Um legado incomparável para humanidade XXI
“Aprendei de mim [disse Jesus], porque sou manso e humilde de coração” (Mateus 11.19).
Visto que Jesus manifestou-se na história, como fora profetizado, é Salvador, Senhor e Soberano sobre
tudo, Ele deveria causar em nós espanto, para em seguida levar-nos ao encanto e crença em Sua pessoa,
vida e obra. Dentre tantas características admiráveis de Jesus há uma da qual nossa raça precisa
conhecer e imitar urgentemente. Vejamos: Jesus é apresentado como o Senhor Soberano em inúmeros
textos das Escrituras e da história. Toda pessoa com tal prerrogativa agarra-se a mesma não permitindo
qualquer insinuação que o diminua ou desdenhe de sua função. Como é sabido por todos, muitos usam
a força a seu dispor para calar seus oponentes. Em Jesus tal não acontece.
Jesus nasceu e viveu com um pai emprestado. Jesus não teve um pai terreno, portanto, Ele fora
adotado por José, marido de Maria. A situação era tão complexa que um anjo teve de avisar José
preparando-o para tal enfrentamento (Mt 1.20). Se José teve dificuldade de enfrentar a situação não foi
diferente com Jesus. Em certa ocasião os líderes religiosos israelitas dizem a Ele, “nós não somos
bastardos” (João 8.41), dando a entender que Jesus o era. Exceto para aqueles que são bem resolvidos e
entendem que também são adotados por Deus, a adoção sempre traz algum embaraço. Lembre-se: Jesus
teve um pai emprestado.
Jesus nasceu num lugar improvisado. O Senhor Jesus, criador do Universo não teve um quartinho
preparado, nem um parto humanizado. “E ela [Maria] deu à luz o seu filho primogênito [Jesus],
enfaixou-o e o deitou numa manjedoura [cocho] porque não havia lugar para eles na hospedaria”.
Como explicar que uma criança tão especial não teria um lugar adequado onde nascer, ao contrário,
veio ao mundo onde nascem, se alimentam e repousam os animais. Ao invés de um hospital ou hotel,
uma estrebaria. No lugar de uma manta, ele foi envolvido em faixas. Não tendo um berço, foi colocado
em um cocho, onde se coloca alimento para animais. Lembre-se Jesus nasceu em um lugar emprestado.
Jesus viveu sustentado por mulheres. Ao relatar sobre o fim da vida terrena de Jesus, escreve Marcos
(10 a.C a 68 d.C) “Estavam também ali algumas mulheres... as quais, quando Jesus estava na Galiléia,
o acompanhavam e serviam” (15.40,41). O historiador Lucas é mais claro ao explicar o que significa
dizer que estas mulheres o “serviam”: “... as quais lhe prestavam assistência com os seus bens” (Lc
8.3). Jesus foi sustentado por mulheres. Se hoje os homens ainda têm uma dificuldade terrível em que
as mulheres tenham melhores salários, funções e títulos que eles, imaginem no primeiro século, na
palestina. Lembre-se: Jesus foi sustentado por mulheres.
Antes de terminarmos de pontuar como Jesus viveu e morreu dependendo dos outros, precisamos
aprender algumas lições para nossas vidas. A primeira e principal delas é a Humildade. É atribuído ao
poeta Miguel de Cervantes (1547-1616) a sábia frase: “a humildade é a base e o fundamento de todas
as virtudes e sem ela não há nenhuma que o seja”. Afinal, a única vez que Jesus disse “aprendei de
mim”, o conteúdo era: “porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29). Jesus não fala de uma
caricatura de humildade. Não trata de andar encurvado, falar baixo, usar roupas velhas, mas sim de
viver a realidade do que se é, nem abaixo, nem acima, mas entendendo que tudo que temos é dado por
Deus. Alguém já disse que a humildade é aquela virtude que quando você acha que a possui já a
perdeu. Aprendamos com Jesus, que sendo rico se fez pobre para enriquecer a muitos. Sendo Senhor se
fez servo para servir-nos com sua vida. Sendo Deus se fez homem para levar-nos a um relacionamento
vivo e verdadeiro com Deus.
Rev. Heliel G. Carvalho – [email protected]
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Um Legado Eterno XXI