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f01/11~1u;n
\ltllltN hOS .\ltR.1'.DORts r-t \
Cl AIE'
oBn&C•
4.S'\. JJO( \ ... Ttll.O
Illus /1'il1çBo
P~1gueza
l i serie
...................................1.,.......................................................................................................................................................................................................... ..
Aosignatura da •lll~stnção Porhgue...
para PortuJ•l, oolonias e llesp•nlla
l'or anno.. ... ... .. . ... .. .... .. .. ... ' $800 1tls
• se mrstrc . . . . . ...... .. . . .. •. .. . .
• irl mtHco: . .
•
1$100 •
Assi.gnatura oonjuncta do «Steulo•, Supp!é·
mento Humoristico do Scculo» e d:l «lllus·
tra1i.o Portuguezu
=
Portugal, cotonlllt e Ht !tpnhtt
r:r :eiº~~ire:::::::::: :::::::::::::
t~ls
• trimestre . . .. . . . .. . •.. ... .. . .. •. :?$000 ,.
• meci (em Llsboal . . .. .. . . .. ... ,
100 •
"""''''''''""'""'''''''" """''''"'""'''''"''"""'''" '''
COKE INGLEZ
PARA COSINHA
O MAIS ECONOMICO
R. Conceição,
rn,~~~ D~LLARS DEDI~AD~S A~ HYPN~TISM~
~M>O
17, 2. 0
Telc::phooe 1738
EM 20 DIAS ~u,''MtfifAL
ANEMIA pf~~'ii~s
CHLOROSE, CONVALESCENÇA
EliXird.s.°"i1êented.Pau1a
Em todu u Phamaclu
no DINtiTO Cl.111.1.t. .
CURIEllt DELIGANT ,Ruado-tSapatelros 1S. t•LISBOA
!300 reis o frasco tranco porte em lodo PorW,al.
P1:1.01LLE1 rlara•• 2. Faubl 8 1·Denú, PAP,18
Dr. X. La Motte Sage, o eminente homem de aciencia, fez um do.
nativo de 10,000 dollars para a pubUcação e distribuição gratuita de um valioso tratado sobre o Magnetismo individual e
o Hypnotiamo, que demo.r.il,:tra o valor pratico e a influencia
d'esta scicnoia nova, nol"negocios, na sociedade, no lar, em
politica, em am6r, nas doenças, emfim, todo o seu dominio so ..
bre o eapirito humano.
Homens de negocios e profissionaes eminentes, membros do ele·
ro, e muitos outros, acompanham o movimento. Uma escola
muito conhecida, toma sobre ai o encargo de distribuir gra•
tuitamente esse livro.
Emquanto se não exgotar a edição especial, qualquer pessoa póde
receber um exemplar d'elle e estudar em sua casa os segredos
da força maravilhosa que é o Hypnotismo. Muitos segredos reli•
giosamente guardados, paasam agora para o domínio publico.
O Sr. Caroogio distrilHU) 1)arte da sua rortu na :is bibllOthOC'3S. O Dr. x. 1:1. Motlc
Sage tenciona lnu·oduzlr {:'ratultamente, cm tod;is :is e.asas, o lh'rO mais ulll do todas
as blbllotllecas; e 1>ara conseguir estt> Om, acaba de rncr uma doatão de rn.ooo dOltars. Uma tmport:rnte casa cdnor.'l. occu1>a-se presentemente da lmpressão d'esse ''Olumo.
•A 1>1\iloso1>hla da Influencia Individual•, lal 6 o utulo e.lo livro que o Dr. S;ige
deseja cJisLrlbulr graus. O livro ó aJ)reclado s1nccramente, f)Olos negoclanles, medlcos,
membros do clero, e advogados dns dois eonunenLes; é lllustrado corn as mali ílnas
gra\'uras, o- om e:i:da 11agina, acba1n-se lnrormações praticas mu1t1ss1mo Interessantes.
E' um lh•ro. que tem o seu lugar marcado em todas as casas; 6 o mais exLraordlnarlo
que jâmals foi escrl1>LO, sobro t.al assumpto, o tem causado uma sensação mundial.
Cita muitos easos de pessoas Que roram domt11adas lnslant.'l.nea e lneon .. elonle·
menf'o . J)Ola rorça hypnotica. Ensina o melo de so pôr em guarcla contr.t a inlluencla
hypnollca rio lercelros; assim como o do em pregar cst.a mesma rorça de modo a do·
mfnar ab$Olut.amente as pesso~s com quem se tem relações.
Homens de subido valor, como Vanderl)llt, i\ll)rg.an, H.O<:kJe110:r 1 e oulrO$ milllona·
r ios, esll'Udaram os mesmos melos expostos n'este livro, o usar:'lm·nos 1>ara amontoar
os seus mlll\ôes. Esto ltvro do:)eobro os segrerlos nunc.'l. lmlg'f na.dfls da \'fda cJe 110·
1
8
1
ci~en,~ed:g~~~ 1~~,'g~!:t1~ , ~~ê'~ :r:~~1~r~u~~1te'~ ~~~~~.?'}~',?4:~ 1~1d;v~~~ª11t,,J~~o1!~f~~· 1g~i~~~
~:ab;~da 1 ~>~º~~n~~~~~~~l~~~e~f~S ~1~a;;~f1~1 :;:~~~~n1~1~:ieg~ "~ -~~~eº~,a~:, i~~ol~~Jiª 1~ t~~~~;;
1
lido, do principio ao fim, ra7.~m d'elle uso dlarlo, tirando 11roveno e lucro <10 sou ensino.
Ellc ensina o melo de curar, lanto em si 1>r01).riO eomo nos outros, lOdas as
doenças e maus habltos, sem auxlllo de droga:-.; On$;ln:'l o methodo oceullo o lnst.an·
~.~1,rg· fª~;t~!g~ã1~1~1g !i~~et~lb~11~~d~J~~s3:6~·~e~ 1 ~~~·g1~:~~ ~~~\ 1>gr~~º , ~~c~gr:;~ 1 c1~c:;_~1;~·!~
etller. ou <1u31quer outro anosthOSlco.
N'eslo lh•ro aeha·So o melo de aclormeccr, não sómente os outros. como lambem
nós mcsmos 1 e Isso a l1U31qucr hora do clla ou d3 noite; lambem ensina (IUal a força
oceull.'l. quo desenvolve as raculdactos ment3es. c1espert.a a mcmorl;i., mor111Jc-a o mau
geolo, eorrlgo os maus costu mes das ereanc;as, rorlalece a vont...111e o pcrmlue galgar
1
1
elQ~~~~s nâ~s•3e:~, ê~~s~~~~:;~ J~~ ~~°s~~~e r~~~~~~~- ao ~<HJ t;i lento ~ tt sua 1nbllhla110,
desejar Obler uma colloc1ção bem remunerada, ou augmcnlo do salarlo; quem
ctesej-ir elcvar·SO na sua proOssão, qucrn asplrJ r ter uma Influencia m:ilor sobre os Ou·
lros, quem tom a 1>eilo Ohler a amlsadc ou o amor de outra r•e!>sOa. e mesmo, quem
aspirar á celebridade, dC\' (.} escrever, 1>edl ot10 a remossa d (J um exem1>1ar, sem de:1;ora.
Publica.mos em seguida trechos <le algumas eart.as de diversas IJCSsoa.s que o lü·
r11.1n, os qu:tes clão fdéa do ~cu gCffCr<ro
$éU grande nlor.
A ex.• • sr.· J). Mary Milner, 312,-D. Street Pucl>lo, Colo, diz n' uma recente earta:
Anda,·a 1.:10 ac:ioenlnda. e ahorroci<Ja, c1ue n:\o 1>od la dormir, nem comer. Emproouol, cm
mlrn mesma. os seus conselhos, com resultado cxlr:torc11nario. Hoje goso 1>erfolla saudc.
1
1
Nào ~?,,c1~n;:.lr~. ~~eLr::l~:.~ft~~ºt~~ºJ":!~rS[o~:~~ S';.~c.;1;\\~ 1t~ ~~·UAllHt:.
U. S. A.:
O sou Lrab'llho sobre o Magnett!lmO indh•idual, rc1wescnta um.1 rortun.1 para quem co·
meça a vida. .Não J)Óde llOi:t:.:tr rle dar 1>rov . . 110.
O sr. A. J. )lac Glnnl,,;, 00 Ohio Slr eel. AlleghCr\y. 1•a U. S. A., diz : •Quando c.s~
cre\•I 1>cdlndo a remessa do um de seu$ li\'tos, era um slmplcs OJ)Orario; hoje, so1.1
gerente. Não ha clu\'hla, quo este facto 6 a melh.or pron que su 1>ód1> dar, para de·
rnonstrar e seu grande \'àlor. A todos os que desl'j:un prospurldade, recomnu.mdo pe-d Ir um exe:-.1 piar, sem demora.
O.Or. G. S. l.ineoln, medico, ~Ot Cru tchOeld Street. lhllas. T.;.~as, U. S. A. escreve: As
suas lições s.:10 IJ)ara ,·llhosas J<:Obro a lnOuencla lndf\lldual. Tenho-as em1>rcgac10 nos meus
cllentcs, com resullat1os mullo sausratorio$;, om casos onde a medicina era in11101ente.
O Or. S. H. King, medico. Glllam, lnd. escreve: ·Recebi o seu livro, que é real·
mente o mais 11ot..ive1 quo jámals li. Pelo processo n·cuo ilulfcado, desa1>pareecm como
por encanto: cnxaQuCC.'l.~, dOros ra~ cost..u, r heum:itismos., o outras m o 1 0-s11a~ ehronl·
e.as. O ensino cio )Clgoctlsmo Individual é sim 1losmc11te ~ randioso . Oá moa inOuencta
3"~c~sW~:o '~.~,fg ~~~a11~e~,~ ..q~~o /uºrs:,ºª,~a:~c ~~t~~1,1~g;:~~;~t~~Ci!~~e~?cl~u~~f~e~~:t1~·.'c\)1;~·~i
\•alor é 1nes111n1\•et. J.a!)llmo ~óme nte nào ter podido a1>roveltar os seus consumos
durante :l minha mochtade.
Thc New York Inslltute or S ~lonco, tomou a seu ca r ~oa. •llSl.ribul t~iO g"r3tulta d'este
livro..\!Ilhares de typogra.1•hOS trabalham dfa o noite, para rorneecr oxcmplares, n' um
valor do ~0.000 dollars, o distrlbuil·Os gratuitamente. SOftdO al1 i1espe1,.as 1!e 1mhttcaçâo
mullo ete,·adas, só devem pedir exemplaros c.l 'cslo livro, as l)éSsoas c1uo se 1n 1 eres~am
rcalmcnle 1•or estes ractosi qnc desejam melhorar a sua sorte, u quo, Cn\ uma 11ala·
na, aspiram ~ maior rellcillaclc, visto a ed ição ser !Imitada, 1>edO·se aos slm1>lcs curlo·
sos de. ~o 3l>stt·rem de po llr oxemplnres; porém, quom desejar serlamenlo, escreva
hoje. mesmo. pois os exemplares ost:\o seudo nluito proeur;idos. Ainda não houve nos
annaes ela 1>ubllcldade ll''tO tão µro curado como a •The Phllosop11y or personnal lnllueuce.•
•:· bom 1emhra1· que acluatmento oste llno é co\•la110 al>solut..'lmonte gralli a qul'm
o pc.dfr. mand:rndo o seu nome o endereço. EiCrever :1 ThO N"ew·YOrk lnstlluto or
Selenco." Oept.- t:St8. G. Rochoster. N. Y. u. S. A.
O porte das carla~ 1>ara a Amertc.a 6 do ,'.ÇO réis. Os bllb:ctes post.aes Sà'O do tO réis .
ª
(IUCOl
"º
15, RUA DOS SAPATEIROS, LISBOA
OOIVIPRENI
AS
Sedas Suissa.s
Peçam a • amo•tr•• d:u nos sa.11
No\•ldn•lt: ~
~1u
p 1c10. b(anco o u cór,
Eollonno, Cachomtro, Sh•n·
~hf;,,,~"'ó":t:,~, 0,::.::11:.~
Mo1111•olln11, lllrJ1:1.1 ra 110 cm. a p:u.
tlt de {r-, 1,25 o met ro, 1"8r. \ 'CSlldo it.
bhl9CS. ci o:., 11.i;5im c::o"'º a'l b/usea e
woalldos bordados cm bclt i&.ie,
l.A, t oilc e s.cda.
Vcnricm o11 :\" ll<'.>SSU st•lll.!1 garantidll.ll
solid:u dfrootamento ao• con•
sumldoro• e franca• do porto
a domlcllo.
SCHWEIZER & C.•
L u cerne E
.Expo•taçlo
tteud:.J<
11. (Suissa)
Fornec:cdorci:
da. Cón e
R~ I
.................................. ..................................
P:t
..
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . .
A;~;;~~··~;;;·· ;:,~·;~;::·· l·~;;;f1i~ ··2·:p;;;~~~:···~;s:··:;:.,~·~· v.r~~~~
§ A ac.;:io do conde de Lu·
%xcmbu~o passa-se no meio
g ari1tocralico da alta nobre·
8 za ruoa.
§
O •·elho principe Basil
tendo rustcado a
artistica da formosa
can wra AngCle Didier, acaba
})<lr a1luíxonar·sc loucamcmc por
clla. ,\ ngCle, port-m. 01>J>t)C aos
S Rasi1m\ il$ch.
G c<luc;;_u;~o
iL__..,..
s~u~
desejos a in·
t•·n~~o fo1mal de
Ca!<ar. o que vem
c·ompHcar gravemente
~e
o prohlcma. Com eí·
f('ito. embora o prin·
dpe <·stivesse dispost•, " d;,tr o seu nome
~·, gentil bur~e2inha.
o e.: zar ú que nwKa
i-on~c ntirá
n"essa
uni~o.
tanto mais
qm~
se int<-ressa pessoal·
nwntc em d;.lr ao prin·
r ipc ()Or esposa a con<l<"H<.1
\''""ª de Kokozoff.
repre-
$.C:Dtante
uma das
mais no·
bres fa.
milias da
R u s si a.
de
1
="'°°~
r~~·~=t.o::nit»~~::>
Mdo
e perdido na bohemia
~ de Paris. a casar com a
~ cantor.a.
sob a condiçac.,,
de que nem sequer. ch«.>gard.
a \·êl·a e se dl\'orciar:a d"clla
cm !c;;:uicla. .\nl,!ac \·ac.
ll: com esse Jrur. ac.lquirir a
"ªº
cama·
rim. procurai-a
Elia acha-oao sympa·
thiro, aurahcmc. sedu·
ctor, e o 1narido cac·lhc
aos pés. r\'istt' apparet:c
o príncipe Basil. que quer
constranger o conde a rct!rar·se.
1
t::=~J~
/ "
.
tar do cll vo1dn .
T cn. dínlwiro, cuja
origem ocn11ta aos
seus amigo!ll, e dinheiro quer diit•r
prazer, mulhtrcs e
Champagne.
~1.-s \nua noite,
na Opera. \'t-:; a can-
tora \ngi·le sua
propria mulher; e
a sua p:iix!\o ateia-
ão:;x.COOO<>O<õci:.<10(.('..oc.<'=§
So «.Par.n~' dar nas Yistas.
-J!ouncnto rcalisa·se n'um
~
~
§
ã
Paris. Ant!;êlc.
~
e.
O<:cult.1 po r um biombo. es·
tende a m:lo unde Rcné \'ae
S
aldier d··
8
~
collocar o anncl nupdal.
Essa ml\oslnha pcrluma.da
com lrt''/le illl"(ffJl{l/ e quan.
<0 basta para ínllammar o
~ coraç!\o do hworrigive) bo~ hemin.
Dcmai~.
aquellc
~ sim•, ,uon\UWiadn por in,·i8 si \'eis li:1bln~. tem uma ex·
press~o <'ttont<"adora ... )las
o implac;.1vel ptindpe retira
com ,\n\!t'lc, n:lo !!ôCm ter
exi~id· 1 ao conde a sua pa·
la\'ia de honra de que nunca
far:1 ,-alcr os scur direit()$
. de marido.
J
1
1
i
O Cí,ndl'I convida <'n-
ami~o Briuard
acomp;inhnl·o n'uma
vii"ts;:em que deve terminar d'ahi a ttcs mczc~.
praso em tiuc dC\"e apre·
sentar-se na c mhaixada
suissa c m l'ads para tra·
t!'to o seu
:t
~
se de no vo com Cl\Ormo Intensidade.
H Q uer falar-lhe, e, depois de lhe ter enl;loo<>:><>iClOOl('O:OO:"""»coo40C'e:;itl8 viado um precioso collnr de sophiras
A situaç!\1) esdarC'c~-~t~ ~
o·e~;c- mvmrntó para .\ n gêlc. que n~o <LUf"f rcnunciar ao marido ..\(as entre ~
ambos existe, implnr;wel. ~
um profuuclô abnmo. E' \!
a pala,'ra de hullra o utr'nra ~
dada pelo conde no prin·
cipe Bas i1, e em virtude .
ela q ual nunca podcr(1con ·
siderar A ngl•le l' O m 4• sua
m\11her. Rcso l vt~m :.mbqs .
passar a noite no /oJ·rr do
thcatro. Xa madrugada se·
guinte v!\o SCJlarar-so para
sempre, eécnt."1.o quea1>parecc o anjo sah-ador, na
figura da conde~~a de Ko·
kosoff. que a(_·a~i de chc·
gar de S . Pctcr.t.urgo pa·
ra casar com o prin cipe Basil. Ucpois de
hesitar longamente, o
príncipe reSl itu~ 3l>co11dc a sua pai.-,·ra, e de·
clara abandonnr os direitos quc pretendia (a.
zer valer sobre Angt'·le.
8
1
i
1~
8
1
O FILHO DO PRINCIPE
II
~tizzi
Güntllcr. a c,cntilbsima cantora cn;a crcac;ào na
Lüslflfl' U'il~l' constituiu um
dos e:citos tht"atracs mais cxttaordinarios dos ultimos an·
nos, e em quem Franr.-l.char
encontrou a sua mt'1hor lntcrprete, é hoje uma figura
do pri1neiro plano no mci?
artistko de Vicnnn. Nilo e
raro vêl ·a, a graciosa
Mizzi, nns tardes elegante& do Praler. oste1\t.indo na sua 1.~quipagem
as dclit iosas toildks
.J que tornaram traclicio·
nal o seu b. 1m f;'oSto. ")
dào hoje ai; leis da mo·
da fcminin;\ na capital
do Danubio.
Reproduzindo a:.:ora al~1mas photo~ra1,hlas de uma
das suas ultimas <"reac;õc,
scenkas, rcg,i'lt.'\mos a.ssim o
recente e:dto por clla obtido
na delido!la õperetta /Jas
'
o Filho do
Fnrsll'nkimf
Priurip!'.
.
Lucinda é a segunda da
dynastia que o velho actor
Simões, seu pae, íu1~dou !1
maneira d'um rei d'outras
eras n 'um rude batalhar e
que Lucilia. c:omo uma prin·
cezinha, toda ungida de le·
genda e toda sobresaltada do
"
nervos. nalur:.,lmeote termi·
nará. o ·uma apotbeo·
se. Nao estava. a1>e1.o. iada <om 0 pae
sar de tudo, destinada ao thcatro
aquella mulher que
linda e se devia tornar a indiscutivcl mestra do naturalü;mo na !IC'ena. O pac, forlo dos
trambulhOc~ da vida. das 'urprczas. dos dcJ<"nga nos. quiz fazer da 6lha uma burguezita prc:ndada.
julgando que o eollegio lhe reprimiria os ns~omos.
a desdaria do p:.tlco. Xa escola do Annuya-ao
largo do Quhnclla -Ludnda levava a existcn.cia de
todas as pensionistas, estudando com
vontade, mas ~eotindo - ~e attrahida
1>ara as incntc7.a!t do theatro. A sua
imaginaç3o cxcita\-a·se com leituras
e nas horas do reereio, rtp·cllindo as
bonecas, nrranja"a largas phantasias
que q ueria tornai' realidades n'um
sc.;c11ario de bancos da aula; arrasta''ª
as co11discipulas para as sua! quel"i·
das reprcscntaç<\es e se era pobre a
decoração, na aua cabecita os bancos
appareciam como castellos banhados
de luar, a snla como uu·m planicie
tragica ondt• o bater das rcguas soaaos .seu~ º""idos egual a \&m ti·
nido de cspad•lS romanticas. Tinha
treze annos. A ·s \'ezes. no tumulto
da scena, ontlt• era tudo, auctora. en·
s.-ladora, actrV,, o~ bancos caíam mi ·
ciosamente e as educanda~ ficavam
quietas, todas coradas, C'Onfran~idas,
dcante do Anna~·a que brada\'a: Ah!
!im?! Temos f:.arulho. Pt)is \'lo para
o estudo mais c:edo !
Elia entrísteda sobre o compcr1dio,
mas d'ahi a pouco jú sorria. I ~' que
rontinuava a '·l·r os pagens, as do·
nas. os cattcllos. a ouvir o choque
das espada' hna~ . e. em \'C7. da reprehens:'lo d•l mf'stre. o b.al\>\t•·iar poe·
tico de endcixas amorosas n·uma
linguagem nohrc.
Tinha que ser actrh: . Estreou-se
aos quinze rumos com o
cora\~º al)s salto<t. A pe·
ç.\ ch(lmava·se /Jon::imfa
~
IJ
"ª
So~
- Luanda a prlMtlra
\ot& que:
("• \4adnd
1e:1~f~-.t:•tlOll
:1-Lacincta quando rttwad• ~- todo$
tbdtros.
l·~m M>:te:ira.
(M
s-
noite dt J\'atal , fôra dedicada !t
rainha D. ~l<1ria Pia e ao terminai.
clla. sonhando com a ~loria. lanc;olra·
se nos braço• da mãe, d'aquclla ve·
lhinha que ainda hoje vh•e na casa
llc Remfica, n dh~cr-lhe pnrn a deixar
ser actriz. Ac<"ederam os seus com
um ai triste e foi para o <i~·1•masio,
onde entrou nas Ale~niJs do Lar.
sob o olhn.r \'igilante do grande en~miador Rom!'lo. o mestre de Tabor·
(1;_1, \'alle e Silva Pereira.
i\las de thofre entrou em l'1o rtugal
a o/mdtn . .\ppnreceu snhitante. li·
..:eira, toda s~lpkada pela la1na de
Paris. Santo~ Pitorra conduzira-a
n'uma alegria louca: o publico rece·
bera.a com um favor extranho. altra·
hido pela musica e pelo rumor das
!!aias. Durante dois a1H~Os,
l..ucinda, que n:\o canta.
assistiu ao sahitar
"" rt
ensaiados de corrida par(l as peças do repertorio e
assim levaram Dalila, Sopatiuho de selim e lnliméJ,
onde trabalhou Joào Rosa, deantc dos bancos or·
ceia e ouviu
os cstribi ·
dinarios que os espectadores dis;mtavam. El-rei .D.
Luii quiz vêr os anistas, mas como no theatro não
lhos picantes
havia camarote real e a córte nao podia ;nstallar-se
com que a
no humilde mobiliario, alugaram o Gymnasio por
Letroublon
uma noite. Foram tres enchentes successfras e quan·
do quiiera.m a casa para mais mn especta.cu1o rece.
beram a seguinte res osta: «A 50ciedade artistica
não vende m. is por muito dinheiroD que se lhe of·
fereça. • Restava regressar ao Bruil. Foi o que fi.
zcram. A côrte burgueza de Pcdtto II saudava-os;
o pubUco applaudia com carinho a grande artista
que recebia a honra de ser comdecorada com a
Nova Legi:lo, commcncla de Oeto.t"6cencia s6 usa·
ela pela imperatriz. pela princ:eza Isabel,
,_.,""--...,..--:~::.--.u.~:==:=N pela baroneza de Tocamtis e pela directora do collrgio de Santa Candida.
De quandro ein quando as
saudadc-s tra~iam-nos a Portu·
gal e niuma -das ,·ezes fizeram
parte d'tuna COJnpanhia que foi
a ~ladrid representar.
Lucioda estreai ·Se·hia no
Dn11i- Afo1Uie que a actriz
it;.iliana ~Iarini ali repre·
sentára ha pouco. Na
vespera fôra ao theatro
para dispôr a $Cena e o
contra·regra puzera·se a
dizer-lhe das difficulda·
des do trabalho deat~te de
hes1>a.nhocs.
Elia encolheu os hom·
a grande arte; deses·
pe r ava.se a querer
abandonar o thcatro
com a mesma vontade
com que um amoroso
se separa da mulher
querida. O seu <"asa·
meato salvou-a. Um
artista de linha fidalga, ~alante, com a
sua cabeça á Loulé, <"Om o
ar bravo d'um triumphador,
disse-lhe <1ue a amava. Den·
tro em pouco era esposa d'es·
se l"urtado Coelho que crcou
cma legc1)da no Brazil para onde a levou. apaixona.damente e a tomou
celebre . Ao cabo de alguns annos o es·
poso ficava em Londres e ella vinha
para Lisboa, a descan.çar. Tinha sau· L 11 c:inda qua 11 do r('pr~11to11
dadcs do theatro: queria representar. e no o. Ainetia OSr. D;r~<t()1
dizia·O ao \•elho Annaya, seu antigo
professor e amigo de Santos Pitorra : «Eu vou de gra·
ça, sr. Annaya ! Eu quero mesmo de graça! . . . •
'/rJn Santos exultou: tudo se faria. d izia. D,ahi
l · a dias. po:ém . o relebre actor declara,·a
tristemente:-Nao pode ser. As damas do
N orma1 nao a querem lí• ! . ..
O capricho vivia mais intenso na sua ca·
becita intelligente. );landou dizer ao marido
o que se passava e elle, partindo açodado de
Inglaterra. pediu no Gymnasio a Polia. e na
Trindade a Francisco Palha para se tlpresen·
C3Sligo .
wr ao publico c.om a mulher. O mesmo en·
Mais de·
thusiasmo, a mesma desillusào final. As actril)ressa Ve·
l': CS ntio queriam! E era tudo.
rei os filhos que
1't rleixci . .. •
l"inalmente appareceram no Variedades,
D . Ramo n
Guerrero-o con· Lucl11rla qu:rndo, nc:o ihea.
tra·regra - sorriu to~rt~:_:_:~;._,~('~~~.*!-;;a
8o5
.~~
(.S-:r
nuel Canhete, ac<idemicf\ e se·
ereta.rio d 1uma das princcz:!s Q)
reaes. d izia uma vez a Polia
que só comprehendia a lingu~cro de
Furtado Coelho e ele Luci1lda, ao
que o actor, molestado, volveu :
«E' que veem do Brazit . . . O bra·
zilciro cnt..ndc-sc melhor . . . »
N 1essa oeca~i~o Pinheiro Cha·
gas falou na Academia de t listoria
e D . Manuel Canhete tomou a
fazer perguntas ê1 Pol'a: .01 meu
amigo .. . O Chagas tambem é brazileiro?!,.
-Qual?! E' nosso, muito nosso ... U::::.a ~l vria portugucza . ..
- Pois de todos o~ oradores
portuguezes qu · fa aram foi o uaico que per~·eb i . . .
Dois anoos depois Lu inda faz:a de novo em .Madrid o papel
de Dc111i-Jlfo11dc, que era de Maria
Tobau. Representava-o cm portuguez e todos os outros artistas da
Com.ed ia oa sua lingua. A grande
actriz :\lcrnJon;•A\ Tenorio, que lhe
cedera o camarim, foi ouvil·a para
a concha do ponto d'onde lhe dis·
se no final d'um acto: «Aqui é que
t snu bem ... A seus pés! .. . >
N'uma gentileza bem soa a OOS·
sa grande artisia respondeu: cN:\o ...
assim é que a concha está com·
pleta . . . Tem a pcrola dentro . . .>
Por duas vezes esteve para não
representar mais em Portugal, quan·
1·ero.•
O velho <'Ontra·re·
gra falava da difficul·
dade de serem enteo·
didos os (>Ortuguezes,
e, com ctleito, D. Ma8o6
do Maria Gucrrero lhe offcreceu o
logar de sua directora de ~cena e
qu~mdo Alexandre Dumas. hlho. e"·
crcvcc. para clla a Estrangârn. Foi
cnl Paris, cm C~lsa da mac da sin·
guiar mulher conhecida nas lcttras por
(;.yp, c1uc o dUC'tor da Dama da$ Çamelias falou da sua peça e em lhe arran.
jar um conttacto t>3ra o Cymnase <" 'lUC
S:m.:e'" • ntc a ~ua bcllci.a de nlorcno.1.
pcrgullta,·d pasmado. no seu habito da'
louras e btanca$ artistas fran<'c~a.s. se
aquella ci;r daria bem no theatro.
1
Lucinda n:\o de,•ia lá ficar. l*~urtado
Cüclho ai voroçado com os 1ucros cio
Brazil .urastou·a. levou-a de ºº''º· J,.[1
ediflcarnlll o theaLro Lucinda.
Rcprcscntnrnm de tudo; o seu gr~1nde
rcpertorio com o theatro banal que elln
sentia ''ônt;u,le de repudiar. mas que
acasos bruscos da vida a le,·aram a
º"
1-N~ lflaNCltl"IU-tC/icltl
3-.• nj><>l~•la('.lo/01cada d,.
L.u1;lnda recrrndc>
d, 1t0.ino1.>
11Nw K'"'"'' lfllut
•> suas nt>N'&-(Cf1tJril
" ' 111111'101.uu.)
sua neta que tem uma figura de missesite estylisada com
os cabellos Louros d'um pagem da Renascença
- Uma fulura actriz, na.o é assim?! .. .
-Oh! me\1 amigo! Uma espectadora, apenas! .•
A creança acabára \un retrato de VaBe, o actor; SOrria
e o seu olhar intelligente perturbava-se. Espionava -a . De·
bruçava-se sobre o volume do Tliealre aberto e analysava
as paginas coloridas; os seus cabellos louros, muilo lou·
ros, velavam· lhe o rosto. Estava attenta; de repente saiu;
passou rapidamente deante da avó q ue a C01\tcmplava
embevecida a murmurar: cA minha iogtezinha ! .
E entllo, a um ruido grande de derrocada, vindo do
jardim, recordando os começos da grande actrlz no col·
le&io do Annaya disse:
- Ah! Os bancos, D. Luciocla! Cautela! Nao terá
ella tambem a phantasia de os vêr como castellos banha·
dos de luar?!
Lucinda fü.:ou serena, bem consciente de que essa
neta de t..7\o lindo rosto e de cahellos tao louros. com
o SC\1 ar de m.ús e com o seu sorriso doce, nt10 con·
t~uará a gloriosa dynastia.
RocuA :MAt:tT1~s.
1
r-Luéind:t c<>m s.ua tnlt e a sua 11eta. 2- A ed11caçlo da ucta. 8! prec:bo 11.mnr s:LS tlôres.
3-Un~a dlvtf'$ã.O 1na.tinal.
4-Xo jardim da graadc artista: l.uc:mda, Christiano de Sou.a. a rn1e e a 11eta da a«.rl:r
rale1r1,, 44 n1-10L.11St.)
808
e>
l '.\1.111 1._0
'\ I l;\ ll O 'lrt
O Natal traz para os pe·
quenitos o sonho dos brin·
quedos, ãs \'ezes tantos,
de tantas fórmas e feitios,
que,. as suas mãositas côr
de i-osa hesitam na escolha. Deante das arvorcs do
Natal, os mais turbulentos
/Jébts aquietam-se, porque
os fructos c1 'esst'ls arvore:;
d e urn.ravilha uào lhes
saem da vista deshunbra.
2-
Rtll* ht"it::ii ..•
(CJi(l1# UJSl,,H;s)
da. Andam agitada$ a espreit:ir e nlal ouvem
pelas ruas o 1rlu-glu dos bandos de perus sor·
riem, porque as aves p:i.reccm falar-lhes na chuva
de brinquedos que vae ca r n::ts suas casas. Dt:p-01s1 petá noite, emquanto a familin. abanca deautc
da cei~, blbé adormece entre contente e pezaroso,
deseja1~do 1 em face <lns C!-ipi n~ard::ts, dos tambt;res
e dos soldadinhos de: chumbo, algu1na cousa ainda
que faz :3ha ao Sf>u espirito in~acia\'el: o brhl·
c1uedo que não escolheu.
1- A ::iirvorc de Xalal a caminho (d~ Cba.
((1ir:ht Otilolli:SI
s-A11 viclimas do Xatal
(Clu;.hê 81S~()l.ll!.LI
809
P• lt'-'J'.'\M;t,XS
JI
.,......,,
Cosoa - t fN _,. '''ra•o• rurl, J:.
.\ Cu ... DESSA -
10 1•iw<1 duJtt.C(dO d, ,,.,,,d,
,.,,·,1, ,·Q 1111noJ).
Ll'lt-(t..}N'""""~<1dt: ~as.o No/til",
10
:'.\IAau. -
N'•• q;
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st..:r~d.d.1, l'ott~
á.
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ir
lt.
SCE:'\A I
Lu1z, iúpou o Col<OB
(l..1ú .• ·uslido d~ fulo, utd oa11j>ado tm sub ·
J/iluil as jlôrt.f mr )foreira dn sccre·
lnrin)
CONDE
(F11tnmd1> f't/11 D. e /><J1'.fnndo 11'11.ma ca·
ddra os ·d11doJ.-l.uiz 1
Lu1z - .\h? o senhor C'~·nde ...
Co~OE- .\cabo de estar com a senhora viscon-
dessa. Pobre senhora !
Lu1i-Ah! sim. pobres nhora!
Cv!I. ·•• K tu. meu bom Luiz. paua! agora a vi·
da aqui, n"cste quarto!
Lu1z-- E-,t.a\·a a anan1ar u Hôrcs ..• t-:ra o costume quando elle era vh·O ... Senhor conde, nao me
sinto o m("!~uno desde aquclle terrive1 acontecimcl'l·
to. . . A inda hoje, apesar do jit terem pas<1a.do ues
dias que o levaram d 'aqul. tenho horas cm que du·
vido da de!~raça que mt~ succcdeu. Estimava o meu
pobre amo coino se lôra meu filho ...
Coxo!
E a desditollla. \·iscondt.·ssa! Que infc>t·
tunio ! Em·ontrei·a tào abatida que nem sequer me
achei com coragem para lhe dirigir pu1avras de
co1lsolaç!lo. linvclheceu n'um dia .. . J<:ntregou·me as
chaves da 'ecretátia e tambe-m a d'aqucllc contador,
para examinar o!\ papeis e as cartas •.. A sua preoc·
cupação é 'IUC o sr. Julio lenha deixado quaesquer
disposi<;õc:s em beneficio de alS\lCm .. . E tudo entre·
gou nas miohas mãos: O.li! suas di,,ida~. os seus segredos. os seus papeis ... Era o seu mellwr amigo . . .
mais que um ami;o: uin irm~ol E lembrar-me que a
dcs,·enturada senhora nem sequer lhe -.1cu um derra·
dciro beijo, nem ,e despediu do seu unico hlho. mor·
to aos vinte e oito annos .fo'oi um horror t:'ma coi·
sa tertivel!
lnquicta ·OW a ldéa de que ex ista alguem
a quem elle amau-e n'este mundo, alguma
mulher ... tal\'CJ. t' lmpromis~11~ .... filhos .. ;
.
r O :-ellto o·ro '" ral' S4 hrr Nma <ada·
~h r,1 ckoran.!o,J Chora~. l.uiJ.~!
(?;>
t
Lt:J2 f/r:vwlnmlo·sc)-Perd1'te, senhor conde!
Jâ n~o
sei o que faço ...
Cosos- C«'mprehendo a ma dôr.
Di~~cstc
ha pouco que estima\·as Julio como se ffira
teu filho.
J.utz. - Vi ·o na.sccr, estive 8('mpre a seu lado ,
acompanhei-o 1'Hl infaucia, nas viagens, a tõda
a parte. mais que o proprlô pac que tão no·
''º morreu. . Posso a1é dizer que C'On\'ivi
com elle mais que a ma.e, porque a senhora
\•lscoodessa reside ha muitos annos no cam·
po. Estm·a aqui quando o le\'aram d'cste quar- rf'
to. Parece-me que ainda ali está deitado l\a
cama. que o vejo immovel, st•m vida! ... (tlu>- ~
r.11 Oh~ senhor conde! Eu rndoideço!
Co'" DE ( > que faria se as:oiistisses á quccla
do ca\·allo! Faz hoje uma semana ?
~
l.011.-E polos modo$ pareda que adi\'I· ~
nhava a lguma <lrsgraça ! , . .
,
;;g
··1"'·
Cc>NDE
n'estc! ulLimos
tempos.
.\1i:
chegueiI\lutl[tra
a perguntar-lhe
a raz3o
d'e•sa
'
mudança.
Ll'IL /i1r;·"lmllaria1111'11k) Oh! tinha um grande pesar, ~otrr ia muito...
l"'L"'
C <NOK (qur m?o quviu tl.1 11/fl'mas j>aln:1nts (... .
dl'. /..ui::). Os $<'.us papeis cst!\o aql~i, (aj>Dn·
/'a_,·a n surrl1u·ilr) nao é a11>im! E aq~~
(mJua o l'ONlrt1for) devem estar os ma1~
"
amponantcs •..
".ª
•1 • .,_) ·'"" :i./"0.. ro, ,'""2. /""1 ('\;,, l"'f'"~L-<:"J, r>:·i, rr:>. f'{':i.. ,~ f".';. .rl':l.íf';.
u~~~,e..e.~;.ky-~~~0-1.
-~
•
~
Lc11 -. ícom ;:i;:flrid111fe) V. ex.'
.,.J- vac. exammal·.o s
{A.>SDK-ja.
~.sora me~mo:'
n!ln. l.oJ;O •. ,
>ª·
((_~ ,,,,! ,,
• ainda hoje. Quero i;atisfozcr o d~scjo da $:Cnho '- ra viscondessa e levar· lhe qualquer consolaçno,
o mais depressa possivcl. g tu v~ws :tju<l;1r-me.
l.Ull
Da melhor vont~'dc, senhor conde.
Co\01-; - Provavehnentc ~·onhcdas os set:"redos de teu amo. Podes scrvir·1ne de i:;ui;.t n'es·
ta ~rave tarefa.
LVII
Se o senhor conde me quer dar e..~sa
honr.t, al~ ... (calc. ·s~ d~ sulnto).
CvsOK - · Dize. Luiz...
J..u11. - Lembrei me apcna~...
.\l~ma
CO'lrr:DK-Conra o que !tõ.tbcs. .
mulhet>!...
l.vrt
Nno sei nada O f)ottco que
sei n:lo pode ter importancl~i. E' tal·
vct. melhot o senhor conde dei·
'.'<:Hf isso para roais tàrd..:, qu:.m·
do C!tivcr mais tranquiHo. quando a senhora ''iscondcssa partir
g
b
~~
~
~
Cusnf'-'"
Entao ondu. onde
eSl!\O~ ~leu Deus~ Eu JK'rco a C.."\•
l>cçal Luii:. diie·mc onde est3od
J.mz No conrndor ...
CoN• ·~"" \
Ah sim! E' verdade! (/'rt>t11·
ra abrir tH Jffl!'t'/11.t) Fechadas 1 \s cha\•es.
Luiz ! t Quem tf•m as dtaves~
Lu11.
Nào sei ... aiot.la não sd <1ucm as
tem... Eu me encarre~o de tudo. $t:nh~ra
conde""ª· .. ~las agora é melhor 'l\u.: ,., ex:
se retire . • e• ~enl.or conde l10de \"ult;tr. Pe·
ço-lhe que te \"á <"ml.ora.
Ciso•''~ - Mas n!'to rompr(' ht-nd~s que
1norro d'dndedade~ X<io com1 1reh~ndc.s...\ ,;ua
morte iors1lerada .•. Sem nada prtc,·t·11ir ... E
qualc1uer bHhete, qualquer c.:arta nu111l1a cncon·
eV\...í
;,., --)/fV ~
.
1 1
~o~~T·h
~t~
\'.-,, •.,.:r
Cosor.- en odcmcdc<cm·
1>tnh3r d'esta missào delicada: ;.
nc.. e~s~tn , cumpril- a tao deprcJ:•
"'ªquanto a minha tfôr o pcnniua.
\tê Jta. Luiz. Xào me demoro
(1/111fl'·St pnra a porln dn t\·
''(-
1
1111r1da;.
l.u1z - O senhor conde voha ..
<.;osov. - Volto. Vou agora te r
com a senhora visconrlcss~1. .1
quem deixct com o medico. Pro·
~ ~ d"o folnr-lhe por causa do l>~a5~u
~... que <1uer mandar fa:1.er ... ,\te J·•·
'.'?
•e
( f>aqrrülos afsrm1s se~11111/oj,
enlr1t f't'la poria da dirdta a am·
" 2.
1/oJ.-1,
,,., /1111f11 J.
.
rom
CiJ~J)t-SI::;\ y
CnN l>KSSA ~~
(
ts "')
datou·
prua11(llO,
SCEXA II
f..UI/.
Luiz !
1.uu - .\ senhora
cont1cs~a
~aqui!
l
Está cú al~ia~m~
.''J.. 1.uu Ha um momento que
s.llu o tcnhor e-onde.
,,..
Co~oRS<.; \ -
COSl)K..-.sA-Meu marido~!
-
.~/(~
...
~
~-
L1·1z - Sim. minha senhn_ra. Foi ter com ~senhora \"iscondessa.
CO'-DESSA-E ainda
voh:t~
l..Ull - Disse-me que ,·ohtl\·a.
li \
CoxoESSA - E.nt:io !'<\ir.·l pela porta do
jardim. Nào ''erú a minha t·;1rrua~cm .
1
v
Lu1z - V. e~.~ veiu ele earruaAcm?
CtJNOKSSi.\ - Ficou u'ella a creacla C'om
minha filha: disse-lhcsquev in.ha visi·ar a ~cc1hora vis·
condt'SSi\.
J.t,;11:
\r. ex .• aqui, n'cstc 'tuarto! (,)ue impru·
dcncia!
t:osor.c;s \ - E as minhas carias. os meus rctrdtOs!!
Lu11 __.. Oh 1 senhora condt!tsa :
C._,SO~SS..\ - .\ntes <IUl~ dlc ,·ohe! (rorre
,... /.
j111·11 a surt'llin·a. ott'1~1/t11. "'!''' -~a;·da
t ·-y-
trada por meu marido pode 1~1dcr me J .
para sempre!
~~
L\:11.
C~lmprchend() muito h><·m. ma-. ~
as:ora tt impossivel. Confie cm mim. se- ) ~
nhor~t c-omks-.a .. , deixe tutlo (Hor minha '"f' •
conta.
-...., )
CuN r' hSS,\ - N":to ; n?'lo 1snio cl'a·
qui. ..
Lu11.
\la~ o que a senhora qu<'r ;. lm5>0ssivcl!
CostHS'·' - [mpossh·el?! Pcor,1ut•! Tu n~o vês
que çU morro de tnedo! :\leu l>reus~ .\s ch-<1,,.·es~ C•ndc
est,\o a~ d1a\e-5! Qut•m tem as <dHln'! "
Lv11
Eu n!\o as tenho. mimha senhora.
<;. •sot,..,' .\ \"isçondcssa"
l:t'IJ ... ~ft'".,'UC: põde ,·ir al~gucm. ·.· .
~Co:-:nf''' - (Juem tcin a:-: chi.l\'<'S. tlu:e ..!
Queres 1•crtlt·r-mc, Luiz:.
_'::J_~
L1·11 ... J.:u~!
_ ______ ______ _
~
e.,)"'"")
ue nao estao ahi.
0--:J?...
'S.~Â\1.êY..?SiD-fJ).:l.[~~~
la e remo:e
Lu1.l -
f/(JJ
P,tf'tl\, tdw1/m('JJ/f').
A. senhor~' nmdts!la bem sabe
St1
Lv1z- O senhor conde!
CoNoESSA ra1111it1uilatffl/·
r-fl~U
.
~
(,..,.
.
"'\..f.J;V
marido?!
Lu11.- A senhora viscondcs:m entregou-as
"ti
'
ao senhor conde para pôr <'m ordem ludo quar'ltO
pertencia ao filho.
Cu~m-:~sA-Mas as minhn~ cartas est..'\o ali
.l drnlro!
LUll-:-.Cnhora conde5sa. son·toue...
CoxoE.SSA-E como qu<"rts tu que eu~-
g
J.u1z
r-;cnhora condessa, e a mi11hn rcspon·
sabll idado? ...
CoNOK-,~.\
O que é a tua res1>onsal>llldade
comparada com a miaha honra? ...
Lt·u Julgar~ ...
'...:OxoE'"-A-Quem desconfia de tP Queres
que deixe um nome infarnado oi minha hlha?
gue?
Lcrt-Farei tudo o que possa ... Quando
\'ir as cartas da senhora conde~~-•, escondei-as~.ei
CONDESSA-Ah! eH enlouqueço! fappro.i-ima·st do <011/ador e j>1or11rn ârromtar a fecha ·
i111rn).
Lmi
O senhor
conde pode voltar
d'um momento para
o outro. !'e·
nh<•racondes·
sa, por pie·
dade!
Cosot:SS.\-~im' 1-: ahrir!l o contador
e encontrará as minhas cartas! Ah! Eu
pcrro o juízo'.
l.utz-Peç-o·lhe que nmlic cm mim.
condessa... A sua in3istcncia
~cnhora
pode trazer-nos wua novo dcs}Zraça.
CoNm~SSA -F;im ! N'ova <frsgraça. maior
aincln que n succedida~ :Minha hlh:t! Minha m:te! O
meu numc 1
Lu1z Por sua filha lhe peço que ~e v{~ embo·
ra ... fJ S<'nhor conde pode entrar. Como explicará
,._ ex.· a sua prcscnç-a n"t·stc quarto?
CoXOf!'-,A--- ene nào dt·sconfia de nada?
14t'll- De nada.
("'...-,
CoxoESS.\ fduidid111 -Ent!\o fico! Ex·
plicarei a minha prc~f'n\a ele qualquer mo·
0
"'..J do. O puncipal é que mr.-u marido n~o
penhaJ'~eça aqui sú, um unlco momento
'1.
Lu11
CvNorli:l~A
E procuraremos • . • queimarcmos as cart;\s , . . Destruiremos tudo ...
~ó tu me podes sakar! Espero ac1ul meu
marido e n!'lo o deixarei só. jura·me, Luiz.
que far!ts o que te peço : jura·m'o pelo nome
de j ullo, l'romctte·me que íarâs isto por amôr
d"elle?
l.u1z(cDmsllle11mídndt')- Farei tudo
para salvar a senhora condessa. Agora
socegue, enxugue as hu~rhua~.
Ha ali um espelho. . . LJcpres·
sa, por amôr de Deus 1 V cm
ahi o senhor ronde. • . $into
passos. . . Depressa!
SCE~A Ili
Os )J E,.CiJH)S 1 eo~·oa
:os DE- Tu aquP?
Co:s-DESS' -- Saí de rarrua·
gcm coin a Ma~ia .•. Lembrei·
me de que cstavC"'sscs c/1 e en·
t rci . ..
CoimE (ndmirnlfo) N'cstc
quarto?!
CoNO.&SSA- Procuravaavis·
condessa.
Cos1>x- \'ae ter com dia.
Estimará ,·êr·te.
Cosoz~~A - , ..amos ambos.
CoNDK- Yenho ogor;1 de lá.
Soffre immenso!
CoNo&SSA- F.' talvez me·
lhor debcal-a sort·~ar.
Co~nH- A J\foria licou em
b"Jxo?
~
CoNoessA-Dcixel-n na car· 't.J.,'J
ruagem. Vamos!
')~
CONDE- ;\inda n~o.
51i.(.
Co:rnllSSA- Ha t;inta trl•· \.t..
tez.a n·csta casa:
CosDE-Para que \·ic1·
i~ Y
te? O melhor é ires embora. \"ae dar um ~~
pas1eio rom a pequena. Irei dcpol~ ltr ~~,
comligo.
F{
CoNni.ssA,.Jt'11sisli11do)- \'em co:nnos· /
..
co, Mario !
1.
CoNuK
~n.n posso. Ficou de 1'rofu·
rar.mo o csntlptor. .
C·>NtWS">A
Pode demorar.se ...
CoNIH.
:\Ceia hora . .. tah-cz nem tanto.
Cos1>•·''" fü1pero enlào por ti.
Cos-DK Nao. Olga, para quê!
Co!\rn ....s_\ Quero estar ao pé de ti. Sinto·te t.:to
tri ..te !
Cuxnt· Como quizeres (para l.ttu).
~teu caro Lui1., manda dizer :. crcad1 ,.,.\.-....-)_
que C!(}CTC por nús. Vou escrC\'Cr um bi· 1 '\.) 0 ~J
lhet~ tl\l~ tu entregar:ts ao esculptor
\ _Lf\.J
quando vlt·r.
. r~:~.
)
..............(...r-:,,u:.~5;..p:~~~~~~'J
~;r':_JS_,, :, . ' ~-:,,,
~':?
~
•
-..
L1:1z - :'\luito bem senhor conde
(sae) . •
.
SCEX.A IV
;"):
r .
CONDE R Coxr>F .. s \
Co~os
(se11ta-se ti serrdarin e prepara-se
r'). pnra t•srret·ti')-0 eslado ela viscondessa in-
:.J spira
2
~j
~
.
\j\_l/l
dt1, Ac.·onselhei-a n que partisse para
o campo. E' necessarlo tirai-a o rmds deprC!lSa possiv~I d'esta casa cheia de amargas rc-
cordaçocs. :\'ada aqui tem a fazer desde que
me confiou a ~rcfa de cxa1nina1
os papeis do hlho e de executar
I• ~ a. SllO-' uhimos ,·ontadcs ... Tanto
(, dcseja,·a dC!1ea11<;ar !
Cosogl'<omoduj><rlan1io1
Po1s
vamos! \·ou esC'rever duas linha.s.
.Dci:<.arci ao Luiz o retrato dcjulio
e sairemos ... (u11/a -u e es"rr.·(. Pa.t-
csculptor tem de começar
jlt a trabnllmr ... A viscondessa quor çollocar o
bu~no do lilho no parque da casa do campo ...
sado um ilutn11J~)- O
(LA-:•a11ta-sr.
~,J
r.011dessa cbur:w nlk11/nmotle
rf'ldn um do.~ Sl'llS passos. O roude approxima-st
tW r.011/adnr).
Cosn,....sA (rsl11fn:fat'lâ)- Que faJcsfl
Cosog Vou abrir este contadocr.
Cosn•-•.\- Para quê?
Cusor. (s11rprdu11dido)- Para
qud
~
~
Iremos. findo que !tf'ja tudo isto. passar
wna$ semanas á Sui,sa. Pre':iso distrair·
me. esquecer-me. ml.ls...
Coso.ESSA- Mas~
CoxoB (le:.•a11tn11dt>·U) J.:· preciso pri·
mciro cumprir este doloroso dever. Tu sa·
bcs calcular. querida Olga, '-lu::mto me cus·
ta estar oqui, n'cstc quarto, onde paSSl'i tantas horas
alegres com Julío!
CONO .. SSA (iusisli11dq rom 11u.·ú:111'u t' prorunmtlo
ro11st1-:·nr ""' asf>tr/q lra11q11i//q)
Vem, 1'lario! \º3.
mos embora!
Coxos Recordo-me quando \'oltou da sua lon~
viagem. Que contentamt·nto! :\ao nos ,·ia·
mos ha,;a tres armos! t-:ncontrou-me casa·
do e pac da nossa )lana. . .
Co:-;OE...~A-Essas tCt."ordac;ões entnstC·
cem·te. Yamo-nos embora ... A Maria
cst:1 li nossa espera...
~
prorur•tr o rc~rato de Julio; a:rciQ que
,,~
deve cste1r aq\11. . .
J •
Cu~ l>t~SA
Porque vaes 1ratau ,!1 d'is- l..:, • ~
su? E!p•·ra al;.:uns dias. para qurun<lo esli· (\ "")
veres mai" socegado.
j
.. 71
Co!llnK Prometti á visconclks a '1UC ' " : ,0
me oc4·,1pruia do busto sem pcuda d'um
""'
momcn.o.
CoN1>t!-~~A
Espera, ao n•cuo1s, •ttl~ f1manhà.
CoNi>K (com dorura)- Já C$tl.'revi o l>Uhe;.c. met·
ter·lh<>·hei dentro a photographlia e iremos embora
(:'lle p11n1 dnr :·o/la ti d1a:.·e/.
Costu:.,.'" (drte11do-o) - X:\o ~at,r s
Cos-u& .. Porque?
Cos1ns'" - Podes encomrar n•tss;, ga·
veta al~um.1 coi~a que te affti a e t-ntrutc· •:-') _
ça ... E tu estás t:t.o apprehensh,o, \.io tm· ~. "'}
pre<i:s1onado!..
~<...
J
CosuH Conservarei o san~ue frio
---LJ-~~";J..k':j_{['"~;;.0-G}.~]).(')..;8.
::>
e .,
,
('-'//\-,,i'~~C-l'f;y
• <...
'J
~
';- _) ~ c_:;./ ~ CJV ,N
C.->J(
~21 JOlll /('YllllYll). T'tanquillisa•tC, '({'11
~ Olga!
• •
,.;'"
•
.rsr.~~~
u .. ) ...~ \.J...,5 \{,S \.i.:i S:('
c,)~DB-E depois?
;= • J/I .·
Co!<OESSA - Como Julio morreu
•.
CuNoESSA (s11pplicn11/c)-Nao
~1:7 V
de repente, as cartas e as photogra·
abras. peço-te!
phias ficaram entre os SC\1s papeis ...
CoNo.K-l~stranho·te f'ada vez mais! (oflla
Co~ue - Conti núa...
'r
pnra e/la e rcpilra 11n s11a j>allide:). Es ás a tre·
Cv:SUl!SSA-J~J necessario de,•olver essas
mcr .
Olga, que tc1H u?
cartas. ou que as rasgue alguem <1ue esteja na
Co~uF..:,:>.\- \ 'amo 1\0e d'aqui ! Supplko·te!
confidcnda d'esse segredo . . .
Casve O leu te ror é absurd<>...
C ·~»K-E's tu esse algueru?
~
Coxoi:ssA- Nào, nào? Ü.t\'e·me, l\'fari .J !
Coxol!SS ..\-$ou eu a unica pessoa que sa· "'
Vou confessar-te a vcrJade. i\lenti·re CttÓ a;;ora.
bia d'essas relações e íoi a mim que essa p<>·
Quero explkar·tc a minha presença iiqui !
bre mulher se dirigiu para o de~ernpenho d'es·
Coxot-.:-At! que einfim ! Porque o teu 1nodo
S(l missào. Deixei-a tào desesperada, pediu.me
de proceder i.;omeçava a intrig(Jr· me . . .
com tanto empenho. . . E' mna mulher casaC;,)~ IJI".~.\ - Tens razào. Contar· te-hei t\1do .
d~t ... A\:ceitando csteencarsojulguei praticaruma
E' um segredo!
obr<t de caridade, salvai-a d'om grande perigo.
CoxD1;. -Um segr'"•do?!
CvNOt:-- E acceitaste?
• J:()~.
CoNDKSSA (h1J-rrorisnda rom n im.=., ~ • 1>re.rs1UJ rausada pelas suas f>ala·
"
-;>t·as, mas recuperando animo}- Era
\ digna d'este sacrificio. E' mais in·
feliz que culpada! l+'oi boa esposa
e boa màc, conheceu Ju io e, l'1'um
morueoto de loucura, succumbiu.
A expiaçao tem sido dolorosa ...
Tem soffrido immt-nso. Porque ha
de ficar coberta de vergonha e dCS·
graçada? Nao é verdade, !\la io. que
n:\o me podia rCC\tSar a praticar ~
esta obra de mizericordia?
•
Coxos - E era isso q ue querias
faze: tào mysteriosamente?
~
Co1<0E~S·' - Julguei que o pudes· !.{,
se conseguir sósinha.
CoNot: - Sósinha?!
Coxos· s" - Sim, nào o n ego.
Aproveitando a amisade que me liga á viscon.des.s a, vim aqui. vêr se
obtinha com 0 auxilio do Luiz . ..
CoNOS: (i11lerrompe11do - Proce· •
deri<:s melhor se te djrigisses direcuimente a mim.
..
CONOBSSA- Nào sabiaque a vis· lft.,
condessa te encarrcg{tta de exami· e
nar os seus papeis . Depois ... era e"'~
wn segredo!
Co1<0•-E ru. teu rnari-:lo. nM ,( l
le iospiro <.·oo~iança?! Que \'amo~\-t,
fazer agora?
CoxoessA-Agora, como sabe~ "
Co' 01:.SS.\ (/Mrâ g-auhnr tempo;- Vê
tudo, espero que me ajudarás.
se nào ha nini;uem.
CONDE (jitauáo-a i11terro1[nlivamc11!e) l_.,
Cu?>'lll~ (olhando t•m redor d,• .ti)-~ào
Queres entào que nào abra este contador?
ha ninguem.
Co~oess.\ - Consente que seja eu quem
o abra.
....-: "
CoNOKSSA - Mcu Deus! Dae·ineanimol
Co!'Dl•: ·a/ra:·essa ti sre11a e se11la·Jt:)Co!mg - j á'
Ouço -te.
Co' D'-SSA - Já!
Co ~DE- E~s tu que queres examinar os papeis de
CONOS;)SA (depois d'uma pnusa)-Como te disse 1
é um segredo. E' escusado pedir que me dês a t a
Jutio?
CONDESSA - Como ningucm deve saber o nome
palavra de que ficará entre nõs o que te vou dtxer . . .
CoNoF.-Ü que vacs contar.me é assim tao gra\•e?
d 'essa mulher ...
Co>m•- E não podemos cumprir ambos os deve·
CosoESSA-JuHo •• . mantinha relações com uma
res que nos impuzeram? Nao me consideras capai de
senhora a quem cu .. . (inkrromjJ.t•·se d.t• mn·o) .
guardar esse segredo como tu ? 1\~~o é a
Co~o· - A quen.1 tu conheces>
curiosidade que me leva a contrariar os teus ~~ _
~t
~o:o; 1Hs~e\- UoM amiga d';nranc1a. Pos·
o
sma cartas e ri tratos d'essa senhora.
desejos. Nao po:sso consentir que outra pcs· (_~ ~
soa.
a nào ser eu, revolva aqucllas ga·
0
?\'uma pahn ra. tudo qoa1ltO a pode
vetas. Podem ali existir outros segredos
~ ~ ~ ( ~mpromcner
..,,,
t3
[5
~Z'J3 ....
j
.=- /<0P J"\"":l.
"'
J./~..j..f~ .Jfo=i(__")'-<. "",.....~,.,..-J~·
Sq
Q
·:-
~-:ro
..
~->-
~qu:~: ru!I.; de julio quer que sc:"1
y
~~~;@
f'll
•
r"\)V
:.. J/}l.f~
~~º
vale a pena discutir. TraHm:mos
conhcç<.t (m11da.11do df 111111\
d'4..~stc
a!õ.sumoto m~üs carde, qu:m
do ambos C'stivermos m;.1is !wrc·nu~ . .i'\ 't•!cc mo·
mtnto ~e'• quero o rnuato (fl/1/Jnu-ima·M
ron·
tat"1r).
Co' Ul~"SA
Lembra te c1ue t'S!la mulhc~ mor·
re d'andcdade. que espera o meu rc-;re~~º t·omo
a ~~1lvoeç!l.o!
Co~nt~- Porque n3o me deix•tStc ha pouco
ti,,
Cosof
)(ais uma r:1z.'\õ ! ficou
St'U l~Omt". E: de\·er meu zelar ll sua
mf•ntorta. _\~ora. se qucre~. vamos
o
ahrir o 1·ontador.
Cosu . . , '
<)m· modo sin~ular os homt·n~
teem <l'cnc·arar as co:sas ! :\a \"ida, ~t', rxi!!ite
a honra elo marido: da mulhe;.·r. nuuu-;.' ! Até
c1uando o homem in'";ima a mulht•r, me m;.tis
àustcros tom:11n o partido d'eHc !
CosuF. Ol~a ! E's tu que me '°al:1~ assim:.!
Cosn•'''
Perd1la ! Perdl)a' Tount1 a ck-
H3
o
-t
~
•
•
vt
~:~~~::~I~~j~:~v~u:~~~,:~';;·~;,:'~~~~=; ::~;r~;~~.i:·:;~:~~~~~:~:~,;:;.~~~::~;;;.:;:~:;: ~~~.~,)
(;o~ oK- Podes
qut~ nln~'UCm aqui
01~.
assegurar lhe
virá, que nin-
olha p-.ra mim! fA
romf<~HI ,,.u"11d,· o
gut.•m lerá as su<1s cartas. Serlhc·
ernrc~ue5 brevemente.
(;ONl)K SA -Aberto o COI\\,;\•
~
hno
11
.. <:or. scr{1. descoberto o seu se-
·~
Co~ OM
r~··
·-, co
~
tdej>ois d'um mnmr11to
,;_dr rrjlo<>o)-Tcimas> T:.O pou·
,:';
conha.s no teu marido! :-\!lo
quf·rc~ que trate d"esse ncgodo,
;.·
,.~
~---~~·
Co~ 1>,S..,.\
D'eHc depende ...
n h4 mrn cl'uma mulher!
Co:i<:nM(ilritado. mas prorunm·
do to11.t1_•1":'ar·se scn·110)-Pnrecc
que mo tom:1s por al~ucm c1ue
n!\o !labc o que é a honra d'uma
~·:
mulhc..·r ! Lfila·a dcmorndttmollr}.
· (Jl~a. tu Cnt'obres ·me al~uma roi·
sa' J.:• a pnm('ara ,·ez que 1e n!'lo
~ mo!ltras fr.u\C'a commu:o. .\ tal
f nmH1cr parece ser pessoa que
1:'l muito de perto te toca~...
fJ Cu"" 111:...,.._ \ 1perplexm ~ - J.:• !
Co" 011.-E' necessa.rio que nu•
• expliques o teu singular prot:C'·
f\.'
#
;
..
·~
:2. preJudlras mais a
1
~
tu.1 amiga do
<l\U' n serves. Pcn(1lisa-me c1ue
clmmcs mni$t3 a uma mulher d'(_'S•
,
8
). sas' ,\ deíe7.a que empre~as ~
• . ( nociva :1 sua causa. e dt·poh. ..
conheço todas as tuas amJ!f<ic> e
me é lidtoculparoenhum~• ..
Co:sotts~ '-Ah! u!\o! Todas ~~s tuas
suppos;ções ...
Cusne -:\à • su1)ponho nada. Sou bas·
tante nobre para fazer qualquer supposiç~o!
Cor:oHSSA lq11e penft- a t'.<1fltn111(a tlt• 'i.."e11°
tt'r)- F: porque razào fa1.cs todas css;.1s
perguntast
•
n~~,
CosuK
Para explicar a tua condurta. E' a pri·
meira <'cnsura que me vejo obrigado a tliril{ir·te. Tu
só pensaste na hollla da mulher e e~ucce!:te·te de
todo da honra do marido. Nao sei c.1uc· u1>ecie de re·
la(,''h·~ hOU\"C entre Julio e essa creatura, mas como
o ami-.:•> a c1uem entregaram o que ha dt· mais melin·
droM> no seu espolio. é ncceuarin que sai·
"'"·· Co:-;oESS.\- Mas o teu
vh·o~
ami~o
já n~o
rosto 111u 11111M. O ro11de ahrr o t<o11fa,/m
rom praipit.1,,10 t' tir11 da Ka:·da 111111 p.uotr
se/lado. nt.1d11 rom uma fita. 1
Co~uy,, \
(t·r,i:uo1do·se com ;·iolt .,,,.,,,
:\no tihra~ i~!'l;O
1
$;'lo
35 carta~!
Comu o sabes tu:.!
Supponho.. . tcnhm a t l'rteia... (o
ronde rollo1·a o parok sol!rt n .t1'trntri1 it~ r ':"til' porn o
abrir.\ 1';'1·me is~o •. . nl\o abrns ! 11:·111do qut' o ronde
q11tbr11 o lttt'rt'. I l 'ma pala\"Ta s/1, ~Hario ! < lU\'C ~ Xem
tu 1wm fU ai.riremos çsse 1>açote. • .\ '"i~condessa
que o ahra !
''oNoR
CoNm~'sA
Cosur. - \ ,·ist·onde!t!a. ~ ~
<.;oso .. "·'- V>ndcS<'cnde a f"J_ue seja clla ~
qut-m o ahra!
~ ~
co~()t" (rokrifql -Tens assim. t.mta
L .. J
.
W8
d'<-·:t!amulhcr" Córnn ~uc·
rcs pedir li \'isco11dcua 11ue
o abra. mer~u)hada, ·01110 c-it."t. em
tdo pro.ündo p(.·sar f l'crtultte que
cu mcs1110 o abra!
t:o'.'O&!-:-.A-X~o. n:lo íac;ns 1no ! L.3 ! {moslrn-llu· o que· uM t'Un"ftla "" pruolr).
Coxu1t 1:k11do)-. Queimar sem abl'ir. Bem.
Oh:a. n~o abrirei e~te pacolC, mas quero saber
a nome d'cssa mullu:r !
Cosor"-SA 1rom e»o.i:ia. lemfo ai11da a <S/'e·
ta.S
Para c1uê ~
Cos-111-;-Xcm eu !i<C-i 1,ara qu.... mas predso sa.ber ... é necessano l(\lt'I o saiba...
rt111('1 dL' :vnur) -
CosI>Ess.\-· Impo:-t~h·el !
CútoE
Estou deddido a conhe(·er esse no-
•
nv! a todo
0 C\lSto!
~'1('r:;i
"'ª'"de carias,. Pois \'OU ~~/TI
. . . .
1fo
8
) ~ -~
"abe1-o !
Coxos~SA- .Nao.
n~o. :\lario ! ~
~upplico-te em nome da no~sa hlha.
da nossa Maria! (i'e11do fH'Jrem que tH uus ro·
1ros sno timlâ-S e çueo marido ro11lt'111ur aras.~11r o im.'olurro das carias, lodo o uu desespero
•
st l.nmrnmdn cm fun'osa rez'()/ln) Mlscravcl ?
CoNOK
(romb ,u compreluwdrsu ludo aqurl·
/e mdominn;·el grilo)- Julio! N!\o ! E' im1>0s·
•
shell (r rom ag-ilada t·iok11.da arai~ tÜ abrir .;,
o f"U''''° dr rarla.s. olUÍ~ lo..i:o s,. llu drfc1ra o~
rdralt> da <t>11dessaj Olga! f. I su11 rahr(a a_MI< t111,·e as m1>os akrlas, e rae n°111R11 '°'fora,
prb1lrado tda surpresa tia rr.·da(llo lrr~Í:'t/j •
.\mij;.!o! r: amei-o cu como urn lrm:lo! A rni- ,
nha ca!\a ... o meu nome ... (O so/Jt(ar
tomkss11 dn/)('rla·o db seu do/IJroso dts~·arlo.
R11/11rerh/q, ergue-se. O seu olltnr c11ro11tra so- S:
bn.· a sarl'ltiria" retraio da tmula.ra, Que "
ri/e dtr.:airadamenle 1as1{n r nrrrmrra ao
tkbo. Cn111i11lla depoi".r parn n mN/lter, ..
amrn(ador) Infame! Infame! 1'~ ~e te ma-
dali;;,
~~se
aqui.
01lde
deshonrastc o meu no·
~
mcf ! (As s11as mtlos iradas 911t1si a a/o· "'
gam: mas tf< reJ;<nlt a s11t1 tolac1 to1r..·1 r- (}]
'<-.u 11"um allir:o dude111. Appro.l"i11111·se surdária, atira
de rar·
la.r para a ga;·da do ro11latfor. q11r
da
o/\Iro/(
lufla, e aftq11la a
poria " tomlc·ssa)
ey
•
Saia! Fúra!
CoN o ESSA (com uma de6il 'l.'OZ /111·
plont11k- l\[ario ! Piedade!
CoNOE-Nào te farei mui. .. Mas
dcsapparece da minha \•lsta l
Co!IODESSA-Piedade! Tem piedade!
(A/Jre-se tfe manso a /t()rla da n.j
L\:ll (do lodo dr forn) - Senhor
conde. é a menina )taria ...
Coxne (magomla11101le) A rlli·
nha filha!
A treá11(a. -=.•t•s!ida dt• brn11ro, e11·
Ira a rorrer, clrama11do: 1lln111/l!
1
~
.....
Co~nHSSA-X:toabrlr<ís
Jl/ama /», A
e::sc mll\"O de cartas?
CoNDE-Xào sei.
Coxo.1...,.. A - X~o tens direno a fazei-o.
CuNoa-E se '> fizeu~:.
Coxots.o;;.A - ~A rua honra n~o te consente
urna.. tal :an;ao.
.
V•sns - Tmha uma clcl'h'Ulpa.
(11'um ahon'(" dt' médq}Eras capaz: de praticar um ~1rto t.no indi·
gno? ! .Xào, :\lario ! X.'\o acrNlito !
Coxm~-Ouve, Olg:,, .. Vem cá . ..
Pnr<1ue procedes. assim commigo? Queres
semear a disl~ordia entre- nt1s por causa
CosO.ESS\
..
:J"
de uma mulher infame~ Di1.e-111c porque . ..
Rc\'Cla·me o seu nome •..
Cu~DESSA -:\:ao devo!
Cos1>11-X!\O m·o di1.es" fra·
mil14a agitado /IOrt'l a utn"11it1
t
r11s.~a 11~r::osamrnft"
o
úr.~hurq
111t1e
j>raipila-s1·. tlt i>ra·
(OS álx:rlos, para a filha. lútlllo, ro·
pldn. o jnt' i11ler/>f)e·se. /e:.•1111!11 1101 bnt(OS a
rr«mca. l'<ijo·a phrendirâme11Jr t l"<flUI passo
a jtaHo, romo IJMl'rcmio sal~'ar a filha d"alKm11
graRdr 1><111:0 q11e a omeo(o.
-X~.
mrnha filha! Tu n,o
po lcs
~
·
cn·rar
aqui'
'
Cu'.\UISSA (:e11do IJlf& a 11"'111tfomtm,
Krt'lq d~ tl.t'suftt'ro)-Mario! Minha
11'11111
filha!
CoNOR (ena1r1rame11/e)-Dcixou de ser
tua! E' tf1 minha!
0
(litlla da Pllologntphia I 'asq1u•s. /11.
loprrla(dO dos artores do /lte11/ro /).
..Varia, srs. Cor/os Santos r l'inlo de
Campos e IJ. Jtmia Pia d'Al-
mádn.
••
~
N'esse grande
an i mato~ra·
pho theatral que é o palco do
D. Ame'ia. acabou de pa~~ar
a fita archi·dramatica de )timi
Agugtia. F.' ainda uma acniz
italiana d'cs~a nobre, prolifc·
ra e classica progenitura 1:-ttina
que jú no tempo aureo de Au·
gusto, tendo assimilado, com
o instincto §Offrcso de con·
quista que caracterisou os ro·
manos, a arte sccnica do:'I src·
gos. interpretava os Lancinan·
tcs con.ftictos de Senc<.a e as •rn·
&edi;_\s heHenicas. Esta siciliana,
t!\o maravilhosn.mc:mte dotada p(lf:l
rc"i"cr e1n scena, cm cxtcriorisa·
çüeJ: pungentes, os tiramas de \•iu·
lcncia determinados pelos embates
dos iostin('tos, n:io é apenas uma
das act:rize~ mal~ prodigiosas qut-.
entre tantas celebres actrizes, te·
mos contemplado ;1gitar-se e deha·
ter-se n'um palco. A sua arte, nl\o
só pelos seus cs1>anlosos recursos,
nos emociona. As platéas da Ame.
rica e da Europa. que '•eem ele
aC"C"lamal-a em lrrcprimh·eis e una·
nimcs mo,·itncntos de cnlhusi.asmo,
n3o experimt'l\taram apenas a scduc·
'~º ilni:>e1i ..!la da ~ua arte perfeita.
Foram rohrctudo subju-.!adas pela C"lt··
me1uar sim1lliddnde <h1s <ltires (IUt'
clla tão ;.1cliniravc:lmcntr. in•cq)rcm.
Essas mullWl'C'~ b<1rbaramentc innm·
scientes. ck uma innoccm.·ia aninml
mesmo O<l crimt:. vic:im:1clas pf'h>
amt1r, sul>nwttid;is á ÍJtalidade do~
e 1- Na .Valia
J-0 p1hilclro rctriuo J> rtuir:uu
d~ Mimi A~UJr;h:t,
nto J11•cllm d(' 111\'t:tuY do thc11trn
D. Amf'ha-((.71d1/ d~ ...l'olOllkl.)
4-RtttAIO •111 actrix orado cm Ban:t'l•1na
~-Outra phof>tot:nphi.a dJ1 llC\tll.
ff'•h>
f'in
B.:uce1o"•
f('b<l1h ~'t'IO'.'>Aao)
mulhen·~
rusticas que consti·
tucm a sua dramatica ~alcria.
rxerccin um empolgante domi·
nio sobre os espectadores, pela
ausencla de complicac;õC>s na
sua cstru(·tura moral. K' um
CS(>CCt.aculo que ::io mesmo lCnl·
de todos os conftktos em que
nao i ntervem o corrcclivo salutar
do raciocillio. E o mcchanismo
singelo cl"cssas arções precipita·
das constitue um contraste im·
pressionador com as con1plexida·
des envoh·entcs d'essc outro theat ro q ue ir1ça as scenas cootempo·
raneas, e oncle a \•id~1 está na
depcndenda de uma confusa legislaçào de preconceitos, de tran·
:;igencias, de dissimulações. de
convencionaes mentiras e de pa·
radoxaes d ireitos. O drama moderno é 1)~1 sua maxirna pane um
drama intellectual, pela dominante
intervençtto do peosamento na
sohiçao dos confl ictos hun~anos .
D'ahi a necessidade de reduzir a
tuna sobriedade de altitudes e de
expressões physionomic:ts a mi ·
mica theatral, á qual se abre ape·
nas o recurso das subtilissimas
gradações a que recorre a Ouse,
auxiliada pelo poder r;euíal de
exteriorisar e exprimir as mais
indeleveis i.moções mentaes. O
1-Na .Va/la
1- i\a Pitlla de jo,.-10
theatro favorito de :\limi Aguglht pcrmiitte-lhe todos os excessos. Como a ca~-sandra . . de Casshu,
o seu rosto transhgura·se e decoinr><)e-se c:em mascaras
dolorosas. A viole1)cia das suas indomaveiis amarguras
contagia todos os corações. mesmo os rmais inseosi.
veis. Elia é a exhibiçào dilacerante da hmmilde e-reanua, abcindonada it tyraonia dos senlimerntos. E com
que sincerid::idc ard<>nte ella se c1Hrega aos; dramas que
interpreta! Dir-se-hia que empresta o corrpo á encarnação d 'essas a lmas afll ictas. cujas p;áxões; pa~Si:lm por
elléi. devastadoras e p:1lpitantes !
Perante as suas agnnii1s, pelos ramàrcotes. sob as
abas dos chapóus de fohro emplumados. as mulheres
deixam cair as lagrimus, e ainda no ~mtm11H>vci .
embrulhadas nas capas. a cami"ho de casa. cos seus
frivolos coraçc">es de boneca sentem a trespasssal·os a
enervante <:omm()\·:to de que as contagiou a sici liana. ex:hibindo, ante o seu co1wenciowalismo l~ ,A
vestido de seda, a sua hutnilde \'Crdade . trajada ~, J~)
de farrapos.
@
~~~~~~~~~~~«~~~;,;;>~~~~~:::::::::::~
O TRAV55TJ
~o THEATRO
.
~
PORTVGUE
já a revolta posta cm scena mas era tambem o
Em Portugal no~ rnomos e entremezes como
os d'Evora, CIU que entrou D. Joào II. ar>parecia o
rei da Guiné com duzentos bailarinos, alguns d'ellcs
naturahnente em trajos femininos. Nas peças de Gil Vicente as
mulheres representam como na íarça Quem /cm fnn:llbs onde ha a
celebre cançào :
Si dcnm's doncella
~ tnr::esli.
Nas Có1'Les de jupitcr feita por occasiào
da partida da infanta, amada de Dernar·
dim, para Saboya, entra,·am mulheres o
em todo o theatro d 1autos feito nos
C'orwentos as monjas oào desdenhav<1m
as vesles masculinas, pesarosas sem
duvida de nào poderem contrascenar
~
com os apaixonados que rondavam as
grades dos mosteiros. !\o scculo xv11
uma companhia de saltimhancos inglezes representava pela côrte mostra1ldo·
se homens em papeis de ffntlheres como nos bandos de conticos hespanhoes.
que andavam correndo mundo. algumas
das fcmeas se mascara";:i.m. no fato do
sexo forte . Quem sabe se a j oscpha
Vacca, que representava com donaire
ou a Baltazara Ennit8a nao enverga·
ram os justilhos e não se cmbuçaram
nas capas dos cavalleiros requestado·
1-P2lm)'ra Ba!itos
n ... Grandt' CaKliostr(), tnn't'Jf1
cc1!~1r;:cz~~~f~.x>
, _ Pah11)'r& Uai;101 no fl()U~rti()
tClir lti da _;Ju1/. GU1$Dli5)
3-Aclclin11 Ahn\nehC'.9,
ºª' Prot'tOS
d4' RidulirN
d~ tt. ROmitl<•VKS)
!Clü:Jri
Vamos agora. Vistam os
disfarces, calcem os sa1>atos
lacooios e andem como os
homens quando vào para as
reumões o u a passe-o. Ajustem bern as barbas, Cn\'Ol·
"am-se nos mantos roubados aos seus maridos,
apoiem-se aos bastões e ponham-se a caminho, fazendo
côro a alguma velha cançào
para imitar os campouezes
em marcha» .
.Assim falava Praxagora,
e
na comcdia As Aren,f(ttet'·
ras de Aristophanes. repre·
sentada no anno oitenta e
seis ela Olympiada, trezentos e noventa e trcs annos
antes de Christo, em que
já se íala"a das rei·
\•indicações do sexo
graci1 1 em partilhar
a terra, na commu·
nidade triumphante
e no amôr livre. Era
820
ss
ss: '*' ~~~a~
res" A Halwara fez.se freira. Fo~seu u!ll
J
Mr
mo papel. pou1ue naturalmente senliu qu~ lhe
fica\·a bem ao rosto redondinho o capello
branco.
~o corwcnto da Esperança. onde soror Maria do
Ceu e!tcr(Wia peças. ahi pelo anno de mil seiscentos
e cin.coenta t• oito, decerto as reco1hidns se travcstiam
e o halJlto devia ficar com os aulos da freira para ;1iu·
da fazerem sorrir a ra inha M(tria Frnnci~C'a de Sabo,·a
en~moracla do cunh3do quando ali a~mirclnva o dia (te nu·
pcias. N'eHc tempo represcntava·se muho cm l'ortu~I:
na côrte as tragcdia! ao ,·h·o. no p:ttt-o dus Condes os ôo·
11~fratu, nos conventos os jcsuitas tm peças sacras nas
quaes <1S santa!I ôc,-iam ser apresentada~ 11a pessoa de c.1guns no,·ic;os.
O theatro do /Nd~11 fez verdadeira~ actrh:es e na ':astro
de Xicolau Lulz apparece a Cedlfa Rosa chtm de nomea.
da nas tabons do palco do Bairro Aho. Da\•id Perez. mes·
tre de capella de D. José. educa tuna co1nica, Luiza Rosa
d'Agciar, que representou no Tartu/o.
Quando chegou D. Maria 1 h1do 111~0 uctibou. A Zam·
perinl fizc:rn andar a cabeça á roda ao conde d'Oeiras, que
lhe arran}l•ra theatro por acções entre os !tC\lS ~migos, no
,·alor de ttm mil cruzados.
A rainha. toda cheia de p:--econr<·itns liea1os. n:.o queria
as mulhcr("s cm ~cena. Primt'iro mandou ftchar os !heauos
porque eram um dcsabu~o: <lcpoi~ conn111iu que abrissem
mas com a condiçao dos homens to1n;irtm para si os papeis de mulheres. Foi a ~ixa epoc.'" cio ttlc:minameoto. As
t,Mr-1 comicas ele barha bem eseanhoada, imit;.ndo os donaires
2 da.; mulheres. alguns dei·
'11
<.], xando cr~·srcr os c;ibel~ ~ los, cregeilnndo cx)lno do·
~g.J\.....J nas. diz~nm do palco as
partes d ;unomsas e o
publico pa!lmava de scine·
lhante moral. O tra;:ntr era
a moda, mas o mt1is desgra·
cioso. o mais inilante. e r a J
que se queria faler tomar a
s.erio. n'um thcatro Q\~C
ia renascenôo. a mul11 ·
da.o de castr~tdos clcdka·
da :'L \'ida do pako.
a
As
v0Ctl(1"les
como as
de Cecilia Rosa. de Luiza d' Aguiar e de sua ir·
mà reema, que reprc·
sentltra na Al:ir": e na Z,aira
traduzidas pelo medico ~<"1XH.
tinham que se calar· :\a.o po·
dia haver actrizcs. .\ rainha.
que tanto mal fez ao .reino,
muito n1al fe1.: tambem a arte.
Ommdo os theatros reabriram.
~lanucl de Figueiredo, no seu
entreme7. Çaslanlu:irll, queixou·
se ;:unarg-4 mente da f,,lta de
mulheres em sccua. Outros
supplieavam que as dt'ix;s~·
sem ao menos lev:Jr peças
"'°' .....,... J
1-Aôe:uia Allart(hn
ltfll 1te1t• de Cu . .\al)
tOi<Ai tia ltL-t.1.. 1•.i.ç\q
rc»all..~l..•ZAI
Prrr ta
i·;..,,.,..,. rha
"."i.Jn,1r
'ª'""
,,, ••• 1'1)·~'
J O actor \'11111.- '
1-A -..c:tti i
00
.\"
l'f.....
na ,4/aJ'"'"'' 1/, <11111'/l'r
(Clirlll 1/1" lll•SIUfilV~
C•O>'I)
!lcenas de terrivcl emula·
c;tio (·1'1trC elh1s e os c~1!itntdos·
q\1" dese.jav;1m C')ntiouar a all·
pMCc er nn palco ía
t.l'n I· 1 os p;1peis a que
se tinham dedicado.
\ "~tm o 1 tempo do
~nin··ipc rt·:.:cnte. C.'ffi
;,1S
1Sol.
ho\H't~ a
mal~
tre1ueoda d'c~sas lu·
i-tas enuc .\n~e1ka
< .tt ilaui :l cclebrt'.' ··antora dt'
quem Boca~e fa ·
lava- t~Jcronyn'IO
C rest•t•otini. sn·
prano e director
da companhia que
se sentia olfusta·
do pela mulher
de quc·m () ~'oeta
bohemiodizia.ati·
rando se a Jo'-~
Agostinho, n'um
im1wln de colem
e a c:lefender ""
·~
t~
""' ,.;,...........,, ''"''""º.
J
""""ª"'' "'"ª""'"~:".::'..
d'l•~:~"~j
\;.
~
1
blnd•:~
i\u:·b.'j:~
ue art1tado1
'11lag1eio o:t ternura e
S
m, que
~ rooq•
11->.
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se, t'Xll•ita.n-
dl'Ollf'llli>,
~~
~·.~
""'ta alo m1>1C'aextattca o.,1.,n..
11,l.....C.~
~
~<•l( , n1uoml1~· hbpanl~,,:c;;
~
. .
·~
Crt antlnt ct.1ma··
a arti~t., lhe·
prejudlca\'a os mcri··
tos e a
,,-.,.aahaqur•t:•o
doba.YJ/isô;_t(';ll·
rnou tpia n do a
Catah1ni se dr1 s.0\1 [1lrCn·
der ,,..Jo amôr do e fpitlo
''ª qu~
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~uerrcí:1
~j'
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franccz Yalabrr~e.
d;:intc de
L<11,n<.·~.
e n t!\o mini~·
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~1ju·
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tm Juli 1
"", .. \.•li'
\lrn•lt ..
1 11'
Lisb<
' "' ...... ""-'1.:a!ol
e qtlc •eu a dcinii~~ ·Kl para touHtr o
loi.:ar rendoso dcc m;t1 ido co1t1p\a.
1 t•nte d'uunt /wim11a ,/omu?. ( ·rt•!tcen·
tlnl -o thpfuu ilali11110-rc .. pirou
tro em
cmhm.
Onde o lrn:·eslii lc\·c tambt·m a sua
dever~s pr•1 ul«n~ada foi na re·
fita de C!ttu<lantees 1•m Coiml>r<t. Em
1Sq. Ganeu. couu l..n,·her e Jo";. Ma·
ri;i Grandr, que~ \.li.ia os pap('iS de
<huna, rcpfrsenuwr;_un no thci\tro ~H.·a·
dc·micoaspac;asL·.uo1ri11e.\"n 1n. Em
18 .! 1 era 1:1 urw : 1uco mais a ~erio
que se rt:pre~mta\'il Cal1M no thea·
tro do Bsatrro .\lto. c:ditlcado
onde é h111jc· a Companhia de
üirruager1.1~ de s. l{oque e
que amda rc·
côrda" a o en·
thusias11\0 corn
que ~-e ;i.pplaudi·
cpoca
-J
;\ngtfa Plllto no //Qm/11
(('/""; d~
c.t.111....W .. co•a.••I
ali
1 tOT !-a•
pateiro Jono da
Matta.
rs-~..f~.g~~:c~~~e~~~~~~~
5'.-a~
E' Y .!
. . Jv.:Í
~º
~o~sa
fraqueza: nunca dese·
pmos t.\nto !ler mulher para
L
qu• º. theatro entrou.!'ª sua
rcmodclaçào com at pcça5 de Garrett
e ~lendes Leal. su~;:iu a oosu mais
bnlliante acrril: que foi tambem. como
nos dcixanno:s rtnder. por
tao sctlurtor ca\·alheuo.
Com~ roce vf., o articulista
cm França a Dejazct, a grantlc mulheT do
lra:·t'Sli. Era a Emitia das Ncvc;.s. O conde
desejava
t•unbem
I
~ \..
um
lnr::nli. Mais tar<le, no ~
de l•'arrobo admirára a lJcja;,ct na comedia
1.,·s pràuilru armn
Rlthellcu e falára
com Emilio Dom; para sNcm representadas
<'ln Lisboa. Traduziu·se a l>c(a com o ti·
·
tulo Pro(~as de Ritltduu e a grande actriz
reprcstntou esse IN1:.·esli a ponto do jornal ~ I Refor·
ma. quando a actr-iz Dar·
g\• lernu a pe~• cm Lls·
boa, diler que ella ficira
:.quem c.lc Emília das
Representou na .1/oâda·
"' "' JJ. ft>M J •• de Re·
bello da Slh·a, o papel de
rei. di1.endo o jornal Lu·
:\e\'CS n'cuo comedia
lin a t;.11 respeito:
~
thca.tro D. Fernando, a
d.., .
ac~n~ ícr. o papel de
~
\Vtlhams $cymour na
pe('a l '111 t'fJisodio dQ
t .,.
Rá11ndo de jae<Jues /.
1'
J\"01u
11'a;•o11s }amou ~·" s1tr la
su11,• porlu,l{nlu n'e11 de
plus 110/ile rono11t mauiéns 11i dt plus ro11arqua·
l>k f0111111e e.e·crullon.• Fc7. alo·
da um lnwtsli no Retrato <'h'O
e no Cnsn111c11to de L11i~ A~V.
t: m /ra:nli que tem agradado
immenso ás actrizes portugue·
za• ~o da .lforga./in~atk la/.
/lór íeito com esmero por Emilia Adelaide. t\mcha \'ieira,
Augusta Cordeiro e muitas
outrns. A ll:la Pereira teve lam·
bem na sua carreira artística
um Arande numero ele lrm1es·
@
1
~~
~
,.
~
~~.
~
~f,;h~\d;~lnf.•~c~~·,:)r;:~:~~b
~
ao Fa.t:itlkn da Jlari'a da Fo11·
~
lt. do Ni'tlttlieu ao A·::arenlo
~.~
tem marcado a sua grande arte
\."'!
nos dlffic~is lta:·estis. Ao~ela ft-z o nc\'fotiro
t-1~
Ham/d no Brv.il. Patm,rfa Bastos. além dos Ira·
~
!'U/Ú de O(JoC"retta, innumerOS Da SU;l \'ida artistica. r~
rcprC!<"ntou ma~i~tralmente o principe J>. fosé (~
na peça O <:raJ1dt' Cn.flÜ>slnJ, de Cario~ Maihei· iA
ros Dias. 1.opiccollo, •.\mclia Pereiro1 e outras
te m ícito bellos lrm'eslis de revista~ <' atú \'ir~
ginia a grand~ arlista do sentimento fci ~
um:i.s noites o principe Cornello ( ;11 da Cra11· ~
/J11qut':n. 1\ actriz Delphin;.-t Cruz rccusou·~e no V.\
tl1eatro U. ~faria a fazer um lrn:'l'.ffi na pec;a ~.~
C1llnri110, allt"~ando que n!l1> tjUeria moshar·SC 1-IJ
·csüda de hoinern. mas depoi!I' n!\o rcsi-.tiu ao {~
;::arbo que tacs papeis emprC:"Lt&m, e mCT.CS
.:J
de1><>is tra\'~tiu·se n·uma re"i.st.a.
•
~
Dos homens, Yalle. Cardoso e Telmo
tccro se tr.t\'estido. destacando o trahalho i
le \'alie na .Jlndrittha dt' <..harln·. l~ eis ~.(~
o urH'> no lhe tro portu!::ue1., o;\dO eles·
gr;wlos~uncnte. durante um largo tcmpl1,
ns actores CLwergaram as ioupas femiff:t
\
'
1'1s. as mulheres appnrt~n·m cm toda 11...\l
a sua gentileza e ~rni,·a nos ,,~tjos ~
\"i~tosos usados pe1os hom<"llS no't
i'J)
te-mpos de gal:mteria f! me11110 nos ~,~
fat<•S da n')ssa epoca que ·tanto
lhe$ prejudica a betlc1~ e o do-
1
(\l
\
~
•H
"'"K"I••» J,
Ht!SIUQl,;11. <.Ull"I)
A°'"" A•n<lia \'id.a '"
({7ulli b
1""1·1·'"
~
&~
~::::::~:;::2'.::ã'.'.:~:--ã'.::22~'
-..
91 LLU5Tf@Ç40 PORJU~UE5A
EHTREV15TAOADMINl5TRADOR DO Ttt1EATRO
:l' MAX IMlUíl~O DEtíllEOEDO
A crise do Normal dura ha aonos . 1Primciro os ::mctores despejaram catadupas de folhetos sobre a sociedade
artistica: de seguida ella propria se werturbou ao ser o
thcatro posto a concurso e adjudicado, á em preza :;\(enezcs & Ferreira, extincta mezes depoi5s do confti<'to com
os actores Brazão e Ferreira da Silva. que se escriptura·
ram no Priocipe Real. Durante o resto' da segu1\da epora.
q ue a em;:>rcza nào pudera levar a caabo. um nudeo de
artistas soC'ietarios, sob a d irecçao do . actor Ignacio. tra·
balhou no Normal ató que, pelo decretco de novembro ui·
limo o governo modificou as condições. da sociedade e 1)0 ·
1-0 oo~~~~~~h~~./t:~~~ ;rdJ~:::a~:•1 l•s.
meou
um administrador para o lhea\tro, o sr. ~(aximi·
11
o. ~bria. J - O s.r. Mu11iiillauo de Ax.cvtdo, adnmu$trndor liano d'Azevedo.
do theatto o. Maria
A /ll1t-sfY(lf1>0 Porlu/f1uza, cotrcvistanodo·o. desejou saber
quaes as suas idéas e planos sobre a futura epoca, quacs os seus projcctos e csperançças. Os nossos lei·
tores apreciarào se está ou nào termii)ada a F• J on~a crise do nosso thcatro official.
~
Foi n'uma das recit.as do .Alarido ideal, no gabinete do commissario. que o adnministrador da Casa
de Garrett ronscntiu cm dizer-nos os seus projcctos . Na nossa fr(nte uma me~a pejadaa de originaes affir.
Maria )lauos
f\\
·
~
.
mavananciedade
de applausos que
~~:te ,:~~~e~~
~~
das par~dcs pen·
daam retratos de
c~c1ha Machadn
f;~~:ll~~os ar~is~:
rua subia a bulha
.,.monec-ida do:. clcctncos. dos trens. dos
auton\o,·c1s rodando na noite. O sr. )fa.
ximiliano d" A7.c,·edo dizia-nos:
-Como ,.~ ha abund~111cla de originacs. foram
entregues quntorze em dois ou mais acto.s e seis em
um ac-to ..\ti: agora est:i.o appro,·ados apenos quatro,
de,·endo o primeiro dºcll<'~. um acto. O nktHJ/, do
..r. Bento de ~tantua. ser o primeiro a rcprcsentar·sr
c.·om a ad~ptaç!\o do romance de Julio Diniz as P11pilltz.t tio sr. J.(â/01· feita pelo H- Anthero de Figuei·
redo. E' esto o espectaculo <1ue segue :10 A/a-rido
li/enl. Depois reprcsenrnr·~c·ha A' Jl/nrgem do Cod1:fo
do sr. Barre til da Cruz. com o acto De> .S111/enitlo
do !'>T. )lado d'.\lmeida. hlho da acuiz sr.• )laria
Pia. Xào erJ . I' .Jlargn11 do Codigo, que de·
via appareccr cm primeiro lo%tr, mas sim a
pec;-~ ~Vari(I tln Grncn. dos srs. t:rbano Jto.
drl~ues e Victor Mendes, mas os auctores
troca1~m a ordem da insrrtpçào e por tno
este trabalho s.·, irá depois do Cama..·at. O
administrador do Xonnal diz-nos ent:io que
tem uma traducc;:.o da lX'\'1 de Decourcellc.
.\flrrlok 11olmrs, feita pelo sr. Eduardo Coe·
lho e que serí1 representada, devendo o actor
Christiano de Sousa fa:r.cr um dos principacs
pai>eis .
Fala da entrada d'este arti•ta para o thca·
uo que ~1dmini5tra e 1oente·se
sati~ícito com t.al
~
_...,,,
Ma ria \Jacbado
Szó
~uina
Motill
F.' o momento
de se falar de
Brazào e Fcrrelra
da Sih·a ame a
t\·()("aç:'\o que nos
fa1. do E11:·dht·
ar. elo sr. ~lar·
cellino ~I csqultn.
e Q\lC deseja''ª
,-(-r representado cm D. :'olaria.
Os illustres actores declara o sr.
)laximiliano d' A ze,·cdo- allcgam que a porraria de
aquS os expulsou do theatro. de c1ue ambos crnm 1e·
glthnas glorl ~, 21cm os eshulhnr dos direitos adquiri·
dos. Tinham pedido dispen~a de representar na em·
preza Menezes 1,.\:. Ferreira. nc> prinripio da l!egunda
cpoca. quando o seu desejo de,·ia ser maniícslado
trcs mezes antes da primeira cpoca tennin:1r. O go·
vemo cxpul1tou·os, mas garantiu· lhes os aotigos direitos. Agora. o clccrcto de novembro collocou·OS n.o
Normal sem os consultar dando·lhes seis dias para se
apresentarem. sem o que perderiam as gar~mtias. Por
is!O n.:.o querem entrar no :'\ormal, scoao como escripturados. e ainda auim desde que o governo
annulle aquella clausula que dizem offcnder
os seus brios artisticos. Pelo meu lado flz
todo o possivel para os reconduzir !1 Casa de
Garrett. Encontrei os maiores obstaculos .. .
S.~ como escripturados e com a satisfação .. .
Querem os seus anügos direitos garantidos.
A qu<"st:.o parece que vac ser exposta !t Pro·
curadoria Geral da Corôa q ue a decidi ·
rls.. ..
E a peça para o Cama,·al?!
- Ser{, L "tine tlc Burldan. traducç:to do S1'Barrcto da Crui . .\ peça é de Flcrs e Callaivt·t e o seu traductor comprou os
direitos de repr~~entaçào em Por· ~
tugnl. Com ella preencheremos o
1
lubtl 8er11.rdi
~
1
.
1
Õ<UMO d< )!<llo
M'IU'N
C°'ta
t:arna\'al e sesuir se·ha entào a~·' de· costumes
a1emttjanos .Varia da Grtt(a. de que J.'1 lhe fa.
te1. Pensei cm fazei-a acom1>3nh;1r 1..,·!.t llrr.m(a,
dram~1 de Lopes de )lendonça. ma" naturalmente
h<'i de carecer d'elle para outro pl:mo ...
O adminislrador do Normal f.•xplka-nos en .
ti'lo llO que consiste esse projcc\n, que ar;Jlcnta
cnthush,smaclo. Trata·se do t lUI\ j{t dmma Os
S11a11s dos Poelas, prelecçôcs feita~ por poetas
conhecidos sobre uma epoca da poesia portu·
m•za. dc\•tndo os artistas fl"( h.artm o~ versos
ldicados na :onferencia. ..-\ primeira "IN.Í feira
pelo sr .\ffonso Lopes \'ieira. e tratar;°1 dos
Cmuionánu. T.nnbem con\"idar.í
outroSJ)()('l.\S que apro·
tolos. de \"oss. tradu•<:çào do sr .•\cccado ,\n·
tunes. que é um tanto baseada ma '"ida de
Tolstoi e naturalmente !~a Femmt' J,\·11. de Bataille. que dc\'e ser representada l')-:.or .\dclina
Al,naoch<•s. l,.çl\!;a tambcm no Ptl/nl/0111 11< !~ ro11·
1111is k jlfJ/r, que destina a Lucinô:i.a ~i1riões,
C'ontrartada hn 1i-ouco pela cmprcu~a ahm <lc
ap'"lareccr cm al~mn:1s recitas ...
- E <1uantlo si:- estreia a ~rande rnrtri1.."' in·
terrogamos n'uma ~ande curiosi<-fotltc.
Tah't'I df'ntro em pouco. e n;:otur.1lmc11te
na Sorit·d.11ft' omfr a .t:e11le st ab.orrac~.
E mais l>C(as ponu~e1'~$."'
Tenho ainda O.r Filhos. J~Ç.l
do sr. \'asco de ~ren·
veitar3o ,. ;trios perio·
don~·a
\h·cs: (;r111r
dos liuerarlos e falarao
~Vora. do ""r. Hemo de
mesmo ~11Urc os mo·
:\lantu~1. e h~/diddndt.•
demos. l~Uí\!t conferen·
l ..t;:nl, dn sr. Coelho
,...._
rias devcrno durar lres
de Car\'alho, que naht·
~
quarto$ de hora, o nHt·
ralmeutc ~e scguir!\o.
,....
xlmo mna hora. e o
- t•: thcatro histori·
'C"'resto dos espectaculns
co?
será prf'••nrhido com
Tem st·mpre gran·
pcça!l... Para Isso des·
des dt·spel'as de monta·
tina. cotn uutras, A
~em. Em todo o caso a
J/trm1(11.
peça /Jr PtJ1 lux11I n ln·
lma:tna t;,mbem fa.
dia. do ~r. '"i~onde de
ze:- repre"cn4,r theatro
)lontesao. tal\"CI' se rc·
elas, iro e \'t\C expondo
presente. l la um bello
as 1>cças que tem em mente: de ,.\nt?nio José
acton'esse tro1halho e uma scena ma~w1ifwa. afola
da Silva, o judeu: talvez o IJ. (!mxole ou a
de Y ascci da Garna :'1 marinhagem r< ç\"olt;uln ...
- E é tudo?!
Gurrrn do Alecrim e dn 1'fm1.t:tro11a: de <ri!
\'kente, O A ulo tk 11/n,.,.a J>a1dn ou O }ui:
-Nao: ha _aln;la a pe~;a Ct'rco dt làni:,·r.
1/ll 1Jrin1, com algumas outras far.;ns classicas ...
dos srs. \ntomo Sarmento e Bentq r~h· \l;mtua,
Reprc~entar-se- ha tambem I ..< ll1mrK~"i.f (;~11que noio !tCl ainda se serú reprcscnu.ad;.t , . De
lit/fomme, que será feito pelo o.1ch>r Joaquim
ruais. quero r.11.er ah.::umas reprisa • e para Í5!fl
<.:osca e que já mandou lraduúr pelo sr.
ens .1aremos o ~ /mor dL Perái(1>11:1. /~ral·
J.:duardo Garrido. E' c~ta uma das
"1s ~ .Vtiils•."ien1o 11as /.Â1raN1jf'iras
1~as estrangeiras que ducja \~l-r ~m
e l'd/111~. lia tambem uma J)('ÇÇa d
'(.('e,:na. As outras serao: Os f-.5/~u15
~sr. H~·i.:ino dr ~lend•mça. <1uc • take1.
tia Sbdetfack. de lbsen: 01 ~ 1po.f·
, '"';
..~ .....
rf
l.111.t Pinto
.,. """"
)#
l'hmto Co
l;l
Mario
\'~llOtK>
Ultima e tem um lindo en.
momento! para proseguir:
- lsto emqunnto ao repertorio. . . Agora ha a
p~trte referente aos artista.s. Jf1 contei a iníelici·
dade das minhas tentath'as junto de Brnz.ào
e l:crreita da Sll,·a: contractei o aflor Chris·
tiano de SOuq, que ê um bom elemento. nào
impoz condiçôc11: e ficou em ~ituaçao iden·
tira :t dos sodctarl05, e Lucinda Simões, a
actri1. superior sob todos us j)Ontos de
vista.
- E ácerca ele Joaqnim d 1 Almeida?! . . .
Ntao contrat:tou tambcm o velho e glorioso
artista?!
:\~ .•. Como ~be est..:'l na CJpectativa
de ser reformad·1 e por isso n:to pode ser admit·
udo . .. ~o rmtanto o theatro :\ormal fica ao
dispôr do grandC' aftor para o qt1c desejar . ..
- E Maria l-'ak3o?! interrogamos ainda, já
·--· ~ . _. ~~~\
de pê, a meio da sala. ao ouvirmos o ruido
dos es:pttt..'\dures que S.'Úiim 1>ara o largo.
O administrador do thcatto Kormal res·
poodeu:
- Eu 1>osso admioistrM sem coosultar a co1nmissao fiscal. ntas 0:10 o tenho ícito . Consuho·:' sem·
pre . N'este caso, como n'oulros. Mas sabe que
a verba d'ordenados <•st.á já muito alta e temos
que :i.utnder ao orçamrnto ...
Pur fim o sr. ~laximlliano d'Azevcdo asse·
gurou·nos que tem na companhia algun• elemento~ novos de ,·alor romo os srs. ~lendooça
Caf\·alho e Joa.o Cal;i1.ans. tun amador que se
cledicar(l ao theatro dctinitiva1nente e d iz ter
encontrado 1to seu volho amigo Augusto de
:\le11o a mais preciosa collaboraç~o como en·
saiador do theatro.
- J."ui eu quem ha muitos annos lhe atrdlljCI a
primeira cscr ptura como ensaiador para a compa·
ahia de Sal\'ador Marques ... Agora tenho·o aqui!. •.
Tem prestado relevantes serviços, tem sido de
O admlnirilrador do Normal. n. Muln1lll•110 de A:uwcdo, com os actorc:s Ch ri ~lano
d~ S<K1ta e Auxusto c)c Mcllo
uma enorme dedicaçâo e pe·
,:o-lhes que registem o meu
a,gradrcimcnto. porque scl
esse i<randc 1rnl>alho das r<prises
e das Pupillas tx-rn merecem a mi·
nha g:ratid!'l o. A sçcna 1>ortu· ~
p,uc1.a- contiuúa o administra·
dor do Nornml estú carecida
acima de tudo de muito
bo..'ls ,•ontadcs, deixe
dl<er-lhc que alé de
sacrificios. Eu n:to
queria este log:ir,
ma s q uand o me
disseram que 1><>dla
íazcr alguma cousa
pelo theatro accei·
1cl·o no proposito
-~
de
traballmr t:<>1m todas a!'I
rniohas força~ .
Era tarde. \ \1ui clel:trka
c-.morcda~ dc~cemos a e st·adaria
de pedra e vkmcos dar ao alrio onde
o busto tle i.:mma da~ N"e"es.
esphyngko no seu marmore,
parecia nguaardar o r<.'!litdtado de
todtl'ls esses pr<ljcctos.
braMco como um phan·
Li.ismna de velhas ~lotias.
a ele"ar. .;c, ~' cres·
ceraos no!'l!IOS olhos
n'aqucUa pc.·numbra
da Casa Carrett.
onde as pa~sada~
A furnlHa dos d uques de Conna ught, na qual
o re i de Portugal parece c1ue vlr{a n r asar, cst{•
intl mam,~nre ligada pelos laços d(1 mais proximo
parc.•ntcsro {L t:asa real d"In~lattrra. visto o du·
que ser irmao de Eduardo \'li, ;, ela .\llema·
nh1. JlQrquc a duque.za é princ·c.ca da Pnissia. •Í da
~ucda. pelo ronsorcio da prinrci.a .\l;tr,:r.ir1da com
Gusta,·o .\dolpho. duque de Scan1.1 e p~indpe real.
a quem F• deu um herdcim.
o duriue renunciou cm 18s 1)()r ,j e seu filho
[1 succc1~~0 no ducado de Saxc <.:obur~o e Gotha.
a que seu pt.e. o ptincipe Alberto, rnmbem j;'L rcnund(1rn. A esta nobre casa, qw..~ tem representantes
nos thronos de Inglaterra. Bcl~lC<t, Bulgaria. Allc·
manhn. Russia e Portugal. pNtt'tu·in 1> bisa,·ô do
actual chefe d' Estado. o
rei !). Fernando IL O
irmtlo cl.a princc;r.a Patri·
eia ~.-hama·sc .\rthur Frederico Patrid. .\lbeno.
é capit!\o do re~imcnto
Ro~·al 5<.'"t1ts C,reys. aju·
dante de tampo do rei
Eduardo e.• ca,•a11eiro da
0 •.
Jarretei~a.
1-A (amllla do duque dt Connau1ht
J-0 1•rh.c-ipe Carloe. Theodoro
da B:adera
fallt<ldo cm 6 de dti:cmb..o, e de quem
ti("~• \'hna a infanta
Maria JíoM:, tilha M O. Miguel J.
3 - A mlf({#<'lle do nt0nurt1tnlo a C••n"",
dl, c~c11lplor Tthctira l.01-e,.,
Ci\M' ~'' lnauturado proxtnu11ncnte
"" Parb, Jllnto ao Troc11.d"'º
(Oij ..,
"ª
"'Oau>'s. ÇRAf'HIC: HUS)
A COMMEMORAÇÀO OE O. 1ANTONIO,
PRIOR 00 CRATO
Z'a cgre:a de Rudl. nas proximid. de$ de Paris. foi
colhxada. no dia 1 de dezembro. un11<J lapide <ie 111;1r·
mor~~ commemor.mdn i 1 seu fundador, :, 1tluella sombra de
rei c1ue se chamou D . .\ntonio, Prior cloo Craio.
No periodo ele <lecadcncia da st~J~1.mda d,·n;istia,
quando a mC1io1 ia se cun'ava ao doanünio de Castelln,
portuguc1. a conla dos al'ltcpassados. Foi
vencido na batalha d' Akan.tara pelo excr·
cito do duque d' A1ba t· ptrcorreu o reino
escondendo·se nos mais miscros larcA, até
que consc~iu partir 1,ara França. indo vi·
\'Cr para Rucil, onc.lc c·ntào existia um~t
colonia portugueia. na sua maioria com·
1><>sta por fidalgos. que não queriam sub·
mcttcr-se ao estrangcito invasor de Portu·
gal. 1:oi recebido C-Om lagrimas e cari·
nhos e ali residht rom seus filhos
,
~
O. O. M. Wi\~i
~
:.-_ . \81
.......... ....
O. •••o•oor
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"'!:.
.
i\ ~eja dt> lh1.ied
faitcbtda1.orfl A'\nl
i Pnor "'9 Cr"lo
f~
m
D. Christn' :ao e D. )fanuel.
recordando (ns !teus 4..h:snstrcs.
vendo dia at dia mais perdidn
a esperanç:1 de reinar, soUre·
tudo depoi~ ó:la sua inf<mSla t•x ·
pediçao ao~ .\i;:1ret:.
Fundou a t·~rcja onde a pir·
dade do s1. n 1st<m<le de F:..ria
collocou agu1ra essa lapide. a
recordar o Jpnbrc exilado que•
tanto amou ~1quclle lognr de
refugio, cm <'ujos ahcerccs s~·
diz exi!1itiri.:c·m <tinda, dcntrn
d'um cofr<".. dcx-umentos da
ma.is alta importanda e o the7.0Ufô do /l'rior do Crato .•\
lenda apoderou-se d<1 ti~1ra do rt-i evoc:~1mdo o seu thezou
ro, p1•is ~mbe·se que mnrrc.u pobre. tendo,n·uclido o dia1mm•
•e, seu unico recurso, e 1io:i· bem celebre, ih>1 b:mqoeiro Sanr~"
Em 18,54 a egreja de Rucil íoi rcstaurad•la; o grón<lc si~10
que c.:h:1n1;,1 os fieis Íl mi~!lia nos dorningos t é offcrta do prm·
C'ii'W! .\u~u!'to de Lcutdicmhcrg, o primeir1·0 marido da rainLa
D. ~1.1ria II. fallecido trcs mezcs depois dclo t"Onsorcio .
.\'cerimonia agora realisada para a co\'11lt 0«aç:i.0 da lapide
commcmoratfra assistiu, curn alguns' mN mbros da ._Wt"id1•
des Hludes
o uctual prior du
o :1b·
badc Falvre, que é muito dedi.ti:tdO ao cstuudo da histori:i do
no<so pal1,.
Com c~sa lapide singc1a !tC recorda a bnrava fi~ua do prin·
cipc portuguez, bastardo, tomo o fund..•v1a~ 1r da d~'llastia q\•r
Porlu.~nists,
~;_11\Ctuario,
~~~;!~~~~~~~~~~~:::leite
dcscja,·a
vêr terminada ao deixar""·IC assahar o
no nno
por um
rei estrangt•iro.
~
.,,._,.__,'='
tJ1ro·
O..\ntmüo. no seu rcfu~io, soffreu va.ri 1o!li ataques da p;trt<'
de Filippe Ide Portuc;al, t1uc mandava coomuantemente ctni!ll
sarios pura o assassina re m, chegando um 1. d'e1les a largar foi.;:o
ao palacio onde o Prior do Crato habitawa.
EntTC as grandes obras da colonia portugueza
no Brazil, o Real Centro Portugucz de Santos é
\nna das que mais ª"ulra. A associaç.a.o que mandou construir o edificio compõe-se de quinhentos
dos nossos compatriotas e foi fundada no dia 1.
de dezembro de 1895. tendo hoje um fMdo de
duzentos contos, pois tanto vale o palacio onde
o centro se installa. Está situado na rua Ama·
dor Bueno, tem dois pavimentos, no primeiro
dos q~aes 6cam a bibliother:a, os escriptorios do
expediente. e, no grande espaço ctr'ltra1, o thea·
tro, que comporta quatrocentos espectadores. No
0
segundo pavime1)tO é o so:ilào nobre, que aind<l
está por concluir, e no qua1 serho collocados
quadros de grandes factos historicos porttto&ue·
zes. n'uma decoraç~o opulenta.
D'este modo .. mostra a colon.ia portugueza em
Santos, nào so o seu grande espirito associa·
ti"º• mas ainda que a idéa da patria jámais a
abandona. Nos seus menores actos sobreleva a
imagem de Portugal, cujos bellos feitos sào re·
cordados com um gra1)de enthusiasmo, vi vendo
tambem n'aquelles corações a alta esperança 0(\
futuro do paiz de que estào distantes e de que
sentem as maiores saudades.
A constn1c~o d'essc cdifieio com as suas
grandes salas. de cujas paredes pendem quadros corn
scenas da nossa historia, representa a tenacidade
com que os nossos compatriotat trabalham p<'ra. o
bem commum e como se dedicam a embeHezar a terra
que os acolhe e onde os monumentos por elles le·
vantados affirmam a sua gratidti.o jámais <lesmenlida.
Ha pouco o sr. visconde de Selir, ministro de
Portugal no Brazil, visitou o magnifico edificio, viu
os quadros <1ue o hão de decorar e felicitou a asso·
dação pela sua bella inichtli\•a, tendo para os be·
ntmeritos ponuguezes as palavras de mais caloroso
elogio. O presidente honorario do Centro Por·
tugaz de Santos é o rei de Portugal.
....:.~:.':.~:.:.:~~~.~.. :.~~::~~::~.~:~~.~'''""""'''""""''"""""'"""""''''''""'"''''''"'""''"''..'"""'''''""'"''''"'"''"'''"''"'""'"""'''''""'''""'"'"''''""'"'''''""'''~~..~~~.~~.....;.
~~jt\s\a ~os t\umetos
;
PREMIADOS NO SORITEIO 00
realisado no dia 20 do correente na sala de fes-
----
tas da
R. Bella da Rainha. 8-Lisboa
lLLusTRAÇAo Pom.TUGUEZA
--
EM I NSCRIPÇÕES
Ernst George
serie r ... .
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J. Ferrera & Comp.
Praça Tlradentes, 27
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\ 1.lhos, aguas
àg'.uàrderHC, tonsi.:rv:i.s, etc. em Nittheroy Filial: Awenida Rio Branco, 147. Rcteb<:m-~c ~
cargas para N 1cthe1 oy e \•ice·versa pela falua S. GeraldtJ
;
DEPOSITAR/OS OA CERVEJARIA •BRAHMA»
Rio de Janeiro
~'-000
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Trlangu/o
~sooo
3~U
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Os numeros <IU<? eonst:un da seguhnte lisla roram c1r011liados
com uni .\lapi1a de Portugal, em to11:1s as séries, com excep~ào
cto n.• ~ : ia, que só lcm este 1>reml0> nas sérios A, n, e, o, f.,
4\l!l
:H9
520
T~l,g.
:>~
~ t ~: .\t.;
j(J$000
l:~H l.OdàS as ~~;.;e, ~~~
• 2:06\
:!<)$000
• l:õ.>3
O,.<OOU
~:::~it
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TERRA SANTA
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I~ • . ,
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Cheques de viagem. substituindo
vantajosamente as cartas de credito.
Cheques para hoteis.
1d~/Jfll.One
:.>$000
toroo<i
~noo
•
1
COMM/SSfJES E CONSIGNAÇ(JES
• li:O!IS
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N .. ..
ll .. ..
A •.••
N.• 2:330 serie O....
Á
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4t
M .. ••
K .. ..
Viagens ao Emto e no Nilo
Viagens de recreio no Mediterra·
neo e ao Cabo Norte
e. 1 e G.. .. .. .
• t:::;l):J
~li.
• 1~:n&. nas sertes1 o ~l
~ i::i:=lti toilas as series:
e ... .
2;:130
!0$000
11
f~. ó~~;Mi~{~~:
• l :::t'il
A.. ..
Venda de bilhetes de passagem
em vapores e caminhos de ferro para todas as partes do mundo
sem augmento nos preços. Viagens circulatorlas a preços reduzidos
na França. ltalla, Sulssa, Allemanha.
Austria. etc.
\~~9~~ ~1·a·s· ~~·r·I~~.~~ .~
1
x .•1 :.:l'i9 lodas as series
1. .. .
11 .. ..
SUOOESSORES
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r m 'f:1l1 do rorr,.lo "" f'll"s tm •"nrla •·111,1.1.1.11. 4 :ul:i. r• pa
3CC11il p ~nl11111l ll du l 1t,llcr e l'rou:M.plth•' tf"'l'.-d hot.
O O N I P A N ... I A
euc~so
;ÓO.tJf>Oi-tl(JO
J.13 .9wJ.rJotK1
~t.6 •.,/0(•f.(>tJo(J
950._uoj.ooo
S éde em Li sboa. l'ro 1ricta.ri;a d.u~
CabW s do Prad• ,
Sohreirmho
rTàtn11ar1, Pcn~do (..._.;.a} de Hermio ~IA•·
z6), \alle Maic">r tAl&r,~ana*fl·l;JJa). h·
Mallada" J>ura uma producr!\o aJ1ru:ll de
seis milh1)(>'il de kilos de p:tpd e clí .. pondo
dos mad1111 i.. mos mais a~r (:'Í•;mulos 11.1r.,
a 'ilia indu'itri:l. Tem t:m dt:po .. it11 ir.uHlc
\'Arit:ditd<' 111• p.l pc:is dt: t:~criprn. 1h · i mp r<"~·
:-.'lo e dt' t·111hrulhr1, Toma e c xN·11t.1 p rom·
pt.'lnu.·ntç «nc 1mfft'nJas rara 1.1b11c.1•,'Õ('S
dpecia~s de qualq1 er qual dade de papd
de mac h1na continua ou red< :ida e der fór·
ma. Fomt-ce papd aos mais 1mpor•anl~S
j.:>rnaes e publ~ a•;t'~:S pc-r-iodica.s do pai& e
é <omt;«'C!On c:ic.c•u .. h·a da' m.'11, mpor1an·
h.·< (" >1110 11hi " • ~111\)íCZ'h ., .. ,.. nn'.'>•
l f111ploric1s e
d~poJilos:
Pt(am·U prosf'r/,,s I S9.
LISBOA-270. RUA DA PRINCEZA. 276
PORTO - 49, RUA OE PASSOS MANUEL, 61
1-,· "''
A' \"'Ci:lda C:'YI todos~ ~allll'l«lmcnt<'.111
de Optka C' P" ':
rARL ZEISll lena 1All•1n""h.-1
~·~.1.~:;. t:d~!::~: Í:~u·~!~~:,:co,
'"""
U•bo• , Comp•nhl•
Pr•do-Porto, Pr• do
u../Jo•$ 80&- PO#'to, 'lf7
'•-•• '"'r"•I..
•1~~~~-=~~~
B r o uillard
IZ
.. o 11111 a1"1" o µrc..e:11te.e prt!hro
l11h110, <Olll \·nacld•de e npidc.i.'
1 ··o•p1uav.:J em "'•t•C1n.ios. Pe'o
D
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qu• ler dH ICIC:D(lU. d uo-
oeofc«t. e phisioloei• e pela•
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bc-J, . .di.m• 1""'1llard te:m JW"rconi<dc
::.n:rw~~r:.:;~":~ :
eliu''" da ..ait aka catbt·sooa. a '1111 •
predase a quda do 1mpttto t todos •
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DA con•ult•• dl.,•I•• d•• 9 d•
m•nh• A• 11 d• nolt• •m ••'
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