OS 8 PRINCÍPIOS
DA CALÇADA
para desenvolver cidades mais ativas
introdução
Andar a pé é o meio de transporte mais antigo e o mais recorrente em
todo o mundo. A qualidade das calçadas, vias por onde as pessoas
caminham, pode ser potencializada, de modo a atrair mais pedestres,
tornando-se um espaço agradável, onde as pessoas querem estar.
A EMBARQ Brasil apresenta uma relação de referências nacionais e
internacionais para guiar o planejamento, construção e manutenção de
calçadas a partir de oito princípios qualificadores que direcionam
para o desenvolvimento de cidades mais ativas e saudáveis.
Nenhum dos oito princípios é capaz de caracterizar sozinho uma
calçada adequada. Complementares e interligados, cada um é essencial
para a eficiência do conjunto.
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introdução
Os oito princípios da calçada
1. Dimensionamento adequado
2. Superfície qualificada
3. Drenagem eficiente
4. Acessibilidade universal
5. Conexões seguras
6. Espaço atraente
7. Segurança permanente
8. Sinalização coerente
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1.Dimensionamento adequado
1. Dimensionamento adequado
A calçada é composta por uma faixa livre, onde transitam os pedestres,
uma faixa de serviço, onde está alocado o mobiliário urbano, e uma faixa
de transição, onde se dá o acesso às edificações. Ter conhecimento
desses componentes facilita o dimensionamento adequado das calçadas.
Onde encontrar informações sobre:
Composição e largura da calçada:
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050: Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004, p.
53-55.
Ministério dos Transportes. Manual de Projeto Geométrico de Travessias Urbanas.
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Publicação IPR – 740,
2010, p. 100-101.
Transport for London. Pedestrian Comfort Guidance for London. Guidance
Document, first edition, 2010, p. 25.
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Faixa de
serviço
Faixa
livre
Faixa de
transição
2. Superfície qualificada
2. Superfície qualificada
Regular, firme, estável e antiderrapante. Essas são as características básicas
do pavimento da calçada. Para assegurá-las, é necessário estar atento ao
processo construtivo e à qualidade da mão-de-obra, não apenas ao projeto.
Onde encontrar informações sobre:
Condições gerais do piso da calçada:
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050: Acessibilidade a
Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos. Rio de Janeiro, 2004,
p. 39-40.
Execução por tipo de material:
– Concreto moldado in loco:
Department of Transportation. Street Design Manual. The City of New York.
Second edition, 2013, p. 101-109.
ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. Manual de concreto
estampado e concreto convencional moldado in loco: Passeio Público. 2010, São
Paulo.
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2. Superfície qualificada
Execução por tipo de material (cont.):
– Concreto moldado in loco (cont.):
Department of Transportation. Standard details of construction. Infrastructure
design standards. The City of New York. 2010, p. 33.
Environmental Protection Agency. Reducing urban heat islands: compendium of
strategies. Cool Pavements. Climate Protection Partnership Division, USA, 2005,
p. 16.
– Concreto permeável:
Department of Transportation. Street Design Manual. The City of New York.
Second edition, 2013, p. 116.
– Blocos intertravados:
ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. Manual pavimento
intertravado: Passeio Público. São Paulo, 2010.
Department of Transportation. Street Design Manual. The City of New York.
Second edition, 2013, p. 115.
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2. Superfície qualificada
Execução por tipo de material (cont.):
– Ladrilho hidráulico:
ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. Manual de ladrilho hidráulico:
Passeio Público. São Paulo, 2010.
– Placas de concreto:
ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. Manual de placas de
concreto: Passeio Público. São Paulo, 2010.
– Asfalto:
Department of Transportation. Street Design Manual. The City of New York.
Second edition, 2013, p. 110.
Department of Transportation. Standard Highway Specifications. The City of New
York. v. 2, 2009, p. 341-342.
Environmental Protection Agency. Reducing urban heat islands: compendium of
strategies. Cool Pavements. Climate Protection Partnership Division, USA, 2005,
p. 15.
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foto
• Fotinhos com alguns tipos de pavimento
Blocos intertravados
Concreto moldado in loco
Ladrilho hidráulico
Asfalto
3. Drenagem eficiente
3. Drenagem eficiente
Um local alagado é impróprio para caminhada. Calçadas que acumulam
água tornam-se inúteis para os pedestres, que acabam desviando sua
rota pelo leito dos carros, arriscando a sua segurança.
Onde encontrar informações sobre:
Inclinação transversal:
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050: Acessibilidade a
Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos. Rio de Janeiro. 2004,
p. 53.
Ministério dos Transportes. Manual de Projeto Geométrico de Travessias
Urbanas. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Publicação
IPR – 740, 2010, p. 103.
Jardins de chuva:
ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. Projeto técnico: jardins de
chuva. São Paulo.
Department of Transportation. Street Design Manual. The City of New York.
Second edition, 2013, p. 226-234.
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Escoamento para o
jardim de chuva
4. Acessibilidade universal
4. Acessibilidade universal
A calçada, como espaço público, deve ser acessível a pessoas com diversas características
antropométricas e sensoriais: desde pessoas com restrição de mobilidade, como usuários de
cadeira de rodas e idosos, até pessoas com necessidades especiais passageiras, como um
usuário ocasional de muletas ou uma mulher grávida. Listar essas características é uma boa
forma de refletir sobre como atender às necessidades de todos os usuários das calçadas.
Onde encontrar informações sobre:
Características gerais de um ambiente acessível para todos:
World Health Organization. Considerando os idosos nas medidas para segurança
de pedestres. In. Segurança de Pedestres: Manual de Segurança Viária para
Gestores e Profissionais da Área. 2013, p. 73.
Rebaixamento da calçada:
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050: Acessibilidade a
Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos. Rio de Janeiro, 2004,
p. 56-59.
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4. Acessibilidade universal
Piso tátil:
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050: Acessibilidade a
Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos. Rio de Janeiro, 2004,
p. 30-37.
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Projeto Calçadas Verdes e Acessíveis.
Vencedor do Prêmio Mobilidade
Minuto da IVM Cidade em Movimento.
Rua Tavares
Vila Pompéia, São Paulo
Antes...
... depois!
5. Conexões seguras
5. Conexões seguras
O caminho percorrido pelos pedestres envolve pontos de transição
com elementos urbanísticos, como vias dedicadas aos veículos e
pontos de parada do transporte coletivo. É importante que as
conexões entre esses elementos sejam acessíveis e seguras.
Onde encontrar informações sobre:
Conexões entre calçadas:
– Extensão de meio-fio:
Department of Transportation. Street Design Manual. The City of New York.
Second edition, 2013, p. 74-75.
ITE – Institute of Transportation Engineers. Designing Walkable Urban
Thoroughfares: A Context Sensitive Approach. Washington D.C., 2010, p. 195197.
– Faixa para travessia de pedestres:
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050: Acessibilidade a
Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos. Rio de Janeiro, 2004,
p. 55.
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5. Conexões seguras
Conexões entre calçadas (cont.):
– Faixa para travessia de pedestres (cont.):
CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito. Manual Brasileiro de Sinalização de
Trânsito. Sinalização Horizontal, v 4, 2007, p. 35-37.
Ministério dos Transportes. Manual de Projeto Geométrico de Travessias
Urbanas. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Publicação
IPR – 740, 2010, p. 105-107.
World Health Organization. Segurança de Pedestres: Manual de Segurança Viária
para Gestores e Profissionais da Área. 2013, p. 37-39.
– Faixa elevada para travessia de pedestres:
Brasil. Resolução n° 495, de 5 de junho de 2014. Conselho Nacional de Trânsito.
Brasília/DF, Brasil, 2014.
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050: Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004,
p. 55-56.
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5. Conexões seguras
Conexões calçada e transporte coletivo:
– Pontos de parada de ônibus:
Duduta, N.; Adriazola, C.; Wass, C.; Hidalgo, D.; Lindau, L. A. Segurança Viária
em Corredores de Ônibus. Relatório de Pesquisa, 2012.
Ministério dos Transportes. Manual de Projeto Geométrico de Travessias
Urbanas. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Publicação
IPR – 740, 2010, p. 102-103.
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A extensão do meio-fio diminui a
exposição dos pedestres ao
tráfego de veículos
foto
• Extensão de meio-feio
Extensão do meio-fio
6. Espaço atraente
6. Espaço atraente
Ao caminhar nas ruas, os pedestres entram em contato com o ambiente urbano. As
calçadas podem desempenhar um papel importante para tornar essa experiência
mais agradável. Cativar as pessoas para que se locomovam a pé é uma forma de
incentivar o exercício físico e diminuir os congestionamentos nas cidades.
Onde encontrar informações sobre:
Vegetação:
ITE – Institute of Transportation Engineers. Designing Walkable Urban
Thoroughfares: A Context Sensitive Approach. Washington D.C., 2010, p. 126128.
Department of Transportation. Street design manual. The City of New York.
Second edition, 2013, p. 188-225.
NYC Parks. Tree planting standards. City of New York. Parks & Recreation,
February 2014.
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6. Espaço atraente
Mobiliário:
Transport for London. Pedestrian Comfort Guidance for London. Guidance
Document, first edition, 2010, p. 26-32.
Department of Transportation. Street design manual. The City of New York.
Second edition, 2013, p. 170-183.
Ilhas de calor:
Environmental Protection Agency. Reducing urban heat islands: compendium of
strategies. Cool Pavements. Climate Protection Partnership Division, USA, 2005.
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Calçadas sombreadas e pavimentadas
com materiais claros, que refletem a
luz solar, evitam as ilhas de calor.
foto
• Ilha de calor e calçada fresca
Pavimento aquecido
7. Segurança permanente
7. Segurança permanente
Durante o dia ou a noite, em dias úteis ou em fins de semana, as calçadas estão
sempre abertas para as pessoas. Porém, são menos utilizadas em determinados
períodos, que se tornam inseguros por falta de vigília – não da polícia, mas dos
próprios pedestres. Adotar estratégias para influenciar positivamente na
segurança dos pedestres pode tornar as calçadas mais vivas.
Onde encontrar informações sobre:
Iluminação:
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 5101: Iluminação
pública – procedimento. Rio de Janeiro, 2012.
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 15129: Luminárias para
iluminação pública – requisitos particulares. Rio de Janeiro, 2012.
Department of Transportation. Street design manual. The City of New York.
Second edition, 2013, p. 134-160.
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7. Segurança permanente
Fachadas variadas, contínuas e transparentes:
EMBARQ Brasil. DOTS Cidades. Manual de desenvolvimento orientado ao
transporte sustentável. 2014, p. 72-81.
City of New York. Active Design Guideline. Promoting Physical Activity and Health
Design. 2010, p. 88.
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foto
• Fachadas variadas
Fachadas variadas, contínuas e transparentes integram
espaço público e privado, aumentando a sensação de
segurança dos pedestres durante o dia.
A iluminação na escala dos
pedestres é a chave para ambientes
seguros também à noite.
8. Sinalização coerente
8. Sinalização coerente
Assim como os motoristas de veículos automotores, os pedestres
também necessitam de informações claras para saber como se
comportar e se localizar no ambiente urbano.
Onde encontrar informações sobre:
Sinalização informativa:
Englewood Complete Streets. Complete streets toolbox. City of Englewood,
Colorado, 2011, p. 19.
Department of Transportation. Street design manual. The City of New York.
Second edition, 2013, p. 182.
Transport for London. Yellow Book. A Prototype wayfinding system for London.
Legible London, 2007.
Sinalização semafórica de pedestres:
CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito. Manual Brasileiro de Sinalização de
Trânsito. Sinalização Semafórica, v 5, 2014, p. 218-219.
31
8. Sinalização coerente
Sinalização acessível:
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050: Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004,
p. 16-39. Acesso em: 27 jan. 2015.
TRL Limited. Enhancing the mobility of disabled people: guidelines for
practitioners. Overseas Road Note 21. Department for International Development,
Crowthorne, Berkshire, United Kingdom, 2004, p. 159-165.
32
Sinalização
informativa para
pedestres
glossário
de infraestrutura básica das calçadas
Acessibilidade: condição do indivíduo de atingir um destino desejado dentro de
suas capacidades individuais, com autonomia e condições seguras.
Calçada: parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, reservada ao
trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário, sinalização,
vegetação e outros fins.
Faixa livre (ou passeio): parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último
caso separada por pintura ou elemento físico, livre de interferências, destinada à
circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.
Faixa de serviço (ou de mobiliário): parte da calçada onde é alocado o
mobiliário urbano.
Faixa de transição (ou acesso): parte da calçada destinada a locais onde
ocorrem conflitos entre o fluxo de pedestres como, por exemplo, vitrines e
entradas e saídas de edificações. Além disso, também pode ser utilizada por parte
dos comércios, para colocação de mesas, cadeiras, cavaletes com propaganda e
sinalização do estabelecimento.
34
glossário
de infraestrutura básica das calçadas
Mobiliário urbano: objetos, elementos e pequenas construções integrantes da
paisagem urbana, de natureza utilitária ou não, implantados mediante autorização
do poder público em espaços públicos e privados.
Rebaixamento da calçada: rampa construída ou implantada na calçada ou
passeio destinada a promover a concordância de nível entre estes e as faixas de
tráfego.
Uso misto: variedade e combinação de usos e atividades de uma zona urbana,
bairro, edificação ou complexo arquitetônico, como serviços, comércio, atividades
culturais, educacionais, de saúde, de lazer. É importante para as áreas urbanas
porque ativa o espaço público, fomenta a economia e a vida local e permite a
seus habitantes e visitantes uma grande variedade de ações em um perímetro
pequeno.
35
exemplos de cartilhas
orientando a população a construir as calçadas
Vídeo: The Life Cycle of a NYC Sidewalk.
Vídeo: Sidewalk Maintenance and Repair - NYC.
Prefeitura da Cidade de São Paulo. Conheça as regras para arrumar a sua
calçada. Passeio Livre, São Paulo, 2012.
Carletto, A. C. e Cambiaghi, S. Cartilha da Calçada Cidadã. Realização Mara
Gabrilli, São Paulo, 2010.
Prefeitura de Goiânia. Manual da Calçada Sustentável. Projeto Calçada
Sustentável, Goiânia, 2012.
Prefeitura Municipal de Serra. Calçada Legal. Serra, Março, 2010.
Prefeitura de Porto Alegre. Minha calçada: eu curto, eu cuido. Porto Alegre,
2011.
35
outras referências
relacionadas às calçadas
Guia para planejar rotas de pedestres
– Nova Zelândia:
NZ Transport Agency. Pedestrian Planning and Design Guide. New Zealand, 2009.
– Washington DC:
Transportation Research Board. Guidebook on Pedestrian and Bicycle Volume Data
Collection. National Cooperative Highway Research Program, Report 797,
Washington DC, 2014.
Tipos de acidentes com pedestres:
U.S. Department of Transportation. Pedestrian Facilities Users Guide – Providing
Safety and Mobility. Federal Highway Administration, March 2002, p. 17-40.
37
outras referências
relacionadas às calçadas
Ruas completas:
Lewis, J. e Schwindeller, M. Adaptive Streets. Strategies for transforming the urban
right-of-way. 2014.
Tennessee Department of Transportation. Complete Streets Design Guidelines.
July 2009.
Recomendações para concorrência pública, tomada de preços ou
carta convite:
ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland. Sistemas Integrados de
Calçadas. São Paulo, 2010, p. 8-9.
38
expediente
COORDENAÇÃO
Paula Manoela dos Santos da Rocha, Coordenadora de Projetos de Transporte e
Acessibilidade
REVISÃO
Brenda Medeiros, Gerente de Projetos de Transporte
Henrique Evers, Especialista em Desenvolvimento Urbano
Lara Schmitt Caccia, Especialista em Desenvolvimento Urbano
Maria Fernanda Cavalcanti, Coordenadora de Comunicação
DESENHO
Ariadne Barbosa Samios, Arquiteta e Urbanista
DIAGRAMAÇÃO
Mariana Gil, Especialista em Comunicação Visual
CRÉDITO FOTOS
Capa, p. 10b, 29a: Mariana Gil/ EMBARQ Brasil; p. 5: Luísa Schardong/ EMBARQ Brasil;
p. 10a: Luísa Zottis/ EMBARQ Brasil; p. 10c: Valdecir Galor/ SMCS de Curitiba; p. 10d:
Anselmo Cunha/ PMPA; p. 13: Glen Dake; p. 16: Gilmar Altamirano; p. 21: Marta
Obelheiro/ EMBARQ Brasil; p. 29b: Fábio Barros; p. 25: FAU/ USP; p. 33: Charlotte
Gilhooly.
2015
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