A Crise do Ocidente
Facetas da crise
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Crise financeira
Monocultura, desmatamento, erosão, poluições
Urbanização
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Obesidade e fome
Perda de biodiversidade
Extinção de variedades agrícolas
“Peak oil”
Energias limpas?
Consumo de energia
Religião
Sexualidade
Medo
Consumismo
Ideologia
Educação
Crise financeira
Crescimento do PIB em 2009
http://en.wikipedia.org/wiki/Late-2000s_financial_crisis
Crise financeira
“$596 trilhões! Como pode o mercado de derivativos valer mais que o total de
ativos financeiros do mundo?”
http://www.slate.com/id/2202263/
“Em um momento de assustadora turbulência em Wall Street, talvez não seja
surpresa que poucos param para pensar como um mercado para obscuros
produtos financeiros, ou qualquer produto, poderia ter quadruplicado em
tamanho desde 2002, e agora mede mais de 12 vezes o tamanho da economia
mundial. Como poderia qualquer “mercado” acumular vendas maiores que a
renda de todas as nações combinadas? (…) Números oficiais ainda não foram
lançados, mas pesquisas revelam que o mercado agora cresceu a pelo menos
$668 trilhões.”
http://www.thedailybeast.com/newsweek/2008/10/17/600-000-000-000-000.html
Estados Unidos:
crescimento do PIB e dos gastos
federais
http://en.wikipedia.org/wiki/File:US_Federal_
Outlay_and_GDP_linear_graph.png
balança comercial (em débito)
http://en.wikipedia.org/wiki/File:US_Trade_B
alance_1980_2010.svg
Dívida dos Estados Unidos:
Dívida em trilhões de dólares
(2010)
Dívida como fração do PIB
http://en.wikipedia.org/wiki/File:USDebt.png
Dívida dos Estados Unidos como porcentagem do PIB
http://en.wikipedia.org/wiki/File:US_Federal_Debt.png
Detenções estrangeiras da dívida de longo prazo do tesouro dos E.U.A.
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Composition_of_U.S._Long-Term_Treasury_Debt_2005-2010.PNG
Crise financeira
“Dêm-me o controle da produção de dinheiro de uma nação, e eu não me
importarei com quem faz suas leis.” - frase popularmente atribuída a Mayer
Amschel Rothschild. A lei que criou o FED, banco central dos E.U.A., foi
aprovada em 1913. Rothschild morreu em 1812.
Porém Paul M. Warburg, um representante da dinastia bancária Rothschild na
Inglaterra e França, teve uma participação fundamental na criação do FED.
http://en.wikipedia.org/wiki/America:_Freedom_to_Fascism
Crise financeira
“Uma grande nação industrial é controlada por seu sistema de crédito. Nosso
sistema de crédito é privadamente concentrado. O crescimento da nação,
portanto, e todas as nossas atividades estão nas mãos de uns poucos homens
que, ainda que suas ações sejam honestas e voltadas para o interesse
público, estão necessariamente concentrados nas grandes empresas onde seu
dinheiro está aplicado e que necessariamente, pela razão mesma de suas
próprias limitações, esfriam e controlam e destróem a verdadeira liberdade
econômica.”
“Nós restringimos crédito, restringimos oportunidades, controlamos o
desenvolvimento e nos tornamos um dos mais mal guiados, um dos mais
completamente controlados e dominados, governos no mundo civilizado – não
mais um governo pela livre opinião, não mais um governo por convicção e o
voto da maioria, mas um governo pela opinião e coação de pequenos grupos
de homens dominantes.”
Woodrow Wilson, 1913 - http://www.gutenberg.org/files/14811/14811-h/14811-h.htm
Crise financeira
“Os aumentos espetaculares nos preços de energia e alimentos são efeitos do
tumulto financeiro e um mau presságio sobre o que vem à frente.
Reveladoramente, fundos de cobertura (hedge funds) estiveram envolvidos
com o aumento de preços de itens básicos. Os mais afetados serão os
cidadãos dos países mais pobres. Corremos riscos sem precedentes de
destituição, proliferação de estados falidos, migração e mais conflitos
armados.”
“Os mercados financeiros não podem nos governar!”
http://www.i-p-o.org/ipo-nr-10June08-financial_crisis.htm
Crise financeira
“Se observarmos o sistema capitalista em seu conjunto, vemos que a
tendência evolutiva predominante é no sentido de excluir nove pessoas em
dez dos principais benefícios do desenvolvimento; e se observarmos em
particular o conjunto dos países periféricos constatamos que aí a tendência é
no sentido de excluir dezenove pessoas em vinte.”
“Sabemos agora de forma irrefutável que as economias da periferia nunca
serão desenvolvidas, no sentido de similares às economias que formam o
atual centro do sistema capitalista.”
“Cabe, portanto, afirmar que a idéia de desenvolvimento econômico é um
simples mito. Graças a ela tem sido possível desviar as atenções da tarefa
básica de identificação das necessidades fundamentais da coletividade e das
possibilidades que abre ao homem o avanço da ciência, para concentrá-las em
objetivos abstratos como são investimentos, as exportações e o crescimento.”
Celso Furtado, O Mito do Desenvolvimento Econômico
http://eumatil.vilabol.uol.com.br/mito.htm
Crise financeira
“Crescente desigualdade de renda tem andado em conjunto com um setor
financeiro em expansão contínua. É verdade que o progresso tecnológico tem
contribuído significativamente para elevar diferenças de renda ao favorecer
trabalho altamente especializado [educação como forma de controlar
máquinas-escravos]. Contudo, políticas públicas incorretas também tiveram
importante papel neste cenário. Ativos financeiros agora representam 15 vezes
o Produto Interno Bruto (PIB) total de todos os países.”
http://www.i-p-o.org/ipo-nr-10June08-financial_crisis.htm
Crise financeira
Mais do mesmo:
Vários livros e textos de Noam Chomsky (Estados Fracassados: o abuso do
poder e o ataque à democracia; O Lucro ou as Pessoas: neoliberalismo e a
ordem mundial; http://www.chomsky.info/books.htm)
Vários livros e textos de Celso Furtado (O Mito do Desenvolvimento
Econômico; O Capitalismo Global; Raízes do Subdesenvolvimento)
A. N. Agarwala e S. P. Singh (orgs.). A Economia do Subdesenvolvimento.
Loretta Napoleoni. Economia Bandida.
http://zeitgeistmovie.com/
Progresso
• Monocultura, desmatamento, erosão
• Urbanização
Monocultura, desmatamento, erosão
“Aproximadamente 40% da terra agrícola mundial está seriamente degradada.”
http://www.guardian.co.uk/environment/2007/aug/31/climatechange.food
“Na África, se as tendências atuais de degradação do solo continuarem, o
continente talvez consiga alimentar apenas 25% da sua população em 2025,
de acordo com o UNU, Instituto de Recursos Naturais na África, com sede em
Ghana.”
http://news.mongabay.com/2006/1214-unu.html
“A empresa sul-coreana Daewoo Logistics garantiu uma grande área de terras
cultiváveis em Madagascar, para produzir milho e culturas para a produção de
biodiesel.”
http://en.wikipedia.org/wiki/Food_security
Monocultura, desmatamento, erosão
“Os adubos artificiais estão sendo largamente utilizados. A característica da
agricultura do Ocidente é o uso de fertilizantes artificiais. As indústrias
ocupadas na fixação de nitrogênio atmosférico para a produção de explosivos,
durante a I Guerra Mundial, tiveram de encontrar outros mercados; o uso de
fertilizantes de nitrogênio na agricultura aumentou e, até hoje a maioria dos
agricultores ocidentais baseia seus programas de adubação nas formas mais
baratas de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) disponíveis no mercado.
Aquilo que poderíamos chamar de mentalidade NPK domina as propriedades
rurais como também as estações experimentais de pesquisa agropecuária.
Interesses industriais criados em tempos de emergência nacional
estabeleceram-se firmemente e não mais puderam ser desalojados.”
Sir Albert Howard. 1949/1976. Um Testamento Agrícola.
Peter M. Rosset, 1999. The Multiple Functions and Benefits of Small Farm Agriculture
http://www.foodfirst.org/files/pb4.pdf
Produtividade por categoria de tamanho de
estabelecimentos rurais em diferentes
países.
Goulart, F. F. et al. 2009. Análise agroecológica de dois
paradigmas modernos. Revista Brasileira de
Agroecologia. 4(3): 76-85
http://www6.ufrgs.br/seeragroecologia/ojs/viewarticle.php
?id=2156
Rosset, P. M. The multiple functions and benefits of small
farm agriculture: In the context of global trade
negotiations. Policy Brief nº4. Oakland: Institute for Food
and Development Policy, 1999.
no alto: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u605391.shtml
embaixo: http://www.globoamazonia.com/Amazonia/0,,MUL1633101-16052,00DESMATAMENTO+NA+AMAZONIA+TEM+QUEDA+RECORDE+E+E+O+MENOR+EM+ANOS.html
http://maps.grida.no/go/graphic/world-map-of-forestdistribution-natural-resources-forests
http://maps.grida.no/go/graphic/areas-affected-bydeforestation
http://maps.grida.no/go/graphic/changing-global-forest-cover
USA:
http://www.globalchange.umich.edu/globalchange2/current/lectur
es/deforest/defores9.JPG
Borneo:
http://www.bos-schweiz.ch/de/01/map.html
Pobreza e biodiversidade
http://maps.grida.no/go/graphic/relation
ship-between-biodiversity-and-povertyin-africa
Risco de erosão
http://soils.usda.gov/use/worldsoils/mapindex/erosh2o.html
Monocultura, desmatamento, erosão
“Além dos hábitats perdidos devido ao desmatamento, práticas agrícolas
insustentáveis estão observando a perda anual de 12 milhões de hectares
de terra para a desertificação.”
http://wwf.panda.org/what_we_do/footprint/agriculture/impacts/habitat_loss/
Cobertura vegetal brasileira: modelo das coberturas original, em 1950 e em 2000
http://www.simnation.info/
Monocultura, desmatamento, erosão
Mais do mesmo:
Sergio Margulis. 2001. Quem são os agentes dos desmatamentos da
Amazônia e por que eles desmatam? <artigo preliminar [email protected]>
Lykke E. Andersen. 1997. A cost-benefit analysis of deforestation in the
brazilian Amazon. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA, Texto
para discussão nº 455.
Marco Lentini; Adalberto Veríssimo; Leonardo Sobral. 2003. Fatos
Florestais da Amazônia 2003. Instituto do Homem e Meio Ambiente da
Amazônia - IMAZON.
Urbanização
http://en.wikipedia.org/wiki/Urbanization
Urbanização
http://en.wikipedia.org/wiki/Urbanization
Urbanização
http://filipspagnoli.wordpress.com/stats-on-human-rights/statistics-on-poverty/statistics-on-povertyurbanization-and-slums
http://filipspagnoli.wordpress.com/stats-on-human-rights/statistics-onpoverty/statistics-on-poverty-urbanization-and-slums
Saúde
• Saúde nas mãos da indústria
farmacêutica
• Obesidade e fome
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
“Ivan Illich em ‘Limits to Medicine: Medical Nemesis’ (1975) influentemente fez um
dos primeiros usos do termo ‘medicalização’. Illich, um filósofo, argumentou que a
profissão médica hoje prejudica as pessoas em um processo conhecido como
iatrogênese, onde há um aumento em doenças e problemas sociais como resultado
da intervenção médica. Illich viu isso ocorrer em três níveis: o clínico, que involve
sérios efeitos colaterais que são geralmente piores que a condição original; o social,
onde o público é tornado dócil e confiante em que a profissão médica os ajudará a
lidar com sua vida em sua sociedade; e o estrutural, por meio do qual a medicina
ocidental e suas noções de cura, envelhecimento e morte como questões médicas
efetivamente ‘medicalizaram’ a vida humana, tornando os indivíduos e sociedades
menos capazes de lidar com esses processos ‘naturais’.”
http://en.wikipedia.org/wiki/Medicalization
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
“Em um estudo conduzido em 1981, mais de um terço das doenças dos pacientes de
um hospital universitário eram iatrogênicas.”
“Nos E.U.A., estatísticas estimam mortes anuais em:
•12.000 devidas a cirurgia desnecessária
•7.000 devidas a erros de medicação em hospitais
•20.000 devidas a outros erros em hospitais
•80.000 devidas a infecções hospitalares
•106.000 devidas a efeitos negativos (não erros) de medicamentos”
“Com base nesses números, iatrogênese pode causar 225 mil mortes por ano nos
E.U.A.”
“Essas estimativas são menores que as de um relatório anterior do IOM [Institute Of
Medicine], que sugeriu entre 230 e 284 mil mortes iatrogênicas.”
“Doenças iatrogênicas constituem a terceira maior causa de morte nos E.U.A.;
doença cardíaca e câncer são a primeira e segunda causas, respectivamente.”
http://en.wikipedia.org/wiki/Iatrogenesis#Incidence_and_importance
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Medicina = mercado de prescrição de drogas lícitas?
“A história da indústria farmacêutica é repleta de casos de sucesso, mas a prescrição
de medicamentos e os milagres que eles permitem vêm a um preço elevado. Em
2002, mais de $160 bilhões foram gastos em medicamentos nos E.U.A.,
representando um aumento de quatro vezes [!] desde 1990.”
“Embora correspondam a uma porção relativamente pequena do total de gastos em
saúde, os gastos com medicamentos estão crescendo mais rápido que qualquer
outro dos grandes setores da saúde.”
Fundamentals of the Prescription Drug Market - Christie Provost Peters, Consultant
http://www.nhpf.org/library/background-papers/BP_RxIndustry_08-24-04.pdf
“De acordo com uma previsão da BCG [Boston Consulting Group] em 2002, esperase que o mercado chinês de prescrição de medicamentos alcance $24 bilhões e se
torne o quinto maior mercado”
http://en.wikipedia.org/wiki/Medicine_in_China#Prescription_drugs
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Os chineses classificaram três abordagens para doença e saúde:
1. Baixa medicina – alivia os sintomas;
2. Média medicina – identifica e elimina as causas da doença;
3. Alta medicina – transmite conhecimento que torna as outras duas desnecessárias
(assim o médico ideal trabalha para virtualmente “colocar-se fora do mercado”).
http://www.naturaltherapy.com/coaching.htm
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Gripe suína
24/07/2009: “Número de mortes confirmadas no País em consequência da Influenza
A (H1N1), a gripe suína: 29” - http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3890737-EI715,00.html
28/07/2009: “país soma 56 mortes” - http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/07/28/gripe-suinapais-soma-56-mortes-paraiba-registra-primeiro-obito-757007096.asp
18/08/2009: “No período entre 25 de abril e 15 de agosto, o Brasil registrou 368
mortes pelo vírus da gripe suína” e “A taxa de mortalidade dos casos graves
confirmados para o novo vírus no Brasil é de 0,19 óbitos por 100 mil habitantes” http://www.estadao.com.br/noticias/geral,gripe-suina-mortes-no-pais-chegam-a-368-dizministerio,420893,0.htm
16/09/2009: “899 mortes por gripe suína” http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u598181.shtml
0,19 ou 0,69 (368 em 112 dias) óbitos em 100.000 habitantes
“Em média 41.400 [intervalo de confiança 95%: 27.100 – 55.700] pessoas morreram
anualmente nos E.U.A. entre 1979 e 2001 de gripe.” - http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza
10,6 a 16 óbitos em 100.000 habitantes
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Gripe suína
“A declaração da OMS de um nível de pandemia 6 foi uma indicação do alcance, não
da gravidade, a cepa [do vírus] na verdade tendo uma taxa de mortalidade menor do
que episódios de gripe comum.”
http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza
http://www.who.int/mediacentre/news/statements/2009/h1n1_pandemic_phase6_20090611/en/index.html
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Gripe suína e Tamiflu
“Em novembro de 2006, a FDA alterou a categoria de risco [do Tamiflu] para incluir
possíveis efeitos colaterais de delírio, halucinações ou outro comportamento
relacionado.”
http://en.wikipedia.org/wiki/Oseltamivir
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Gripe suína e Tamiflu
Teor do relatório:
• Paciente saltou ou caiu da janela de casa, causando ferimentos ou morte;
• Paciente correu pela porta ou em direção a janela tentando sair de casa
pelos níveis superiores ou do alto de edifícios, mas foram salvos por
familiares;
• Paciente correu de casa mas retornou em segurança;
• Paciente chorou de “medo” ou demonstrou “medo”;
• Paciente tentou fugir mas não conseguiu;
• Paciente gritou que queria matar todos a seu redor;
• Paciente gritou alto, fez ruídos altos ou atirou coisas;
• Paciente se moveu incansavelmente dentro de casa e disse palavras
delirantes;
• Paciente de repente ficou excitado e bateu com a cabeça na parede.
http://www.fda.gov/ohrms/dockets/ac/06/briefing/20064254b_09_01_Tamiflu%20AE%20Review%202006%20Redacted_D060309_092.pdf
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Gripe suína e Tamiflu
Todos esses itens foram classificados sob “delírio com distúrbios comportamentais
proeminentes” (60 de 103 casos analisados, com 2 mortes). Há outras categorias:
• Eventos suicidas (ideias suicidas, auto-lesão. Seis casos, uma morte);
• Ataque de pânico: 3;
• Delusões/Halucinações: 3;
• Convulsões: 12;
• Níveis deprimidos de consciência: 6;
• Perda de consciência: 4;
• Outros: 9.
Casos entre 29/8/2005 e 6/7/2006
Total: 3 mortes, 11 ameaças à vida, 38 hospitalizados, 1 incapacitado e outros 50
medicamente significativos.
Dos 103 casos, 100 eram para tratamento, 3 para profilaxia.
http://www.fda.gov/ohrms/dockets/ac/06/briefing/20064254b_09_01_Tamiflu%20AE%20Review%202006%20Redacted_D060309_092.pdf
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Gripe suína e Tamiflu
23/03/2007: “Governo proíbe Tamiflu para adolescentes: Remédio para a gripe tem
sido associado a tentativa de suicídio de jovens”
http://www.ipcdigital.com/br/Noticias/Japao/Governo-proibe-Tamiflu-para-adolescentes
31/07/2009: “Dois estudos divulgados na quinta-feira (30) com crianças britânicas
mostraram que mais da metade das que tomaram Tamiflu, o remédio indicado para
prevenção e tratamento da gripe suína, sofreram efeitos colaterais, como náusea,
dores, insônia e até pesadelos.”
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1249726-16726,00TAMIFLU+CAUSOU+EFEITOS+COLATERAIS+E+ATE+PESADELOS+EM+CRIANCAS+DIZ+ESTUDO.html
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Gripe suína, Tamiflu e lucros
“Responsável pela invenção do Tamiflu, único remédio existente no mercado capaz
de combater o vírus H1N1, o austríaco de 55 anos já fez milhões de dólares com o
medicamento.”
“Bishofberger tem uma renda anual de aproximadamente 750.000 dólares. E
enquanto os governos do mundo todo fazem estoques do medicamento diante da
disseminação desenfreada do vírus da gripe suína, o cientista ganha uma
porcentagem dos lucros do Tamiflu.”
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/inventor-tamiflu-lucra-pandemia
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Gripe suína, Tamiflu e lucros
“Em janeiro de 1997, Donald Rumsfeld, um membro do Conselho desde 1988, foi
nomeado presidente da empresa [http://www.gilead.com/wt/sec/pr_933190157/]. Ele saiu do
Conselho em janeiro de 2001 quando nomeado Secretário de Defesa no início do
primeiro termo de George W. Bush como presidente. Formulários de divulgação
federal indicam que Rumsfeld possuía entre 5 e 25 milhões de dólares em ações da
Gilead. O aumento nos preços das ações da Gilead de $35 a $57 por ação terá
adicionado entre 2,5 e 15,5 milhões de dólares ao patrimônio líquido de Rumsfeld.”
http://money.cnn.com/2005/10/31/news/newsmakers/fortune_rumsfeld/?cnn=yes
“Em novembro de 2005, George W. Busch pressionou o Congresso a aprovar $7,1
bilhões em um fundo de emergência para preparar o país para uma possível
pandemia de ‘gripe aviária’, dos quais $1 bilhão dedicado apenas para compra e
distribuição do Tamiflu.”
http://en.wikipedia.org/wiki/Gilead_Sciences
Saúde nas mãos da indústria farmacêutica
Gripe suína, Tamiflu e lucros
Empresas no ranking Fortune 500 da CNN:
Gilead Sciences está no ranking EUA (#299, #8 em indústrias farmacêuticas), com
uma receita (revenues) de 7,9 bilhões de dólares e lucro (profits) de 2,9 bilhões em
2010 (e, mais importante, crescimentos anuais respectivos de 13,4 e 10,1%).
http://money.cnn.com/magazines/fortune/fortune500/2011/industries/21/index.html
Roche está no ranking Global (#174), com uma receita de 47,2 bilhões de dólares e
lucro de 8,3 bilhões em 2010.
http://money.cnn.com/magazines/fortune/global500/2011/companies/R.html
GlaxoSmithKline, responsável pelas vendas do Relenza (zanamivir) – outro
medicamento aprovado para “prevenção” e “tratamento” da gripe suína – está no
ranking Global (#194), com uma receita de 43,9 bilhões de dólares e lucro de 2,5
bilhões em 2010.
http://money.cnn.com/magazines/fortune/global500/2011/companies/G.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Zanamivir
Obesidade e fome
http://pt.wikipedia.org/wiki/Obesidade
Obesidade e fome
“Pesquisadores já concluíram que o aumento da incidência de obesidade em
sociedades ocidentais nos últimos 25 anos do século XX teve como principais
causas o consumo excessivo de nutrientes combinado com crescente sedentarismo.
Embora informações sobre o conteúdo nutricional dos alimentos esteja bastante
disponível nas embalagens dos alimentos, na internet, em consultórios médicos e
em escolas, é evidente que o consumo excessivo de alimentos continua sendo um
problema. Devido a diversos fatores sociológicos, o consumo médio de calorias
quase quadruplicou entre 1977 e 1995. Porém, a dieta, por si só, não explica o
significativo aumento nas taxas de obesidade em boa parte do mundo industrializado
nos anos recentes. Um estilo de vida cada vez mais sedentário teve um papel
importante. Outros fatores que podem ter contribuído para esse aumento – ainda
que sua ligação direta com a obesidade não seja tão bem estabelecida – o estresse
da vida moderna e sono insuficiente.”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Obesidade
Obesidade e fome
Trabalho de auto-avaliação do peso ideal na Inglaterra:
“Resultados: os pesos reportados pelos entrevistados aumentaram dramaticamente
com o tempo, mas o peso no qual as pessoas se perceberam acima do peso
também aumentou significativamente. Em 1999, 81% dos participantes acima do
peso identificaram-se corretamente como ‘acima do peso’ comparados com 75% em
2007, demonstrando uma diminuição na sensibilidade da auto-diagnose do
sobrepeso.”
“Conclusão: apesar de campanhas midiáticas e de saúde buscando aumentar a
consciência sobre o peso saudável, números crescentes de pessoas acima do peso
não conseguem reconhecer que seu peso é motivo para preocupação. Isso torna
menos provável que eles vejam chamadas para controle do peso como
pessoalmente relevantes.”
British Medical Journal - http://www.bmj.com/content/337/bmj.a494.full
Obesidade e fome
“2002 – Globalmente haverá comida suficiente para uma população mundial
crescente no ano 2030, mas centenas de milhões de pessoas em países ‘em
desenvolvimento’ permanecerão famintas e muitos dos problemas ambientais
causados pela agricultura continuarão sérios, de acordo com o relatório síntese
‘World agriculture: towards 2015/2030’, um estudo lançado pela Organização das
Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
http://www.fao.org/english/newsroom/news/2002/7828-en.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Food_security
Biodiversidade
• Perda de biodiversidade
• Extinção de variedades agrícolas
Perda de biodiversidade
Extinções em massa
http://web.uvic.ca/~stucraw/Lethbridge/MyArticles/GlobalEconomy.htm
Perda de biodiversidade
http://www.sustainablescale.org/areasofconcern/Biodiversity/BiodiversityandScale/QuickFacts.aspx
Perda de biodiversidade
“Nenhum dos vinte e um sub-metas para reduzir significativamente a perda global de
biodiversidade até 2010 pode ser considerado alcançado globalmente em definitivo,
embora alguns tenham sido parcial ou localmente alcançados.”
“Apesar do aumento nos esforços pela conservação, o estado da biodiversidade
continua a declinar, de acordo com a maioria dos indicadores, principalmente porque
as pressões sobre a biodiversidade continuam aumentando.”
“Não há nenhuma indicação de uma redução significativa na taxa de declínio na
biodiversidade, nem de uma significativa redução nas pressões sobre ela.”
Secretariat of the Convention on Biological Diversity (2010), Global Biodiversity Outlook 3, May, 2010, p.17
http://www.globalissues.org/article/171/loss-of-biodiversity-and-extinctions
Perda de biodiversidade
“O Índice Planeta Vivo (Living Planet Index), compilado pela WWF, fornece uma
indicação dos declínios na abundância geral de espécies selvagens. O índice
atualmente incorpora dados sobre a abundância de 555 espécies terrestres, 323
espécies de água doce e 267 espécies marinhas de todo o mundo.”
http://www.greenfacts.org/en/biodiversity/figtableboxes/1037-living-planet.htm
http://www.surfbirds.com/mb/Features/biodiversity-and-birds.html
Perda de biodiversidade
“Perda de ecossistemas percebido por bancos e seguradoras como um risco
econômico maior que o terrorismo, diz relatório da ONU.”
http://www.guardian.co.uk/environment/2010/oct/27/biodiversity-loss-terrorism
“De forma geral, os principais fatores diretamente responsáveis pela perda de
biodiversidade são: mudança de hábitats, como a fragmentação de florestas;
espécies invasoras que se estabelecem e espalham-se para for a de sua distribuição
normal; sobrexploração de recursos naturais; e poluição, particularmente por uso
excessivo de fertilizantes levando a níveis excessivos de nutrientes no solo e água.
http://www.greenfacts.org/en/biodiversity/index.htm
http://maps.grida.no/go/graphic/extent-of-cultivated-systems2000
http://growthmadness.org/2007/12/06/russell-hopfenberg-onfood-supply-carrying-capacity-and-population-follow-upresponses-to-readers-comments/
Perda de biodiversidade
Biodiversidade como proporção da abundância
de espécies anterior aos impactos humanos
http://maps.grida.no/go/graphic/loss-of-biodiversity-withcontinued-agricultural-expansion-pollution-climate-changeand-infrastructu
Extinção de variedades agrícolas
“Há estudos feitos pela FAO que mostram que nos últimos cem anos os agricultores
perderam entre 90% e 95% de suas espécies e variedades.”
“O relatório da FAO que eu citei antes aponta como principal causa a substituição das
variedades locais heterogêneas, de ampla base genética, pelas variedades
industriais, aquelas que são adotadas por um modelo industrial de agricultura, pelas
monoculturas com uso de variedades homogêneas e altamente dependentes de
insumos externos. Essa é a principal causa da perda da agrobiodiversidade: a
adoção de modelos agrícolas monoculturais que usam uma única espécie, ou
números muito reduzidos de espécies e variedades agrícolas, ao contrário dos
sistemas locais que tendem a ser mais diversos.”
http://www.istoeamazonia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1939&Itemid=2
http://forumcarajas.org.br/
Extinção de variedades agrícolas
“A agricultura industrial e intensiva, a partir da Revolução Verde, nos anos 60,
apostou em alguns poucos cultivos comerciais, variedades uniformes, com uma
base genética estreita e adaptadas às necessidades do mercado (colheitas com
máquinas pesadas, preservação artificial e transporte de longas distâncias,
uniformização do sabor e da aparência).”
“Desta maneira, e com o passar do tempo, foram emitidas patentes sobre uma
grande diversidade de sementes, plantas, animais, etc., corroendo o direito
camponês de manter as suas próprias sementes e ameaçando meios de
subsistência e tradições. Através destes sistemas, as empresas se apropriaram de
organismos vivos e, através da assinatura de contratos, o campesinato passou a
depender da compra anual de sementes, sem possibilidade de poder guardá-las
após a colheita, plantá-las e/ou vendê-las na temporada seguinte. As sementes, que
representavam um bem comum, patrimônio da humanidade, foram privatizadas,
patenteadas e, finalmente, ‘sequestradas’.”
http://www.asabrasil.org.br/Portal/Informacoes.asp?COD_ARTIGO=125
Extinção de variedades agrícolas
“De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a
Alimentação (FAO), 75% das variedades agrícolas desapareceram ao longo do
último século.”
http://www.ecodebate.com.br/2011/04/15/sementes-sequestradas-e-necessario-apostar-em-outro-modelode-agricultura-e-alimentacao-artigo-de-esther-vivas/
“É difícil saber exatamente quantas foram perdidas no último século, mas um estudo
conduzido em 1983 pela Fundação Internacional pelo Avanço Rural deu uma pista
para a abrangência do problema. O estudo comparou listas da USDA
(Departamento de Agricultura dos E.U.A.) de variedades de sementes vendidas por
estabelecimentos comerciais em 1903 com aquelas do laboratório nacional de
armazenagem de sementes em 1983. A pesquisa, que incluiu 66 cultivos, descobriu
que cerca de 93% das variedades haviam sido extintas. Estudos mais atualizados
são necessários.”
http://ngm.nationalgeographic.com/2011/07/food-ark/food-variety-graphic
http://ngm.nationalgeographic.com/2011/
07/food-ark/food-variety-graphic
http://caelumetterra.wordpress.com/2011
/06/26/whats-been-lost/
http://www.rafiusa.org/blog/?p=271
Extinção de variedades agrícolas
Dam Glickman, ministro da agricultura de Bill Clinton de 1995 a 2000: “O que eu
descobri nos primeiros anos em que estive envolvido na regulação da biotecnologia
foi que havia um sentimento generalizado no agronegócio e dentro do nosso
governo nos E.U.A. que se você não estivesse marchando junto a eles e
rapidamente favorecesse produtos biotecnológicos e aprovasse colheitas
transgênicas, então de alguma forma você era completamente anti-ciência e antiprogresso. Bem, eu francamente acho que havia várias pessoas na indústria
agrícola que não queriam tantas análises quanto provavelmente deveríamos ter
feito, porque eles tinham feito investimentos imensos naqueles produtos. Quero
dizer, quando me tornei secretário havia muita pressão sobre mim, “para não levar o
assunto muito adiante”, por assim dizer. Mas eu diria que mesmo quando abri minha
boca na administração Clinton eu fui um pouco esbofeteado, não apenas pela
indústria, mas também mesmo por algumas pessoas da administração. De fato,
uma vez fiz um discurso onde dizia que precisávamos de regulações mais
aprofundadas sobre os transgênicos e havia algumas pesoas na administração,
particularmente na área do comércio dos E.U.A., que estavam furiosos comigo, eles
diziam: ‘como pode você na agricultura estar questionando nossos assuntos de
regulação?’
Documentário: O Mundo Segundo a Monsanto - http://www.youtube.com/watch?v=CwSQ2GLIMYQ
(4:58 – 6:30)
Extinção de variedades agrícolas
“O que o FDA estava dizendo é que se você introduz um gene numa planta, este
gene é DNA, e nós consumimos DNA, nós temos uma longa história de consumo de
DNA e nós podemos estabelecer que ele é Geralmente Reconhecido Como
Seguro.” – James Marvanski, Ph. D., Coordenador de Biotecnologia do FDA, 19852006.
“Resumindo, nos Estados Unidos o secretário de agricultura não tem nenhuma
chance contra as multinacionais.
Documentário: O Mundo Segundo a Monsanto - http://www.youtube.com/watch?v=CwSQ2GLIMYQ
Extinção de variedades agrícolas
“Muitos estudiosos dizem que a Monsanto está contribuindo para o crescimento da
fome e da miséria no mundo, ao concentrar os benefícios do comércio internacional
de alimentos. A conclusão está em relatório divulgado, durante o Fórum Social
Mundial, pela Action Aid, uma organização não-governamental que desenvolve
estudos e busca soluções para reduzir a pobreza mundial. A Monsanto nega tudo.
Outro problema muito sério e que vem sendo debatido há anos é a alegação de
alguns pesquisadores de que os produtos transgênicos da Monsanto não apenas
podem destruir o ecossistema nativo quanto provocar doenças, até mesmo câncer.
Os pesticidas já têm sido responsabilizados por uma série de casos de doenças,
desde infecções na pele até cânceres, em agricultores ou pessoas que tiveram
contato com o produto por via direta ou indireta.”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Monsanto_(empresa)
Extinção de variedades agrícolas
“As maiores forças por trás da erosão genética de cultivos são: substituição de
variedades, desmatamento, sobrexploração de espécies, pressão populacional,
degradação ambiental, sobrepastoreio, políticas públicas e sistemas agrícolas em
transição.”
http://www.fao.org/agriculture/crops/core-themes/theme/seeds-pgr/sow/en/
“O principal fator, contudo, é a substituição de variedades locais por variedades de alta
produtividade ou exóticas. Um grande número de variedades também podem ser
dramaticamente reduzidas quando variedades comerciais (incluindo transgênicos) são
introduzidas em sistemas de produção tradicionais. Muitos pesquisadores acreditam
que o principal problema relacionado ao manejo agroecológico é a tendência
generalizada a mais uniformidade genética e ecológica, imposta pelo desenvolvimento
da agricultura ‘moderna’.”
http://en.wikipedia.org/wiki/Agricultural_biodiversity
Extinção de variedades agrícolas
Mais do mesmo:
http://www.seed-sovereignty.org/PT/index.html
http://www.seedsavers.org/
Energia
• “Peak oil”
• Energias limpas?
• Consumo de energia
O pico do petróleo
http://en.wikipedia.org/wiki/Peak_oil
O pico do petróleo
O pico do petróleo
O pico do petróleo
O pico do petróleo
“Consideremos, por exemplo, a última fronteira do petróleo descoberta no mundo, o
Kazaquistão, e seu maior achado — o gigantesco campo Kashagan.”
“Depois do primeiro levantamento geológico avançado feito por companhias
internacionais na segunda metade dos anos 1990, considerou-se que a área tinha
algo entre 2 e 4 bilhões de barris (Bbl). Em 2002, depois de apenas duas
explorações completas, estimativas foram oficialmente erguidas para 7 a 9 Bbl de
reservas produtivas.”
“Em fevereiro de 2004, depois de mais quatro explorações na região, foram
novamente levantadas para 13 Bbl. Isto é apenas o início, porque esta área se
estende por 5500 km2, e seis poços de exploração são uma indicação modesta de
potencial futuro. Além disso, há vários outros poços similares ainda a serem
explorados na região.”
Mas… “o consumo anual é de cerca de 28 bilhões de barris.”
http://www.energybulletin.net/node/347
O pico do petróleo
e ainda…
•
aumento populacional;
O pico do petróleo
e ainda…
•
•
•
•
medo de energia nuclear após tsunami no Japão (Chernobyl II);
biodiesel compete com alimentos por terra para produção;
aumento do consumo per capita num mundo “em desenvolvimento”;
poços cada vez mais profundos e propensos a acidentes de difícil controle:
• Oil “Spill” = Oil Gusher no Golfo do México/British Petroleum;
• Revista Piauí e Petrobras reprovada em TODOS os testes de
contenção de vazamentos no Pré-Sal
O pico do petróleo
Energias limpas?
“Um viciado sem acesso ao seu vício fica num estado de crise. A ‘crise energética’
que existe intermitentemente quando o fluxo de combustível de países instáveis
é cortado ou ameaçado, é uma crise no mesmo sentido. Quando uma tal crise é
percebida na esfera ocidental, normalmente há duas soluções propostas:
abrandar nossa dependência de combustíveis importados desenvolvendo
tecnologias de extração de energia ‘ecologicamente amigáveis’, ou enviar um
exército para pacificar a tal região rica-em-combustível. Esses dois caminhos,
aparentemente contrários, tomam como fundamentalmente correta uma certa
premissa, a de que em circunstância alguma nós deveríamos usar menos
energia do que já usamos. Nesta concepção, todos os problemas humanos
devem ser resolvidos pelo recrutamento de ainda mais ‘escravos energéticos’
para alcançar a demanda crescente dos mestres humanos. As duas soluções
consistem em garantir a fonte atual da droga, ou procurar um outro, mais seguro,
traficante.”
http://www.ecotopia.com/webpress/energyEquity/
Energias limpas?
“O tema central do livro é que a ‘crise energética’ real consiste em se ter muita, não
pouca, energia. O autor argumenta que ambos, Estados Unidos e México [olhar
gráfico de obesidade] estão ‘cegos para o fato de que a ameaça de ruína social
não é devida nem a uma escassez de combustível, nem ao uso desperdiçador,
poluidor e irracional da potência disponível, mas à insistência das indústrias de
fazer a sociedade devorar quantidades de energia que inevitavelmente
degradam, privam e frustram a maioria das pessoas’.”
Ivan Illich. Energy and Equity.
http://www.amazon.com/Energy-Equity-Ideas-Progress-Illich/dp/0714510580
Energias limpas?
Solar: placa fotovoltaica feita com silício e semi-condutores, alguns dos quais
tóxicos, outros necessitam mineração em grande escala.
Eólica: colocação de hélices imensas em cenários de grande beleza cênica, praias,
parques (Boqueirão da Onça/BA), etc. Há relatos de que o movimento das
hélices prejudique ao menos parte da fauna (reprodução de anfíbios,
mortalidade de morcegos e aves).
Hidrelétrica: represas afetam reprodução de populações de peixes importantes na
teia alimentar aquática, interferem na locomoção natural dos sedimentos,
inundam áreas que poderiam ser usadas de outra forma (vegetação e fauna
nativa, uso por populações tradicionais), emitem gases causadores do efeito
estufa.
Nuclear: perdeu apoio depois do último grande Tsunami no Japão, problemas para
destinar resíduos radioativos.
http://en.wikipedia.org/wiki/Energy_use_in_the_United_States
Consumo de energia
Consumo de energia
http://en.wikipedia.org/wiki/World_energy_resources_and_consumption
http://en.wikipedia.org/wiki/World_energy_resources_and_consumption
Consumo de energia
Regional energy use (kWh/hab)
kWh/capita
Population
(milh)
1990
2008
1990
USA
89 021
87 216
EU-27
40 240
40 821
Middle East
19 422
34 774
199
China
8 839
18 608
1 333
Latin America
11 281
14 421
462
Africa
7 094
7 792
984
India
4 419
6 280
1 140
The World
19 421
21 283
6 688
Consumo de energia
2008
305
Source: IEA/OECD, Population OECD/World Bank
http://www.iea.org/textbase/nppdf/free/2010/key_stats_2010.pdf
http://webbshop.cm.se/System/TemplateView.aspx?p=Energimyndigheten&view=default&cat=/Broschyrer&id=
e0a2619a83294099a16519a0b5edd26f
Consumo de energia
http://www.eidolonspeak.com/?tag=tax-revenue
Consumo de energia
OECD (Current membership): Europe +
(Australia, Canada, Mexico, New
Zealand, United States) + (Chile, Israel,
Japan, Korea, Turkey)
http://www.iea.org/textbase/nppdf/free/2010/key_stat
s_2010.pdf
http://earthtrends.wri.org/pdf_library/data_tables/ene3_2005.pdf
Humano, demasiado humano?
•
•
•
•
•
•
Religião
Sexualidade
Medo
Consumismo
Ideologia
Educação
Religião
http://filipspagnoli.wordpress.com/stats-on-human-rights/statistics-onreligion/statistics-on-religious-liberty/
http://pewglobal.org/reports/pdf/185.pdf
Religião
“Olha o que a bíblia diz sobre isso: Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a
primeira terra passaram, e o mar já não existe. Apocalipse 21:1.
O homem destruindo o planeta, nada demais, apenas o homem está sendo ele
mesmo.”
Comentário em “A história das coisas”
http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E
“Nós não precisamos proteger o ambiente; a Segunda Vinda está à mão. (We don’t
have to protect the environment; the Second Coming is at hand.)” – James Watt,
Secretário do Interior do Governo Reagan
Reuber Albuquerque Brandão. O impacto da palavra de Deus – fundamentalismo
cristão e a conservação da natureza. Natureza & Conservação - vol. 6 - nº1 - abril 2008 - pp. 8-16
A incorporação dos dogmas religiosos pela sociedade possui efeitos discretos,
porém profundos, sobre o comportamento negligente das pessoas diante da
degradação ambiental.
Reuber Albuquerque Brandão. O impacto da palavra de Deus – fundamentalismo
cristão e a conservação da natureza. Natureza & Conservação - vol. 6 - nº1 - abril 2008 - pp. 8-16
Sexualidade
“O que não se disse sobre esta sociedade burguesa, hipócrita, pudica, avara de
seus prazeres, teimosa em não querer nem reconhecer nem nomeá-los? O que
não se tem dito sobre a mais pesada herança que ela teria recebido do cristianismo
– o sexo-pecado? E sobre a maneira como o século XIX utilizou esta herança para
fins econômicos: o trabalho mais que o prazer, a reprodução das forças mais do
que o puro gasto de energias?”
Foucault - http://vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/ocidente.pdf
Sexualidade
Assassinato e humilhação de homossexuais.
Leis contra o aborto prejudicam os mais pobres.
Problemas sexuais são comuns em casais.
Machismo e “marianismo”
Mais do mesmo:
http://www.kinseyinstitute.org/
Cidade
Homens
Mulheres
Média
H/M
São Paulo
25,4
29,1
27,3
0,873
Salvador
22,7
28,9
25,8
0,785
20,5
23,6
22,1
0,869
Rio de Janeiro
22,2
21,5
21,9
1,033
Belo Horizonte
17,2
24,4
20,8
0,705
Curitiba
17,5
20,5
19,0
0,854
Porto Alegre
17,9
19,0
18,5
0,942
Cuiabá
13,8
21,2
17,5
0,651
Manaus
15,8
15,8
15,8
1,000
Cidade
Homens
Mulheres
Média
H/M
Cuiabá
13,8
21,2
17,5
0,651
Belo Horizonte
17,2
24,4
20,8
0,705
Salvador
22,7
28,9
25,8
0,785
Curitiba
17,5
20,5
19,0
0,854
20,5
23,6
22,1
0,869
São Paulo
25,4
29,1
27,3
0,873
Porto Alegre
17,9
19,0
18,5
0,942
Manaus
15,8
15,8
15,8
1,000
Rio de Janeiro
22,2
21,5
21,9
1,033
Média brasileira
Média brasileira
Sexualidade
Porcentagem que respondeu regular e péssimo para sua satisfação sexual.
http://www.cidadeverde.com/pesquisa-revela-a-vida-sexual-em-10-capitais-veja-28376
Medo
“O paradoxo é o seguinte: de um lado, temos a permissividade capitalista, e do
outro, uma sociedade mais regulada do que nunca. Ou seja, em princípio, não há
regras rígidas a serem seguidas, mas, ao mesmo tempo, tudo o que você disser ou
fizer pode ser apontado como ofensa ou ameaça.
“O cerne da questão trata do velho problema cristão de ‘amar o próximo’. Cada vez
mais, nosso próximo é percebido como ameaça em potencial. Isso tem ligação direta
com a política do medo pós-11 de Setembro. Com a desculpa de proteger a
população de possíveis novos atentados, os níveis de vigilância chegaram a
patamares absurdos, liberdades foram cassadas e o clima de pânico, instaurado. A
verdade é que, apesar de todo o discurso liberal, vivemos numa das sociedades
mais controladas de todos os tempos.
Temos de falar de um exemplo muito importante: o ato sexual apaixonado está
sendo abandonado. O último filme de ‘James Bond’, por exemplo, ‘Quantum of
Solace’ (2008), é o primeiro da série em que não existe uma cena de sexo entre
Bond e a ‘Bond girl’. Em ‘O Código da Vinci’ também não há sexo, embora o ato
sexual exista nos romances que deram origem ao filme.
A indústria do cinema sempre teve o papel de acrescentar sexo aos roteiros para
torná-los mais atraentes. Então, em que espécie de mundo estamos quando
Hollywood precisa retirar o sexo dos filmes? Estamos falando de uma economia de
relações baseada no medo.”
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/915443-slavoj-zizek-um-sujeito-incomodo.shtml
Medo
“Atualmente resiliência é utilizado no mundo dos negócios para caracterizar pessoas
que têm a capacidade de retornar ao seu equilíbrio emocional após sofrer grandes
pressões ou estresse, ou seja, são dotadas de habilidades que lhes permitem lidar
com problemas sob pressão ou estresse mantendo o equilíbrio.”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Resili%C3%AAncia
Consumismo
“Os números do IBC-Br refletem, principalmente, um cenário negativo da indústria
de transformação. (...) É o caso da General Motors, que hoje anunciou que irá
suspender, em dois sábados de agosto, a produção na fábrica de Gravataí (RS),
com o intuito de ajustar os estoques à demanda.”
http://economia.ig.com.br/desaceleracao+pode+desencadear+medidas+para+retomada+da+economia/n1597
161363829.html
Consumismo
“O senhor tem batido muito na tecla da ‘farsa ecológica’ alimentada pela culpa das
elites. Não existe de fato uma ameaça ecológica?
Existem problemas graves, é óbvio, mas as soluções para eles não estão nas
‘ecobags’ ou noutra idiotice desse tipo. Entre as classes média e alta, é chique dizer
que você é ‘consciente’, que recicla lixo e se preocupa com o ambiente. Isso é
imbecilidade, me desculpe.
É praticamente uma superstição, algo que tira a sua culpa e faz você se sentir bem.
Os ecologistas radicais são os maiores críticos desse tipo de ritual da elite, eles
chamam isso de ‘lifestyle’ ecologista e pesquisas provam que o impacto positivo
desse tipo de atitude no cenário global é irrelevante.”
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/915443-slavoj-zizek-um-sujeito-incomodo.shtml
Consumismo
Mais do mesmo:
A história das coisas (vídeo dublado)
http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E
Criança, a alma do negócio
http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU
Ideologia
“Primeiro, eu continuo a ser um marxista à moda antiga. Portanto, eu acho que o
cinema é hoje um campo de batalha ideológica”
http://pt.euronews.net/2008/09/12/euronews-talks-films-and-balkans-with-slavoj-zizek/
É preciso ser “marxista” para enxergar as batalhas ideológicas presentes na
sociedade?
Há um discurso que finge não haver batalhas ideológicas, mas apenas “liberdade” e
“pluralismo”:
O “Fim da História” de Francis Fukuyama
vs.
O “Choque de Civilizações” de Samuel Huntington
História linear ou circular?
Educação
“Michel Foucault é mais conhecido por ter destacado as formas de certas práticas
das intituições em relação aos indivíduos. Ele destacou a grande semelhança nos
modos de tratamento dado ou infligidos aos grandes grupos de indivíduos que
constituem os limites do grupo social: os loucos, prisioneiros, alguns grupos de
estrangeiros, soldados e crianças. Ele acredita que, em última análise, eles têm em
comum o fato de serem vistos com desconfiança e excluídos por uma regra em
confinamento em instalações seguras, especializadas, construídas e organizadas em
modelos semelhantes (asilos, presídios, quartéis, escolas), inspirados no modelo
monástico; instalações que ele chamou de ‘instituições disciplinares’.”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_Foucault#Filia.C3.A7.C3.A3o_Filos.C3.B3fica
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