Motricidade
2013, vol. 9, n. 3, pp. 105-116
© FTCD/FIP-MOC
doi: 10.6063/motricidade.9(3).1123
Análise do desempenho motor de escolares praticantes de futsal
e voleibol
Analysis of motor performance of school practitioners of indoor soccer
and volleyball
R. Drews, P.L. Cardozo, S.T. Corazza, F.S. Flôres
ARTIGO ORIGINAL | ORIGINAL ARTICLE
RESUMO
O objetivo do presente estudo foi analisar o desempenho motor de escolares a partir da prática regular
de futsal e voleibol. A amostra foi constituida por 60 indivíduos do sexo masculino, com idade média
de 16 ± 0.4 anos, divididos em dois grupos: praticantes de futsal (GF) (n = 32) e praticantes de
voleibol (GV) (n = 28). Os indivíduos analisados praticavam regularmente 2 aulas semanais de 60
minutos em suas respectivas modalidades esportivas, no período mínimo de 6 meses. Para avaliar as
capacidades físico-motoras foram utilizados os protocolos de teste Shuttle Run ou Corrida do Vai-eVem de Johnson e Nelson (1979) para agilidade, software de Pereira, Teixeira, Villis, e Corazza (2009)
para o tempo de reação simples e escolha, e o cinesiômetro (Paixão, 1981) e goniômetro (Hurley, Rees,
& Newham, 1998) para propriocepção de membros superiores e inferiores respectivamente. Para a
análise dos dados, fez-se uso da estatística inferencial, com o Teste t para amostras independentes,
através do pacote estatístico SPSS versão 14.0, com nível de significância alfa de 5%. Os resultados não
apresentaram diferença estatisticamente significativa entre os grupos em nenhuma capacidade físicomotora analisada.
Palavras-chave: agilidade, educação física e treinamento, homem, tempo de reação, propriocepção,
voleibol
ABSTRACT
The aim of this study was to analyze the motor performance of students from the regular practice of
indoor soccer and volleyball. The study group consisted of 60 males, mean age 16 ± 0.4 years, divided
into two groups: indoor soccer (GF) (n = 32) and volleyball players (GV) (n = 28). All individuals
analyzed possessed a regular practice of two weekly classes of 60 minutes each session in their respective
sports, at least 6 months of practice and could not perform other physical activities/sports regularly in
extracurricular period. To evaluate the physical and motor skills were used in testing protocols Shuttle
Run or Race-and-Go Comes Johnson and Nelson (1979) for agility, software Pereira, Teixeira, Villis, and
Corazza (2009) for the TRS and TRE, and cinesiômetro (Paixão, 1981) and goniometer (Hurley, Rees,
& Newham, 1998) proprioception to the upper and lower limbs respectively. For data analysis, was
made use of descriptive statistics, with the t test for independent samples, using the statistical package
SPSS version 14.0, with a significance level alpha of 5%. The results showed no statistically significant
difference between groups in any physical-motor ability assessed.
Keywords: agility, physical education and training, man, reaction time, proprioception, volleyball
Submetido: 29.08.2012 | Aceite: 26.01.2013
Ricardo Drews. Universidade Federal de Pelotas- UFPel, Brasil.
Priscila Lopes Cardozo, Sara Teresinha Corazza, Fábio Saraiva Flôres. Universidade Federal de Santa Maria- UFSM,
Brasil.
Endereço para correspondência: Ricardo Drews, Rua Almirante Tamandaré, 251, apt 302, CEP 96010750, Pelotas,
RS, Brasil.
E-mail: [email protected]
106 | R. Drews, P.L. Cardozo, S.T. Corazza, F.S. Flôres
Um bom desempenho motor é um atributo
dades praticadas por esta população (Fortes;
fundamental no repertório motor de crianças
Azevedo; Kremer; Hallal, 2012). O futsal e o
e adolescentes, tornando-se essencial para a
voleibol são dois exemplos de modalidades
efetiva participação em diferentes programas de
esportivas desenvolvidas na Educação Física
atividade física. Em função disso, tem crescido
Escolar, as quais apresentam grande variedade
consideravelmente o número de estudos (Lopes,
de
Maia, Silva, Seabra, & Morais, 2003; Rebelo &
num alto grau de habilidade e de eficiências nos
Oliveira, 2004; Vidal et al., 2003) que buscam
gestos específicos assim como no aprendizado
obter informações relativas ao índice e desenvol-
no seu sentido e significado (Mutti, 2003).
experiências
físico-motoras,
culminando
vimento de capacidades físico-motoras como o
Para a prática do futsal e do voleibol, dife-
equilíbrio, tempo de reação, coordenação, agili-
rentes capacidades físico-motoras servem como
dade, flexibilidade, entre outras utilizadas em
base para a obtenção de um melhor aprendi-
diferentes locais e tipos de prática.
zado e desempenho, apesar de vários elementos
Segundo Schmidt e Wrisberg (2001), o
serem necessários para aquisição dessas habili-
estudo das capacidades físico-motoras é um
dades. No presente estudo explorou-se o tempo
tópico de relevância no cenário do comporta-
de reação (TR), agilidade e a propriocepção.
mento motor, referindo-se ao entendimento de
O TR pode ser definido como a velocidade e
um dos assuntos pertinentes às diferenças indi-
eficácia referentes à tomada de decisão de um
viduais. Essas são definadas como traços gerais,
indivíduo, ou ainda como o lapso temporal entre
estáveis e duradouros, as quais podem fazer
a apresentação de um estímulo e o início de uma
parte da estrutura de várias habilidades motoras
resposta motora. Além disso, o tempo de reação
e, da mesma forma, uma habilidade motora
pode ser dividido em: tempo de reação simples
pode ter, na sua estrutura, o envolvimento de
(TRS), quando apenas um estímulo ocorrerá
várias capacidades (por exemplo, Magill, 2000;
e o indivíduo deverá responder prontamente a
Schimdt & Lee, 2011).
ele; tempo de reação de escolha (TRE), quando
A prática de atividade física tem sido indicada
dois ou mais estímulos aparecerão e o indivíduo
para promoção de saúde, melhora da qualidade
deverá identificá-los, e, por fim, selecionar a
de vida e está intimamente ligada ao desenvol-
resposta mais adequada dentre as diferentes
vimento de capacidades físico-motoras (Silva et
possibilidades (por exemplo, Magill, 2000; Miya-
al., 2009; Strong et al., 2005). Diferentes práticas
moto & Meira Jr., 2004; Vagheti, Roesler, &
de atividade física, entre elas a esportiva, tem se
Andradell, 2007).
mostrado relevante na aquisição de uma vida
Outra capacidade físico-motora relevante
mais saudável e no aprimoramento de diferentes
para o presente estudo é a agilidade, definida
capacidades físico-motoras. Segundo Guedes
segundo Guedes e Guedes (1996), como a capa-
e Guedes (1996), o estilo de vida começa a ser
cidade de realização de movimentos de curta
formado na infância, indicando que crianças com
duração em alta intensidade, com mudanças de
baixo nível de atividade motora, podem tornar-
direção e/ou mudanças no centro de gravidade
-se adultos sedentários e, consequentemente,
do corpo, com aceleração e desaceleração. Essa
não apresentarem um bom índice de qualidade
capacidade pode mudar de direção sem perda
de vida.
de velocidade, força, equilíbrio ou controle do
Estudos relacionados à prática de atividade
corpo. Finalmente, a propriocepção refere-se ao
física em crianças e adolescentes ainda estão
desenvolvimento do sistema cinestésico, sendo
caracterizados pela inatividade física, embora a
importante tanto na manutenção das capaci-
Educação Física Escolar e, logo, a prática espor-
dades físico-motoras necessárias às atividades
tiva inserida nela, sejam uma das poucas ativi-
da vida diária, quanto na performance de habi-
Análise do Desempenho Motor de Escolares | 107
lidades esportivas. A mesma fornece informa-
(Jeber, 1997; Vago, 1999).
ções importantes sobre as posições das partes
Diante desses argumentos, o objetivo do
do corpo, assim como as posições corporais no
presente estudo foi analisar o desempenho
ambiente, e sua relação com diferentes objetos
motor de escolares a partir da prática regular de
(Haywood & Getchell, 2004).
futsal e voleibol.
O desenvolvimento dessas capacidades está
MÉTODO
diretamente relacionado com um bom nível de
rendimento em diferentes habilidades motoras
Esta pesquisa, segundo Thomas, Nelson, e
específicas (Silva et al., 2009;Vagheti et al.,
Silverman (2007), é do tipo descritiva-obser-
2007), entre elas o futsal e o voleibol destacados
vacional, pois descreve quantitativamente o
acima. O sucesso nessas habilidades está intima-
comportamento de grupos a partir das observa-
mente relacionado a diversos fatores, tais como
ções das capacidades físico-motoras agilidade,
a percepção de estímulos, interpretação, progra-
propriocepção e TR.
mação e execução das respostas em intervalos
curtos de tempo nas diversas situações de jogo.
Amostra
Sabendo da importância dessas capacidades
A amostra selecionada foi constituída de 60
no desenvolvimento de modalidades espor-
sujeitos, todos do sexo masculino, com idade
tivas, a agilidade, propriocepção e o tempo de
média de 16 ± 0.4 anos, escolares participantes
reação vêm sendo investigados por vários estu-
das aulas de Educação Física de duas escolas
diosos (por exemplo, Barcelos, Morales, Maciel,
situadas na de cidade Santa Maria- RS/BR. Os
Azevedo, & Silva, 2009; Chagas, 2005; Corazza,
indivíduos foram divididos em dois grupos
Pereira, & Villis, 2005; Maciel et al., 2009; Maia,
conforme a modalidade esportiva realizada
Vágula, Souza, & Pereira, 2007; Pereira et al.,
nas aulas de Educação Física: grupo de futsal
2009; Vaghetti et al., 2007) tanto em situações
(GF) (n = 32) e o grupo de voleibol (GV) (n =
formais, quanto informais, a fim de entender seu
28). Todos os sujeitos realizavam uma prática
desenvolvimento e diferenças em diversas vivên-
regular de duas aulas semanais com duração
cias motoras no dia a dia de crianças, jovens e
de 60 minutos em sua respectiva modalidade
adultos. Porém, são limitados estudos apre-
esportiva.
sentando qual prática esportiva possibilita um
Antes da realização da coleta de dados, o
melhor desenvolvimento dessas capacidades
projeto do estudo foi submetido ao Comitê
físico-motoras.
de
Ética
em
Pesquisa
da
Universidade
Além disso, o presente estudo destaque-
Federal de Santa Maria (UFSM) e, posterior-
-se por mensurar essas capacidades a partir de
mente aprovado com o protocolo de número
práticas esportivas no contexto escolar, diferindo
0126.0.243.000-11. Todos os sujeitos foram
da maioria dos estudos realizados em clubes
voluntários, sendo sua participação concedida
esportivos (Neto, Barbieri, Barbieri, & Gobbi,
após assinatura do Termo de Consentimento
2009). Entretanto, deve ser levado em conside-
Livre e Esclarecido pelos pais ou responsáveis.
ração que a prática esportiva na Educação Física
Os sujeitos incluídos no estudo deveriam
Escolar, além de contribuir com o desenvolvi-
ter 75% de frequência regular nas aulas de
mento de habilidades básicas e o aprimoramento
Educação Física, e não apresentar nenhuma
de capacidades físico-motoras, objetiva também
alteração visual, somatossensorial, auditiva, ou
desenvolver a postura crítica dos alunos perante
ferimentos que impedissem ou dificultassem
as atividades da cultura corporal, para a aqui-
a realização dos testes. Do mesmo modo, não
sição de autonomia de conhecimentos neces-
poderiam realizar outras atividades físicas/
sários a uma prática intencional e permanente
esportivas regulares em período extracurricular
108 | R. Drews, P.L. Cardozo, S.T. Corazza, F.S. Flôres
e praticar somente a habilidade motora espe-
a 0º e posteriormente a ângulos pré-determi-
cífica analisada nas aulas de Educação Física.
nados: 90º para a direita; 45º para a esquerda
Também foi levado em conta o tempo de prática
e, a partir do ponto de 45º, considerando-o
das mesmas, sendo de no mínimo de seis meses.
como ponto 0º, movê-lo 60º para a direita. À
medida que se move o braço do instrumento,
Instrumentos
juntamente com o braço do sujeito, notifica-
Os instrumentos utilizados para a realização
-se a posição em que se está sem comunicar ao
da coleta de dados foram: o software de Pereira
sujeito o ângulo correspondente. Após, volta-se
et al. (2009) para mensuração do TRS e TRE,
à posição inicial (0º) e solicita-se ao sujeito que
instalado em um computador portátil marca
repita, na mesma ordem. Posteriormente são
Sony com um processador Pentium Dual-
registrados os erros, em relação aos graus que
-Core 2.26 GHz. Esse software foi desenvolvido
faltam ou excedem o ângulo determinado.
na ferramenta Borland Delphi 7 que utiliza a
Já o Goniômetro mensurou o ângulo da
linguagem de programação object pascal e, com
movimentação articular (extensão e flexão),
isso, avalia os tempos de reação a partir de um
no qual é fixado no membro inferior do volun-
estímulo visual e a reação do movimento do
tário por duas faixas de velcro, sendo conec-
membro superior dominante avaliando, assim,
tadas na parte distal da coxa e a outra na parte
o tempo de reação simples e de escolha.
proximal da perna. No momento da avaliação,
Para mensurar a agilidade foi utilizado o
o participante permaneceu sentado sobre uma
Teste do Shuttle Run ou Corrida do vai-e-vem
mesa à altura de 1,20 m, ajustado na articu-
de Johnson e Nelson (1979). O teste consta
lação do joelho. Para remover informações
de duas linhas paralelas traçadas no solo, com
visuais, os olhos foram vendados. Partindo-se
distância de 9.14 metros entre elas. Dois blocos
de 90° de flexão, a perna do avaliado foi movida
de madeira são colocados a 10 cm da linha
passivamente em extensão até chegar à angu-
externa e separados entre si por um espaço
lação que foi determinada por sorteio (40º).
de 30 cm. Ao sinal de um comando o avaliado
O membro foi mantido por dez segundos na
corre, pega um dos blocos e leva para traz da
mesma posição, e após retornando à posição
linha inicial, em seguida corre e pega o outro.
inicial. Após cinco segundos, o participante foi
O cronômetro, no qual é mensurado o tempo
instruído a efetuar ativamente o mesmo movi-
de movimento, é parado após colocar o 2º
mento, parando assim que percebesse que a
bloco atrás da linha inicial. São realizadas duas
posição alvo fosse atingida.
tentativas, com intervalo de 1 minuto entre as
Posteriormente, o segundo teste foi apli-
mesmas, sendo escolhida aquela com o tempo
cado, dessa vez partindo-se de 0º, flexionando o
mais satisfatório.
joelho até o ângulo estabelecido (20º), seguindo
Em relação ao nível de propriocepção de
os mesmos critérios acima. Ressalta-se que
membros superiores (PMS) e inferiores (PMI)
tanto para cinesiômetro como goniômetro, foi
foram utilizados o Cinesiômetro do protocolo
utilizada a avaliação através do erro absoluto,
de Paixão (1981) e o Goniômetro (Hurley et
ou seja, a diferença em graus entre o ângulo
al., 1998), respectivamente. O cinesiômetro
proposto e o ângulo reproduzido pelos sujeitos.
é um instrumento composto por uma base de
Portanto, quanto menor o erro, melhor será o
madeira, onde estão afixados os graus de 0º a
nível de propriocepção.
180º para determinação de ângulos. No seu eixo
principal encontra-se um braço móvel, fixado
Procedimentos
na parte central e sua extremidade podendo
Primeiramente, foi feito contato com as
ser deslocada ao ponto inicial correspondente
escolas para explicar o objetivo do estudo e
Análise do Desempenho Motor de Escolares | 109
verificar a disponibilidade de tempo e espaço.
desvios-padrão, e o mínimo e o máximo escore;
Após o consentimento da direção da escola, e
como estatística de inferência utilizou-se o
a devolução do Termo de Consentimento Livre
Teste t Student para amostras independentes,
e Esclarecido com as respectivas assinaturas de
para verificar a diferença entre os grupos (futsal
pais ou responsáveis, deu-se início ao processo
X voleibol). Para a realização dos procedi-
de coleta dos dados.
mentos estatísticos foi utilizado o pacote esta-
Cada um dos 60 participantes realizou os
cinco testes na seguinte ordem: TRS, TRE,
tístico SPSS for Windows 14.0, com um nível
de significância alfa de 5%.
PMS, PMI e agilidade. O intervalo entre os
RESULTADOS
testes foi de 10 minutos, não sendo informados
os resultados ou qualquer outra forma de feed-
As informações sobre os resultados obtidos
nos testes de agilidade, TRS, TRE, PMS e PMI,
back durante e após a prática.
Todos os testes foram realizados nas depen-
demonstrados através de médias, desvios-
dências da escola, em um ambiente silencioso
-padrão e dos escores mínimos e máximos, e
e por avaliadores treinados, antes do início das
as análises de diferença intergrupos (GF x GV)
aulas de Educação Física para que não houvesse
das variáveis analisadas (agilidade, TRS, TRE,
nenhum tipo de alteração nos testes. Durante
PMS, PMI) são apresentados na Tabela 1.
o processo de coleta dos dados estiveram
A
partir
das
observações
realizadas,
presente apenas o pesquisador e o sujeito,
nenhuma interação entre os grupos apresentou
evitando assim interferências, distrações e
diferença estatisticamente significativa (p >
eventuais constrangimentos.
.05). É importante destacar que, em termos
de desempenho, em relação à agilidade, TRS
Análise Estatística
e TRE, quanto menor o escore apresentado,
Os dados das avaliações de agilidade, TRS,
melhor o desempenho nos seus respectivos
TRE, PMS e PMI, considerando tanto o grupo
testes. No caso da propriocepção, os valores
GV quanto GF, foram analisados quanto à
mais próximos a 40º e 20º graus, apresentam
distribuição utilizando-se da estatística W de
melhor performance de PMS e PMI respectiva-
Shapiro-Wilk que revelou distribuição normal
mente.
(p > .05).
DISCUSSÃO
Para responder as questões do estudo,
utilizou-se a estatística descritiva com médias,
O presente estudo analisou o desempenho
Tabela 1
Análise das variáveis agilidade, tempo de reação simples (TRS), tempo de reação de escolha (TRE), propriocepção de membros
superiores (PMS) e propriocepção de membros inferiores (PMI) intergrupos
Variáveis
N
Mínimo
Máximo
Média
Desvio Padrão
t
p
Agilidade* (s)
32
8.9
11.7
9.9
.7
-1.17
.25
Agilidade** (s)
28
8.4
12.3
9.7
.8
TRS* (ms)
32
275.1
569.0
372.5
80.6
.53
.59
TRS** (ms)
28
247.3
821.1
368.8
119.6
TRE** (ms)
32
402.9
897.0
567.8
118.2
.43
.67
TRE** (ms)
28
396.3
864.4
517.0
138.2
PMS* (º)
32
7.0
57.0
26.1
14.3
.88
.38
PMS** (º)
28
2.0
66.0
23.0
15.1
PMI* (º)
32
2.0
32.0
14.4
6.8
.08
.93
PMI** (º)
28
2.0
29.0
14.3
8.1
Nota: * = grupo de praticantes de futsal; ** = grupo de praticantes de voleibol; s = segundos; ms = milésimos de segundos; º = graus
110 | R. Drews, P.L. Cardozo, S.T. Corazza, F.S. Flôres
motor de escolares a partir da prática regular de
não se pode ignorar que estas variáveis são de
futsal e voleibol. Os resultados encontrados não
suma importância no aprendizado de diversas
apresentaram diferença estatisticamente signi-
habilidades motoras específicas . No futsal e no
ficativa intergrupos para as variáveis analisadas
voleibol, um melhor aprimoramento do tempo
(agilidade, TRS, TRE,PMI e PMS). Entretanto,
de reação pode proporcionar a capacidade de
uma análise mais específica dos resultados rela-
responder prontamente a um estímulo, sendo
cionando-os a outros estudos com as mesmas
vital para o sucesso de diversos gestos motores
variáveis, sugere que os resultados deste estudo
no jogo em si (Barcelos et al., 2009; Chagas,
teriam sofrido a influência de alguns fatores
2005).
essenciais no desenvolvimento de diferentes
Em um estudo analisando o TRS, Vaghetti
desencadeado
et al. (2007) buscaram verificar diferenças no
em resultados, decerto modo, esperados pela
TRS em adultos profissionais, amadores e prati-
maneira que as diferentes habilidades motoras
cantes de surf. Os resultados mostraram uma
específicas são desenvolvidas em seus respec-
média do TRS para os profissionais de 213.0
tivos grupos.
± 59 milésimos de segundos, nos amadores
capacidades
físico-motoras,
O refinamento dessas habilidades motoras
de 218.0 ± 80.6 milésimos de segundos e para
específicas como, o futsal e o voleibol sofre
os praticantes da modalidade 289.0 ± 98 milé-
grande influência do nível das capacidades
simos de segundos. Assim, demonstrando uma
físico-motoras. Para que o indivíduo tenha total
grande diferença nos resultados dos atletas
controle sobre as técnicas individuais de um
profissionais e amadores em relação aos indiví-
desporto, é preciso que ele tenha controle sobre
duos que apenas praticavam a modalidade. Este
suas ações motoras (Ferreira, 1998).
fato pode ser comparado aos resultados de TRS
Uma possível justificativa para os achados
do presente estudo, no qual foram encontrados
do presente estudo seriam a intensidade da
372.5 ± 80.6 milésimos de segundos para os
prática e o objetivo das aulas da Educação
praticantes da modalidade de futsal e 368.8 ±
Física na qual são trabalhadas as duas habili-
119.2 milésimos de segundos para praticantes
dades motoras específicas analisadas. Nesse
da modalidade de voleibol, denotando que a
contexto, a Educação Física Escolar, entre um
prática realizada por atletas traz diferenças no
dos seus objetivos, busca introduzir e integrar
desempenho quando comparados a escolares.
o aluno na cultura corporal de movimento,
Esse achado proporciona uma relação ao
formando o cidadão que vai produzí-la, repro-
modo e aos objetivos das habilidades motoras
duzí-la e transformá-la, instrumentalizando-
específicas trabalhadas dentro das aulas de
-o para usufruir do jogo, do esporte, das ativi-
Educação Física, em que segundo os PCN´s
dades rítmicas e dança, das ginásticas e práticas
(1997), é uma disciplina escolar que deve tratar
de aptidão física, em benefício da qualidade da
da cultura corporal, com a finalidade de intro-
vida (Betti, 1992). Ao contrário dos objetivos
duzir e integrar o aluno, formando um cidadão
de treinamento de equipes e atletas de alto
que vá produzir, reproduzir e também trans-
rendimento, que visam atingir um alto nível de
formar, usufruindo de jogos, esportes, danças,
desempenho em dada circunstância, baseado
lutas e ginásticas, em benefício do exercício
em um conceito de periodização dividido em
crítico da cidadania e da melhoria da qualidade
fases e princípios de treinamento (Bompa,
de vida. Em consequência disso, são desen-
2001).
volvidas aulas de qualidade, porém o desen-
Observando o TRS e TRE, que apesar de não
volvimento motor e a sublimidade de algumas
apresentar diferença estatisticamente significa-
capacidades físico-motoras são negligenciadas.
tiva (p > .05) na comparação entre os grupos,
Diferentemente de clubes esportivos, onde
Análise do Desempenho Motor de Escolares | 111
há grande foco em relação ao aprimoramento
uma vez que o TRS é fortemente influenciado
dessas capacidades, proporcionando um melhor
por aspectos genéticos como, por exemplo, a
desempenho em outras ações motoras.
capacidade de condução neural (McMorris &
Pereira et al. (2009) também analisando
Keen, 1994). O TRE, além de apresentar esta
o TRS e o TRE, investigaram a relação dessas
mesma limitação em comum, ainda é deter-
variáveis no desempenho motor do nado crawl
minado por aspectos de aprendizagem sendo,
de sujeitos em diferentes estágios de aprendi-
portanto, altamente influenciado pela prática
zagem, no qual foram utilizados os mesmos
(Schmidt & Wrisberg, 2001).
instrumentos de avaliação do TRS e TRE do
Outro ponto a ser lembrado é que apesar de
presente estudo. Os resultados apontaram
não ter sido encontrado uma diferença estatís-
que o tempo de reação possui uma impor-
tica entre os grupos, houve uma superioridade
tância geral para o desempenho do nado, apre-
dos praticantes de voleibol em relação ao grupo
sentando uma relevância maior no grupo dos
de futsal tanto no TRS quanto no TRE. Apesar
avançados em relação aos intermediários e
das duas habilidades motoras específicas neces-
iniciantes. Houve uma grande diferença nas
sitarem de um bom desenvolvimento dessas
médias do TRS dos avançados (238.5 ± 30
capacidades, a perspicácia de responder pron-
milésimos de segundos) e iniciantes (289.5
tamente a um estímulo é importante para o
± 61 milésimos de segundos), como para o
sucesso de um atleta do voleibol. Para uma ação
TRE dos avançados (423.6 ± 65 milésimos de
motora apropriada é necessário que o atleta
segundos) e iniciantes (596.2 ± 14 milésimos
detecte a ação do oponente para, então, tentar
de segundos). Comparando as médias entre
neutralizá-la (Volchan et al., 2003). A veloci-
os iniciantes e os dois grupos analisados no
dade com que o atleta identifica a intenção do
presente estudo, pode-se notar que apesar de
seu adversário está diretamente relacionada
valores e contextos diferentes, os dados apre-
a um possível sucesso na resposta efetuada
sentados podem ter sido influênciados pela
(Weineck, 2003). Neste contexto, ressalta-se a
intensidade de prática realizada.
importância do tempo de reação.
Uma intensidade maior de prática pode
Um estudo que demonstra a eficácia do TR
proporcionar melhores resultados em relação
foi de Maciel et al. (2009), que buscaram veri-
a sujeitos com pouca prática e sem elementos
ficar a diferença de TRS em atletas de diferentes
motores mais apurados. Autores como Magill
posições no voleibol. Os resultados apresen-
(2000) e Schmidt e Wrisberg (2001) acreditam
taram diferenças estatísticas em algumas posi-
que sujeitos com uma maior vivência e inten-
ções, como nos ponteiros onde foi encontrada
sidade em uma modalidade esportiva, desen-
uma média de TRS de 271.1 ± 55 milésimos de
volvam um maior potencial em algumas ações
segundos, e opostos com uma média de 285.4
motoras. Isto porque, à medida que o sujeito se
± 82 milésimos de segundos, comprovando a
adapta à instabilidade natural do ambiente e à
importância do TRS no voleibol atual. Dessa
multiplicidade dos seus estímulos, a sua “capa-
forma, foi verificado que os atletas que atuam
cidade cognitiva” cria a própria inteligência
como atacantes centrais apresentam maior
esportiva, podendo o mesmo solucionar de
velocidade de reação, seguido dos atacantes
maneira mais rápida e correta situações inespe-
ponteiros, o que é coerente com as solicitações
radas durante o jogo (Fontani, Maffei, Cameli,
de movimento características dessas funções.
& Polidori, 1999).
Outra variável analisada no presente estudo
Neste contexto, é válido ressaltar que a
foi a agilidade. Na análise dos escores do teste
vantagem de possuir uma boa capacidade de
de agilidade, também não foi encontrada dife-
reação simples é uma possível redução do TRE,
rença significativa entre os participantes dos
112 | R. Drews, P.L. Cardozo, S.T. Corazza, F.S. Flôres
dois grupos, porém esta capacidade também
composta por escolares com 13 anos de idade,
possui grande importância no aperfeiçoa-
submetidos a 16 semanas de prática regular
mento dessas habilidades motoras específicas.
de Educação Física. Os sujeitos foram divi-
Segundo Cunha (2003), está capacidade desen-
didos em dois grupos: no primeiro foi traba-
volve-se por meio de exercícios que exigem
lhada a formação esportiva tradicional nas aulas
uma rápida inversão dos movimentos com
de Educação Física (11.13 ± 96 segundos); e
participação de todo o corpo, e para os prati-
o outro somente aulas teóricas de Educação
cantes de voleibol e futsal, o desenvolvimento
Física (11.16 ± 78 segundos). Não houve
eficaz dessa capacidade é fundamental para
diferença estatística entre os dois grupos. Isso
melhorar os níveis de diversas ações motoras.
ressalta como a intensidade de prática pode
Como foi enfatizado nos resultados do TRS
influenciar o desempenho das capacidades,
e TRE, a agilidade também pode ser afetada
exigindo mudanças ou adaptações em ativi-
pelos objetivos presentes na Educação Física
dades específicas que atendam as necessidades
Escolar e a sua intensidade da prática. Um
para um bom desempenho.
estudo que confirma as influências da inten-
Em relação às variáveis PMS e PMI, também
sidade de prática é de Neto et al. (2009). Os
não foram encontradas diferenças estatisti-
autores verificaram o efeito da prática sistemá-
camente significativas entre os grupos, o que
tica de futebol no desempenho da agilidade,
também pode ser justificado pelos fatores
velocidade e coordenação de meninos de 10 e 11
citados nas outras variáveis analisadas. Há um
anos, sendo o instrumento para medir a agili-
número escasso de estudos que visam analisar
dade o mesmo utilizado no presente estudo.
o comportamento desta variável no desem-
Participaram deste estudo crianças do sexo
penho motor de jovens. E, por sua vez, dificulta
masculino, distribuídos em dois grupos: prati-
um melhor entendimento desta capacidade
cantes regulares e não-praticantes de futebol.
físico-motora em diferentes habilidades.
Os resultados desse estudo demonstram supe-
Antes, Contreira, Katzer, e Corazza (2009),
rioridade dos sujeitos que possuem uma maior
utilizando o mesmo instrumento do presente
intensidade de prática, com um melhor desem-
estudo para avaliar a PMI, verificaram o nível
penho da agilidade no grupo de praticantes de
proprioceptivo
futebol. Esses achados revelam que através de
jovens e idosas praticantes de atividades físicas.
programas de treinamento com o foco no alto
Os resultados não apresentaram diferenças
rendimento há um melhor desenvolvimento
estatiscamente significativa entre os grupos,
de algumas capacidades físico-motoras. Dife-
sendo encontrada uma média de erro abso-
rentemente do que foi encontrado no presente
luto nas idosas de 6.75 ± 3.01° e 5.73 ± 4.24°
estudo, no qual os indivíduos possuíam
para jovens. Em comparação as médias verifi-
somente duas horas semanais de prática, sendo
cadas no presente estudo, observou-se melhor
considerado uma baixa quantidade e intensi-
desempenho tanto das idosas como das jovens
dade para uma melhor performance de capa-
em relação aos indivíduos praticantes de futsal
cidades consideradas essenciais para algumas
e voleibol. Dessa forma, salienta-se a necessi-
modalidades esportivas (Weineck, 2003).
dade de um aprimoramento dessas capacidades
de
membros
inferiores
de
seme-
nas atividades propostas nas aulas de Educação
lhantes com o presente estudo utilizando o
Física, para que os indivíduos obtenham um
mesmo instrumento, e que corrobora com os
melhor desempenho na execução de diversas
seus achados é de Silva et al. (2009). Foram
habilidades motoras específicas.
Um
estudo
com
características
mensuradas capacidades físico-motoras em
No estudo de Corazza, Pereira, e Villis
escolares, entre elas a agilidade. A amostra foi
(2005), ao analisar a propriocepção dos
Análise do Desempenho Motor de Escolares | 113
membros superiores de 8 mulheres praticantes
empregado. Então, se nestes grupos houvesse a
da habilidade motora específica de natação no
substituição da prática caracterizada por massi-
processo de familiarização ao meio líquido,
ficada por uma distribuída, o desempenho
também não foi encontrada diferença estatisti-
motor nas capacidades agilidade, propriocepção
camente significativa entre os grupos, corrobo-
e TR poderiam ser melhores, podendo ser apre-
rando com os resultados do presente estudo. O
sentada uma superioridade de uma modalidade
erro médio dos indivíduos foi de 14.33 ± 9.35°
sobre a outra.
no pré-teste e 6.58 ± 5.44° no pós-teste. O
presente estudo apresentou médias inferiores
CONCLUSÕES
de PMS em relação ao estudo citado, denotando
O presente estudo buscou verificar o efeito
o baixo nível de propriocepção dos sujeitos
da prática regular de futsal e voleibol em aulas
aqui analisados. Resultados semelhantes foram
de Educação Física no desempenho motor
encontrados no estudo de Antes, Katzer e
de escolares. A partir dos resultados encon-
Corazza (2008), no qual verificaram a proprio-
trados, conclui-se que apesar de não verifi-
cepção de membros superiores de idosas prati-
cadas diferenças estatisticamente significa-
cantes de hidroginástica.
tivas das capacidades físico-motoras entre os
Uma das limitações do presente estudo foi
grupos avaliados, essas capacidades são de
não inserir um grupo controle, assim, dificul-
suma importância para um melhor desenvol-
tando a comparação com indivíduos que não
vimento de variadas habilidades motoras espe-
praticam modalidades esportivas. Além disso,
cíficas como o futsal e o voleibol aqui anali-
os testes motores utilizados neste estudo, apli-
sados. Entretanto, muitos fatores podem ter
cados em praticantes de futsal e voleibol, não
acarretado esses resultados, como o objetivo
foram desenvolvidos especificamente para estas
da prática as quais foram submetidos e a sua
modalidades, o que, de certa forma, limita uma
intensidade, observando carências no desen-
análise mais consistente das informações sobre
volvimento dessas capacidades dentro de cada
o desempenho das capacidades físico-motoras.
modalidade esportiva. Com isso, percebe-
Assim, sugere-se o desenvolvimento e validação
-se que professores de Educação Física como
de novos testes motores, sendo de níveis mais
também técnicos esportivos devem atentar de
criteriosos e que atendam as especificidades do
forma importante para o desenvolvimento das
futsal e voleibol.
capacidades físico-motoras e não somente da
Pode-se ressaltar neste estudo, além dos
habilidade motora específica em si. Devido à
resultados encontrados e suas relações com
importância da mensuração e aprimoramento
outras pesquisas, um elemento que é impor-
do tempo de reação, agilidade e propriocepção,
tante dentro da pedagogia do movimento e da
e de suas relações para um desempenho satis-
aprendizagem motora, que é a forma como as
fatório no voleibol e futsal nas mais variadas
atividades das referidas modalidades foram
experiências motoras, a presente avaliação pode
distribuídas. Nos grupos de estudo, os dois
favorecer o entendimento de algumas variáveis
períodos de aula eram consecutivos, no mesmo
do processo de comportamento motor, permi-
dia. Tem-se pressupostos de Ellis (1977) e de
tindo que os profissionais envolvidos com a
Magill (2000) que abordam que a utilização
Educação Física consigam avaliar e intervir
otimizada do tempo de prática é crítica para
neste, por meio da adequação das atividades.
aprendizagem efetiva, no sentido de que o
Assim, sugere-se que novos estudos sejam
mau uso do tempo disponível pode levar a uma
conduzidos de forma a avaliar a qualidade das
quantidade de aprendizagem inferior à que teria
atividades motoras propostas em ambiente
ocorrido se o tempo de prática tivesse sido bem
escolar como no caso das modalidades espor-
114 | R. Drews, P.L. Cardozo, S.T. Corazza, F.S. Flôres
tivas, e seu relacionamento com as capacidades
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20, 27-58.
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