UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI
ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
IDENTIFICAÇÃO POR RÁDIO FREQUÊNCIA (RFID) ANILHA RFID
Marcos Alexandre Gallaro da Silva
Matheus Magela Miranda
Rafael Feitoza Maack
Thiago Pupo
SÃO PAULO
2011
ii
Marcos Alexandre Gallaro da Silva
Matheus Magela Miranda
Rafael Feitoza Maack
Thiago Pupo
IDENTIFICAÇÃO POR RÁDIO FREQUÊNCIA (RFID) ANILHA RFID
Trabalho
de
Conclusão
de
Curso,
apresentado como exigência parcial para a
obtenção do título de Graduação do Curso
de Engenharia de Produção da Universidade
Anhembi Morumbi
Orientador: Prof. Francisco Carlos Damante
SÃO PAULO
2011
iii
UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI
ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
SÃO PAULO, 2011
Marcos Alexandre Gallaro da Silva
Matheus Magela Miranda
Rafael Feitoza Maack
Thiago Pupo
IDENTIFICAÇÃO POR RÁDIO FREQUÊNCIA (RFID) ANILHA RFID
APROVADO EM ____/____/____
BANCA EXAMINADORA
______________________________________________________________
______________________________________________________________
iv
Dedicamos
este
trabalho
aos
professores que acompanharam esta
nossa jornada e que agora chega ao
fim. Às nossas esposas mães e
família, que nos deram todo apoio e
força para concluir esse curso.
v
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, por ter ficado sempre ao nosso lado para
que, finalmente, pudesse concluir mais esta etapa da nossa vida. Depois à nossa
família, que sempre esteve presente em todos os momentos de dificuldades.
vi
"A mente que se abre á uma nova idéia,
jamais retorna ao seu tamanho original".
(ALBERT EINSTEIN).
vii
RESUMO
Os mercados em geral vêm buscando alternativa para otimização dos processos
de identificação dos produtos, materiais, indivíduos, animais, dentre outros, com
intuito da redução no tempo de leitura, melhor administração dos dados, maior
segurança nas informações, automação dos processos e redução de custo. A
dificuldade nos identificadores por código de barras é que o leitor deve estar
perfeitamente alinhado a etiqueta para que possa fazer a leitura, impossibilitando
a leitura de vários identificadores ao mesmo tempo, e tendo a necessidade de
movimentação e alinhamento do produto identificado para possibilitar a leitura das
etiquetas. O objetivo deste trabalho foi realizar uma profunda análise da tecnologia
de identificação por rádio freqüência RFID e suas aplicações, onde foi alcançado
com êxito proporcionando um entendimento geral da tecnologia e suas aplicações.
A Tecnologia de identificação por rádio freqüência RFID, apesar de ser uma
tecnologia vista como do futuro, ela já esta presente no nosso dia a dia, facilitando
os processos de controle em cartões de acesso, transporte publico, linha de
produção etc. A cada dia mais vai surgindo novas propostas e meios para
aplicação desta eficiente tecnologia de identificação.
Palavras-chave: Identificação; Tecnologia; Freqüência.
viii
ABSTRACT
The markets in general have been seeking an alternative to optimization of product
identification, materials, people, animals, among others, with the aim of reducing
the reading time, better data management, increased security of information of
processes and reduction of cost. The difficulty in this system is that the reader
must be perfectly aligned so you can make label reading, making it impossible to
read several tags at the same time, taking the need for movement and alignment of
the product identified to enable the reading of labels. The objective of this study
was a deep analysis of technology radio frequency identification RFID and its
applications,
which
was
successfully
achieved
by
providing
a
general
understanding of the technology and its applications. The technology of radio
frequency identification RFID, despite being seen as a technology of the future, it is
already present in our daily lives, making control processes for access cards,
public transport etc. production line. Every day more will emerge new proposals
and means for applying.
Keywords: Identification, Technology, Frequency.
ix
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Codificação do código de barras..............................................
9
Figura 2 – Modelo do código de barras......................................................
9
Figura 3 – Smart cards.................................................................................
12
Figura 4 – Desenvolvimento dos sistemas de identificação RFID...........
13
Figura 5 – James Clerk Maxwell..................................................................
14
Figura 6 – Evolução dos sistemas de identificações RFID.......................
16
Figura 7 – Evolução da tecnologia RFID no comércio e prestação de
16
serviços..........................................................................................................
Figura 8 – Relação tempo x benefícios para utilização da tecnologia
20
RFID................................................................................................................
Figura 9 – Aplicações mais comuns da tecnologia RFID..........................
21
Figura 10 – Composição básica de um sistema........................................
22
Figura 11 – Modelos de Tag Passivo..........................................................
24
Figura 12 – Construção dos tags passivos................................................
24
Figura 13 – Componentes de um tag passivo............................................
25
Figura 14 – Componentes de um tag passivo UHF...................................
25
Figura 15 – Chip ou Die................................................................................
26
Figura 16 – Chip ou Die encapsulado.........................................................
27
Figura 17 – Tag VHF......................................................................................
27
Figura 18 – Tipo de antenas UHF................................................................
28
Figura 19 – Tag ativo....................................................................................
28
Figura 20 – Distribuição das freqüências para os sistemas RFID...........
33
Figura 21 – Freqüência definida pela ANATEL..........................................
34
Figura 22 - Histórico Anilhas Capri.............................................................
37
Figura 23 – Logomarca Anilhas Capri.........................................................
37
Figura 24 – Anilha de identificação.............................................................
38
Figura 25 – Anilhas abertas e fechadas......................................................
38
Figura 26 – Procedimento para colocar anilha Fechada...........................
39
Figura 27 – PDCA..........................................................................................
41
x
Figura 28 – Componentes da Anilha RFID..................................................
42
Figura 29 - Processo de fabricação da Anilha RFID..................................
43
Figura 30 – Aplicação da Anilha RFID.........................................................
45
Figura 31 – Leitura da Anilha RFID..............................................................
46
Figura 32 – Leitura da Anilha RFID após 1 mês.........................................
46
Figura 33 – Leitura da Anilha RFID após 1 ano..........................................
47
Figura 34 – Linha do tempo de Anilha RFID..............................................
48
xi
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Padrões ISO para tecnologia RFID…….……………………………
31
Tabela 2 – Distribuição das freqüências para RFID......……..…………..……
34
Tabela 3 – Padronização da ISO11785..........................……..…………………
44
xii
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO............................................................................................
1
2 OBJETIVOS.................................................................................................
3
2.1 Objetivo Geral ................................................................................................ 3
2.2 Objetivos Específicos .....................................................................................3
3. METODOLOGIA ................................................................................................ 5
4. JUSTIFICATIVA................................................................................................ 7
5. REFERENCIAL TEORICO..................................................................................8
5.1 Evolução das Identificações ..........................................................................8
5.2 Tecnologia da Identificação por Rádio Freguencia (RFID) ..........................12
5.3 História da Rádio Freguencia ........................................................................13
5.4 Vantagens da Tecnologia RFID............................................................
18
5.5 Aplicações da Tecnologia RFID............................................................
20
5.6 Principio de Funcionamento .........................................................................22
5.7 TAG (IDENTIFICADOR) ...................................................................................23
5.7.1 Tag Passivo
...............................................................................................24
5.7.2 Tag Ativo ................................................................................................
28
5.7.3 Tag Semi-passivo ou Semi-ativo ...............................................................29
5.8 PADRONIZAÇÃO .............................................................................................30
5.8.1 Faixas de Freqüências Utilizadas pelo Sistema RFID ..............................32
6. ESTUDO DE CASO ............................................................................................35
6.1 Introdução........................................................................................................35
6.2 Apresentação da Empresa.....................................................................
35
6.3 Anilha de Identificação para pássaros..................................................
37
6.4 A Necessidade do Mercado...................................................................
39
6.5 Planejamento do Projeto PDCA.............................................................
41
xiii
6.6 Apresentação do Produto...............................................................................42
6.6.1 Componentes da Anilha RFID ................................................................ 42
6.6.2 Processo de fabricação da Anilha RFID.....................................................43
6.6.3 Padronização do sinal eletrônico................................................................44
6.6.4 Acompanhamento da Anilha RFID em Campo ..........................................45
6.6.5 Aplicação da Anilha RFID ............................................................................45
6.6.6 Leitura da Anilha RFID .................................................................................46
6.6.7 Linha do tempo.............................................................................................48
6.7 RESULTADOS OBTIDOS ................................................................................48
CONCLUSÃO .........................................................................................................50
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................
51
ANEXO A ................................................................................................................53
1
1. INTRODUÇÃO
Os mercados em geral vêm buscando alternativa para otimização dos
processos de identificação dos produtos, materiais, indivíduos, animais, dentre
outros, com intuito da redução no tempo de leitura, melhor administração dos
dados, maior segurança nas informações, automação dos processos e redução de
custo.
A identificação por código de barras teve origem nos EUA, em 1973, com o
código UPC (Universal Product Code) e, em 1977, esse sistema foi expandido
para a Europa através do EAN (European Article Numerical Association).
Basicamente é um código binário que compreende barras em preto e aberturas
em branco organizadas em uma configuração paralela de acordo com um padrão
predeterminado e representam os elementos de dados que referenciam a um
símbolo associado. Sua leitura é feita pela exploração óptica do laser, isto é, pela
reflexão diferente de um feixe de laser das barras do preto e das aberturas
brancas.
A dificuldade neste sistema é que o leitor deve estar perfeitamente alinhado
a etiqueta para que possa fazer a leitura, impossibilitando a leitura de vários
identificadores ao mesmo tempo, e tendo a necessidade de movimentação e
alinhamento do produto identificado para possibilitar a leitura das etiquetas.
RFID significa Rádio Frequency Identification (Identificação por Rádio
Freqüência), um termo que descreve qualquer sistema de identificação no qual um
dispositivo eletrônico usa freqüência de rádio ou variações de campo magnético
para se comunicar com um receptor. Este sistema possibilita a identificação,
localizaçã7o, e monitoramento de posições e informações de objetos, animais e
pessoas etc.
A identificação por rádio freqüência tem o grande beneficio, pois não
precisar do contato físico entre o leitor e o tag de identificação, não tem a
necessidade de estar alinhado para possibilitar a leitura, de acordo com a
configurações dos tags podem ser lido a grandes distâncias.
2
Podendo ainda ter ações pré programadas sem a necessidade de
comandos diretos, como por exemplo, ser programado para cada vez que
encontrar outro tag marcar a data, hora e local através de latitude e longitude,
assim quando fizermos a leitura deste tag teremos diversas informações de outros
tags também, isso é conhecido como “internet das coisas”.
A tecnologia RFID começa a ter forte influência na indústria, e a ter um
papel prepotente no comércio mundial.
3
2. OBJETIVOS
Expor teoricamente e na pratica a tecnologia de identificação por ondas de
rádio freqüência mais conhecida como RFID
1.1 Objetivo Geral
Mostrar a criação de um novo produto com tecnologia de identificação por
rádio freqüência que atende a necessidade do segmento de identificação de
animais silvestres, para que seja fabricado e comercializado pela empresa Anilhas
Capri Indústria e Comércio LTDA EPP, localizada em São Paulo.
Pretende-se agregar mais valor aos produtos comercializados, criar
dificuldades para entrada de novos concorrentes, dificultar a clonagem,
falsificação e adulteração dos produtos e compreender melhor a tecnologia de
identificação por rádio freqüência. Uma tecnologia descoberta em 1830 porem
com aplicações comerciais viáveis apenas nos últimos anos.
1.2 Objetivo Especifico

Desenvolver a Anilha RFID, um produto inovador com tecnologia
de rádio freqüência, para identificação de pássaros silvestres nascidos em
cativeiro. Este novo produto trará maior segurança, ao segmento de criação e
comercialização de pássaros silvestres criados em cativeiro, sobre controle e
fiscalização do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente). Reduzindo
significativamente o trafico e comércio ilegal de pássaros silvestre, que são
“taxados” de legais pelos traficantes e comerciantes. Implantar maior tecnologia
para o sistema de identificação animal, que irá permitir maior facilidade e
automação na leitura dos códigos das anilhas dos pássaros, resultando em menor
estresse para o animal e maior precisão e velocidade na leitura.
4

Buscar a adequação do preço para o mercado internacional com
volume de produção atendendo a demanda do mercado brasileiro.

Nos próximos 20 anos substituir 80% das anilhas de identificação
visual do mercado brasileiro, pela Anilha RFID.
5
3. METODOLOGIA
A metodologia de pesquisa, segundo Minayo (2003, p. 16-18) é o caminho
do pensamento a ser seguido. Ocupa um lugar central na teoria e trata-se
basicamente do conjunto de técnicas a ser adotada para construir uma realidade.
A pesquisa é assim, a atividade básica da ciência na sua construção da realidade.
Esta pesquisa foi desenvolvida com base nos conhecimentos adquiridos
durante o curso de Engenharia de Produção da Universidade Anhembi Morumbi,
onde estes conteúdos foram aplicados no estudo de caso.
O estudo se dividiu em duas etapas, a primeira etapa foi realizada uma
pesquisa bibliográfica de caráter exploratório em livros, artigos, trabalhos
científicos, sítios da internet etc. para embalsamento teórico sobre a tecnologia
RFID. Na segunda etapa de caráter descritivo, foi feito um estudo de caso sobre
uma aplicação prática da tecnologia de identificação por RFID no segmento
animal, mais especificamente em pássaros silvestres nascidos em cativeiro sobre
gestão e fiscalização do IBAMA.
O referencial teórico conceitua a tecnologia RFID, descrevendo os tipos de
identificadores conhecidos como tag, a variação da tecnologia para cada tipo de
aplicação etc.. Para apoiar a teoria foram utilizados os conhecimentos adquiridos
pelos membros deste trabalho de graduação, no decorrer da suas atividades
profissionais.
Segundo Chizzotti (1995, p. 102), estudo de caso “é a pesquisa para coleta
e registrar dados de um ou vários casos, para organizar um relatório ordenado e
crítico ou avaliar analiticamente a experiência com o objetivo de tomar decisões ou
propor ação transformadora.”
A forma de comprovação dos conhecimentos adquiridos foi um estudo de
caso na empresa Anilhas Capri, no segmento de identificação animal mais
especificamente em pássaros silvestres nascidos em cativeiro. Foi possível ter
acesso as informações através da análise de materiais da empresa como:
arquivos, catálogos, formulários, consulta as pessoas envolvidas no departamento
6
e acompanhamento das atividades da empresa com os produtos que utilizam a
tecnologia de Rádio Freqüência.
O anexo A, possui documentos extraídos da Organização internacional de
normas ISO e da Associação Brasileira de Norma Técnica (ABNT), onde abordam
as características e padrões para a rádio freqüência no segmento animal, desta
forma todo proposto no estudo de caso poderá ser aplicado internacionalmente,
não se restringindo apenas ao mercado Brasileiro.
7
4. JUSTIFICATIVA
A tecnologia de identificação de Rádio Freqüência é dita como a solução
para o futuro da automação dos processos de logística, manejo, transporte,
rastreabilidade etc.. Hoje ela já está presente em alguns processos, porem na
maioria dos segmentos a tecnologia ainda não é explorado como deveria.
A tecnologia de rádio freqüência vem evoluindo rapidamente nos últimos
anos, reduzindo cada vez mais os tamanhos dos tags, custos e aumentando sua
eficiência. Com essa evolução esta propiciando a aplicação da tecnologia em
segmentos ainda não explorados.
O IBAMA apóia a criação legal de pássaros silvestres em cativeiro como
forma de combate ao tráfico. O comércio ilegal de animais silvestres é a terceira
atividade clandestina que mais movimenta dinheiro “sujo”, ficando atrás apenas
para o tráfico de drogas e armas. Onde 80% destes animais traficado são
pássaros.
Todos os anos mais de 38 milhões de animais selvagens são retirados
ilegalmente de seu habitat no país, sendo 40% exportados, segundo relatório da
Polícia
Federal.
O
mercado
ilegal
de
animais
movimenta
ilicitamente
aproximadamente US$ 10 bilhões por ano e o Brasil participa desse mercado com
cerca de US$ 1 bilhão ao ano.
Um pássaro legalizado custa cerca de 950% a mais, que o pássaro
comercializando de forma ilegal. Devido a isto os traficantes estão sempre
buscando um processo para simular que o pássaro está legalizado para obter um
melhor valor na comercialização. Para se obter a falsa legalização do pássaro os
traficantes estão clonando e falsificando as anilhas de identificação fornecidas aos
criadores com autorização do IBAMA.
O emprego da tecnologia RFID possibilita dentre outras, a automação do
processo de criação de animais como maior velocidade e precisão na leitura dos
códigos e histórico do animal, para o manejo correto visando o aumento e
aprimoramento da genética da criação.
8
5. REFERENCIAL TEÓRICO
5.1 EVOLUÇÃO DAS IDENTIFICAÇÕES
A partir do momento que nascemos já recebemos um código de
identificação iniciando pelo numero da certidão de nascimento partindo para o RG
e posteriormente para o CPF. Esses códigos de identificação são necessários
para podermos ser identificados em processos que ocorrem no nosso dia a dia
como na área da saúde em hospitais, financeira em bancos etc.
Com a revolução industrial, o crescimento do volume de fabricação de
produtos aumentou significativamente, juntamente com este crescimento surgiu a
necessidade de identificá-los para poder controlá-los de forma mais efetivas,
muitas vezes apenas para saber o preço de cada produto ou origem.
A produção animal passou pelo mesmo processo de crescimento, devido
ao grande crescimento da população que resultou com o maior consumo de carne
animal sendo necessário um maior controle do processo de criação, manejo e
abate.
Foram adotados vários tipos de identificações como etiquetas com nome de
fabricante, preços etc. marcação a quente (hot stamp) nas embalagens, todas
sempre visuais tendo a necessidade do operador ou usuário manipular estes
dados podendo ocorrer falhas no processo, e tendo um alto tempo de
processamento.
Para sanar estes problemas no século passado muitas empresas investiram
em pesquisa no intuito de automatizar os processos de identificação.
Surgiu o sistema de identificação de produtos conhecido por código de
barras teve origem nos EUA, em 1973, com o código UPC (Universal Product
Code) e, em 1977, esse sistema foi expandido para a Europa através do EAN
(European Article Numerical Association). é um código binário que compreende
barras em preto e aberturas em branco arranjadas em uma configuração paralela
de acordo com um padrão predeterminado e representam os elementos de dados
9
que referenciam a um símbolo associado. A seqüência, composta de barras largas
e estreitas e de aberturas, pode ser interpretada alfanumérica e numericamente.
Sua leitura é feita pela exploração óptica do laser, isto é, pela reflexão diferente de
um feixe de laser das barras do preto e das aberturas brancas. Entretanto, apesar
de seu princípio físico permanecer o mesmo até hoje, há algumas diferenças
consideráveis entre as disposições do código nos aproximadamente dez tipos
diferentes de códigos de barra atualmente em uso.
O código de barras mais popular é o EAN, que foi projetado
especificamente para cumprir as exigências da indústria de mantimentos. O
código EAN, que representa um desenvolvimento do UPC dos EUA, é composto
por 13 dígitos: o identificador do país, o identificador da companhia, o número do
artigo do fabricante e um dígito de verificação.
Figura 1 – Codificação do código de barras
Figura 2 – Modelo do código de barras
O código de barras EAN8 consiste em uma seqüência de barras pretas e
brancas que representam o código do produto. Cada dígito é representado por 7
barras pretas ou brancas que são decodificadas. Cada barra branca representa o
bit 0 e cada barra preta o bit 1. As três barras iniciais (lado esquerdo), cinco barras
do centro e as três barras do final representam barras de guarda (GS1, 2001).
10
Um dos problemas com o código de barras, é que apenas se pode fazer a
leitura de apenas um objeto por vez. Além disso, uma quantidade limitada de
dados é armazenada no código deixando de lado informações importantes como
número de série original, data de expiração ou validade, ou outra informação
pertinente. A leitora de código de barras tem necessariamente que estar em
contato visual com o código para efetuar sua leitura, logo, ocorre erros de leitura
caso o artigo codificado esteja empoeirado, sujo ou com algum defeito em sua
etiqueta de identificação. Uma grande vantagem é o baixo custo de
implementação e manutenção, bastando à impressão das etiquetas codificadas e
um dispositivo de leitura.
Também surgiu à leitura óptica, o OCR (Optical Character Recognition) que
foi usado primeiramente, nos anos 60, com o objetivo de criar ou reconhecer
caracteres de modo que pudessem ser lidos de maneira normal por uma pessoa
ou de modo automático por uma máquina. Como exemplo de aplicação do OCR,
tem-se a ferramenta disponibilizada nos scanners que reconhecem os caracteres
de texto e os enviam para um editor de texto. Uma importante vantagem do OCR
é sua elevada densidade de informação e possibilidade de leitura dos dados de
modo visual em regime de emergência, no caso de problemas com a leitura
óptica.
Hoje, o OCR é usado na produção, em atividades administrativas, GED e
também nos bancos para o registro dos cheques (os dados pessoais, como
número do cheque e nome do cliente, são impressos na linha inferior de um
cheque do tipo OCR). Entretanto, os sistemas de OCR não se tornaram
universalmente aplicáveis devido ao elevado custo e complexidade dos
dispositivos de leitura.
Posteriormente foram criados os cartões de memória (Memory Cards),
geralmente usa se uma memória eletrônica, que é acessada usando uma lógica
seqüencial. É também possível incorporar algoritmos simples de segurança. A
funcionalidade da memória pode ser otimizada para uma aplicação específica e a
flexibilidade da aplicação é altamente limitada, mas, por outro lado, os cartões de
memória possuem uma boa relação custo beneficio.
11
Os cartões micro processados são muito usados em aplicações que
necessitam de uma maior segurança, como os smart cards para telefones móveis
GSM e os cartões de crédito com chip. A opção de programar os cartões micro
processados facilita a adaptação rápida à novas aplicações que vão surgindo a
cada dia, o que representa uma grande vantagem devido a sua flexibilização
mesmo com um custo relativamente alto, pois seu tempo de vida é longo.
A tecnologia smart card consiste em um cartão de plástico com um chip que
contém uma memória ROM e, em alguns modelos, possui, além da memória, um
microprocessador. Na memória ROM, encontra se o sistema operacional próprio
de cada fabricante. A capacidade dos cartões varia de alguns bytes até alguns
kbytes, dependendo do chip, do fabricante e do tipo de aplicação. Assemelhasse
em forma e tamanho a um cartão de crédito convencional de plástico com tarja
magnética. Além de ser usado em cartões bancários e de identificação pessoal, é
encontrado também nos celulares GSM. Os smart cards não utilizam fonte de
alimentação própria, pois a energia necessária para o seu funcionamento, bem
como o relógio de sincronismo para a transmissão de dados, é proveniente do
dispositivo de leitura.
Os smart cards oferecem diversas vantagens se comparados aos cartões
de tarja magnética. Por exemplo, a capacidade de armazenamento de um smart
card é maior que a de um cartão de tarja magnética. Chips com mais de 256 kB de
memória está atualmente disponíveis. Também é possível construir uma
variedade de mecanismos de segurança, conforme as exigências específicas de
determinada aplicação.
Porem os cartões precisa de contato direto com o leitor para transmissão
dos seus dados desta forma exige que o cartão seja inserido no dispositivo.
Atualmente, seu uso está direcionado a cartões de fidelidade, cartões de crédito e
bancos.
12
Figura 3 – Smart cards (GOMES, 2007)
5.2 TECNOLOGIA DE IDENTIFICAÇÃO POR RÁDIO FREQUÊNCIA (RFID)
Gomes (2007) ressalta que:
RFID Significa Rádio Frequency Identification (Identificação por
rádio freqüência), um termo que descreve qualquer sistema de
identificação no qual um dispositivo eletrônico usa freqüência de
rádio ou variações de campo magnético para se comunicar com
um receptor. Este sistema possibilita a identificação, localização, e
monitoramento de posições e informações de objetos animais e
pessoas etc. Com a sua grande capacidade de identificação em
tempo real e localização a grandes distâncias, a tecnologia RFID
começa a ter forte influência na indústria, e a ter um papel
prepotente no comércio mundial.
Esta tecnologia parece ser algo para o futuro porem já está presente no dia
a dia das nossas vidas. Em forma de cartões de acessos, passagens em pedágios
sem ter a necessidade de parar para pagamento imediato, etiquetas de controle
de livros nas bibliotecas, etiquetas de identificação de objetos dentro de armazéns
e lojas, etiquetas para controle de entrada e saída de mercadorias dentro de lojas
para que não ocorram furtos, brincos de identificação para rebanho bovino, suíno,
identificadores implantáveis para animais de estimação como cães, gatos etc.
São grandes os benefícios da tecnologia, comparado com os sistemas de
identificações tradicionais, como a não necessidade de um exato posicionamento
para leitura dos dados, como é o caso do código de barras, a grande capacidade
de armazenamento de informações na sua memória, todo o sistema de leitura e
controle dos dados é eletrônico evitando o erro humano de visualização, leitura e
digitação maior segurança das informações etc.
13
As aplicações da tecnologia RFID são muitas, hoje existem muitas
pesquisas para novas aplicações comerciais, e é uma grande aposta da indústria
com volumes de negócios a rondando em torno de muitos milhares de milhões de
dólares atualmente.
De acordo com Finkeczeller (2003)
Estima que a aplicação da tecnologia dependendo da área de
negócio pode aumentar entre 10% a 30% os ganhos das
empresas, por causa da diminuição dos custos com estoque e as
vantagens em nível de eficiência e segurança.
5.3 HISTÓRIA DA RÁDIO FREQÜÊNCIA
Figura 4 – Desenvolvimento dos sistemas de identificação RFID (SHAHRAM,
2005)
O
trabalho
mais
ilustre
e
célebre
desenvolvido
no
estudo
do
Eletromagnetismo foi realizado em meados do século XIX pelo renomado físico
escocês James Clerk Maxwell (1831-1879).
14
Figura 5 – James Clerk Maxwell (OLIVEIRA; PEREIRA, 2006)
Apoiando-se nas leis experimentais desenvolvidas pelo grande físico
francês Charles Augustin Coulomb (1736-1806), pelo ilustre físico também francês
André-Marie Ampère (1775-1836) e pelo grande físico experimental inglês Michael
Faraday (1791-1867), e acrescentando a essas leis experimentais uma nova
concepção criada por ele próprio, este cientista estruturou um conjunto de
equações, atualmente denominadas equações de Maxwell, que unificam todos os
conhecimentos sobre o Eletromagnetismo adquiridos até aquela época. A
conseqüência mais marcante para a Física, obtida por meio de tais equações, foi a
previsão da existência das chamadas ondas eletromagnéticas. Maxwell, para
confirmar a existência das ondas eletromagnéticas, fez uma descoberta incrível
sobre a oscilação de um campo magnético e campo elétrico, apresentado abaixo:
Campo Elétrico Induzido: Maxwell percebeu, por meio de experiências, que,
se um campo magnético existente em certa região do espaço, sofrer uma
oscilação no decorrer do tempo, esta oscilação faz aparecer, nesta região um
campo elétrico induzido. Este fato constitui um dos princípios básicos do
Eletromagnetismo e fica claro, então, que um campo elétrico pode ser produzido
não só por cargas elétricas em repouso, mas também por um campo magnético
oscilável.
Campo Magnético Induzido: Quando Maxwell constatou a existência do
campo elétrico induzido, ele teve a idéia de que, talvez, o fenômeno inverso fosse
verdadeiro. Em outras palavras, Maxwell lançou a hipótese de que um campo
15
elétrico oscilável pudesse dar origem a um campo magnético. Portanto, a hipótese
de Maxwell nos diz que, se um campo elétrico, existente em certa região do
espaço, sofrer uma oscilação no decorrer do tempo, esta oscilação dará origem,
nesta região, a um campo magnético induzido.
A Existência das Ondas Eletromagnéticas: A propagação através do espaço
constituída por oscilações de campos magnéticos e elétricos é a chamada onda
eletromagnética.
Ao calcular a velocidade de propagação de uma onda
eletromagnética, no vácuo, Maxwell encontrou um resultado igual
à velocidade da luz. Este fato levou-o a suspeitar que a luz fosse
uma onda eletromagnética. As experiências do grande físico
alemão Heinrich Rudolf Hertz (1857-1894), e outras posteriores,
mostraram que as idéias de Maxwell eram corretas. (OLIVEIRA,
2011)
Em 1937, Robert Alexander Watson Watt, físico escocês foi responsável
por um grande aprimoramento do dos sistemas de detecção e telemetria por rádio,
mais conhecido como RADAR ( Radio Detection And Ranging). Este sistema se
baseia na reflexão de onda eletromagnética de objetos distantes, que permite a
sua localização.
O primeiro radar apesar de não ter tido utilidade pratica para a
época foi construído na Alemanha por C. Hulsmeyer, em 1904.
Este equipamento foi considerado de difícil construção, baixa
precisão e ineficiente localização de objetos. O sistema de radar
foi utilizado pelos britânicos durante a segunda guerra mundial,
pois previam com antecedência os ataques alemães e possuía a
capacidade de saber com precisão, importante dados como a
distância e velocidade dos bombardeiros inimigos. Este fato
diminuiu muito o numero de baixas civis, já que dava tempo para
alarmar a população a fim que se protegesse. (SANTINI, 2008)
A história da RFID começa realmente em 1970 quando Mario W. Cardullo
requisitou a primeira patente americana para um sistema ativo de RFID com
memória regravável. No mesmo ano um empreendedor da Califórnia recebeu a
patente de um sistema, o qual era usado para destravar porta sem ajuda de
chaves.
O governo americano também trabalhava no desenvolvimento de sistemas
de RFID e construiu um sistema de rastreamento de material radioativo para o
16
Energy Department e outros de rastreamento de gado para o Agricultural
Departament.
Figura 6 – Evolução dos sistemas de identificações RFID (SHAHRAM, 2005)
Até o dado momento os tags utilizados eram de baixa freqüência (LF), 125
kHz, até que as empresas que comercializavam estes sistemas mudaram para os
de alta freqüência (HF), 13,56 MHz. Hoje estes sistemas são utilizados em
diversas aplicações, como nos controles de acesso e sistemas de pagamento.
No começo dos anos 80, a IBM patenteou os sistemas de
Freqüência ultra alta (UHF), Hultra High Frequency, possibilitando
que o RFID fizesse leituras a distâncias superiores a 10 metros,
Hoje em conseqüência dos problemas financeiros da década de
1990, a IBM não é mais detentora da patente, que foi vendida para
a INTERMEC, uma empresa provedora de código de barras.
(SANTINI, 2008)
Figura 7 – Evolução da tecnologia RFID no comércio e prestação de serviços
(SHAHRAM, 2005)
17
O grande crescimento do RFID UHF foi em 1999, quando o Uniform Code
Council, EAN international, Procter & Gamble e Gillette fundaram o ID Center, no
MIT, Massachusetts Institute of Technology, berço de vários outros avanços
tecnológicos.
A pesquisa do Auto-ID Center era mudar a essência do RFID de um
pequeno banco de dados móvel para um numero de série o que baixaria
drasticamente os custos e transformaria o RFID em uma tecnologia de rede,
ligando os objetos a Internet através dos tags.
Entre 1999 e 2003, o Auto ID Center cresceu e ganhou apoio de mais de
100 companhias, além do departamento de Defesa dos Estados Unidos. Nesta
mesma época foram abertos laboratórios em vários outros países, desenvolvendo
dois protocolos de interferência de área (Classe 1 e Classe 0), o EPC (eletronic
Product Code ou Código eletrônico de Produto), o qual designa o esquema e
arquitetura da rede para associação de RFID na internet.
“Em 2003, o auto-ID Center fechou e suas responsabilidades foram
passadas para os Auto-LD Labs. Em 2004 a EPC ratificou uma segunda geração
de padrões, melhorando o caminho pra amplas adoções” (SANTINI, 2008).
O RFID cada vez mais vem ganhando força e espaço no mercado,
o fato se deve, principalmente, pela redução de custos de
implantação da tecnologia e do tempo de controle da produção
(controle de estoques, linha de montagem, entre outros). A filosofia
Just In Time tem grande parcela de influência sobre a decisão de
usar a tecnologia. (SHAHRAM, 2005)
Glover (2007) afirma ainda que:
Parte do que tornou o crescimento da tecnologia RFID foi possível,
devido às reduções no custo e tamanho dos componentes
semicondutores. Alguns dos primeiros identificadores RFID eram
do tamanho de fornos de microondas e os primeiros leitores eram
prédios com antenas grandes. Em 2000 se iniciou a aplicação da
tecnologia no mercado de varejo. A rede Wal-Mart exigiu que
todos os seus fornecedores identificassem seus produtos com
etiquetas de RFID, no intuito de aperfeiçoar o controle sobre os
produtos das lojas e depósitos.
18
5.4 VANTAGENS DA TECNOLOGIA RFID
Há muitas formas de identificar objetos animais e pessoas. Porque usar a
RFID? As pessoas têm contado estoque e registrado remessas desde que os
sumérios inventaram o pacote perdido. Até alguns dos primeiros usos da escrita,
nasceram da necessidade de identificar remessa e definir contratos de bens
enviados entre duas pessoas que poderia nunca se encontrar. Identificadores e
símbolos escritos funcionam bem para identificar alguns itens ou algumas
pessoas, mas para identificar e direcionar centenas de pacotes por hora, alguma
automação era necessária.
Como mostrado anteriormente o identificador por código de barras é o
legível por computador mais familiar, mas o laser utilizado para varrer o código de
barras impõe certa limitação. Pois ela requer uma “linha de visão” direta de forma
que o item tem que estar bem de frente e na direção correta, sem algo bloqueando
o feixe entre o laser e a barra de códigos. A maior parte das outras formas de
identificação, como tarjas magnéticas em cartões de crédito, também deve se
alinhar corretamente com o leitor de cartão ou ser inserida de alguma forma
especifica. Se for registras caixas em uma esteira ou crianças em um passeio,
alinha as coisas demanda muito tempo.
A biometria pode ajudar a identificar pessoas porem o reconhecimento ótico
e de impressões digitais requer alinhamento cuidadoso, semelhante as das tarjas
magnéticas. Exames de capilaridade facial exigem que você esteja pelo menos de
frente para a câmera e até mesmo reconhecimento de voz funciona melhor se
você não estiver falando sua senha de costas. Identificadores RFID fornecem um
mecanismo para identificar um item à distância, com muito menos sensibilidade do
item a orientação de um leitor. Um leitor pode até enxergar o identificado até
mesmo tendo barreiras e estando em diversas posições.
RFID possui qualidades extras que a tornam mais apropriada do
que outras tecnologias para criação da prevista “internet de
coisas”. Não se pode, por exemplo, adicionar informações com
facilidade a um código de barras após ele ter sido impresso,
enquanto que alguns tipos de identificadores RFID podem ser
19
gravados e regravados muitas vezes. Alem disso devido a RFID
elimina a necessidade de alinhar objetos para registro, portanto ela
é mais discreta. Ela simplesmente trabalha em segundo plano
permitindo que dados sobre os relacionamentos entre objetos,
localizações e tempo sejam agregados de forma discreta sem a
intervenção aberta do usuário ou do operador. (GLOVER, 2007)
Resumindo alguns dos benefícios da RFID:
- Não necessita de alinhamento: Uma varredura não requer uma linha de
visão. Isto economiza tempo no processamento que de outra forma seria gasto
alinhando os itens.
- Altas velocidades de estoque: Múltiplos itens podem ser lidos ao mesmo
tempo.
Como
conseqüência
o
tempo
gasto
para
contar
itens
diminui
substancialmente.
- Variedade de formas: Identificadores RFID variam do tamanho de livros
até menores que um grão de arroz. Estas formas variadas permitem ás
tecnologias RFID serem usadas em uma ampla variedade de ambientes.
- Registro em níveis de itens: Identificadores com apenas 96 Bits fornecem
a capacidade de identificar de forma única bilhões de itens.
- Possibilidade de regravação: Alguns tipos de identificadores podem ser
gravados e regravados muitas vezes. No caso de um contêiner reusável, isto pode
ser de grande vantagem.
Para um item em uma prateleira de uma loja, contudo, este tipo de
identificador poderia ser uma obrigação de segurança, de modo
que identificadores que só possam ser gravados uma única vez
também estão disponíveis. (GLOVER, 2007)
Os benefícios da tecnologia RFID podem ser categorizados quanto ao
tempo (curto prazo x longo prazo) ou quanto a tangibilidade (direta x indireta). Em
alguns casos, como identificar o gado ou identificar uma cadeia de suprimentos
deve-se considerar o efeito de rede, ou seja, o custo da implantação de um
sistema RFID pode ser mínimo quando considera um sistema fechado (criadores
de gado ou distribuidores de suprimento desenvolvem seu próprio sistema RFID).
Entretanto, o custo aumenta significa mente quando considera um sistema aberto,
ou seja, vários criadores ou distribuidores de suprimentos fazem uso de um
20
sistema comum. Na figura 2.1, verificam-se as vantagens diretas e indiretas
relacionadas no período de tempo. “Essa comparação é muito importante na
tomada de decisão de implantar o uso da tecnologia RFID no mercado ou
indústria”. (GOMES, 2007)
Figura 8 – Relação tempo x benefícios para utilização da tecnologia RFID
(OLIVEIRA; PEREIRA, 2006)
5.5 APLICAÇÕES DA TECNOLOGIA RFID
A identificação por radio freqüência é uma tecnologia já presente
no mercado e pode ser encontrada em diversas áreas como
controle de acesso, transporte coletivo, controle de tráfego de
veículos, lavanderia indústria, controle de contêiner, monitoração
de pacientes, monitoração de bagagens e passageiros em
21
aeroportos, aplicação em ambientes hostis como processo de
pintura e lubrificação de partes ou produtos identificados com
RFID. (OLIVEIRA; PEREIRA, 2006)
Figura 9 – Aplicações mais comuns da tecnologia RFID (OLIVEIRA;
PEREIRA, 2006)
22
5.6 PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO
O sistema de rádio freqüência é composto basicamente pelos seguintes
componentes:
- Tag: também conhecido como transponder, é o identificador onde são
gravados os códigos de identificação, possui diversos formatos específicos de
acordo com a aplicação, podendo ser uma etiqueta de identificação um brinco
bovino, o sem parar para o pedágio etc.;
- Antena: transmite os códigos do tag para o leitor, podendo estar embutida
dentro do próprio leitor;
- Leitor: recebe os dados da antena e os descodifica;
- Servidor (computador): com software para gerenciamento dos dados de
acordo com a aplicação.
Figura 10 – Composição básica de um sistema (OLIVEIRA; PEREIRA, 2006)
O tag serve de identificador do produto ou objeto, a qual quando solicitado
pelo leitor devolve a informação contida dentro da sua memória, que esta seja
apenas um simples bit ou uma pequena base de dados de identificação do
histórico do produto. Sendo este o método mais comum, mas também existem
23
tags que transmitem as suas informações constantemente sem a necessidade da
presença do leitor.
O leitor é a parte central do sistema RFID, pois ele é responsável
pela ligação entre os Tags e os sistemas externos de
processamento de dados (computador/ Servidor). A grande razão
para a maioria dos processamentos estarem no leitor é devido ao
TAG ser um dispositivo de tamanho reduzido, baixa complexidade
e baixo custo, portanto todos os mecanismos de segurança,
gestão e controle do sistema deverão se colocados no leitor. Por
isso os leitores são naturalmente de maior dimensão e custo. Num
sistema básico de RFID existe centenas ou milhares de Tags para
um leitor. (OLIVEIRA; PEREIRA, 2006)
As antenas possuem características especificas para cada tipo de Tag, para
que seja capaz de fazer a interface de comunicação do Tag com o leitor.
Atualmente se fala bastante no meio de RFID sobre o termo ”Internet das
coisas” que é a extensão da Internet ao mundo físico em que se torna possível a
interação com objetos e a própria comunicação autônoma entre objetos. Para que
isso seja possível é necessário que os objetos sejam identificados por meio de
RFID, onde poderá monitorar variáveis ambientais como temperatura, pressão,
umidade, aceleração, PH etc. e até mesmo gravar a localização exata data e hora
do encontro com outro identificador. Nessas condições é possível desenvolver
aplicações em que o ambiente passe a estar a serviço das pessoas. Abre-se um
leque enorme de possibilidades para as áreas: vida assistida, manufatura
controlada pelo próprio objeto, trace e tracking de produtos agrícolas e pecuários e
a integração com redes sociais.
5.7 TAG (IDENTIFICADOR)
Existem três grupos de tags, sendo eles: passivo, ativos e semi-ativos ou
semi-passivos. A diferença entre eles está na necessidade do tag ter ou não uma
bateria interna para a transmissão dos dados da sua memória.
24
5.7.1 Tag Passivo
Os tags passivos não possuem bateria interna para o seu funcionamento. O
campo eletromagnético ou pulso de freqüência de rádio emitido pelo leitor
energiza o tag, ele aproveita esta energia para alimentar os seus circuitos e
transmitir os dados armazenados em sua memória.
Figura 11 – Modelos de Tag Passivo (GOMES, 2007)
Por não possuir bateria o tag passivo possui uma estrutura simples
composto basicamente pelo chip e antena.
Figura 12 – Construção dos tags passivos (GOMES, 2007)
Em virtude da ausência de bateria, o tag passivo pode ter uma
longa vida de funcionamento sem precisar de qualquer
manutenção. Pode suportar condições mais extremas de
ambiente, e normalmente é menor que os tags ativos. Sua
produção em massa leva-o a ter custos de produção muito baixos
(em torno dos 5 centavos de dólar para os mais simples).
(GOMES, 2007)
Gomes (2007) completa dizendo que:
25
Na comunicação entre o tag e o leitor, o leitor terá sempre a tarefa
de comunicar primeiro, pois o tag necessita da potência recebida
do leitor para funcionar. Por esta razão, neste sistema, o leitor terá
de estar constantemente emitindo ondas de Rádio freqüência em
seu campo de ação, de forma a conseguir detectar a presença do
tag. A distância de comunicação entre o leitor e os tags passivos é
menor do que com os tags ativos.
Os principais componentes dos tags passivos são: 1 - Microchip, também
conhecido como Die ou Memória; 2 - Antena.
Figura 13 – Componentes de um tag passivo (SYSTRAN, 2011)
Figura 14 – Componentes de um tag passivo UHF (GOMES, 2007)
26
O Chip é basicamente a memória do tag, nele que estará
armazenado todos os códigos e informações. Estes chips são
fabricados pelas empresas: Philiphs (NXP), Texas, Marran,
Motorola etc. Em 2011 foi inaugurada a primeira fabrica Brasileira
de Chips no Rio Grande do sul, a Ceitec uma empresa 100%
controlada pelo governo Ela nasceu com três produtos sendo eles
o Chip para boi, chip de modulação para o sistema brasileiro de TV
digital (ISDB-T) e uma família de circuitos integrados para
identificação eletrônica de bagagens, automóveis e medicamentos.
(CEITEC, 2011)
Os chips podem ser fornecidos de diversas formas para facilitar o processo
de fabricação a mais básica é da forma abaixo onde é composta pelo circuito e
dois pequenos pontos para soldagem da antena. Como mostra as imagens
abaixo.
Figura 15 – Chip ou Die
Pode ser fornecido já soldado em uma placa com pontos de soldagem
maiores e revestido com resina de proteção, denominado encapsulado. Desta
forma a soldagem da antena pode ser feita por um processo semi-automático ou
manual, pois requer menos precisão. Conforme imagem abaixo:
27
Figura 16 – Chip ou Die encapsulado
Para além da habitual recepção e envio de dados para o leitor, a
antena do tag tem como missão retirar energia do sinal recebido
para alimentar o tag. Esta antena está fisicamente conectada ao
chip e pode ter infinitas variações de formato, conforme a
aplicação, o espaço disponível, as freqüências de trabalho. As
dimensões são, em regra, muito maiores que as dimensões do
chip, razão pela qual é o tamanho da antena que determina o
tamanho do tag. (GOMES, 2007)
As antenas podem ser fabricadas de diversas maneiras de acordo com
cada aplicação, as em VHF (baixa freqüência) são fabricadas com fio de cobre em
formato de bobina
Figura 17 – Tag VHF (SYSTRAN, 2011)
Já as antenas para UHF (alta freqüência) são impressas com tinta
condutiva podendo ser diversos formatos e tamanhos.
28
Figura 18 – Tipo de antenas UHF (GOMES, 2007)
5.7.2 Tag Ativo
Os tags ativos possuem bateria que alimenta o seu circuito integrado e
fornece energia para enviar os dados de sua memória para o leitor. Devido ao tag
possuir a fonte de energia própria, o permite realizar tarefas mais complexas. Os
tags ativos são normalmente maiores, mais complexos e com um alcance muito
superior em relação aos tags passivos. Possuem uma maior capacidade de
armazenamento de dados e suportam componentes exteriores como sensores ou
outros dispositivos semelhantes.
Figura 19 – Tag ativo (ANILHASCAPRI, 2011)
Pelo fato de terem energia interna, os tags ativos podem funcionar mesmo
sem a presença do leitor, monitorizando, por exemplo, um determinado parâmetro,
29
fazendo regularmente analise dos valores adquiridos ou qualquer outra forma de
quantificação destes (média, variância, etc).
Os principais componentes dos tags ativos são:
1. Chip;
2. Antena;
3. Alimentação interna (bateria);
4. Circuito.
O chip de um tag ativo é geralmente, de maior tamanho e capacidade que o
do tag passivo. Isto porque, tendo alimentação interna, pode fornecer maior
energia ao chip, permitindo maiores capacidades de processamento e
armazenamento de dados. A antena de um tag ativo não necessita de ter as
dimensões das antenas dos tags passivos. Num tag ativo poderá existir eletrônica
adicional
(sensores,
processadores
de
dados,
etc.)
que
possibilitam
o
funcionamento do tag como transmissor sem necessitar da presença do leitor.
Contudo, este funcionamento exige bastante energia limitando a vida útil da
bateria do tag.
Normalmente
eles
permanecem
desativados
e
só
se
ativam
automaticamente com a presença do leitor, onde inicia todo o processamento e
envio de informações. Os tags ativos na maioria são mais caros, não suportam
condições tão extremas como os passivos, necessitam de uma manutenção
(mudança de bateria) regular, mas têm um maior alcance, tornando-os mais
apropriados para localização e algumas aplicações especificas. (GOMES, 2007)
5.7.3 Tag semi-passivo ou semi-ativo
Os tags semi ativos são semelhantes aos passivos termos de
funcionamento. Possuem uma bateria embutida que é utilizada
para aumentar a eficiência e a distância de leitura entre o tag e o
leitor. São utilizados nas situações onde se requer uma maior
distância ou para facilitar a leitura em condições especiais
(RFSENSE, 2011).
30
Embora possua alimentação interna, esta só serve para alimentar os
circuitos internos e não para criar um novo sinal para o leitor. As características da
antena e de funcionamento são semelhantes ao tag passivo, pois também
dependem sempre de um sinal do leitor para se comunicar. Pode, apesar disso,
ter um chip maior e com capacidade superior ao tag passivo,
“O alcance dos tags semi-ativos, embora maior do que os tags passivos
não vão além dos 30 metros, pois convém recordar que não usa a sua energia
interna no reenvio do sinal”. (GOMES, 2007)
5.8 PADRONIZAÇÃO
A finalidade da padronização é definir as características de operação e
funcionamento de equipamentos, para que os fabricantes distintos possam
produzir dispositivos com características comuns. Ou seja, é por meio da
padronização que várias tecnologias podem sobreviver em um mesmo universo.
Existem muitas organizações envolvidas nos projetos de
tecnologias RFID, trabalhando em conjunto com vários fabricantes
e estudiosos da tecnologia a fim de padronizar protocolos e regras
de utilização. Entre as principais organizações e padrões da
tecnologia RFID, tem-se a International Organization for
Standardization (ISO), uma organização internacional que engloba
148 países. A ISO aprova normas internacionais em todos os
campos técnicos, exceto na eletricidade e eletrônica, áreas sob a
responsabilidade do International Engineering Consortium (IEC)
(OLIVEIRA; PEREIRA, 2006).
A Tabela 1 apresenta a relação de padrões publicados pela ISO para a
tecnologia RFID.
Há também o EPC (Electronic Product Code), ou Código Eletrônico de
Produtos, que define uma arquitetura que utiliza recursos oferecidos pela
tecnologia de identificação por radiofreqüência e serve de referência para o
desenvolvimento de novas aplicações. O EPC é uma forma de identificar produtos
atribuindo a eles um número único que é inserido desde a linha de manufatura.
Por exemplo, cada embalagem de produto ou mesmo o próprio produto tem seu
31
número de identificação EPC. Esta aplicação permitirá que cada companhia
rastreie em sua rede logística, incluindo varejistas, os produtos produzidos desde
a sua manufatura até a entrega ao respectivo cliente.
A EPC global é uma divisão da EAN (European Article Number
International) e do UCC (Uniform Code Council). Trata-se de uma
organização sem fins lucrativos criada para controlar, desenvolver
e promover padrões baseados nas especificações do sistema
EPC. Seu objetivo é orientar a adoção deste sistema como o
padrão mundial para a identificação imediata, automática e precisa
de qualquer item da cadeia de suprimentos de qualquer empresa,
de qualquer setor e em qualquer lugar do mundo. (OLIVEIRA;
PEREIRA, 2006)
Tabela 1 – Padrões ISO para tecnologia RFID
ISO Standard
ISO 11784
ISO 11785
ISO/IEC 14443
Título
RFID para animais – estrutura de código
RFID para animais – concepção técnica
Identificação de cartões – cartões com
circuitos integrados sem contato –
Status
Publicado em 1996
Publicado em 1996
Publicado em 2000
cartões de proximidade
Identificação de cartões – cartões com
circuitos
integrados sem contato – cartões
ISO/IEC 15693
de vizinhança
ISO/IEC 18001
Tecnologia da Informação –
Gerenciamento de Itens de RFID –
Publicado em 2000
Publicado em 2004
Perfil de Requisitos de Aplicação
ISO/IEC
18000-1
ISO/IEC
Parâmetros Gerais para Comunicação
por Interface por Ar para Freqüências
Publicado em 2004
Globalmente Aceitas
Parâmetros para Comunicação por
Interface por Ar abaixo de 135 kHz
Publicado em 2004
Parâmetros para Comunicação por
Interface por Ar em 13,56 MHz
Publicado em 2004
Em Revisão Final
18000-4
Parâmetros para Comunicação por
Interface por Ar em 2,45 GHz
ISO/IEC
Parâmetros para Comunicação por
Publicado em 2004
18000-2
ISO/IEC
18000-3
ISO/IEC
32
18000-6
Interface por Ar em 860 a 930 MHz
ISO/IEC 15961
Gerenciamento de Itens de RFID –
Protocolo de Dados: Interface de
Publicado em 2004
Aplicação
ISO/IEC 15962
Gerenciamento de Itens de RFID –
Protocolo: Regras de Codificação de
Publicado em 2004
Dados e Funções de Memória Lógica
ISO/IEC 15963
Gerenciamento de Itens de RFID –
Identificação única do RF Tag
Em Revisão Final
Fonte: (OLIVEIRA; PEREIRA, 2006)
5.8.1 Faixas de freqüências utilizadas pelo sistema RFID
Devido ao fato de sistemas RFID produzirem e radiarem ondas
eletromagnéticas, eles são classificados como sistemas de radiofreqüência (RF).
Portanto, é necessária a determinação das faixas do espectro de freqüência para
que não haja interferências de outros serviços de rádio no sistema RIFD. Da
mesma forma, o sistema RFID não pode interferir nos sistemas de rádio, celular
ou televisão. Na implantação de um sistema de identificação por radiofreqüência,
é necessário considerar os espectros de freqüência dos outros sistemas de rádio,
pois estes restringem de forma significativa a operação dos sistemas de RFID
disponíveis no mercado. Por esta razão, utilizam-se, em geral, freqüências que
foram reservadas especificamente para aplicações industriais, científicas ou
médicas. Tais freqüências são conhecidas como faixa de freqüência ISM
(Industrial-Scientific-Medical) as quais também podem ser utilizadas para
aplicações em RFID.
33
Figura 20 – Distribuição das freqüências para os sistemas RFID (OLIVEIRA;
PEREIRA, 2006)
Além das freqüências ISM, as freqüências abaixo de 135 kHz, na América
do Norte, e abaixo de 400 kHz, no Japão, também são utilizadas, pois possibilitam
trabalhar com intensidades elevadas de campo magnético, principalmente em
sistemas RFID de acoplamento indutivo. As faixas de freqüência mais importantes
para sistemas RFID estão apresentadas na Tabela.
34
Tabela 2 – Distribuição das freqüências para RFID
Freqüência
9 a 135 kHz
6,78 MHz
13,56 MHz
27,125 MHz
433,92 MHz
869 MHz
915 MHz
Descrição
Low Frequency (LF)
ISM Frequency
High Frequency (HF)
High Frequency (HF)
Very High Frequency (VHF)
Ultra High Frequency (UHF)
Ultra High Frequency (UHF)
2,45 GHz
5,8 GHz
24,125 GHz
Microondas
Microondas
Super High Frequency
Fonte: (OLIVEIRA; PEREIRA, 2006)
Figura 21 – Freqüência definida pela ANATEL (ANATEL, 2011)
35
6. ESTUDO DE CASO
Para verificarmos a eficácia e benefícios da tecnologia de identificação por
rádio freqüência RFID, foi realizado um estudo de caso de forma a obter fatos
reais do dia-dia de um sistema de controle, a fim de observar a tecnologia em seu
ambiente real
6.1 INTRODUÇÃO
O estudo de caso foi aplicado em uma empresa do segmento de
identificações para animais. O acesso as informações e as visitas a fabrica foi
autorizado pela diretoria após apresentado o tema do trabalho e suas possíveis
contribuições para o projeto.
Foram feitas algumas recomendações pela empresa, sendo uma delas que
o processo de fabricação do produto não poderia ser fotografado diretamente,
sendo assim somente poderia ser exposto imagens e informações de produto e
aplicação em campo.
6.2 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA
A empresa Anilhas Capri localizada na Rua Visconde de Taunay n°731,
São Paulo – SP é uma empresa de pequeno porte EPP. Brasileira.
Atuando no Brasil há mais de 60 anos, fundada em 1947 iniciou suas
atividades apenas comercializando anilhas para identificação de pássaros que até
sua data de fundação eram todas importadas da Europa. Em certo período o
governo brasileiro não autorizou a importação de alguns produtos dentre eles as
anilhas para pássaros, visando esta oportunidade surgiu a Anilhas Capri para
suprir esta demanda, que inicialmente era muito pequena.
36
Seu primeiro grande cliente foi conquistado na década de 70, Federação
Ornitológica do Brasil (FOB). Com o decorrer do tempo o conceito de identificação
foi se tornando cada vez mais popular e priorizado no segmento de identificação
animal. Pois sem ele não era possível controlar os animais ter melhoramentos
genéticos, construir arvore genealógicas detalhadas, controlar doenças etc.
Com esta consciência o órgão chamado IBDF (Instituto Brasileiro de
Desenvolvimento Florestal) atual IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) na
década de 80 começou a consumir as anilhas de identificação para pássaros
silvestres em cativeiro, no intuito de controlar a captura na natureza e reprodução
em cativeiro.
Já na década de 90 a o órgão do governo chamado CEMAVE (Centro
Nacional de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres) começou a utilizar
as anilhas fabricadas pela Anilhas Capri para controle e monitoramento de
pássaros livres na natureza, no intuito de prevenir a extinção, controle biológico
através da migração das aves etc.
Também na década de 90 foram lançados diversos produtos para
identificação de animais em geral, como identificadores para pingüim, morcegos,
roedores etc.
Já na década de 20 foi necessária a adequação das instalações da
empresa para atender a atual demanda, e poder dar andamento a futuros projetos
de novos produtos como os identificadores por rádio Freqüência (RFID) para cães
e gatos, e o lançamento de um produto exclusivo mundialmente, que é a Anilhas
RFID que será demonstrado neste estudo de caso.
Sua capacidade instalada de produção de identificadores tipo anilha se
iniciou com cerca de 10.000 peças ano e estando hoje com cerca de 10.000.000
peças ano.
37
Figura 22 - Histórico Anilhas Capri (ANILHAS CAPRI, 2011)
Figura 23 – Logomarca Anilhas Capri (ANILHAS CAPRI, 2011)
6.3 ANILHA DE IDENTIFICAÇÃO PARA PÁSSAROS
A anilha de identificação para pássaro se originou como um cilíndrico de
metal onde são gravados na superfície externa os códigos numérico ou alfa
38
numérico do pássaro e siglas do órgão de controle como IBAMA, Universidades,
Prefeituras CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres) etc.
Figura 24 – Anilha de identificação (ANILHAS CAPRI, 2011)
As anilhas são fabricadas em 2 tipos de materiais diferentes Alumínio e Aço
Inox suas gravações são feitas em baixo relevo e pintada para que garantam a
durabilidade por toda vida do pássaro. As anilhas de alumínio podem ser coloridas
por um processo de anodização para que promova uma identificação da cor a
longas distâncias as em aço inox somente no acabamento polido ou foliado a ouro
para pássaros de estimação.
As anilhas possuem 2 modelos diferentes as abertas e as fechadas, as
abertas são utilizadas em pássaros adultos, é são colocadas no tarso das aves em
qualquer período da vida do pássaros. Utilizadas para pesquisa dos pássaros no
meio ambiente. As anilhas fechadas são fabricadas com cilindros fechados, seu
tamanho é específico para que se acomodem adequadamente no tarso do
pássaro adulto, porem só é possível de ser colocada no pássaro até o 8 dia de
vida, sendo assim indicada para pássaros filhotes criados em cativeiro.
Figura 25 – Anilhas Abertas e Fechadas (ANILHAS CAPRI, 2011)
Procedimento para colocação da Anilha Fechada:
1ª Fase: Segure os 3 dedos mais compridos do pássaro.
2ª Fase: Coloque a anilha, dobre o quarto dedo (o menor) para cima na
direção da articulação da perna e passe cuidadosamente a anilha por cima dele.
39
3ª Fase: Verifique se a anilha está com a folga necessária, para não
provocar lesões.
Figura 26 – Procedimento para colocar Anilha Fechada (ANILHAS CAPRI,
2011)
6.4 A NECESSIDADE DO MERCADO
O IBAMA proibiu que qualquer pássaro silvestre fosse retirado da natureza,
pois já se tinha pássaros suficientes em cativeiro para as reproduções e
aprimoramento genético. Adotou então como obrigatório a utilização da anilha
fechada como forma de identificação dos filhotes.
Com o decorrer do tempo começou a se encontrar anilhas falsificadas e
adulteradas em pássaros que não tinham origem da criação em cativeiro e sim da
natureza, estas anilhas falsificadas ou adulteradas era utilizadas para que os
pássaros se passassem por legais, aumentando seu valor no mercado.
Em 2005 o IBAMA contatou a empresa Anilhas Capri no intuito de que se
fosse desenvolvido um produto que trouxesse mais segurança garantindo que os
pássaros anilhados não tivessem origem a natureza e que a anilha não pudesse
ter seu código reproduzido e seu tamanho alterado.
Aproveitando esta solicitação à empresa fez uma pesquisa com 30% dos
seus maiores clientes para saber qual eram as dificuldades que eles encontravam
com o sistema de identificação atual e qual eram as sugestões para melhoria do
produto.
40
Alem dos pontos de adulteração e falsificação que ocorrem no mercado,
também foi citado pelos criadores os três fatos abaixo:
- Tamanho dos códigos gravados na anilha eram muito pequenos
dificultando a leitura;
- Com o decorrer do tempo, os intempéries do meio, as da própria fezes do
pássaro sujavam a anilha causando uma certa dificuldade para leitura dos código
do pássaro;
- Nas fiscalizações, muitas vezes os pássaros estavam em um período de
reprodução. Como era necessária a captura do pássaro para leitura dos códigos
da anilhas, acabava trazendo stress para as fêmeas, ocasionando a não
reprodução, causando grandes prejuízos financeiros para o criador.
Com estas informações a empresa iniciou a pesquisa de tecnologia e
desenvolvimento de produto. Aonde após 3 anos se chegou a definição da
tecnologia e novo produto.
41
6.5 PLANEJAMENTO DO PROJETO PDCA
Figura 27 – PDCA
42
6.6 APRESENTAÇÃO DO PRODUTO
Após 3 anos de estudos foi criado a Anilha RFID, uma anilha eletrônica
utilizando a tecnologia de identificação por ondas de rádio freqüência RFID.
O conceito da anilha foi mantido, pois somente é possível de ser aplicada
em pássaros com até 8 dia de vida. Sua forma de gravação mecânica em baixo
relevo foi substituída por um sistema eletrônico que envia dados da anilha que
estão gravados na memória de um chip para um leitor, sem a necessidade de um
contato físico com o pássaro.
Por toda volta da anilha possui uma bobina feita de cobre proporcionando
desta forma a segurança que se anilha fosse adulterada (aumentada o seu
tamanho original) para ser colocada em um pássaro adulto, a bobina se rompe
esta parando de transmitir o código da anilha para o leitor.
6.6.1 Componentes da Anilha RFID
Figura 28 – Componentes da Anilha RFID (Elaborado pelos autores, 2011)
43
6.6.2 Processo de fabricação da Anilha RFID
O processo de fabricação foi desenvolvido pela própria empresa, sendo
necessária a importação de diversas máquinas de alta tecnologia para
incorporarem a este processo. Este nível de complexibilidade do processo de
fabricação e tecnologia, junto com os detalhes de projeto, criptografia de gravação
do chip etc. proporcionou que o produto não fosse falsificado.
Figura 29 - Processo de fabricação da Anilha RFID (ANILHAS CAPRI, 2011)
44
6.6.3 Padronização do sinal eletrônico
Foi adotado utilizar um padrão mundial de identificação animal desenvolvido
pela ISO para o sinal eletrônico da anilha, desta forma não ocorre de se ter duas
anilhas com o mesmo código no mundo Os padrões de códigos da memória do
chip seguiram a ISO11784 como mostra a estrutura abaixo e a norma técnica no
anexo A:
Sendo que para o código de fabricante padronizado internacionalmente foi
necessário buscar a certificação junto ao ICAR, que é um órgão de certificação
internacional para produtos de identificação animal por rádio freqüência RFID.
A transmissão do código da anilha para o leitor seguiu a norma técnica
ISO11785 para que os leitores que já estão no mercado para leitura de brinco
eletrônico de gado e microchip para cão e gato pudessem também ler a Anilha
RFID. Desta forma facilitaria a viabilização do projeto tanto no Brasil como no
exterior, onde muitos usuários já possuem estes leitores.
Tabela 3 – Padronização da ISO11785
Fonte: Norma técnica ISO11785
45
6.6.4 Acompanhamento da Anilha RFID em Campo
Em 2008 foram feitas as primeiras aplicações da Anilhas RFID. Foi
escolhida
a
espécie
de
nome
popular
Bicudo
verdadeiro
para
um
acompanhamento mais detalhado do produto, pois esta espécie dentro da espécie
dos passeriformes que será utilizada a Anilha RFID é a que apresenta maior força
no bico, e que pode ter a possibilidade de danificar a Anilha RFID.
•
Espécie Anilhada: Bicudo verdadeiro;
•
Nome Científico: Oryzoborus m. maximiliani;
•
Nascimento: 05/10/2008;
•
Data do Anilhamento: 10/10/2008;
•
Código da Anilha RFID: 055 00000002;
•
Criadouro comercial de pássaros silvestres Paulo Fogli ME.
6.6.5 Aplicação da Anilha RFID
Figura 30 – Aplicação da Anilha RFID (Elaborado pelos autores, 2011)
46
6.6.6 Leitura da Anilha RFID
Figura 31 – Leitura da Anilha RFID (Elaborado pelos autores, 2011)
Segundo acompanhamento e leitura das anilhas após 1 mês:
Figura 32 – Leitura da Anilha RFID após 1 mês (Elaborado pelos autores,
2011)
47
Terceiro acompanhamento e leitura das anilhas após 1 ano:
Figura 33 – Leitura da Anilha RFID após 1 ano (Elaborado pelos autores,
2011)
48
6.6.7 Linha do tempo
Figura 34 – Linha do tempo de Anilha RFID (Elaborado pelos autores, 2011)
6.7 RESULTADOS OBTIDOS
Todas as anilhas utilizadas não apresentaram nenhum problema eletrônico
ou mecânico em campo. A sua distância de leitura da anilha mesmo sendo
pequena causou menor estresse ao pássaro. Resultando em melhores resultados
na criação.
O trabalho de fiscalização foi facilitado e reduzindo drasticamente o tempo
médio que o fiscal leva para fiscalizar os criadores.
49
A anilha se mostrou muito eficiente em campo listando os benefícios
abaixo:

Conceito da anilha mantido, com aplicação limitada pelo
tempo de vida do pássaro;

Maior segurança de informação, o acesso aos dados é protegido;

Chip com número serial único de fábrica;

Normas ISO 11784 e 11785;

Inibi a falsificação devido ao alto custo de fabricação e a
necessidade do conhecimento específico da área;

Caso seja alterado o diâmetro da anilha, o sistema perde sua
capacidade de transmissão dos dados;

Inserção dos dados da anilha direto para o sistema, eliminando o
erro humano de digitação;

Facilitador para um processo de distribuição direta do produto,
com toda transmissão de dado ligado a um sistema central;

Conferência por sistema digital;

Produto com aplicação única no mercado mundial;

Opção de campo para gravar DNA e informações adicionais;

Facilidade de leitura, resultando também em menor contato com o
pássaro;

Informatização dos processos;

Possibilidade futura de evoluções do produto e tecnologia com
maior distância de leitura.
Um dos pontos observado pelos criadores e fiscais que a empresa esta
trabalhando na etapa de ação corretiva do projeto para a melhoria do produto, é a
distância de leitora entre a Anilha RFID e o leitor, que é aproximadamente de 5cm.
Esta distância seria ideal próxima de 30 cm.
50
CONCLUSÃO
O objetivo deste trabalho foi realizar uma profunda análise da tecnologia de
identificação por rádio freqüência RFID e suas aplicações, onde foi alcançado com
êxito proporcionando um entendimento geral da tecnologia e suas aplicações.
A Tecnologia de identificação por rádio freqüência RFID, apesar de ser uma
tecnologia vista como do futuro, ela já esta presente no nosso dia a dia, facilitando
os processos de controle em cartões de acesso, transporte publico, linha de
produção etc. A cada dia mais vai surgindo novas propostas e meios para
aplicação desta eficiente tecnologia de identificação.
A evolução da tecnologia está diminuindo cada vez mais o tamanho dos
TAGS, reduzindo os custos da tecnologia e aumentando as distâncias de leituras.
Tornando a tecnologia cada dia mais inseridas na sociedade em todos os setores,
principalmente no mercado de varejo. Em pouco tempo será possível registrar
todos os produtos em um caixa de supermercado sem a necessidade de retirá-los
do carrinho de compra através de etiquetas de rádio freqüências nos produtos e
leitores embutidos nos caixas.
O estudo de caso desta pesquisa proporcionou um cenário real da
aplicação desta tecnologia, no qual foi possível visualizar os benefícios e os
futuros avanços da tecnologia e produto. A tecnologia agregou mais valor aos
produtos da empresa estando diretamente relacionado aos resultados financeiros
da empresa, trazendo maior comodidade e produtividade para os clientes.
Na aplicação foi notado que a tecnologia de identificação por rádio
freqüência não é apenas uma questão tecnológica também uma questão de
padronização e boa gestão das informações por ela fornecida.
O amplo conhecimento e utilização desta tecnologia na empresa Anilhas
Capri deu abertura para novos desenvolvimentos de produtos, para aplicações em
diversas áreas que estão em andamento e poderão ser utilizados por segmentos
diferentes.
51
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANILHAS CAPRI EPP. (Brasil São Paulo). Identificação Animal. Disponível em:
<http://www.anilhascapri.com.br>. Acesso em: 20 set. 2011.
CIETEC S.A (Brasil Porto Alegre). Cietec Semicondutor. Disponível em:
<http://www.ceitec-sa.com>. Acesso em: 20 abr. 2011.
FINKECZELLER, Klaus. RFID Handbook: Fundamentals and Apllications in
Contactless Smart Cards and indentification. 2ª ed. Germania: John Wiley &
Sons Ltd, 2003. 427 p.
GLOVER, Bill; BHATT, Himanshu. Fundamentos de RFID. Rio de Janeiro: Altas
Books, 2007. 227 p.
GOMES, Hugo Miguel Cravo. Construção de um sistema de RFID com fins de
localização especiais. 2007. 91 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Engenharia
Eletrônica, Departamento de Engenharia Eletrônica, Telecomunicações e
Informática, Universidade de Aveiro, Aveiro Portugal, 2007. Disponível em:
<http://www.av.it.pt/nbcarvalho/docs/msc_hcg.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2011.
MINAYO, M.C.S. O Conceito de Representações Sociais dentro da Sociologia
Clássica. Rio de Janeiro: GUARESCHI 2003. 16-18 p.
OLIVEIRA, Alessandro de Souza; PEREIRA, Milene Franco. Estudo da
Tecnologia de Identificação por Rádio Frequência - RFID. 2006. 84 f.
Dissertação (Graduação) - Curso de Engenharia Elétrica, Departamento de
Engenharia Elétrica, Faculdade de Tecnologia, Brasília, 2006. Disponível em:
<http://bdm.bce.unb.br/bitstream/10483/829/1/2006_AlessandroeMilene.pdf>.
Acesso em: 19 abr. 2011.
52
OLIVEIRA, Eliakim Ferreira. Divulgação da Ciência: Ciência é Evolução.
Disponível em: <http://cienciaehumanidade.blogspot.com/2010/01/descoberta-dasondas-eletromagneticas.html>. Acesso em: 20 abr. 2011.
RF SENSE (Brasil Campinas). Identificação, rastreamento e localização por
rádio Frequência. Disponível em: <http://www.rfsense.com.br/Tecnologias/RFIDe/Como-Funciona.aspx>. Acesso em: 20 abr. 2011.
SANTINI, Arthur Gambini. RFID Radio Frequency Identification. Rio de Janeiro:
Ciência Moderna Ltda, 2008. 81 p.
SHAHRAM, moradpour; MANISH, Bhuptani. RFID Field Guide: Deploying Radio
Frequency Identification Systems. 1ª ed. Estados Unidos: Prentice Hall PTR,
fev. de 2005, 288 p.
SYSTRAN
(China).
Etiquetas
del
disco
de
RFID.
Disponível
<http://spanish.alibaba.com/product-gs/rfid-disc-tags-344398162.html>.
em: 20 abr. 2011.
em:
Acesso
53
ANEXO A:
NORMA INTERNACIONAL ISO 11784
Segunda edição
15-08-1996
Identificação de animais por rádio-freqüência Estrutura de código
Apresentação
ISO (Organização Internacional para Normalização) é uma federação
mundial de organismos nacionais de normas (organismos membros da ISO). O
trabalho de desenvolvimento de Normas Internacionais é normalmente realizado
através dos Comitês Técnicos da ISO. Cada organismo membro interessado em
um assunto específico, para o qual um Comitê Técnico foi estabelecido, tem o
direito
de
ser
representado
naquele
comitê
autorizado.
Organizações
internacionais, governamentais e não-governamentais, ligadas à ISO, também
participam deste trabalho. A ISO colabora estreitamente com a Comissão
Internacional de Eletro-técnica (IEC) em todas as questões de normalização
eletro-técnica.
As minutas das Normas Internacionais adotadas pelos Comitês Técnicos
circulam entre os organismos membros para votação. A publicação como uma
Norma Internacional requer uma aprovação por pelo menos 75% dos organismos
membros, que têm direito a voto.
A Norma Internacional ISO 11784 foi preparada pelo Comitê Técnico
ISO/TC 23, Tratores e maquinário para agricultura e administração florestal
(sivicultura), Sub-comitê SC19, Eletrônicos agrícolas.
Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição (ISO
11784:1994), que foi tecnicamente revisada.
54
55
Objetivo
Esta Norma Internacional especifica a estrutura do código de identificação por
rádio-freqüência (RF) para animais.
A identificação de animais por rádio-freqüência requer que os bits transmitidos
pelo transponder (tag) sejam interpretados por um transceptor (leitor de dados).
Normalmente, o fluxo de bits contém bits de dados contendo o código de
identificação e um número de bits, para assegurar a recepção correta dos bits de
dados. Esta Norma Internacional especifica a estrutura do código de identificação.
Esta Norma Internacional não especifica as características dos protocolos de
transmissão entre o transponder (tag) e o transceptor (leitor de dados). Estas
características são o assunto da ISO 11785.
OBS.: Um procedimento para a distribuição do código do fabricante está em
estudo.
Conformidade
Os códigos únicos de identificação individual transmitidos pelo transponder
estão em conformidade com esta Norma Internacional, desde que eles cumpram
com os requisitos da Cláusula 5.
Referência normativa
A seguinte norma contém disposições que, através de referência neste texto,
constituem disposições da Norma Internacional. Na época da publicação, a edição
indicada era válida. Todas as normas estão sujeitas a revisão e as Partes,
relacionadas a acordos baseados nesta Norma Internacional, são estimuladas a
examinar a possibilidade de aplicar a mais recente edição da norma indicada abaixo.
Membros do IEC e da ISO mantêm registros das Normas Internacionais
presentemente válidas.
ISO 3166:1993, Códigos para a representação de nomes de países.
Definições
56
Para o propósito desta Norma Internacional, as seguintes definições se
aplicam:
Código de animais: Padrão de bits para identificar um animal.
Padrão de bit: Seqüência de dígitos binários ou bits [0, 1].
Campo de código: Grupo de bits no código de identificação com um
significado específico.
Código de país: Padrão de bits para definir o país onde o transponder (tag) foi
emitido.
Bloco de dados: Grupo adicional de bits com um significado específico.
Flag (dígito verificador): Bit único com um significado específico.
Código de identificação: Parte do código que é usada para identificação
(códigos de controle, tais como cabeçalho, trailer e checksum [verificação da
integridade dos dados transmitidos] são excluídos).
Código do fabricante: Padrão de bits que identifica o fabricante do
transponder (tag).
Código de identificação nacional: Campo de código com um número único
dentro de um país.
Transceptor (leitor de dados): Dispositivo usado para comunicar-se com o
transponder (tag).
Transponder (tag): Dispositivo que transmite sua informação armazenada,
quando ativado por um transceptor (leitor de dados) e pode ser capaz de armazenar
novas informações.
Descrição do código de estrutura
O código no transponder é dividido em um certo número de campos de
códigos, cada qual com seu próprio significado. Cada campo é codificado em
número binário natural com o bit de alta ordem ficando à extrema esquerda. A
estrutura do código deve ser conforme especificado na Tabela 1. O bit número 1 no
código é o mais significativo bit (MSB); o bit número 64 é o menos significativo
(LSB).
A combinação de código de país e código de identificação nacional fornece
um número que é único para identificação mundial.
57
Tabela 1 - Estrutura de código
Bit N°
1
Informações
Combinações
Descrição
Flag para
2
Este bit sinaliza se o transponder
aplicação animal
(tag) é usado para identificação
(1) ou não-animal
animal ou não. Em todas as
(0)
aplicações animais, este bit deve
ser 1.
2-15
Campos
16 384
reservados
16
Flag que sinaliza a
Catorze bits de código são
reservados para uso futuro.
2
Este bit sinaliza que dados
existência de um
adicionais estão para ser
bloco de dados (1)
recebidos (por exemplo, dados
ou ausência de
fisiológicos, medidos por um
bloco de dados (0)
dispositivo que combina
identificação e monitoramento).
Este bit deve ser 1 se
informações adicionais forem
agregadas ao código de
identificação; do contrário, ele
deve ser 0.
17-26
Código de países
1 024
Códigos de países de 900 a 998
ISO 3166
podem ser usados para indicar os
Numérico 3 dígitos
fabricantes individuais de
transponders (tags). O código de
país 999 é usado para indicar que
o transponder é um transponderteste e não precisa conter um
número de identificação único.
27 – 64
Código de
274 877 906
identificação
944
nacional
OBSERVAÇÕES
Número único dentro de um país.
58
1 O método para distinguir entre aplicações animais e não-animais, usando o bit n° 1,
permite que a estrutura do código seja reconhecida eletronicamente. Entretanto, isto
requer que os padrões futuros sobre identificação RF em outros campos adiram a esta
convenção.
2 O tamanho do código de identificação nacional foi escolhido para ter combinações
suficientes disponíveis para todos os animais em um país grande. Além disso, esperase que a unicidade de um código seja mantida por mais de 30 anos.
3 É uma responsabilidade nacional assegurar a unicidade do código de identificação
nacional. Se for necessário, uma série de números pode ser alocada para espécies
e/ou fabricantes, mas isto não será padronizado. Idealmente, cada país deve manter
uma base de dados central, na qual todos os códigos emitidos sejam armazenados,
juntos com uma referência à base de dados, onde as informações referentes aos
animais associados possam ser recuperadas.
Download

Identificação por rádio frequência (RFID) Anilha RFID