Revista de Ciências
Gerenciais
Vol. XII, Nº. 16, Ano 2008
EMPREENDEDORISMO, ÉTICA E
RESPONSABILIDADE SOCIAL PARA MICRO E
PEQUENAS EMPRESAS: CRESCER COM
FOCO SOCIAL
Maria Cristina Pavan de Moraes
Faculdade Anhanguera de Santa
Bárbara
RESUMO
[email protected]
Josy Júdice
Faculdade Anhanguera de Santa
Bárbara
[email protected]
A atitude empreendedora das pessoas está em franco desenvolvimento. Contudo, observa-se que muitos ainda empreendem por
necessidade e não por oportunidade. No Brasil, os altos impostos
são indicados como inibidores para a formalização das empresas.
Todavia, a moderna sociedade e seus exigentes consumidores cobram transparência e ética das empresas e também a adoção de
ações de responsabilidade social com o propósito de minimizar os
efeitos perversos das mazelas sociais, além de tentar diminuir os
danos que, eventualmente, venham a causar ao ambiente em função de suas atividades. A empresa nasce com a expectativa de alcançar a perenidade e o crescimento e se, desde a sua formalização, inserir a cultura da ética e da responsabilidade social envolvendo todos os que se relaciona com ela, é possível esperar que
tenhamos uma sociedade mais justa e que, em decorrência das
conquistas sociais, mais consumidores impulsionem a economia.
Palavras-Chave: Empreendedorismo, ética, responsabilidade social.
ABSTRACT
Anhanguera Educacional S.A.
Correspondência/Contato
Alameda Maria Tereza, 2000
Valinhos, São Paulo
CEP. 13.278-181
[email protected]
The entrepreneurial attitude of people is in development. However, it seems that many undertake it as a necessity and not by
chance. In Brazil, high taxes are shown as inhibitors for the formalization of enterprises, but the modern society and its demanding
consumers expect from the companies transparency, ethics, and
social responsibility actions in order to minimize the social problems effects and also try to reduce the damage that eventually
these companies may cause to the environment due to its activities. The company is born with the expectation of achieving sustainability and growth and, since its formalization, inserting ethics
culture and social responsibility involving everybody connected to
it. It is possible to expect having a fair society and, as a result of
social achievements, more consumers can promote the economy.
Keywords: Entrepreneurial, ethics, social responsibility.
Coordenação
Instituto de Pesquisas Aplicadas e
Desenvolvimento Educacional - IPADE
Artigo Original
Recebido em: 4/6/2008
Avaliado em: 29/7/2008
Publicação: 19 de dezembro de 2008
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Empreendedorismo, Ética e Responsabilidade Social para Micro e Pequenas Empresas: crescer com foco social
1.
INTRODUÇÃO
Na atual conjuntura político-econômica brasileira, em que escândalos se sucedem numa profusão de valores desviados em forma de caixa dois, corrupção e evasão de divisas, dólares em roupas íntimas e malas, é possível observar que boa parte da população está incrédula e preocupada quanto ao futuro, o que tem despertado um questionamento acerca da ética pessoal, profissional e empresarial.
Os níveis de desemprego são perversos, especialmente se considerarmos que,
ao perder seu emprego, o trabalhador de hoje pode demorar um tempo enorme para
conseguir uma recolocação e, dificilmente, ao recolocar-se, o fará dentro do mesmo
padrão ou ramo de atividade. Esta nova realidade tem exigido do trabalhador um investimento sistemático e significativo em atualizações e reciclagem profissionais, diversificando seus conhecimentos de forma a ampliar suas possibilidades de manter-se
empregável ou para que esteja adequadamente preparado para empreender.
Neste cenário é que podemos levantar a questão sobre a ética quanto à informalidade que impera no país sob a justificativa de que os altos encargos fiscais e sociais brasileiros, além da demora na legalização, são impeditivos para a instalação formal de uma empresa, seja ela de produtos ou serviços. Embora eticamente não possamos aceitar tal fato, moralmente acabamos avalizando a informalidade quando afirmamos que os fins justificam os meios, ou seja, para sobreviver, acredita-se que pequenos empreendedores devam se manter na informalidade ou sonegar parte dos impostos, afinal, boa parte de nossos empreendedores empreendem por necessidade.
Como é a sociedade quem legitima a empresa, ela pode conquistar a confiança
daquela, desenvolvendo ações éticas e de responsabilidade social, independentemente
de seu porte. Aqui pretendemos apresentar os conceitos essenciais dos temas abordados e apontar possíveis caminhos a serem trilhados por empresas de micro ou de pequeno porte, rumo à sustentabilidade.
2.
EMPREENDEDORISMO
Empreendedor é aquele que revoluciona a ordem econômica através da introdução de
novos produtos ou serviços, quer pela exploração de recursos materiais ou pelo surgimento de inovadoras formas de negociação, como também pela criação de uma nova
forma de fazer negócios dentro de uma empresa já estabelecida (SCHUMPETER apud
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DORNELAS, 2001). Este conceito permite afirmar que empreender não é apenas desenvolver um novo negócio, e sim provocar transformações de forma criativa ou reinventar seu trabalho, criando oportunidades.
Na década de 80, em plena era do Downsizing1, muitos foram os brasileiros
que, ao perderem seus empregos, investiram suas economias, em geral oriundas das
verbas rescisórias, em um negócio próprio. Todavia, poucos buscaram orientações antes de fazê-lo, culminando no fracasso de boa parte dos empreendimentos.
O assunto empreendedorismo é de extrema importância para as economias regionais e também para os governos para que estes possam melhor dimensionar suas políticas públicas, uma vez que o número de pessoas interessadas em empreender aumenta sistematicamente ano a ano e, de acordo com o Relatório Global 2007 – Empreendedorismo no Brasil (GEM – Global Entrepreneurship Monitor)2, o Brasil apresenta a
TEA (Taxa de Empreendedorismo em Estado Inicial) de 12,72%, o que significa dizer
que 13 em cada 100 brasileiros adultos estão envolvidos em alguma atividade empreendedora. Porém, quando comparado aos demais países participantes do projeto na
América do Sul, o Brasil fica à frente apenas do Uruguai (TEA 12,21). As taxas apresentadas por Venezuela (20,16%), Colômbia (22,72%) e Peru (25,89%) chamam a atenção
por indicar que:
[...] em média, são duas vezes mais elevadas que a TEA brasileira. Os fatores que
contribuem para explicar taxas tão elevadas talvez residam na menor complexidade da economia desses países, o que pode estimular uma maior atividade empreendedora por necessidade em razão da escassez de postos formais de trabalho. (GEM 2007, p.27)
Contudo, quando comparada à taxa média mundial, a TEA brasileira é 39%
maior. Entretanto, o crescimento da renda per capita brasileira representa apenas 69%
do crescimento médio mundial, que foi de 6,84%.
A dinâmica do empreendedorismo pode estar motivada pelas oportunidades
de crescimento, abertura de novos mercados ou, ainda, pela necessidade de renda. No
Brasil, são 7,5 milhões de empreendedores, sendo que 41,6% destes empreendem por
necessidade, ou seja, para sobrevivência e, em geral, este contingente é formado por
trabalhadores sem carteira assinada, desempregados e donas de casa (37% do total) o
que, em tese, pode explicar a falta de inovação que resulta num inexpressivo crescimento qualitativo da economia do país. (GEM, 2007)
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Downsizing – termo em Inglês que significa “achatamento” com o propósito de promover a racionalização nas empresas.
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No Brasil, com a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas que prevê tratamento favorecido e simplificado para estas categorias, existia a expectativa de que
muitos saíssem da informalidade. Contudo, além de empreender por necessidade, o
empreendedor brasileiro continua sofrendo com esta perversa realidade: o país cobra
um dos maiores percentuais de impostos sobre produtos e serviços do mundo, o que
tem resultado em motivo para que muitas empresas deixem de cumprir com todas as
suas obrigações tributárias ou, ainda, que muitos empreendedores não queiram legalizar suas empresas, preferindo permanecer na informalidade por temerem não suportar
a carga tributária, incluem-se aqui os direitos trabalhistas.
Se tais ações são consideradas ilegais pelos sistemas fiscalizadores do Brasil,
podemos então inferir que não são éticos, mas como a empresa pode ser ética e ainda
contribuir para que a sociedade de desenvolva de maneira sustentável com tantas barreiras?
“O agente econômico reflexivo é o profissional que reinventa a si mesmo, agindo de tal modo que os outros confiem nele e vejam vantagens em se associar a ele”
(MALVEZZI, 1999 apud GEM 2007, p. 62). Empreendedor é, portanto, aquele trabalhador comprometido com os resultados que consegue criar competências organizacionais, sociais e econômicas, e suas ações precisam, necessariamente, estar pautadas não
só na competência, mas também na ética, sendo que o discurso e a prática devem ser
os mesmos para que seja reconhecido e seguido por seus pares.
Desta feita, podemos crer que, qualquer empreendedor, se comprometido, inovador e capaz de influenciar pessoas, a empresa, seja de que porte for, poderá empreender de forma ética e socialmente responsável, desde que compreenda o seu papel
social e que perceba que também ganhará ao assim agir.
3.
ÉTICA: CONCEITUAÇÃO
Ética é palavra de origem grega que significa “modo de ser” ou “caráter” adquiridos
por hábitos. Desde o período pré-socrático3, em que Homero e Isíodo (por volta de 700
a.C.) escreveram sobre deuses e mitos, para explicar fenômenos naturais, e também sobre a luta entre o Bem e o Mal, até Santo Agostinho (354-430) e São Tomás de Aquino
(1225-1274), as questões sobre a Ética eram tratadas filosoficamente, pois ainda não se
2
Relatório Global 2007 – Empreendedorismo no Brasil (GEM – Global Entrepreneurship Monitor) trata-se de um projeto lançado em 1997 que contava então com a participação de 10 países e que, em 2007, já somava mais de 50 países os
quais, por meio de esforços conjuntos, pesquisam o tema empreendedorismo.
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tinha elaborado o conhecimento científico e os filósofos ocupavam-se de quase tudo. A
ética filosófica apresentava-se como o estudo das avaliações que o ser humano fazia
considerando suas próprias ações e as das demais pessoas, tendo como critério os conceitos de Bem e de Mal.
A ética como ciência passou a buscar comprovação para o conhecimento. E,
para que a ética seja comprovada como ciência, existe um conjunto de normas que servem para direcionamento da ação humana, proporcionando a boa convivência, o bemestar e o respeito mútuo entre os indivíduos, ou seja, temos a moral que possibilitará
que se julgue um ato como sendo ético ou não ético, pois quando um indivíduo escolhe
entre fazer ou não algo, ele considera seus valores morais com base nas normas e regras vigentes na sociedade e que foram adquiridas por hábito.
Com o avanço do conhecimento científico, o homem passou a considerar a ética sob outra perspectiva: o que é certo e o que é errado. Já que o indivíduo é livre para
agir, deve ser responsabilizado por suas escolhas. Estas são éticas quando a ação do
indivíduo pode ser transformada em lei universal, isto é, que vale para todos e em todos os tempos.
O filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) defendia este conceito de responsabilidade envolvendo noções de certo e errado (Imperativos Categóricos de Kant),
o que possibilita ao homem aprender como ser digno da felicidade uma vez que, ao agir de acordo com a lei universal de conduta, ou seja, considerando a lei moral, ele o
fará não por obrigação, mas por vontade própria, pois é livre para escolher e, conforme
Kant, a razão está contida na liberdade. No caso de o homem cumprir com as leis de
trânsito, por exemplo, podemos crer que se trata de um ato moral quando a vontade da
lei passa a ser a sua própria vontade (razão) e não uma obrigação (medo da punição).
Em decorrência do capitalismo, a moderna sociedade evoluiu rapidamente,
possibilitando que as pequenas oficinas de outrora se transformassem em grandes
complexos industriais e que as divisas entre nações deixassem de ser impedimento para seus negócios, culminando na expansão de sua atuação para outras nações, globalizando-se, o que exigiu que os estudos da ética contemplassem também as ações empresariais.
3
Período anterior a Sócrates, filósofo grego, que viveu entre 469-399 a.C.
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4.
ÉTICA EMPRESARIAL: TRANSPARÊNCIA E RESPONSABILIDADE
A empresa está subordinada a um sistema legal que exige dela cumprimento das mais
diversas leis acerca dos direitos dos trabalhadores, questões ambientais, medicina e segurança no trabalho, impostos, entre outras. Mas as empresas só existem por existirem
pessoas que nela atuam e, então, podemos inferir que normas e regras pessoais no que
tange a moralidade deverão estar alinhadas aos princípios e valores empresariais e, ainda que a empresa continue tendo como objetivo principal o lucro, deve também proporcionar um ambiente saudável no qual as pessoas possam se sentir impelidas a desenvolverem suas habilidades e virtudes e disseminar o conhecimento, garantindo
prosperidade para as partes.
Aristóteles afirmava que, vivendo virtuosamente, o homem pode ter uma vida feliz, e a virtude nada mais é do que agir de forma que contemple âmbitos: econômico, social, político etc., visando o bem estar geral. Em decorrência desta realidade,
muitas empresas passaram a adotar um código de conduta ética formal em que fica estabelecido o que se esperar uns dos outros, deveres e obrigações das partes, apresentando o que lhes é permitido realizar e de que forma serão punidos os caso de desrespeito às regras, valendo para todos que se relacionam com a empresa e servindo de base de sustentação da empresa com atuação socialmente responsável. Indispensável, no
entanto, é que o código não seja imposto, mas sim construído em conjunto com os colaboradores, que um comitê de ética seja eleito para dirimir dúvidas e agir sempre que
necessário, além de rever o código, eventualmente.
Para uma empresa ser considerada ética, ela terá de honrar seus compromissos com todos os envolvidos, como clientes, colaboradores, fornecedores, sociedade,
governo, concorrentes e sócios, o que pode, num primeiro momento, parecer tarefa extremamente difícil, já que são muitos os agentes e suas exigências podem significar entraves ao crescimento da empresa. Equacionar todos os interesses e bem atender aos
agentes são desafios da sociedade contemporânea, em especial para os gestores de empresas. Convém salientar que “[...] empresas éticas seriam aquelas que subordinam suas atividades e estratégias a uma prévia reflexão ética e agem de forma socialmente
responsável” (SROUR, 2000, p.18).
A abertura de uma empresa, em geral, significa geração de empregos, mais recursos financeiros no mercado local, mais impostos recolhidos, além das outras tantas
possibilidades decorrentes desta ação, direta ou indiretamente. Quando uma empresa
abre suas portas, observa-se o otimismo nestes agentes. Contudo, ao fechá-las, todos
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perdem tempo e recursos. Os motivos para o fechamento de empresas podem ser os
mais diversos, partindo da falta de planejamento, passando pela dificuldade em perceber as reais necessidades do mercado ou até mesmo pouca ou nenhuma inovação nos
produtos e ou serviços ou, ainda, por simplesmente não saber como administrar o negócio de forma profissional.
Empresas de micro ou de pequeno porte, no Brasil, respondem por grande
parte dos empregos formais, ou seja, de carteira assinada. Além de enfrentarem as dificuldades mais diversas para atenderem às exigências legais, agora têm um novo desafio: atender às exigências sociais. Deverão ser éticas e ter um olhar criterioso para a sociedade, especialmente a de entorno, buscando expandir sua ação para conceitos de
Responsabilidade Social e devendo ter sempre em mente que o seu sucesso depende
de como a sociedade a reconhece, podendo assim legitimar suas ações ou não.
5.
RESPONSABILIDADE SOCIAL: UMA NOVA EXIGÊNCIA
A Responsabilidade Social está intimamente ligada ao comportamento ético por parte
dos empresários a fim de contribuir para o desenvolvimento econômico da empresa,
de seus colaboradores e também da sociedade. Este procedimento poderá resultar em
maior credibilidade, melhorando sua imagem corporativa.
Apoiar o desenvolvimento da sociedade é tema que tem sido criticado por
muitos autores, os quais afirmam que questões como esta são de responsabilidade dos
governantes e que, se a empresa cometer algum deslize, poderá ser punida legalmente,
já que existem mecanismos que garantem a monitoria e punição destas pelas leis, além
do que, questões sobre a ética são individuais, ou seja, cada indivíduo deve se preocupar sobre o que fazer com a sua liberdade, já que vive em uma sociedade livre.
(FRIEDMAN, 1985).
No entanto, apoiar o desenvolvimento da sociedade pode ser um ótimo negócio para a empresa, pois não é interessante que existam pobreza, miséria, fome e ignorância, uma vez que estas condições afastam pessoas do consumo, tanto de bens quanto de serviços, e impedem que tenham uma vida próspera, condição esta desejada pelas organizações.
A empresa que se preocupa com o bem-estar de seus colaboradores (responsabilidade social interna) e com o dos demais agentes sociais (responsabilidade social
externa), contemplando-os enquanto estratégia de longo prazo e buscando equilíbrio
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quanto às suas ações, tende a ser mais bem vista e aceita por todos, tornando-se, conforme Instituto Ethos “[...] co-responsável pelo desenvolvimento social”.
D’ambrósio e Mello (1998:8) dizem que a responsabilidade social depende de
a empresa tomar a “[...] decisão de participar mais diretamente das ações comunitárias
na região em que está presente e minorar possíveis danos ambientais decorrentes do
tipo de atividade que exerce”, mas ainda são muitas as empresas que se comportam de
maneira reprovável, como, por exemplo, quando exploram os recursos humanos. “As
organizações geralmente são usadas como instrumentos de dominação que promovem
interesses egoístas de elites à custa de outros interesses, e existe um elemento de dominação em todas as organizações” (MORGAN, 2000, p. 303).
Também Marx e Engels (2001) condenam o lucro pelo lucro, ou seja, aquela
empresa que tem como único objetivo o lucro e cujos operários são submetidos a uma
hierarquia de oficiais, tal e qual à militar, ou seja, escravizante.
É claro que a empresa continua tendo como objetivo o lucro, já que sem este a
mesma não sobreviveria, mas o lucro pelo lucro, sem um olhar para as pessoas e para o
ambiente, é que é condenável. Sobre quando a empresa lucra e destina parte destes recursos em benefício de seus colaboradores e da comunidade local, Adam Smith afirmou que este “[...] não é um acréscimo indevido, mas um vetor de distribuição de renda e de promoção do bem-estar social. Com isso, logrou expor pela primeira vez a
compatibilidade entre ética e atividade lucrativa” (SMITH apud MOREIRA, 2002, p. 2831).
As ações das empresas, sejam elas boas ou más, afetarão diretamente a comunidade. Ao cumprir com suas obrigações legais, proporcionar um ambiente de trabalho
saudável, estimular o voluntariado entre seus colaboradores, respeitar o meio ambiente e, até mesmo, investir recursos financeiros em ações que possam minorar o sofrimento decorrente das mazelas sociais ou ainda de sua atuação empresarial, a empresa
poderá ser considerada socialmente responsável e, em decorrência, ter a sua imagem
melhorada, e os seus produtos e ou serviços poderão ser reconhecidos e valorizados
pela sociedade.
Uma empresa reconhecida como socialmente responsável, em geral, tem facilidade em recrutar e manter talentos em seus quadros funcionais e, conseqüentemente,
terá maior lucratividade. Portanto, parece-nos que se trata de um bom negócio para as
partes.
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A filantropia tem sido prática recorrente entre as empresas que fazem apenas
doações para instituições e organizações do terceiro setor, por exemplo, categorizandoas em beneficência e paternalismo, ou seja, prestam assistencialismo sem, contudo, envolverem-se em projetos maiores como, a busca por soluções aos problemas, desenvolvendo consciência coletiva na comunidade, estimulando-a e ajudando-a a se estruturar
e caminhar sozinha. Estas sim são ações de responsabilidade social, pois abrangem um
público maior e envolvem, além dos voluntários (ações filantrópicas), o uso das ferramentas administrativas de controle e avaliação e, em muitos casos, recursos financeiros
da empresa.
No Quadro 1, é possível observar que, quando as empresas possuem bons sistemas de gestão, além de economizarem recursos, obtêm vantagens competitivas para
fornecimento às grandes empresas, as quais, geralmente, necessitam de provas de conduta responsável.
Quadro 1. Como atingir objetivos diante dos temas emergentes de gestão
Fonte: GRAYSON; HODGES apud MORAES, 2004, p.96.
A empresa, quando bem-sucedida, deve aumentar sua atuação socialmente
responsável para poder garantir perenidade e, assim, poder colaborar com a minimização dos problemas sociais. Ademais, esta é a expectativa crescente dos cidadãos, que
estão mais conscientes e exigentes neste novo contexto de obrigações das empresas.
Suas ações, através da transparência em suas atividades econômicas, serão apresentadas pelos meios de comunicação social, que as convalidarão.
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6.
A APLICABILIDADE DA ÉTICA E RESPONSABILIDADE EMPRESARIAL EM
MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Para permanecer no mercado, a empresa precisa ficar atenta quanto às oportunidades.
A velocidade das respostas às necessidades do mercado, mais do que o tamanho da
empresa, determinará seu sucesso.
Uma idéia só pode ser considerada oportunidade se houver interesse por parte do mercado, ou seja, clientes em potencial. É preciso investigar as necessidades e desejos dos clientes, atentar-se às mudanças e conhecer a concorrência e as novas tecnologias para mudar ou melhorar o produto. O empreendedor deve estar sempre atualizado, participando de feiras, eventos e reuniões do setor, lendo publicações, acompanhando os acontecimentos econômicos e políticos que possam, de alguma forma, influenciar seus negócios.
Conhecer bem a empresa, o mercado consumidor e a concorrência são fundamentais. Questionamentos quanto à tecnologia disponível e a utilizada pela empresa, a adequada qualificação dos colaboradores, quais são e onde estão os potenciais clientes e em que a empresa pode melhorar, devem ser respondidos sistematicamente pelos empreendedores.
Conhecer e aplicar as ferramentas de análise ambiental, por exemplo, são de
fundamental importância para garantir a sobrevivência e o crescimento de um negócio.
Uma das ferramentas mais utilizadas é a matriz SWOT.
A matriz SWOT, criada na Harvard Bussines School por dois professores,
Kenneth Andrews e Roland Christensen, possibilita a análise de cenário, ou seja, do
ambiente em que a empresa atua. O acrônimo, originário de palavras em Inglês, tem o
seguinte significado: Strengths – Forças; Weaknesses – Fraquezas; Opportunities – Oportunidades e Threats – Ameaças.
Forças e Fraquezas são avaliadas no ambiente interno da empresa, considerando sua posição atual, e são possíveis de serem controladas. As Oportunidades e
Ameaças são avaliadas no ambiente externo, e o analista procura antecipar o futuro,
considerando os diversos fatores externos e, embora não tenha controle sobre os eventos externos, deve saber reconhecer e monitorá-los de tal forma a se evitar as ameaças e
tirar o melhor proveito das oportunidades ou, até mesmo, transformar ameaças em
oportunidades, quando puder reconhecer e maximizar os pontos fortes da empresa, através de planejamento. Como o foco deste trabalho não envolve planejamento estraté-
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gico, deixaremos tal estudo para uma próxima ocasião, mas recomendamos investigação por parte dos interessados.
A busca de oportunidades deve ser constante e, para isto, ouvir os colaboradores poderá ser fonte de boas idéias e potenciais oportunidades, o que pode ser feito
através de sessões de Brainstorming4. Aperfeiçoar os sistemas de informações colaborará sistematicamente para que a empresa analise e obtenha respostas com maior índice
segurança para as idéias que forem surgindo, diminuindo os riscos do investimento.
A pesquisa é uma ferramenta indispensável, tanto para clientes em potencial
como para os clientes atuais da empresa na busca de respostas quanto ao grau de satisfação para com o produto e quais as necessidades atuais, bem como suas preferências e
hábitos, o que possibilita o direcionamento do desenvolvimento de novos produtos ou
melhora dos já existentes.
Estas respostas poderão aumentar a segurança quanto a um novo negócio,
novo produto ou a nova forma de conduzir seus negócios. Para planejar e desdobrar
projetos ou para planos de ação (Por onde começar? Quando? Quanto? Quem? Por
quê?), dispomos de uma ferramenta administrativa bastante simples e eficiente: a Planilha 5W2H. Também acrônimo em Inglês das palavras: What? (O quê? = meta); Why?
(Por quê? = justificativa); Who? (Quem? = responsabilidade) Where? (Onde? = local),
When (Quando? – cronograma, data limite); How? (Como? = método, diretrizes) e
How much? (Quanto? = orçamento autorizado). A Planilha é um relatório elaborado
em colunas encabeçadas pelos questionamentos acima e é, predominantemente, utilizada no desdobramento de visão de futuro no longo prazo, considerando os diversos
níveis de estratégia. Mas, dentro de cada uma das respostas aos inúmeros questionamentos, não se deve perder de vista as considerações acerca da ética e da responsabilidade social.
Em entrevista à revista Exame, Guzzo (2006) afirma que nunca houve tantas
pessoas, institutos, governos, ONGs e demais entidades envolvidas com o propósito de
eliminar a miséria no mundo. Existe uma estimativa de que cerca de 1 bilhão de pessoas vivam com no máximo 1 dólar por dia e que cerca de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo. O autor afirma ainda que “Em 1998, os 5% mais ricos da população mundial ganhavam 78 vezes mais que os 5% que estavam no fundo do poço. Hoje
a diferença é de 200 vezes”.
4
“Tempestade de Idéias” – Dinâmica realizada em grupo com o propósito de colher idéias, explorando o potencial criativo dos participantes.
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Após uma abordagem da realidade perversa que assola o planeta, o autor diz
que países que conseguiram eliminar a pobreza e a miséria de seu território, citando o
Plano Marshall na recuperação do Japão, o fizeram porque “[...] a chave do sucesso está no fato de que foram planos de reconstrução de economias já previamente desenvolvidas” e conclui dizendo que nos casos da China e da Índia, que não têm recebido
muita ajuda internacional, o que tem funcionado é o plano de erradicação da miséria,
ou seja, é “simplesmente mais capitalismo e mais crescimento” (EASTERLY apud
GUZZO, 2006, p. 95).
Mas se são tantos os problemas que nem mesmo os governantes conseguem
solucioná-los, como uma empresa, com poucos recursos, pode colaborar para diminuir
as mazelas sociais?
Num primeiro momento, a empresa deve ser transparente em suas ações e na
comunicação, contemplando aspectos éticos. Uma vez que havendo coerência entre o
discurso e a prática, os colaboradores acreditam na empresa em que trabalham e tendem a “vestir a camisa” dela.
Deve-se também estimular o voluntariado, haja vista que os recursos humanos capazes e dispostos a colaborar são de extrema importância num projeto de responsabilidade social. A empresa Ripasa S/A, estabelecida na divisa entre as cidades de
Americana e Limeira no interior do Estado de São Paulo, através de seu braço social
Ripasa Cidadã, estimula seus colaboradores ao voluntariado. Estes, quando se cadastram “[...] recebem um botton de identificação com a inscrição ‘Eu, Fulano de Tal, sou
um voluntário. Ripasa Cidadã’ e usam-no com muito orgulho. Os voluntários são muito respeitados e elogiados pelos demais funcionários da empresa” (MORAES, 2004,
p.113).
Na seqüência, o grupo de voluntários poderá investigar quais as comunidades
necessitadas ou quais os problemas mais urgentes, contatar os líderes destas para propor parceria para as ações. Devem-se ouvir as reais necessidades destas e, conjuntamente, desenvolver-se uma análise SWOT e determinar, após estudos de viabilidade,
qual será a ação prioritária e mais apropriada.
Um bom planejamento deverá ser o próximo passo. Ações, pessoas, recursos e
prazos poderão ser equacionados em uma Planilha 5W2H. Ademais, um cronograma
deverá, necessariamente, ser criado para que os prazos sejam cumpridos, sob pena de
se perder a credibilidade e o interesse do projeto. Reuniões periódicas devem ser marcadas e, se for o caso, treinamentos devem ser ministrados aos membros da comunida-
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de atendida. A empresa poderá investigar acerca dos incentivos fiscais em seus projetos.
Uma vez iniciado o projeto, indicadores devem ser criados, sempre envolvendo os voluntários da empresa e membros da comunidade atendida, para que os resultados sejam monitorados e, sempre que necessárias, ações corretivas devem ser tomadas. Um código de conduta pode ser formalizado, servindo de orientador e balizador
das atividades. A empresa deve ser informada sobre cada passo dos projetos sociais,
apoiando as ações e valorizando os colaboradores envolvidos.
Em geral, a mídia local tem interesse em acompanhar ações de grupos que estão na busca de soluções aos problemas da comunidade e em divulgá-las, tornando então públicas as atuações socialmente responsáveis da empresa e de seus colaboradores.
Uma mídia espontânea.
Sempre, para uma empresa, de qualquer ramo ou porte, que tenha trabalhado
arduamente na busca por equilíbrio entre suas ações de responsabilidade social interna
e externa, apoiado aos projetos sociais, tido um olhar criterioso para os demais agentes
envolvidos e cujas atividades produtivas estejam em conformidade com a lei, a tendência é que todos ganhem e a sociedade melhore, pois quando atendidos em suas necessidades básicas e urgentes, os indivíduos tendem a buscar melhorias pessoais através de educação e trabalho. O resultado é, além de satisfação pessoal e aumento na
qualidade de vida, a empresa que se apresentou como parceira social poderá ter maior
visibilidade e possível aumento da lucratividade, o que faz dos projetos sociais um investimento e não uma despesa.
7.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ter consciência dos problemas e estimular a criação de mecanismos que possibilitem
aos grupos sociais necessitados encontrarem soluções duradouras é o primeiro passo.
Crescer pode ser a chave do sucesso não só da empresa, mas da sociedade
como um todo. Toda empresa nasce pensando em crescer e se, desde o seu nascimento
ou em sua reestruturação negocial, forem inseridos em sua cultura conceitos de ética e
responsabilidade social, num médio prazo, teremos uma sociedade mais justa e, se não
totalmente, muito próxima da erradicação da miséria e da fome. Como conseqüência,
haverá um contingente expressivo de novos consumidores que impulsionarão a economia, possibilitando o crescimento ou a criação de novos negócios. Portanto, ser soci-
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almente responsável e ter uma atuação ética já não se trata de filantropia, mas sim de
visão, de oportunidade e sustentabilidade.
Ao observarmos o fato de que 13 em cada 100 brasileiros são empreendedores
e que, destes, 37% são trabalhadores sem carteira assinada, donas de casa e desempregados, podemos inferir que, possivelmente, há necessidade de maior qualificação profissional, pois é a partir dela que as pessoas, aumentando o seu universo de conhecimento e tendo acesso à informação, poderão trabalhar com ênfase na inovação, uma
vez que este é um dos principais problemas evidenciados na pesquisa.
A partir daí, micro e pequenos empreendedores devem exigir do governo que,
em suas políticas públicas voltadas para o desenvolvimento de negócios, contemplem
a capacitação profissional, antecipando a temática do GEM para 2008 que será “Educação e Treinamento como elementos essenciais para construção da sociedade”.
Para crescer, a empresa tem de estabelecer planos e metas para que não perca
o rumo de seus negócios e deve ter disponíveis dados que possibilitem a verificação
constante de seu desenvolvimento, como também do cumprimento daquilo que foi
planejado e do alcance das metas estabelecidas, para que sobreviva e cresça.
Crescer e deixar de olhar para a sociedade e para os padrões éticos que, possivelmente, se desejou que existissem no passado, o empreendedor poderá colaborar
com a perpetuação das desigualdades, aprofundando ainda mais as mazelas sociais.
Portanto, em seu planejamento, devem constar ações de estímulo ao voluntariado junto aos seus colaboradores e de desenvolvimento de programas sociais na comunidade
de entorno.
Compreender que, enquanto crescemos em relação à média mundial em termos de empreendedores, e a renda per capita brasileira é de apenas 69% da média
mundial, deve levar o empresariado, como um todo, a refletir sobre o tamanho da sua
responsabilidade. Além disso, nossos governantes devem ser cobrados quanto à sua
responsabilidade de fomentar o crescimento econômico do país através de políticas
públicas consistentes, não eleitoreiras ou assistencialistas. O assistencialismo atualmente praticado no país poderá levar um contingente enorme de brasileiros à letargia,
à aceitação pacífica de que esta é a sua única opção de vida, ou pior, que se acomodem,
colaborando assim para que aumente, sistematicamente, o número de pessoas que vivem exclusivamente do assistencialismo governamental, o que dificulta o desenvolvimento econômico e social do país, já que os recursos são oferecidos sem qualquer con-
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Maria Cristina Pavan de Moraes, Josy Júdice
trapartida, como por exemplo: frentes de trabalho, desenvolvimento de cooperativas
ou associações para a prestação de serviços ou de produção.
As melhores práticas administrativas devem ser disseminadas em forma de
treinamento e educação, para que as comunidades possam buscar mecanismos para o
desenvolvimento econômico e social do grupo. Não basta ensinar, é preciso acompanhar um projeto desde a sua idéia até a colheita dos frutos da ação, ou seja, para ser socialmente responsável, é preciso que a empresa dê o suporte necessário para que a sociedade possa caminhar com segurança até ser capaz de realizar e manter o sucesso do
projeto almejado, ou até alcançar a sustentabilidade.
Portanto, para uma empresa, ser socialmente responsável e agir eticamente
não exige recursos financeiros enormes, mas sim, boa vontade, disponibilidade e solidariedade. Assim, os recursos humanos e o conhecimento é que são essenciais, e estes
qualquer empresa possui, seja ela micro ou de grande porte.
Parcerias com Organizações Não Governamentais costumam ser muito eficientes e demandam pouco ou nenhum recurso financeiro, o que é uma alternativa atraente para quem deseja melhor conhecer o terceiro setor, lugar em que se encontram as
instituições assistenciais, sindicatos, fundações, entre outros.
É bem possível que, em uma sociedade mais justa e igualitária, os ganhos não
sejam apenas econômicos, mas, principalmente, sociais.
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