Antonyelle Tamyris Batista, BATISTA, A.T1(LC)*; Teresinha Silvana da Silva
Silva.T.S1(LC); Roberto Araújo Sá, SÁ, R. A.2 (PQ).
E-mail: [email protected]gmail.com*
1,2
Universidade Federal de Pernambuco-UFPE. Centro Acadêmico do Agreste-CAA.
Licenciatura – Química, Caruaru, PE/Brasil.
V Encontro Nacional das Licenciaturas e IV Seminário Nacional do PIBID. Natal/RN
– 8 á 12 de Dezembro de 2014.
Resumo: Muitos estudos são realizados para sanar as dificuldades dos alunos em aprender química.
Atualmente muitos professores relatam que não conseguem utilizar métodos que trabalhem
simultaneamente as mais variadas formas que contribuam na compreensão e desperte a curiosidade dos
alunos. Este trabalho desvenda o encanto da arte através do jogo-teatral como instrumento áudio e
visual no ensino de química. Trazendo reflexões relevantes desta linguagem artística. Que foi
desenvolvido durante o curso de Metodologia do Ensino de Química 1. Com o objetivo de trabalhar o
conceito de Reações Químicas de maneira que estimulasse o potencial interpretativo dos alunos. Após
a apresentação teatral, a pesquisa mostrou que essa ação foi considera como uma excelente ferramenta
metodológica onde é possível constatar as reações químicas presentes no cotidiano de forma dinâmica.
Palavras-Chave: Teatro, Criatividade, Ensino
Introdução
O teatro tem todas as potencialidades necessárias para ser visto como um aliado durante a
construção da aprendizagem, sendo feita de uma forma simples, lúdica e agradável. Ele possibilita o
desenvolvimento pessoal, permite ampliar o espírito crítico e o exercício da cidadania
(MONTENEGRO et al., 2005). Embora pouco explorado, os jogos teatrais ou teatro em si, trabalha o
potencial interpretativo. Com estes jogos, as pessoas aprendem a partir da experiência, envolvendo-se
em todos os níveis: intelectual, físico e intuitivo (BOAL, 2005). Segundo Oliveira (2010) o teatro
apresenta-se como um instrumento que possibilita um processo diferenciado na aprendizagem, a partir
do momento que desenvolve no aluno em formação, criatividade, autoestima e consciência corporal,
dando-lhe elementos para construir seus conhecimentos, partindo da experimentação e reflexão da
prática em que realizou. A utilização de novas técnicas e metodologias, visando aproximar á química e
o estudante, tem semeado uma série de propostas didáticas, nas quais, vem sendo utilizadas com a
intenção de atrair a atenção dos alunos ao conteúdo ministrado nas salas de aulas (FERREIRA, et al.,
2011). A avaliação das improvisações é feita pela plateia e pelo professor, neste caso ambos assumem
um papel ativo e devem observar atentamente a cena em função do Foco (KOUDELA, 2004). É
importante que esta avaliação seja objetiva e em função do Ponto de Concentração, sendo assim, não
se trata de dizer se a cena foi boa ou ruim e sim se a ideia foi ou não transmitida. A avaliação deve
girar em torno da solução de um problema de atuação e não do desempenho de uma cena.
(KOUDELA, 2004). (Spolin 1998) mostra a solução de um problema proposto pelo professor através
de improvisações teatrais (cenas idealizadas e apresentadas em poucos minutos). Nessa linha de
pensamento foi desenvolvida a peça teatral nomeada por “Rádio - Quim”. Apresentada para discentes
na área da química e público livre na cidade de (Caruaru/PE.BRASIL), durante o curso de
Metodologia do Ensino de Química 1. Este Trabalho teve como objetivo mostrar para os formandos de
Lic. Química um método diversificado para ajudar nas aulas de reações químicas ministradas no
ensino médio e que não se limita apenas nesse conceito. Ajudando os alunos na construção do domínio
na modalidade conteúdo de maneira dinâmica. Trabalhando a criatividade dos alunos de forma
espontânea, melhorando a relação aluno-aluno através dos ensaios em grupo e construção da peça
teatral, além de iniciar o desenvolvimento da habilidade oratória, bem como apresentações de outras
ocasiões que o aluno ira se deparar ao longo do tempo. A utilização teatral foi escolhida para
incentivar mais os alunos em aprender química, a qual se encontra um pouco entediada no ambiente
escolar.
Descrição do Método
Baseado na metodologia de (Spolin 1998) o roteiro foi formatado. O teatro continha três cenários. O
primeiro era um estúdio de rádio que tinha diariamente nas suas programações um espaço para uma
rádio inclusa sendo ela educacional criada por alunos e nomeada por “Rádio - Quim” como é mostrado
o slogan na figura 1. Que tinha duração entre 15 a 25 minutos. Esse programa informava através das
ondas sonoras um modo divertido de identificar a química no dia-dia. Tinha o espaço musical onde o
ouvinte ligava para rádio, solicitava uma música que continha na letra da mesma, algo sobre a área da
química. Também faziam perguntas para tirar dúvidas e comentavam sobre suas curiosidades e
assuntos da atualidade. Sendo que o próximo ouvinte que ligasse poderia pedir também uma música e
responder a pergunta do ouvinte anterior. Proporcionando assim uma interação entre os participantes e
a radialista que nesse caso pode ser um aluno ou professor. Debatendo o conceito do dia que neste caso
foi selecionado sobre reações químicas. O segundo cenário mostrava uma dona de casa fazendo faxina,
ouvindo sua rádio que ligava e perguntava o porquê que o colar que ela acreditava ser do metal ouro
mudou a coloração. O terceiro cenário apresentava uma jovem que foi utilizar a chapinha no cabelo e
ligou para rádio, para saber o porquê que o cabelo dela começou a cair, tirando suas dúvidas em
relação à temperatura aos alisamentos e hidratações. A radialista por sua vez dava a oportunidade para
os ouvintes ligarem e responderem se soubessem ou então a radialista explicava como o conteúdo de
reações-químicas se aplicava no cotidiano de cada caso. No final do programa todos os participantes
poderiam ganhar através de um sorteio, DVD’s com vários experimentos químicos, kit escolar, livros e
vários prêmios. Com isso, os alunos aprendiam sobre o conceito através das músicas que eram tocadas
e eram ao mesmo tempo instigados a responderem as perguntas. A figura 2 mostra um conjunto de
cenas de cada senário.
Figura 1- Slogan do programa Rádio - Quim
Figura 2- Apresentação teatral: Palco da Química
Resultados e discussão
Após a apresentação teatral foi feito uma pesquisa com quatro perguntas para cinquenta e seis
entrevistados, tendo como finalidade descobrir se as cenas contribuíam para uma melhor compreensão
como mostra na tabela 1.0 e gráfico 1.0 a seguir:
Tabela 1: Dados coletados
Questões
Respostas
Questão 1: A utilização do jogo teatral, assim 99% dos entrevistados disseram que sim.
como a música e entre outros, são importantes
ferramentas didáticas no ensino-aprendizagem de
química?
Questão 2: Você já fez uso de algum material 32% dos entrevistados afirmaram já ter utilizado
didático, desenvolvido em sala no componente outros métodos.
curricular Metodologia do Ensino ou em outro
componente?
Questão 3: As cenas apresentadas que 100% dos entrevistados responderam que essa
envolviam o cotidiano dos alunos ajudaram na metodologia ajuda de maneira muito dinâmica na
compreensão do conceito?
compreensão.
Questão 4: Você já utilizou alguma metodologia 47% afirmaram já ter usado outras didáticas para
diversificada neste conteúdo?
ajudar os alunos na construção do conhecimento.
Gráfico 1.0
Questão 1
99%
Questão 2
Questão 4
Questão 3
100%
100%
100%
1%
32%
47%
Os números consideraram a ação como uma excelente ferramenta metodológica. Alguns
comentaram que não imaginavam ser possível utilizar o teatro neste conceito e tendo uma divertida
compreensão. Para Montenegro (apud Batista, 2005), usar o teatro nas escolas possibilita, desenvolve
e amplia a criticidade.
Considerações finais
Este trabalho apresentado para os discentes da Licenciatura em Química e público livre teve como
objetivo mostrar uma maneira de relacionar o conteúdo com o cotidiano. Utilizando esse trabalho nas
salas de aula, espera-se que o estudante, mediante a participação e desempenho teatral, melhore o seu
nível de compreensão sobre os temas propostos pelo professor. Pois o uso das improvisações teatrais
em poucos minutos como recurso metodológico é uma maneira muito prazerosa de se aprender e traz
resultados satisfatórios, pois o aluno se sente mais motivado em querer entender o porquê de vários
fenômenos que eles mesmos vivenciam no seu dia-a-dia. Os resultados da pesquisa mostraram a
importância desse lúdico, onde o aluno vê a Ciência/Química dentro de um contexto, que possibilita
estimular o potencial criativo de forma ilimitada.
Agradecimentos
A CAPES e ao PIBID Química UFPE/CAA.
Referências
SPOLIN, v. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva,1998.
BOAL, A. Jogos para atores e não atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,2005.
Batista, D. N; Ribeiro, E.M. L.; Pereira, A.; Souto, A; Rodrigues, R. O Teatro Científico no Brasil e o
Ensino de Física. Ciência à mão.
2005.Disponívelem:<http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xviii/sys/resumos/T05771.pdf>Acesso em 08/08/2014.
KOUDELA,I. Jogos teatrais. 5. ed. Sao Paulo: Perspectiva, 2004.
MONTINEGRO, B. et. al. O papel do teatro na divulgação científica: a experiência da seara da
ciência. Química Nova, v. 57, n. 4, p. 31 – 32, mai. 2005.
FERREIRA. W. M.; Silva. A. C. T.; As fotonovelas no ensino de química. Revista Química Nova na
Escola, vol. 33, n° 1, 2011.
OLIVEIRA, J.R. A escola e o ensino de ciências. 1 ed. São Leopoldo: Unisinos, 2000. 139 p.
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