SANTO ANDRÉ
PROJETO CADASTRO
DE FONTES DE
ABASTECIMENTO POR
ÁGUA SUBTERRÂNEA
PARAÍBA
DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO
DE SANTO ANDRÉ
Secretaria de Geologia,
Mineração e Transformação Mineral
Secretaria de
Desenvolvimento Energético
Ministério de
Minas e Energia
Outubro/2005
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
Silas Rondeau Cavalcante Silva
Ministro de Estado
SECRETARIA EXECUTIVA
Nelson José Hubner Moreira
Secretário Executivo
SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E
DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO
Márcio Pereira Zimmermam
Secretário
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO
E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Cláudio Scliar
Secretário
PROGRAMA LUZ PARA TODOS
Aur élio Pav ão
Diretor
SERVI ÇO GEOL ÓGICO DO BRASIL – CPRM
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO
ENERG ÉTICO DOS ESTADOS E
MUNICÍPIOS
PRODEEM
Luiz Carlos Vieira
Diretor
Agamenon S érgio Lucas Dantas
Diretor-Presidente
Jos é Ribeiro Mendes
Diretor de Hidrologia e Gest ão Territorial
Manoel Barretto da Rocha Neto
Diretor de Geologia e Recursos Minerais
Álvaro Rog ério Alencar Silva
Diretor de Administra ção e Finan ças
Fernando Pereira de Carvalho
Diretor de Rela ções Institucionais e
Desenvolvimento
Frederico Cláudio Peixinho
Chefe do Departamento de Hidrologia
Fernando Antonio Carneiro Feitosa
Chefe da Divisão de Hidrogeologia e Explora ção
Ivanaldo Vieira Gomes da Costa
Superintendente Regional de Salvador
Jos é Wilson de Castro Tem óteo
Superintendente Regional de Recife
Hélbio Pereira
Superintendente Regional de Belo Horizonte
Darlan Filgueira Maciel
Chefe da Resid ência de Fortaleza
Francisco Batista Teixeira
Chefe da Resid ência Especial de Teresina
Ministério de Minas e Energia
Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético
Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral
Programa Luz Para Todos
Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municí pios - PRODEEM
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial
PROJETO CADASTRO DE FONTES DE ABASTECIMENTO POR
Á GUA SUBTERRÂ NEA
ESTADO DE PARAÍ BA
DIAGNÓSTICO DO MUNICÍ PIO DE SANTO ANDRÉ
ORGANIZAÇÃO DO TEXTO
Breno Augusto Beltrão
Franklin de Morais
João de Castro Mascarenhas
Jorge Luiz Fortunato de Miranda
Luiz Carlos de Souza Junior
Vanildo Almeida Mendes
Recife
Setembro/2005
COORDENA ÇÃO GERAL
Frederico Cláudio Peixinho - DEHID
COORDENA ÇÃO T ÉCNICA
Fernando Ant ônio C. Feitosa - DIHEXP
COORDENA ÇÃO ADMINISTRATIVOFINANCEIRA
Jos é Emílio C. de Oliveira – DIHEXP
APOIO T ÉCNICO-ADMINISTRATIVO
Sara Maria Pinotti Benvenuti-DIHEXP
COORDENA ÇAO REGIONAL
Jaime Quintas dos S. Colares - REFO
Francisco C. Lages C. Filho - RESTE
Jo ão Alfredo C. L. Neves - SUREG-RE
Jo ão de Castro Mascarenhas – SUREG-RE
Jos é Alberto Ribeiro - REFO
Jos é Carlos da Silva - SUREG-RE
Luiz Fernando C. Bomfim - SUREG-SA
Oderson A. de Souza Filho - REFO
EQUIPE T ÉCNICA DE CAMPO
SUREG-RE
Ari Teixeira de Oliveira
Breno Augusto Beltr ão
Cícero Alves Ferreira
Cristiano de Andrade Amaral
Dunaldson Eliezer G. A. da Rocha
Franklin de Moraes
Frederico Jos é Campelo de Souza
Jardo Caetano dos Santos
Jo ão de Castro Mascarenhas
Jorge Luiz Fortunato de Miranda
Jos é Wilson de Castro Temoteo
Luiz Carlos de Souza J únior
Manoel Julio da Trindade G. Galv ão
Saulo de Tarso Monteiro Pires
S érgio Monthezuma Santoianni Guerra
Simeones Néri Pereira
Valdecílio Galv ão Duarte de Carvalho
Vanildo Almeida Mendes
SUREG-SA
Edmilson de Souza Rosas
Edvaldo Lima Mota
Hermínio Brasil Vilaverde Lopes
Jo ão Cardoso Ribeiro M. Filho
Jos é Cl áudio Viegas
Luis Henrique Monteiro Pereira
Pedro Ant ônio de Almeida Couto
V ânia Passos Borges
SUREG-BH
Ang élica Garcia Soares
Eduardo Jorge Machado Sim ões
Ely Soares de Oliveira
Haroldo Santos Viana
Reynaldo Murilo D. Alves de Brito
REFO
Ân gelo Tr évia Vieira
Felicíssimo Melo
Francisco Alves Pessoa
J áder Parente Filho
Jos é Roberto de Carvalho Gomes
Liano Silva Veríssimo
Luiz da Silva Coelho
Rob ério B ôto de Aguiar
RESTE
Antonio Reinaldo Soares Filho
Carlos Ant ônio Luz
Cipriano Gomes Oliveira
Heinz Alfredo Trein
Ney Gonzaga de Souza
EM DESTAQUE
Almir Ara újo Pacheco- SUREG-BE
Ana Cl áudia Vieiro – SUREG-PA
Bráulio Rob ério Caye - SUREG-PA
Carlos J. B. Aguiar - SUREG-MA
Geraldo de B. Pimentel – SUREG-PA
Paulo Pontes Ara újo – SUREG-BE
Tom ás Edson Vasconcelos - SUREG-GO
RECENSEADORES
Ac ácio Ferreira Júnior
Adriana de Jesus Felipe
Alerson Falieri Suarez
Almir Gomes Freire – CPRM
Ân gela Aparecida Pezzuti
Antonio Celso R. de Melo - CPRM
Antonio Edílson Pereira de Souza
Antonio Jean Fontenele Menezes
Antonio Manoel Marciano Souza
Antonio Marques Honorato
Armando Arruda C. Filho - CPRM
Carlos A. G óes de Almeida - CPRM
Celso Viana Marciel
Cícero Ren é de Souza Barbosa
Cl áudio Marcio Fonseca Vilhena
Claudionor de Figueiredo
Cleiton Pierre da Silva Viana
Cristiano Alves da Silva
Edivaldo Fateicha - CPRM
Eduardo Benevides de Freitas
Eduardo Fortes Cris óstomos
Eliomar Coutinho Barreto
Emanuelly de Almeida Le ão
Emerson Garret Menor
Emicles Pereira C. de Souza
Ér ika Peconnick Ventura
Erval Manoel Linden - CPRM
Ewerton Torres de Melo
F ábio de Andrade Lima
F ábio de Souza Pereira
F ábio Luiz Santos Faria
Francisco Augusto A. Lima
Francisco Edson Alves Rodrigues
Francisco Ivanir Medeiros da Silva
Francisco Jos é Vasconcelos Souza
Francisco Lima Aguiar Junior
Francisco Pereira da Silva - CPRM
Frederico Antonio Araújo Meneses
Geancarlo da Costa Viana
Genivaldo Ferreira de Ara újo
Gustavo Lira Meyer
Haroldo Brito de Sá
Henrique Cristiano C. Alencar
Jamile de Souza Ferreira
Jaqueline Almeida de Souza
Jeft é Rocha Holanda
Jo ão Carlos Fernandes Cunha
Jo ão Luis Alves da Silva
Joelza de Lima Enéas
Jorge Hamilton Quidute Goes
Jos é Carlos Lopes - CPRM
Joselito Santiago Lima
Josemar Moura Bezerril Junior
Julio Vale de Oliveira
K ênia Nogueira Di ógenes
Marcos Aurélio C. de G óis Filho
Matheus Medeiros Mendes Carneiro
Michel Pinheiro Rocha
Narcelya da Silva Ara újo
Nic ácia Débora da Silva
Oscar Rodrigues Acioly Júnior
Paula Francinete da Silveira Baia
Paulo Eduardo Melo Costa
Paulo Fernando Rodrigues Galindo
Pedro Hermano Barreto Magalh ães
Raimundo Correa da Silva Neto
Ramiro Francisco Bezerra Santos
Raul Frota Gon çalves
Saulo Moreira de Andrade -CPRM
S érvulo Fernandez Cunha
Thiago de Menezes Freire
Valdirene Carneiro Albuquerque
Vicente Calixto Duarte Neto - CPRM
Vilmar Souza Leal – CPRM
Wagner Ricardo R. de Alkimim
Walter Lopes de Moraes Junior
TEXTO
ORGANIZA ÇÃO
Breno Augusto Beltr ão
Franklin de Morais
Jo ão de Castro Mascarenhas
Jorge Luiz Fortunato de Miranda
Luiz Carlos de Souza Junior
Vanildo Almeida Mendes
CARACTERIZA ÇÃO DO MUNICIPIO E
DIAGN ÓSTICO DOS PO ÇOS
CADASTRADOS
Breno Augusto Beltr ão
Jo ão de Castro Mascarenhas
Luiz Carlos de Souza J únior
Thiago Albuquerque Souza
ASPECTOS SOCIOECON ÔMICOS
Breno Augusto Beltr ão
Liliane Assunção Serra Ramos Campos
Maria L úcia Acioli Beltr ão
Thiago Albuquerquer Souza
FIGURAS ILUSTRATIVAS
Aloízio da Silva Leal
Fabiane de Andrade Lima Amorim Albino
Jaqueline Pontes de Lima
N úbia Chaves Guerra
Waldir Duarte Costa Filho
MAPAS DE PONTOS D’ ÁGUA
Carolina Barbosa de Lima
Maria Carolina da Motta Agra
Robson de Carlo Silva
BANCO DE DADOS
Desenvolvimento dos Sistemas
Josias Barbosa de Lima
Ricardo C ésar Bustillos Villafan
Coordena ção
Francisco Edson Mendonça Gomes
Administração
Eriveldo da Silva Mendon ça
EDITORA ÇÃO ELETR ÔNICA
Aline Oliveira de Lima
Fabiane de Andrade Lima Amorim Albino
Jaqueline Pontes de Lima
Miviam Gracielle de Melo Rodrigues
SUPORTE T ÉCNICO DE EDITORA ÇÃO
Claudio Scheid
Jos é Pessoa Veiga Junior
Manoel J úlio da T. Gomes Galv ão
ANALISTA DE INFORMA ÇÕE S
Dalvanise da Rocha S. Bezerril
CPRM - Serviç o Geoló gico do Brasil
Projeto cadastro de fontes de abastecimento por á gua subterrâ nea. Diagnó stico do municí pio
de Santo André, estado da Paraí ba/ Organizado [por] Joã o de Castro Mascarenhas, Breno Augusto
Beltrã o, Luiz Carlos de Souza Junior, Franklin de Morais, Vanildo Almeida Mendes, Jorge Luiz
Fortunato de Miranda. Recife: CPRM/PRODEEM, 2005.
10 p. + anexos
“ Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrâ nea, estado da Paraí ba”
1. Hidrogeologia – Paraí ba - Cadastros. 2. Água subterrânea – Paraí ba - Cadastros. I.
Mascarenhas, Joã o de Castro org. II. Beltrã o, Breno Augusto org. III. Souza Jú nior, Luiz Carlos de
org. IV. Morais, Franklin de. org. V. Mendes, Vanildo Almeida org. VI, Miranda, Jorge Luiz Fortunato
de org. VII Tí tulo.
CDD 551.49098133
Permitida a reprodução desde que mencionada a fonte
APRESENTAÇÃ O
A CPRM – Serviço Geológico do Brasil, cuja missão é gerar e difundir
conhecimento geológico e hidrológico básico para o desenvolvimento sustentável do
Brasil, desenvolve no Nordeste brasileiro, para o Ministério de Minas e Energia,
ações visando o aumento da oferta hí drica, que estão inseridas no Programa de
Água Subterrânea para a Região Nordeste, em sintonia com os programas do
governo federal.
Executado por intermédio da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial,
desde o iní cio o programa é orientado para uma filosofia de trabalho participativa e
interdisciplinar e, atualmente, para fomentar ações direcionadas para inclusão social
e redução das desigualdades sociais, priorizando ações integradas com outras
instituições, visando assegurar a ampliação dos recursos naturais e, em particular,
dos recursos hí dricos subterrâneos, de forma compatí vel com as demandas da
região nordestina.
É neste contexto que está sendo executado o Projeto Cadastro de Fontes de
Abastecimento por Água Subterrânea, localizado no semi-árido do Nordeste, que
engloba os estados do Piauí , Ceará, Rio Grande do Norte, Paraí ba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe, Bahia, norte de Minas Gerais e do Espí rito Santo. Embora com
múltiplas finalidades, este projeto visa atender diretamente as necessidades do
PRODEEM, no que se refere à indicação de poços tubulares em condições de
receber sistemas de bombeamento por energia solar.
Assim, esta contribuição técnica de significado alcance social do Ministério de
Minas e Energia, em parceria com a Secretaria de Geologia, Mineração e
Transformação Mineral e com o Serviço Geológico do Brasil, servirá para dar
suporte aos programas de desenvolvimento da região, com informações
consistentes e atualizadas e, sobretudo, dará subsí dios ao Programa Fome Zero, no
tocante às ações efetivas para o abastecimento público e ao combate à fome das
comunidades sertanejas do semi-árido nordestino.
José Ribeiro Mendes
Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
CPRM – Serviço Geológico do Brasil
SUMÁ RIO
APRESENTAÇÃO
1. INTRODUÇÃO
1
2. ÁREA DE ABRANGÊNCIA
1
3. METODOLOGIA
2
4. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍ PIO DE SANTO ANDRÉ
2
4.1
4.2
4.3
4.4
- LOCALIZAÇÃO E ACESSO
- ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS
- ASPECTOS FISIOGRÁFICOS
- GEOLOGIA
2
3
3
3
5. ÁGUAS SUPERFICIAIS
4
6. ÁGUAS SUBTERRÂNEAS - DIAGN ÓSTICO DOS POÇOS CADASTRADOS
5
6.1 - ASPECTOS QUALITATIVOS
7. CONCLUS ÕES E RECOMENDAÇÕES
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGR ÁFICAS
ANEXOS
1 - PLANILHAS DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO
2 - MAPA DE PONTOS DE ÁGUA
3 - ARQUIVO DIGITAL - CD ROM
8
9
10
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
1. INTRODU ÇÃO
O Polígono das Secas apresenta um regime pluviom étrico marcado por extrema irregularidade
de chuvas, no tempo e no espaço. Nesse cen ário, a escassez de água constitui um forte entrave ao
desenvolvimento socioecon ômico e, at é mesmo, à subsist ência da população. A ocorr ência cíclica
das secas e seus efeitos catastr óficos s ão por demais conhecidos e remontam aos prim órdios da
hist ória do Brasil.
Esse quadro de escassez poderia ser modificado em determinadas regi ões, atrav és de uma
gest ão integrada dos recursos hídricos superficiais e subterr âneos. Entretanto, a car ência de estudos
de abrang ência regional, fundamentais para a avaliação da ocorr ência e da potencialidade desses
recursos, reduz substancialmente as possibilidades de seu manejo, inviabilizando uma gest ão
eficiente. Al ém disso, as decis ões sobre a implementa ção de a ções de conviv ência com a seca
exigem o conhecimento b ásico sobre a localiza ção, caracteriza ção e disponibilidade das fontes de
água superficiais e subterr âneas.
Para um efetivo gerenciamento dos recursos hídricos, principalmente num contexto
emergencial, como é o caso das secas, merece aten ção a utilização das fontes de abastecimento de
água subterr ânea, pois esse recurso pode tornar-se significativo no suprimento hídrico da popula ção
e dos rebanhos. Neste sentido, um fato preocupante é o desconhecimento generalizado, em todos os
setores, tanto do n úmero, quanto da situação das captações existentes, fato este agravado quando se
observa a grande quantidade de captações de água subterr ânea no semi- árido, principalmente em
rochas cristalinas, que se encontram desativadas e/ou abandonadas por problemas de pequena monta,
em muitos casos passíveis de serem solucionados com ações corretivas de baixo custo.
Para suprir as necessidades das institui ções e demais segmentos da sociedade atuantes na
regi ão nordestina, no atendimento à popula ção quanto à garantia de oferta hídrica, principalmente
nos momentos críticos de estiagem, a CPRM est á executando o Projeto Cadastro de Fontes de
Abastecimento por Água Subterrânea em conson ância com as diretrizes do Governo Federal e dos
prop ósitos apresentados pelo Minist ério de Minas e Energia.
Este Projeto tem como objetivo a realiza ção do cadastro de todos os po ços tubulares, po ços
2
escavados representativos e fontes naturais, em uma área de 722.000 km da regi ão Nordeste do
Brasil, excetuando-se as áreas urbanas das regi ões metropolitanas.
2. ÁREA DE ABRANG ÊNCIA
A área de abrang ência do projeto de cadastramento (figura 1) estende-se pelos estados do
Piauí, Cear á, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e
Espírito Santo.
Figura 1 – Área de abrang ência do Projeto
1
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
3. METODOLOGIA
O planejamento operacional para a realiza ção desse projeto teve como base a experi ência da
CPRM nos projetos de cadastramento de po ços dos estados do Cear á e Sergipe, executados com
sucesso em 1998 e 2001, respectivamente.
Os trabalhos de campo foram executados por microrregi ão, com áreas variando de 15.000 a
2
25.000 km . Cada área foi levantada por uma equipe coordenada por dois t écnicos da CPRM e
composta, em m édia, de seis recenseadores, na maioria estudantes de nível superior dos cursos de
Geologia e Geografia, selecionados e treinados pela CPRM.
O trabalho contemplou o cadastramento das fontes de abastecimento por água subterrânea (po ços
tubulares, po ços escavados e fontes naturais), com determina ção das coordenadas geogr áficas pelo uso
do GPS (Global Positioning System) e obten ção de todas as informações possíveis de serem coletadas
atrav és de uma visita t écnica (caracterização do poço, instalações, situa ção da captação, dados
operacionais, qualidade da água, uso da água e aspectos ambientais, geol ógicos e hidrológicos).
Os dados coletados foram repassados sistematicamente á Divis ão de Hidrogeologia e
Explora ção da CPRM, em Fortaleza - Cear á, para, ap ós rigorosa an álise, alimentarem um banco
de dados. Esses dados, devidamente consistidos e tratados, permitiram a elabora ção de um
mapa de pontos d’ água, para cada um dos municípios inseridos na área de atua ção do Projeto,
cujas informa ções s ão complementadas por esta nota explicativa, visando um f ácil manuseio e
uma compreens ão acessível aos diferentes usu ários.
Na elabora ção dos mapas de pontos d‘ água, foram utilizados como base cartogr áfica, os
mapas municipais estatísticos em formato digital do IBGE (Censo 2000), elaborados a partir das
cartas topogr áficas da SUDENE e DSG – escala 1:100.000, sobre os quais foram colocados os
dados referentes aos po ços e fontes naturais contidos no banco de dados. Os trabalhos de arte final
e impress ão dos mapas foram realizados com o aplicativo CorelDraw. A base estadual com os limites
municipais foi cedida pelo IBGE.
H á municípios em que ocorrem alguns casos de poços plotados fora dos limites do mapa
municipal. Tais casos ocorrem devido à imprecis ão nos traçados desses limites, seja pela pequena
escala do mapa fonte utilizado no banco de dados (1:250.000), seja por problemas ainda existentes
na cartografia estadual, ou talvez devido a informa ções incorretas prestadas aos recenseadores ou,
simplesmente, erro na obten ção das coordenadas.
Al ém desse produto impresso, todas as informa çõe s coligidas est ão disponíveis em meio
digital, através de um CD ROM, permitindo a sua contínua atualiza ção.
4. CARACTERIZA ÇÃO DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDR É
4.1 - Localiza ção e Acesso
O município de Santo André localiza-se na regi ão central do Estado da Paraíba, Meso-Regi ão
Borborema e Micro-Regi ão Carirí Oriental. Limita-se ao norte com o município de Juazeirinho, leste
com Gurj ão, sul com Pararí, e, oeste, com Pararí e Tapero á. Possui área de 226,30km2 e insere-se
na folha Juazeirinho(SB. 24-Z-D-II) editada pelo MINTER/SUDENE no ano de 1970. A sede
municipal situa-se à uma altitude de 525 metroe e localiza-se atrav és das coordenadas 761.387EW e
9.201.470NS-MC-39.
O aceso a partir de Jo ão Pessoa é feito atrav és da BR-230, lese-oeste, em percurso de 224km
at é a cidade de Juazeirinho, passando por Campina Grande e Soledade. A partir de Juazeirinho
segue-se em trecho de 26 km, em estrada de terra, para sul, at é chegar à cidade de Santo Andr é,
sede do município(Figura 1).
2
de d
ra n
orte
oN
PB-
3
G
Rio
BR-325
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
BR-323
23
Rio Grande do Norte
BR
- 32
5
P B-15 1
UIRAÚNA
PICUÍ
PB
-4
Ceará
05
PB- 1 7 7
Rio Grande do Norte
42
BR-
PB
-1
37
7
2
POMBAL
2
BARRA DE SANTA ROSA
PEDRA LAVADA
1
33
Oc eano
-2
PB
PB
PB
-3
93
SOUSA
PB-230
CUITÉ
PB
-2
PB
-137
o
Atlân tic
AREIA
OLIVEDOS
SÃO MAMEDE
PATOS
BR
P
B- 3
48
51
BR
-23
0
CAJAZEIRAS
-101
SALGADINHO
AGUIAR
SOLEDADE
PB-228
BR
BR
-2 30
PB-4 00
COREMAS
-230
IGARACY
BR-230
1
-36
BR
PIANCÓ
-4 12
BR
ITAPORANGA
P
Ceará
PB- 3 88
JOÃO PESSOA
TAPEROÁ
PB -2 38
72
B- 3
DESTERRO
PB- 30 6
BOA VISTA
CAMPINA GRANDE
R-1
4
IMACULADA
0
B
Pernambuco
PB- 404
SERRA BRANCA
Pernambuco
CONCEIÇÃO
PB- 25
0
PRINCESA
ISABEL
2
-4 1
BR
Legenda
SUMÉ
Sede do mu nicípi o
CARAÚBAS
N
B
Pernambuco
0
20
40
60
110
R-
MONTEIRO
Pe
80km
uco
mb
rna
Aero po rto
Ro do via F ede ral
Ro do via Es tadual
Lim ite M un icipal
Limite E stad ual
Escala Gráfica
Figura 2 – Mapa de acesso rodovi ário
4.2 - Aspectos Socioecon ômicos
O município de Santo Andr é foi criado pela lei n úmero 5.906 de Abril de 1994 e instalado em 01
de Janeiro de 1997. Com áera de 226,30km2 possui, segundo o censo de 2.000(IBGE,2000)
populac ão de 2.800 habitantes dos quais 602(21,5%) residem na zona urbana e 2.198 na zona rural.
Do total da populac ão 1.392 são homens e 1.408, mulheres.
O n úmero de alfabetizados de 10 anos ou mais é de 1.681 habitantes. Os domícílios
particulares e permanentes totalizam 719. Entre estes, 62 s ão abastecidos por pocos e 657 por outras
formas, em 395 existem banheiro e 174 praticam a coleta de lixo. O sistema de sa úde do município
possui 01 unidade ambulatorial. Na educac ão o município possui 23 estabelecimentos de ensino
fundamental e 01 de ensino m édio.
As empresas atuantes com CNPJ s ão em n úmero de 05. A economïa de Santo Andr é est á
concentrada predominantemente na agricultura.
A economia do município tem como suporte principal atividades do setor Prim ário cuja
participac ão situa-se na faixa de 50,1 a 75%. Seguindo, aparece, o setor Terci ário com 5,1 a 25% e o
setor Secund ário com 0 a 10%. Na agricultura destacam-se as culturas de feij ão, milho e algod ão. Na
pecu ária sobressaem-se as criac ões de bovinos e caprinos e, de forma mais modesta, os ovinos. Na
avicultura a criac ão dos galin áceos com produc ão de ovos.
4.3 - Aspectos Fisiogr áficos
O município de Santo André, est á inserido na unidade geoambiental do Planalto da
Borborema, formada por maci ços e outeiros altos, com altitude variando entre 650 a 1.000 metros.
Ocupa uma área de arco que se estende do sul de Alagoas at é o Rio Grande do Norte. O relevo é
geralmente movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. Com respeito à fertilidade dos
solos é bastante variada, com certa predomin ância de m édia para alta.
A área da unidade é recortada por rios perenes, porém de pequena vaz ão e o potencial de
água subterr ânea é baixo.
A vegetação desta unidade é formada por Florestas Subcaducif ólica e Caducif ólica, pr óprias
das áreas agrestes.
O clima é do tipo Tropical Chuvoso, com ver ão seco. A estação chuvosa se inicia em
janeiro/fevereiro com t érmino em setembro, podendo se adiantar at é outubro.
Nas Superfícies suave onduladas a onduladas, ocorrem os Planossolos, medianamente
profundos, fortemente drenados, ácidos a moderadamente ácidos e fertilidade natural m édia e ainda
os Podzólicos, que s ão profundos, textura argilosa, e fertilidade natural m édia a alta. Nas Elevacões
3
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
ocorrem os solos Lit ólicos, rasos, textura argilosa e fertilidade natural m édia. Nos Vales dos rios e
riachos, ocorrem os Planossolos, medianamente profundos, imperfeitamente drenados, textura
m édia/argilosa, moderadamente ácidos, fertilidade natural alta e problemas de sais. Ocorrem ainda
Afloramentos de rochas.
4.4 - Geologia
36°40'
36°35'
NP3γ 3sa
36°30'
Juazeirinho
MP3γ rf
7°10'
7°10'
Taperoá
MP3sc
Santo André
MP3γrf
7°15'
7°15'
Gurjão
MP3sc
São José
dos Cordeiros
MP3sc
NP3g2cm
MP3γrf
MP3sc
MP3sc
7°20'
Parari
7°20'
MP3γ rf
São João
do Cariri
ESCALA GRÁFICA
2
0
2
4 km
36°40'
36°35'
36°30'
CONVENÇÕES GEOLÓGICAS
UNIDADES LITOESTRATIGRÁFICAS
Contatos Geológicos
Neoproterozóico
MP3 γ3sa
Suíte Transicional Shoshonítica Alcalina Teixeira/Serra Branca:
leucogranito e biotita hornblenda sienito
NP3γ2cm
Suíte Calcialcalina de Médio a Alto K Itaporanga: granito e granodiorito
porfirítico associado a diorito
Falha ou Zona de Cisalhamento
Transcorrente Dextral
CONVENÇÕES CARTOGRÁFICAS
Mesoproterozóico
MP3 γrf
Suíte Granítica-migmatítica Peraluminosa Recanto/Riacho do Forno:
ortognaisse e migmatito granodiorítico a monzogranítico
MP3sc
Complexo São Caetano: gnaisse, metagrauvaca, metavulcânica félsica
a intermediária, metavulcanoclástica
Cidade
Limite municipal
Rio intermitente
Figura 3 – Mapa Geol ógico
5. ÁGUAS SUPERFICIAIS
O município de Santo André encontra-se inserido nos domínios da bacia hidrogr áfica do Rio
Paraíba, sub-bacia do Rio Tapero á.
Seus principais tribut ários s ão os riachos: Carimboque, do Sítio, Cabe ça de Cavalo, Garrote,
das Cobras, das Ubaias, Pasc ácio, do Curi, do Badalo, Mucutu, dos Pinh ões, da Catinga, d’ Água, do
Engenho e das Caraibeiras
Os principais corpos de acumula ção s ão as lagoas: do Touro, da Jurema e dos Pinh ões
Todos os cursos d’ água t êm regime de escoamento intermitente e o padr ão de drenagem é o
dendrítico.
4
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
6. ÁGUAS SUBTERR ÂNEAS - DIAGN ÓSTICO DOS PO ÇOS CADASTRADOS
O levantamento realizado no município registrou a exist ência de 53 pontos d’ água, sendo todos
po ços tubulares, conforme mostra a fig.6.1.
Poço tubular
100%
Poço tubular
Fig.6.1 – Tipos de pontos d’ água cadastrados no município
Com rela ção à propriedade dos terrenos onde est ão localizados os pontos d’ água cadastrados,
podemos ter: terrenos p úblicos, quando os terrenos forem de serventia p ública e, particulares, quando
forem de uso privado. Conforme ilustrado na fig.6.2, existem 03 pontos d’ água em terrenos p úblicos,
47 em terrenos particulares e 03 pontos n ão tiveram a propriedade definida.
Público
6%
Indefinido
6%
Particular
88%
Indefinido
Particular
Público
Fig.6.2 – Natureza da propriedade dos terrenos onde existem po ços tubulares.
Quanto ao tipo de abastecimento a que se destina a água, os pontos cadastrados foram
classificados em: comunit ários, quando atendem a várias famílias e, particulares, quando atendem
apenas ao seu propriet ário. A fig.6.3 mostra que 15 pontos d’ água destinam-se ao atendimento
comunit ário, 02 ao atendimento particular e 36 pontos n ão tiveram a finalidade do abastecimento
definida.
5
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
Particular
4%
Comunitário
28%
Indefinido
68%
Indefinido
Comunitário
Particular
Fig.6.3 – Finalidade do abastecimento dos po ços.
Quatro situa ções distintas foram identificadas na data da visita de campo: poços em opera ção,
paralisados, n ão instalados e abandonados. Os poços em operação s ão aqueles que funcionavam
normalmente. Os paralisados estavam sem funcionar temporariamente devido a problemas
relacionados à manutenção ou quebra de equipamentos. Os n ão instalados representam aqueles
po ços que foram perfurados, tiveram um resultado positivo, mas n ão foram ainda equipados com
sistemas de bombeamento e distribuição. E por fim, os abandonados, que incluem po ços secos e
po ços obstruídos, representam os po ços que n ão apresentam possibilidade de produ ção.
A situa ção dessas obras, levando-se em conta seu car áter p úblico ou particular, é apresentada
em n úmeros absolutos no quadro 6.1 e em termos percentuais na fig.6.4.
Quadro 6.1 – Situa ção dos po ços cadastrados conforme a finalidade do uso
Natureza do Poço
Comunitário
Particular
Indefinido
Total
Abandonado
1
1
Em Operação
9
2
17
28
Paralisado
6%
Não Instalado
5
16
21
Paralisado
1
2
3
Indefinido
-
Abandonado
2%
Não Instalado
40%
Em Operação
52%
Abandonado
Em Operação
Não Instalado
Paralisado
Fig.6.4 – Situa ção dos po ços cadastrados
Em rela ção ao uso da água, 28% dos pontos cadastrados são destinados ao uso dom éstico
prim ário ( água de consumo humano para beber); 32% s ão utilizados para o uso dom éstico
secund ário ( água de consumo humano para uso geral); 06% para agricultura; 01% para outros usos e
33% para dessedenta ção animal, conforme mostra a fig.6.5.
6
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
Doméstico
Secundário
32%
Agricultura
6%
Outro uso
1%
Animal
33%
Doméstico
Primário
28%
Agricultura
Doméstico Primário
Outro uso
Animal
Doméstico Secundário
Fig.6.5 – Uso da água
A fig.6.6 mostra a rela ção entre os po ços tubulares atualmente em opera ção e os po ços
inativos (paralisados e n ão instalados) que são passíveis de entrar em funcionamento.
Verificou-se a exist ência de 22 poços particulares n ão instalados ou paralisados e, portanto,
passíveis de entrar em funcionamento, podendo vir a somar suas descargas àquelas dos 27 po ços
que est ão em opera ção.
25
20
15
10
5
0
Em Operação
Paral/N. Instalado
Particular
25
22
Público
2
0
Fig.6.6 – Rela ção entre po ços em uso e desativados
Com rela ção à fonte de energia utilizada nos sistemas de bombeamento dos poços, a fig.6.7
mostra que 06 po ços utilizam energia el étrica, sendo 05 particulares e 01 p úblico, enquanto 13 poços
utilizam outras formas de energia, sendo 12 particulares e 01 p úblico.
12
10
8
6
4
2
0
Energia Elétrica
Outras Fontes
Particular
5
12
Público
1
1
Fig. 6.7 – Tipo de energia utilizada no bombeamento d’ água
7
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
6.1 - Aspectos Qualitativos
Com relação à qualidade das águas dos pontos cadastrados, foram realizadas in loco medidas
de condutividade el étrica, que é a capacidade de uma subst ância conduzir a corrente el étrica estando
diretamente ligada ao teor de sais dissolvidos sob a forma de íons.
Na maioria das águas subterr âneas naturais, a condutividade el étrica multiplicada por um fator,
que varia entre 0,55 a 0,75, gera uma boa estimativa dos s ólidos totais dissolvidos (STD) na água.
Para as águas subterr âneas analisadas, a condutividade el étrica multiplicada pelo fator 0,65 fornece
o teor de s ólidos dissolvidos.
o
Conforme a Portaria n 1.469/FUNASA, que estabelece os padr ões de potabilidade da água
para consumo humano, o valor m áximo permitido para os s ólidos dissolvidos (STD) é 1000 mg/l.
Teores elevados deste par âmetro indicam que a água tem sabor desagrad ável, podendo causar
problemas digestivos, principalmente nas crian ças, e danifica as redes de distribui ção.
Para efeito de classifica ção das águas dos pontos cadastrados no município, foram
considerados os seguintes intervalos de STD (S ólidos Totais Dissolvidos):
0
501
a 500 mg/l água doce
a 1.500 mg/l água salobra
> 1.500 mg/l água salgada
Foram coletadas e analisadas amostras de 42 pontos d’ água. Os resultados das an álises
mostraram valores oscilando de 205,40 e 22815,00 mg/l, com valor m édio de 4116,98 mg/l.
Observando o quadro 6.2 e a fig.6.8, que ilustra a classifica ção das águas subterr âneas no município,
verifica-se a predomin ância de água salina em 64% dos pontos amostrados.
Quadro 6.2 – Qualidade das águas subterr âneas no município conforme a situa ção do po ço
Qualidade da água
Doce
Salobra
Salina
Total
Em Uso
8
19
27
Não Instalado
2
4
8
14
Paralisado
1
1
Indefinido
0
Doce
5%
Salobra
31%
Salina
64%
Doce
Salina
Salobra
Fig. 6.8 – Qualidade das águas subterr âneas do município.
8
Total
2
13
27
42
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
7. CONCLUS ÕES E RECOMENDA ÇÕES
A an álise dos dados referentes ao cadastramento de pontos d´ água executado no município
permitiu estabelecer as seguintes conclusões:
• A situação atual dos po ços tubulares existentes no município é apresentada no quadro 7.1 a
seguir:
Quadro 7.1 – Situa ção atual dos po ços cadastrados no município.
Natureza
do Poço
Público
Particular
Indefinido
Total
•
•
•
•
•
•
•
•
Abandonado
1 (33%)
1 (2%)
Em
Operação
2 (67%)
25 (53%)
1 (33%)
28 (53%)
Não
Instalado
19 (40%)
2 (67%)
21 (40%)
Paralisado
Indefinido
Total
3 (6%)
3 (6%)
-
3 (6%)
47 (89%)
3 (6%)
53 (100%)
Os 53 pontos d’ água cadastrados est ão assim distribuídos: todos po ços tubulares, sendo que
28 encontram-se em opera ção e 01 foi descartado (abandonado) por estar seco ou obstruído.
Os 24 pontos restantes incluem os n ão instalados e os paralisados, por motivos os mais
diversos. Estes po ços representam uma reserva potencial substancial, que pode vir a reforçar
o abastecimento no município se, ap ós uma an álise t écnica apurada, forem considerados
aptos à recupera ção e/ou instala ção. Cabe à administra ção municipal promover ou articular o
processo de an álise desses po ços, podendo aumentar substancialmente a oferta hídrica no
município.
Foram feitas analises em 42 amostras d’ água, tendo 02 apresentado água doce e, 40, águas
salobras ou salinas, evidenciando a necessidade de uma urgente interven ção do poder
p úblico, principalmente no que concerne aos po ços comunit ários, visando a instalação de
dessalinizadores, para melhoria da qualidade da água oferecida à popula ção e redu ção dos
riscos à sa úde existentes.
Po ços paralisados ou n ão instalados em virtude da alta salinidade e que possam ter uso
o
comunit ário, tamb ém devem ser analisados em detalhe (vaz ão, an álise físico-química, n de
famílias atendidas, etc) para verifica ção da viabilidade da instala ção de equipamentos de
dessaliniza ção.
Deve ser analisada a possibilidade de treinamento de moradores das proximidades dos
po ços, para manuten ção de bombas e dessalinizadores em caso de pequenos defeitos, ou
ainda, para serem os responsáveis por fazer a comunica ção à Prefeitura Municipal, em caso
de problemas mais graves, para que sejam tomadas ou articuladas as medidas cabíveis.
Importante chamar a aten ção para o lan çamento inadequado dos rejeitos dos
dessalinizadores (geralmente direto no solo). É necess ário que as prefeituras se empenhem
no sentido de dotar os po ços equipados com dessalinizadores, de um recept áculo adequado,
evitando a polui ção do aq üífero e a saliniza ção do solo.
Todos os po ços devem ser submetidos a manuten ção peri ódica para assegurar o seu pleno
funcionamento, principalmente em tempos de estiagem prolongada. Por manuten ção
peri ódica entende-se um período, no mínimo anual, para retirada de equipamento do po ço e
sua manuten ção e limpeza, al ém de limpeza do po ço como um todo, possibilitando a
recupera ção ou manuten ção das suas vaz ões originais.
Para assegurar a boa qualidade da água, do ponto de vista bacteriol ógico, devem ser
implantadas em todos os po ços ativos e paralisados, possíveis de recupera ção, medidas de
proteção sanit ária tais como: selo sanit ário, tampa de proteção, limpeza permanente do
terreno, cerca de prote ção, etc. O que pode ser articulado entre a Prefeitura Municipal e a
pr ópria popula ção benefici ária do po ço.
Quanto aos po ços abandonados, devem ser tomadas medidas de conten ção, como a
coloca ção de tampas soldadas ou aparafusadas, visando evitar a contamina ção do lençol
fre ático, provocada pela queda acidental de pequenos animais e/ou pela introdu ção de
corpos estranhos, especialmente os colocados por crian ças, um fato muito comum nas áreas
visitadas.
9
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
8. REFER ÊNCIAS BIBLIOGR ÁFICAS
ANU ÁRIO MINERAL BRASILEIRO, 2000. Brasília: DNPM, v.29, 2000. 401p.
BRASIL. MINIST ÉRIO DAS MINAS E ENERGIA. Secretaria de Minas e Metalurgia; CPRM – Servi ço
Geol ógico do Brasil [CD ROM] Geologia, tect ônica e recursos minerais do Brasil, Sistema de
Informa ções Geográficas SIG. Mapas na escala 1:2.500.000. Brasília: CPRM, 2001. Disponível
em 04 CD’s
FUNDA ÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Geografia do
Brasil. Regi ão Nordeste. Rio de Janeiro: SERGRAF, 1977. Disponível em 1 CD.
FUNDA ÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Mapas Base dos
municípios do Estado da Paraíba. Escalas variadas. In édito.
RODRIGUES E SILVA, Fernando Barreto; SANTOS, José Carlos Pereira dos; SILVA, Ademar Barros
da et al [CD ROM] Zoneamento Agroecol ógico do Nordeste do Brasil: diagn óstico e
progn óstico. Recife: Embrapa Solos. Petrolina: Semi-Árido, 2000. Disponível em 1 CD
10
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
ANEXO 1
PLANILHA DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André – Estado da Paraí ba
C ÓDIGO
PO ÇO
LOCALIDADE
LATITUDE
S
LONGITUDE
W
PONTO DE
ÁGUA
NATUREZA
DO TERRENO
PROF.
(m)
VAZ ÃO
(L/h)
SITUA ÇÃO
DO PO ÇO
EQUIPAMENTO DE
BOMBEAMENTO
FONTE
DE ENERGIA
FINALIDADE
DO USO
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário, Animal,
,
STD
(mg/L)
,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário,
1670,5
CH322
CH323
MALHADA VERMELHA
SÍTIO MALHADA VERMELHA
071144,0
071112,2
363714,9
363718,1
Poço tubular
Poço tubular
Particular
Particular
24
Em Opera ção
N ão Instalado
Bomba submersa
Bomba submersa
CH324
SÍTIO CABE ÇA DE CAVALO
071150,0
363652,2
Poço tubular
Particular
50
N ão Instalado
Bomba injetora
CH325
SÍTIO RO ÇADO DO MATO
071004,2
363603,1
Poço tubular
30
N ão Instalado
Bomba submersa
CH327
SITIO RO ÇADO DO MATO
071611,2
363622,9
Poço tubular
Particular
45
Em Opera ção
N ão equipado
Animal,
4387,5
CH328
SÍTIO NOVO
071049,1
363738,5
Poço tubular
Particular
N ão Instalado
N ão equipado
6220,5
CH561
ESQUISITO
071324,9
363648,2
Poço tubular
Particular
,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário,
CH562
ESQUISITO
071312,7
363618,4
Poço tubular
Particular
CH563
ILHA DOS CAIBROS
071258,9
363442,6
Poço tubular
Particular
CH564
RIACHO DOS ANGICOS
071327,2
363412,5
Poço tubular
CH565
RAMADA
071217,7
363425,7
Poço tubular
CH566
RAMADA
071146,7
363416,2
Poço tubular
Particular
CH567
RAMADA
071100,2
363444,7
Poço tubular
CH568
MALHADA VERMELHA
071111,8
363559,3
Poço tubular
CH569
MALHADA VERMELHA
071111,9
363612,2
Poço tubular
CH570
SÍTIO SANTO ANDR É
071236,3
363756,8
CP320
SITIO MARIAS PRETA
071820,9
363514,4
CP568
070846,1
CP580
SITIO PANASCO
SÍTIO RIACHO DO C ÓRREGO
BAR
CP585
SÍTIO ESCURINHA
CP766
50
Em Opera ção
Bomba injetora
Em Opera ção
Catavento
Doméstico Secund ário, Animal,
4849
40
Em Opera ção
Bomba manual
Doméstico Secund ário, Animal,
1878,5
Particular
36
Em Opera ção
Catavento
Doméstico Secund ário, Animal,
986,05
Particular
48
Em Opera ção
Catavento
Doméstico Secund ário, Animal,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário,
11466
N ão Instalado
N ão equipado
30
Em Opera ção
Bomba manual
Particular
36
Em Opera ção
Bomba manual
Particular
32
Em Opera ção
Bomba submersa
Poço tubular
Particular
45
Poço tubular
Particular
363909,5
Poço tubular
Particular
070929,9
363828,6
Poço tubular
070852,7
363651,9
Poço tubular
A ÇUDE DO RIO
071343,2
363738,5
Poço tubular
Particular
CP767
LAGOA
071438,7
363659,4
Poço tubular
CP768
LAGOA
071430,3
363646,0
Po ço tubular
CP769
SÍTIO ILHA GRANDE
071424,7
363548,1
Poço tubular
CP770
ILHA GRANDE
071409,0
363540,2
CP771
BARROCA FUNDA
071350,2
363619,4
Monof ásica
9587,5
Doméstico Secund ário, Animal,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário, Animal,
836,55
8313,5
1605,5
1865,5
Em Opera ção
Catavento
Animal,
Paralisado
N ão equipado
Dom éstico Prim ário,
N ão Instalado
N ão equipado
,
Particular
Paralisado
N ão equipado
Dom éstico Prim ário, Animal,
Particular
Em Opera ção
Catavento
45
Em Opera ção
Bomba manual
Particular
45
Em Opera ção
Bomba injetora
Monof ásica
Dom éstico Prim ário, Animal,
Doméstico Secund ário,
Agricultura,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário,
Particular
40
Em Opera ção
Bomba submersa
Particular
50
Em Opera ção
Catavento
Poço tubular
Particular
50
Monof ásica
Animal, Agricultura,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário, Animal,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário, Animal,
1037,4
Poço tubular
Particular
,
705,25
30
Em Opera ção
Bomba injetora
N ão Instalado
N ão equipado
3497
1109,55
5720
22815
832,65
1332,5
953,55
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
C ÓDIGO
PO ÇO
LOCALIDADE
LATITUDE
S
LONGITUDE
W
PONTO DE
ÁGUA
NATUREZA
DO TERRENO
PROF.
(m)
33
VAZ ÃO
(L/h)
SITUA ÇÃO
DO PO ÇO
EQUIPAMENTO DE
BOMBEAMENTO
FONTE
DE ENERGIA
Em Opera ção
Catavento
FINALIDADE
DO USO
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário, Animal,
N ão Instalado
N ão equipado
Dom éstico Prim ário,
N ão Instalado
N ão equipado
,
N ão Instalado
N ão equipado
,
N ão Instalado
N ão equipado
,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário, Animal, Agricultura,
STD
(mg/L)
269,75
CP772
A ÇUDE DO RIO 2
071413,7
363801,7
Poço tubular
Particular
CP773
S ÃO BENTO
071356,8
363643,3
Poço tubular
Particular
CP774
LAGOA
071402,5
363713,8
Poço tubular
Particular
CP775
LAGOA DE CIMA
071427,0
363723,9
Poço tubular
Particular
CP776
BOA VISTA
071623,2
363804,5
Poço tubular
Particular
CP777
BOA VISTA
071647,4
363842,2
Poço tubular
Particular
Em Opera ção
Bomba injetora
CP778
SÍTIO CASA NOVA
071606,0
363825,8
Poço tubular
Particular
N ão Instalado
N ão equipado
,
CP779
PAU CAÍDO
071605,1
363923,9
Poço tubular
Particular
Em Opera ção
Bomba manual
Doméstico Secund ário, Animal,
5343
CP780
SÍTIO PAU CAÍDO 2
071612,6
363902,9
Poço tubular
Particular
Em Opera ção
Bomba manual
Animal,
5993
CP781
GINETE
071622,5
363745,2
Poço tubular
P úblico
50
Em Opera ção
Catavento
Animal,
CP782
BADALO
071530,5
363659,0
Poço tubular
Particular
40
Em Opera ção
Catavento
3620,5
CP783
PINH ÕES
071545,6
363512,1
Poço tubular
Particular
50
N ão Instalado
Bomba submersa
CP784
SÍTIO PINH ÕES
071556,5
363508,3
Poço tubular
Particular
Em Opera ção
Catavento
Agricultura,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário,
Doméstico Secund ário,
Indústria/Comércio,
CP785
SÍTIO PINH ÕES
071544,3
363534,1
Poço tubular
Particular
Em Opera ção
Bomba manual
Animal,
4322,5
CP786
PINH ÕES
071509,6
363544,6
Poço tubular
Particular
CP787
PINH ÕES
071539,4
363553,8
Poço tubular
Particular
CP788
PINH ÕES
071459,3
363608,3
Poço tubular
CP789
BADALO
071521,7
363639,1
Poço tubular
CP790
CASA NOVA
071541,6
363807,4
Poço tubular
Particular
CP791
CASA NOVA
071538,4
363807,9
Poço tubular
Particular
37
CP792
CASA NOVA
071538,8
363830,3
Poço tubular
Particular
CP793
CASA NOVA
071440,2
363827,8
Poço tubular
Particular
CP794
ALTO BALAN ÇO
071401,4
363833,3
Poço tubular
CP795
SÍTIO SANTO ANDR É
071322,1
363807,0
CP796
ZONA URBANA
071305,4
CP797
SÍTIO SANTO ANDR É
CP800
ZONA URBANA
36
32
Trifásica
846,3
8716,5
1238,25
205,4
6110
2535
N ão Instalado
N ão equipado
,
Paralisado
Bomba manual
,
38
N ão Instalado
N ão equipado
Dom éstico Prim ário,
35
N ão Instalado
N ão equipado
,
2112,5
N ão Instalado
N ão equipado
,
2645,5
N ão Instalado
N ão equipado
,
6025,5
35
Em Opera ção
Catavento
Doméstico Secund ário, Animal,
4491,5
50
N ão Instalado
N ão equipado
Dom éstico Prim ário,
Particular
37
Em Opera ção
Bomba manual
,
Poço tubular
Particular
50
N ão Instalado
Bomba submersa
,
363742,5
Poço tubular
P úblico
Abandonado
N ão equipado
071252,9
363732,8
Poço tubular
P úblico
,
Dom éstico Prim ário, Dom éstico
Secund ário, Animal,
071328,4
363753,9
Poço tubular
Particular
Particular
39
Monof ásica
2138,5
45
0,4 Em Opera ção
N ão Instalado
Bomba injetora
N ão equipado
Trifásica
,
611
618,8
624
2951
19825
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Santo André
Estado da Paraí ba
ANEXO 2
MAPA DE PONTOS D’ Á GUA
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diagnóstico do município de santo andré paraíba projeto