Curso de Bacharelado em Enfermagem
Artigo de Revisão
BULLYING: AÇÕES DE ENFERMAGEM NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA
BULLYING: SHARES OF NURSING IN CHILDHOOD AND ADOLESCENCE
Antônio Ramos Rodrigues1, Ildenice Gonçalves Maia1, Ivonete Maria da Silva1, Alexandre Sampaio2
1 Alunos do Curso de Bacharelado em Enfermagem
2 Especialista, docente do Curso de Bacharelado em Enfermagem
Resumo
Introdução: O bullying é um fenômeno cada vez mais visível na sociedade e faz parte da violência cotidiana, constituindo um
verdadeiro problema de saúde pública, uma vez que suas consequências para a vítima são devastadoras. O profissional de
Enfermagem pode intervir no contexto da violência escolar, prevenindo e cuidando dos agressores e vítimas do bullying. Metodologia:
Pesquisa bibliográfica em livros e artigos, selecionados entre os anos de 1999 e 2014, por meio dos descritores bullying e
Enfermagem. Objetivos: apresentar as possíveis ações de enfermagem na prevenção, diagnóstico e intervenção sobre as
consequências do bullying na infância e adolescência. Os objetivos específicos são: identificar as causas, os sintomas e as
consequências do bullying e descrever a importância das ações de enfermagem nas escolas, especialmente na prevenção da violência
entre crianças e adolescentes, que precocemente tratada, evita danos psicossociais na vida adulta. Resultados: Os autores
pesquisados ressaltam as graves consequências do bullying no ambiente escolar e a importância do enfermeiro exercer, diante desse
problema, um papel de educador em saúde. Conclusão: O tema é novo na área de Enfermagem e precisa ser debatido, por meio de
estudos que resultem em publicações necessárias para que os profissionais possam adquirir capacitação científica para, em seguida,
atuarem junto às escolas, na prevenção do bullying e no atendimento aos seus agravos.
Palavras chave: Bullying; Enfermagem.
Abstract
Introduction: Bullying is an increasingly visible phenomenon in society and a part of everyday violence, which constitutes a real public
health problem, since its consequences are devastating for the victim. The nursing professionals can intervence in the context of school
violence, preventing and caring for victims and perpetrators of bullying. Methodology: Bibliographical research in books and articles,
selected years between 2003 and 2014, through bullying and Nursing descriptors. Objectives: to present the possible nursing actions
in the prevention, diagnosis and intervention of the consequences of bullying in childhood and adolescence. The specific objectives are:
to identify the causes, symptoms and consequences of bullying and describe the importance of nursing actions in schools, especially in
the prevention of violence among children and adolescents, which dealt with early, avoids psychosocial damage in adulthood. Results:
Several authors emphasize the serious consequences of bullying in the school environment and the importance of nurses exercise on
this issue, the role of health educator. Conclusion: The theme is new in Nursing and needs to be discussed, through studies that result
in publications necessary for professionals to acquire scientific skills to then act in the schools, in the prevention of bullying and in
service to their grievances.
Keywords: Bullying; Nursing.
Contato: [email protected]/[email protected]/[email protected]/[email protected]
Introdução
Atualmente, o mundo se depara com alto
índice de violência entre crianças e adolescentes,
despertando nos pais, professores e profissionais
de saúde atenção à importância de combater uma
dessas formas de violência, que é o bullying.
Esse fenômeno é conceituado como
atitudes agressivas, provocantes, humilhantes,
praticado por um ou vários estudantes, de
maneira repetitiva, contra outro indivíduo
menosprezado, impotente e fraco. Pode ser
classificado em agressões física, sexual, verbal,
psicológica e virtual (TEIXEIRA, 2011).
Essa violência sempre existiu, todavia, só
começou a chamar a atenção no ano de 1970,
quando o professor Dan Olweus, da Universidade
de Bergen, Noruega, iniciou uma pesquisa sobre
as causas e as incidências do bullying. Foi
constatado um índice elevado de alunos
envolvidos nesse tipo de violência (CARVALHO,
2011).
A partir daí, Dan Olweus criou as
primeiras técnicas para diagnosticar, intervir e
prevenir o bullying. Ele promoveu uma campanha
nacional, com o apoio do governo norueguês,
onde obteve êxito na redução dos casos e, diante
disso, muitos países adotaram suas ideias
(CALHAU, 2011).
2
No mundo atual, com tantas tecnologias
muita gente se prende no mundo virtual, usando o
celular e a internet para humilhar, denegrir e ferir
outras pessoas. Essas ferramentas são
chamadas de ciberbullying, o multiplicador de
sofrimentos (SILVA, 2010).
Pesquisadores dos comportamentos que
caracterizam o bullying separam as formas de
envolvimento que podem ser identificados como
vítima típica: a que expia: presa fácil para os
provocadores de abusos; vítima provocadora: que
causa as brigas; vítima agressora: que reproduz
os maus tratos sofridos; agressor: que prejudica o
mais fraco e espectador: apenas observa as
agressões (FANTE, 2012).
De acordo com pesquisa feita pela
Associação
Brasileira
Multiprofissional
de
Proteção á Infância e Adolescência (ABRAPIA),
os lugares mais comuns de prática do bullying
são, em primeiro lugar, a sala de aula; em
segundo lugar, o intervalo entre as aulas,
popularmente chamado de recreio; em terceiro
lugar, no portão de acesso à escola, e em quarto
lugar, nos corredores (CARVALHO, 2012).
As
consequências
podem
ser
devastadoras e irreparáveis, tanto para o autor
quanto para as vítimas, sendo que estas últimas
podem apresentar depressão, ansiedade, medo,
dores de cabeça, dor no estômago, perdas ou
excesso de apetite, pensamentos negativos,
dentre outras (PEREIRA, 2013).
Em casos mais graves, as vítimas
cometem suicídio ou agridem violentamente
outras pessoas. Os autores e as vítimas do
bullying
podem
vir
a
precisar
de
acompanhamento com multiprofissional (LOPES
NETO, 2011).
Um desses profissionais é o enfermeiro.
A Enfermagem é uma ciência humana, de
conhecimento, de fundamentos e de práticas no
diagnóstico, na prevenção e na intervenção do
problema em um indivíduo e/ou em uma
comunidade, com o objetivo de promover saúde,
conscientização e segurança, no máximo
empenho de suas possibilidades profissionais e
institucionais (FIGUEIREDO et al., 2009a).
Assim, tornam-se importantes as ações
de enfermagem para diagnosticar, intervir e
prevenir o bullying na comunidade escolar,
contribuindo
no
processo
de
resiliência
(capacidade de superar as dificuldades e os
transtornos psicológicos) (MENDES, 2010).
A escola faz parte da comunidade e os
discursos que permeiam a sua prática nem
sempre correm na mesma direção, não são
definitivos, contudo nem tão flexíveis, sendo
determinados por uma série de práticas sociais. O
professor se defronta com a visão que os outros
têm dele e com a sua própria visão e elas não se
ajustam (MARQUEZA, 2005).
O que é ser um bom professor para a
sociedade e para o sistema, pode não sê-lo para
o sujeito professor. Aquilo que ele idealizou para
a sua profissão pode não estar contemplado no
arcabouço do sistema educacional e pode não
ser o que a sociedade deseja (DOTTA, 2006).
Assim, o professor esbarra em limites,
como a despersonalização diante de salas
lotadas, a violência, o bullying, o uso de drogas
pelos seus alunos e as situações de abuso sexual
que ocorrem nas famílias e que chegam até a
escola. Entretanto, existem possibilidades e é
preciso saber encontrá-las no cotidiano da escola,
como oportunidades de prazer pessoal e de
crescimento profissional (LOPES; PONTES,
2009).
As brincadeiras sadias são aquelas em
que todos se divertem igualmente, pois quando
alguns se divertem à custa dos outros, a
brincadeira deixa de ser um simples divertimento,
caracterizando o bullying:
[...] conjunto de atitudes de violência física
e/ou psicológica, de caráter intencional e
repetitivo, praticado por um bully (agressor)
contra uma ou mais vítimas que se encontram
impossibilitadas de se defender (SILVA, 2010,
p. 21).
A palavra bullying é de origem inglesa e
qualifica comportamentos violentos no ambiente
escolar, como agressões, assédios e ações
desrespeitosas, de forma recorrente e intencional,
envolvendo como agressores tanto os meninos
quanto
as
meninas
(SILVA;
OLIVEIRA;
MENEZES, 2013).
Os alunos que se julgam mais fortes
agem como se fosse natural maltratar, intimidar,
humilhar e amedrontar aqueles que julgam mais
fracos, que passam a viver uma situação
constante de dor e sofrimento, que pode trazer
sérias consequências para as suas vidas
(MENEZES, 2011).
Esse tipo de comportamento ocorre nos
mais diversos ambientes, como a família e o
trabalho, onde pais e chefes autoritários e cruéis
impõem o seu domínio material, psicológico,
sexual, moral ou físico sobre aqueles que julga
mais fracos ou desprotegidos, como os filhos,
empregados
domésticos
e
funcionários
subalternos,
principalmente
as
mulheres
(TOGNETTA; VINHA, 2008).
Na escola, o bullying se revela
principalmente pela colocação de apelidos
maldosos e pela intimidação física daqueles que
são maiores e que, por isso mesmo, se julgam
poderosos e acima das normas que valem para
todos os alunos (BORTONCELLO, 2014).
As concepções acerca do que seja a
violência variam de acordo com os grupos sociais
que as constroem, as circunstâncias nas quais
são acionadas e a que situações se referem e,
repete-se, trazem em si um elemento histórico
contraditório – maior o avanço civilizatório, mais
ampliado o conceito de violência, incluindo mal-
3
estares diversos e o que se entende por direitos
humanos (ABRAMOVAY; CASTRO, 2006).
Quanto
mais
aumentam
as
desigualdades, frustrações quanto à expectativas
não realizadas e exclusões do direito do outro,
maior a probabilidade de haver livre curso para
uma cultura da violência (TEVES; RANGEL,
1999).
A escola, para além das funções
tradicionalmente consideradas inerentes à
instituição escolar, deveria ser a priori, o lugar
privilegiado para o desenvolvimento do princípio
da “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e
divulgar, de interações verbais reais, onde há
dialogo com a vida: articulação escola meio
social-cultura-vida” (ABRAMOVAY, 2006, apud
LIMA; PINTO, 2008, p. 9).
A escola é um campo vasto e
diversificado, marcado por uma série de
dificuldades ancoradas nas precárias condições
educacionais que os jovens encontram nesse
complexo
sistema.
A
escola
preenche
basicamente duas funções, quais sejam preparar
o futuro e assegurar ao aluno as alegrias
presentes durante esses longuíssimos anos de
escolaridade que a civilização conquistou para ele
(SOARES, 2005).
Faz-se necessário assumir a escola com
olhar avesso aos estereótipos, trabalhando para
superação das dificuldades, em que as
contradições inerentes convivam de forma
tolerante e incentivem o processo criativo. O
acesso à educação significa a possibilidade de
um desenvolvimento humano mais harmonioso,
de fazer recuar determinados níveis de pobreza,
de combater certas exclusões, de entender os
processos e mecanismos de incompreensão,
racismo, homofobia e opressão (SILVA, 2011).
Além disso, a escola é crucial para o
desenvolvimento da autonomia, da capacidade
crítica, da busca da emancipação, bem como na
formação da identidade. O educador precisa
tentar compreender as subjetividades, os
sentimentos e as potencialidades dos alunos,
que, antes de serem alunos, são jovens que tem
gostos e desejos que não devem ser reprimidos
pela escola (ABRAMOVAY, 2009).
O que existe é uma evidente tensão entre
a lógica do processo educacional, a escola e a
lógica dos jovens que buscam no sistema escolar
o “ser jovem”. É necessário considerar os
estudantes de maneira que possam consolidar
sua identidade pessoal, por meio de uma imagem
positiva de si mesmos, de independência,
levando em conta os seus interesses,
possibilidades
e
aptidões
(ABRAMOVAY;
PEREIRA, 2009).
É impossível hoje separar a vida dentro e
fora da escola, na medida em que os jovens
trazem para o cotidiano escolar sua maneira de
ser, linguagem e cultura, de uma forma aberta,
flexível, natural e instável, causando conflitos
entre a cultura juvenil e a cultura escolar
(MACEDO; BONFIM, 2009).
Essa tensão entre a lógica dos
professores/escola e a lógica dos alunos, reside
em que os primeiros buscam no jovem o bom
estudante, enquanto os alunos procuram não se
restringir ao papel do estudante que lhes foi
atribuído pelo sistema educacional (ESTEVES et
al., 2005).
Não há como tratar da violência dentro da
escola sem abordar a violência que vem da
sociedade, de fora dos muros escolares, que
também prejudica alunos, professores e demais
membros da equipe gestora e pedagógica, como
a ação dos grupos ligados ao tráfico de drogas,
perda de referencial dos jovens, surgimento das
“galeras”, abalando a estrutura e a dinâmica
escolar. Nesses casos, a escola torna-se vitima
de situações que fogem ao seu controle, sendo
objeto de violência (ANDRADE, 2007).
A escola está se transformando em um
local privilegiado para a reprodução massiva da
violência estrutural e seus diversos níveis:
institucional, simbólica e física. A escola vive hoje
uma situação de vulnerabilidade às violências
várias, aumentando assim sua perda de
legitimidade como lugar de transmissão de
saberes (CARDOSO, 2010).
Porém, é necessário ponderar que as
relações entre escola e violência não podem ser
concebidas exclusivamente como um processo
de “fora pra dentro”, pois a violência que permeia
o âmbito escolar, afetando-o, é também
resultante de um processo gerado no próprio
interior da dinâmica escolar (ABRAMOVAY; RUA,
2003).
Observa-se que o resultado da presença
da policia na escola pode gerar ambiguidade em
relação a quem tem o poder e o controle, criando
uma confusão sobre quem é quem na hierarquia
da escola, desqualificando a autoridade de
professores,
diretores,
vigias
e
demais
funcionários. A administração escolar se torna
mais complexa, uma vez que não fica evidente
que detém o controle sobre a escola, e esse
vácuo de poder pode criar a impressão de que os
alunos aparentemente assumiram esse controle
(GUIMARÃES, 2005).
Se os professores não interagirem com
os jovens, procurando compreender seus
anseios, deixam de ter condições de ouvir os
alunos, quando externam seus medos e
problemas
pessoais.
Agindo
assim,
os
professores traçam as fronteiras comportamentais
que não devem ser ultrapassadas pelos alunos e
deixam claro para eles que devem obedecer. Isso
gera rebeldia, que nem as forças policiais
conseguem controlar (BODY-GENDROT, 2001,
apud ABRAMOVAY; CASTRO, 2006).
A escola deve ser um local onde os
professores se sintam em segurança e os alunos
se sintam compreendidos e amparados em suas
4
dificuldades.
Alunos
e
professores
são
participantes da dinâmica escolar e são parceiros
no processo ensino e aprendizagem, sendo
necessário que haja diálogo entre eles (PANIZZI,
2004).
A escola se destaca como local de
violência simbólica, que se manifesta por meio de
diversos atos. Pressionar a partir do poder de
conferir notas, ataques verbais e expor os alunos
ao ridículo quando não compreendem algum
conteúdo são algumas violências que aparecem
de forma recorrente na fala dos estudantes, como
atos que são praticados pelos professores
(CZEREVATY, 2013).
Os professores também sofrem quando
são agredidos em seu trabalho e em sua
identidade profissional pelo desinteresse e
indiferença dos alunos, criando um ambiente de
tensão cotidiana. Muitos deles sustentam que não
gostam das aulas, da carga horária, das
condições de trabalho e da remuneração, e
muitos também são críticos dos alunos, por sua
indisciplina ou por sua falta de interesse e
dedicação aos estudos (ABRAMOVAY; RUA,
2003).
Por outro lado, os alunos afirmam que a
violência nas escolas é uma das causas do
desinteresse, de falta de concentração nos
estudos, da perda de dias letivos e da vontade de
assistir as aulas, por ficarem nervosos,
revoltados, com medo e inseguros, trazendo
prejuízo para o desenvolvimento acadêmico e
pessoal (RUOTTI, 2014).
Como os gestores nem sempre
conseguem promover o diálogo entre as duas
partes, a situação em algumas escolas tende a se
tornar cada vez mais tensa. Diante disso, muitos
professores saem das escolas mais violentas,
procuram outros locais de trabalho e mudam até
mesmo de profissão (ABRAMOVAY; 2009).
Contudo, há os que se abrem ao diálogo,
procuram compreender os problemas dos seus
alunos, se interessam verdadeiramente por suas
vidas. Como geralmente são atores isolados em
meio à violência escolar, nem sempre conseguem
mobilizar os demais professores na mesma
direção. Mas há paz em suas aulas e os seus
alunos geralmente se afastam das situações
violentas que ocorrem na escola, em respeito às
atitudes tomadas por esses professores diante
deles (FANTE, 2012).
O professor precisa ficar atento aos dois
lados da questão. Em primeiro lugar, observar os
comportamentos agressivos e tomar providências
para inibi-los, antes que façam vítimas definitivas;
depois, prestar atenção aos alunos que
apresentam
comportamentos
diferenciados,
procurando descobrir se são resultantes de
bullying, como:
[...] isolar-se durante os intervalos ou procurar
um adulto para se proteger; postura retraída
na sala de aula; faltas constantes às aulas;
sintomas de tristeza, depressão ou aflição; os
últimos a serem escolhidos pelos grupos;
desinteresse pelas tarefas escolares e perdas
frequentes de materiais didáticos; sinais
físicos de violência, (SILVA, 2010, p. 165).
Nos quadros muito graves o bullying pode
provocar esquizofrenia e levar a vítima ao suicídio
ou ao homicídio, uma vez que reage com
desesperança ou violência, respectivamente,
diante dessas situações (ROWLEY, 2013).
Diante dessas considerações, o objetivo
geral deste estudo é apresentar as possíveis
ações de enfermagem na prevenção, no
diagnóstico e na intervenção sobre as
consequências do bullying na infância e
adolescência.
Os objetivos específicos são: identificar
as causas, os sintomas e as consequências do
bullying e descrever a importância das ações de
enfermagem nas escolas, especialmente na
prevenção da violência entre crianças e
adolescentes, que precocemente tratada, evita
danos psicossociais na vida adulta.
Metodologia
A
presente
pesquisa
tem
como
metodologia a revisão bibliográfica, através do
levantamento literário de livros, artigos e
periódicos, disponíveis na Biblioteca Científica
Eletrônica Online (scielo) e outros sites
eletrônicos acadêmicos, que abordam os
transtornos adquiridos quando o indivíduo sofre
bullying na infância e adolescência, destacando a
importância do profissional de enfermagem na
prevenção e intervenção sobre os resultados
desse ato de violência.
Os livros e textos selecionados abrangem o
período de 1999 a 2014 (até o mês de abril). Os
descritores utilizados para a sua busca foram:
bullying e Enfermagem. Os critérios de exclusão
foram não terem sido publicados nesse período;
não terem relação direta com o tema e terem sido
publicados em idiomas diversos do português e
espanhol.
Segundo Cervo; Bervian (2002), a pesquisa
bibliográfica tenta justificar um problema a partir
de
referências
teóricas
publicadas
em
documentos e procura entender e refletir sobre a
cultura empírica e científica do passado.
De acordo com Lakatos; Marconi (2003), a
pesquisa bibliográfica abrange todo trabalho
científico tornado público, em relação ao tema de
estudo: livros, revistas, televisão, monografias,
teses, dentre outros, com o objetivo de
esclarecer, reforçar ou ilustrar o tema.
Conforme a análise, este trabalho se
enquadra no Método Hipotético-dedutivo, que
demonstra uma forma de solução provisória do
problema, uma teoria-tentativa, passando depois
5
a criticar a solução e, a partir dela, surgindo
novos problemas (LAKATOS; MARCONI, 2003).
A pesquisa segue as normas do Núcleo
Interdisciplinar de Pesquisa (NIP), 2014, da
Faculdade Icesp Promove.
Resultados e Discussão
Intervenções
Bullying
de
Enfermagem
acerca
do
Em termos teóricos, o processo de cuidar é
inerente à profissão de Enfermagem. A
sistematização desse cuidado, no entanto, é algo
relativamente novo, datando dos anos 1970 e
ainda não foi absorvida por todos os profissionais,
pois envolve o registro das intervenções e a
resposta dos pacientes aos cuidados que lhes
foram prestados. Esse procedimento deve fazer
parte da Enfermagem como ciência, a qual pode
ser definida como:
[...] ciência humana, de pessoas e
experiências, com campo de conhecimento,
fundamentações e práticas do cuidar dos
seres humanos, que abrange do estado de
saúde ao estado de doença, mediada por
transações pessoais, profissionais, científicas,
estéticas e políticas (LIMA, 2005, p. 71).
O processo de cuidar exige a identificação
do paciente e do fenômeno por ele apresentado,
que atraiu o interesse da Enfermagem. O cuidado
é dirigido às pessoas doentes e saudáveis, ao
paciente individual, aos grupos e comunidades,
de acordo com as possibilidades profissionais do
Enfermeiro e com os limites institucionais
(FIGUEIREDO et al., 2009).
O processo de cuidar envolve considerar o
corpo do paciente como espaço mínimo e que
ocupa um lugar no mundo. Cada indivíduo tem
uma representação sobre o próprio corpo,
formada por registros de dados objetivos e
subjetivos, marcada por significados individuais,
afetivos e cognitivos que são adquiridos durante a
vida, por meio das experiências vividas. O corpo,
portanto, é o fenômeno que interessa à
Enfermagem (FIGUEIREDO et al., 2009b).
A imagem corporal é uma construção
multidimensional, abrangendo estruturas internas
e externas, em relação ao próprio indivíduo e em
relação aos outros. O indivíduo pode ter uma
representação positiva de si mesmo, mas isso
não significa que os outros pensam da mesma
forma (MIRANDA, 2011).
Contudo, a autoimagem também pode não
ser positiva. Em função da opinião dos outros o
indivíduo pode se sentir insatisfeito com a sua
apresentação corporal, principalmente quando é
exposta de forma grosseira e violenta, como
acontece com o bullying (RECH et al., 2013).
A imagem e a percepção corporal podem
diferenciar agressor e vítima no fenômeno do
bullying. Aqueles que estão mais próximos ou
apresentam a imagem corporal considerada
socialmente aceitável geralmente são os
agressores e os que estão fora desses padrões
são colocados na situação de vítimas. Agressores
geralmente estão satisfeitos com o seu corpo,
mas se pudessem, gostariam de ser ainda
maiores, no caso dos meninos ou mais magras,
no caso das meninas (LEÃO, 2010).
Essas características seriam usadas para
intimidar ainda mais as vítimas, principalmente os
meninos franzinos e as meninas gordas. Ser
vítima traz problemas para o corpo e o bullying é
considerado um problema de saúde pública em
todo o mundo (LEVANDOSKI; CARDOSO, 2013).
Exatamente por atingir a saúde física e
mental do indivíduo é que o bullying precisa ser
abordado de forma multidisciplinar, inserindo-se
no contexto escolar o trabalho do enfermeiro. A
promoção dessa abordagem faz parte da gestão
institucional do problema, que precisa ter por
objetivo implementar a prevenção da saúde física
e emocional de alunos e professores, bem como
dos demais profissionais que interagem na escola
(MASCARENHAS, 2006).
Quando o Estado e os gestores das
escolas se preocupam com a violência escolar,
bons projetos podem ser implementados.
Apresenta-se o caso de enfermeiros de Juiz de
Fora, que desenvolvem um projeto para prevenir
o bullying por meio do “Jogo Adolescer”. Trata-se
do uso do lúdico, para sensibilizar a comunidade
escolar no combate à violência e aos males que
dela decorrem (NASCIMENTO et al., 2012).
Em Santa Catarina, alunos de um projeto
de extensão em Enfermagem usam o teatro para
sensibilizar as comunidades sobre as causas e
consequências da violência escolar. A peça “A
hora do bullying” já foi apresentada em diversas
escolas, para milhares de pessoas e, depois do
espetáculo, o público é convidado a discutir o
assunto com os acadêmicos. Dessa discussão
resulta a conscientização dos alunos e ideias
para a gestão do bullying pela instituição escolar
(ANACKER et al., 2013).
No estado do Rio de Janeiro, o bullying é
considerado um problema no âmbito da Defesa
Civil, em parceria com o Sistema Único de Saúde
(SUS) que, para a sua prevenção, desenvolvem o
Programa Saúde na Escola. O objetivo é levar os
Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs)
a serem Escolas Promotoras da Saúde. Nesse
contexto, o enfermeiro é inserido como
profissional capacitado para a educação em
saúde. O programa identifica possíveis vítimas e
agressores, trabalha com eles e suas famílias,
além de atender aos agravos que venham a
ocorrer (LIBERAL et al., 2005).
Em Recife, no estado de Pernambuco,
foram instaladas, a partir de 2001, Comissões
Internas de Prevenção de Acidentes e Violências
nas Escolas (CIPAVE). O programa segue
normas preconizadas pela Associação Brasileira
6
de Pediatria (SBP), para a prevenção dos altos
índices de morte por causas externas entre os
adolescentes. Contudo, o enfermeiro ainda não
está inserido nesse programa (MENEZES, 2011).
O enfermeiro é a pessoa mais capacitada
para observar comportamentos de risco, como o
uso de armas ou envolvimento com drogas,
problemas recorrentes nas escolas. Esses
comportamentos trazem risco de vida, para
aqueles que os praticam e também para os
outros. O enfermeiro pode atuar ainda nas
questões relativas à saúde reprodutiva, pois
existe uma forte associação entre os
adolescentes com vida sexual ativa e os
incidentes envolvendo bullying (SILVA et al.,
2012).
Para realizar essa tarefa o enfermeiro
precisa de uma escala que lhe permita
dimensionar a violência escolar. Em um município
colombiano foi realizado um estudo que resultou
no diagnóstico de enfermagem “Risco de
violência dirigida ao outro”, contendo 49 itens
objetivos, a serem respondidos pelos alunos. De
acordo com o resultado, são planejadas
intervenções simultâneas no currículo e sua
implementação, na organização escolar e nas
relações sociais na escola. O enfermeiro é um
dos profissionais que deve intervir nessas áreas,
para prevenir a prática do bullying e evitar suas
consequências (GOMEZ et al., 2012).
A adolescência é um período de bruscas
transições na vida do indivíduo. O enfermeiro
pode ajudar o adolescente a passar por esse
momento complexo, identificando sinais de risco
que indiquem as dificuldades vivenciadas, alertar
a família e a escola e promover a melhoria de sua
saúde física e mental. Em locais onde essas
ações foram desenvolvidas, como na Dinamarca,
95% dos alunos que sofriam bullying melhoraram
a situação de saúde, a partir da intervenção do
enfermeiro, ainda que algumas marcas possam
ficar para sempre (ANACLETO et al., 2009;
MENDES, 2011).
Considerações Finais
A necessidade de que o bullying seja
abordado de forma multidisciplinar nas escolas
está comprovada. No entanto, nota-se, de acordo
com os autores pesquisados, um despreparo dos
educadores, tanto professores, quanto gestores,
a respeito do tema. Diante desse despreparo, são
muitas as escolas que se comportam como se a
violência fosse apenas um problema disciplinar e
não um problema de saúde, como afirma a OMS.
O espaço escolar é perfeitamente
apropriado para a promoção da saúde e a
atuação do enfermeiro. Mas o tema é muito novo
na área da saúde e esse profissional também
ainda não tem conhecimentos científicos e
práticos suficientes para atuar de forma
adequada. É preciso que os congressos e
revistas de Enfermagem tratem do assunto, bem
como se deve inserir a sua discussão nas
Universidades, para que os acadêmicos possam
se preparar para mais esse campo de atuação.
A união entre educadores e profissionais
da área de saúde, como médicos e enfermeiros,
pode reverter as situações de violência escolar,
promovendo nas comunidades a saúde física e
mental. Essa prevenção não só se refletirá em
melhorias na qualidade de vida, mas também no
aspecto financeiro, visto que o Estado pode
economizar milhares de internações de jovens
que sofrem violência no ambiente escolar,
levando o bullying para fora da escola, com
graves consequências.
A primeira providência a ser tomada pela
escola é não ignorar que o bullying existe. Em
segundo lugar, deve capacitar seus profissionais
para
identificar,
diagnosticar,
intervir
e
encaminhar as ocorrências de forma adequada.
Em terceiro lugar, precisa discutir o tema com
toda a comunidade escolar e a sociedade, para
resolver o problema, buscando ajuda externa,
representada principalmente pelos profissionais
de saúde, como o enfermeiro.
Finalmente, observou-se na literatura
pesquisada uma lacuna no que se refere a
estudos sobre a Enfermagem e o bullying na
escola e nas comunidades. Esses estudos
precisam se expandir além da área pedagógica,
abordando a saúde das comunidades em termos
mais amplos.
7
Referências
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CONSED/UNDIME, 2003.
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bullying: ações de enfermagem na infância e adolescência