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Ping-pong
saboroso com
Alex Atala
O chef apaixonado
pelas coisas do
Brasil
Ano 1 - Nº 001
Suplemento Semanal
Segunda-feira, 09/09/2014
O melhor da gastronomia
Londrinense
Cresce procura por
comida japonesa
em Londrina
2
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Segunda-feira, 9 de setembro de 2014
Editorial
A Globalização mudou a culinária. Comida típica na mesa dos
baianos agora é salmão, carpaccio ah… e trufas de chocolate.
Nada contra isso, pelo contrário,
menciono com água na boca alguns dos meus pratos preferidos. Mas, por essas e outras é
que a culinária da terra anda esquecida.
Muita gente desconhece o
que seja um arroz d’Haussá
(delícia das delícias para quem
aprecia arroz e erivados), um
bobó de camarão (tem gente que
nunca viu um pessoalmente) e
pior: desconhecem completamente,
o supra-sumo da culinária
baiana, o rei dos pratos, sua magestade, o Efó.
Por conta da “culinária sem
fronteiras” que estamos assistindo, estou há algum tempo
sem provar o efó, uma delícia
esquecida. Mas, ainda bem que
já comi alguns efós (muito bem
feitos, aliás) em minha vida, pois
comer este prato é como beijar
ou andar de bicicleta, quando a
gente experimenta, nunca mais
esquece porque só tem duas
possibilidades, ou você ama ou
detesta esse exótico prato feito
com folhas e a mesmíssima base
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O chefe apaixonado pelas
coisas do Brasil
http://www.temdelicia.com/
por Fatima Dannemann
de temperos do vatapá, caruru e
demais pratos baianos (culinária
baiana é a mesma coisa que doce
de aniversário, só trocar o leite
condensado por dendê, camarão
seco, castanha, gengibre, amendoim e cebola e você faz maravilhas com esses temperos).
O detalhe é que não achamos
nem mais quem prepare um bom
efó as donas de casa se queixam
que a língua de vaca ou a taioba
(folhas usadas para fazer efó)
além de difíceis de serem encontradas nas feiras e supermercados (aposto que ninguém nem
procura) não rende depois de
cozida. Encolhe e tornam o efó
economicamente inviável. Esse
papo não cola muito não. Espinafre encolhe, couve encolhe e
ninguém deixa de comer souflé
de espinafre ou caldo verde por
causa disso.
Uma pena disto tudo é que
sem a baba do quiabo, o peso do
vatapá ou do feijão fradinho, o
efó tinha tudo para ser o grande
sucesso das mesas locais. Leve,
saboroso e acho que nem engorda porque é feito com folhas,
e justamente por isso, politicamente correto nesses tempos de
culto ao físico.
Muito me admira é que justo
Presidente, diretor e editor: Leandro Brito
infoFood : Suplemento do Bom dia, Londrina
Crédito imagem da capa: http://canalproducoesemarketing.
blogspot.com.br/
Reportagem: Gazeta do Povo, www.temdelicia.com/,
www.sucessolondrina.com.br/, bloguete.wordpress.com/,
0800-7090505
quando comer folha vira moda o
efó esteja vivendo uma aposentadoria precoce e forçada. Acho
que num canto da horta, a taioba e a língua de vaca pensam lá
com suas nervuras: “o que o espinafre tem que eu não tenho?”
É que soube que andam fazendo
efó com espinafre como se fosse
para ser servido ao Marinheiro
Popeye. Mas, não deve ter o mesmo gosto. Mas, baiano come repolho (no árabe), alface (na salada), couve (no cozido), espinafre
(nos lanches naturebas), mas
não come mais efó dizendo que
não rende e que as cozinheiras
não sabem fazer.
Grandes coisas, a base é a
mesma do caruru, vatapá e todos os pratos pois, como já disse,
comida baiana é que nem doce
de aniversário: só trocar um dos
ingredientes e mexer a panela
de forma diferente. Mas, a temperada é só a mesma e mais: o
efó alimenta e os ecologistas iam
adorar ver aquela coisa verde
na tigela, parece musgo. Mas,
como quem não tem cão caça
com gato, estou indo até a esquina comer um abará. Quando
nada, vem enrolado numa folha.
De bananeira, mas verdinha que
nem manda o figurino.
EDITORA BOM DIA, LONDRINA
Raposo Tavares, R , Nº
162 - A - Vl Larsen 1 Cep: 86010-580
Tel: (43) 3323-7689
Fax: (43) 3556-7845
E-mail: [email protected]
Site: www.infofood.com.br
Artur de Andrade
Cookies com massa de bolo pronta
A receita de hoje (deliciosa,
por sinal), foi enviada pela minha queridíssima amiga e Chef
de cozinha Gabi Bondan, que já
dividiu outras delícias conosco
aqui, aqui e aqui. A Gabi manda
muito bem na cozinha e é uma
leitora super participativa, o que
eu amo de paixão!
A Gabi fez as cookies para
presentear a família na Páscoa,
mas eu acredito que essa seja
uma ideia para presentear em
qualquer ocasião. Já pensou que
charme dar um saquinho de
cookies para seus convidados
em um jantar delicioso de final
de semana?
Com vocês, a nossa Chef Gabi:
“Adoro coisinhas no estilo
‘hand made’, e com a proximidade da páscoa, fiquei pensando
no que poderia fazer pra presentear pessoas queridas. Como a
maioria ganha chocolates nesta
data, queria fugir um pouco. Foi
ai que tive a ideia de mandar a
receita para o infoFood! É super
fácil e prático de fazer.
Diagramação:
Giovanna Emyko Escobar
Professor:
Mario Benedito Sales
Segunda-feira, 9 de setembro de 2014
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entrevista
Receita do leitor
Efó, uma crônica culinária
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Ingredientes
1 pacote de mistura para bolo de
qualquer sabor
1 ovo
50g de manteiga gelada
1 pitada de antimofo (opcional,
mas fundamental se você quiser
guardar as cookies por 4 ou 5
dias)
100g de chocolate tipo confeti
Modo de Preparo
- Pré-aqueça o forno a 180ºC.
- Misture o pó para bolo, o ovo,
o antimofo e a manteiga em um
refratário
- Incorpore o confeti na massa.
- Modele pequenas bolinhas e coloque em uma assadeira com papel manteiga (como fiz uma massa branca e uma escura, modelei
algumas bolinhas com metade de
cada massa, deixando os cookies
mesclados).
- Asse por aproximadamente 10
minutos.
- O ponto do cookie é quando a
borda está mais sequinha, mas
com o meio do biscoito macio.
Trabalho apresentado à disciplina
6NIC128 - Planejamento Gráfico,
do curso de Comunicação Social Habilitação em Jornalismo da
Universidade Estadual de Londrina
Eleito neste ano pela Time como
uma das cem personalidades mais influentes do planeta, o chef brasileiro
Alex Atala é um incentivador daquilo
que é nosso – nos pratos e na vida.
Prestes a (re)abrir o Riviera Bar, em
São Paulo, ele fala sobre pesquisas, referências e teimosia. Confira abaixo as
respostas deste embaixador do sabor
nacional.
O Riviera Bar em breve abrirá suas
portas. Além deste, quais são os próximos passos do grupo D.O.M.? O Riviera
Bar ainda está em gestação. Sempre
fomos muito cautelosos em abrir novos espaços e seguiremos com a mesma filosofia.
infoFood - Qual sabor sintetiza o
Brasil?
Alex Atala- Não sei dizer o sabor, mas
posso falar de ingredientes, como a farinha, a tapioca e o tucupi, subprodutos
da mandioca, inclusive o polvilho. Estes,
sim, sintetizam o Brasil.
iF - Você sonha com uma próxima
onda na gastronomia mundial?
AA - Não precisa sonhar, já é fato. A
América Latina vem ganhando prota-
gonismo na cena da cozinha internacional, é ponto de referência, fonte de
curiosidade. É hora de o Brasil fazer a
lição de casa e mostrar ao mundo seu
potencial.
iF - Qual é seu herói ou heroína das
caçarolas?
AA- Em ordem cronológica, Carême,
Escoffier, Fernand Point. Todos os chefs da nouvelle cuisine, os irmãos Troisgros, Paul Bocuse, Michel Guérard... Joël
Robuchon, sem dúvida, entraria na lista. Ferran Adrià e os meus contemporâneos René Redzepi, David Chang, Massimo Bottura. No Brasil, me alegro por
serem da minha geração: Helena Rizzo,
Alberto Landgraf, Rodrigo Oliveira, os
irmãos Castanho, Roberta Sudbrack,
Bel Coelho, André Mifano, Felipe Schaedler e Jefferson e Janaina Rueda.
iF- Hoje, você está à caça de quais
ingredientes?
AA- Cogumelos brasileiros. Os primeiros já foram caçados coma ajuda do
Inpa – Instituto Nacional de Pesquisas
da Amazônia – e de um jovem chef manauara, Felipe Schaedler. Estamos às
voltas com suas possibilidades, sua extração e seu manejo sustentável.
iF - E à caça de si mesmo, você já
saiu?
AA - Vivo à caça de mim mesmo, de me
entender melhor, de crescer melhor, de
amadurecer melhor e, quem sabe, de
envelhecer melhor.
iF - Um defeito seu do qual você se
orgulha.
AA - Teimosia.
iF - O que tira seu sono?
AA - Enxergar o potencial do Brasil e
muitas vezes me sentir de mãos atadas
para lutar a favor disso.
iF - O que dá sono em você?
AA - A hostilidade brasileira ao empreendedorismo e a não valorização de
profissionais sem formação acadêmica
ou convencional. O Brasil goza de grandes cozinheiros de formação empírica
que merecem ser reconhecidos.
iF - O que falta na sua casa?
AA - Tempo para desfrutá-la.
iF - Qual a receita para acabar com
a criminalidade em São Paulo e no
país?
AA - União, conscientização e justiça
social.
iF - Se você não vivesse em São Paulo, qual cidade escolheria?
AA - Muitas cidades brasileiras me
fascinam. De fato, eu nunca sairia para
Divulgação
O chef Alex Atala
Qual é o prato típico de Londrina?
http://www.sucessolondrina.
Rosely Archela fala da cozinha multicultural da cidade e apresenta o livro Gastronomia
e patrimônio cultural londrinense
A gastronomia londrinense é
bem diversificada, mas a cidade
ainda não possui um prato típico.
Por quê?
Londrina é uma cidade relativamente jovem e tem, em sua origem,
migrantes e imigrantes de diferentes etnias e culturas. A listagem de
nacionalidades das pessoas que
adquiriram terras da Companhia
de Terras Norte do Paraná em Londrina, no período de 1933 a 1940,
quando a cidade de Londrina tornou-se município, demonstra que
57% dos compradores eram brasileiros, dos quais, grande parte era
constituída de migrantes vindos do
interior paulista, sul mineiro e nordeste brasileiro.
Os italianos representavam
12%, os japoneses 10%, alemães
9%, espanhóis 7% e portugueses
5%. Mais tarde vieram outros imigrantes como os libaneses, judeus,
russos, poloneses, ucranianos e outros.
Esses dados populacionais possibilitam a análise sobre múltiplos
olhares, cada um com seu enfoque,
mas uma coisa é certa, cada povo
trouxe um pouco da sua cultura
gastronômica. A diversidade de
origens dos recém-chegados sugere
uma adaptação entre estes e a cozinha praticada pelos brasileiros que
A diversidade dos recémchegados sugere uma
adaptação entre estes e a
cozinha praticada
pelos brasileiros que
moravam aqui.
moravam aqui.
A análise das práticas gastronômicas, geralmente agregadas às
práticas sociais, permite a identificação de hábitos alimentares, como
também as adaptações necessárias
para superar as dificuldades ligadas à sobrevivência em uma região
recém-colonizada.
O livro Gastronomia & Patrimônio Cultural Londrinense, de Leandro Henrique Magalhães e Miriam
Cristina Maretti, lançado em 2012
pela UniIFil, retrata a diversidade
da culinária da cidade com base
em pesquisas de documentos históricos e entrevistas para a identificação de pratos, testados no
Laboratório de Gastronomia antes
de serem publicados. Estão presentes as contribuições de três grupos
de imigrantes para a gastronomia
londrinense. Os italianos com a
menestra e a polenta. Os japoneses com o tempurá, o missoshiro,
o sushi e o manju. Os árabes com o
manaquishe, hrissa, zlebie, ghraibe
e baclawa.
Londrina possui uma cozinha
multicultural. Embora não tenhamos pratos típicos, temos nossas
formas características no preparo
de vários pratos, já que muitas famílias ainda mantêm hábitos alimentares herdados dos imigrantes.
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Segunda-feira, 9 de setembro de 2014
Comida ÁRABE
Tradição ‘invade’ Londrina
Na década de 1960, a maioria das iguarias árabes ainda era novidade na
região, mas um almoço para os amigos começou a mudar esta realidade.
Adriana Ito
Reportagem Local
vem sendo considerado o grão
da alegria por suas propriedades
antidepressivas, a lentilha, historicamente repleta de significados,
Tabule no restaurante self-service, beirute na lanchonete, pore o carneiro. No tempero, pimenta
ção de quibe no boteco, esfirras
síria, limão, azeite e bastante alho
abertas no delivery. Não há dúvicom hortelã. ‘’Não usamos muitas
das de que a comida árabe já faz
especiarias porque tira o sabor
parte do cardápio dos londrinendos alimentos, e não combina com
ses há muito tempo. Mas será que
nossos pratos’’, explica Salime.
faz tanto tempo assim?
Cozinheira de mão cheia, ela
Criado há 45
deu seu toque
anos no mesmo
também na receita do pão, diendereço e mantendo o mesmo
ferente da original, e no charuto
mobiliário
até
de repolho (ver
hoje, o restaurante
receita abaixo).
Kiberama ajuda a
‘’Posso dizer sem
contar um pouco
medo de errar
dessa história. Na
que o charuto de
década de 1960, a
repolho foi popumaioria das iguarias árabes ainda
larizado aqui pela
era novidade. Isso
minha família. Em
explica o sucesso
Londrina, antes
do almoço que Sado Kiberama, ninlime Dakkache serguém conhecia’’,
viu para amigos de O charuto de repolho foi uma das novidades trazidas pelo Kiberama garante.
seu marido, Michel (falecido em foi transformada no salão onde
Ainda assim, o grande diferen2001). Eles ficaram tão empolga- hoje é servido o self-service no al- cial continua sendo a esfirra, condos que não apenas sugeriram a moço e o jantar à la carte.
siderada por muita gente a meabertura de um restaurante, mas
O fato de manterem sempre o lhor da cidade. ‘’Não vai manteiga,
também contribuíram financeira- mesmo padrão de qualidade (são ovos nem leite na massa. Por isso
mente para que o estabelecimen- os mesmos fornecedores há déca- ela é tão leve’’, revela. Mas, para
to pudesse ser inaugurado. ‘’Na das) ajudou o Kiberama a popu- esta filha de libaneses de 75 anos
época, era um balcão em formato larizar pratos com ingredientes que é a tradição em pessoa do resde ferradura, ocupando metade como o grão de bico, que hoje taurante árabe mais antigo .
do espaço do balcão de hoje’’, relembra dona Salime, que até hoje
comanda a cozinha da casa.
A ferradura deu sorte. As porções de homus, babaganuj, coalhada, quibe cru e outros pratos,
acompanhados de pães e azeite,
foram atraindo cada vez mais público, e o balcão precisou ser ampliado. Posteriormente, até mesmo a casa onde a família morava,
nos fundos do estabelecimento,
Gostou? A gente te ensina!
Charuto de Repolho
Ingredientes
de
- 1 repolho manteiga gran-
- 3 litros de água
- 500g de carne moída
(acém)
- 200g de arroz parboilizado
cru
- 1 colher de sopa de sal
- 1 colher de café de pimenta síria
- 1 colher de café de pimen-
ta do reino
- 1/2 xícara de chá de óleo
- 200g de tomate picado com
semente
- 1 colher de sopa de alho batido com hortelã
Modo de preparo
Separe as folhas do repolho
tirando o talo. Coloque as folhas
para cozinhar nos 3 litros de
água até que fiquem moles. Em
uma vasilha misture o arroz, a
carne moída, o tomate, o óleo e
os temperos, amassando bem.
Abra a folha de repolho em
uma superfície, coloque a mistura de arroz e carne e enrole
como se fosse um rocambole.
Enfileire os charutos em uma
panela. Adicione água, tomate em fatias, alho com hortelã
e sal a gosto sobre os charutos
até que estejam cobertos. Deixe cozinhar por mais ou menos
30 minutos sem mexer.
Saúde
Se você está de mau humor,
“descontando” os problemas em
todos ao redor, sem vontade de
falar com ninguém e se irritando com pequenas coisas, o motivo pode não ser o mau dia no
trabalho, a chuva que tomou por
esquecer o guarda-chuva, a briga
com a mulher ou a goleada que
seu time levou. A origem de tudo
isso pode estar na alimentação.
A Associação Brasileira de
Nutrologia (Abran) produziu
uma pesquisa, denominda “Manifesto do corpo saudável”, em
que o público ouvido apontou
oito sinais de que o corpo não
está bem nutrido, e o mau humor
foi um dos mais lembrados pelas
pessoas ouvidas. Mais da metade, 53%, citou o mau humor, sendo 59% das mulheres e 41% dos
homens ouvidos. Noites de sono
interrompido e cansaço sem razão também estão entre os sintomas mais notados.
Segundo o nutrólogo e presidente da Abran, Durval Ribas
Filho, esse desequilíbrio na alimentação ocorre no dia a dia,
por causa da maior ingestão de
açúcar e alimentos gordurosos,
combinados com queda no consumo de frutas, verduras e legumes.
Para Ribas Filho, quando a
alimentação é desequilibrada há
uma alteração na produção de
neurotransmissores, como sero-
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Pimentas
Alimentação errada tem
influência até no humor
Rafael Sanchez
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tonina e dopamina. A falta desses neurotransmissores impede
que a pessoa tenha prazer e bom
humor. Segundo ele, o mau humor pode ser causado por falta
das vitaminas do complexo B e
também pela ausência de selênio
e ferro.
Proteína
Se a intenção é manter o bom
humor, a nutricionista Valéria
Mortara explica que há alimentos
que facilitam a produção de serotonina, especialmente os que
contêm triptofano (aminoácido
essencial para o organismo). Clara de ovos, gergelim, semente de
girassol, peru, tofu, sementes de
abóbora e queijos são exemplos.
A nutricionista explica que essa
substância é encontrada principalmente em alimentos ricos em
proteína.
O cuidado para que o triptofano não se torne vilão também
existe. A ingestão desse aminoácido precisa estar associada ao
consumo de alimentos ricos em
carboidrato, cereais, tubérculos,
frutas ou até mesmo doces, suficientes para obter toda a energia
que o corpo precisa. Se faltar carboidrato e sobrar triptofano no
corpo humano, a substância será
gasta para fazer energia e provocará mau humor. Isso explica
a vontade feminina de comer
doces durante a TPM. “É o corpo pedindo energia para poder
poupar o triptofano, e aí ele pode
virar serotonina”, explica Valéria.
hábitos que ajudam a
melhorar a disposição
A alimentação é grande aliada na mudança de humor da advogada Luiara Gaino Ferreira, 24. Há cerca de um ano ela abriu
mão da carne e derivados em sua dieta. “Tudo que se entende por carne, peixe, presunto etc”, ressalta. Ela aumentou o
consumo de legumes, vegetais e grãos.Porém, a advogada diz
acreditar que a resposta ao bom humor está relacionada mais
à atitude que tomou. “Me sinto bem em saber que não tem um
animal morto dentro de mim ou então, que um animal não
passará a vida inteira engordando para um dia morrer e vir
parar no meu prato. Isso ajuda na melhora do meu humor”,
explica.
Londrina ja pode apreciar a ‘‘bhut jlokia’’
uma das mais ardidas do mundo
Com ardência dez vezes maior que a malagueta, a pimenta indiana
bhut jolokia é para paladares corajosos
Juliana Gonçalves
Reportagem Local
Para quem gosta de pimenta,
quanto mais ardida melhor. Se fizer chorar e suar, melhor ainda.
Nesse quesito, a pimenta indiana
bhut jolokia não deixa nada a desejar. Recordista mundial registrada no Guinness Book em 2007,
ela já é cultivada no Brasil e pode
ser apreciada pelos londrinenses
mais corajosos.
É chamada de pimenta-fantasma (ghost chili), naga morich
ou simplesmente jolokia, como
é mais conhecida. Seja qual for o
nome, o fato é que perto dela, malagueta, tabasco e cumari não passam de frutos inofensivos.
Cruzamento
A jolokia foi criada na Índia,
há cerca de 15 anos, através de
um cruzamento entre as pimentas
mais ardidas de que se tinha notícia. Sua pungência ultrapassa 1
milhão na escala Scoville, medida
que classifica as pimentas de acordo com seu potencial de ardência.
Só para poder comparar, a malagueta, uma das mais populares no
Brasil, tem no máximo 100 mil de
pungência.
Nos últimos anos, a jolokia
perdeu o posto para outras duas
pimentas. Primeiro, surgiu a Trinidad Scorpion, com pungência
de 1,1 milhão, que em dezembro
de 2013 perdeu o posto para a
Carolina Reaper, reconhecida pelo
Guiness Book como a nova pimenta mais ardida do mundo, com
pungência de mais de 1,5 milhão.
Fogo
Por aqui, muita gente tem se
arriscado a experimentar o poder
de fogo da jolokia. “Essa queima
mesmo. Fica uns 15 minutos queimando sem parar. Tem muita gente comprando porque gosta mesmo de pimenta, mas tem gente
levando só para aprontar com os
amigos”, conta Gil Antunes, vendedor da Casa Onishi.
Segundo ele, normalmente
todo o interior da jolokia é retirado antes da utilização em pratos,
já que é nas sementes que se concentra a maior parte da capsaicina, o componente responsável
pela sensação de ardência que as
pimentas provocam.
“Retirando a semente, cai pela
metade a ardência da pimenta”,
revela. Para a manipulação da jolokia, é aconselhável a utilização
Gilberto Abelha/Folha de Londrina
A Bhut Jolokia chega a arder por 15 minutos sem parar
de luvas. Caso queira moer seus
frutos, é essencial também a utilização de proteção para os olhos.
Conserva
Assim como as outras pimentas, a jolokia pode ser utilizada
direto na comida, in natura, pode
ser desidrata e transformada em
pó ou pode ainda ser utilizada em
conservas. “Para conserva, é só
tirar os cabinhos, pode dar uma
amassada para curtir mais rápido,
e colocar no vidro com vinagre ou
azeite”, ensina.
Saúde
Manteiga ou margarina: qual é
mais saudável?
Elioenai Paes
RIO - Paixão nacional, o pão
francês é o alimento oficial do café
da manhã dos brasileiros. A diferença fica por conta do que se põe
nele: manteiga ou margarina. É aí
que começa a discussão quase tão
acirrada como as de torcida de futebol. Qual das duas é mais saudável?
Por muito tempo, a manteiga foi
considerada vilã por conta da gordura saturada. Hoje, sabe-se que
essa gordura, em pequena quantidade, não é tão maléfica como se
pinta. “Essa gordura está presente
no leite, queijo amarelo, carne vermelha. Com moderação em pesso-
as saudáveis, ela não vai trazer problemas à saúde. Não é criminoso
passar um pouco de manteiga no
pão, desde que a pessoa não esteja
com o colesterol alto”, explica o nutrólogo Roberto Navarro.
A moderação a que o médico
se refere são duas pontas de faca
– aquela “raspadinha” que se dá na
manteiga – por dia, ou uma colher
de sobremesa diária. Assim, quem
está com a saúde em dia vai se beneficiar das vitaminas que a manteiga proporciona.
Por outro lado, a margarina é
criticada porque em seu processo
de fabricação há a hidrogenação do
óleo, o que gera a famigerada gordura trans. “O óleo vegetal não tem
como virar pasta, então a indústria
descobriu que, quando joga hidrogênio no óleo, ele fica com aquela
textura. Essa gordura é muito maléfica à saúde, muito mais que a
gordura saturada, faz um estrago
muito maior nos vasos sanguíneos,
eleva risco de infarto e AVC por entupir os vasos”, explica Navarro.
Mas há uma ressalva: teoricamente, de um tempo para cá, a
indústria não está mais usando a
gordura trans hidrogenada. “Ela foi
retirada, mas não sabemos ainda
como. Então, a margarina está livre
de gordura trans, mas ficamos sem
saber se o processo é confiável ou
não”, explica.
Inclusive, acrescenta Navarro,
Getty Images
Nutrólogo
explica que
a manteiga
contém
vitamina A, D
e proteína
a margarina agora pode diminuir
o colesterol. Há marcas que acrescentam fitoesterol - encontrado em
alguns vegetais -, que ajudam a controlar o colesterol. A recomendação
máxima de ingestão de margarina
também é a mesma da manteiga:
uma colher de sobremesa por dia.
Outra questão que coloca tanto
manteiga como margarina na parede é a oxidação. Gorduras que oxidam, nos “enferrujam” por dentro.
“Todo processo de oxidação tem
potencial de entupir mais os vasos
sanguíneos”, explica Navarro.
Nesse quesito, a manteiga sai
ganhando, por ter potencial mais
baixo de oxidação. A margarina é
por si só oxidada.
Nem tudo está perdido. Há solução para aqueles que querem
abandonar de vez as gorduras e,
mesmo assim, continuar desfrutando do filão quentinho todas as
manhãs. É só trocar as duas pelo
óleo de oliva.
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Segunda-feira, 9 de setembro de 2014
SHOPPING CATUAÍ
‘Pamonhas do
Cezar’ chega a
Londrina
Reportagem Local
Divulgação
Assessoria de Imprensa
Londrina terá no segundo semestre do ano um restaurante da
rede norte-americana Outback
Steakhouse, que vai se instalar
na expansão do Catuaí Shopping.
Com 54 unidades em 22 cidades
brasileiras, a rede é sinônimo de
sucesso pela qualidade, fartura e
sabor marcante da sua culinária,
além do estilo descontraído de
atendimento e instalações aconchegantes.
Daniel Momoli, superintendente do shopping, observa que
a chegada do Outback vai movimentar Londrina, oferecendo ao
público da cidade e da região uma
nova e original opção em gastronomia.
O nome e decoração do res-
Outback
Steakhouse
é bastante
conhecida
por seus
hamburgueres
taurante são inspirados no deserto da Austrália. Atualmente, o
Outback está presente em 22 países na Europa, Américas e Ásia.
No cardápio, além das famosas
carnes, há opções como saladas,
sopas, massas, frango, peixe, sanduíches, sobremesas e pratos especiais para crianças.
Todos os ingredientes são ri-
gorosamente frescos e os itens
que compõem o cardápio são preparados diariamente pela equipe
de outbackers (como são chamados os funcionários) no próprio
restaurante. O Outback oferece
ainda um cardápio específico
para o bar, com destaque para o
famoso chope servido em caneca
congelada e as Aussie Caipirinhas
de frutas diversas, que podem ser
preparadas com cachaça, cachaça
premium, vodca nacional e importada, tequila ou saquê.
A carta de vinhos harmoniza-se com os tipos de carne oferecidos pela casa e inclui bons
exemplares australianos, chilenos, argentinos e nacionais, até
espumantes.
Gastronomia “caliente”:sabor do
México no Shopping
De entrada os tacos, como prato principal uma deliciosa fajita
mexicana, sem esquecer dos burritos, nachos e da guacamole, que
acompanha a maioria dos pratos e,
para finalizar, paletas de sobremesa. O cardápio totalmente mexicano atrai os paladares de crianças
a adultos, que fazem questão do
menu completo. Softtacos e Los Paleteros são franquias presentes no
Catuaí Shopping que trazem especiarias do México e fazem sucesso.
Na Softtacos os pratos que mais
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SHOPPING CATUAÍ
Outback inicia obras para
instalação em Londrina
Outback Steakhouse
do Catuaí será o
primeiro restaurante
da rede em uma
cidade do interior
do Sul do País
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saem são os nachos e os tacos, preparados de modo a ficar o mais
próximo possível do sabor dos
originais. Sibele Gomes, proprietária da franquia, afirma que a única
diferença é que as iguarias são feitas com menos pimenta do que as
mexicanas. “Nós atendemos todos
os públicos, então colocamos uma
quantia razoável de pimenta nos
alimentos. Já para os que preferem
algo mais apimentado, fornecemos
a pimenta à parte”, conta Sibele Gomes.
Para a proprietária do restaurante, os pratos mexicanos foram
popularizados no Brasil, em boa
parte, pela televisão e cinema. “As
crianças ficam fascinadas pelos
burritos e tacos, sendo assim muitos pais vêm com os filhos para conhecerem os pratos. E todos acabam gostando”, diz.
Os sanduíches também são
bem aceitos, e têm o diferencial de
levarem chilli na composição, ou
mesmo o ‘molho mex’, um dos mais
apimentados do cardápio.
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Os tacos são os mais requisitados
Londrina agora tem o prazer
de ter na cidade uma franquia da
tradicional rede ‘Pamonhas do
Cezar’, para a felicidade dos apreciados de milho verde, e outras
delícias caseiras. O clima interiorano do restaurante já ocupou a
praça de alimentação do Catuaí
Shopping desde o mês passado, e
conquista o público a cada dia.
Inaugurada na década de noventa, a rede inicialmente contava
com pratos a base de milho, como
curau e pamonha. Com o passar
do tempo, e o aumento de clientes,
Cezar decidiu incrementar o cardápio, e hoje, o restaurante serve
desde tortas e bolos, a pratos executivos e sopas.
Eduardo Ogleari, gerente da
franquia no Catuaí, conta que o
parmegiana de mignon e o creme
de milho são uns dos pratos mais
pedidos na cidade.
As famosas pamonhas são feitas em sete sabores, sendo doces,
salgadas, com goiaba, queijo, e outros tipos que conquistam os mais
variados paladares. Também faz
parte das refeições: nhoque, frango a passarinho, panqueca.
publicitarionacozinha.com.br
Pamonhas são líderes de vendas
Divulgação
Os curais também fazem sucesso
O sucesso das Paletas Mexicanas
Preparadas de maneira totalmente artesanal, com produtos naturais e sem adição de conservantes ou corantes
químicos, as paletas mexicanas da Los Paleteros vem encantando consumidores de Londrina.
Reportagem Local
Elas pesam praticamente o
dobro dos picolés tradicionais
e se dividem em quatro linhas:
Frutadas, Cremosas, Recheadas
e Premium.
Em breve, estes diferenciais
poderão ser conferidos pelos
moradores de Londrina, cidade
que ganha no dia 20 de junho,
uma franquia da Los Paleteros.
A unidade é a 10ª em operação
no Paraná e fará parte do mix de
lojas do Shopping Catuaí.
Em Londrina, a franquia da
Los Paleteros é um investimento
dos irmãos Cláudio e Márcia Majowski, que já atuam no ramo de
alimentação. Eles conheceram as
autênticas paletas mexicanas em
Balneário Camboriú e depois de
pesquisar a estrutura da empresa, decidiram apostar na novidade. “Considerando o clima aqui
na região, que é bastante propício ao consumo de sorvetes,
apostamos que a aceitação aqui
será muito boa, principalmente
porque não temos produtos similares por aqui”, afirma o empresário Claudio Majowski.
Decorada com elementos e
cores da cultura mexicana, a loja
da Los Paleteros no Shopping Catuaí terá 25 metros quadrados e
ficará localizada próxima à praça de eventos. A Los Paleteros
está presente em seis estados
brasileiros e possui 33 unidades em operação. No Paraná, a
marca conta com cinco lojas em
Curitiba e também está presente
em São José dos Pinhais, Foz do
Iguaçu, Maringá e Francisco Beltrão.
Preparadas de maneira totalmente artesanal, com produtos
naturais e sem adição de conservantes ou corantes químicos, as
paletas mexicanas da Los Paleteros vem encantando consumidores de todo país. Elas pesam
praticamente o dobro dos pico-
lés tradicionais e se dividem em
quatro linhas: Frutadas, Cremosas, Recheadas e Premium. Em
breve, estes diferenciais poderão
ser conferidos pelos moradores
de Londrina, cidade que ganha
no dia 20 de junho, uma franquia da Los Paleteros. A unidade
é a 10ª em operação no Paraná
e fará parte do mix de lojas do
Shopping Catuaí.
Em Londrina, a franquia da
será muito boa, principalmente
porque não temos produtos similares por aqui”, afirma o empresário Claudio Majowski.
e se dividem em quatro linhas:
Frutadas, Cremosas, Recheadas
e Premium.
Decorada com elementos e
cores da cultura mexicana, a loja
da Los Paleteros no Shopping Catuaí terá 25 metros quadrados e
ficará localizada próxima à praça
de eventos. A Los Paleteros está
presente em seis estados brasi-
Em breve, estes diferenciais
poderão ser conferidos pelos
moradores de Londrina, cidade
que ganha no dia 20 de junho,
uma franquia da Los Paleteros.
A unidade é a 10ª em operação
no Paraná e fará parte do mix de
lojas do Shopping Catuaí.
Los Paleteros é um investimento
dos irmãos Cláudio e Márcia Majowski, que já atuam no ramo de
alimentação. Eles conheceram as
autênticas paletas mexicanas em
Balneário Camboriú e depois de
pesquisar a estrutura da empresa, decidiram apostar na novidade. “Considerando o clima aqui
na região, que é bastante propício ao consumo de sorvetes,
apostamos que a aceitação aqui
leiros e possui 33 unidades em
operação. Explorando o conceito de produto saudável, a marca
oferece aos consumidores 25
opções de sabores. No Paraná, a
marca conta com cinco lojas em
Curitiba e também está presente
em São José dos Pinhais, Foz do
Iguaçu, Maringá e Francisco Beltrão.
Elas pesam praticamente o
dobro dos picolés tradicionais
Em Londrina, a franquia da
Los Paleteros é um investimento
dos irmãos Cláudio e Márcia Majowski, que já atuam no ramo de
alimentação. Eles conheceram as
autênticas paletas mexicanas em
Balneário Camboriú e depois de
pesquisar a estrutura da empresa, decidiram apostar na novidade. “Considerando o clima aqui
na região, que é bastante propício ao consumo de sorvetes,
apostamos que a aceitação aqui
será muito boa, principalmente
porque não temos produtos similares por aqui”, afirma o empresário Claudio Majowski.
Decorada com elementos e
cores da cultura mexicana, a loja
da Los Paleteros no Shopping Catuaí terá 25 metros quadrados e
ficará localizada próxima à praça
de eventos. A Los Paleteros está
presente em seis estados brasileiros e possui 33 unidades em
operação. No Paraná, a marca
conta com cinco lojas em Curitiba e também está presente em
São José dos Pinhais, Foz do Iguaçu, Maringá e Francisco Beltrão.
Preparadas de maneira totalmente artesanal, com produtos
naturais e sem adição de conservantes ou corantes químicos, as
paletas mexicanas da Los Paleteros vem encantando consumidores de todo país. Elas pesam
praticamente o dobro dos picolés tradicionais e se dividem em
quatro linhas: Frutadas, Cremosas, Recheadas e Premium. Em
breve, estes diferenciais poderão
ser conferidos pelos moradores
de Londrina, cidade que ganha
no dia 20 de junho, uma franquia da Los Paleteros. A unidade
é a 10ª em operação no Paraná
e fará parte do mix de lojas do
Shopping Catuaí.
Em Londrina, a franquia da
Los Paleteros é um investimento
dos irmãos Cláudio e Márcia Majowski, que já atuam no ramo de
alimentação. Eles conheceram as
autênticas paletas mexicanas em
Balneário Camboriú e depois de
pesquisar a estrutura da empresa, decidiram apostar na novidade. “Considerando o clima aqui
na região, que é bastante propício ao consumo de sorvetes,
apostamos que a aceitação aqui
será muito boa, principalmente
porque não temos produtos similares por aqui”, afirma o empresário Claudio Majowski.
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Segunda-feira, 9 de setembro de 2014
AÇÚCAR, DOCE VÍCIO
Para o bem e para
o mal, ficamos
viciados há 10 mil
anos
O FUNDO DO COPO
Elas tinham de ir embora.
A máquina de refrigerante, a
de petiscos, a fritadeira industrial. Içadas e arrastadas
pelos corredores, foram para
a calçada é lá ficaram, assim
como outros refugos, sob o
desolador céu cinzento, atrás
da Kirkpatrick, uma de várias
escolas de ensino fundamental de Clarksdale, no sul dos
Estados Unidos. Isso foi há
sete anos, quando os administradores se deram conta
da magnitude do problema.
Clarksdale, célebre cidade no
delta do Mississippi que legou ao mundo a era de ouro
do blues, com seus algodoais
e suas planícies ondulantes
margeando o rio e suas ainda belas mansões vitorianas,
está no centro de uma colossal crise de saúde. Obesidade,
diabetes, pressão sanguínea
elevada, doenças cardíacas:
para alguns especialistas, esse é
um legado do açúcar, um produto que trouxe acorrentados para
o Novo Mundo os ancestrais da
maioria dos negros americanos,
dos habitantes de Clarksdale aos
do interior do Brasil. “Sabíamos
que tínhamos de tomar alguma
providência”, me diz a diretora
da Kirkpatrick, SuzAnne Walton.
Nascida e criada em Clarksdale, SuzAnne me conduz a uma
volta pela escola enquanto fala
sobre como seu pessoal está tentando ajudar os alunos, que, em
sua maioria, faz duas refeições
por dia na cantina: assados em
vez de frituras, frutas em vez de
doces. Ela está de avental de médico, o traje habitual dos professores nas segundas- feiras, para
reforçar o comprometimento da
escola com a saúde e o bem-estar. O alunato é 91% afro-americano, 7% branco “e três latinos”
– os 2% restantes. “As crianças
comem o que dão a elas, e quase
sempre isso significa guloseimas
doces e baratas: bolos, cremes,
balas. Pelo bem dos alunos, era
preciso mudar”, explica ela.
É o caso de Nicholas Scurlock,
que está na quinta série e começou a estudar na escola de ensino médio Oakhurst. Nick mal
alcançou a altura mínima para
poder andar na montanha-russa
de qualquer parque de diversão,
mas já pesa 61 quilos. “Ele tem
pavor das aulas de educação física”, me conta SuzAnne. “Tem
dificuldade para correr, para respirar. O menino sofre com tudo.”
Encontro Nick na cantina,
sentado ao lado da mãe, Warkeyie Jones, uma beldade de 38
anos. Ela me conta que mudou
seus hábitos alimentares por interesse próprio e para dar exemplo a Nick. “Eu comia doce o dia
inteiro, porque trabalho sentada,
e o que mais podia fazer? Mas
agora como aipo”, comenta ela.
“Os outros vêm me dizer: ‘Ah,
você está fazendo isso porque
arrumou namorado’. E respondo:
‘Não, estou fazendo isso porque
quero viver e ter saúde’.”
Pegue um copo d’água, ponha
açúcar até a borda, espere cinco
horas. Quando voltar, verá que
os cristais assentaram no fundo
do copo. Clarksdale, uma cidade
gorda em um dos condados mais
gordos no estado mais gordo do
país industrializado mais gordo
do mundo, é o fundo do copo
americano, onde o açúcar assenta no corpo de crianças como
Nick Scurlock.
MESQUITAS DE MARZIPÃ
No começo, na ilha da Nova
Guiné, onde a cana-de-açúcar
foi domesticada há 10 mil anos,
as pessoas cortavam a planta e a
comiam em estado bruto: mastigavam o caule até a doçura explodir na boca. Uma espécie de
elixir, a cura para todos os males,
resposta a qualquer estado de
espírito, o açúcar figurava com
destaque nos antigos mitos da
Nova Guiné. Em um deles, o primeiro homem faz amor com um
talo de cana e gera a raça humana. Em cerimônias religiosas, os
sacerdotes bebiam água açucarada em cascas de coco; a bebida foi mais tarde substituída nas
cerimônias sagradas por latas de
Coca-Cola.
O produto difundiu-se de ilha
em ilha e chegou ao continente
asiático por volta de 1000 a.C.
Na Índia, em 500 d.C., era beneficiado e transformado em pó
para ser usado como remédio
para dor de cabeça, espasmos
estomacais, impotência. Durante
muitos anos, a ciência da refinação permaneceu secreta, passada de mestre para aprendiz.
Em 600, a arte havia chegado à
Pérsia, onde os governantes recebiam seus convidados com
uma profusão de doces. Quando
exércitos árabes conquistaram
a região, levaram para casa o
conhecimento e a adoração ao
açúcar. Foi uma onda irresistível:
primeiro aqui, depois ali, o produto acabou aparecendo onde
quer que Alá fosse cultuado. “Em
todos os lugares que estiveram,
os árabes levaram tanto o produto quanto a tecnologia de produção”, escreve Sidney Mintz em
Sweetness and Power (“Doçura
e Poder”). “Dizem que o açúcar
seguiu o Corão.”
Os califas muçulmanos criavam espetáculos nos quais o
marzipã era o astro: amêndoas
moídas e açúcar esculpido em
invenções exóticas que exibiam
a riqueza do Estado. Um escritor do século 15 descreveu uma
mesquita inteira de marzipã, encomendada por um califa. Os pobres a admiraram, entraram para
orar e depois a devoraram. Os
árabes aperfeiçoaram seu refino
e o transformaram em indústria.
O trabalho era brutal. O calor do
canavial, as centelhas das foices,
a fumaça da casa das caldeiras, o
esmagamento nas moendas. Em
1500, com a demanda em alta,
o trabalho era considerado próprio apenas para o escalão mais
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DOCES
DOCES
Geleias caseiras dão show de
sabor e têm baixo custo
confira dicas e faça a sua! Aprenda como fazer, atingir o ponto certo e conservar seus próprios doces
Reportagem Local
As geleias são ótimo acompanhamento para torradas, biscoitos, pães, bolos, sorvetes e até
combinadas com pratos salgados,
como carnes, queijos, panquecas
e saladas. Normalmente encontradas na versão doce, as geleias
também podem ser salgadas, feitas com ingredientes como tomate, pimenta e ervas.
O mais comum é comprá-las
prontas, mas não é difícil produzir
suas próprias geleias. Não é difícil, mas é preciso paciência, já que
dependendo da polpa utilizada –
as líquidas como laranja e tangerina, por exemplo – o doce pode
demorar algumas horas para chegar ao ponto ideal. Porém, o resultado vale a pena. Feitas em casa,
as geleias ganham sabor e têm
baixo custo. Lembre-se que doces
artesanais (de qualidade) costumam ter preços bem salgados!
Além de mais saborosas, as
geleias caseiras dispensam os
conservantes artificiais. E ao contrário do que muita gente pensa,
a geleia feita em casa não estraga
tão rápido: o açúcar (natural da
fruta ou adicionado) é um conservante natural. Se preparados e
armazenados corretamente, esses
doces caseiros têm validade de
até dois meses.
Para garantir que elas durem
por mais tempo, na hora de servi-las não introduza talheres sujos; não fique tirando e voltando
o vidro à geladeira toda hora (a
Divulgação
variação de temperatura prejudica os ingredientes); nem esqueça
os potes destampados por muito
tempo para evitar a proliferação
de micro-organismos. Outro segredo para que as geleias não estraguem facilmente é esterilizar
os vidros em que serão armazenadas.
Além de mais saborosas, as
geleias caseiras dispensam os
conservantes artificiais. E ao contrário do que muita gente pensa,
a geleia feita em casa não estraga
tão rápido: o açúcar (natural da
fruta ou adicionado) é um con-
servante natural. Se preparados e
armazenados corretamente, esses
doces caseiros têm validade de
até dois meses.
Para garantir que elas durem
por mais tempo, na hora de servi-las não introduza talheres sujos; não fique tirando e voltando
o vidro à geladeira toda hora (a
variação de temperatura prejudica os ingredientes); nem esqueça
os potes destampados por muito
tempo para evitar a proliferação
de micro-organismos. Outro segredo para que as geleias não estraguem facilmente é esterilizar
os vidros em que serão armazenadas.
Todas as frutas
Você pode fazer geleias usando qualquer fruta. Se a fruta for
mais consistente pique em pedaços pequenos para que se dissolvam melhor durante o cozimento.
Vale pressionar os pedacinhos
que teimam em ficar inteiros, com
ajuda de um garfo ou colher de
bambu. Para obter geleias com
textura mais pastosa e homogênea, bata com o mixer ou no liquidificador (quando já fria) por
alguns instantes.
Fura Bolo Doceria
inaugura nova loja
Reportagem Local
Fura-bolo é o apelido que as
crianças deram ao dedo indicador.
Nome engraçado que faz a gente
recordar antigas traquinagens em
festinhas de aniversário. Fura-bolo é também o nome da mais nova
doceria de Londrina, que abriu as
portas no início de março, e traz na
receita várias coisas que remontam
às alegrias da infância: bolo, doce,
torta, festa, amizade e família.
O clima de infância começa pela
decoração do local, com móveis de
madeira e detalhes coloridos. Parece uma casa de brinquedo. Mas é
no cardápio que estão as melhores
surpresas.
“Aqui nós oferecemos os doces
mais simples, aqueles que a gente
comia quando visitava a casa da
avó”, diz Ana Forte, uma das quatro sócias da Fura-Bolo Doceria.
“Cansei de encontrar por aí doces
lindos, mas que parecem industrializados. Nosso estilo é outro.”
O estilo caseiro vem das receitas e do talento culinário de Cristina Forte, mãe de Ana e também
sócia da doceria. Das mãos de Cristina e suas ajudantes, saem delícias
30g de chocolate
amargo ao dia reduz
colesterol
PhotoCrawler
Ana Peroni
Reportagem Local
o bolo
‘‘negresco’’
é um
dos mais
pedidos.
tradicionais como brigadeiro tradicional (R$ 3 a unidade), brigadeiro surpresa (R$ 3,50), brigadeiro
chumbinho (R$ 3,00), brigadeiro
branco (R$ 3), beijinho de nozes
(R$ 3,50), beijinho com uva (R$
3,50), arroz doce no copinho (R$
3,80), torta de banana (R$ 42 por
quilo), torta de maçã (R$ 42), bolo
de laranja (R$ 39), bolo nega maluca (R$ 39), bolo formigueiro (R$
42), bolo de fubá molhadinho (R$
42) e pudim de clara (R$ 46).
“Alguns desses doces as pessoas costumavam fazer em casa, mas
hoje em dia o tempo é mais curto”,
dia Ana Carolina Forte, que antes
de abrir a Fura-Bolo vivia procurando um bom brigadeiro e só encontrava em casa ou na doceria de
uma tia em São Paulo. “Londrina
estava precisando de um lugar com
esses doces mais caseiros, mais
gostosos.”
O Atacado das Festas promove nesta quarta-feira (20), a
partir das 13h30, o curso de Docinhos Caramelizados. Na oficina, os participantes irão aprender a fazer três tipos de recheio,
além do ponto certo do caramelo e a como banhar o docinho. O
investimento é de R$ 95.
O curso será ministrado na
cozinha experimental do Atacado das Festas, na rua Fernando
de Noronha, 319 – próximo ao
Sesc.
O Atacado das Festas promove nesta quarta-feira (20), a
partir das 13h30, o curso de Docinhos Caramelizados. Na ofici-
na, os participantes irão aprender a fazer três tipos de recheio,
além do ponto certo do caramelo e a como banhar o docinho. O
investimento é de R$ 95.
O curso será ministrado na
cozinha experimental do Atacado das Festas, na rua Fernando
de Noronha, 319 – próximo ao
Sesc. O Atacado das Festas promove nesta quarta-feira (20), a
partir das 13h30, o curso de Docinhos Caramelizados. Na oficina, os participantes irão aprender a fazer três tipos de recheio,
além do ponto certo do caramelo e a como banhar o docinho. O
investimento é de R$ 95.
Curso em Londrina ensina como
fazer docinhos caramelizados
Reportagem Local
LONDRINA - O Atacado das
Festas promove nesta quartafeira (20), a partir das 13h30, o
curso de Docinhos Caramelizados. Na oficina, os participantes
irão aprender a fazer três tipos
de recheio, além do ponto certo
do caramelo e a como banhar o
docinho. O investimento é de R$
95.
O curso será ministrado na
cozinha experimental do Atacado das Festas, na rua Fernando
de Noronha, 319 – próximo ao
Sesc. Mais informações pelo telefone (43) 3322-2771.
Com frequência o chocolate
é demonizado. Ouve-se que ele
faz mal, engorda, dá espinhas,
entope as artérias do coração,
causa gordura no fígado, piora
gastrite e outras coisas. Não é
mentira, mas segundo a nutricionista Vanderli Marchiori,
uma revisão sobre todos os estudos já publicados sobre chocolate chegou em um consenso:
ele pode ser bom sim, desde
que a pessoa saiba como consumir.
Não adianta se enfiar em
uma caixa de bombons e esperar que ele antioxide o corpo. O
que vai acontecer depois desse
exagero são os problemas já
citados no início. Agora, se o
consumo diário for de 30 gramas de chocolate amargo (60%
cacau), pode-se esperar o que
as pesquisas revelaram: uma
melhora na disposição, funcionamento cerebral, redução da
Divulgação/ Atacado das Festas
vontade de comer doces, redução do mau colesterol (LDL)
e aumento discreto do bom
(HDL), diminuição do risco de
doenças vasculares, melhora no
envelhecimento da pele e a antioxidação, que poderia evitar o
câncer.
Com frequência o chocolate
é demonizado. Ouve-se que ele
faz mal, engorda, dá espinhas,
entope as artérias do coração,
causa gordura no fígado, piora
gastrite e outras coisas. Não é
mentira, mas segundo a nutricionista Vanderli Marchiori,
uma revisão sobre todos os estudos já publicados sobre chocolate chegou em um consenso:
ele pode ser bom sim, desde que
a pessoa saiba como consumir.
Não adianta se enfiar em
uma caixa de bombons e esperar que ele antioxide o corpo. O
que vai acontecer depois desse
exagero são os problemas já citados no início. Agora, se o consumo diário for de 30 gramas
de chocolate amargo.
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Segunda-feira, 9 de setembro de 2014
Saúde
Divulgação/ O Bonde
Sem açúcar, torta
de nozes é opção
saudável para
sobremesa
Diabetes, tabagismo e até doenças imunológicas podem
levar à desidratação, o que causa a urgência em repor
líquido
Todos concordam que beber
água faz bem à saúde. Especialistas dizem que em média dois
litros por dia é o ideal. Mas se a
sede se torna exagerada e o organismo pede água frequentemente, isso pode significar algum
problema de saúde.
A principal doença que pode
estar por trás dessa vontade de
beber grande quantidade de
água, segundo o endocrinologista
Leandro Diehl, é o diabete mellitus, doença que atinge cerca de
13 milhões de brasileiros e pode
levar a sérias complicações, como
cegueira, insuficiência renal e até
morte por doenças cardiovasculares. No diabetes, o paciente
com níveis de glicose no sangue
acima de 200 mg/dl aumenta a
produção de urina, uma vez que
nesse caso específico glicose é filtrada pelos rins e acaba “puxando” a água do corpo junto. Essa
perda excessiva de glicose na urina leva, então, à desidratação e o
paciente tem muita sede. Diehl
explica que quando o paciente se
queixa de sede excessiva, um dos
primeiros exames laboratoriais
solicitados pelo médico costuma
ser a dosagem da glicose, já numa
suspeita de diabetes.
O endocrinologista relaciona outros problemas menos
frequentes que também podem
ocasionar sede em demasia. A diminuição da produção de saliva,
consequência comum do tabagismo ou doenças imunológicas é
um deles. Medicações, como carbonato de lítio e diuréticos, aumentam a excreção de água pelos
rins, levando à desidratação e a
mais sede.
Ainda podem aumentar a necessidade por ingestão de água,
segundo o endocrinologista, doenças do sistema nervoso central, como as causadas por AVC,
trauma craniano e tumores. Há
também distúrbios psiquiátricos
que podem levar pessoas a beber
grande quantidade de água ou
outros líquidos.
Como funciona
Segundo o endocrinologista
Guilherme Marquezine, o controle do mecanismo da sede está
ligado ao sangue. Determinada
dose de substâncias no sangue
necessita de uma quantidade
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Culinária LIGHT
Sede excessiva é sinal de
que algo não vai bem
com o corpo
Leandra Carvalho
Reportagem Local
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certa de água para ser diluída. Quando a concentração
de substâncias fica alta vem a
sede, para “ganhar” mais água
e diluir essas substâncias.
As doenças e outros eventos que alteram esse equilíbrio
fazem o organismo perder
mais água que soluto. É o que
acontece numa simples transpiração ou quando o indivíduo
fica muito exposto ao sol forte.
A dica de Marquezine para
perceber se a sede está anormal é reparar na relação entre o quanto a pessoa ingere
de água e o quanto urina. Se
a urina estiver muito concentrada, ou seja, com cor escura
e cheiro forte, é sinal de desidratação. Ele orienta também
a prestar atenção no número
de vezes em que a pessoa urina, na duração da micção e, claro, na quantidade de copos de
água que bebe por dia.
Serviço:
Guilherme Marquezin, endocrinologista – (43) 33226806
Leandro Diehl, endocrinologista – (43) 3371-2648
Na batedeira coloque todos os ingredientes e bata por
aproximadamente 10 minutos
até formar um creme fofo. Unte
uma forma redonda de 23cm
de diâmetro, forre com papel-manteiga, adicione a massa e
leve para assar em forno pré-aquecido à 180ºC por aproximadamente 20 minutos. Retire do
forno e deixe esfriar.
Coloque na batedeira a margarina com o adoçante e deixe
bater bem.
Divulgação/ O Bonde
Saiba como Fazer o
hamburguer vegetariano
Grão-de-bico e temperos dão sabor especial ao hambúrguer
Reportagem Local
Bata o grão de bico juntamente com o limão e todas as
outras especiarias até formar
uma massa homogênea. Prove
os temperos e ajuste se julgar
necessário. Coloque numa vasilha e adicione a farinha de trigo,
mexa de forma que a massa do
hambúrguer se solte das mãos.
Molde os quatro hambúrguer.
Numa frigideira antiaderente com azeite de oliva, grelhe os
hambúrgueres até que fiquem
dourados e cozidos. Sirva-os
com ou sem pão. Bata o grão de
bico juntamente com o limão e
todas as outras especiarias até
formar uma massa homogênea.
Prove os temperos e ajuste se
julgar necessário. Coloque numa
vasilha e adicione a farinha de
trigo, mexa de forma que a massa do hambúrguer se solte das
mãos. Molde os quatro hambúr-
Divulgação/ O Bonde
guer.
Numa frigideira antiaderente com azeite de oliva, grelhe os
hambúrgueres até que fiquem
dourados e cozidos. Sirva-os
com ou sem pão. Bata o grão de
bico juntamente com o limão e
todas as outras especiarias até
formar uma massa homogênea.
Prove os temperos e ajuste se
julgar necessário. Coloque numa
vasilha e adicione a farinha de
trigo, mexa de forma que a massa do hambúrguer se solte das
mãos. Molde os quatro hambúrguer.
Numa frigideira antiaderente com azeite de oliva, grelhe os
hambúrgueres até que fiquem
dourados e cozidos. Sirva-os
com ou sem pão. Bata o grão de
bico juntamente com o limão e
todas as outras especiarias até
formar uma massa homogênea.
Prove os temperos e ajuste se
julgar necessário. Coloque numa
vasilha e adicione a farinha de
trigo, mexa de forma que a massa do hambúrguer se solte das
mãos. Molde os quatro hambúrguer.
Numa frigideira antiaderente com azeite de oliva, grelhe os
hambúrgueres até que fiquem
dourados e cozidos. Sirva-os
com ou sem pão. Bata o grão de
bico juntamente com o limão e
todas as outras especiarias até
formar uma massa homogênea.
Prove os temperos e ajuste se
julgar necessário. Coloque numa
vasilha e adicione a farinha de
trigo, mexa de forma que a massa do hambúrguer se solte das
mãos. Molde os quatro hambúrguer.
Numa frigideira antiaderente com azeite de oliva, grelhe os
hambúrgueres até que fiquem
dourados e cozidos. Sirva-os
com ou sem pão. Bata o grão de
bico juntamente com o limão
Divulgação/ O Bonde
Incremente sua
salada com um
delicioso molho de
iogurte
Em um recipiente, esprema
1 limão e adicione o alho picado.
Junte 2 potes de Yougurt Danubio sem lactose, 1 colher (sopa)
de orégano, 3 colheres (sopa)
de azeite. Sal a gosto. Em um recipiente, esprema 1 limão e adicione o alho picado. Junte 2 potes
de Yougurt Danubio sem lactose,
1 colher (sopa) de orégano, 3 colheres (sopa) de azeite. Sal a gosto. Em um recipiente, esprema 1
limão e adicione o alho picado.
de orégano, 3 colheres (sopa) de
azeite. Sal a gosto.
Divulgação/ O Bonde
Com zero açúcar,
bem-casados
têm apenas 113
calorias
Sem glúten e sem
lactose, pão de chia
é leve e saboroso.
Experimente!
Prepare o leite condensado
conforme as instruções da embalagem. Em um recipiente adicione
todos os ingredientes e misture
até formar uma massa lisa. Em
seguida abra com um rolo e modele com um cortador redondo,
em formas de bolachinhas. Acomode em uma forma untada com
margarina e leve para assar em
forno pré-aquecido à 180ºC por
aproximadamente 20 minutos.
Retire do forno e espere esfriar.
com papel decorativo.
Misture os ingredientes secos
em uma tigela. Adicione o azeite
e misture até virar uma farofinha.
Junte a mandioca cozida e comece
a trabalhar a massa incorporando
todos os ingredientes. Coloque
água aos poucos, somente até a
massa começar a soltar das mãos.
Modele as bolinhas e distribua em uma assadeira untada.
Leve ao forno preaquecido a
200 graus até a casca ficar firme.
Modele as bolinhas e distribua
em uma assadeira untada.
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Segunda-feira, 9 de setembro de 2014
Serviços
Curso ensina como preparar
doces finos à base de chocolate
Na próxima quarta-feira (13),
às 13h30, o Atacado das Festas
promove o curso de Docinhos
Finos. Ministrada pelo professor
Silmar, da Ópera Patisserie, a oficina vai ensinar como fazer doces
à base de chocolate, como Copinho de Tulipa, Copinho de Rosas
e Cestinha de Flores do Campo.
Além disso, os participantes
vão aprender a preparar a pasta
americana e a confeccionar flores de pasta americana e glacê
real. A taxa de inscrição é de R$
150. O curso será realizado na
cozinha experimental do Atacado das Festas (Rua Fernando
de Noronha, 319 – próximo ao
Sesc). Mais informações pelo telefone (43) 3322-2771.
Na próxima quarta-feira (13),
às 13h30, o Atacado das Festas
promove o curso de Docinhos
Finos. Ministrada pelo professor Silmar, da Ópera Patisserie,
a oficina vai ensinar como fazer
doces à base de chocolate, como
Copinho de Tulipa, Copinho de
Rosas e Cestinha de Flores do
Campo.
Além disso, os participantes
vão aprender a preparar a pasta
americana e a confeccionar flores de pasta americana e glacê
real. A taxa de inscrição é de R$
150.
cozinha experimental do Atacado
das Festas (Rua Fernando de Noronha, 319 – próximo ao Sesc). A taxa
de inscrição custa R$ 35 (inclui kit
de acessórios). Mais informações
pelo telefone (43) 3322-2771. A
Wilton, marca de acessórios para
confeitaria, promove na próxima
terça-feira (2), a partir das 13h30,
aula demonstrativa sobre decoração de bolo infantil com o tema
“circo e palhaços”. O curso será realizado na cozinha experimental do
Atacado das Festas (Rua Fernando de Noronha, 319 – próximo ao
Sesc). A taxa de inscrição custa R$
35 (inclui kit de acessórios). Mais
informações pelo telefone (43)
3322-2771.
Temporada do
hambúrguer começa
nesta sexta em Curitiba
Consolidado na cidade de
Curitiba, o CWBurguer Fest, primeiro festival de hambúrguer da
capital paranaense, inicia sua terceira edição amanhã, dia 22 de
agosto, e segue até 07 de setembro.
Durante o evento, que celebra uma
das iguarias mais consumidas no
mundo, hamburguerias.
Divulgação/ Atacado das Festas
Cachorro-quente mais
caro do mundo custa
US$ 169
Curso ensina como decorar
bolos infantis
A Wilton, marca de acessórios
para confeitaria, promove na próxima terça-feira (2), a partir das
13h30, aula demonstrativa sobre
decoração de bolo infantil com o
tema “circo e palhaços”. O curso
será realizado na cozinha experimental do Atacado das Festas (Rua
Fernando de Noronha, 319 – próximo ao Sesc). A taxa de inscrição
custa R$ 35 (inclui kit de acessórios). Mais informações pelo telefone (43) 3322-2771. A Wilton,
marca de acessórios para confeitaria, promove na próxima terçafeira (2), a partir das 13h30, aula
demonstrativa sobre decoração de
bolo infantil com o tema “circo e
palhaços”. O curso será realizado na
ROTA
GASTRONOMICA
Divulgação/ Atacado das Festas
Para maiores informações
ligue 3378-9540 / 9984-7890
O cachorro-quente é provavelmente a comida mais popular
e barata em diversos lugares do
mundo e, apesar de suas inúmeras
variações (de forno, prensado, na
chapa) até agora acreditava-se que
a iguaria estava imune à ‘gourmetização’. Só que não! Um food-truck
da cidade de Seattlevtar sanduíche
Degustação de pratos
típicos abre feira
gastronômica
Começou ontem (14) a Feira
Mundo Gastronômico 2014, em
Curitiba. Durante a abertura, dezenas de profissionais e amantes
da culinária se reuniram no Expo
Renault Barigui para apreciar as
novidades do setor e, em especial,
as singularidades da gastronomia
local paranaense.
Site cria ranking
das melhores
hamburguerias do Brasil
O hambúrguer é a comida preferida de muita gente. Tem quem
não passe nem um fim de semana
sem degustar o prato. Pensando
nisso, o site de viagens TripAdvisor, elaborou uma lista com as dez
melhores hamburguerias do Brasil,
de acordo a opinião dos viajantes.
Vinícolas paranaenses
lançam rótulos na Feira
Mundo Gastronômico
Destaque esse cumpom
e ganhe desconto nas
matrículas dos cursos
acima.
A 3ª edição da Feira Mundo
Gastronômico apresenta, neste
ano, uma novidade para os apreciadores de vinho. Três vinícolas
paranaenses — Araucária, Família
Fardo e Famiglia Zanlorenzi — estarão na feira, de 13 a 16 de agosto
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