ANÁLISE LITERÁRIA
ROBINSON CRUSOÉ
(Daniel Defoe)
CONTEXTO HISTÓRICO
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Época das luzes (Iluminismo);
Desenvolvimento do Capitalismo;
Ascensão da Burguesia;
Conquistas Colonialistas;
Revolução
Gloriosa
(fim
da
monarquia absolutista).
Influência do Gênero Textual da Obra:
(Romance Moderno)
• Linguagem mais acessível;
• Alcança um público mais amplo, devido a
linguagem;
• Fidelidade
à
expressão/experiência
individual;
• Preocupação com a verossimilhança;
• Apelo para descrições minuciosas.
Ideais Burgueses:
• Identidade social construída pelo
indivíduo é mais importante do que
o sangue nobre;
• Adquiri-se uma profissão e ofícios;
não se herda isso da família/sangue
nobre.
Ideais Capitalistas:
• Trabalho visa o lucro;
• O trabalho leva ao crescimento,
expansão.
Ideais Puritanos:
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Trabalho edifica o homem;
Deus é quem nos dá o que precisamos;
Leitura da bíblia em primeiro lugar;
Evangelização:
Fé, trabalho = Expansão, crescimento e
lucro.
PERSONAGENS X ENREDO
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Robinson Crusoé – Náufrago;
Sexta-Feira – Nativo;
Cristiano – Espanhol ;
Capitão – Marinheiro Inglês;
Papagaio – Animal companheiro de Robinson;
Tripulação do Navio Inglês;
• Daniel Defoe se inspirou na história verídica
de um marinheiro escocês, Alexander Selkirk,
abandonado a seu pedido numa ilha do
arquipélago Juan Fernandez, onde viveu só, de
1704 a 1709.
• Após um naufrágio, Robinson Crusoé fica
isolado em uma ilha aparentemente inabitada
por 25 anos.
• Com o tempo aprendeu a viver sozinho,
criando seus utensílios e confeccionando suas
vestimentas com couro de cabra.
• Mais tarde, Robinson descobriu que não estava
sozinho na ilha, pois em uma de suas excursões
se depara com uma tribo antropófaga em um
ritual na beira da praia.
• Ele começa a “vigiar” as visitas da tribo na ilha e,
em uma dessas visitas, salva um nativo que seria
morto pelos canibais. A partir disso, ele encontra
um companheiro para suas aventuras, dando-lhe
o nome de Sexta-Feira.
• Ensina-lhe a falar e a se portar como um servo, e
Sexta-Feira perde seus hábitos canibalescos.
• Em outra das visitas da tribo na ilha, salva o pai de
Sexta-Feira e um europeu que estavam aprisionados
e seriam mortos. Robinson mata saudades do
“mundo civilizado” ouvindo histórias do europeu
sobre seu continente.
• A partir daí, a ideia de uma possível fuga fica ainda
mais viva em Robinson, então começam a trabalhar
para isso. Essa possibilidade aumenta quando um
navio Inglês chega à ilha com seu capitão sob
domínio de sua tripulação. Robinson ajuda o capitão
a recuperar seu navio e assim começam os
preparativos para sua volta à Inglaterra.
• Crusoé deixa a ilha juntamente com Sexta-Feira,
partindo com o navio do capitão. A tripulação
preferiu ficar na ilha pois temiam a forca se
voltassem a Inglaterra. Robinson deixou seus
pertences e os ensinou como cultivar as
plantações.
• Ao chegar em Lisboa fica sabendo que seus
sócios haviam cuidado de tudo com muita
honestidade e haviam depositado no banco
todos os lucros que pertenciam ele, que
conseguiu reaver tudo o que lhe pertencia.
IMPORTÂNCIA DA OBRA
• Exemplifica elementos que viriam a
caracterizar o romance.
• Robinson Crusoé é um novel :
– O herói é um homem comum;
– Apresenta
cuidadosa
descrição
da
realidade;
– Presença de elementos da vida cotidiana;
– Seus temas tratam de assuntos do dia-a-dia,
com foco em questões sociais ou de cunho
pessoal.
IMPORTÂNCIA DO AUTOR
• Protestante radical, começou a ganhar
notoriedade por panfletos e versos
políticos, que lhe valeram o título de
“Primeiro Jornalista da Inglaterra”;
• Detalhou em suas obras (mais de 500) os
acontecimentos da época abordando
temas variados como política, crime,
religião, geografia, casamento e o
sobrenatural.
ESCOLA LITERÁRIA: NEOCLASSICISMO
• O neoclassicismo se opõe ao exagero emocional do
barroco e à sua ligação com a Monarquia absolutista.
Baseia-se na visão científica de mundo vigente em
meados do século XVIII e nas idéias racionalistas do
iluminismo e da Revolução Francesa;
• Os textos empregam linguagem clara, sintética,
gramaticalmente correta e nobre. A forma liberta-se
um pouco do rigor do classicismo anterior. A principal
expressão do movimento na literatura é o arcadismo,
manifestado na Itália, em Portugal e no Brasil. Na
Inglaterra destacam-se Robinson Crusoe, de Daniel
Defoe (1660-1731), e As Viagens de Gulliver, de
Jonathan Swift (1667-1731).
Ideais Iluministas na Obra:
• A ilha sob o olhar iluminista é vista como um local de
reflexão, Crusoé passa a valorizar outros aspectos de
sua vida, onde seu crescimento pessoal pode ser
percebido no capítulo intitualdo: “No Navio
Encalhado”(pág.17)
“... Resolvi fazer uma jangada... Nela fui metendo tudo aquilo que
me seria sumariamente precioso: tábuas, pão, arroz, queijos... O que era
então mais valioso do que um navio cheio de ouro ou de prata”.
• Os iluministas acreditavam no progresso contínuo do
ser humano, o que pode ser comparado com o
conhecimento adquirido por Sexta-Feira.
OBRA X FILMES
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Título original: Mr. Robinson Crusoe
Ano de produção: 1932 – EUA (76’)
Direção: A. Edward Sutherland
Produção: Douglas Fairbanks
Roteiro: Douglas Fairbanks e Thomas J.
Geraghty
• Fotografia: Max Dupont
• Música: Alfred Newman
• Ao cruzar os mares do Sul com os amigos a
bordo de um veleiro, Steve aposta com
eles que pode sobreviver em uma ilha
deserta sem os luxos da civilização. Steve
parte para a ilha, onde recria um estilo de
vida. Numa ilha próxima, uma jovem foge
de um casamento arranjado e tribos
inimigas estão em briga.
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Título original: Robinson Crusoe
Ano de produção: 1954 – EUA/México (90’)
Direção: Luis Buñuel
Roteiro: Daniel Defoe (romance) Hugo Butler
(roteiro) Luis Buñuel.
Grande personagem da literatura de
aventura, Robinson Crusoé ganha aqui uma
de suas inúmeras releituras cinematográficas,
principalmente quando o protagonista se vê
às voltas com a religião. O filme sofre em seu
início, com a rotina solitária do náufrago
escravagista Robinson Crusoé (Dan O'Herlihy)
aprendendo a sobreviver numa ilha
aparentemente deserta. A chegada de uma
tribo de canibais e o relacionamento que
surge entre Crusoé e um deles (Jaime
Fernanndez) coloca a história em movimento.
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Título original: Robinson Crusoe
Ano de produção: 1997 – EUA (100’)
Direção: Rod Hardy/George Miller
Roteiro: Christopher Lofton, Tracy Keenan
Wynn, Christopher Canaan
• Robinson Crusoé é sobrevivente de um
naufrágio que vai parar numa ilha,
desenvolve incrível habilidade para
construir ferramentas e utensílios a partir
da natureza, além de fazer amizade com
um nativo que batiza de Sexta-feira.
Crusoé se vê forçado a lutar contra as
armadilhas da própria mente, a fim de
manter-se longe da loucura. A
necessidade urgente de companhia fará
Crusoé confrontar seus princípios racistas,
nascendo daí um laço tão grande de
amizade como ele nunca havia conhecido.
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Título original: (Cast Away)
Ano de produção: 2000 – EUA (143’)
Direção: Robert Zemeckis
Roteiro: William Broyles Jr.
Produção: Tom Hanks, Jack Rapke, Steve Starkey
e Robert Zemeckis
Chuck Noland é um engenheiro de sistemas do
FedEx, cuja vida pessoal e profissional são
controladas pelo relógio. Depois de um acidente
de avião, ele fica isolado numa ilha distante.
Sem as conveniências da vida diária, primeiro
ele tem que encontrar meios de suprir as
necessidades básicas para a sua sobrevivência.
Chuck começa sua verdadeira viagem ao
enfrentar a provação emocional do isolamento.
Após quatro anos, volta para a civilização como
um homem profundamente mudado. Ele
percebe que perder tudo o que tinha e o que
achava que era importante foi a melhor coisa
que poderia ter lhe acontecido.
Obra X Mr. Robinson Crusoé 1932
• Utiliza dados que serviram de base
para a obra de Defoe;
• Não é fiel a obra;
• Foi acrescentado alguns
personagens;
• Presença do cavalo (na obra não
tem).
Obra X Robinson Crusoé 1954
• Fidelidade à obra;
• Filme é narrado por Crusoé;
Obra X Robinson Crusoé 1997
• Não é fiel à obra;
• Alguns personagem diferentes
aparecem;
Obra X Náufrago
• Adaptação moderna;
• Não possui os mesmos personagens;
• Possui os mesmos conceitos sobre
crescimento pessoal / espiritual da
obra;
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ANÁLISE LITERÁRIA-Apresentação 97-2003