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Anais da 11Jornada Científica - Embrapa São Carlos - 16 e 17 de setembro de 2010
Embrapa Pecuária Sudeste e Embrapa Instrumentação Agropecuária - São Carlos - SP - Brasil
Influência do Politetrafluoretileno
(PTFE) no
recobrimento de sensor de temperatura de baixo custo,
utilizando a técnica de formação de trilhas
Pedro Cesar Zavitoskj1; Rafaella Takehara Paschoalin-: Marcelino Badinê: André
Torre Neto": Paulo S. P. Herrmann Jr.4
'Aluno de graduação em Engenharia Física, Departamento de Física, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos.
SP, [email protected];
2Aluna de mestra do em Biotecnologia,
Universidade Federal de São Carlos, São Carros. SP;
3Aluno de graduação
São Carros.
em Engenharia
Elétrica,
Departamento
de Engenharia
Elétrica;
Universidade
de São Paulo,
SP;
4Pesquisador,
Embrapa Instrumentação
Aqropecuárla.
São Carros.
SP.
Este trabalho teve como objetivo desenvolver sensores descartáveis e de baixo custo para
a medição de temperatura. Para isso, foi utilizado como base o polietileno tereftalato (PET),
por ser um plástico barato, e de fácil utilização com a técnica aplicada. O sensor utilizou
trilhas depositadas em filmes finos por intermédio da técnica formação de trilhas fine
patteming, que possui as características de ser simples e barata, podendo ser utilizada com
equipamento comum de escritório. Foram avaliados dois tipos de trilhas (Ouro e Platina).
sobre o PET, e avaliado a influência do Politetrafluoretileno (PTFE), mo mo material
hidrofóbico, no recobrimento do sensor. A técnica empregada para o desenvolvimento
físico do sensor foi a resistance temperature detector (RTO). A máscara utilizada foi
desenhada utilizando softwares gráficos convencionais e impressa sobre o substrato de
PET, utilizando uma impressora jato de tinta convencional (HP LaserJet 1022). O ouro e a
platina foram depositados sobre o PET utilizando a técnica de sputtering. Na sequência o
PET foi mergulhado em tolueno e metil etil cetona (MEK). utilizando banho ultrassônico,
para retirada do toner e manter apenas o ouro e platina no substrato. O PET foi então
recoberto por uma fita de Politetrafluoretileno (PTFE). o teflon comercial. Verificou-se a
variação de resistência elétrica (O) na trilha projetada, em função da mudança da
temperatura, da umidade e do grau de hidrofobicidade do PET e PTFE (ver Fig. 1). Para
comparação, um sensor foi desenvolvido com a mesma técnica utilizando platina como
material condutor.
(A)
Resultados
do Sensor
(B)
de ouro sem Teflon
2.100
.
2,095
ê
~
j
.~
.l'
Sen.or de Ouro com cobertura de
r
2,085
I \,
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/:
2,090
Tenon
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•
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1,87
"
.
2.060
,
.
, .t'
'
2,075
1.85
25
30
40
35
TemperaM'"
Fig. 1. A resposta térmica
25
50
30
35
r·C)
e sua relação com a resistência
de TeflonTM,
40
Temperaíura
elétrica do sensor plástico
valores obtidos
na umidade relativa
45
50
(~C)
e ouro sem (A) e com (B) recobrimento
de - 40%.
Apoio financeiro: Embrapa, CNPq (projeto Universal 485921/2006-5
Area: Instrumentação Agropecuária
e Bolsa PIBIC).
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