CADERNO DE ORIENTAÇÕES
HISTÓRIAS
COM REPETIÇÃO
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HISTÓRIAS COM REPETIÇÃO
Por que ler histórias com repetição?
Desenvolvendo o gosto de ouvir histórias
O
uvir histórias é uma atividade presente em nossa cultura. Sabemos que as crianças podem desenvolver o
gosto de ouvir e ler histórias, e este é um dos maiores desafios da escola. Mas, para que isso aconteça, é
preciso ler sempre para as crianças; se possível, todos os dias. Bom mesmo é que o momento da leitura ganhe um
lugar na rotina da sala, de modo que elas saibam se antecipar: “Agora é hora da leitura!”
Em geral, quando se fala em leitura de histórias para crianças, a primeira ideia que vem à cabeça é de que elas não
têm a concentração necessária para ouvi-las. No entanto, ao se repetir três vezes essa atividade em sala, o que se
percebe é justamente o inverso: as crianças adoram, se encantam, prestam atenção e, o mais importante, aprendem muito.
Não é tão complicado transformar a leitura numa aliada do ensino. Basta um cuidado especial, com alguns detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Um bom caminho é partir da seleção de textos que estejam de acordo com o momento em que as crianças se encontram, trabalhando, por exemplo, com histórias com repetição,
como sugere este Caderno de orientações.
As histórias com repetição
Ver:
Caderno de
estudos
Crianças pequenas aprendem sobre a vida por meio da repetição e gostam de rever e refazer caminhos, gestos,
descobertas. Com a linguagem, não é diferente. As histórias com repetição oferecem às crianças a possibilidade de
imaginar acontecimentos, que ocorrem de forma muito parecida, diversas vezes em uma mesma narrativa. Por
meio desse movimento repetitivo da estrutura do texto, as crianças têm a oportunidade de compreender melhor
a narrativa e de se apropriar de seu texto, chegando, muitas vezes, a realizar leituras autônomas dessas histórias.
Portanto, deve haver lugar no dia a dia das crianças para que elas ouçam histórias com repetição. É um bom momento para fazê-las aprender mais sobre a nossa língua.
O segredo está nos textos escolhidos e na maneira de conduzir o trabalho. Aqui você encontrará sugestões para
incluir as crianças de seu grupo no mundo da linguagem escrita.
Cuidados com a apresentação e a leitura do livro
Alguns cuidados também podem ser tomados no sentido de garantir um lugar especial para a leitura.
A apresentação de um livro às crianças deve ser pensada e planejada com muito cuidado para que elas possam
conhecer não somente aquilo que está dentro do livro, sua história, mas também aquilo que está fora do livro,
as informações que o caracterizam e que podem alimentar a escuta da narrativa. Assim, aos poucos, podemos dar
pistas importantes para que elas entrem de maneira positiva no universo da cultura escrita.
Variar as situações de leitura também é algo a ser planejado: na leitura diária realizada pelo professor, é possível fazer com que as crianças participem ativamente, falando algumas partes do texto que sabem de memória,
como os diálogos, por exemplo. A leitura deve se configurar como um ato bem distinto do de contar histórias.
Na leitura, reproduz-se o texto tal como está escrito, enquanto, ao contar histórias, é possível falar de um jeito
diferente sobre um conteúdo que já foi memorizado. São situações diferentes que proporcionam aprendizagens
diversas.
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TRILHAS
Precisamos também criar condições para que as crianças “entrem” no texto e saboreiem a maneira como ele foi
escrito. Claro que de acordo com os limites delas. É importante ainda dar voz às crianças e ter ouvidos para
escutá-las. É com base nesse tipo de troca que formaremos pessoas seguras, capazes de defender seus pontos
de vista e de se tornar verdadeiros leitores.
Neste Caderno de orientações, você vai encontrar formas de ampliar o que já faz em seu trabalho cotidiano com
as crianças, explorando histórias com repetição, que costumam ser muito bem recebidas pelas
crianças pequenas, além de ser uma excelente porta de entrada para o mundo dos livros.
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HISTÓRIAS COM REPETIÇÃO
Sobre os livros
O
s três livros escolhidos para este Caderno de orientações contam histórias com repetição. Os acontecimentos das histórias ocorrem numa sequência linear que sempre repete o fato anterior e, no fim, retoma o
início da narrativa. A repetição ajuda na compreensão da história por parte das crianças. Vamos conhecer algumas
características desses livros.
Bruxa, Bruxa, venha à minha festa
De Arden Druce, ilustrado por Pat Ludlow
São Paulo: Brinque-Book Editora, 1995.
Essa história trata de uma festa. A Bruxa é a primeira convidada, mas ela só irá se puder levar o Gato. Outros convidados só irão se também puderem chamar alguém. No fim, o Lobo só irá se convidarem a Chapeuzinho Vermelho, que só irá se as crianças forem. Mas as crianças só aceitam o convite se a Bruxa for. Isso acontece, e as crianças
vão à festa, retomando o ciclo que constrói a história.
O rei Bigodeira e sua banheira
De Audrey Wood, ilustrado por Don Wood
São Paulo: Editora Ática, 2006.
A história começa com um pedido de socorro que se repete ao longo de todo o texto: o pajem clama ajuda, pois o
rei Bigodeira não quer sair da banheira! Página a página, vários personagens que frequentam a corte fazem
convites ao rei na tentativa de convencê-lo a deixar a banheira: guerrear, almoçar, pescar, dançar etc. No entanto, o
rei responde a todos pedindo que o acompanhem guerreando, almoçando, pescando e fazendo tudo o mais... na
banheira! Todos atendem prontamente.
Assim se desenrola a história, cujo texto se repete fielmente: o pajem pede ajuda, alguém arrisca uma solução e
todos acabam dentro da banheira fazendo a vontade do rei. Até que o pajem tem uma brilhante ideia: puxar o
tampão! Diante de tão ousada atitude, o rei não tem outra saída a não ser deixar a banheira enrolado em uma
toalha, ouvindo o glub, glub da água escoando pelo ralo...
As ilustrações são riquíssimas em cor, detalhes e luz. Dialogam diretamente com o texto, conferindo-lhe ainda
mais graça e brilho. Começam radiantes como o despertar do dia e vão anunciando o anoitecer em tons de azulescuro e num discreto despontar da lua na janela dos aposentos de banho do rei Bigodeira.
Quer brincar de pique-esconde?
De Isabella e Angiolina, ilustrado por Glair Arruda
São Paulo: Editora FTD, 2006.
O título convida à leitura da narrativa poética e lúdica. Um macaco brinca de pique-esconde com outros animais,
que tentam se esconder, mas não conseguem, deixando sempre uma parte do corpo aparecendo. A resposta à
pergunta “Mas, e agora?”, reiterada ao longo do texto, revela ao leitor o que cada bicho deixou de fora: as orelhas, o
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TRILHAS
pescoço, a tromba e até um cheirinho, no caso do gambá! Assim se desenrola a história até que o animal
considerado o mestre do disfarce vence a brincadeira. O camaleão mistura-se à paisagem e o macaco não o
encontra. Nas páginas finais, é a ilustração que faz novo convite ao leitor: encontrar o camaleão camuflado
em meio à paisagem.
O que há em comum nos três livros?
Nos livros de histórias com repetição, os autores usam recursos semelhantes entre si. À medida que as crianças
têm oportunidade de conhecer e identificar essas escolhas, estarão mais aptas a apreciar a literatura e interagir
com o universo da leitura. A seguir, destacamos aspectos comuns encontrados nessas três histórias que
informam ou mostram o uso de determinados recursos textuais:
1. Os livros Bruxa, Bruxa venha à minha festa e O rei Bigodeira e sua banheira contêm diálogos (“Bruxa,
Bruxa, por favor, venha à minha festa”, “Obrigada, irei sim, se você convidar...”) escritos em discurso direto,
como numa conversa. Esse recurso possibilita que as crianças participem alternando as falas com o
professor, como acontece no teatro, onde um fala e o outro responde. No caso do livro Quer brincar de
pique-esconde?, embora não haja discurso direto, a repetição da pergunta “Mas, e agora?” também permite
antecipações por parte dos alunos.
2. Nas três histórias, as falas, os fatos e as ações se repetem. A presença da repetição dá a ideia de que os
personagens estão interligados: Bruxa com Gato, Gato com Espantalho, Espantalho com Coruja e assim por
diante. A repetição ocorre não só nas partes do texto que são escritas da mesma forma quanto à linguagem,
mas também na maneira como os fatos ocorrem. No livro Quer brincar de pique-esconde?, por exemplo, todos
os animais tentam se esconder do macaco e não conseguem.
3. Nos livros Bruxa, Bruxa, venha à minha festa e Quer brincar de pique-esconde?, os personagens assumem
características humanas, porque falam, brincam ou se vestem como gente. Esse recurso de linguagem é
chamado de personificação.
4. A leitura em voz alta de histórias desse tipo permite destacar as diferentes entonações. Nos livros Bruxa,
Bruxa venha à minha festa e O rei Bigodeira e sua banheira, isso ocorre nas falas dos personagens, e no
caso do livro Quer brincar de pique-esconde?, nos versos que se repetem, já que se trata de uma narrativa
poética: afirmações (“Irei, sim, se você convidar...”), interrogações (“Mas, e agora?”) ou exclamações
(“Socorro! Socorro”).
5. Nas três histórias há um grande número de personagens que aparecem, desaparecem e reaparecem com
muita rapidez ao longo da narrativa, conferindo um movimento cadenciado à leitura: um após o outro desfilam
diante do leitor.
Em relação às ilustrações, nos três livros elas contam a história juntamente com o texto. Acrescentam
informações ou destacam partes da narrativa. Vejamos alguns aspectos interessantes:
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HISTÓRIAS COM REPETIÇÃO
1. Nas três narrativas, as ilustrações ocupam todo o espaço ou ultrapassam os limites da página. No livro Bruxa,
Bruxa, venha à minha festa, parece que há uma lente de aumento. Em O rei Bigodeira e sua banheira e Quer brincar
de pique-esconde?, cada cena ocupa duas páginas inteiras.
2. As cores vivas estão presentes nas ilustrações dos três livros e no caso de Bruxa, Bruxa, venha à minha festa e O
rei Bigodeira e sua banheira os detalhes e os traçados conferem maior singularidade às imagens e ampliam a
significação do texto. Por exemplo, no livro Bruxa, Bruxa venha à minha festa, a ênfase recai sobre o rosto das
personagens, em especial bocas, dentes e olhos que miram o leitor bem de perto, provocando espanto e
admiração.
As atividades aqui desenvolvidas são referências para a exploração de livros com histórias de estruturas
repetitivas. O texto de Bruxa, Bruxa, venha à minha festa serviu de referência para a elaboração das propostas
apresentadas a seguir. Contudo, você pode experimentar o mesmo tipo de atividade com outros livros que
possuam a mesma estrutura. Este Caderno de orientações é um convite para que você coloque em jogo seus
conhecimentos, ampliando-os com as sugestões apresentadas. É por essa razão que já indicamos neste texto dois
outros livros que compõem o acervo enviado com este material. Bom trabalho!
Lembrete
Sabemos que, quando gostam de uma história, as crianças pedem para que ela seja lida e relida diversas
vezes. Por isso, não hesite em contar várias vezes a mesma história. A formação de futuros leitores se dará
no equilíbrio de experiências em que eles possam ler e escutar histórias por puro prazer – desfrutando de
literatura de qualidade – com outros momentos em que possam aprofundar conhecimentos sobre o texto. Portanto, o desafio está em não transformar a leitura de histórias numa atividade mecânica. Assim,
procure garantir a leitura por prazer, de maneira independente das atividades com foco no texto. Este
Caderno de orientações apresenta um roteiro de trabalho que não deve ser escolarizado, mas, ao contrário, servir de instrumento para que as crianças façam uma viagem pelo mundo da literatura e do conhecimento.
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TRILHAS
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HISTÓRIAS COM REPETIÇÃO
Sumário
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Atividade 1
Conhecer o livro “por fora” e “por dentro”
Atividade 2
Ler trechos da história
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Atividade 3
Localizar nomes e ditar uma lista
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Atividade 4
Desenhar os convidados que aparecem no livro
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Atividade 5
Relacionar ilustrações e diálogos
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Atividade 6
Escrever nomes com letras móveis
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Atividade 7
Escrever em texto com lacunas
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Ordenar os diálogos da história
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Atividade
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Atividade 1
Conhecer o livro “por fora” e “por dentro”
O
professor apresenta às crianças o livro Bruxa, Bruxa, venha à
minha festa e conversa sobre as informações da capa e da contracapa. Depois, pergunta sobre o conteúdo da história, deixando as crianças
mais curiosas e atentas à leitura.
Roteiro de trabalho
Preparação
Analisar a capa e a contracapa do livro, bem como suas ilustrações, observando os detalhes para poder destacá-los na conversa com as crianças. Ler algumas vezes o livro de forma a treinar a entonação para diferenciar a
voz dos convites e das respostas presentes na história.
Organização do espaço e das crianças
Essa é uma atividade coletiva. É importante garantir que todas vejam o livro.
O que as crianças
podem pensar,
dizer e fazer.
Relacionar
informações da
capa e da
contracapa do
livro e fazer
antecipações
sobre a história.
Orientações para o professor
Conversar com as crianças apresentando o livro “por fora”. Você pode dizer: “Hoje vamos conhecer um novo livro.
Antes de ler a história, vamos prestar atenção na capa e contracapa do livro. Vamos primeiro ver a capa. O que será
que ela nos mostra?”
Conversar com as crianças, sempre partindo das observações trazidas por elas. Por exemplo, se alguma delas
disser: “Nesse livro, deve ter uma bruxa muito feia”, você pode comentar: “Ah! Então vocês acham que essa história
fala sobre uma bruxa? Por quê? Então me digam, vocês acham que o título dessa história também tem ‘bruxa’?” Ler
o título da história.
Apontar o local onde está escrito o nome da autora e ler para as crianças. Perguntar a elas de quem é esse
nome, dizendo, por exemplo: “Aqui está escrito ‘Arden Druce’. De quem será esse nome?” Se as crianças comentarem que é o nome de quem escreveu o livro, você pode informar que quem escreve livros é chamado de autor
ou autora. Mostrar a capa e a contracapa, abrindo o livro ao meio, e pedir que observem que a ilustração da
capa ocupa as duas páginas centrais.
Convidar as crianças a observar as ilustrações de dentro do livro à medida que for folheando (de frente para
eles). Comentar sobre quem aparece na história. É interessante não confirmar nem negar as hipóteses das
crianças. Por exemplo, se, ao ver a ilustração do Duende, alguma delas falar: “É um monstro”, você poderá dizer:
“Será que é mesmo um monstro? Quando fizermos a leitura, poderemos confirmar”, estimulando-as a buscar respostas a partir da leitura do livro.
Escutar a história
de forma ativa.
Ler o primeiro parágrafo da contracapa do livro, destacando as perguntas que deixarão as crianças curiosas
para desvendar o fim da história.
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Realizar a leitura da história em voz alta para as crianças com o livro voltado para elas, para que vejam as ilustrações enquanto escutam a história.
O que as crianças podem aprender
Ao apresentar o livro “por fora”, explorando a capa, a contracapa, o título e o autor, as crianças aprendem sobre o
livro como objeto e suas características.
Ao observar o livro “por dentro”, explorando suas páginas internas antes da leitura, favorece-se que as crianças
imaginem e antecipem a história do livro.
Ao lançar perguntas às crianças antes de ler, possibilita-se que elas sejam mais ativas na escuta da história.
O que mais é possível fazer
Esse livro apresenta muitos detalhes, o que o torna tão apreciado pelas crianças. Você pode relê-lo outras vezes,
propondo diferentes atividades, como:
Entregar o livro nas mãos das crianças (indo de uma em uma) e sugerir que observem os detalhes das ilustrações, aproximando e distanciando os olhos do livro para que observem o que muda.
O que é possível fazer em casa
Sugerir que as crianças contem aos pais que aprenderam uma nova história e comentem sobre as ilustrações
do livro.
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Atividade 2
Ler trechos da história
O
professor explora as informações das ilustrações do livro
Bruxa, Bruxa, venha à minha festa, que ajudam a antecipar o que
está escrito no texto. Em seguida, propõe que as crianças leiam
a história junto com ela.
Roteiro de trabalho
Preparação
Observar com atenção os detalhes das ilustrações do livro para poder mostrar às crianças algumas pistas que
ajudam a antecipar o que acontecerá na história.
Organização do espaço e das crianças
Organizar as crianças sentadas em roda, de forma que todas possam se ver e estejam próximas do livro, que
estará nas mãos do professor.
O que as crianças
podem pensar,
dizer e fazer.
Observar atentamente
as ilustrações e
antecipar o texto.
Orientações para o professor
Perguntar às crianças se elas notaram que, no livro, alguns convidados da festa aparecem na ilustração antes
do convite (exemplo: na página da Coruja, aparece a Árvore, que é a convidada seguinte).
Passar o livro para as crianças olharem ou ir mostrando de forma que percebam qual convidado da página
seguinte já está presente na página anterior. Você pode dizer: “Será que conseguimos saber, só olhando para as
ilustrações, qual será o próximo convidado?”
Chamar a atenção das crianças para a localização do texto em cada uma das páginas: “Vocês notaram que em
todas as páginas tem um texto, em algumas o texto está no canto de cima, e em outras no canto de baixo? Só na
última página é que tem dois textos, um em cima e outro embaixo”.
Ler partes da história
recuperando o texto
de memória e
observando as
ilustrações.
Anunciar que farão uma leitura da qual todos irão participar juntos. Explicar que você começará lendo as duas
primeiras páginas e pedirá que as crianças falem o texto da página seguinte. Seguir a leitura alternando com a
participação das crianças: “A partir de agora vou ler uma página e gostaria que vocês lessem o que está escrito na
página seguinte”.
Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode propor que
acompanhem a leitura realizada por você e deixem para ler em voz alta só as partes que se repetem: “Por favor,
venha à minha festa”; “Obrigado, irei, sim, se você convidar a...”
Se o desafio proposto nessa atividade for muito fácil para algumas crianças, você pode dividi-las em dois grupos
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e sugerir que um deles participe da leitura lendo o que vem escrito na página da esquerda (o convite) e o outro
grupo completa a leitura com o que está escrito na página da direita (a resposta ao convite).
O que as crianças podem aprender
Ao chamar a atenção das crianças para os detalhes das ilustrações e sua relação com o texto, possibilita-se que
elas leiam a história com autonomia.
Ao propor a leitura participativa às crianças, contribui-se para que elas consigam ler a história por inteiro, respeitando a sequência da narrativa.
O que mais é possível fazer
Como as crianças pequenas gostam muito de repetir as histórias conhecidas, você pode promover outros momentos em que elas participem de diferentes maneiras da leitura coletiva do livro. Segue uma sugestão:
Combinar com as crianças quem falará o nome de cada convidado. Assim, todos leem as partes que se repetem,
mas só as crianças que foram definidas anteriormente falam o nome do convidado. Por exemplo, a criança que foi
escolhida para falar “Espantalho” fala: “Espantalho, Espantalho”. E todos participam da leitura da continuidade do
texto: “Por favor, venha à minha festa”; “Obrigado, irei, sim, se você convidar a...” (e a criança que ficou responsável
por falar “Coruja” completa:“Coruja”).
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Atividade 3
Localizar nomes e ditar uma lista
O
professor propõe que, em duplas, as crianças localizem no texto do
livro Bruxa, Bruxa, venha à minha festa os nomes dos convidados
da festa. Para isso, entrega tiras de papel com partes da história
escrita. Em seguida, solicita que as crianças ditem os nomes
encontrados para que ele organize uma lista por escrito.
Roteiro de trabalho
Preparação
Com o texto do livro escrito ou digitado em letra de imprensa maiúscula, preparar tiras de papel, em quantidade
suficiente para todas as duplas, com as frases da história agrupadas como pergunta e resposta. Por exemplo:
— BRUXA, BRUXA, POR FAVOR, VENHA À MINHA FESTA.
— OBRIGADA, IREI, SIM, SE VOCÊ CONVIDAR O GATO.
Caso não haja lousa, pode-se escrever a lista em um papel grande, de forma que todas as crianças
observem sua escrita.
Organização do espaço e das crianças
Essa é uma atividade em que, na primeira parte, as crianças estarão organizadas em duplas. Portanto, é importante pensar em como agrupá-las. Na segunda parte, organizá-las de forma que todas possam visualizar coletivamente a escrita da lista.
Orientações para o professor
Organizar as crianças em duplas sentadas às mesas.
Contar que irão ler novamente o livro, mas de um jeito diferente. A cada parte da história lida terão de indicar,
no texto que receberão, onde está escrito o nome do convidado da festa. Você pode dizer: “Vamos ler juntos a história, mas vamos parar em algumas partes para que vocês encontrem o nome do convidado nas tiras”.
O que as crianças
podem pensar,
dizer e fazer.
Localizar nome
no texto usando
diferentes estratégias
de leitura.
Pedir que leiam com você o que está escrito nas duas primeiras páginas. Ao terminarem, entregar às duplas a
tira com essa parte da história e pedir que elas localizem onde está escrito o nome da Bruxa.
Passar pelas mesas das duplas perguntando como elas fizeram para encontrar o nome escrito no texto.
Seguir da mesma forma até o fim da história.
Recuperar nomes
e ditar um a um.
Propor que as crianças lembrem o nome de todos os convidados que elas encontraram para que você possa
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escrever uma lista. Pedir que ditem um nome de cada vez para que você consiga escrever todos.
Formular ideias
sobre como
se escreve.
Escrever os nomes devagar e fazer observações que convidem as crianças a pensar sobre como se escreve. Por exemplo, ao escrever BRUXA, você pode dizer cada parte da palavra enquanto escreve: BRU-XA. Ou, ao escrever
GATO, após escrever GA, você pode perguntar: “Até aqui o que eu já escrevi?” Ou ainda, após escrever CORU, perguntar: “Até aqui já escrevi CORU. O que falta para escrever ‘CORUJA’?”
Ler a lista e estimular as crianças a fazer observações sobre as palavras escritas: “Vocês notaram que algumas palavras são maiores que as outras? Qual é a menor delas? Há palavras que começam com a mesma letra? Chamar a atenção para CHAPEUZINHO VERMELHO, nome do famoso personagem, composto de duas palavras.
Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode propor que elas
localizem os nomes no texto coletivamente.
Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode entregar a elas uma
folha com todas as frases da história e pedir que circulem o nome dos convidados da festa.
O que as crianças podem aprender
Ao propor que as crianças localizem nomes no texto, possibilita-se que elas coloquem em jogo diferentes estratégias de leitura.
Ao escrever de forma lenta as palavras ditadas, contribui-se para que as crianças observem as relações entre o
que é falado e o que está sendo escrito.
O que mais é possível fazer
Por ter uma estrutura básica, as listas são textos adequados para a realização de diversas situações de escrita para
as crianças pequenas. Segue outra sugestão de atividade:
Propor que, a partir da lista feita com todos os convidados, as crianças organizem duas novas listas, separando-os
em “personagens de histórias” e “animais”.
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Atividade 4
Desenhar os convidados que aparecem no livro
O
professor propõe às crianças que observem as ilustrações do livro Bruxa, Bruxa, venha à minha festa. Depois, solicita que elas
recuperem de memória quais são os convidados da festa para que,
em seguida, os desenhem e organizem conforme a sequência
da história.
Roteiro de trabalho
Preparação
Para favorecer a observação dos detalhes de cada ilustração, sugerimos construir visores (papel com moldura
vazada no meio) ou usar uma lupa. Separar os materiais para que as crianças possam desenhar. Cada criança
deverá receber um conjunto de 15 papéis (podem ser folhas de papel sulfite divididas em quatro partes). Considerar que todas as fases dessa atividade não precisam ser realizadas em um único dia.
Organização do espaço e das crianças
Na primeira parte dessa atividade, organize as crianças de forma que consigam observar as ilustrações do livro.
Na segunda parte, as crianças podem sentar às mesas.
O que as crianças
podem pensar,
dizer e fazer.
Desenhar os
diferentes
convidados
da história.
Orientações para o professor
Conversar com as crianças sobre as ilustrações do livro, fazendo com que elas pensem sobre o porquê de as
ilustrações serem grandes e tão cheias de detalhes.
Dar às crianças um visor para que observem as partes menores das ilustrações do livro, destacando assim os
recursos utilizados pela ilustradora. Enquanto as crianças observam os detalhes das ilustrações, você conversa
com elas sobre esses detalhes, estimulando suas observações.
Contar às crianças que agora elas serão os novos ilustradores do livro. Você pode dizer: “Agora vou convidar
vocês a serem os ilustradores dessa história. Vou entregar para cada um 15 folhas para que vocês desenhem todos os
convidados da festa”.
Deixar o livro disponível para que as crianças o manuseiem e se inspirem para suas próprias ilustrações.
Recuperar de memória
a sequência da história.
Lançar como novo desafio às crianças a organização dos desenhos na ordem em que aparecem na história: “Agora
vocês têm outro desafio. Vão organizar os desenhos que produziram na mesma ordem em que aparecem no livro.
Para isso, é importante que se lembrem de como a história é contada”.
Propor às crianças que leiam a história com você para conferir se organizaram seus desenhos tal como na
ordem do texto.
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Propor que façam uma exposição de suas produções na sala para que todos possam apreciar os desenhos
dos colegas.
Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode realizar essa
atividade coletivamente, propondo que elas confeccionem os desenhos em pequenos grupos.
Se o desafio proposto nessa atividade for muito fácil para algumas crianças, você pode solicitar que, depois de
ordenar os desenhos, elas façam a correspondência deles com o texto da história, entregando-lhes tiras com os
diálogos constantes no livro.
O que as crianças podem aprender
Ao propor às crianças que observem e conversem sobre as ilustrações, possibilita-se que elas pensem sobre a
relação entre texto e ilustração.
Ao propor que as crianças desenhem os convidados da festa segundo sua ordem de aparição na história, favorece-se que elas retomem a história memorizada em razão da sequência de sua narrativa.
O que mais é possível fazer
Você pode chamar as crianças de outras salas para apreciar as produções da turma. As crianças podem recontar
aos visitantes a história do livro a partir de seus desenhos.
O que é possível fazer em casa
Sugerir que as crianças levem suas produções para casa, mostrem aos pais e familiares e recontem a história a
partir de seus desenhos. É importante pedir que as crianças tragam novamente as ilustrações para a escola, pois elas
serão utilizadas em outras atividades.
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Atividade 5
Relacionar ilustrações e diálogos
O
professor propõe que, em pequenos grupos, as crianças primeiramente
reconheçam todos os personagens nas ilustrações que receberam e,
depois, lê a história para elas, parando em diferentes partes para que
indiquem a ilustração à qual a parte lida se refere (ou seja, “pareando”).
Por fim, pede para que as crianças retomem os diálogos da história a
partir das ilustrações.
Roteiro de trabalho
Preparação
Organizar, para cada grupo, um conjunto de ilustrações dos personagens da história, produzidas pelas crianças
na atividade anterior. Cada grupo deve ter um jogo com uma ilustração de cada personagem.
Organização do espaço e das crianças
Essa atividade deve ser realizada em pequenos grupos. Portanto, é importante pensar em como agrupar as
crianças.
Orientações para o professor
Organizar as crianças em pequenos grupos sentadas às mesas.
O que as crianças
podem pensar,
dizer e fazer.
Encontrar as
ilustrações
correspondentes
ao texto.
Retomar de
memória o texto
correspondente
às ilustrações
indicadas.
Apresentar ao grupo a proposta da atividade. Você pode dizer: “Vou entregar para vocês algumas das ilustrações
que fizeram dos personagens do livro Bruxa, Bruxa, venha à minha festa. Vocês vão olhar bem essas ilustrações e
identificar cada um deles”.
Explicar que você lerá a história parando em algumas partes para que elas apontem qual ilustração se refere à
parte do texto lida: “Agora vou ler para vocês partes da história sem mostrar as ilustrações do livro e vocês irão me
dizer qual ilustração corresponde a cada parte lida”.
Finalizar a atividade mostrando as ilustrações e propondo que as crianças retomem de memória o diálogo da
história ao qual essas ilustrações se referem. Você pode dizer: “Agora, vamos inverter. Eu vou mostrar a ilustração
e vocês vão dizer de memória o diálogo da história ao qual ela se refere”.
Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode, ao solicitar
que as crianças digam os diálogos, ajudá-las lendo a parte em que o convite é feito, deixando que digam apenas
a resposta.
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Se o desafio proposto nessa atividade parecer muito fácil para algumas crianças, você pode entregar a elas tiras
com o texto de partes da história e pedir que relacionem o texto com a ilustração.
O que as crianças podem aprender
Ao propor que as crianças indiquem oralmente a correspondência entre ilustração e diálogo, possibilita-se que
elas estabeleçam relações entre o texto e a ilustração.
Ao pedir que as crianças recuperem o texto da história com apoio das ilustrações, favorece-se que leiam com
autonomia.
O que mais é possível fazer
Para dar continuidade ao trabalho de estabelecer relações entre texto e ilustração, você pode propor ainda outras
atividades. Seguem duas sugestões:
Apresentar todas as ilustrações do livro de forma desordenada e pedir que as crianças coloquem na
ordem correta.
Apresentar todas as ilustrações da história ordenadas e substituir algumas por texto. Para isso, você pede às
crianças que ditem para você o texto correspondente a cada imagem.
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Atividade 6
Escrever nomes com letras móveis
O
professor propõe que as crianças escrevam o nome de três
convidados da história Bruxa, Bruxa, venha à minha festa,
entrega as letras já selecionadas e pede que elas leiam o que
escreveram e verifiquem a ordem em que as letras foram organizadas.
Roteiro de trabalho
Preparação
Para realizar essa atividade, será necessário um conjunto de letras móveis. Caso as crianças não conheçam esse
material, é importante apresentá-lo. Considerando que as crianças receberão as letras de cada palavra para
ordená-las, você precisa separar as letras das palavras GATO, LOBO e CORUJA em quantidade suficiente para
todas as duplas. Cuidar para que as letras das palavras não se misturem.
Se o cartaz com a lista de personagens estiver pendurado na sala, é importante retirá-lo na primeira parte
da atividade.
Organização do espaço e das crianças
Essa é uma atividade em que as crianças estarão organizadas em duplas.
Orientações para o professor
Apresentar a proposta de escrever os nomes de alguns convidados da festa. Você pode dizer: “Hoje vocês vão
escrever, com essas letras, o nome de alguns dos convidados que estão nessa lista”.
O que as crianças
podem pensar,
dizer e fazer.
Organizar as letras
formando as palavras
indicadas.
Relacionar as
informações que
possuem, buscando
resolver a ordem
correta das letras.
Separar as duplas e entregar para cada uma apenas o conjunto de letras necessário para escrever a
primeira palavra.
Explicar que começarão escrevendo GATO e que vão receber as letras necessárias para montar essa palavra: “Vocês
vão escrever GATO. Eu vou entregar as letras e vocês vão colocá-las na ordem certa para que a gente consiga ler
GATO”.
Circular entre as duplas oferecendo ajuda. Você pode sugerir que procurem ajuda nos nomes dos colegas da
classe para encontrar a melhor letra para montar a palavra indicada. Você pode lembrar que GATO começa da
mesma forma que GABRIEL.
Entregar o envelope com as letras da palavra LOBO e repetir as instruções. Conforme as crianças forem
terminando de escrever LOBO, entregar o envelope com as letras da palavra CORUJA e seguir as
mesmas orientações.
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Verificar se
há modificações
a fazer
na ordenação
das letras.
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HH II SS TT ÓÓ RR II AA SS CC OO MM RR EE PP EE TT II ÇÇ ÃÃ OO
Pedir que as crianças leiam para você o que escreveram e sugerir que consultem o cartaz para conferir a escrita
correta das palavras, reorganizando suas escritas se necessário.
Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode propor que elas
leiam os nomes da lista e, em duplas, escolham um para escrever com as letras móveis, solicitando que leiam o que
escreveram.
Se o desafio proposto nessa atividade for muito fácil para algumas crianças, você pode oferecer mais letras que as
necessárias para a escrita do nome, deixando como desafio a decisão de quais letras usar. Por exemplo, para escrever ESPANTALHO, pode-se oferecer, além das letras da palavra, o I (para que as crianças decidam entre o H ou
o I na escrita de LHO), outro S e outras duas letras aleatórias.
O que as crianças podem aprender
Ao propor que as crianças escrevam nomes com letras móveis, favorece-se que elas realizem uma escrita analítica,
porque colocam em jogo suas informações e hipóteses sobre quantas letras são necessárias para escrever cada
palavra, sobre quais letras usar e em que ordem essas letras devem aparecer.
Ao mostrar o cartaz com a lista dos personagens e fazer referência à escrita dos nomes das crianças, possibilitase que elas aprendam que há uma única forma de escrever cada uma das palavras e que existem fontes escritas
que podem ser consultadas para se verificar a escrita correta.
O que mais é possível fazer
Como continuidade dessa atividade, você pode pedir que as crianças selecionem as letras de que elas precisam
para escrever o nome de determinado convidado a partir de um conjunto de letras que contemple todas as letras
do alfabeto.
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T R I L H AA SS
Atividade 7
Escrever em texto com lacunas
P
ara cada dupla de crianças, o professor entrega um texto
organizado com a estrutura do livro Bruxa, Bruxa, venha à minha
festa, contendo, no lugar dos nomes dos convidados, espaços em branco
para que estes sejam completados.
Roteiro de trabalho
Preparação
Preparar folhas com o texto do livro escrito ou digitado em letra de imprensa maiúscula, deixando lacunas para
os nomes dos convidados da festa, conforme o exemplo a seguir. Providenciar uma folha para cada dupla
de crianças.
— __________, __________, POR FAVOR, VENHA À MINHA FESTA.
— OBRIGADA, IREI, SIM, SE VOCÊ CONVIDAR O _______________.
— __________, __________, POR FAVOR, VENHA À MINHA FESTA.
— OBRIGADO, IREI, SIM, SE VOCÊ CONVIDAR O _______________.
— __________, __________, POR FAVOR, VENHA À MINHA FESTA.
— OBRIGADO, IREI, SIM, SE VOCÊ CONVIDAR O _______________.
— __________, __________, POR FAVOR, VENHA À MINHA FESTA.
— OBRIGADO, IREI, SIM, SE VOCÊ CONVIDAR A _______________.
(...)
Organização do espaço e das crianças
Nessa atividade, as crianças estarão agrupadas em duplas.
O que as crianças
podem pensar,
dizer e fazer.
Decidir em conjunto
como escrever as
palavras.
Orientações para o professor
Explicar às crianças que elas receberão o texto do livro escrito em uma folha de papel contendo alguns espaços em branco para preencher com os nomes dos convidados da história. Você pode dizer: “Agora que já
sabemos de memória todos os nomes dos convidados e a ordem em que aparecem na história, vou entregar uma
folha com o texto do livro escrito, mas com alguns espaços para vocês preencherem com os nomes dos convidados”.
Oferecer o modelo de como realizar o preenchimento das lacunas do texto, reproduzindo na lousa o primeiro
diálogo do livro e preenchendo lentamente na frente das crianças, solicitando que observem atentamente, pois
elas farão o mesmo com os nomes dos convidados seguintes.
Convidar as crianças, caso não se lembrem do convidado seguinte da história, a pensar o que podem fazer
para lembrar, sugerindo, por exemplo, que retomem a história de memória. Você pode lembrá-las de que o
nome do convidado já apareceu no texto em outro momento.
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21 | |
HHI ISSTTÓÓRRI IAASS CCOOMM RREEPPEETTI IÇÇÃÃOO
Circular entre as duplas, ajudando-as a pensar sobre a melhor maneira de escrever as palavras: “Como se escreve
o começo da palavra ESPANTALHO?” ou “Até aqui vocês já escreveram CORU, qual parte ainda está faltando?” ou
ainda “Será que, para escrever a palavra LOBO, basta colocar LO?”
Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode entregar o texto
com algumas das lacunas preenchidas e outras em branco. Assim, as lacunas preenchidas poderão ajudar a localizar palavras ou servir de modelo para as crianças.
Se o desafio proposto nessa atividade for muito fácil para algumas crianças, você pode entregar o texto com lacunas em outras partes além dos nomes dos convidados.
O que as crianças podem aprender
Ao apresentar o texto com lacunas às crianças, respeitando a sua forma original, o professor possibilita que elas
aprendam sobre a estrutura e a organização dos diálogos na narrativa.
Ao convidar as crianças a escrever, favorece-se que elas reflitam sobre como se escreve, analisando
oralmente a palavra e procurando algum tipo de correspondência com as unidades do texto escrito.
O que mais é possível fazer
Você pode organizar outras situações em que as crianças sejam convidadas a escrever o nome dos
convidados da festa, retomando a ordem de aparição no texto:
Escrever uma lista com o nome dos convidados da história, seguindo a sequência da narrativa.
Propor que escrevam o nome dos convidados nos desenhos que elas mesmas fizeram.
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Atividade 8
Ordenar os diálogos da história
O
professor desafia as crianças a ordenar as tiras que contêm as perguntas e as respostas dos diálogos do livro Bruxa, Bruxa, venha à
minha festa.
Roteiro de trabalho
Preparação
Preparar as tiras com partes do texto. Cada tira terá uma fala dos diálogos do texto (sempre escritos em letra
de imprensa maiúscula), como no exemplo a seguir:
— BRUXA, BRUXA, POR FAVOR, VENHA À MINHA FESTA.
— OBRIGADA, IREI, SIM, SE VOCÊ CONVIDAR O GATO.
— GATO, GATO, POR FAVOR, VENHA À MINHA FESTA.
— OBRIGADO, IREI, SIM, SE VOCÊ CONVIDAR O ESPANTALHO.
Organização do espaço e das crianças
As crianças estarão agrupadas em duplas num espaço adequado para que possam espalhar as tiras e
movimentá-las.
O que as crianças
podem pensar,
dizer e fazer.
Colocar em jogo
as estratégias
de leitura
e ordenar
as tiras.
Orientações para o professor
Explicar às crianças, organizadas em duplas, que terão como desafio montar o texto, que está todo bagunçado,
cortado em tiras. Você pode dizer: “Pessoal, vocês não sabem o que aconteceu: recortei o texto do livro Bruxa, Bruxa,
venha à minha festa em tiras, mas elas se desorganizaram e o texto ficou todo bagunçado. Vocês podem me ajudar
a organizá-lo?”
Retomar o início da história oralmente e de forma coletiva (Bruxa, Bruxa, por favor, venha à minha festa) e
pedir que localizem, nas tiras distribuídas, aquela que tem esse início. Algumas duplas podem não conseguir
encontrar. Caso isso aconteça, você pode pedir àquelas que conseguiram para que expliquem às demais como
fizeram para localizar.
Circular entre as duplas, ajudando-as, por exemplo, a reler o texto que já organizaram para encontrar a parte
seguinte, a perceber que, na tira do convite, o nome do convidado sempre aparece duas vezes no começo e a
entender que, na tira da resposta ao convite, o nome do convidado seguinte sempre aparece no fim.
Ler a história e
verificar se as
tiras estão
na ordem correta.
Propor às crianças que leiam a história junto com você para que verifiquem se colocaram todas as tiras na
ordem correta.
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HH II SS TT ÓÓ RR II AA SS CC OO MM RR EE PP EE TT I I ÇÇ ÃÃ OO
Possíveis adaptações
Caso o desafio proposto nessa atividade se mostre muito difícil para algumas crianças, você pode colocar os diálogos completos (pergunta e resposta) numa mesma tira para que elas coloquem em ordem.
Se o desafio proposto nessa atividade for muito fácil para algumas crianças, você pode entregar as tiras, mas agora
com algumas repetidas. O desafio será montar o texto e, ao longo dessa organização, eliminar as tiras repetidas.
O que as crianças podem aprender
Ao propor que as crianças ordenem tiras com um texto que sabem de memória, favorece-se que elas coloquem
em ação suas estratégias de leitura e identifiquem as palavras conhecidas.
Ao reler as partes do texto que já ordenaram para encontrar a próxima parte, as crianças observam as relações
entre o oral e o escrito.
O que mais é possível fazer
Para continuar incentivando as crianças a ler partes de texto que já conhecem de memória, pode-se
propor outras atividades semelhantes a essa, como, por exemplo:
Entregar tiras da história para que as crianças organizem, porém inserir algumas a mais em que apareçam outros personagens de histórias conhecidas para que elas identifiquem e eliminem.
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TRILHAS
Créditos institucionais
TRILHAS
Iniciativa:
Instituto Natura
Ministério da Educação/ Secretaria da Educação Básica
Realização:
Programa Crer para Ver, Instituto Natura
Desenvolvimento:
Comunidade Educativa Cedac
Ficha Técnica
Programa Crer para Ver, Instituto Natura
Coordenação:
Maria Lucia Guardia
Equipe da Gerência de Educação e Sociedade, Instituto Natura:
Maria Lucia Guardia, Lilia Asuca Sumiya, Maria Eugênia Franco,
Fabiana Shiroma, Eliane Santos, Isabel Ferreira, Luara Maranhão,
Marcio Picolo
Comunidade Educativa Cedac
Coordenação:
Beatriz Cardoso e Tereza Perez
Edição de texto:
Marco Antonio Araujo
Concepção do conteúdo e supervisão:
Ana Teberosky
Coordenação de produção:
Fátima Assumpção
Direção editorial:
Beatriz Cardoso e Beatriz Ferraz
Projeto gráfico:
SM&A Design/ Samuel Ribeiro Jr.
Consultoria literária:
Maria José Nóbrega
Ilustrações:
Vicente Mendonça
Equipe de redação:
Ângela Carvalho, Beatriz Cardoso, Beatriz Ferraz, Debora Samori,
Maria Grembecki, Milou Sequerra, Patrícia Diaz
Revisão:
Ali Onaissi
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
C122 Caderno de orientações : histórias com repetição. – São Paulo, SP : Ministério da Educação, 2011.
24 p. : il. ; 28 cm. – (Trilhas ; v. 9)
ISBN 978-85-7783-071-8
1. Leitura (Educação pré-escolar). 2. Literatura infantil - Estudo e ensino (Pré-escolar). 3. Leitores Formação. 4. Crianças - Linguagem - Aprendizagem. 5. Repetição em literatura. I. Série.
CDU 372.41
CDD 372.4
Índice para catálogo sistemático:
1. Rudimentos de leitura : Educação elementar 372.41
2. Literatura infantil : Estudo e ensino 087.5
(Bibliotecária responsável: Sabrina Leal Araujo – CRB 10/1507)
“ESTE CADERNO TEM OS DIREITOS RESERVADOS E NÃO PODE SER COPIADO OU REPRODUZIDO, PARCIAL OU
TOTALMENTE, SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA E EXPRESSA DO PROGRAMA CRER PARA VER, DO INSTITUTO NATURA,
COMUNIDADE EDUCATIVA CEDAC E MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.”
D
O QUE É O PROJETO TRILHAS
esde 1995, a NATURA desenvolve o Programa Crer para Ver, que tem o objetivo de contribuir
para a melhoria da qualidade da educação pública do Brasil. No contexto desse programa,
o Instituto Natura desenvolveu, em parceria com a Comunidade Educativa CEDAC, Organização da
Sociedade Civil de Interesse Público, o projeto TRILHAS, que visa orientar e instrumentalizar os
professores e diretores de escolas para o trabalho com os alunos de 6 anos, com foco no desenvolvimento
de competências e habilidades de leitura e escrita.
O Ministério da Educação (MEC), desejando implementar uma política pública, concluiu que a
metodologia e a estratégia desenvolvidas pelo projeto TRILHAS, assim como os materiais e publicações
concebidos e produzidos por esse projeto, são particularmente especiais e compatíveis com as diretrizes
do MEC.
Este material contribui para ampliar o universo cultural de alunos e professores, por meio do acesso à
leitura de obras da literatura infantil. A escolha da leitura como o principal tema do projeto justifica-se
por ser uma estratégia mundialmente reconhecida como determinante para a aprendizagem e melhoria
do desempenho escolar ao longo de toda a vida do estudante.
Com o objetivo de promover a qualidade da educação nas escolas públicas do país, o MEC apoia e
distribui o conjunto de materiais do TRILHAS, que visa contribuir para o desenvolvimento da leitura,
escrita e oralidade dos alunos de 6 anos de idade.
Esperamos que você possa utilizá-lo da melhor forma para que a melhoria da educação pública seja
concretizada em nosso país.
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HISTÓRIAS COM REPETIÇÃO