serviço social
na saúde coletiva
reflexões e práticas
Conselho Editorial
Bertha K. Becker
Candido Mendes
Cristovam Buarque
Ignacy Sachs
Jurandir Freire Costa
Ladislau Dowbor
Pierre Salama
Mônica de Castro Maia Senna
Luciana Patrícia Zucco
Ana Beatriz Ribeiro Lima
(orgs.)
serviço social
na saúde coletiva
reflexões e práticas
Copyright © 2012, das autoras
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Carmem Cacciacarro
Editoração Eletrônica
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SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
S513
Serviço social na saúde coletiva: reflexões e práticas / Mônica de Castro Maia
Senna, Luciana Patrícia Zucco, Ana Beatriz Ribeiro Lima, organizadoras. - Rio
de Janeiro : Garamond, 2012.
296p. : 21 cm
Inclui bibliografia
ISBN 978-85-7617-266-6
1. Serviço social. 2. Saúde pública - Aspectos sociais. 3. Ciências sociais. I.
Senna, Mônica de Castro Maia. II. Zucco, Luciana Patrícia. III. Lima, Ana
Beatriz Ribeiro.
12-5064.
CDD: 361
CDU: 364
Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação, por qualquer meio, seja total ou parcial, constitui violação da Lei nº 9.610/98.
Sumário
Agradecimentos, 9
Prefácio, 11
Apresentação, 15
PARTE 1 - SAÚDE COMO DIREITO SOCIAL
E COMO POLÍTICA PÚBLICA
Dilemas da proteção social: direitos humanos, biopolítica e
bioética,“passando pelos sinos”, 25
Suely Gomes Costa
Seguridade social e saúde, 59
Lenaura de Vasconcelos Costa Lobato
Sistema único de saúde e serviço social: um diálogo possível, 103
Luciana Patrícia Zucco, Mônica de Castro Maia Senna
PARTE 2 - ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO
EM SERVIÇO SOCIAL NA SAÚDE
Um desafio estratégico para o serviço social na saúde:
a integralidade e a supervisão acadêmica, 121
Rita de Cássia Cavalcante Lima
Direitos sexuais e reprodutivos: viabilizando
direitos sociais de cidadania, 143
Maria Magdala Vasconcelos de Araújo Silva
Avaliação dos serviços de saúde sob a ótica da integralidade, 159
Rosana Freitas Arantes, Mônica de Castro Maia Senna
PARTE 3 - REFLEXÕES EM TORNO DA PRÁTICA
PROFISSIONAL DO SERVIÇO SOCIAL NA SAÚDE, 175
Serviço social e atenção básica em saúde:
pensando o trabalho com famílias, 181
Rita de Cássia Santos Freitas, Mônica de Castro Maia Senna,
Cenira Duarte Braga, Fabielle Guimarães Tavares
A sala de espera como espaço reflexivo e o serviço social, 207
Inês Nascimento de Carvalho Reis
Atuação do assistente social em doenças crônico-degerativas
na atenção ao idoso, 229
Eliza Regina Ambrósio
Processo de trabalho do serviço social no
campo da Oncologia: notas para reflexão, 251
Maria Conceição Barbosa dos Santos, Letícia Batista da Silva,
Eliane da Silva Estalino
Serviço social na alta complexidade: a experiência no programa
de transplante cardíaco do instituto nacional de cardiologia, 273
Aline Souto Maior
Sobre as autoras, 293
Esta coletânea é dedicada a todos os
assistentes sociais que no seu cotidiano
profissional atuam em defesa da promoção
da justiça social e dos direitos dos
usuários dos serviços prestados.
Agradecimentos
Agradecemos às autoras, que prontamente aceitaram o
convite para a produção dos artigos que compõem esta
coletânea e confiaram que o projeto era possível.
Agradecemos o apoio institucional da Socerj, em especial na realização das Jornadas de Serviço Social nos
Congressos de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro,
as quais possibilitaram a concepção desta coletânea.
Nossos agradecimentos especiais à Fundação Carlos
Chagas de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de
Janeiro (Faperj), pelo financiamento que possibilitou a
realização desta obra.
Prefácio
O lançamento desta coletânea é resultado de uma longa caminhada
de assistentes sociais na construção científica do Serviço Social na
área de cardiologia e do empenho de suas organizadoras, as professoras Luciana Zucco (UFRJ) e Mônica Senna (UFF) e da assistente
social Ana Beatriz Lima (INC). Foram anos de intenso trabalho do
grupo de Serviço Social na organização de eventos, jornadas de
Serviço Social, nos congressos da Sociedade de Cardiologia do Rio
de Janeiro (Socerj), entre outros. Esse processo contou com a participação ativa de docentes, pesquisadores, assistentes sociais e alunos
de Serviço Social como sujeitos políticos, ora contribuindo para os
debates colocando suas produções na roda, ora buscando o fortalecimento do grupo para enfrentar questões que afetam seu cotidiano
de trabalho. Este esforço se traduz nos trabalhos aqui apresentados
e na ênfase das produções que reafirmam os princípios que regem a
profissão na área da saúde.
Hoje, mais do que nunca, os homens precisam esclarecer teoricamente sua prática social e regular conscientemente suas ações como
sujeitos da história. E para que estas ações se revistam de um caráter
criador, é necessária, mais do que nunca, uma elevada consciência das
possibilidades objetivas e subjetivas do homem como ser prático, ou
seja, uma autêntica consciência da práxis (Vásquez, 1977). Portanto,
a produção do conhecimento é elemento fundamental na conformação dos destinos da profissão que trabalha “na transversalidade das
múltiplas expressões da questão social” (Iamamoto, 2004, p. 11).
Um componente essencial presente nesta coletânea é o compromisso ético-político que impulsionou a construção de conhecimentos
Prefácio | 11
no campo temático da assistência à saúde cardiovascular. Trata-se de
um movimento que busca subsidiar a construção de saberes comprometidos com a qualidade do exercício profissional (Martinelli, 2011,
p. 513), em uma ação articulada com outros segmentos atuantes na
defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), formulando estratégias
para dar visibilidade a experiências de serviços de saúde que efetivam
o direito social à saúde.
Muitos são os desafios cotidianos na área da saúde, uma vez que
a inserção profissional do assistente social ocorre em todos os níveis
de atenção e em diferentes contextos multiprofissionais, assumindo
o compromisso de identificar as vicissitudes e a realidade social na
qual os sujeitos se encontram inseridos. O conhecimento sobre essas
ações profissionais se pauta em um processo que parte do abstrato
para o concreto, sendo a síntese de múltiplas determinações (Marx,
1982). O debate ganha densidade na medida em que se sustenta nos
avanços da produção do conhecimento na área do Serviço Social, notadamente os relacionados à concepção de direitos sociais e cidadania.
As transformações societárias contemporâneas exigem abertura
para o “novo”, para se compreender como elas vêm ocorrendo e
qual o seu impacto no cotidiano de trabalho. Tal perspectiva deve
necessariamente estar alinhada a valores éticos, ao desenvolvimento
de um trabalho crítico e competente e ao projeto ético-político do
Serviço Social. Há de se reconhecer as particularidades de cada serviço de saúde, de cada equipe, seus desejos e anseios, seus limites
e possibilidades. Essa é uma tarefa que exige de todos os gestores
e trabalhadores de saúde – o que inclui os assistentes sociais – o
desenvolvimento de um conjunto de conhecimentos e habilidades
necessárias para que ocorra um processo de escuta coletiva que
caracteriza o compromisso com os princípios da universalização,
equidade, integralidade gestão participativa, entre outros.
Nessa perspectiva, as ações profissionais estão atreladas à
construção da integralidade e da participação social em saúde. Na
medida em que as ações profissionais estão, direta ou indiretamente,
presentes em todos os níveis de atenção, elas possibilitam o trânsito
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das necessidades individuais e coletivas. Portanto, refletir sobre a
ação profissional do assistente social no campo da saúde significa
dar um retorno ao Serviço Social, abordando temas e dilemas que
particularizam a profissão.
Finalizando, agradeço às organizadoras pelo convite, pela possibilidade e honra de estar acompanhando o trabalho desse grupo de
assistentes sociais da área de cardiologia. Como nos ensina Martinelli
(2011, p. 505), que “tenhamos sempre coragem de fazer de nossa
prática uma expressão plenamente ética e desejante, que pulse com
a própria vida”, a exemplo das experiências descritas nas páginas
que se seguem.
Jussara Maria Rosa Mendes
Prefácio | 13
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