O QUE DE FATO NOS PERTENCE?
amores não nos pertencem, são, sim, almas do
Universo a lutar pelo seu espaço, pela sua
evolução.
Os dotes físicos e a exuberante beleza do corpo
tratam de se transformar com o tempo. Quando a
senhora da foice vier nos convocar para a viagem
inadiável, nossa máquina física irá ficar por aqui,
servindo de adubo para outras fontes de vida no
seio da natureza. Então, somos apenas
usufrutuários desse invólucro carnal. Na
realidade, ele não nos pertence. É a vida em sua
contínua transformação. Marido, primos, pais,
filhos, irmãos, amigos .....
Amamos e somos amados, convivemos,
compartilhamos experiências, queremos sempre a
proximidade, mas, forçoso admitir que nossos
Quando a senhora da foice vier a nós ou a eles
chamar, teremos que inexoravelmente nos
despedir e partir ou deixar partir, portanto,
nossos amados não são propriedade nossa.
Imóveis, jóias, conta no banco, carros .....
Os bens que estão em nossas mãos,
certamente não o estarão para sempre. Dia
chegará em que seremos convidados a
repassá-los a outras mãos, seja por meio de
herança, por perdermos na estrada da vida ou
qualquer outro imperativo, mas, não nos
pertence de fato, somos apenas depositários
dessas posses.
Eu, melhor
Esta foi a pergunta feita pela redação de uma revista de circulação nacional, aos
seus leitores.
A questão gerou uma matéria muito inspirada, intitulada Eu, melhor, apresentando
diversos relatos de pessoas e acontecimentos que as transformaram.
Encontros, desencontros, doenças, surpresas. Diversos tipos de experiências foram
narradas e, ao final de cada relato havia uma pessoa agradecida e melhor.
Uma delas, ainda muito jovem, lembra o dia em que o pai recebeu o diagnóstico de
câncer e veio contar à família.
Pediu que não ficassem tristes pois, caso não conseguisse a cura, aproveitaria
mesmo assim a oportunidade para se transformar em alguém melhor.
O homem buscou perdão e reconciliação com familiares. Um dia, ao ouvir de
alguém a expressão doença maldita, rebateu dizendo: Para mim, ela é bendita!
Dois meses depois ele morreu. A filha, emocionada, afirma que não só ele se
transformou em alguém melhor, mas mudou para melhor a vida de todos ao seu
redor.
Seu exemplo é lembrado até hoje e sua conduta sempre será referência para
aquele núcleo familiar.
Todas as forças da natureza nos impulsionam para frente, rumo ao progresso
inevitável. Progresso da alma, que vai se tornando mais sensível, mais amorosa,
mais madura.
Progresso também da mente, mais esclarecida, com capacidade de tomar decisões
com mais segurança.
Aproveite esses momentos de reflexão, onde você estiver, para lembrar que
experiências fizeram de você alguém melhor, e se você soube ou está sabendo
aprender com os acontecimentos da vida.
Todos eles, julgados como bons ou maus por nós, trazem dentro de si o objetivo de
depurar o Espírito aprendiz.
Qual foi a experiência de vida que transformou você em alguém melhor?
Redação do Momento Espírita com base em matéria da revista Sorria nº 23, de dezembro/janeiro
2012,. -
Publicação da Casa Espírita André Luiz
Coordenação e Diagramação: Ednilsen C. Martinez
Acesse estas e outras informações em nosso site www.cealbp.org.
Pertence-nos apenas o que poderemos levar
onde se faça necessário nossa presença. Quem
é amoroso, paciente, sereno, esforçado,
generoso, o será em todos os cantos do infinito.
Jamais se viu ou ouviu a notícia de que Juliana
roubou a paciência de Cleber, ou Carlos
comprou a serenidade de Marcos, ou ainda
Thais vendeu sua generosidade. São conquistas
imorredouras que estarão conosco pela
eternidade a iluminar nosso caminho.
Cultivar esses valores nos possibilita um
retornar para o lado de lá com a bagagem
cheia de virtudes inalienáveis, o coração
inflado de esperança e a certeza do dever
cumprido.
ORIENTADORES DO MUNDO
Qual foi a experiência de vida que transformou você em alguém melhor?
EXPEDIENTE JORNAL CAMINHO DA LUZ
Nesta Edição
Então, o que de fato nos pertence????
Respondeu-lhe Jesus: És mestre em Israel e não sabes
Isto?” — (JOÃO, capítulo 3, versículo 10.)
É muito comum nos círculos religiosos, notadamente nos
arraiais espiritistas, o aparecimento de orientadores do
mundo, reclamando provas da existência da alma.
Tempo virá em que semelhantes inquirições serão
consideradas pueris, porque, afinal, esses mentores da
política, da educação, da ciência, estão perguntando, no
fundo, se eles próprios existem.
A resposta de Jesus a Nicodemos, embora se refira ao
problema da reencarnação, enquadra-se perfeitamente ao
assunto, de vez que os condutores da atualidade
prosseguem indagando sobre realidades essenciais da vida.
Peçamos a Deus auxilie o homem para que não continue
tentando penetrar a casa do progresso pelo telhado.
O médico leviano, até que verifique a verdade espiritual,
será defrontado por experiências dolorosas no campo das
realizações que lhe dizem respeito. O professor, apenas
teórico, precipitar-se-á muitas vezes nas ilusões. O
administrador improvisado permanecerá exposto a erros
tremendos, até que se ajuste A responsabilidade que lhe é
própria. Por esse motivo, a resposta de Jesus aplica-se,
com acerto, às interrogações dos instrutores modernos.
Transformados em investigadores, dirigem-se a nós outros,
muita vez com ironia, reclamando a certeza sobre a
existência do espírito; entretanto, eles orientam os outros e
se introduzem na vida dos nossos Irmãos em humanidade.
Considerando essa circunstância e em se tratando de
problema tão essencial para si próprios, é razoável que não
perguntem, porque devem saber.
Livro: “Caminho, Verdade e Vida”. Psicografia de
Francisco Cândido Xavier.
Temos um encontro marcado para 19 de julho às 20 h. para
comemorarmos os 50 anos da CEAL!!
Na Churrascaria ‘LAGO DO SUL TCHE”
-Esperamos você!!!!!!
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CEAL
Nesta Edição
Ano XVIII– no 87
Casa Espírita André Luiz
INFORMATIVO – Julho/Agosto 2012
LEI DE JUSTIÇA,
AMOR, E
CARIDADE
Depto de Divulgação da CEAL
www.cealbp.org
EDITORIAL
Jesus forneceu padrões educativos em todos os detalhes da sua passagem pelo
nosso mundo. O Evangelho nos mostra essas marcas nos mais variados quadros,
junto ao trabalho, à simplicidade, à pobreza, à alegria, à dor, ao martírio e até
na glorificação. A atitude do meigo Rabi, em cada posição da vida, assinalou
uma nova marca de conduta para os aprendizes.
Todos os dias, portanto, nós os discípulos podemos encontrar ocasiões para
exercitar atitudes, até aquelas mais comuns, tentando nos apoiar nos registros e
nos ensinamentos do Mestre Nazareno. Não podemos ter a pretensão de
modificar o mundo ou os nossos semelhantes dum dia para o outro, mas....
devemos ter o cuidado de nos melhorarmos, nos educarmos e iluminando-nos
cada vez mais, estaremos MARCANDO nossa caminhada.
Quando terminamos cada dia, e esse “cada dia” é o caminho da nossa evolução,
passemos em revista os pequeninos acontecimentos e experiências do dia,
aqueles que somente participamos, mesmo que sem muita interferência.
Observemos os sinais com que marcamos nossos atos, recordando que a marca
do Cristo é, fundamentalmente, aquela do sacrifício de si mesmo para o bem de
todos.
Disciplina
da saúde Física
COMPREENSÃO
DO
ESPIRITISMO
O DINHEIRO
NA CASA
ESPÍRITA
Será muito fácil aceitarmos os ensinamentos, verbalizar o entendimento..... Outra
coisa porém, é REALIZAR a obra da mudança, através da auto-disciplina, da
compreensão fraternal e do espírito de sacrifício. Nós podemos e devemos
marcar nosso caminho, sempre procurando construir algo de bom e puro, dando
o melhor de nós, algo que possa ser apreciado pelos nossos semelhantes,
lembrando sempre que muitas vezes, servimos de exemplo àqueles que nos
rodeiam, que convivem conosco.
O QUE DE
FATO NOS
PERTENCE?
Podemos e devemos Marcar nosso caminho, - com a prática da caridade
desinteressada; - com a mão que auxilia a levantar um irmão desanimado,
sofrido e até angustiado; - com a palavra de carinho e compreensão para ouvilo pacenciosamente, desenvolvendo o espírito cristão.
EU,
MELHOR
Se somos discípulos do Senhor, aproveitemos a oportunidade na construção do
bem. Semeando PAZ, colheremos HARMONIA e jamais conheceremos o
DESAMPARO. A FELICIDADE que fizermos para os outros, será ainda maior
dentro de nós mesmos, rogando apenas o mínimo do que necessitamos para que
possamos viver e aprender SEMPRE.
ORIENTADORES
DO MUNDO
Departamento de Divulgação
Ao que tem fome, dá do teu pão, mas ao triste dá-lhe o coração!!!
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LE livro terceiro – Cap. XI
O sentimento de justiça foi posto no coração do homem por Deus; o
progresso moral o desenvolve mas não o dá.
No homem, o sentimento de justiça está misturado com paixões que o
alteram. Por isso, mesmo sendo a justiça uma lei da Natureza, os
homens a entendem de formas diversas.
"A justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais."
Os direitos são determinados por duas coisas: a lei humana e a lei
natural. Os direitos determinados pela lei humana, regula apenas
algumas relações sociais; pois muitos atos só podem ser regulados pela
própria consciência.
"Disse o Cristo: Queira cada um para os outros o que quereria para si
mesmo." Essa é a base da justiça segundo a lei natural, não há guia mais
seguro do que a própria consciência.
"A sublimidade da religião cristã está em que ela tomou o direito
pessoal por base do direito do próximo.“
O homem necessita viver em sociedade e para isso precisa respeitar os
direitos de seus semelhantes. Como muitos homens não praticam a lei
de justiça, isso causa as perturbações e confusões em que vivem as
sociedades humanas.
Reconhecer o semelhante, como igual em direitos e deveres, é o limite
do direito da lei de justiça. A superioridade só existe em relação a
sabedoria e virtudes.
O homem que praticar a lei da justiça em toda a sua pureza, estará a
exemplo de Jesus praticando o amor ao próximo e a caridade; terá o
caráter do verdadeiro justo.
O progresso intelectual traz inteligência e não moralidade. Existem homens
que conhecem as grandes verdades do mundo material e nada sabem
sobre as leis morais. É claro que onde houver progresso intelectual, um dia
haverá progresso moral; mas quem está intimamente ligado ao sentimento
de justiça é o progresso moral que desenvolve esse sentimento. Entretanto,
somente Deus é capaz de colocar no coração do homem o sentimento de
justiça. De forma geral, os sentimentos se misturam aos nossos vícios e
paixões, que diferem de homem para homem, assim nosso sentimento de
justiça fica "embaçado" por nossas paixões.
Infelizmente o homem não sabe viver em sociedade. As sociedades atuais
vivem "afundadas" na perturbação e no desrespeito aos direitos e deveres
dos homens, em especial os mais pobres. Tudo isso, porque os homens não
usam a Lei da Justiça para conviverem com seus semelhantes.
Temos como exemplo Jesus, pratiquemos o amor ao próximo e a caridade,
sem eles não há verdadeira justiça.
DISCIPLINA DA SAÚDE FÍSICA
Há necessidade de cuidar-se do corpo que, segundo as alternativas de saúde e de enfermidade, influi de maneira muito importante sobre a
alma, que cumpre se considera cativa da carne.
Para que essa prisioneira viva, se expanda e chegue mesmo a conceber as ilusões da liberdade, tem o corpo que estar são, disposto e
forte.
O Espiritismo demonstra as relações que existem entre o corpo e a alma. Por serem necessários uma ao outro, importa cuidar de ambos.
Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela.
Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus. (ESSE XVII 11)1
A saúde é uma condição necessária para o trabalho que se deve executar na Terra. (L.M. XXVI 24)2
A saúde é o resultado do equilíbrio das forças naturais. (
Sobre o tema em epígrafe, algumas considerações de Cairbar Schutel constantes do livro Fundamentos da Reforma Íntima4:
Não imagine o encarnado que sua saúde física não é importante ou que deve somente cuidar do espírito, pois o corpo é secundário.
(Quem assim pensa, equivoca-se, pois o estágio na Crosta, proporcionado pela reencarnação, deve ser assegurado a fim de que o Espírito
tenha tempo suficiente para combater defeitos e aprimorar seu âmago.
O invólucro material é indispensável a tal jornada. Sem ele, perece a oportunidade de viver no plano físico e, consequentemente,
desperdiça o Espírito a chance de se melhorar e obter mérito suficiente para viver em Planos mais elevados.
É dever do encarnado cuidar do seu corpo físico para manter-se na crosta terrestre o máximo de tempo que for possível, pois cada minuto
“
lhe será essencial na reforma íntima e no seu desenvolvimento espiritual.
Enfermidades, por outro lado, existem e sempre existirão. Elas
são provas ou expiações para os seres humanos e também um meio de provocar o desencarne, quando o momento chegar.
Não quer dizer, entretanto, que devem ser enfrentadas apenas com fé e resignação, mas também com luta e perseverança. O encarnado
precisa, ao mesmo tempo em que combate o seu mal físico com todas as suas forças, manter-se tranquilo e confiante nos desígnios
divinos, pois nada acontece por acaso.
A doença do corpo pode ser causada por fontes materiais ou espirituais. Se o âmago está rebelde, o espírito transmite ao invólucro
corpóreo seu desequilíbrio e não é raro que este sinta o golpe, tornando-se suscetível a contrair enfermidades.
De outra parte, há também males de origem material, produzidos por agentes físicos de toda espécie, tais como vírus, bactérias e
microrganismos variados. Existem, ainda, os desequilíbrios genéticos que são causas de muitas moléstias.
Geralmente o encarnado equilibrado mental e espiritualmente está mais preparado a combater enfermidades e até mesmo a evitá-las.
Observa-se que no plano material muitos seres humanos descuidam-se de sua saúde privilegiando a vaidade. Em nome desta, praticam
atos severamente punitivos e duros ao seu corpo, terminando por adoecer.
A aparência do corpo físico é algo contra o que não deve o encarnado lutar para alterar. Conformar-se com o que Deus lhe conferiu para
esta jornada é o ideal. Submeter o corpo a modificações agressivas e contrárias à sua natureza é elevar a vaidade a um pedestal que
somente irá provocar a queda do desequilíbrio psicossomático do ser, causando-lhe diversos males.
Revoltar-se contra doenças serve unicamente para agravá-las. Bálsamo ao espírito é a resignação, a fé e a tranquilidade.
É dever do encarnado, pois, enfrentar enfermidades submisso ao que o destino lhe proporcionou; também deve cuidar do seu corpo físico
da melhor maneira possível, sendo responsável pelo mal gratuito que acontecer a este, abreviando sua jornada na Crosta ou o
prejudicando RIE Julho 2012
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COMPREENSÃO DO ESPIRITSMO
Em o Evangelho Segundo o Espiritismo,
cap. XVII, item 4, a respeito da Doutrina
Espírita: “É preciso, pois, para compreendê-la,
uma inteligência fora do comum? – Não, porque se
veem homens de capacidade notória que não a
compreende, enquanto que inteligências vulgares,
ou jovens mesmo , apenas saídos da adolescência,
a aprendem com admirável exatidão em suas mais
delicadas nuanças. Isso decorre do fato de que a
parte de alguma sorte material da ciência não
requer olhos para observar, ao passo que a parte
essencial exige um certo grau de sensibilidade que
se pode chamar de maturidade do senso moral,
maturidade independente da idade e do grau de
instrução, porque é inerente ao desenvolvimento,
num sentido especial, do Espírita encarnado.”
A época da juventude é de dúvidas,
descobertas, de desenvolvimento de
reflexão e opiniões próprias, resumindo,
de descobrir-se quem se é para alcançar
quem se quer ser. A Doutrina Espírita
estudada pelos jovens em grupos de
Casas Espíritas, ditas Mocidades Espíritas, é
oportunidade deste despertar do espírito
para a encarnação, fase onde aprende a
ser responsável pela própria encarnação
Ainda é espantoso para algumas pessoas
mais velhas e experientes no movimento
espírita o fato de jovens se juntarem para
preparar estudos para outros jovens.
Visto do fato da inexperiência, instrução
acadêmica ainda em fase germinativa e da
pouca idade, esta conduta parece ser
inadequada à evangelização de jovens. Na
passagem explicativa sobre o que é
necessário para o entendimento desta
Doutrina, esta opinião cai por terra. Sendo
requisito para o entendimento do Espiritismo
uma maturidade do sendo moral,
essencialmente, basta somarmos o estudo do
conteúdo teórico riquíssimo, que de forma
exemplar foi codificado por Kardec, para a
compreensão verdadeira da Doutrina, sendo
este objetivo maior de um grupo de jovens ou
de qualquer outro grupo que se diz espírita.
Estudar para compreender e aplicar é tarefa
difícil, porém com consequências muito
positivas quando feito com responsabilidade,
disciplina e energia. Combinação perfeita
para um grupo de monitoria composta por
jovens. Estudar o Espiritismo, não só com o
intuito de compreensão própria, mas para
estímulo a outros, também em idade jovem, é
laboratório de crescimento que chega a ser
inexplicável, tamanha a mudança que gera
na vida destes moços e moças.
Nesta Edição
Outro equívoco comumente escutado
por nós, é que em grupos de mocidade só
se estudam as Obras Básicas, ou livros de
linguagem fácil. “Como assim, vocês
estudam Joana de Ângelis? André Luiz? Mas
não é muito complicado, para o grupo de
vocês?”
Para maior compreensão sobre a parte
científica, moral e filosófica, é natural
complementarmos com obras confiáveis
e esclarecedoras. Não sendo nada de
difícil compreensão e entendimento
quando se tem a sensibilidade e
conhecimento básico do Espiritismo,
conhecimento este que pode ter se
iniciado na Evangelização Infantil da
própria Casa Espírita.
“.....Mas aquele que recebe a semente
numa boa terra é aquele que escuta a
palavra, que lhe presta ateção e que dá
fruto, e rende cento, ou sessenta, ou trinta
por um” .... (Mateus, cap. XIII).
Que a semente do conhecimento
espírita e da compreensão que ele
proporciona possa dar frutos, e
quanto mais cedo, melhor!!!!!
Texto publicado no jornal “OLHAR ESPÍRITA”
O Dinheiro Na Casa Espírita
Se há um assunto ainda melindroso, um autêntico espinho para nós espíritas é o tema dinheiro.
Temos sérias dificuldades em lidar com questões pecuniárias.Parece-nos que o dinheiro é algo sujo, pecaminoso e que macula a figura
de quem dele se serve.
No entanto, a bem da verdade é que o dinheiro é neutro, ou,melhor dizendo, uma ferramenta para fazer com que as coisas aconteçam.
Logo está subordinado ao destino que lhe empregam. Se o utilizam para o mal ou para o bem a culpa não é dele – do dinheiro – mas,
sim, de quem fez seu uso. É a mão do homem que suja ou limpa e não o objeto em si. Mas qual a razão de ainda termos dificuldades
em lidar com o dinheiro? Será que já paramos para promover esta reflexão íntima? Pode ser, quem sabe, que nosso modelo mental
esteja obsoleto, ultrapassado e ainda vejamos no papel moeda uma autêntica tentação à moral e ética. Porém, reflitamos:
Quem paga as contas de luz e água da Casa Espírita? Os funcionários, quando esta os tem? Quem paga as despesas com limpeza e
tantas outras que bem o sabemos existem? Dirão alguns: Daí de graça o que de graça recebestes. Excelente!
Jamais o centro espírita irá cobrar por reunião mediúnica, passe, atendimento fraterno e etc. Todavia, sejamos sensatos: É necessário
dinheiro para pagar as despesas acima! Seria justo apenas alguns colaboradores doarem? Seria justo usufruirmos de todos os
benefícios que recebemos sem ao menos cogitarmos de colaborar financeiramente com qualquer quantia? Por favor, não digam que
estou querendo manchar a Casa Espírita ou impor valores instituindo o dízimo. Não me refiro a dízimo. Nada disso!
Falo de bom senso. O bom senso de sabermos que é de bom tom colaborar para que as coisas aconteçam, porquanto, quer queiramos
ou não, o dinheiro é necessário para a manutenção e ampliação das atividades de qualquer Casa Espírita.
Obviamente que não me refiro àqueles que passam por dificuldades financeiras. Falo de bom senso, apenas isso! Questionarão alguns:
Mas já dou minha colaboração na Casa Espírita e ainda preciso colaborar financeiramente? Não se trata disso, caro leitor. Você não
precisa nada, se não quiser ninguém lhe obrigará a dar um centavo na Casa Espírita. Falo, repito, de bom senso, apenas isso! A demais
não é a Casa Espírita que precisa de nós, ao contrário, somos nós quem precisamos da Casa Espírita e dos trabalhos que ela
desenvolve para que mantenhamo-nos sempre trabalhando e dispostos a evoluir.
No entanto, para não me alongar demais neste texto, convido todos nós a reflexões:
Como enxergamos o dinheiro? Algo sujo, pecaminoso e que não pode se envolver em assuntos “espirituais”, leia-se aqui Casa Espírita?
Ou o vemos como uma ferramenta para promover o progresso humano na Terra? Como estamos lidando com esta questão? Que tal
chacoalharmos os neurônios e indagarmos nossos próprios modelos mentais?
Pensemos nisso.
Pag. 3
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Jornal CEAL edição julho/agosto 2012