e freqüência de treinamento com a
incidência de lesões em tornozelo

A sobrecarga de treinamento típica do basquete,
aumenta a sobrecarga músculo-esquelética e,
conseqüentemente, o seu desgaste, favorecendo a
incidência de lesões.
(VASCONCELLOS et al, 2004).
(ZAROIO, 2008).
No futebol a extremidade inferior é a parte mais
freqüentemente afetada, e entorse de tornozelo
constitui a lesão mais comum, estando
associada ao contato direto entre jogadores
além do contato com a bola.
(CAMP et al;2002)
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
Grau I: distensão do ligamento sem rupturas microscópicas,
mínimo inchaço ou sensibilidade, perda funcional mínima, sem
instabilidade mecânica da articulação.
Grau II: ruptura microscópica parcial do ligamento, com dor,
inchaço e sensibilidade moderados nas estruturas envolvidas.
Pouca perda do movimento articular e instabilidade articular
leve ou moderada.
Grau III: ruptura completa do ligamento com inchaço
pronunciado, hemorragia e sensibilidade. Perda de funções e
grave instabilidade articular. Esses pacientes têm dificuldade
para suportar o peso do corpo.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
Em casos de torções
e deslocamentos, são
principalmente os ligamentos laterais e mediais da
articulação do tornozelo que se rompem.
Às vezes uma pequena porção de osso se quebra no
local de inserção do ligamento, enquanto o mesmo
continua intacto.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).

O retorno as atividades esportivas deve ser adiado
até que a dor acabe e a mobilidade e a força normais
da articulação do tornozelo tenham se restabelecido.

Para tanto o atleta lesado deve parar de treinar
durante 4 a 12 semanas, dependendo do grau de
gravidade da lesão.

Gradualmente deve-se
proprioceptivo.
iniciar
um
treinamento
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
O ligamento na articulação do tornozelo lesado
com mais freqüência
Em aproximadamente 65% a 70% das lesões
ligamentares do tornozelo, somente esse
ligamento é lesado.
Em cerca de 20% dos casos ocorre uma
combinação de lesão, com ruptura do ligamento
talofibular
anterior
e
do
ligamento
calcaneofibular.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).

O mecanismo de lesão é
geralmente uma rotação
de supinação (para dentro)
do pé
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
(PETERSON & RENSTROM, 2002).

Com o pé em supinação ou
dorsiflexão pode ocorrer uma lesão
isolada ao ligamento calcaneofibular.
No entanto isso é raro, e é mais
provável
que
o
ligamento
calcaneofibular seja lesado em
combinação com o ligamento
talofibular anterior
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
(PETERSON & RENSTROM, 2002).


Geralmente a ruptura é
parcial e a lesão ocorre
durante a pronação, quando
a sola do pé é virada para
fora.
Rupturas
do
ligamento
deltóide ocorrem, com mais
freqüência , na região
anterior
do
ligamento
deltóide
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
(PETERSON & RENSTROM, 2002).

Lesões da sindesmose completas ou isoladas
sem fraturas são raras. De uma série de mais
de 400 rupturas ligamentares do tornozelo,
foram identificados 12 casos (3%) de ruptura
isolada de sindesmose.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).

Rupturas da sindesmose são muitas vezes
associadas à rupturas do ligamento deltóide ou
do maléolo medial.

São parciais envolvendo na maioria das vezes
a região anterior.

A parte média, profunda e superficial do
ligamento
deltóide
sofre
uma
grave
instabilidade.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).


É extrema a importância de uma
história clinica precisa e de um
exame clínico cuidadoso de um
paciente com trauma agudo do
tornozelo para se definir o
mecanismo da lesão que pode
ser pronação.
A eversão é combinada com
rotação externa do pé.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).

A ruptura muscular pode ser dividida em dois tipos
básicos:
- ruptura propriamente dita ;
- estiramento .
(CARAZZATO, 1994).

O termo “contratura”, utilizado pelos leigos como
sinônimo de “estiramento”,é inadequado, pois,
por definição, significa “estado do músculo em
contração”, não apresentando qualquer tipo de
lesão, pois, ao extinguir-se a contração
muscular, ele volta à sua integridade
anatomofuncional.
(CARAZZATO, 1994).

Classificação da rupturas musculares:
-
Pelo nível da lesão;
Pela gravidade;
Pelo tempo de lesão.
-
(CARAZZATO, 1994).

Lesões do mioentésio (transição tendãoperiósteo) caracterizam as denominadas
“mioentesites’’, tão comuns nos esportes de alto
nível, através de mecanismos intensamente
repetitivos.
(CARAZZATO, 1994).

As causas das rupturas musculares podem ser
divididas em: predisponentes e por erro de
mecanismo.
-
Predisponentes: fadiga muscular, fadiga
nervosa, condições climáticas, práticas
extemporâneas, erro de treinamento.
(CARAZZATO, 1994)
-
Por erro de mecanismo: erro de transmissão por
falta de automatismo, impulso voluntário
interrompendo o automatismo e distúrbio
externo ao movimento.
(CARAZZATO, 1994)

Sintomas Objetivos
São aqueles realmente encontrados no
paciente: dor, impotência funcional, solução de
continuidade, edema e hematoma.
(CARAZZATO, 1994).

Diagnóstico
O
diagnóstico
deve
estar
baseado
principalmente na “anamnese”, no “mecanismo
de lesão” e no “exame físico”.
(CARAZZATO, 1994).
TENDINITE DO TENDÃO
CALCANEAR

O desenvolvimento da lesão é quase sempre gradativo
e a longo prazo.

As atividades repetitivas de sustentação de peso, como
a corrida ou treinamento físico, em que a duração e a
intensidade aumentam muito rapidamente, com tempo
de recuperação insuficiente, pode piorar o distúrbio.

Deve-se considerar, também, o uso de calçados
inadequados à prática esportiva, observar tipo de
pisada, como sendo um elemento que pode
desencadear a tendinite.
(SOUZA, 2006).
TENDINITE DO TENDÃO
CALCANEAR

Para isso, é necessário corrigir o movimento da corrida,
da passada, do ritmo, do contato inicial com o solo.
Observar a boa execução técnica do movimento, sem
dúvida, minimiza o risco de lesões.

Outros aspectos a serem considerados e que aumentam
a força de tensão no tendão são:
- Pronação excessiva da articulação subtalar (talus e
calcâneo, ossos do tornozelo), com concomitante
rotação interna da perna;
- Antepé varo;
- Tíbia vara;
- Anteversão do fêmur.
(SOUZA, 2006).
TENDINITE DO TENDÃO
CALCANEAR

Devemos pensar que a diminuição da flexibilidade
nos músculos da panturrilha, aumentam a
pronação da articulação subtalar, podendo levar à
tendinite.

Caso o atleta continue a treinar ou competir, o
tendão ficará mais inflamado e a musculatura da
panturrilha ficará menos eficiente.

Uma biomecânica alterada, tanto na corrida, como
na marcha ou nos saltos, motivam o aparecimento
da lesão.
(SOUZA, 2006).
TENDINITE DO TENDÃO
CALCANEAR
SINTOMAS

Geralmente, observa-se, como queixa principal dor
generalizada e de rigidez ao redor da região do
tendão calcanear, que pode se localizar da inserção
final no calcâneo até 2 a 6cm acima.

Inicialmente, os sintomas podem ser ignorados pelo
atleta, que podem estar presentes no início da
atividade e cederem ao longo da realização da
mesma.

Os sintomas podem progredir para rigidez matinal e
o desconforto na marcha e após períodos
prolongados de permanência na posição sentada.
(SOUZA, 2006).
TENDINITE DO TENDÃO
CALCANEAR

Outra consideração relevante é que o tendão
pode estar quente e doloroso à palpação, assim
como espessado, o que é um indicativo
importante de cronicidade da lesão.

Pode haver crepitação durante movimentação
ativa (flexão plantar e dorsal) e a dor será
produzida com flexão dorsal passiva (quando o
pé se direciona para cima).

Existirá sempre uma dor inflamatória persistente
que dificilmente cederá ao repouso.
(SOUZA, 2006).
TENDINITE DO TENDÃO
CALCANEAR

Pode aparecer, ainda, um leve edema ao redor
do tendão em conseqüência do processo
inflamatório.

A corrida em aclives ou exercícios físicos em
subidas acentuam o problema.

A contração isométrica (estática) contra a
resistência será dolorosa para flexão plantar
(ponta do pé para baixo), bem como o
alongamento do tendão em flexão dorsal (ponta
dos pés para cima).
(SOUZA, 2006).
TENDINITE DO TENDÃO
CALCANEAR

Devemos considerar que a tendinite do tendão
calcanear pode ser resistente à resolução rápida em
decorrência da recuperação mais lenta do tecido
tendinoso, e também por existir uma área hipovascular
no tendão que pode retardar ainda mais ou até mesmo
impedir a recuperação completa.
(SOUZA, 2006).
TENDINITE DO TENDÃO
CALCANEAR
AS PRINCIPAIS CAUSAS

Sobrecarga ou excessos no treino (tempo, distância e
intensidade). Uma tensão exagerada ou tensões
repetitivas em demasia aumentam o risco de lesões no
tendão por falta de oxigênio (hipóxia), o que dificulta a
recuperação deste tecido após grandes atividades.

Trauma causado pela contração repentina e/ou
excessiva dos músculos da panturrilha como num sprint
final.

Falta de flexibilidade da musculatura da panturrilha.
(SOUZA, 2006).
TENDINITE DO TENDÃO
CALCANEAR

Uso de calçados inadequados.

Alterações posturais como anteversão do fêmur, tíbia
vara, pé pronado, entre outras.

Alterações da biomecânica na corrida: modo como o pé
toca no solo, movimentos dos membros inferiores,
passada, ritmo, correr sem tocar o calcanhar no solo.

Corridas em aclives, corridas com saltos ou subidas em
escadas: correr nestas condições tencionará o tendão,
que ficará mais alongado do que numa passada larga
(passo grande) e isso fará com que ele fique fadigado
mais precocemente.
(SOUZA, 2006).
TENDINITE DO TENDÃO
CALCANEAR

Tipo de pisada: pronação excessiva pode
aumentar a tensão no tendão. Como o pé rola
para dentro (pé chato), a região inferior da
perna roda para dentro assim como roda o
tendão de Aquiles, causando um estresse
longitudinal, em toda sua extensão.

Aumento súbito na velocidade ou distância
percorrida.

Tempo de descanso insuficiente.
(SOUZA, 2006).
TRATAMENTO
TRATAMENTO
ENTORSES DE TORNOZELO

Objetivos de tratamento:
* Restaurar a amplitude de movimento;
* Fortalecer os músculos do tornozelo;
* Melhorar o equilíbrio e coordenação;
* Diminuir dor e edema.
TRATAMENTO
Grau I - Crioterapia + compressão + elevação +
fortalecimento muscular + propriocepção;
Grau II - imobilização de 3 a 4 semanas. Após 20
dias faz-se: crioterapia + fortalecimento muscular +
propriocepção;
Grau III - cirúrgico.
TRATAMENTO





Crioterapia por 20' em tornozelo direito em
posição de drenagem;
Bandagem elástica gelada;
Drenagem linfática;
Laser AsGa (3J/cm²) no local dor;
Ultra-som, pulsado, 1MHz, 0,5 w/cm², de 3 a 4` no
local da dor.
TRATAMENTO


Mobilização passiva do tornozelo;
Fortalecimento isométrico:
◦
◦
◦
◦
Plantiflexores;
Dorsiflexores;
Eversores e;
Inversores.
TRATAMENTO

Mobilização da fíbula distal 3x10:
Enquanto era sustentado o deslizamento, o paciente
realizava uma inversão ativa.
TRATAMENTO

Bandagem:
Duas bandagens de 25mm, com aproximadamente
15cm de comprimento podem ser usadas. Um
deslizamento posterior é aplicado para reposicionar a
fíbula distal. A bandagem é aplicada angulada sobre o
maléolo lateral de forma que ela envolva o tornozelo para
manter o re-alinhamento posterior da fíbula distal em
relação à tíbia. A segunda parte da bandagem é
sobreposta sobre a primeira para aplicar uma força
adicional.
(HETHERINGTON, 2008).
TRATAMENTO
TRATAMENTO

O Alongamento????
TRATAMENTO

O fortalecimento pode evoluir para concêntrico e
posteriormente excêntrico;
• No caso de entorse por inversão:
- os músculos eversores devem ser trabalhados
excentricamente;

No caso de entorse por eversão:
- os músculos....
TRATAMENTO

Treino da Marcha:
◦
◦
◦
◦
tomada de peso antero-anterior e latero-lateral;
escada para apoio dos membros inferiores;
barra paralela;
caminhada 90º.
TRATAMENTO
RUPTURAS MUSCULARES

No caso de rupturas musculares, o tratamento deve
iniciar com contrações isométricas sem resistência,
assim que o quadro inflamatório e antálgico o permita, e
devem persistir por todo o tratamento.

Logo que for possível, devemos passar à isometria
resistida, com o grau de resistência aumentando com o
correr dos dias.

Exercícios de alongamento passivo são proibidos nas
primeiras dez semanas de lesão.
(CARAZZATO,1994)
(SOUZA, 2006).
TRATAMENTO

Quando ocorrem lesões no tornozelo e pé
acometendo as estruturas capsuloligamentares,
são danificados também os mecanorreceptores
proprioceptivos,
ocorrendo
uma
desaferenciação parcial da articulação e
caracterizando assim um déficit proprioceptivo.

Assim,
um
programa
de
reeducação
sensoriomotora deve ser preconizado, a fim de
evitar um número considerável de recidivas
após esse tipo de lesão.
(SOUZA, 2006).
TRATAMENTO

Para desenvolver propriocepção, devem ser
simuladas situações de vulnerabilidade, as
quais precisam de estabilização muscular
reativa.

A sensibilidade proprioceptiva dos ligamentos e
músculos deve ser treinada por exercícios de
coordenação motora e equilíbrio.
(SOUZA, 2006).
TRATAMENTO

O uso de superfícies instáveis permite usar as
posições de acomodação para produzir uma
resposta reflexa.

Exemplos: treino de equilíbrio em pranchas
instáveis, que oferecem oscilações em
diferentes modos, treino de equilíbrio sobre
superfície
instável
(cama
elástica),
deslocamentos em superfícies instável de
espumas de diferentes densidades, corridas
com ou sem mudança de direção, passos
laterais, dribles saltos e demais atividade de
estabilização dinâmica.
(SOUZA, 2006).
TRATAMENTO

No caso de atletas, os exercícios devem ser
específicos para o tipo de atividades que irão
desenvolver.
(SOUZA ,2006).

Evitar atividades esportivas dolorosas durante o
tratamento.
(PETERSON & RENSTROM, 2002).
TRATAMENTO
TENDINITE DO TENDÃO CALCANEAR

É indicado repouso relativo, de acordo com o quadro
apresentado pelo atleta, ou seja, pode ser indicado
apenas diminuir o ritmo da atividade ou interromper a
corrida por um determinado tempo.

Numa fase inicial de lesão, o objetivo é minimizar a
lesão tecidual com a utilização de ultra-som no modo
pulsátil e gelo numa posição alongada do músculo da
panturrilha, ou seja, com o tornozelo dobrado (dedos em
direção à "canela").

Também é indicada a utilização de laser para estimular
a síntese de colágeno e cicatrização.
(BAUMANN, 2007).
TRATAMENTO

Após a fase aguda pode-se utilizar ultra-som no modo
contínuo para facilitar o aumento do fluxo sangüineo no
tendão.

As anormalidades biomecânicas estruturais, que se
manifestam com a pronação ou supinação excessiva,
devem ser abordados com o uso de palmilhas e um
calçado ideal para seu tipo de pisada:
- pronada, tênis com mais estabilidade e menos
amortecimento;
- supinada, tênis mais flexível e com mais
amortecimento.
(BAUMANN, 2007).
TRATAMENTO

Um alongamento suave dos músculos da panturrilha
contribuirá para o realinhamento das fibras de colágeno
e deve ser seguido pela aplicação de gelo numa
posição alongada do tendão.

Já a fase final do tratamento visa melhorar a
cicatrização da lesão e fortalecer os músculos.

Deve-se aplicar o gelo no final dos exercícios com
objetivo de diminuir a dor e prevenir possíveis reações
inflamatórias.
(BAUMANN, 2007).
TRATAMENTO

A aplicação de técnicas de massagem transversa pode
ser realizada ao redor do tendão que auxiliará na
decomposição das aderências que se formam durante a
recuperação tecidual e pode melhorar a capacidade de
deslizamento do tendão contribuindo para a
reorganização das fibras do tendão.
(BAUMANN, 2007).
PROPRIOCEPÇÃO
◦
◦
◦
◦
giro - plano de dois pinos;
giro - plano de um pino;
paciente no giro plano de um pino e FT jogando a bola;
FT jogando a bola para o paciente que está em PO e
unipodal, chutando a bola e depois trocando de perna;
◦ paciente em cima da bola medicinibool e o FT
desequilibrando-o;
◦ pular na espuma de frente.
PROPRIOCEPÇÃO
◦ pular na espuma de costas;
◦ pular na espuma de lado;
◦ escada: uma perna do degrau fazendo semi-flexão de
joelhos e outra esticada em direção ao chão;
◦ pular na caixa de brita;
◦ pular na cama elástica;
◦ equilibrar na tábua de equilíbrio correr.
PLIOMETRIA
O termo pliometria refere–se a exercícios
específicos que envolvam o ciclo alongamento–
encurtamento (CAE), isto é, um rápido alongamento da
musculatura seguido de uma rápida ação concêntrica.
Durante o CAE é acumulada energia–elástica na
musculatura utilizada durante a fase concêntrica do
movimento.
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
Exercícios pliométricos também podem ser
realizados para a melhora do controle
neuromuscular podendo desta forma prevenir a
incidência de lesões. Estes exercícios, em que
uma pré–carga excêntrica é seguida por uma
vigorosa contração concêntrica também têm sido
investigados para prevenção de lesões. Supõe–se
que a pliometria melhora a estabilização articular e
potencializa a contração muscular.
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
SEGUANÇA E PREVENÇÃO DE LESÃO:
Primeiro, aprender a aterrizar.;
Segundo, siga a progressão correta;
Terceiro, faça os saltos em superfícies
firmes.
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
SEGUANÇA E PREVENÇÃO DE LESÃO:
Em geral é preciso um intervalo de 48–72
horas entre as sessões;
Quando em estado de fadiga, a pliometria é
executada de forma lenta e com técnica pobre.
Em geral, atletas universitários iniciantes devem
executar de 100–150 contatos por sessão; atletas
juvenis devem ajustar esse número para baixo.
Atletas mais avançados podem fazer mais
contatos por sessão.
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
MÉTODO CUBANO:
NÍVEL 0 OU FUNDAMENTAL: O nível 0 é
composto de pequenos saltos realizados de forma
unilateral e bilateral em diversas direções (frente,
trás, lateral), onde o volume e séries duram até a
fadiga do gastrocnêmio.
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
MÉTODO CUBANO:
NÍVEL 01: Nesta etapa, o treinamento
pliométrico tem freqüência semanal de 3 sessões,
sendo realizado 3 séries de 8–10 repetições de
10–15 exercícios diferente. Aqui é introduzido as
sessões fundamentais, que serão utilizadas até o
nível 2. Este nível tem duração de 4 semanas.
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
MÉTODO CUBANO:
NÍVEL 02: Avançam para o nível 2 os
atletas que realizaram as 4 semanas do nível 1, e
executam os saltos com eficiência (tempo de
contato curto) e com níveis de força reativa que
suportem altura de queda de 40cm. Caso o atleta
não atinja os resultados nos testes, ele deve
permanecer mais um ciclo no nível 1. O volume de
treinamento é o mesmo do nível 1, porém a carga
é elevada com o aumento da queda dos
exercícios.
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
As bolas medicinais são uma importante
ferramenta para o treinamento da potência no
esporte.
Os exercícios com bolas medicinais permite aos
treinadores e preparadores físicos executar
exercícios que praticamente imitam o gesto
esportivo (princípio da especificidade).
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
RECOMENDAÇÕES GERAIS ANTES DE
COMEÇAR:
Aquecimento com alongamentos dinâmicos
antes de começar;
O exercícios devem ser treinados no início
da sessão de treinamento, num estado de
ausência de fadiga;
Concentrar na velocidade de execução do
movimento sem sacrificar a técnica;
Não utilize bolas muitos pesadas.
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
Exercícios de pliometria que podem ser utilizados
para aumentar o salto vertical de atletas de
qualquer modalidade esportiva:
PLIOMETRIA
Exercícios de pliometria: baixa sobrecarga
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
Exercícios de pliometria: avançado
(COUTINHO, 2008).
PLIOMETRIA
As fases finais de qualquer programa de
reabilitação, prevenção ou condicionamento
devem incluir atividades que imitam aquelas
vivenciadas pelos atletas no esporte. Este tipo de
especificidade
melhora
mecanismos
de
feedforward e funções motoras conscientes ou
inconscientes.
(COUTINHO, 2008).
PREVENÇÃO
PREVENÇÃO

As lesões do tornozelo são as mais comuns no sistema
músculo-esquelético.

O trabalho de reabilitação tem como finalidade melhorar
a proteção muscular através do treino reflexivo e
condicionamento físico.

O treino constitui a essência na construção de um
programa de treino neuromuscular e proprioceptivo.
(DOMINGUES & COIMBRA, 2008).
PREVENÇÃO

O aquecimento pode prevenir lesões do tornozelo e
joelho em jovens praticantes de desporto, sendo
necessário incluir o treino preventivo no programa
desportivo dos jovens, principalmente em jovens que
ainda não consolidaram a habilidade motora.
(DOMINGUES & COIMBRA, 2008).
PREVENÇÃO

Os déficits na propriocepção resultantes das lesões
ligamentares afetam os receptores articulares mas
também a função muscular, com a consequente
diminuição efetiva dos receptores musculares.

O treino proprioceptivo reduz a incidência de entorses
no tornozelo em atletas com dores recorrentes, ao
mesmo nível de sujeitos sem história de lesões nesta
zona.
(DOMINGUES & COIMBRA, 2008).
PREVENÇÃO

É importante que os programas
incorporem exercícios desportivos
equilíbrio para lesões dos tornozelos.
de reabilitação
específicos de
O treino de proteção articular baseia-se em:




Máximo de informações aferentes;
Estimulação reflexa da contração muscular;
Treino excêntrico da musculatura estabilizadora;
Estímulo da co-contracção muscular.
(DOMINGUES & COIMBRA, 2008).
PREVENÇÃO

O mecanismo de lesão do entorse é a inversão do pé
com flexão plantar do tornozelo.
(RODRIGUES, WAISBERG, 2008).

Os músculos estabilizadores dinâmicos da articulação
do tornozelo são, o músculo tibial anterior atuando como
um inversor e dorsiflexor e o músculo fibular longo
atuando como um eversor e flexor plantar.
(FERREIRA et. al, 2008).
PREVENÇÃO

Portanto para prevenir o risco de lesão por entorse,
deve-se fortalecer dorsiflexores e eversores em uma
proporção maior em comparação com os plantiflexores
e inversores.
(RODRIGUES, WAISBERG, 2008).
PREVENÇÃO

Os calçados devem ter adequação em relação ao
tamanho, aos apoios e acolchoamentos, devido aos
inúmeros saltos realizados.

Devem ser observados os solados para aderência,
considerando o tipo de piso e para a absorção de
impactos.

As meias fazem uma relação de grande importância na
estabilidade junto ao calçado.
(FARINA, 2008).
Download

tratamento