PURIM
SAMEACH!
QUANTO CUSTA MANTER SEU CARRO?
Adar I / Adar II 5774
1
OURO E MOEDAS ESTRANGEIRAS.
Change Câmbio Exchange
Transferências Internacionais
Através do sistema MoneyGram,
seu dinheiro chega ao destino em apenas 10 minutos
Cartão Visa Travel Money
Um cartão pré-pago onde se credita valores
em dólares, euros ou libras
para suas compras e gastos no exterior.
É prático e seguro !
R UA A UGUSTA , 2254 • J ARDINS • SP
2
(11) 3085-7889
Adar I / Adar II 5774
Adar I / Adar II 5774
3
4
Adar I / Adar II 5774
Editorial
Futuramente,
com a vinda do Mashiach, os Neviim,
(Profetas) e Ketuvim (escrituras) não serão mais lidos em público (vide Midrash,
Rambam e Lêchem Mishnê), com exceção
da Meguilat Ester. Vemos que há algo de
muito especial na Meguilat Ester!
“Um rei possuía um único filho que amava
muito, mas que era rebelde. Sem outra alternativa, o rei expulsou-o do palácio até que
ele corrigisse sua conduta. Então, repentinamente o príncipe se viu numa floresta escura
e perigosa.
Existem outros fatos curiosos na Meguilá.
“Apesar do medo, o príncipe começou a
Não consta o nome de D’us nela. Nossos sábios
perceber que sempre que algum grande pe-
dizem que a palavra “hamêlech” – o rei – é
rigo o ameaçava, algo imprevisto ocorria sal-
uma referência velada ao Todo-Poderoso. Por
vando sua vida. Após várias destas misterio-
que Mordechay, ao escrever a Meguilá, omitiu
sas coincidências, o príncipe chegou à conclu-
o nome de D’us? Outro fato interessante é que,
são que aquilo não podia ser obra do acaso.
aparentemente, não existe nenhum milagre
Certamente o rei ordenara que seus soldados
relatado na Meguilá; apenas uma sucessão
protegessem-no. Esta constatação alegrou o
de coincidências que inverteram o terrível
príncipe imensamente, pois significava que
decreto de Haman. Qual o sentido, então, do
seu pai ainda o amava e não o abandonara.”
trecho de “Al Hanissim – Sobre os Milagres”,
As incríveis coincidências na história de
acrescentados nas orações de Purim?
Purim não poderiam ser consideradas como
Uma visão mais aprofundada da história
simples acaso. Nossos sábios perceberam a
de Purim pode abrir uma nova perspectiva no
mão Divina em todos os acontecimentos e
entendimento de seu significado e responder
que, apesar da terrível destruição do Templo,
a essas perguntas.
D’us continuava protegendo o Povo de Israel.
Desde a Saída do Egito até a Destruição
Mais do que isso, os fatos que fizeram com
do Primeiro Templo, D’us governou Seu povo
que o terrível decreto revertesse contra seus
de forma revelada – pelos milagres realizados
inimigos, deveriam ser reconhecidos e co-
na saída do Egito, no deserto e durante a con-
memorados como um grande milagre pelos
quista da Terra de Israel. No Templo Sagrado
judeus.
também ocorriam constantemente dez mila-
Esta conduta oculta de D’us permanece
gres. Os judeus que iam visitar o Templo três
até nossos dias. Futuramente, quando o go-
vezes por ano na época das festas, podiam
verno de D’us voltará a acontecer de forma
constatar a influência Divina na condução do
revelada, a Meguilá será um símbolo da nos-
mundo.
sa época, lembrando-nos de que D’us esteve
Depois da destruição do Templo, D’us passou a governar o mundo de uma forma ocul-
sempre ao nosso lado. É por isso que ela não
será revogada.
ta, raramente realizando milagres. Assim,
A Meguilá nos ensina a encarar os acon-
a constatação da Onipotência e Providência
tecimentos do mundo de uma forma singular.
Divinas ficou mais difícil de ser comprovada.
Mesmo quando tudo nos parece escuro e sem
A Meguilá representa esta época. De-
respostas, precisamos ter em mente que é a
monstra que, apesar de D’us não se mostrar
Adar I / Adar II 5774
Uma pequena alegoria ilustra bem este
conceito:
mão Divina que guia tudo o que acontece.
abertamente, continua guiando o mundo e
Este sentimento de que “ên ôd mileva-
protegendo o Povo de Israel. Por isso o Seu
dô” – “não há outro além Dele” – de que não
nome não é citado claramente na Meguilá,
existe acaso e que D’us está sempre ao nosso
ressaltando a forma oculta com que guiou
lado protegendo-nos, é motivo de uma alegria
aqueles fatos.
imensa. Esta é a verdadeira alegria de Purim!
5
Nº 130
Nesta Edição
Capa:
PURIM
SAMEACH!
QUANTO CUSTA MANTER SEU CARRO?
Adar I / Adar II 5774
Purim Sameach!
Comemorando II,
pág. 14.
1
Expediente
A revista Nascente
é um órgão bimestral de divulgação da
Congregação Mekor Haim.
Rua São Vicente de Paulo, 276
CEP 01229-010 - São Paulo - SP
Tel.: 11 3822-1416 / 3660-0400
Fax: 11 3660-0404
e-mail: [email protected]
14
Comemorando II
“Leis e Costumes
de Purim”.
supervisão: Rabino Isaac Dichi
diretor de redação: Saul Menaged
colaboraram nesta edição:
Ivo e Geni Koschland
e Silvia Boklis
projeto gráfico e editoração: Equipe Nascente
editora: Maguen Avraham
tiragem: 11.500 exemplares
O conteúdo dos anúncios
e os conceitos emitidos nos artigos
assinados são de inteira responsa­bilidade
de seus autores, não representando,
necessariamente, a opinião da diretoria da
Congregação Mekor Haim ou
de seus associados.
Os produtos e estabelecimentos casher
anunciados não são de responsabilidade da
Revista Nascente. Cabe aos leitores indagar
sobre a supervisão rabínica.
A Nascente contém termos sagrados.
Por favor, trate-a com respeito.
6
49
22
De Criança
para Criança
Psicologia
“Dissonância
Cognitiva”.
“Achados e Perdidos”.
Chayim Walder
40 8
Aconteceu
Seminário
Mekor Haim.
Comemorando I
Um Detalhe da
Meguilá.
45
Datas & Dados
Datas e horários
judaicos, parashiyot e
haftarot para os meses
de adar I e adar II.
Adar I / Adar II 5774
30
Nossa Gente
Acontecimentos que
foram destaques na
comunidade.
17
28
Dinheiro em Xeque
Variedades
“Gripe Suína”.
A lei judaica sobre casos
monetários polêmicos
do dia a dia.
“Quanto
Custa Manter
um Carro?”.
40 54 44 19 21 39
Histórias
do Tanach
“A Conquista da
Terra de Israel”.
Infantil
“A Dança do
Urso”.
Adar I / Adar II 5774
Mussar
“A Alegria
de Purim”.
Rabino Zvi Miller
Pensando Pensando
Bem I
Bem II
“Aconcágua”.
“Pensamentos”.
Visão Judaica
“O Poder Não Está
nas Mãos dos
Homens”.
Rabino I. Dichi
7
Comemorando I
Um Detalhe da Meguilá
Rabino Paysach J. Krohn
Todo
ano, em Purim, Rav Chayim Wolo­
djiner tinha o hábito de encher seus
bolsos com moedas para caridade.
Costumava andar pelas ruas e dar dinheiro para
qualquer um que pedisse, sem perguntar nada. Isso
por alguns minutos, respondeu:
– Eu não sei. Por favor, diga-me onde está indicado!
Então o homem respondeu:
está de acordo com o ensinamento do Shulchan Aru-
– Existe um ensinamento de que quando consta
ch (Orach Chayim 694:3), o código de leis judaicas:
a palavra “hamêlech” – o rei – na Meguilá, é pos-
“Qualquer um que lhe estender a mão em Purim,
sível interpretá-la como se referindo ao “Rei dos
dê-lhe algo”.
Reis”, o Todo-Poderoso. Daí, na Meguilá 3:9, consta
Num determinado Purim, um homem se aproximou do rabino e falou:
a seguinte declaração de Haman: “Im al hamêlech
tov, yicatev leabedam – Se agradar ao rei, decrete-
– Se eu lhe contasse ‘a gut vort’, um bonito pen-
-se por escrito (no livro real) que eles (os judeus)
samento, sobre Meguilat Ester, que lemos em Pu-
sejam destruídos”. Neste versículo, a palavra “le-
rim, o senhor me daria uma quantidade maior de
abedam” – destruídos – pode ser lida em hebraico
dinheiro?”
como duas palavras: “lô bedam”, que significa “não
Rav Chayim sorriu e concordou. O homem, então, começou sua explicação:
– O Midrash declara (Yalcut Shim’oni Ester,
1057) que o Profeta Eliyáhu apareceu diante de
Mordechay e revelou-lhe a seguinte mensagem: “É
com sangue”. Assim, o versículo adquire um novo
significado: “Se agradar ao Todo-Poderoso, decrete-se por escrito (no livro real), mas não com sangue.”
Rav Chayim ficou muito admirado com o brilhantismo daquele pensamento.
possível que D’us atenda as preces de Seu povo e
Quando Rav Chayim se encontrou com seu rebe,
que possam se salvar, pois o decreto de Haman para
o Gaon de Vilna, contou-lhe o que aprendera do
aniquilar os judeus não foi “assinado com sangue”,
desconhecido. O Gaon ouviu e logo sorriu, dizen-
mas com o “anel real”, de cerâmica. Isto implica que
do: “Você sabe quem lhe deu esta explicação? Não
um decreto assinado com sangue é irrevogável, mas
foi ninguém senão aquele que a revelou ao próprio
outro, “carimbado com o anel real”, ainda pode ser
Mordechay – Eliyáhu Hanavi!”
reavaliado. Minha pergunta é a seguinte: Onde isso
está indicado na Meguilá?
8
Rav Chayim ficou perplexo. Depois de pensar
Do livro
“Around the Maggid’s Table”
Adar I / Adar II 5774
Variedades
QUANTO CUSTA
MANTER UM
CARRO?
Todos sabemos que custa caro manter
um automóvel. Mas muitos não imaginam que, na ponta do lápis,
os custos com um carro podem revelar uma grande e desagradável...
“SURPRESA!” A Nascente fez as contas
dos gastos anuais com um automóvel,
levando em consideração suposições
de uso um pouco abaixo das médias
constatadas na prática.
Caso a sua utilização do automóvel
esteja acima da média, certamente sua
“surpresa!” será maior!...
Suposições
Não foram considerados gastos com:
franquias para consertos de colisões, revisões
em concessionárias, instalações e trocas de
acessórios, financiamento do automóvel, estacionamento no local de trabalho, motoristas
particulares, serviço de lacração, custos com
despachantes, borracheiros, polimentos, enceramentos, renovação da carteira de motorista,
chaveiros, guinchos e taxa da Controlar.
Valor do automóvel - Foi calculado o custo
anual para manter um automóvel no valor aproximado de R$30.000,00. Neste valor podem
ser encontrados, por exemplo, os seguintes automóveis: Zafira Expression 2.0 ano 2008, Idea
Adventure 1.8 ano 2008, Vectra 2.0 ano 2009,
Fox 1.0 ano 2010, Saveiro 1.6 ano 2011, Fiesta
1.6 ano 2012 e Fox 1.0 ano 2013.
A consideração de alguns gastos foi bastante
conservadora. Dependendo do perfil do dono do
carro, estes gastos podem ser muito mais altos.
Os Gastos
Consumo de gasolina - Considerando um
automóvel que roda 12.000Km/ano com um
desempenho de 10Km/l de gasolina, ao custo de
R$3,00 por litro de gasolina, o custo anual com o
combustível é de R$3.600,00.
Troca de óleo e filtros - A cada 10.000KM.
R$150,00 por ano.
Troca de pneus, alinhamento e balanceamento - Considerando troca de 4 pneus, alinhamento
e balanceamento a cada 50.000Km rodados,
pneus que custam R$270,00 cada e R$50,00 de
alinhamento e balanceamento, o custo anual é de
R$270,00.
IPVA - O valor do IPVA gira em torno de 4%
do valor venal. No caso, R$1.200,00.
DPVAT - O valor do seguro obrigatório DPVAT
para a classe de seguro 1 (particular) está em
torno de R$100,00.
Licenciamento - R$80,00.
Seguro particular - Em geral, o valor do
seguro é em torno de 5% do valor do veículo. No
caso, R$1.500,00.
Manutenção - Trocas eventuais de peças,
como pastilhas, disco de freio, velas, embreagem: R$500 por ano.
Depreciação - Em geral, o carro perde
10% de seu valor por ano. Esse dinheiro é uma
“despesa”, pois você terá que colocar a mesma
quantia na aquisição de um modelo parecido no
futuro. R$3.000,00.
Multas - Considerando três infrações leves
(R$53,20) e duas médias (R$85,13) em um
ano: R$330,00. Veja alguns valores de multas
cobradas por infrações de trânsito no quadro em
destaque.
Lavagens - Considerando uma lavagem completa no valor de R$30,00 a cada dois meses:
R$180,00 por ano.
Estacionamentos avulsos e valet service
- Não há como escapar dos serviços de manobristas em festas e restaurantes, bem como de
estacionamentos avulsos em algumas regiões
da cidade. R$20,00 por semana. R$1.000,00 por
ano.
Zona Azul - Duas horas por semana –
R$6,00. R$300,00 por ano.
Garagem do prédio - Mesmo que você não
pague nada para deixar seu carro estacionado na
garagem de sua casa, deve considerar este estacionamento como uma despesa. Se não deixasse
o seu carro na garagem, poderia estar alugando
seu espaço para um vizinho. Além disso, o custo
da garagem está incluído no aluguel do seu apartamento ou já foi pago na aquisição do apartamento. R$250,00 por mês. R$3.000,00 por ano.
Pedágios - R$20,00 por mês. R$240,00 por
ano.
Surpresa!
Somando todos os gastos com um carro que
vale R$30.000,00, o total é de R$15.450,00 por
ano. Um valor que representa 51,5% do valor do
próprio carro!
Portanto, neste caso, o dono do automóvel
deve reservar R$1.287,50 de seu salário mensal
para gastar com seu custoso bem.
Gastos com seu automóvel
Por ano
Por mês
Por dia
Combustível -
R$3.600,00
R$300,00
R$10,00
Depreciação -
R$3.000,00
R$250,00
R$8,33
Garagem do prédio -
R$3.000,00
R$250,00
R$8,33
Seguro -
R$1.500,00
R$125,00
R$4,17
IPVA -
R$1.200,00
R$100,00
R$3,33
Estacionamentos -
R$1.000,00
R$83,33
R$2,78
Manutenção -
R$500,00
R$41,67
R$1,39
Multas -
R$330,00
R$27,50
R$0,92
Zona Azul -
R$300,00
R$25,00
R$0,83
Pneus -
R$270,00
R$22,50
R$0,75
Pedágios -
R$240,00
R$20,00
R$0,67
Lavagens -
R$180,00
R$15,00
R$0,50
Óleo e filtros -
R$150,00
R$12,50
R$0,42
DPVAT -
R$100,00
R$8,33
R$0,28
Licenciamento -
R$80,00
R$6,67
R$0,22
R$1.287,50
R$42,92
R$15.450,00
O
AT
DPV
LICENC
IAMENT
ROS
FILT
OE
ÓLE
NS
AGE
L AV
ÁGIO
S
PED
US
PNE
A AZ
ZON
MUL
TAS
UL
ÇÃO
UTEN
MAN
CION
ESTA
IPVA
SEG
U
AME
RO
NTO
S
G AR
A GE
M
O
IAÇÃ
REC
DEP
COM
BUS
TÍVE
L
TOTAL -
INFRAÇÕES GRAVÍSSIMAS
R$574,61 MAIS 7 PONTOS NA CNH
•Velocidade excessiva (20% acima da máxima
nas rodovias ou 50% nas ruas).
•Circular sobre as calçadas, canteiros
e acostamento.
INFRAÇÕES GRAVÍSSIMAS
R$191,54 MAIS 7 PONTOS NA CNH
•Carro sem placa ou sem licenciamento.
•Circular na contramão.
•Cruzar com farol vermelho.
•Dirigir com a carteira já vencida há mais de 30 dias.
•Retorno em local proibido.
•Ultrapassar pela contramão em linha dupla
ou contínua.
INFRAÇÕES GRAVES
R$127,69 MAIS 5 PONTOS NA CNH
•Deixar de sinalizar manobra de mudança de direção.
•Deixar de sinalizar mudança de faixa.
•Deixar de usar o limpador de pára-brisa na chuva.
•Dirigir em marcha à ré
(salvo em pequenas manobras).
•Estacionar em calçada, canteiro, gramado ou jardim.
•Estacionar em fila dupla.
•Estacionar sobre viaduto, ponte ou dentro de túnel.
•Fazer a conversão em local proibido por sinalização.
•Não usar cinto de segurança.
•Ultrapassar pelo acostamento.
•Velocidade excessiva (menos de 20% acima da
máxima nas rodovias ou 50% nas ruas).
INFRAÇÕES MÉDIAS
R$85,13 MAIS 4 PONTOS NA CNH
•Desrespeitar o rodízio.
•Dirigir com fones de ouvido ou aparelho celular.
•Dirigir com o braço para fora da janela.
•Estacionar nas esquinas a menos de 5 metros.
•Jogar objetos ou lixo na via.
•Parar na rua ou na estrada por falta de combustível.
INFRAÇÕES LEVES
R$ 53,20 MAIS 3 PONTOS NA CNH
•Estacionar longe da calçada (entre 50cm e 1m).
•Trafegar pela faixa exclusiva de ônibus.
•Ultrapassar veículo que integre cortejo fúnebre.
•Usar buzina insistentemente entre as
22h00m e 6h00m.
•Usar farol alto em vias com poste de iluminação.
Reflita!
Comprar um automóvel deve ser uma decisão
pensada cuidadosamente e avaliada em seus mínimos detalhes. Não deixe de fazer as contas antes de
comprar ou trocar de carro. Um breve momento de
irracionalidade, ou emoção desmedida no momento
da aquisição, pode se tornar um drama por muito
tempo.
É inegável que o carro traz muitos benefícios,
além de conforto e praticidade para muitos que
dependem dele para trabalhar. Mas será que você
precisa do último modelo? Ou daquele que tem um
motor bastante potente – e que consome muito
também? Ou ainda daquele que é mais bonito que
o do seu vizinho? E será que seu padrão de vida
comporta gastos com um automóvel luxuoso?
Cuidado, pois status custa caro! É um dinheiro que
pode fazer falta no final de cada mês.
Muitos consumidores, animados com a possibilidade de comprar um modelo mais avançado,
acabam se esquecendo que os gastos fatalmente serão maiores em termos de seguro, IPVA e
manutenção. Diante disso, é preciso planejar bem
os gastos para não acabar comprometendo mais
do que se pode com o carro.
A maioria das pessoas não percebe o tamanho
da conta gerada por um automóvel, pois nunca
calculou o custo mensal de todas as despesas
envolvidas. Agora que você já tem os números,
reflita!
DR. CLAUDIO MAJOWKA
CRM-SP 86.368
•Clínica Médica •Gastroenterologia •Endoscopia
Atendemos particulares com reembolso
R. Albuquerque Lins, 503 Cj. 51 l Higienópolis
Tel. (11) 3661-7998 l Tel/Fax: 3666-7075
Cel. (11) 99211-3849
E-mail: [email protected]
Dra. Eliana Monastersky Rovner
Médica Pediatra – CRM 66.405
Agora também em Higienópolis.
Atendimentos diferenciados
em horários especiais.
Rua São Vicente de Paula, 95 – Cj. 33
Fone: 3836-9800 / 2339-3652/ 94214-9600
draelianarovnerpediatria.bksites.net
Léa
Michaan
PSICÓLOGA E PSICANALISTA
MESTRE EM PSICOLOGIA CLÍNICA
Especializada em
crianças e adolescentes.
R. Emílio de Menezes, 76 - Cj. 52
Higienópolis l Fone 2628-1439
Adar I / Adar II 5774
S&F
Shimoni & Fink
Law Offices
Assessoria Jurídica em Israel
- Transações Imobiliárias
- Financiamentos e investimentos
- Inventário e herança
- Transações bancárias internacionais
- Sociedades internacionais
Gershon Fink, Adv.
Tel.: +972 543279018
Email: [email protected]
www.shimonifinklaw.com
Falamos inglês,
português e hebraico
13
Comemorando II
Leis e Costumes
de Purim
Purim é celebrado anualmente no dia 14 do mês de adar – ou
adar II, quando houver – para comemorar a salvação dos judeus
da conspiração de Haman, conforme relatado na “Meguilat Ester”.
Essa conspiração aconteceu há 2365 anos, no ano 3.409 do
calendário judaico, antes da reconstrução do Templo Sagrado.
Neste ano, as comemorações se iniciam na quinta-feira, dia 13 de
março, com o Jejum de Ester. Purim será comemorado no sábado à noite e no domingo, dias 15 e 16 de março. O dia 15 de adar,
segunda-feira, é denominado “Shushan Purim”.
As leis que dizem respeito à festa de Purim foram prescritas pelos
sábios da Grande Assembléia – Anshê Kenêsset Haguedolá.
14
Adar I / Adar II 5774
Comemorando II
A Meguilat Ester
festeja-se Purim no dia 15 de adar.
vem ouvir a leitura da Meguilat Ester.
Em Purim deve-se ouvir a leitura
Antes da leitura da Meguilá é ne-
da Meguilat Ester, na qual consta a
cessário desenrolá-la totalmente. Isso
Mishlôach Manot
história de Purim, duas vezes. A pri-
por causa da passagem da Meguilá:
É o envio de alimentos. No dia
meira vez na noite de Purim – este ano
“...por todos os ditos desta ‘carta’”. Já
de Purim, entre o nascer e o pôr do
sábado, 15 de março. A segunda leitu-
que o normal ao ler uma carta é abri-
Sol, devemos enviar pelo menos dois
ra da Meguilá é realizada na manhã
-la totalmente antes de começar a ler,
alimentos a um amigo, símbolo da ir-
seguinte, 16 de março, após a oração
assim devemos proceder em relação à
mandade e amizade entre os judeus.
de Shachrit. Quem não ouvir a leitura
Meguilat Ester.
Não é necessário que os alimentos
sejam de berachot diferentes.
de manhã deverá cumprir esta mitsvá
Antes e depois de proceder à leitu-
ao longo do dia. Este é o motivo princi-
ra da Meguilá, em um rolo de pergami-
Os alimentos devem ser de consu-
pal da celebração, conforme nos con-
nho escrito à mão, o chazan profere as
mo imediato e conter, no mínimo, 28g
ta a própria Meguilá (9:28): “E esses
berachot. Os demais presentes devem
(sólidos) ou 86ml (líquidos).
dias serão recordados e celebrados
prestar atenção às berachot respon-
Um homem deve enviar mishlôach
de geração em geração, de família em
dendo amen. É necessário ter inten-
manot para outro homem e uma mu-
família, de província em província, de
ção de que as berachot valham tam-
lher para outra mulher – de preferên-
cidade em cidade.”
bém para eles e, depois, acompanhar
cia por intermédio de um mensageiro.
Há algumas cidades que realizam
atentamente a leitura em seus rolos
a leitura da Meguilá no dia 15 de adar
de pergaminho ou em seus livros. Ao
e não no dia 14. São as cidades que
ouvir a berachá de “Shehecheyánu”,
Em Purim lembramo-nos dos po-
estavam cercadas por muralhas na
deve-se pensar também nas demais
bres e necessitados com mais genero-
época de Yehoshua bin Nun – mes-
mitsvot do dia.
sidade que em outros dias, oferecen-
Matanot Laevyonim
mo que hoje não mais estejam. Isso
Deve-se observar o máximo de si-
do-lhes presentes e donativos; é o que
acontece em lembrança àqueles que
lêncio durante a leitura da Meguilá,
chamamos de “matanot laevyonim”
em Shushan Habirá (a capital do Im-
já que é necessário escutar todas as
– presentes aos necessitados.
pério Medo-Persa) não descansaram
palavras, e é proibido conversar até o
até esse dia (15 de adar). É por essa
final da última berachá.
razão que em Jerusalém, por exemplo,
Adar I / Adar II 5774
Tanto homens como mulheres de-
Os presentes devem ser dados a
pelo menos duas pessoas diferentes
e é melhor dar dinheiro ou comida já
15
Comemorando II
preparada. Essa mitsvá é ainda mais
Normalmente, costuma-se iniciar
Devarim (25:17-19) nos quais se relata
importante que mishlôach manot e
a Seudat Purim no final do dia, esten-
o preceito bíblico de lembrar (zachor
Seudat Purim. Rambam – Maimônides
dendo-se noite adentro.
= lembra) o ódio do povo de Amalec
A palavra “festividade” é a chave
para com o nosso povo: “Recorda do
que a de alegrar o coração dos pobres.
de toda a história de Purim. A Rainha
que te fez Amalec no caminho, quan-
De uma forma geral, durante a
Vashti foi condenada à morte em uma
do saías do Egito... quando estavas
festa de Purim devemos ser caridosos
festividade e a derrota de Haman tam-
cansado e debilitado. Mas quando o
com o próximo e aumentar nossos atos
bém resultou de uma festividade.
Eterno teu D’us te fizer descansar de
– diz que não existe maior felicidade
A “festividade”, portanto, é uma
todos os teus inimigos na terra que te
Não se deve fazer nenhuma distin-
das facetas importantes na celebração
deu por herança, apagarás a memória
de tsedacá.
ção entre os pobres. Em Purim deve-
de Purim. Festejar Purim é uma mitsvá
de Amalec de debaixo dos Céus, não te
-se dar as “matanot” a quem deseje
tão significativa como a de acender as
esquecerás.”
recebê-las.
velas de Chanucá.
Este ano o Shabat anterior a Purim
É obrigatório que os mais pobres
As comemorações de Purim nos en-
também dêem presentes a seus seme-
sinam ainda a seguinte lição: além da
lhantes, mesmo se eles próprios de-
oração e do jejum – com o que se acre-
Jejum de Ester
pendem da caridade. Esse sentimento
dita geralmente estar servindo a D’us
Tal qual nos relata a Meguilat Es-
de igualdade se manifesta por inter-
– podemos também servir ao Criador
ter, no dia em que o Povo de Israel de-
médio da felicidade que sentimos na
com “simchá” – alegria. Os alimentos
veria ser aniquilado pelos seus inimi-
festa de Purim. Quando Haman, o Per-
e as bebidas habituais também podem
gos, isto é, no dia 13 do mês de adar, os
verso, planejou aniquilar os judeus e
ser elevados a um nível especial.
judeus conseguiram sua salvação ven-
cai no dia 15 de março.
cendo o adversário. O dia 13 de adar
saquear suas riquezas, ricos e pobres
Machatsit Hashêkel
foi declarado, então, como sendo um
riqueza não era um meio de salvação e
Na época do Templo, todos os ho-
dia de jejum, em memória da petição
todos sentiam-se pobres. Experimen-
mens com idade entre 20 e 60 anos do-
que a Rainha Ester fez ao povo, para
tavam o que era a humilhação, o temor
avam, uma vez por ano, meio shêkel,
que jejuassem e suplicassem a D’us
constante pela morte e a opressão.
sentiram-se igualmente atingidos. A
que era destinado para a compra dos
pela anulação da malvada sentença
O que se distingue em Purim é a
corbanot (oferendas, sacrifícios) públi-
de Haman.
fraternidade reinante entre os yehu-
cos. Esta quantia era recolhida desde
dim, que celebram essa festa da salva-
o princípio do mês de adar.
ção com a mesma alegria e felicidade.
Este ano, o dia 13 de adar II cai no
Shabat, dia 15 de março. Neste caso,
Em nossos dias, costuma-se dar
o jejum é antecipado para a quinta-
Em Purim o pobre recebe mais ca-
aos pobres três moedas no valor –­
-feira, dia 13 de março. Na cidade de
ridade do que de costume e é tratado
cada uma – de meio shêkel, ou três ve-
São Paulo, o jejum deve ser realizado
com mais bondade e cuidado. Ainda
zes o valor de meia unidade da moeda
das 04h55m às 18h55m.
que o dinheiro seja algo tão material,
circulante no país, ou o valor de meio
Apesar da vitória, jejuamos para
capaz até de corromper alguns indiví-
shêkel da Torá (aproximadamente
que a cada ano, através das gerações,
duos, em Purim demonstramos quão
10g de prata) em recordação ao meio
recordemos que nossos inimigos con-
útil ele pode ser se empregado cor-
shêkel que era doado na época do Tem-
tinuam à nossa espreita. Apesar de
retamente. Nessa festa, uma pessoa
plo. Também em memória a que Ha-
termos vencido naquela ocasião, não
pode demonstrar muito amor, carinho
man quis comprar, de Achashverosh,
temos assegurada a vitória em com-
e objetividade por meio dos mishlôach
todo o Povo de Israel por 10.000 moe-
bates vindouros.
manot e matanot laevyonim.
das de prata para aniquilá-los. Nossa
É por isso que a alegria de Purim
tsedacá é a resposta para a maldade
não pode ser completa e deve ser pre-
de Haman.
cedida por um dia de jejum, de refle-
Seudat Purim
xão e de aflição, pois somente por meio
Seudat Purim é a refeição festiva
que fazemos no dia de Purim, entre o
Parashat Zachor
de nossas boas ações e do nosso ar-
nascer e o pôr do Sol. Nesta refeição
No Shabat anterior a Purim lê-se,
rependimento sincero conseguiremos
não deve faltar carne e vinho.
16
nas sinagogas, os versículos do livro de
vencer sempre os nossos inimigos.
Adar I / Adar II 5774
Dinheiro em xeque
Gripe Suína
Todas as dúvidas e divergências
monetárias de nossos dias
podem ser encontradas em
nossos livros sagrados!
Efráyim
morava em Jerusalém
com sua família. Em
um dia de férias escolares ele passou o dia com
seus três filhos num dos parques da região Norte
de Israel.
Eles fizeram várias trilhas, passando por rios e
cachoeiras.
Ao entardecer estavam exaustos. Subiram em
um ônibus para voltar para casa.
Para infeliz surpresa de Efráyim, todos os assentos do ônibus já estavam tomados. Sendo assim,
ele e seus filhos teriam que aguentar duas horas de
viagem em pé.
As pessoas que estavam sentadas perceberam a
situação desconfortável de Efráyim, mas ninguém
ofereceu seu lugar.
Ele então teve uma ideia....
Efráyim pegou seu celular e fingiu estar conversando com Sará, a sua esposa. No decorrer da
conversa foi aumentando o tom da voz, como se a
ligação estivesse ruim.
Efráyim contou a Sará como havia sido o dia no
parque, o que as crianças fizeram, que chegariam
mais tarde em casa, etc.
Antes de terminar a conversa, Efráyim disse:
– Ah! Já ía me esquecendo de lhe contar algo
importante! É sobre o resultado daquele exame. O
médico disse que é muito provável que eu esteja com
Adar I / Adar II 5774
17
PROPRIEDADES
RESIDENCIAIS E COMERCIAIS
Um excelente momento para
investir e fazer grandes negócios
imobiliários na Flórida!
Dinheiro em xeque
a gripe suína! Amanhã de manhã
algo muito grave, respondeu o Rav
precisarei passar em consulta nova-
Zilberstein.
Efráyim causou um dano indireto
mente!”.
Assim que o ônibus chegou na
àqueles passageiros. Em casos como
parada seguinte, muitos passageiros
este, o bêt din – o tribunal judaico –
saíram, com medo de serem contami-
não tem condições de obrigar o réu a
nados. Com isso, Efráyim pôde sentar
indenizar os prejudicados.
confortavelmente com seus filhos e
De qualquer forma, segundo o
desfrutar o restante da viagem de
“Tribunal Celestial”, Efráyim tem que
forma confortável.
reembolsá-los.
Ao chegar em casa, Efráyim ficou
Neste caso especificamente, o in-
com remorso do que fizera e, na mesma
frator está impossibilitado de reparar
hora, escreveu uma carta para o Rav
sua falha, já que não tem como encon-
Zilberstein perguntando se havia agido
trar os prejudicados. Sendo assim, ele
de forma errada ou não. No caso de sua
deve fazer teshuvá – arrepender-se e
atitude ter sido errada, queria saber o
decidir não mais cometer este tipo de
que fazer para corrigir sua falha.
pecado – e doar a quantia total das
indenizações para uma instituição de
Rua Baronesa de Itú, 336 Cj. 131
Higienópolis - São Paulo
(11) 3826-0933
(Estacionamento com manobrista gratuito)
Reserve seu espaço
na edição de Pessach
O veredicto
caridade.
No Talmud – Tratado de Peá –
consta a seguinte passagem: “Todo
aquele que não é aleijado, cego ou paralítico e age como se fosse, não morre antes de vir a ser como um deles.”
No caso da atitude de Efráyim,
havia um agravante, já que acarretou
uma perda financeira e uma perda de
tempo aos passageiros que desceram
do ônibus. Isso além do susto e da
Informações:
3822-1416
18
preocupação que lhes causou.
Portanto, é óbvio que Efráyim fez
Do semanário “Guefilte-mail”
([email protected]).
Traduzido de aula ministrada pelo Rav
Hagaon Yitschac Zilberstein Shelita. Os
esclarecimentos dos casos estudados no Shulchan Aruch Chôshen Mishpat são facilmente
mal-entendidos. Qualquer detalhe omitido
ou acrescentado pode alterar a sentença para
o outro extremo. Estas respostas não devem
ser utilizadas na prática sem o parecer de um
rabino com grande experiência no assunto.
Adar I / Adar II 5774
Pensando bem I
ACONCÁGUA
Você cortaria a corda?
Narrado por Clement Aboulafia
Apesar
do frio intenso, um
alpinista decidiu escalar sozinho o Monte Aconcágua – o ponto mais alto das Américas – uma perigosa
montanha.
Pegou todo o equipamento necessário e
começou a subir.
Sentia cada vez mais frio à medida que
subia a montanha. Mas não desistiu.
Em alguns momentos lhe deu frio na espinha, falta de ar, vontade de voltar... Mas,
mesmo assim, prosseguiu.
Já estava quase escuro, quando, de repente, ele escorregou e começou a cair...
Naqueles poucos segundo, tudo lhe passa
pela mente...
Antes de se espatifar, no entanto, ele sente
um puxão forte na barriga. Sente sua coluna
se deslocar um pouco, mas logo volta ao normal. Era a corda de suporte que o mantinha
suspenso no ar!
A noite estava chegando, fria e assustadora. Uma ventania muito forte no seu rosto
fazia com que a sua respiração ficasse cada
vez mais fraca...
Estava pendurado pela corda que o mantinha vivo, mas não conseguia alcançar a
montanha para retomar suas forças e retornar ao solo.
Adar I / Adar II 5774
19
VENDE-SE
APTO DE 330m²,
RECÉM-REFORMADO, 20º ANDAR
(COM ELEVADOR DE SHABAT),
EM FRENTE À SINAGOGA
MEKOR HAIM
R. São Vicente de Paula, 329
DIRETO COM O PROPRIETÁRIO
TEL. 3660 0333
MARIANE, HORÁRIO COMERCIAL
Pensando bem I
Torcia para que a corda se mantivesse firme... enquanto suas forças
sim, seria seu fim!
– Corte a corda!... Corte a corda! –
insistia a voz de D’us.
se esvaíam.
Logo percebeu que, apesar de
vivo, estava perdido...
Sentia que seu fim estava próximo... As chances de ser encontrado
E, em seu desespero, na escuridão
da noite gelada, o alpinista não chegou a perceber que estava suspenso a
apenas dois metros do solo.
vivo eram poucas.
* * *
Como último recurso, resolve fazer uma breve oração:
– Por favor, D’us, salve minha
Por vezes chegamos a encarar
nossas vidas como uma difícil e fria
vida!
E algo inusitado acontece. O alpi-
escalada em meio a uma escuridão
nista ouve a voz de D’us respondendo
sem fim. Então recorremos a alguém
sua prece:
que nos ecoa uma voz celestial:
– Pois bem, querido – diz D’us.
– Mude seu c a m i n ho ! Reveja
– Agora que você reconhece minha
seus princípios! Corte a corda que o
existência e meu poder, Eu salvarei
mantém preso a conceitos errados!
sua vida. Mas você precisa pegar sua
faca e cortar esta corda que o sustém!
Precisamos estar atentos a estas
Mas o alpinista imaginava que
vozes. Nem sempre a corda que nos
aquela corda era sua salvação. Que
sustém é o melhor amparo para o
se a cortasse, continuaria a cair e, aí
nosso futuro!
Sim, eu quero receber, gratuitamente
a Revista NASCENTE em São Paulo
Para receber a revista NASCENTE gratuitamente em São Paulo,
preencha esta ficha e envie para:
Rua São Vicente de Paulo, 276 - CEP 01229-010 - São Paulo - SP
ou pelo fax: (11) 3660-0404
Nome:__________________________________________________
República Dominicana
Paradisíaco....
.... e KASHER. !!!
All Inclusive K
Pacote Aéreo & Terrestre (Duplo) - á Partir de
U$2.990 p/p
Mundo Kasher
Mais de 30 Pacotes e 120 Hoteis K
Passagens - Carros - Cruzeiros K
Consulte sobre a supervisão Rabínica
viagenskasher
www.viagenskasher.com.br
tel.(11)3337-3990 [email protected]
20
____________________________________________São Paulo - SP
CEP:_____________________Fones:_________________________
E-mail:__________________________________________________
Saídas Especiais Dez-Jan
Viagens e Turismo Judaico com Excelência
Endereço:_______________________________________________
Instituição judaica que frequenta:____________________________
_________________________________________________________
Adar I / Adar II 5774
Pensando bem II
Pensamentos
Muitos de nós falam duas vezes antes de pensar...
Duas coisas que não se recupera:
A pedra depois de atirada.
A palavra depois de proferida.
O pensamento é seu,
A palavra é de todos.
A realidade é antagônica à fisiologia:
fale alto e ninguém o ouvirá,
fale baixo para ser ouvido por todos!
Com tantas câmeras por aí,
quem ainda não acredita nas “câmeras celestiais”?
GUP'S JEANS
Malharia e Confecções Pol-Sar Ltda.
“Quando te habituares com a virtude da modéstia,
acanhando-te diante de todas as pessoas, temendo o Criador e
o pecado, pairará sobre ti o espírito da Shechiná – a Presença
Divina – e o esplendor de Sua glória no Mundo Vindouro.”
Iguêret Haramban
Alameda Dino Bueno, 492 • Campos Elísios • CEP 01122-021
Fone: 11 3331-7243 • Fax: 11 3222-5213 • São Paulo • SP
Adar I / Adar II 5774
21
Psicologia
Apesar
de a informação ser
“científica” e factualmente verdadeira, e de o intelecto poder
usá-la e aceitá-la, ela gera uma dissonância cognitiva com uma reação puramente
emocional frente à nova informação. Dissonância no sentido de “incompatibilidade”
e cognitiva no sentido de “conhecimento”.
22
Leia, a seguir, trechos do melhor capítulo
do livro “A Prova Evidente”, sobre este assunto,
de autoria de Gershon Robinson e Mordechay
Steinman.
Na era moderna, desde os tempos do Iluminismo, muitas pessoas de todas as camadas
sociais dedicaram suas vidas inteiras ao exame da questão de D’us. Por que a questão de o
Este efeito foi descrito pela primeira vez
Universo ser ou não criação de D’us causa tanta
numa experiência realizada nos Estados Uni-
perplexidade? Quando alguém diz “eu não sei”
dos por Leon Festinger e Carl Smith em 1959.
sobre a existência de D’us, esta resposta é do
Por causa dessa dissonância, desta incom-
“tipo I” ou do “tipo II”? Ou seja, está baseada na
patibilidade, uma informação intelectualmente
lógica e na razão, na falta de comprovação (tipo
verdadeira pode até mesmo afetar fisicamente
I), ou há indícios suficientes de D’us e a dúvida
um indivíduo.
resulta da dissonância cognitiva (tipo II)?
A informação conflitante poderá ser sim-
A mais conhecida abordagem dos que de-
plesmente descartada, mesmo se a pessoa que
fendem a existência de D’us é o clássico argu-
está rejeitando a verdade é extremamente inte-
mento do “relógio no deserto”, conhecido tam-
ligente – como um mecanismo de defesa do ego.
bém como “Teoria do Projeto”. O argumento diz:
Adar I / Adar II 5774
Psicologia
Dissonância
Cognitiva
Quando uma pessoa se depara com uma
informação que:
• contradiz visões populares que ela tinha como aceitas,
• ou que indica que ela estava equivocada,
• ou ainda, que é complicada e difícil de lidar,
tal informação é encarada como um “ataque”
ao seu ego.
Em consequência, torna-se imediatamente algo
“desconfortável” e até “irritante” para ela.
Os psicólogos atribuem o motivo desta irritação
a uma “dissonância cognitiva”.
“Se você está andando sozinho num deserto, um
luiu”, seria com razão considerado pouco são.
lugar onde lhe disseram que ninguém jamais
Vamos rever tal argumento recorrendo a
pisou, e de repente encontra um relógio, ainda
algo mais próximo do dia-a-dia. Na mercearia
assim acreditaria que é o primeiro ser inteli-
da vizinhança, todos os produtos semelhantes
gente a ter estado ali? Você não concluiria que
estão expostos ordenadamente em determina-
alguém havia passado por ali antes?” Por quê?
das prateleiras. As diversas marcas de extrato
Porque é um absurdo patente imaginar
de tomate estão em uma prateleira, as de milho
que todas as intrincadas peças de um relógio
em lata estão em outra, as frutas em conserva
– engrenagens, cordas, ponteiros, números e
estão numa terceira prateleira, os produtos de
caixa – pudessem simplesmente ter se encai-
panificação numa quarta, os laticínios numa
xado, levadas pelo vento e reunidas de modo a
quinta, e assim por diante. Certamente, todos
formar um mecanismo perfeitamente harmo-
concordam que uma organização desta não
nioso. Ele obviamente foi fabricado por alguém
pode surgir por acaso, por uma lufada da sor-
que sabia a respeito da contagem do tempo e
te. Todos sabem que uma ordem e um projeto
sobre a engenharia de um instrumento para
destes pode ser criado apenas por uma inteli-
esta finalidade. Em outras palavras, o projeto
gência. No mundo da natureza, que revela um
de algo prova que ele teve um autor inteligente.
projeto ainda maior do que as prateleiras de
Qualquer um que sugerisse, de maneira séria,
uma mercearia, não seria de se esperar que
que um objeto evidentemente projetado “evo-
houvesse também um autor?
Adar I / Adar II 5774
23
Psicologia
Purim Sameach
O argumento é sólido. Contudo,
consciente. Vamos precisar de uma
ainda assim muitos indivíduos não se
situação experimental em que haja
convencem com a “prova” da Teoria do
certo nível de planejamento e em que
Projeto. Eles viram as costas sentin-
nossos assuntos não estejam sujeitos
do que lhes faltam informações para
a nenhum tipo de pressão pessoal, so-
uma decisão inteligente. A Teoria do
cial, intelectual, metafísica ou outra
Projeto é um dos muitos argumentos
capaz de impedir a observação. Em
em favor da existência de D’us. A opi-
outras palavras, necessitamos de um
nião prevalecente, entretanto, é que a
ambiente controlado, isto é, de uma
Teoria do Projeto e as outras não pro-
situação sem nenhum fator capaz de
porcionam dados suficientes. Assim,
interferir no funcionamento normal
o “eu não sei” a respeito da existência
da intuição do homem. Por meio de um
de D’us costuma ser considerado um
gráfico podemos ilustrar com clareza
“eu não sei” do tipo I. Por outro lado,
o que queremos dizer com o termo
talvez a dúvida surja não por causa
“projeto mínimo”.
da lógica e da razão, mas de um “não
posso suportar isso” irracional e subconsciente. Talvez seja uma dúvida do
100
tipo II.
O argumento clássico do “relógio
no deserto” não consegue oferecer in-
75
C
% de pessoas
que reagem
dizendo “projeto
necessário”.
B
dícios suficientes para dar ao homem
uma apreciação intuitiva de que uma
50
Inteligência criou o Universo. Se pu-
PARABÉNS REVISTA NASCENTE!
Acompanhamos de perto essa
trajetória vitoriosa e desejamos
muito sucesso também no futuro!
dermos demonstrar que o argumento
A
25
consegue fazer isso, se pudermos mostrar que ele é logicamente convincente, poderemos concluir que o fato de a
pessoa não acreditar em D’us é causado apenas pela dissonância cognitiva.
1
2
3
Nível de complexidade estrutural (projeto)
Neste gráfico, o eixo horizontal
mostra níveis crescentes de complexi-
Purim
Sameach!
e-mail: [email protected]
Tel: (5511) 3167-0440
Celular/nextel 7821-6553
24
O Projeto Mínimo
dade estrutural. O eixo vertical indica
Antes de tudo, devemos determi-
a porcentagem de pessoas num grupo
nar o nível de planejamento necessá-
hipotético que reconhece que os níveis
rio para que o homem comum reco-
no eixo horizontal não poderiam ter
nheça automaticamente que “isso é
surgido ao acaso. Aqui, apenas o nível
um produto da inteligência”. Em ou-
3 seria considerado “projeto mínimo”.
tras palavras, precisamos de um expe-
O nível 3 representa a complexidade
rimento que determine o nível de com-
estrutural perante a qual 100% dos
plexidade estrutural capaz de levar o
participantes concordam que “isso
homem comum a concluir de maneira
não poderia ter ocorrido por acaso”.
intuitiva que “tal objeto não surgiu
No nível 2, menos de 75% dos partici-
ao acaso”. Chamaremos este nível de
pantes reagem desta forma e, no nível
complexidade de “projeto mínimo”.
1, a porcentagem é ainda menor.
Para descobrir o mínimo, teremos
Este gráfico poderia representar
de estabelecer uma situação livre de
os resultados de uma experiência con-
fatores capazes de desencadear o
trolada envolvendo estudantes univer-
“mecanismo de alerta prévio” do sub-
sitários e um jogo de cartas. Vamos
Adar I / Adar II 5774
Psicologia
considerar que os níveis l, 2 e 3 cor-
mo arranjo, mas desta vez havia dois
artísticas refinadas de que o homem
respondem a três diferentes ocasiões,
maços de cartas “arrumadas”, não
evoluiu a partir do macaco. Um bando
ou “rodadas”, em que são distribuídas
apenas um. Dado este nível de com-
de macacos vive ao lado de um poço
cartas a mil estudantes. Após cada
plexidade (nível 3), todos os estudan-
de água, presumivelmente na Terra.
“rodada”, pergunta-se a cada estudan-
tes concordaram: “É necessário haver
Graças ao extraordinário trabalho do
te: “As cartas que você recebeu foram
um autor”.
diretor e do maquiador do filme, a pla-
embaralhadas aleatoriamente antes
Duas objeções costumam ser feitas
teia acompanha de perto a sociedade
de lhe serem dadas ou alguém as arru-
a respeito de experiências deste tipo.
de macacos. Diferentes relações “in-
mou em determinada ordem?”. Na pri-
Primeiro: não foi testado um número
terpessoais” são retratadas. É possível
meira rodada vamos supor que cada
suficiente de pessoas. Segundo: os par-
até reconhecer diferenças de caráter
estudante tenha recebido 52 cartas
ticipantes têm características peculiares
entre um macaco e outro.
e todas as cartas de copas e espadas
e, portanto, não são representativos de
Quando a plateia já está familiari-
apareceram em ordem ascendente do
todas as pessoas. Em outras palavras, os
zada com o primeiro bando de maca-
ás ao rei. Dado este nível de complexi-
resultados do experimento com os estu-
cos, este sofre o ataque de um segundo
dade (nível 1), cerca de 35% dos estu-
dantes e as cartas podem ser questiona-
bando, o qual assume o controle do
dantes (ponto A) concluíram: “Alguém
dos porque havia apenas mil estudantes
poço. A plateia acompanha o exílio do
arrumou estas cartas”.
e estes constituem um grupo especial,
primeiro bando, que encontra uma ca-
pouco característico.
verna para se abrigar. Após uma ame-
Na segunda rodada, vamos supor
que cada estudante tenha recebido de
Por sorte, uma experiência quali-
drontadora noite em claro, os macacos
novo um maço completo de 52 cartas
ficada estabelecendo o nível de com-
encontram um estranho objeto, com-
e, depois de examiná-las, todos viram
plexidade necessária para provocar a
pletamente desconhecido para eles. É
que as cartas de copas, espadas, ou-
reação intuitiva “é necessário haver
um monólito de 5 metros de altura,
ros e paus estavam agrupadas sepa-
um autor” já foi concluída em nossa
uma rocha negra perfeitamente re-
radamente e, em cada grupo, as treze
geração. O ambiente controlado foi a
tangular, com a forma de uma peça
cartas apareciam em ordem ascen-
sala de cinema comum e os sujeitos da
de dominó ou a do Prédio das Nações
dente do ás ao rei. Dado este nível de
experiência foram os milhões de espec-
Unidas, dotada de ângulos retos e
complexidade (nível 2), quase 75% das
tadores que viram o clássico filme cha-
superfície polida e lisa. Após reunir
pessoas concluíram: “Alguém arru-
mado “2001, Uma Odisseia no Espaço”.
coragem suficiente para se aproximar
dele, e depois de bater na superfície
mou estas cartas... Há um autor aqui”.
Na terceira rodada, vamos supor
que os estudantes encontraram o mes-
O Monólito do 2001
lisa com medo e curiosidade, os ma-
O filme começa com sugestões
cacos seguem caminho.
Bolsas Térmicas
Adar I / Adar II 5774
25
Psicologia
No cinema, comendo
pipoca, livres de
preconceitos pessoais,
todos concordaram
que uma rocha negra
com ângulos retos e
superfícies lisas é indício
conclusivo de um autor
inteligente.
26
láxia continha outras formas de vida
inteligente.
Qual é a prova? Escavando a superfície da Lua, exploradores humanos haviam encontrado um monólito
exatamente igual àquele achado pelos macacos. Como não havia sido
posto ali pelos terráqueos, tratava-se
da “primeira prova objetiva de uma
inteligência no Universo além da humana”.
Antes de mais nada, repare que
nenhum personagem do filme faz ob-
Depois disso, um dos macacos faz
jeções à conclusão, baseada na desco-
uma importante descoberta. Enquan-
berta da rocha retangular na Lua, de
to brinca despreocupadamente com
que se tratava de uma “prova objetiva
um grande osso de um animal morto,
de inteligência no Universo além da
o macaco percebe que este osso pode
humana”. E nenhum crítico ou analis-
ser usado para quebrar outros ossos.
ta contestou a lógica da história, con-
Ele arma seus companheiros com os-
siderando inverossímil a suposição
sos e o primeiro bando retoma o poço
básica do filme. Por acaso alguém, du-
de água, expulsando os agressores.
rante ou depois de ver o filme, criticou
Não há nenhuma explicação a respei-
a lógica por trás da conclusão? Não.
to do monólito.
Ali no cinema, comendo pipoca, livres
De súbito, outra cena é apresenta-
de preconceitos pessoais, sociais, inte-
da. Entram em cena naves espaciais,
lectuais ou de outros tipos, as pessoas
um exemplo da sofisticada tecnologia
concordaram unanimemente que uma
do século XX. Agora os Estados Unidos
rocha negra com ângulos retos e su-
já têm uma colônia na Lua. A justapo-
perfícies lisas é indício conclusivo de
sição de cenas implica que a civiliza-
um autor inteligente. No cinema, um
ção na Terra fez grandes avanços no
ambiente controlado, não houve inter-
longo período desde o primeiro avanço
ferência. A dissonância cognitiva esta-
tecnológico com a descoberta do valor
va ausente. Nenhum espectador argu-
militar dos ossos.
mentou: “Talvez a rocha tenha surgido
De repente, a colônia de homens
por acaso...”. Todos tiveram a mesma
na Lua deixa de fazer contato com a
reação visceral imediata e intuitiva,
Terra. Segundo os rumores, ela teria
considerando a rocha como indício da
sido atingida por uma doença de pro-
existência de uma inteligência. Não
porções epidêmicas. Na realidade, os
houve a menor dúvida a respeito.
rumores são um disfarce. O verdadei-
Ora, o filme 2001 foi visto por mi-
ro motivo para a perda de contato é
lhões de pessoas de todos os tipos, as-
uma descoberta na Lua “com poten-
sim, não se pode argumentar que um
cial tão grande de chocar a sociedade,
número muito pequeno de pessoas foi
que o homem comum não seria capaz
“testado” ou que os participantes do
de suportá-la”. Era melhor que os ter-
“experimento” não eram representa-
ráqueos não ficassem sabendo que
tivos. Portanto, que nível de complexi-
os americanos haviam encontrado a
dade é necessário para que se consi-
primeira prova objetiva de que a ga-
dere intuitivamente que algo foi criado
Adar I / Adar II 5774
Psicologia
de maneira proposital? É necessário
pouco sobre isto. Um manual de em-
achar um computador na Lua? Não.
briologia, “From Conception to Birth”
Um carro? Não. Um relógio? Não!
(Da Concepção ao Nascimento) coloca
Basta uma simples rocha negra. 2001
questões pertinentes sobre o cérebro
serve como um experimento científi-
humano e o sistema nervoso.
co controlado estabelecendo o “projeto
“Como surgiram os bilhões de cé-
mínimo” exigido intuitivamente pelo
lulas que formam este sistema?”, per-
homem. No cinema, onde não há im-
gunta o manual, “e como elas se ligam
plicações sérias para a vida da pessoa,
umas às outras para formar uma rede
este nível mínimo é bem baixo.
conectando o cérebro aos músculos,
Este mínimo pode ser usado como
órgãos e glândulas de todo o corpo?
ponto de referência para estudarmos
Como é possível que cromossomos mi-
a verdadeira natureza da dúvida em
croscópicos, cada um contendo toda
relação a D’us. Podemos compará-lo
a informação codificada necessária
ao nível de projeto que se manifesta no
para produzir e ‘interligar’ um ser
Universo. Se este é inferior ao que há
humano inteiro, tenham surgido sem
na rocha, se está abaixo do mínimo,
um criador?”
seremos obrigados a concluir que tal
Seria relativamente fácil de enten-
argumentação oferece prova insufi-
der se os neurônios estivessem conec-
ciente de que o Universo foi projetado.
tados ao cérebro como os aros de uma
O “eu não sei” do homem moderno a
roda, mas não é isso o que ocorre. A
respeito de D’us seria então classifi-
maioria destes neurônios está ligada a
cado como uma expressão tipo I, de
inúmeros outros neurônios; estima-se
incerteza. A dúvida seria baseada na
que, em média, cada neurônio esteja
lógica e na razão.
ligado a outros mil. Isto perfaz um to-
Por outro lado, se o projeto no
tal de 10 trilhões de conexões. É difícil
Universo é superior ao encontrado
imaginar um diagrama completo des-
na rocha, se é maior do que o míni-
ta rede. Todos os cabos telefônicos do
mo, seremos forçados a concluir que
mundo seriam apenas uma pequena
há indícios suficientes de um Mestre
fração dela.
Autor. E, se não fosse por preconceito
Um neurônio, como qualquer ou-
pessoal, social e outros, ou, em uma
tra célula, contém um núcleo com
palavra, pela dissonância, as pesso-
cromossomos idênticos aos do óvulo
as reconheceriam isto intuitivamen-
original fertilizado. Assim, o núcleo
te. Neste caso, o “eu não sei” teria de
de cada neurônio contém um catálogo
ser classificado como uma resposta
de potencialidades herdadas tanto do
de tipo II. A dúvida seria baseada no
pai como da mãe. De que modo uma
irracional e no “não consigo suportar
reunião de genes pode dar conta das
isso” subconsciente.
variadas conexões entre os neurônios
VENDE- SE
APARTAMENTO EM
HIGIENÓPOLIS
2 suítes + 1 biblioteca
+ ampla sala + 2 vagas carro.
Total 178m² recém-reformado e moderno.
Rua Veiga Filho, 375
Agende uma visita com Ester
Tel: 3661‐3844
Email: [email protected]
Aguardamos sua visita!!!
w w w. j oi a s e vo c e . c o m . b r
ESTAMOS COMPLETOS!
e o sistema nervoso humano? Ou do
Conceber a Concepção
relacionamento entre os neurônios e
Mesmo aqueles que têm apenas
os músculos e os órgãos do corpo? Há
um conhecimento superficial de bio-
apenas cerca de 40 mil genes em to-
logia ou de outras ciências naturais
dos os cromossomos, aparentemente
sabem que o nível de complexidade
insuficientes para trazer instruções
da natureza ultrapassa de longe o exi-
codificadas para a realização de 10
bido por um objeto de ângulos retos
trilhões de conexões.
e superfície lisa. Vamos pensar um
Adar I / Adar II 5774
Mas se cada interconexão não está
CAFÉ DA MANHÃ - 7:15 as 11:59
ALMOÇO - 12:00 as 15:00 delivery
JANTA - 17:45 as 23:30 delivery
3494-0000
Rua Barão de Tatuí 115 - www.viababush.com.br
27
Psicologia
prevista no cromossomo, então de que
mais de 240 mil unidades de audição
modo os neurônios se conectam? Eles
para detectar as menores variações
apenas se estendem aleatoriamente
no som.
até os outros? Certamente que não,
Os olhos do bebê, que começam
pois cada um cumpre funções defini-
a se formar após dezenove dias, têm
das e específicas, não aleatórias. As
mais de 12 milhões de pontos sensí-
conexões entre os nervos associados à
veis por centímetro quadrado; a reti-
audição e entre os que controlam, por
na, ou a parte do olho sensível a luz,
exemplo, os músculos do bíceps, não
tem mais de 50 bilhões destes pontos.
seriam lógicas ou eficazes e, acima de
O manual de embriologia não men-
tudo, o sistema nervoso efetivamente
coordena tudo o que a pessoa faz ou
pensa.
“O desenvolvimento do cérebro e
do sistema nervoso e seu domínio da
O sistema nervoso, afinal, compre-
integração de todos os sistemas per-
ende o mais eficiente sistema de cabos
manece um dos mais profundos mis-
para a transmissão de mensagens que
térios da embriologia.”
se conhece. Basicamente, cada fibra
Para que tudo isso funcione, o olho
nervosa será recoberta por uma capa
depende de muitas fontes externas.
de células protetoras (às vezes 5 mil
Por exemplo, precisa de energia, nutri-
por fibra), e cada fibra poderá trans-
ção, oxigênio e lubrificação. Também
portar mensagens a uma velocidade
a temperatura e pressão dentro da
de 137 metros por segundo, ou 480
cabeça devem estar dentro de certos
quilômetros por hora. A partir destas
limites definidos. Numerosos fatores
células primitivas, visíveis já no déci-
devem ser absolutamente exatos. Em
mo oitavo dia da concepção, o embrião
suma, não fosse pelo funcionamento
formará mais de 10 mil sensores de
correto de milhares de outros siste-
paladar em sua boca.
mas no corpo, o olho não funcionaria
Cerca de 12 milhões de nervos se
28
ciona a palavra ”D’us”, mas afirma:
de forma alguma.
formarão no nariz do bebê para ajudá-
Encontra-se um número impres-
-lo a detectar fragrâncias e odores no
sionante de componentes interliga-
ar. Mais de 100 mil células nervosas
dos não apenas no olho, responsável
serão devotadas a reagir à Quinta
pela visão, mas também em outras
Sinfonia de Beethoven ou ao bater de
partes do corpo humano. E assim
um relógio suíço. O piano tem apenas
como o olho, o sistema empregado
240 cordas, mas o ouvido do bebê tem
para desempenhar todas as tarefas
Adar I / Adar II 5774
Psicologia
vitais da vida dependem do funcio-
Se a questão for abordada com
implicações para a vida das pesso-
namento adequado de incontáveis
objetividade plena, torna-se muito
as, elas reconhecem com facilidade
componentes. As possibilidades de
claro que a natureza fornece provas
a verdade, pois não há dissonância
falhas são incrivelmente altas. É um
indeléveis da existência de D’us. O
emocional q ue as impeça de ver.
grande milagre uma pessoa levantar
nível de projeto em objetos vivos na
Portanto, fica claro que aqueles que
de manhã!
natureza é muito mais sofisticado do
não acreditam em D’us são os que
Ninguém negará que a complexi-
que o projeto da rocha do filme 2001
sofrem de dissonância cog nit iva.
dade do corpo humano ultrapassa de
e, como as pessoas reconhecem in-
Essas pessoas reconheceriam intui-
longe o nível mínimo fornecido pelo
tuitivamente, até mesmo a rocha não
tivamente que uma inteligência criou
monólito negro do filme 2001. Portan-
poderia ter surgido sem a intervenção
os seres vivos, mas são impedidas
to, a questão óbvia é a seguinte: se,
da inteligência.
por bloqueios subconscientes muito
quando está no cinema, a intuição da
Na sala de cinema, onde não há
enraizados.
pessoa lhe diz que uma rocha negra
com ângulos retos e superfície lisa
deve ter sido feita com um propósito, por que a intuição não lhe diz o
mesmo quando olha para um recém-nascido ou para uma planta?
Este é, sem a menor dúvida, um
grande exemplo do princípio da dissonância cognitiva. A existência, no
Universo, de criaturas obviamente
projetadas implica um Criador inteligente – uma proposição incômoda
para todos aqueles que fizeram grandes “investimentos” em outras coisas.
Aqueles que duvidam ou negam D’us,
afastam-se da verdade só porque a
existência de D’us é subconscientemente incômoda.
Em outras palavras, a dúvida ou a
negação de D’us não se baseia na lógica, na razão ou na ausência de provas.
Não estamos de fato lidando com um
“eu não sei”, e sim com um “eu não
posso suportar isso”. Por meio desta
camuflagem, os esmagadores indícios
de D’us na natureza são lançados ao
esquecimento a fim de que os investimentos fiquem resguardados.
Prova Empírica
Desse modo, a reação da plateia ao
filme 2001 contradiz aqueles que alegam
ser D’us “uma invenção do homem”, um
apoio imaginário que o homem precisa a
fim de lidar com as dificuldades da vida.
A verdade é bem diferente.
Adar I / Adar II 5774
29
Nossa Gente
Nascimentos
• Mazal tov pelo berit milá para as famílias: R. Avraham Stiefelman, R. Shalom Benamor, Alberto Serur, Betsalel Sender, David
Aboulafia, Daniel Isac, Fabio Knoploch, Gil Segre, Isaac Israel e Ivan Diamandi.
• Mazal tov pelo nascimento da filhinha para as famílias: Alexandre Rabinovitch, Avraham Tzvi Lipceac, Ely Korik, Helio Mann,
Samy Roizman e Moshe Frenkel.
No berit milá do filho de David Aboulafia
30
Adar I / Adar II 5774
Veja 24 fotos no Nossa Gente do Portal, www.revistanascente.com.br
Nossa Gente
No berit milá do filho de Isaac Israel
Adar I / Adar II 5774
31
Veja 43 fotos e 2 vídeos no Nossa Gente do Portal, www.revistanascente.com.br
Nossa Gente
No berit milá do filho de Alberto Serur
Veja 17 fotos e 2 vídeos no Nossa Gente do Portal, www.revistanascente.com.br
32
Adar I / Adar II 5774
Nossa Gente
No berit milá do filho de David Friedlander
Veja 16 fotos no Nossa Gente do Portal, www.revistanascente.com.br
Adar I / Adar II 5774
No berit milá do filho do R. Shalom Benamor
33
Bar Mitsvá
• Mazal tov aos jovens benê mitsvá: Abraham Itzhac Aboulafia, Alberto Dayan, Ariê David Apfelbaum, Beny Cohen, Joseph Hanono,
Joseph Shayo, Mauricio Barzilai e Yaacov Alpern.
No bar mitsvá Abraham Itzhac Aboulafia
Veja 16 fotos e 3 vídeos no Nossa Gente do Portal, www.revistanascente.com.br
No bar mitsvá de Joseph Shayo
34
Adar I / Adar II 5774
Veja 97 fotos no Nossa Gente do Portal, www.revistanascente.com.br
A Maior Livraria Judaica do
Mundo na palma da sua mão
Isso acabou de se tornar realidade
Adar I / Adar II 5774
35
Casamentos
• Mazal tov pelos noivados para as famílias: Shechter e
Besser (Yossef Chaim e Miriam), Eskinazi e Portnoi (Yaakov
e Malka).
• Mazal tov pelos casamentos para as famílias: Susyn
e Alfassi (Alexandre e Fortuna), Savetman e Battat (Shniur e
Guiga), Kacowicz e Magid (Moishe e Ester Nechama), Silberstein e Segal (Yoeli e Miri), Cohen e Carciente (Ovadia Yaacov
e Sarah), zzzzSztokfisz e Schwarz (Cassio e Gabriela), Zejger
e Markovitch (Shmuli e Malky), Ajzenberg e Millrod (Yossef
Shlomo e Ayelet Miriam), Izaak e Lemberger (Avrumele e
Reisy), Albilia e Zagury (Elhanan e Yael).
No casamento de Henrique e Anie Gandelman
No noivado de Yaakov Eskinazi e Malka Portnoi
Adar I / Adar II 5774
Veja 23 fotos no Nossa Gente do Portal, www.revistanascente.com.br
Nossa Gente
No casamento de Moishe e Ester Nechama Kacowicz
Adar I / Adar II 5774
37
Veja 52 fotos no Nossa Gente do Portal, www.revistanascente.com.br
Nossa Gente
No casamento de Abir e Natasha Magid
Adar I / Adar II 5774
Veja 38 fotos e 2 vídeos no Nossa Gente do Portal, www.revistanascente.com.br
Visão judaica
O Poder Não Está nas
Mãos dos Homens
O homem não tem poder para mudar o que foi decretado por
D’us. A Vontade do Todo-Poderoso, após a Criação, foi que o
mundo seguisse de modo natural.
Rabino Isaac Dichi
Por
ordem do rei Achashverosh,
Haman tinha que buscar Mordechay, vesti-lo com roupas imperiais e
conduzi-lo pela cidade no cavalo do rei.
Vayicrá 28:6): “Al tehi mitsvat haômer cala
beenecha – Que não pareça a mitsvá do ômer
pequena perante teus olhos”. Embora a quantidade dessa oferenda seja tão pouca, não de-
Conforme o Midrash Rabá (Meguilat Ester
vemos menosprezá-la. Ela nos ensina que o ser
10:4), Mordechay estava estudando Torá com as
humano está impossibilitado de dar algo ao
crianças, quando Haman chegou. Preocupado
Todo-Poderoso – pequeno é o homem e pequena
com as crianças, Mordechay pediu a elas que
é sua oferenda.
fugissem para não serem alvo das maldades
O Rav Moshê Schwab zt”l diz em seu livro,
de Haman. Naquele momento, Mordechay não
Maarchê Lev, que o vínculo entre o milagre
conhecia as intenções de Haman. As crianças
de Purim e a oferenda do Ômer é que ambos
lhe responderam que, caso Haman quisesse
aparentam ser algo da natureza. Em Purim, os
matá-lo, elas morreriam junto. Mordechay pe-
acontecimentos aconteceram sem que houvesse
diu então que elas começassem a rezar.
qualquer “milagre explícito”. Ambos demons-
Quando Haman chegou, perguntou a Mor-
tram também, que o verdadeiro Condutor do
dechay o que estava estudando com as crianças
Universo é o Todo-Poderoso e que o homem não
de Israel. Ele respondeu que estavam estudan-
tem poder algum em suas mãos para mudar
do sobre a oferenda do ômer que era trazida no
alguma situação. Em Purim, no final, ficou evi-
tempo do Bêt Hamicdash, porque aquele dia era
dente que tudo aconteceu exatamente conforme
16 de Nissan. Na época do Bêt Hamicdash, na-
a vontade de D’us.
quele mesmo dia, oferecia-se o Corban Haômer.
A Vontade do Todo-Poderoso, no entanto,
Haman indagou se esta oferenda era de ouro
após a Criação, foi que o mundo seguisse de
ou prata. Mordechay respondeu que não era nem
modo “natural”. D’us não quer que sua inter-
de ouro, nem de prata, nem mesmo de trigo, mas
venção nos acontecimentos seja constantemen-
sim de cevada. Haman perguntou então qual era
te tão explícita e evidente. Isso diminuiria o
seu valor. Mordechay respondeu que era “assirit
livre arbítrio dos homens. Por isso, D’us criou
haefá” (um décimo de uma efá), que equivale a
as “leis da natureza”. Mas, na realidade, essas
aproximadamente um 1,7Kg de cevada.
leis naturais estão totalmente sob o controle
Haman retrucou que o décimo de efá ven-
Divino.
ceu os assêret alafim kicar kêssef (dez mil ta-
Prova de que a natureza, tudo e todos são
lentos de prata) que Haman havia oferecido aos
conduzidos por Ele, é que o valor numérico da
tesouros do rei Achashverosh, quando extermi-
palavra “hateva” – a natureza (hê [5] + tet [9] + bêt
nassem (hayô lô yihyê – que nunca aconteça)
[2] + áyin [70] = 86) e da palavra Elokim (álef [1]
o Povo Judeu.
+ lámed [30] + hê [5] + yud [10] + mem [40] = 86),
Nossos sábios disseram (Midrash Rabá
Adar I / Adar II 5774
é o mesmo!
39
Histórias do Tanach
A Conquista da
Terra de Israel
Moshê Rabênu, o maior líder e profeta do Povo de Israel,
foi impedido por D’us de entrar com o povo na Terra Santa.
O escolhido para suceder Moshê foi Yehoshua bin Nun, seu
principal discípulo.
Yehoshua, o Novo Líder
fortalecendo assim sua posição e a aceitação
Enquanto Moshê liderou o povo, Yehoshua
do novo líder perante o povo. Moshê Rabênu
o acompanhou todo o tempo. Yehoshua recebeu
pediu que trouxessem roupas especiais para
de seu mestre a transmissão de toda a Torá,
Yehoshua e, frente a todo o povo, ordenou: “Ve-
sem perder uma única palavra. O midrash
nham e escutem as palavras do novo profeta
conta que, quando Moshê subiu no Monte Sinai
que nos liderará a partir de hoje!”.
para receber a Torá, Yehoshua ficou esperando
Quando chegou o momento de Moshê dei-
na base do monte até que seu mestre voltasse.
xar este mundo e ocupar seu lugar no Gan
Fez isso para não perder as palavras de Moshê
Êden, o Paraíso, D’us ordenou que ele subisse
nem mesmo por alguns instantes, o tempo que
sozinho no monte de Nevô. Lá, o Todo-Poderoso
duraria a caminhada de volta até o acampa-
mostrou a Moshê a terra de Israel com todos
mento.
os seus detalhes. D’us exibiu também para
Um dos méritos de Yehoshua para ser esco-
Moshê tudo o que ocorreria com o Povo de Is-
lhido por D’us como o líder do povo, foi o fato
rael durante todas as gerações, até a época do
de que ele se preocupava em arrumar a tenda
Mashiach. Depois disso, sua alma foi tirada de
de estudos, organizando-a para que o povo pu-
seu corpo sem nenhum sofrimento.
desse estudar com facilidade. A sua preocupa-
A Torá relata que Moshê foi sepultado nas
ção com o bem-estar do povo de Israel e o seu
terras de Moav, no vale em frente a Bêt Peor. O
amor às palavras da Torá não tinham limites.
lugar exato onde o maior profeta de Israel foi
D’us ordenou que Yehoshua começasse a li-
enterrado, no entanto, permanece desconheci-
derar o povo mesmo antes da morte de Moshê,
do até nossos dias.
ALUGA-SE
APTO. AV. ANGÉLICA
3 DORMITÓRIOS,
ÁREA ÚTIL 190M²
REFORMADO
Fone: 97351-6374
[email protected]
40
Adar I / Adar II 5774
Histórias do Tanach
conquista de Israel.
Conta-se que o rei de Moav queria
morreram sem entrar na terra de Is-
saber onde estava enterrado Moshê.
rael. Os milagres que aconteciam pelo
Pinechás também já havia se
Para isso, subiu no monte de Nevô
mérito deles – as nuvens que prote-
destacado em outra oportunidade.
junto com seus mais importantes mi-
giam o povo e a água que saía da pe-
Em certa ocasião, o rei Balac tentou
nistros, chegando no lugar onde jul-
dra – também desapareceram. No en-
várias vezes, junto com o perverso
gava estar a sepultura. Quando o rei
tanto, um milagre fez com que o man
Bil’ám, amaldiçoar o povo de Israel.
chegou no alto do monte viu, para seu
ajuntado antes da morte de Moshê
Como todas as tentativas frustraram,
espanto, que a sepultura se encontra-
– que antes não podia ser guardado –
usou as jovens de seu povo para tentar
va na base do monte. Todos desceram
durasse todo o tempo que o povo levou
perverter os rapazes judeus. Com isso
para o lugar onde tinham avistado o
para conquistar a terra de Israel até
tencionava fazer a ira de D’us se voltar
túmulo, mas quando chegaram em-
que puderam comer de seus frutos.
contra Israel e poder vencê-lo neste
momento de fraqueza espiritual.
baixo não encontraram nada. Olhando para cima, novamente avistaram
Os Espiões na Casa de Rachav
o túmulo no cume do monte. Assim,
Antes de atravessar o rio Jordão
do povo foi persuadido por essas mu-
o rei e seus ministros continuaram
e entrar na Terra Santa, Yehoshua
lheres e acabaram por adorar suas
procurando o túmulo, que sempre
enviou dois espiões para investigar a
idolatrias. D’us enviou, então, uma
parecia estar em um local diferente.
cidade de Yerichô, a primeira cidade
peste que matou milhares de pesso-
que deveria ser conquistada pelo Povo
as. Vendo isso, Pinechás agiu rápida
de Israel.
e corajosamente. Pegou uma lança e
Moshê Rabênu morreu ao completar cento e vinte anos, no mesmo dia
Uma pequena parte dos jovens
em que nasceu, no dia sete de adar.
Os escolhidos para tal função fo-
matou Zimri ben Salu, um dos líderes
O povo chorou a sua morte por trinta
ram dois grandes tsadikim do povo:
da tribo de Shim’on, junto com uma
dias.
Calev ben Yefunê e Pinechás ben Ela-
moabita. Este ato pôs fim à peste que
Durante os quarenta anos da tra-
zar. Calev já conhecia a Terra de Is-
se alastrava e salvou a assimilação do
vessia do deserto, o povo de Israel se
rael. Quarenta anos antes, junto com
povo com as moabitas. Pinechás foi
alimentava do man, uma comida que
Yehoshua e com outros dez represen-
abençoado e santificado por D’us e,
caía diariamente do céu. Este mila-
tantes do povo, ele tinha espionado
tempos depois, tornou-se cohen gadol,
gre acontecia graças aos méritos de
Israel. Naquela oportunidade, Calev
o sumo sacerdote, na terra de Israel.
Moshê. Depois da morte de Moshê o
e Yehoshua foram os únicos que não
A cidade de Yerichô era total-
man parou de cair.
pecaram falando mal da terra, e por
mente cercada por altas muralhas
Aharon Hacohen e Miryam Ha-
isso foram dos poucos que tiveram o
intransponíveis para o exército. Este
neviá, os irmãos de Moshê, também
mérito de assistir à Saída do Egito e à
era o maior trunfo de seus habitantes
Lembretes Para
Quando Estiver na Sinagoga
O respeito pelo bêt hakenêsset é uma mitsvá da Torá.
Conversas sobre negócios, mesmo não sendo conversas fúteis,
também são proibidas no recinto da sinagoga.
Ao entrar na sinagoga para chamar um amigo, deve-se primeiro ler
um capítulo de Tehilim ou estudar Torá.
Não se dorme nem se cochila no bêt hakenêsset.
É proibido entrar por uma porta da sinagoga e sair pela outra para
cortar caminho, exceto para realizar uma mitsvá.
É preferível rezar em um bêt hakenêsset
onde haja muitas pessoas (berov am) rezando.
Adar I / Adar II 5774
Ben Ish Chay, Parashat Vayêshev
ZARAPLAST
41
Histórias do Tanach
Rachav parecendo assustada. – Eu
ma forma que eu pratiquei um ato de
Yehoshua mandou que Calev e Pi-
dei comida para eles. Logo depois eles
bondade com vocês, salvando-os dos
nechás se disfarçassem de simples
saíram de minha casa e seguiram seu
guardas, façam também uma bon-
comerciantes para que não fossem
caminho. Parece que eles queriam
dade comigo e com minha família.
reconhecidos pelos habitantes de Ye-
sair da cidade rapidamente, antes que
Quando vocês invadirem a cidade,
richô como espiões. Calev e Pinechás
os portões se fechassem. Se vocês se
protejam-me e a minha família para
fizeram como Yehoshua lhes ordenou
apressarem, talvez ainda consigam
que nós possamos nos converter ao
e conseguiram entrar pelos portões
alcançá-los antes que eles voltem para
judaísmo e nos juntar a seu povo.
de Yerichô com o cair da noite.
seu acampamento.
contra o iminente ataque de Israel.
Pinechás e Calev concordaram
Os dois espiões, disfarçados de
Os soldados do rei acreditaram
com o pedido de Rachav e promete-
vendedores de panelas, procuraram
nas palavras de Rachav. Agradece-
ram poupá-la e a sua família. Com-
logo abrigo na casa de Rachav, que fi-
ram e saíram rapidamente da cidade
binaram, então, que antes da inva-
cava encostada nas muralhas da cida-
seguindo o caminho que “certamente”
são ela colocaria uma fita vermelha
de. A casa de Rachav funcionava como
os espiões tinham tomado para voltar
amarrada na parede externa de sua
uma espécie de pensão. Lá, Pinechás
a seu acampamento. Depois que os
casa. Este seria um sinal para o povo
e Calev poderiam ouvir as conversas
soldados saíram, o portão foi rapida-
de Israel não atacar aquela casa. Os
dos habitantes do local e saber qual
mente fechado, impedindo assim a
espiões acrescentaram que somente
era exatamente a situação da cidade.
entrada e a saída de qualquer pessoa
quem estivesse dentro da casa seria
não autorizada.
poupado e que a garantia de salvação
Logo, no entanto, o rei de Yeri-
só era válida se Rachav guardasse se-
chô, que tinha guardas espalhados
Rachav, que já tinha ouvido muito
por toda a extensão das muralhas,
sobre o povo judeu, era uma mulher
ficou sabendo da chegada de dois
temente a D’us. Ela sabia que os ju-
Depois que seu pedido foi aceito,
est ran hos e suspeitou q ue eram
deus conseguiriam conquistar Yeri-
Rachav passou a preocupar-se com
espiões. Ele imediatamente enviou
chô e toda a terra de Israel. Rachav
a fuga dos espiões da cidade. Como
guardas para a casa de Rachav com
já tinha resolvido que, junto com sua
a casa de Rachav era encostada nas
a missão de capturar os dois supos-
família, se uniria ao povo de Israel e
muralhas de Yerichô, Pinechás e Ca-
tos espiões.
se converteria ao judaísmo. No entan-
lev usaram uma grande corda e pu-
Quando Rachav percebeu que os
to, até então não sabia como fazê-lo.
deram sair pelo telhado, alcançando
guardas do rei estavam vindo para
Sentindo que esta era a sua oportu-
o lado de fora da cidade. Rachav
sua casa prender os dois homens que
nidade, subiu para o esconderijo dos
aconselhou-os a se esconderem em
haviam chegado, foi rapidamente avi-
espiões e disse:
uma montanha até que a patrulha
gredo absoluto do combinado.
sá-los. Rachav escondeu Calev no só-
– Eu sei que vocês são espiões do
enviada em seu encalço voltasse à
tão. Pinechás, no entanto, não preci-
povo de Israel e vieram saber qual é a
cidade e o perigo de serem captura-
sou ser escondido; D’us tinha lhe dado
nossa situação. Pois saibam que todos
dos passasse.
o fabuloso poder de ver sem ser visto.
os habitantes da terra estão paralisa-
Os dois tsadikim aceitaram o
Assim, quando os guardas invadiram
dos pelo medo. Todos ouviram sobre
conselho de Rachav e, depois de três
a casa para agarrá-los, Pinechás pode
os grandes milagres que D’us realizou
dias refugiados nas montanhas, vol-
ouvir toda a discussão entre Rachav e
para vocês na saída do Egito e no de-
taram para shitim, onde estava o
os homens do rei sem que eles perce-
serto. Todos sabem também das guer-
acampamento de Benê Yisrael. Lá,
bessem sua presença.
ras contra os emorim e seu rei Sichon
eles relataram as boas notícias para
– Leve-nos até os dois hóspedes
e contra o gigante Ôg, rei de Bashan.
Yehoshua:
que chegaram hoje em sua casa! – dis-
Nós sabemos que D’us guerreia por
– O medo se espalhou pela terra.
se o chefe dos guardas. – Nós estamos
vocês! O medo tirou de nós toda a for-
Certamente, com a ajuda de D’us, po-
certos de que eles são espiões do povo
ça de guerrear e não existe um único
deremos conquistar toda a terra de
de Israel!
homem que ainda tenha esperança de
Israel!
– Realmente, dois homens vieram
vencer a guerra.
à minha casa hoje, porém eu não sa-
– Eu tenho um único pedido para
bia de onde eles vinham – respondeu
vocês – continuou Rachav. – Da mes-
42
A empreitada rumo à gloriosa
conquista de Êrets Yisrael começaria no
dia seguinte.
Adar I / Adar II 5774
Aconteceu
Seminário Mekor Haim
Estudos e lazer no seminário de fim-de-semana
coordenado pelo R. Yaakov Kassab
Fotos de Isaac Kakon
Adar I / Adar II 5774
43
Mussar
A Alegria
de Purim
Seu crescimento pessoal depende
dos maravilhosos ensinamentos do mussar
Rabino Zvi Miller
Purimc
comemora a salvação
milag rosa de todo o
povo judeu do plano maligno de Haman, o
ministro persa, que passou um édito real
de “matar e destruir todos os judeus, jovens
e velhos, crianças e mulheres num só dia”.
-Poderoso quer que vivamos!
Quanto mais refletirmos sobre a surpreendente verdade de que D’us infunde uma alma
viva em nós a cada segundo, mais a nossa alegria se intensificará. Estamos vivos porque o
Todo-Poderoso quer que vivamos! Enxergar o
Normalmente, quando celebramos um
milagre de Purim por este prisma ajuda-nos a
milagre que salvou nossas vidas, nossa feli-
vivenciar o amor maravilhoso e a bondade que
cidade está centrada no seguinte sentimen-
Ele verte em abundância sobre nós. Além do
to: “Estamos vivos!”. Sermos salvos da morte
mais, a alma que Ele nos concede é sagrada e
por intervenção Divina é certamente uma
muito próxima a Si.
alegria contagiante. No entanto, há outra
Em Purim celebramos a alegria de termos
dimensão a se vivenciar num milagre desta
sido salvos tanto física quanto espiritualmen-
magnitude e que aumenta nossa alegria ex-
te. Comemoramos a salvação de nossos corpos
ponencialmente.
com uma refeição festiva e celebramos a dádiva
D’us é o nosso Criador e nos concede a dá-
espiritual da vida lendo a Meguilá, que narra os
diva preciosa da vida a cada segundo de nossa
muitos milagres que o Todo-Poderoso realizou
existência. Sob esta perspectiva, em Purim não
a fim de nos dar esta dádiva maravilhosa!
apenas comemoramos nosso resgate de um perigo mortal, mas mais ainda: esta libertação
aumenta a nossa consciência de que o Todo-
Baseado nos escritos do Rabino Israel Salanter
Lituânia, 1810–1883
Daniel Isac
Tel: (011) 3042-1881
Cel: (011) 97678-8888
Skype: daniel.isac
E-mail: [email protected]
 Passagens Aéreas
 Pacotes
44
 Hotéis
 Seguro Viagem
Adar I / Adar II 5774
Datas & Dados
Adar I
5774
1 de Fevereiro de 2014 a
2 de Março de 2014
ROSH CHÔDESH
Sexta-feira e sábado, dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro.
Não se fala Tachanun no dia e em Minchá da véspera.
Acrescenta-se Yaalê Veyavô nas amidot e no Bircat Hamazon.
Acrescenta-se o Halel Bedilug em Shachrit.
Acrescenta-se a oração de Mussaf.
BIRCAT HALEVANÁ
PERÍODO PARA A BÊNÇÃO DA LUA
Início (conforme costume sefaradi):
quinta-feira, dia 6 de fevereiro, a partir das 22h26m
(em São Paulo no horário de verão).
Final: manhã de sexta-feira, 14 de fevereiro,
até as 06h53m (em São Paulo no horário de verão).
PURIM CATAN
SHUSHAN PURIM CATAN
14 e 15 de adar I.
Sexta-feira e sábado, 14 e 15 de fevereiro.
Não se recita Tachanun no dia e em Minchá da véspera.
Não se recita Tsidcatechá em Minchá de Shabat.
Adar I / Adar II 5774
45
Datas & Dados
Adar II
5774
3 de Março de 2014 a
31 de Março de 2014
ROSH CHÔDESH
Domingo e segunda-feira, dias 2 e 3 de março.
Não se fala Tachanun no dia e em Minchá da véspera.
Acrescenta-se Yaalê Veyavô nas amidot e no Bircat Hamazon.
Acrescenta-se o Halel Bedilug em Shachrit.
Acrescenta-se a oração de Mussaf.
BIRCAT HALEVANÁ
PERÍODO PARA A BÊNÇÃO DA LUA
Início (conforme costume sefaradi):
sábado, dia 8 de março, a partir das 19h09m
(em São Paulo).
Final: toda a noite de sábado e madrugada de domingo,
16 de março, até as 04h32m (em São Paulo).
TAANIT ESTER
JEJUM DE ESTER ANTECIPADO
Quinta-feira, 13 de março.
Início: 4h55m. Término: 18h55m (em São Paulo).
Esta data lembra os dias de jejum e orações solicitados
pela Rainha Ester ao povo, quando foi pedir ao
Rei Achashverosh que salvasse Benê Yisrael do extermínio,
conforme ordenado por Haman, o Perverso.
SHABAT ZACHOR
Dia 15 de março.
Faz-se uma leitura especial, “Parashat Zachor”
(Devarim 25:17-19), no maftir da leitura da Torá.
PURIM
Domingo, 16 de março – não se diz Tachanun.
Nossos sábios determinaram que a Meguilat Ester seja lida de um
rolo de pergaminho no qual o texto é escrito à mão, para lembrarmos do milagre de Purim, quando D’us nos salvou do extermínio
planejado por Haman durante o Império Medo-Persa. A leitura deve
ser efetuada duas vezes: na noite (anterior ao dia) de Purim e de manhã. Além da mitsvá de escutar a leitura da Meguilá, deve-se enviar
matanot laevyonim: presentes para pelo menos dois carentes. Outro
preceito é o de enviar pelo menos duas espécies de alimentos prontos
para o consumo a um amigo, denominados de mishlôach manot.
A refeição festiva de Purim, na qual não deve faltar carne e vinho, é
outro preceito.
Os interessados podem adquirir gratuitamente um exemplar
do livro publicado pela Congregação,“Purim – Leis, Comentários e
Meguilat Ester”, na secretaria em horário comercial.
SHUSHAN PURIM
Segunda-feira, 17 de março. Não se recita Tachanun.
46
Adar I / Adar II 5774
Datas & Dados
Horário de Acender as Velas de
Shabat E Yom Tov em São Paulo
07 de fevereiro
14 de fevereiro
21 de fevereiro
28 de fevereiro
07 de março
- 19h32m
- 19h28m
- 18h22m
- 18h17m
- 18h10m
14 de março
21 de março
28 de março
04 de abril
11 de abril
Próximas
Comemorações Judaicas
Tu Bishvat (15/shevat/5774)..........................16/jan/14.......Sábado
Jejum Taanit Ester (11/adar II /5774) ............13/mar/14........Quinta
- 18h04m
- 17h57m
- 17h50m
- 17h43m
- 17h36m
Purim (14/adar II /5774) ...............................16/mar/14 ......Domingo
Shushan Purim (15/adar II /5774)..................17/mar/14......Segunda
1ª noite de Pêssach (15/nissan/5774) ...........14/abr/14.......Segunda
2ª noite de Pêssach (16/nissan/5774) ...........15/abr/14 .......Quarta
7º dia de Pêssach (21/nissan/5774)...............21/abr/14.......Segunda
PARASHAT HASHAVUA
8º dia de Pêssach (22/nissan/5774)...............22/abr/14.......Terça
01 de fevereiro -
08 de fevereiro -
15 de fevereiro -
22 de fevereiro -
01 de março -
08 de março -
15 de março -
22 de março -
29 de março -
05 de abril -
12 de abril -
2º dia de Shavuot (7/sivan/5774) ..................5/jun/14 .........Quinta
1º dia de Shavuot (6/sivan/5774) ..................4/jun/14.........Quarta
Parashat: Terumá
Haftará: Vashem Natan Chochmá Lishlomô
Parashat: Tetsavê
Haftará: Atá Ven Adam
Parashat: Ki Tissá
Haftará: Vayishlach Ach’av (sefaradim)
Parashat: Vayakhel
Haftará: Vayishlach Hamêlech Shelomô (sefaradim)
Parashat: Pecudê (Shecalim)
Haftará: Vayichrot Yehoyadá (sefaradim)
Parashat: Vayicrá
Haftará: Am Zu Yatsárti Li
Parashat: Tsav (Zachor)
Haftará: Vayômer Shemuel el Shaul (sefaradim)
Parashat: Shemini (Pará)
Haftará: Ben Adam Bêt Yisrael (sefaradim)
Parashat: Tazria (Shabat Hachôdesh)
Haftará: Barishon Beechad Lachôdesh (sefaradim)
Parashat: Metsorá
Haftará: Vearbaá Anashim
Parashat: Acharê Mot (Shabat Hagadol)
Haftará: Vearevá Lashem (sefaradim)
Jejum 17 de Tamuz (17/tamuz/5774) .............15/jul/14........Terça
Jejum Tish’á Beav (9/av/5774).......................5/ago/14........Terça
1º dia de Rosh Hashaná (1/tishri/5775).........25/set/14.......Quinta
2º dia de Rosh Hashaná (2/tishri/5775).........26/set/14 .......Sexta
Jejum Tsom Guedalyá (4/tishri/5775)............28/set/14.......Domingo
Yom Kipur (10/tishri/5775).............................4/out/14.........Sábado
1º dia de Sucot (15/tishri/5775) .....................9/out/14 ........Quinta
2º dia de Sucot (16/tishri/5775) .....................10/out/14.......Sexta
Hoshaná Rabá (21/tishri/5775).....................15/out/14 ......Quarta
Shemini Atsêret (22/tishri/5775)....................16/out/14 ......Quinta
Simchat Torá (23/tishri/5775)........................17/set/14........Sexta
1º dia de Chanucá (25/kislev/5775).............16/dez/14 .........Terça
Jejum Assará Betevet (10/tevet/5775)..........1/jan/15............Quinta
Tu Bishvat (15/shevat/5775).........................4/fev/15.......... Quarta
HORÁRIO DAS TEFILOT
Shachrit -De segunda a sexta-feira - 20 min. antes do nascer do Sol (vatikim), 06h20m (Midrash Shelomô Khafif),
06h50m (Zechut Avot) e 07h15m (Ôhel Moshê).
Aos sábados-08h15m (principal), 08h20m (Zechut Avot), 08h40m (infanto-juvenil) e 08h45m (ashkenazim).
Aos domingos e feriados-20 min. antes do nascer do Sol, 07h30m e 08h30m.
Minchá- De domingo a quinta - 17h40m e 18h00m.
Arvit - De domingo a quinta - 18h20m, 19h00m e 20h00m.
MINCHÁ DE ÊREV SHABAT
06 de dezembro
13 de dezembro
20 de dezembro
27 de dezembro
03 de janeiro
10 de janeiro
17 de janeiro
24 de janeiro
31 de janeiro
07 de fevereiro
Adar I / Adar II 5774
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
19h23m
19h28m
19h32m
19h35m
19h37m
19h39m
19h39m
19h38m
19h35m
19h32m
Minchá de Shabat
08 de fevereiro
15 de fevereiro
22 de fevereiro
01 de março
08 de março
15 de março
22 de março
29 de março
05 de abril
12 de abril
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
19h05m
19h00m
18h00m
17h55m
17h45m
17h40m
17h35m
17h25m
17h20m
17h15m
47
Datas & Dados
TABELA DE HORÁRIOS •ADAR I / ADAR II 5774
Acrescentar 1 hora na vigência do horário de verão
Março
Fevereiro
Alot
São Dia HasháPaulo char
48
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
4:32
4:33
4:34
4:34
4:35
4:36
4:37
4:38
4:39
4:40
4:40
4:41
4:42
4:43
4:44
4:44
4:45
4:46
4:47
4:47
4:48
4:49
4:50
4:50
4:51
4:52
4:52
4:53
4:54
4:55
4:55
4:56
4:57
4:57
4:58
4:58
4:59
4:59
5:00
5:00
5:01
5:01
5:02
5:02
5:03
5:03
5:03
5:04
5:04
5:05
5:05
5:06
5:06
5:06
5:07
5:07
5:07
5:08
5:08
Nets
Sof Zeman Keriat Shemá Sof Zeman Amidá
Zeman Hachamá
Minchá Sof Zem. Mussaf Pêleg Haminchá Shekiá
Tefilin (nasc. Sol) de alot de alot a do nets de alot do nets Chatsot Guedolá de alot do nets do nets de alot (pôra tset tset (72m) à shekiá a tset à shekiá
a tset à shekiá à shekiá a tset do-sol)
4:55
4:56
4:56
4:57
4:58
4:58
4:59
5:00
5:00
5:01
5:02
5:02
5:03
5:03
5:04
5:05
5:05
5:06
5:06
5:07
5:07
5:08
5:09
5:09
5:10
5:10
5:11
5:11
5:12
5:12
5:13
5:13
5:14
5:14
5:14
5:15
5:15
5:16
5:16
5:17
5:17
5:18
5:18
5:18
5:19
5:19
5:20
5:20
5:20
5:21
5:21
5:22
5:22
5:22
5:23
5:23
5:23
5:24
5:24
5:45
5:46
5:46
5:47
5:48
5:48
5:49
5:50
5:50
5:51
5:52
5:52
5:53
5:53
5:53
5:54
5:55
5:56
5:56
5:57
5:57
5:58
5:59
5:59
6:00
6:00
6:01
6:01
6:02
6:02
6:03
6:03
6:04
6:04
6:04
6:05
6:05
6:06
6:06
6:07
6:07
6:08
6:08
6:08
6:09
6:09
6:10
6:10
6:10
6:11
6:11
6:12
6:12
6:12
6:13
6:13
6:13
6:14
6:14
8:14
8:14
8:15
8:15
8:16
8:16
8:17
8:18
8:18
8:19
8:41
8:41
8:42
8:41
8:41
8:42
8:41
8:41
8:42
8:42
8:41
8:42
8:19
8:19
8:20
8:20
8:21
8:21
8:21
8:22
8:22
8:22
8:23
8:24
8:24
8:24
8:24
8:25
8:25
8:25
8:26
8:26
8:26
8:27
8:27
8:27
8:27
8:27
8:28
8:28
8:28
8:28
8:28
8:28
8:28
8:28
8:29
8:28
8:28
8:26
8:26
8:27
8:27
8:28
8:28
8:29
8:29
8:30
8:30
8:30
8:31
8:32
8:32
8:33
8:32
8:33
8:34
8:34
8:34
8:34
8:35
8:36
8:36
8:36
8:36
8:36
8:37
8:38
8:38
8:38
8:38
8:39
8:38
8:39
8:39
8:40
8:39
8:40
8:40
8:40
8:40
8:40
8:40
8:40
8:40
8:40
8:40
8:40
8:41
8:40
8:41
8:41
8:40
8:41
8:41
8:40
8:41
8:41
9:02
9:03
9:03
9:04
9:04
9:04
9:05
9:05
9:05
9:06
9:06
9:06
9:07
9:07
9:07
9:08
9:08
9:08
9:08
9:08
9:08
9:09
9:09
9:09
9:10
9:10
9:10
9:10
9:10
9:10
9:11
9:10
9:11
9:11
9:10
9:11
9:11
9:12
9:11
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:12
9:28
9:28
9:29
9:29
9:29
9:30
9:30
9:31
9:31
9:32
9:32
9:32
9:32
9:33
9:33
9:33
9:33
9:34
9:34
9:34
9:34
9:35
9:35
9:35
9:35
9:36
9:36
9:36
9:36
9:37
9:36
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:37
9:36
9:37
9:36
9:36
9:36
9:36
10:08
10:09
10:09
10:09
10:10
10:10
10:10
10:10
10:10
10:11
10:11
10:11
10:11
10:11
10:12
10:12
10:12
10:12
10:12
10:12
10:12
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:13
10:12
10:13
10:12
10:13
10:12
10:12
10:12
10:12
10:12
10:12
10:12
12:20
12:20
12:20
12:20
12:21
12:20
12:20
12:20
12:20
12:21
12:21
12:20
12:20
12:20
12:20
12:20
12:20
12:20
12:20
12:20
12:20
12:20
12:20
12:20
12:20
12:19
12:20
12:19
12:19
12:18
12:18
12:18
12:18
12:18
12:17
12:17
12:17
12:17
12:16
12:16
12:16
12:16
12:16
12:15
12:15
12:14
12:14
12:14
12:14
12:14
12:13
12:13
12:12
12:12
12:12
12:12
12:11
12:11
12:10
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:53
12:52
12:52
12:52
12:52
12:52
12:52
12:52
12:51
12:51
12:51
12:51
12:50
12:50
12:50
12:50
12:49
12:49
12:49
12:48
12:48
12:48
12:48
12:47
12:47
12:47
12:47
12:46
12:46
12:46
12:45
12:45
12:44
12:44
12:44
12:43
12:43
12:43
12:42
12:42
12:42
12:41
12:41
12:40
13:10
13:10
13:10
13:10
13:10
13:10
13:10
13:10
13:11
13:10
13:10
13:10
13:10
13:10
13:10
13:10
13:10
13:10
13:10
13:09
13:09
13:09
13:09
13:09
13:09
13:08
13:08
13:08
13:08
13:08
13:07
13:07
13:07
13:06
13:06
13:06
13:06
13:06
13:05
13:05
13:05
13:04
13:04
13:03
13:03
13:02
13:02
13:02
13:01
13:01
13:00
13:00
13:00
12:59
12:59
12:58
12:58
12:58
12:57
13:26
13:26
13:26
13:26
13:26
13:25
13:26
13:26
13:26
13:25
13:26
13:25
13:25
13:25
13:25
13:25
13:24
13:25
13:24
13:24
13:23
13:24
13:24
13:23
13:23
13:22
13:23
13:22
13:22
13:21
13:21
13:20
13:20
13:20
13:19
13:19
13:19
13:19
13:18
13:18
13:18
13:17
13:17
13:16
13:16
13:15
13:15
13:15
13:14
13:14
13:13
13:13
13:13
13:12
13:12
13:11
13:11
13:10
13:10
17:33
17:32
17:32
17:31
17:31
17:30
17:30
17:30
17:30
17:29
17:29
17:27
17:27
17:26
17:26
17:25
17:25
17:24
17:24
17:22
17:22
17:22
17:22
17:20
17:20
17:19
17:19
17:18
17:17
17:17
17:16
17:15
17:14
17:13
17:12
17:12
17:12
17:11
17:10
17:09
17:08
17:07
17:06
17:06
17:05
17:04
17:03
17:02
17:01
17:00
17:00
16:59
16:58
16:57
16:56
16:55
16:54
16:54
16:52
17:48
17:47
17:47
17:46
17:46
17:45
17:45
17:45
17:45
17:44
17:44
17:42
17:42
17:42
17:42
17:40
17:40
17:39
17:39
17:38
17:38
17:37
17:37
17:35
17:35
17:34
17:34
17:33
17:33
17:32
17:31
17:30
17:30
17:29
17:28
17:27
17:27
17:26
17:25
17:24
17:24
17:23
17:22
17:21
17:20
17:19
17:18
17:18
17:17
17:16
17:15
17:14
17:13
17:13
17:12
17:11
17:10
17:09
17:08
18:55
18:54
18:54
18:53
18:53
18:52
18:52
18:51
18:51
18:50
18:50
18:49
18:48
18:48
18:47
18:46
18:45
18:45
18:44
18:43
18:42
18:42
18:41
18:40
18:39
18:38
18:38
18:37
18:36
18:35
18:34
18:33
18:32
18:31
18:30
18:29
18:29
18:28
18:27
18:26
18:25
18:24
18:23
18:22
18:21
18:20
18:19
18:18
18:17
18:16
18:15
18:14
18:13
18:12
18:11
18:10
18:09
18:08
18:07
Adar I / Adar II 5774
De criança para criança
“Achados e Perdidos”
Chayim Walder
Meu nome é Reuven.
Estudo na quarta série e sou um garoto como os outros.
A história que quero lhes contar aconteceu durante um longoz período. Na verdade,
durou um ano inteiro.
Um dia – é assim que a maioria das histórias começam – eu voltava da escola
quando vi um estojo preto e grosso caído na rua.
Fui descuidado. Não tive medo, por algum motivo, de que aquilo fosse alguma coisa
perigosa, e abri-o.
Dentro do estojo havia uma máquina fotográfica. Ela possuía um monte de lentes e
botões. Não era uma máquina digital. Era do tipo das máquinas antigas.
Cheguei em casa e contei para minha mãe sobre meu achado.
Observamos bem a máquina e o estojo, mas não encontramos nenhum nome inscrito
neles. Sentei em meu quarto e tentei encontrar algum sinal de identificação, sem sucesso.
Eu queria muito fazer a mitsvá de devolver meu achado para seu dono.
De repente, tive uma ideia. Corri para minha mãe e exclamei:
– Há um sinal sim! Um bom sinal! Vamos revelar o filme de dentro da máquina e,
analisando as fotografias, saberemos a quem ela pertence.
Mamãe concordou que aquela era uma ideia excelente.
Adar I / Adar II 5774
49
Corri imediatamente para a loja reveladora.
Dei o filme e esperei, curioso e tenso, pelos resultados.
Depois de uma hora, o atendente me comunicou, com tristeza, que todas as fotos
saíram queimadas, exceto uma. Ele me mostrou a única fotografia que sobrara, na qual
se via o seguinte: um enorme sapo, um árabe, um homem estranho que parecia ter
fugido da prisão, um bebezinho fofinho, um homem vestido de chassid e mais um homem
que eu também não conhecia.
Parece-lhes estranho? Para mim também foi.
Observei mais uma vez a foto, virei-a e revirei-a. Meu espanto crescia cada vez
mais. Depois de meia hora de observação, o atendente disse-me impacientemente:
– Garoto, estamos fechando e você ainda não pagou!
Paguei-lhe pela revelação e corri para casa.
Ao chegar em casa fui direto para o meu quarto. Peguei uma lente de aumento e
passei a verificar cuidadosamente a fotografia. Vi, ao fundo da fotografia, uma mesa
com docinhos, garrafas e pratos.
– Parece que esta fotografia foi tirada em alguma festa – pensei comigo mesmo.
O sapo não era verdadeiro e também não era um boneco de pelúcia – era uma
pessoa fantasiada de sapo. Depois de olhar bem para o rosto do “presidiário”, percebi
que era um garoto que desenhara um bigode em seu rosto e vestira pijamas listrados. O
árabe com sua “cafia” era outro menino...
Compreendi tudo!
Aquela foto devia ter sido tirada em Purim. Todos os garotos da foto estavam fantasiados: um de sapo, outro de prisioneiro e o terceiro, de árabe. Quanto ao chassid, eu
não sabia dizer se era “verdadeiro” ou se era uma fantasia. Já o homem e o bebê, eu
não tinha dúvidas, eram verdadeiros!
Depois de ter resolvido o mistério daquela fotografia estranha, só sobrou um enig-
Reserve seu espaço
na edição de
Pessach
Informações:
3822-1416
50
Desejamos Purim Sameach!
Adar I / Adar II 5774
ma: quem eram as pessoas da foto?
Relatei minhas descobertas a minha mãe. Ela ficou surpresa com minha investigação
de detetive e surpreendeu-se com minhas conclusões detalhadas.
Depois de olhar para a fotografia, ela disse:
– Vamos pendurar cartazes na rua e telefonar para o jornal, pedindo para publicarem um aviso na seção de achados e perdidos.
Assim fizemos. Mas ninguém telefonou.
Os dias foram passando e a máquina fotográfica continuava em nossa casa, inútil.
Mas eu não a esqueci, muito menos da mitsvá que eu tinha de cumprir: hashavat avedá
– devolução de um objeto perdido.
Às vezes, ficava observando a fotografia e imaginando como seria possível encontrar
as pessoas que nela apareciam. Foi então que tive uma ideia: o dono da máquina, como
toda pessoa, deveria ter dezenas de parentes e algumas centenas ou milhares de conhecidos.
Resolvi mostrar a fotografia a todos aqueles que eu conhecia. Quem sabe um deles
conhecesse alguma pessoa da foto...
Meus parentes não conheciam; tampouco os garotos de minha classe. Comecei a
Adar I / Adar II 5774
51
mostrar a fotografia para os alunos mais velhos e mais jovens da escola, mas ninguém
conhecia.
Durante um ano inteiro, mostrei a fotografia para todos aqueles com quem travava
contato: aqueles que vinham em casa, aqueles que eu ia visitar, os rapazes da yeshivá
próxima de minha casa, o vendedor de livros, o dono da mercearia, o funcionário do correio. Para minha tristeza, ninguém conhecia as pessoas da foto. Alguns faziam troça da
estranha fotografia. Um disse que não tinha amigos presos nem sapos, o segundo apontou a espada do árabe e exclamou: “Você está me dando medo!”.
Ninguém conhecia aquelas pessoas. Mas eu não perdi as esperanças.
Um dia, bateram à porta. Era um estudante de yeshivá que queria saber onde morava a família Rachnileviz. Respondemos-lhe imediatamente:
– No prédio ao lado.
Ele estava quase indo embora, quando me lembrei, de repente, de algo e chamei-o.
– Ei, você poderia esperar um minuto?
Ele virou-se e esperou. Corri ao meu quarto e trouxe a famosa fotografia.
– Por acaso você conhece alguma destas pessoas? – perguntei.
O rapaz observou a foto e, para minha surpresa, disse:
– Sim, este chassid chama-se Rav Mozes. Ele era professor de meu irmão na
yeshivá.
Com as mãos trêmulas, anotei o endereço do rabino e esperei pela minha mãe.
Quando ela chegou, telefonou imediatamente para a casa da família Mozes.
– Alô? – disse minha mãe. – Família Mozes?
– Sim... – respondeu uma voz feminina.
– Vocês por acaso perderam uma máquina fotográfica?
– Não – respondeu a voz.
Minha mãe pediu desculpas e retornou o telefone ao gancho.
– Voltamos à estaca zero – disse ela.
– Não pode ser! – eu disse. – O rapaz disse que tinha certeza de que o homem da
fotografia era este Rav Mozes!
Decidi, apesar de tudo, ir ao endereço que o rapaz me deu. Depois de vinte minutos
de caminhada, cheguei à casa.
Hesitante, bati à porta. Uma mulher apareceu. Provavelmente a mesma que atendera ao telefone.
– Sim, garoto, o que deseja?
– Eu... bem, o telefonema... minha mãe telefonou a respeito da máquina fotográfica...
– gaguejei.
– Mas a máquina não nos pertence – ela disse.
– Mesmo assim, gostaria que desse uma olhada nesta foto e me dissesse se conhece quem está fotografado nela – eu disse, estendendo-lhe a foto.
52
Adar I / Adar II 5774
Ela observou a foto e disse:
– De fato, este é meu marido. Este “árabe” é meu filho fantasiado. Meu marido
com certeza sabe quem são as outras pessoas. Ele chegará dentro de quinze minutos.
Esperei, muito nervoso. Passaram-se dez minutos e aquele chassid apareceu à minha frente.
Sua esposa aproximou-se, mostrou-lhe a fotografa e perguntou:
– Você conhece o resto das pessoas da foto?
O homem pegou seus óculos e eu fiquei tenso como uma mola.
– Sim. Este é o professor de Yossi, o Rav Landman. Fomos visitá-lo em Purim para
levar-lhe mishlôah manot, lembra-se?
Entrão a mulher virou para mim e disse:
– Espere um pouco, por favor.
Ela pegou uma lista telefônica, discou alguns números e então ouvi a seguinte conversa:
– Família Landman? Seu marido está em casa?... Sei... Diga-me, vocês perderam uma
máquina fotográfica? Sim? Quando? Em Purim? Ouça, tem um garoto que a encontrou.
Ela me chamou ao telefone, mas eu tive vergonha de ir.
No dia seguinte, levei a máquina para a família Mozes. Seu filho, David, levou-a ao
professor Landman.
De noite, recebi um telefonema. Com palavras emocionadas, o Rav Landman agradeceu-me pelos meus esforços:
– Esta máquina de fato vale muito dinheiro, mas seus esforços desmedidos e sua
vontade de cumprir a mitsvá de restituir algo perdido valem como ouro aos meus olhos!
Você não imagina a recompensa que receberá dos Céus por ter se ocupado com uma
mitsvá durante um ano inteiro!
O Rav Landman agradeceu-me mais uma vez e desligou. Somente então senti a
verdadeira felicidade que vem ao se fazer uma mitsvá com muito esforço. Acreditem, não
há felicidade maior que esta!
Tel Aviv
Vai Viajar?
Londres
Nova York
• Passagens aéreas • Pacotes
• Cruzeiros •Hoteis
•Aluguel de carro •Seguro viagem
Em qualquer lugar do mundo!
Buenos Aires
Paris
Miami
Hong Kong
Tókio
Menores preços,
melhores conexões
Tel. (11) 3667-4402
(11) 97203-8111
[email protected] - Dani
Cruzeiro Kasher
Adar I / Adar II 5774
53
Infantil
A Dança do Urso
Uma das características marcantes do grande sábio, o Rebe
Aryê Leib, que ficou conhecido como o Shpoler Zeide,
ou o Saba (avô) de Shpole, era sua maneira de dançar.
Frequentemente ele dançava de forma extraordinária.
O público se aglomerava ao seu redor, cantando, e o rebe
dançava numa velocidade incrível, com passos e movimentos
precisos. Não era uma dança comum, mas uma das formas
do grande tsadic servir ao Todo-Poderoso, e tinha o poder de
atrair influências positivas dos Céus para o nosso mundo.
54
Adar I / Adar II 5774
Infantil
O
Adar I / Adar II 5774
g rande
sábio chassídico Rabi Avraham
“Hamal’ach” (Mezritch
1741 – Chavastov 1777) era filho
do Rabi Dov Ber de Mezritch – o
Maguid de Mezritch – que foi o discípulo mais próximo do Báal Shem
Tov.
tência, ele acabou conseguindo que o
Certa vez, Rabi Avraham presen-
perverso especial para os judeus que
ciou as danças do Shpoler Zeide –
possuíam dívidas e não as pagavam.
Rabi Aryê Leib (Ucrânia 1725 – 1812)
O condenado era preso e trancafiado
– e ficou extremamente impressio-
num calabouço, uma prisão subter-
nado com o que viu. Rabi Avraham
rânea úmida e sombria, que possuía
ficou observando extasiado cada pas-
um portão de ferro indevassável.
so das danças do tsadic e percebeu
Havia também um pequeno buraco
logo que aquela não era uma dança
no teto da prisão que servia para
comum. Depois, quando os dois tsa-
“alimentar” o prisioneiro. Somente
dikim puderam conversar a sós, Rabi
uma vez por semana faziam descer,
Avraham perguntou ao Saba onde ele
por meio de uma corda, um pouco de
havia aprendido aquelas danças ad-
pão e água que mal eram suficientes
miráveis, que tanto o emocionaram.
para sustentar uma pessoa por um
patrão realizasse sua vontade.
“Naquela época, o senhor das
ter ras era como u m rei em suas
propriedades. Ele tinha o direito de
fazer viver ou morrer quem desejasse e seus decretos eram cumpridos
à risca. Havia ainda um costume
“Essas danças”, respondeu o tsa-
dia. Essa era a comida do condenado
dic com um sorriso, “aprendi com
durante toda a semana. Lá, o pobre
Eliyáhu Hanavi. Vou lhe contar como
coitado ficava preso até o dia do ani-
isto aconteceu:
versário do nobre.
“A ntes de eu ser recon hecido
“No dia de seu aniversário, o no-
como rabino”, começou a contar o
bre preparava uma grande festa para
Saba, “eu costumava viajar de cidade
seus amigos e demais nobres das
em cidade e de aldeia em aldeia, sem
redondezas. Durante a festa, o judeu
que ninguém soubesse quem eu era.
condenado era trazido para divertir
“Assim, certa vez, numa de mi-
os convidados. Ele era vestido com
nhas viagens, fiquei sabendo que um
uma pele de urso especialmente con-
pobre judeu, em certa aldeia, tinha
feccionada para a ocasião. Qualquer
sido preso pelo nobre que era o dono
um que vestisse aquela fantasia real-
daquelas terras. O judeu arrendava
mente ficava muito parecido com um
uma das propriedades do nobre, mas
urso. O judeu, fantasiado de urso, era
nos últimos meses não conseguira
então trazido para dentro do palácio.
pagar o que devia para o senhor. O
Imediatamente ordenavam que ele
senhor das terras, na realidade, não
dançasse ao som de várias músicas
era uma pessoa muito má, mas seu
que a orquestra ia tocando. Um dos
secretário de confiança, que cuidava
ajudantes do nobre era convidado
de seus negócios, este sim era um ho-
a guiar o “urso” em suas danças. O
mem perverso, que odiava os judeus
ajudante amarrava uma corrente em
com toda sua alma.
volta do pescoço do “urso”, como se
“O secretário aproveitou a opor-
fosse um animal verdadeiro, e come-
tunidade da dívida daqueles meses
çava a dançar. O urso acorrentado
para incitar o nobre a prender o
era obrigado a dançar junto com seu
pobre judeu. Depois de muita insis-
guia de acordo com a música.
55
Infantil
“As regras do jogo eram simples,
o lugar do homem no dia do aniversá-
nho. Portanto, eu não conseguiria
mas injustas. A sentença do condena-
rio do nobre e dançasse melhor que o
trocar de lugar com o preso, poderia
do era dada conforme sua atuação nas
seu ajudante.
apenas ficar lá junto com ele.
danças. Se ele conseguisse acompa-
“– Mas eu não sei dançar! – argu-
“Na noite do aniversário do se-
nhar o guia em todas as danças, era
mentei prontamente. – E não conheço
nhor eu me esgueirei até o poço onde
libertado e podia voltar para sua casa.
nem mesmo o nome dos ritmos e das
o pobre judeu estava e desci com a
Se dançasse ainda melhor que o guia,
músicas!
ajuda de uma corda. No princípio o
podia cair sobre ele e atacá-lo como
“– Não se preocupe – respondeu
homem se assustou ao ver-me. Mas
um urso que vence uma luta. Porém,
Eliyáhu Hanavi. – Eu lhe ensinarei
depois eu consegui acalmá-lo e expli-
se o judeu não conseguisse acompa-
todas as danças e seus nomes, e você
car meu plano.
nhar seu guia nas danças, o coitado
poderá dançar melhor que qualquer
era jogado no canil do senhor das ter-
dançarino da região.
ras, onde os cães ferozes o atacavam e
destroçavam-no sem piedade.
“É claro que o pobre e faminto
judeu, que tinha ficado vários meses
“– Nó s t r o c a r emo s de r ou pa
– disse-lhe com segurança – e eu
“Assim, conforme havia combina-
tomarei seu lugar nas danças. Você
do, Eliyáhu Hanavi se revelou várias
deve ficar o mais escondido possível
vezes para mim e ensinou-me todas
aqui dentro até que me levem. Com
as danças, passo por passo.
a ajuda de D’us não perceberão que
preso a pão e água, muitas vezes mal
“Durante algum tempo, antes do
somos dois aqui dentro e dará tudo
conseguia andar, quanto mais dan-
aniversário do nobre, eu fiquei mo-
certo! Além disso, provavelmente
çar com a pesada fantasia e a corren-
rando numa das aldeias próximas de
não trancarão o portão de ferro de-
te no pescoço! Assim, os convidados
seu palácio. Para que ninguém des-
pois que me levarem, pois não há
do nobre se divertiam enquanto o
confiasse de meus verdadeiros propó-
nenhum motivo para isso. Pouco de-
“urso” tentava desesperadamente
sitos, empreguei-me como professor
pois que eu sair, você deverá correr
dançar para salvar sua vida; uma
na casa de um dos judeus do local.
o mais rápido que puder para sua
tentativa que, invariavelmente, ter-
Assim, passei a investigar uma ma-
casa. Não se preocupe! Com a aju-
minava com o judeu desmaiando de
neira de trocar de lugar com o judeu
da de D’us eu conseguirei vencer o
cansaço e fraqueza, sendo jogado
condenado sem que ninguém desco-
ajudante do nobre nas danças e você
para os cachorros ferozes.
brisse. Numa de minhas incursões
não será mais incomodado.
“Nesta oportunidade, quando o
noturnas, descobri que era possível,
“O homem mal tinha forças para
judeu que não pagara suas dívidas
através do buraco por onde se pas-
falar, mas agradeceu-me várias vezes
estava preso no calabouço esperando
sava a comida do condenado, descer
com lágrimas nos olhos. Então nós
por sua terrível sentença, o Profeta
com uma corda até o fundo do poço.
trocamos de roupa; eu fiquei vestido
Eliyáhu se revelou para mim e man-
O grande problema, no entanto, seria
com suas roupas sujas e rasgadas.
dou que eu fosse até aquela aldeia
para sair. O buraco era muito estrei-
Eu trouxera um pouco de comida e
salvar nosso irmão. Eliyáhu Hanavi
to, tornando praticamente impossível
bebida e, assim, o pobre judeu pôde
queria que eu secretamente tomasse
subir novamente pelo mesmo cami-
recuperar um pouco de suas forças.
Deseja
Purim Sameach!
56
Adar I / Adar II 5774
Infantil
“No meio da noite, um dos empre-
seria libertado. Se pudesse dançar
já estava meio bêbado, começou a
gados do senhor, já meio bêbado, foi
melhor que ele, poderia pular sobre
ficar tonto com as voltas da dança e
buscar o condenado. Ele nem entrou
ele e atacá-lo, como fazem os ursos
eu percebi que logo ele cairia. Assim,
no calabouço; apenas abriu o portão
com suas vítimas. Se, no entanto, eu
continuei rodando e rodando, acom-
de ferro e gritou, entre gargalhadas,
não conseguisse acompanhá-lo nas
panhando o ritmo da música, até que
para que o condenado saísse. O judeu
danças, seria jogado aos cachorros, e
o perverso secretário caiu por terra.
revelou-me que reconhecia, pela voz,
eles me ‘ensinariam’ a dançar apro-
Imediatamente eu pulei em cima dele
que o empregado era o próprio se-
priadamente.
e comecei a atacá-lo e a enforcá-lo
como fazem os ursos.
cretário do senhor das terras, aquele
“O escolhido para ser meu guia
que havia se esforçado para que o
foi o próprio secretário do senhor das
“Nesse momento, u m t u mu lto
condenassem. Eu saí pelo portão na
terras, o mesmo que havia me levado
irrompeu entre a platéia. Uns me in-
noite escura, escondendo meu rosto
acorrentado até o palácio. O nobre
citavam a acabar logo com a vida do
para que o empregado não percebes-
deu o sinal para que a orquestra co-
homem, pois apesar de ser um fato
se que eu não era o verdadeiro preso.
meçasse a tocar e as danças começa-
inédito o ‘urso’ vencer seu guia, esta
Logo que eu cruzei o portão, o ho-
ram. Primeiramente o guia começou
era uma das regras do jogo. No en-
mem jogou em cima de mim a fanta-
a dançar sozinho a dança dos cossa-
tanto, alguns dos amigos do secretá-
sia de urso e vestiu-me com ela. Uma
cos, o famoso “Kasatchok”. Depois,
rio imploraram para que eu poupasse
corrente de ferro foi amarrada em
deram-me o sinal para que eu tam-
sua vida. O nobre, então, decretou
meu pescoço e eu fui arrastado para
bém começasse a dançar, acompa-
que eu estava livre e deveria voltar
dentro do salão, onde se reuniam o
nhando seu passos. Esta dança exige
para minha casa para alegrar mi-
nobre e seus convidados. Como eu
muito equilíbrio e força nas pernas.
nha mulher e meus filhos. Enquanto
havia previsto, o portão da prisão
Graças às lições do Profeta Eliyáhu,
os amigos do secretário tentavam
não fora trancado. Assim, o pobre
eu comecei a dançar e acompanhar
reanimá-lo, eu corri ainda vestido
condenado conseguiu fugir para sua
meu guia cada vez melhor que ele. O
com a fantasia de urso para a casa do
casa sem que ninguém desse por sua
público começou a aplaudir minha
judeu condenado. Chegando lá, ele,
presença.
atuação e o secretário do nobre ficou
sua família e eu alegramo-nos muito
e agradecemos a D’us.
“Quando eu entrei no salão, uma
apavorado. Ele não podia imaginar
imensa gargalhada explodiu entre
que eu conseguisse acompanhá-lo
“Foi assim q ue eu aprendi as
os presentes e todos aplaudi ram
nem sequer um passo, quanto mais
danças que tanto impressionaram o
com alegria. Os convidados esta-
dançar melhor do que ele.
rabino”, disse o Saba de Shpole para
Rabi Avraham, Hamal’ach, encerran-
vam ansiosos pelo início da grande
“Depois, a orquestra começou a
atração da noite. Formalmente, um
tocar uma música para dançar Ma-
homem leu as regras do jogo e a mi-
zurca, uma dança tradicional popu-
“Se é assim” – disse Rabi Avraham
nha sentença: Se eu dançasse bem e
lar polonesa, e novamente eu dancei
– “suas danças são certamente me-
conseguisse acompanhar meu guia,
melhor que meu guia. O homem, que
lhores que minhas orações!”
Adar I / Adar II 5774
do seu incrível relato.
57
Leiluy Nishmat
Israel Iossef ben Isser z ’’l
Nathan Halevi ben Mercada z’’l
Nissim ben Emilie z’’l
Shmuel Mizan ben Olga z’’l
Victor Haim ben Ester z’’l
Adar I / Adar II 5774
Adar I / Adar II 5774
59
60
Adar I / Adar II 5774
Download

QUANTO CUSTA MANTER SEU CARRO?