Publicação comemorativa da Associação Brasileira dos Criadores de Texel-Brastexel | Agosto de 2012 | Ano 1 nº 1
A raça de carne que chegou e
ganhou o Brasil em 40 anos
Leia esta história de sucesso
Opinião
2 | AGOSTO de 2012
Palavra do Presidente
Preparação total
para a Expointer
Nada é por acaso. O expressivo número de animais inscritos
na maior exposição da América
Latina, a Expointer, com A Raça
Texel sendo a maior participação
entre os ovinos no evento, comprova o acerto daqueles que há 40
anos trouxeram para o Brasil essa
magnifica raça, que hoje, mais do
que nunca, permanece atual porque O atual presidente é
é altamente produtiva em qualquer criador em Cachoeira
do Sul, RS
condição de solo e clima, adaptada
que está ao nosso país. Nestes 40 anos de trabalho nossos
criadores, com dedicação e perseverança melhoraram o que
já era bom, tornando o Texel, mais prolifero, precoce, rústico e produtor de carne nobre em qualidade e quantidade.
Os números não mentem.
Merece registro também a nossa Associação,
a Brastexel, casa onde se
faz amigos e se conversa
para tornar melhor ainda o
Nestes 40 anos
Texel Brasileiro e que este
ano completa 30 anos de
de trabalho
existência. Tenho a honra
nossos criadores,
de presidi-la neste especial
com dedicação
momento, na companhia
de amigos da melhor ese perseverança
tirpe, cujo trabalho demelhoraram o que já era sinteressado e gratuíto a
faz cada dia mais forte.
bom, tornando o Texel,
Saio, depois de dois anos
mais prolifero, precoce,
ao lado dessa equipe com
rustico e produtor.
a sensação do dever cumprido e com a certeza de
que todos continuaremos
em excelente companhia.
Nesta casa só há gente do
bem, com opiniões diferentes sim, sobre como
fazer mais e melhor para o Texel, mas sempre fazer o bem.
Parabéns pelos 40 anos do Texel Brasileiro, parabéns pelos 30
anos da Brastexel, parabéns a todos nós por criarmos TEXEL.
Saúde e felicidades a todos e excelente Expoentes!
José Luiz Pereira Dias
Presidente da Brastexel
“
“
EXPEDIENTE
Esta é uma publicação comemorativa aos 40 anos da introdução
da raça Texel no Brasil e aos 30 anos da Associação Brasileira dos
Criadores de Texel-Brastexel. Endereço para correspondências:Av.
Borges de Medeiros, 541 - 5°andar Casa Rural – Centro Porto Alegre
/ RS - CEP 90000-000. Fones: (51) 3211.0930 / 3211.0820. e mail:
[email protected] | site:www.brastexel.com.br
DIRETORIA DA BRASTEXEL
Presidente: José Luiz Pereira Dias
Vice-Presidente: Teófilo Pereira Garcia de Garcia
Secretário: Luiz Fernando de Oliveira Nunes
Suplente: Maria Tereza Costa Queirolo
TEXEL Brasil 40 Anos
Brastexel terá eleição
com chapa única
N
o dia 1º de setembro a Brastexel ganhará nova
diretoria. Neste dia haverá eleição na sede da
Brastexel – CASA DO TEXEL, quadra 45 lote
nº 5, no Parque Assis Brasil, em Esteio, RS, durante a
Expointer, , das 10 hs às 16 hs e o escrutínio após as
16 hs. Apenas uma chapa foi inscrita para a eleição
da diretoria 2012-2014.
Portanto pela primeira vez nos 30 anos da entidade uma mulher estará a frente da Brastexel.
A diretoria inscrita é encabeçada pela médica
veterinária e criadora em Osório e Santana do
Livramento, Cabanha Costa da Serra, Maria Tereza Costa Queirolo. Teka como carinhosamente
é chamada pelos amigos e criadores de Texel, é a
candidata a Presidente da chapa única registrada
para o pleito de 2012. Como vice presidente contará
com Maximiliano de Carvalho Neves da Fontoura,
da Cabanha Geribá.
Maria Tereza relaciona alguns dos seus objetivos
principais frente a Brastexel:
• Dar maior visibilidade à raça Texel, divulgando e
fomentando a raça em todos os núcleos de criadores
existentes no Brasil.
• Trabalhar no incremento da produção de cordeiros definidos ou cruzados Texel, visando o aumento
da oferta de carne ovina de qualidade.
• Buscar a certificação da carne Texel para que a
qualidade da carne seja valorizada
e reconhecida
• Valorizar a
genética da raça
Texel através de
provas zootécnicas específicas
que demonstrem
a adaptabilidade,
a rusticidade e o
ganho de peso em
diferentes cruza- Maria Tereza estará a frente da
mentos
Brastexel até 2014
• Agregar novos sócios, em diferentes modalidades, para que
todos os criadores de Texel sintam-se acolhidos e
participantes da Brastexel.
• Promover a presença efetiva da Brastexel em
todos os eventos onde ovinos Texel estiverem participando.
• Manter o bom relacionamento com as instituições oficiais, como a Arco, Secretaria da Agricultura
e Ministério da Agricultura, buscando participação
em comissões, câmaras setoriais e afins.
• Auxiliar nas medidas sanitárias cabíveis para que
os entraves à exportação de animais sejam superados.
NOVA DIRETORIA
Presidente: Maria Tereza Costa Queirolo, Cabanha Costa da Serra, Osório, RS
Vice presidente: Maximiliano de Carvalho Neves da Fontoura, Cabanha Geribá, Cachoeira do Sul, RS
Secretário: Nedy Vargas Marques, Cabanha Cocão, Camaquã, RS
Suplente: Rejane Terezinha Escarrone Corrêa, Cabanha da Fortaleza, Alegrete, RS
Tesoureiro: Luiz Fernando de Oliveira Nunes, Cabanha Janda,Viamão,RS
Suplente: José Thiago Machado de Mattos, Cabanha Forqueta, Santiago, RS
Conselho Fiscal (efetivos): Tito Fábio Schmidt, Cabanha Cabriuva, Boqueirão do Leão, RS; Anete Kaebisch, Cabanha Boa Vista,
Mostardas,RS; e José Luiz Pereira Dias, Cabanha Dona Rosa, Cachoeira do Sul,RS
Conselho Fiscal (suplentes): Allam Mello Guerra, Cabanha Santa Paulina, Soledade, RS; Cláudio Fontoura Arteche, Cabanha
Cambará Velho, Santana do Livramento, RS ; e Sérgio Luiz Oliveira, Cabanha Oliveira, Uruguaiana,RS
Diretor Técnico: Erivon Silveira do Aragão, Cabanha Surgida, Rio Pardo, RS
Conselho Técnico: Clairton Emerim Marques, Cabanha Costa da Serra, Osório, RS; Claudino Loro, Cabanha Santa Orfila, Santana
do Livramento,RS; e Gilberto Ferreira Machado, Cabanha Boa Vista, Mostardas,RS
Representante do Ministério da Agricultura: Luiz Ernani Anadon Cardoso.
Diretora Patrimonial: Sádia Maria Morales Siqueira, Cabanha Cocão, Camaquã,RS.
Tesoureiro: Claudio Carmo Hatje
Suplente: Afonso José de Revoredo Ribeiro Filho
Conselho fiscal (efetivos):
Claudino Loro; José Thiago Machado de Mattos; Jonas Augusto Petry
Conselho fiscal (suplentes):
Tito Fábio Schmidt; Pedro Luiz Herter; Renato Lermen
Conselho técnico
Presidente: José Luiz Pereira Dias
Diretor Técnico: Med. Vet. Clairton Emerim Marques
Membros: Erivon Silveira de Aragão; David Fontoura Martins
e Maximiliano de Carvalho Neves da Fontoura
Repr. Min. Agr.: Med. Vet. Luiz Ernani Anadon Cardoso
Diretor patrimonial: Anete Kaebisch
Edição e redação: Ana Maria Smidt, jornalista profissional, reg prof
4343. Parceria Comunicação Rural. [email protected]
(51) 9966.6242
Colaborador: Alexandre Gruzinski, jornalista profissional, reg prof 6379
Fotografias: Luis Felipe Martins, Robispierre Giuliani, arquivos da
Brastexel e pessoais
Foto capa: foto de Robispierre Giuliani,nos campos de Cachoeira do Sul, RS
Diagramação: Fábio Ferreira
Impressão: Grupo Sinos
Publicidade: Nélsi Schwalm Planmarketing (51) 9947.4930
email: [email protected]
Tiragem: 2 mil exemplares
Expointer 2012
TEXEL Brasil 40 Anos
AGOSTO de 2012
|3
texel repetirá maior
presença entre os ovinos
Texel é promessa de ainda maior qualidade na pista de julgamento da maior mostra da América Latina
A
raça Texel repetirá a posição da maior representação entre todas as raças de
ovinos presentes na Expointer, de
25 de agosto a 2 de setembro. O
mapa aponta 351 ovinos inscritos
por 55 expositores. Este volume é
20% superior as 292 inscrições de
2011. Entre os expositores estão
quatro de Santa Catarina e os restantes do Rio Grande do Sul. Este
número de animais inscritos é o
maior desde 2006 quando chegou
a 362 animais.
Este volume expressivo de
inscrições, segundo o presidente
da Associação Brasileira de Criadores de Texel-Brastexel, José
Luiz Pereira Dias. comprova o
acerto daqueles que há 40 anos
trouxeram para o Brasil essa
magnífica raça.
A Associação Brasileira de
Criadores de Ovinos (ARCO)
divulgou o fechamento das inscrições para a Expointer 2012:
922 ovinos de 105 expositores
brasileiros,representando 14 ra-
ças. O Texel ponteia as inscrições entre todas as raças. Foram
inscritos Merino Australiano (15
animais); Ideal (44 animais);
Corriedale (60 animais); Romney
Marsh (28 animais); Hampshire
Down (88 animais); Texel (351
animais); Ile de France (87 animais); Suffolk (142 animais);
Karakul (04 animais); Santa Inês
(08 animais); Poll Dorset (41
animais); Dorper (20 animais);
Crioula (30 animais); White
Dorper (04 animais).
AGENDA NA EXPOINTER 2012
26 de agosto, domingo, às 14h - julgamento de classificação. Pista 12
27 de agosto, segunda feira, durante todo o dia - julgamento de classificação. Pista 12
28 de agosto, terça feira, durante todo o dia - julgamento de classificação. Pista 12 Jantar Comemorativo aos 40 Anos do Texel no Brasil
29 de agosto, quarta feira, 17h - Remate Texel 40 Anos Brasil. Pista C
30 de agosto, quinta feira, 17h - Remate Texel 40 Anos Brasil. Pista C
1º de setembro, sábado, das 10h às 16h - votação para nova diretoria Brastexel biênio
2012-2014 a partir das 16h- escrutínio dos votos da nova diretoria biênio 2012-2014
LEILÕES TEXEL BRASIL 40 ANOS
DUAS CHANCES DE
BONS NEGÓCIOS
Dois leilões oficiais estão programados para o período da
Expointer 2012. Nos dias 29 e 30 de agosto, sempre a partir
das 17 h, na pista “C” do Parque de Exposições Assis Brasil,
em Esteio, durante a Expointer, a Brastexel promove os leilões
Texel Brasil 40 anos. Esta será uma oportunidade única para
adquirir em pista a melhor genética do Brasil em machos e
fêmeas.
A Brastexel alerta que é oportunidade única de ver em pista
campeões e campeãs que estarão ao seu alcance em suaves 24
parcelas.
“Inicie ou qualifique ainda mais o seu plantel com o que há
de melhor no Texel selecionado em 40 anos de trabalho, convida
o presidente da Brastexel”, José Luiz Pereira Dias.
Eduardo Knorr, da Knorr Remates estará a frente dos negócios nestes dois leilões. Os interessados poderão fazer consultas
prévias junto a sede da Knorr no Parque Assis Brasil.
Na Expointer de 2011, o Texel compareceu com 253 cabeças
sendo 115 vendidos pelo total de R$ 544.720,00 e média geral
de R$ 4.736,70. O resultado conferiu à raça a posição de se
situar entre as melhores comercializadas de todas as espécies
presentes na edição 2011.
ATIVO FINANCEIRO NA MÃO DO CRIADOR*
A raça Texel no aspecto comercial, vem ao longo dos últimos 10 anos se mostrando um
dos grandes ativos financeiros
á disposição dos ovinocultores
gaúchos e de todo Brasil.
Seu comportamento nas pistas
de remates, principalmente no RS
demonstra toda sua qualidade e
liquidez, uma vez que ao longo
dessa década quebramos diversas
vezes os recordes nacionais tanto
para machos quanto para fêmeas,
com valores que superam a casa
dos U$ 40.000, comprovando o
acerto e a valorização constante
dos exemplares Texel.
O Brasil e, principalmente o
RS tem hoje o melhor rebanho
Texel da América do Sul, sendo
fornecedor de genética diferenciada para países
como o Uruguai e também a
Argentina onde o crescimento
do rebanho Texel e cruzas tem
aumentado significativamente.
Credito todo esse sucesso a
competência dos cabanheiros,
a qualidade da carne, carcaça e
peso dos animais Texel. Também
muito a sua adaptabilidade, prolificidade e rusticidade,sendo hoje
a raça ovina que mais cresce em
nosso País.
Finalizando, desejo sinceramente que consigamos repetir
o sucesso das edições anteriores e, com uma maior oferta
de recursos(financiamentos)
que já foram anunciados pelo
governo federal, realizarmos
quem sabe a maior exposição
de todos os tempos em se tratando de Texel na Expointer
2012.
*depoimento de Eduardo
Knorr, da Knorr Remates
Eduardo Knorr estará a
frente dos negócios da raça
Expointer 2012
4 | AGOSTO de 2012
TEXEL Brasil 40 Anos
Uma Expointer com muito a festejar
E
ste ano a Expointer, de
25 de agosto a 2 de setembro, ganha um sabor
especial para os criadores da
raça Texel. Ela será palco da
comemoração de duas datas importantes para a raça: 40 anos da
introdução da raça no Brasil e 30
anos da Associação Brasileira de
Texel, a Brastexel.
Os marcos históricos serão
festejados com a realização de
dois leilões denominados Texel
Brasil 40 Anos e uma grande
festa reunindo os protagonistas
desta história de sucesso e os
que participaram ativamente
das conquistas da raça até o
momento atual.
A grande festa da raça: será
dia 28 de agosto, terça feira,
no Parque de Esteio, na sede da
Brastexel. Haverá entrega de prê-
mios dos animais classificados e
as homenagens especiais. Todos
os criadores estarão convidados
a se fazerem presentes.
A Casa do Texel, no Parque
Assis Brasil estará de portas
abertas durante a Expointer. É
um lugar onde se faz amigos e
se troca experiência, reforçando
os vínculos com a raça.
Ainda na sede da Brastexel haverá disponibilidade de produtos
da griffe Texel. Os criadores poderão adquirir na Boutique, para
vestir a marca Texel, camisetas,
bonés, camisas, coletes, casacos
e capas de chuva entre outros
produtos.
Os associados encontrarão um
plantão para informações assim
como um serviço de restaurante
funcionando todo o dia aberto
aos criadores e seus convidados.
Expointer será palco de comemorações da Raça Texel
Jurado experiente seleciona a raça em Esteio
F
oi consenso entre os criadores o nome do médico
veterinário Clairton Emerim Marques para julgar os ovinos da raça Texel que participarão
da Expointer 2012. O jurado da
raça na Expointer foi escolhido
através de consulta aos sócios que
apontaram sua opção em uma lista
de 20 pessoas aptas a esta tarefa.
A apuração do resultado aconteceu no dia 27 de junho, na
presença da diretoria e dos associados, na Casa Rural. Esta metodologia para escolha do jurado
foi uma decisão da Associação
Brasileira de Criadores de Texel-Brastexel.
O jurado do Texel na Expointer
2012 é criador da raça na Cabanha
Costa da Serra, em Osório, RS
e diretor técnico da Brastexel.
Clairton já atuou como jurado da
raça na Expo Prado, Uruguai; na
Feinco, São Paulo, duas vezes,
e por nove vezes na Expointer.
Portanto experiência não lhe falta
para a grande responsabilidade de
selecionar os melhores entre uma
volumosa representação.
Clairton atuou como jurado na Expo Prado
GALERIA DE JURADOS EM ESTEIO
1974
Jack Evans – Nova Zelandia
1975
João Carlos Paixão Cortes
Caio Poester
1976
João Carlos Paixão Cortes
1977
Pedro Genro Surreaux
1978
Pedro Genro Surreaux
1979
Rodolpho Pinho Da Silva
1980
Rodolpho Pinho Da Silva
Caio Poester
1981
Rodolpho Pinho Da Silva
1982
Julio Cesar Trindade
João Manoel Saraiva Vieira
José Osvaldo Pereira Dos
Santos
1983
Julio Cesar Trindade
1984
Bernard Lambert
José Plumet
1985
Julio Cesar Trindade
Alvaro Roberto Correa De
Azevedo
1986
Julio Cesar Trindade
1987
Eloi Desperrie - França
Orlando Pires Martins
1988
Davi Fontoura Martins
1989
Luiz Carlos Velloso Brum
1990
Paulo Sidney Aguinsky
1991
Pedro Goulart Storniolo
Roberto Moreira Azambuja
1992
José Maria Damboriarena
Clairton Emerim Marques
1993
Enno E. Wenckback
Amaro Mendes De Araujo
1994
Francisco José Pereló Medeiros
Marcio Armando Gomes Oliveira
Glenio Prudente
1995
Francisco José Pereló Medeiros
Taeke Greidanus
Pedro Goulart Storniolo
1996
Luiz Carlos Velloso Brum
Carlos Rivaci Sperotto
Glenio Prudente
1997
Gilberto Ferreira Machado
José Maria Damboriarena
Clairton Emerim Marques
1998
Gilberto Ferreira Machado
José Maria Damboriarena
Clairton Emerim Marques
1999
José Eduardo Lucas – Uruguai
Francisco Linhares Bidone
Gastão B. Cordeiro Neto
2000
Jair Menezes
Pedro Storniolo
2001
Irno Pretto
Orlando Martins
Rubem D`Argenio – Uruguai
2002
Francisco Bidone
Paulo Aguinsky
Clairton Emerim Marques
2003
PO
Roberto Moreira Azmbuja
Francisco Leandro Fuchs
RGB
Ricardo Kalil Gonçalves
2004
PO
Orlando Pires Martins
Francisco Linhares Bidone
Roberto Moreira De Azambuja
RGB
Gilberto Machado
Erivon Silveira De Aragao
Francisco Leandro Fuchs
2005
PO
Claiton Severo
Danilo Farias
Claudio Marimon
RGB
Clairton Emerim Marques
Claudio Marimon
2006
PO
João Vasco Vargas Alves
Clairton Emerim Marques
RGB
Gilberto Machado
2007
Clairton Emerim Marques
Izaltino Cordeiro Dos Santos
Victor Chesnutt
2008
Clairton Emerim Marques
Giancarlo Antoni - SP
Roberto Moreira Azambuja
2009
Tim Healy – Inglaterra
2010
Volney Silveira De Ávila - SC
2011
Roberto Moreira Azambuja
2012
Clairton Emerim Marques
TEXEL Brasil 40 Anos
AGOSTO de 2012
|5
Os Pioneiros
6 | AGOSTO de 2012
TEXEL Brasil 40 Anos
O testemunho de um protagonista
Uma ovelha rústica e produtiva, com grande capacidade de
formação de carne, pouca gordura, resistente a enfermidades
que atacam outras raças ovinas, de fácil adaptação a
qualquer região ou clima, facilidade de acasalamento com
qualquer outra raça e servindo ainda para melhorá-las. Esta
é a Texel, testada, aprovada e comprovada por quem tem 40
anos de vida dedicados inteiramente à lida com estes ovinos
e acompanhou os primeiros animais da raça Texel, dois
carneiros e 18 ovelhas, que foram importados da Holanda
para o Brasil em 1972.
E
stamos falando de Moacir
Ferreira Nilton, técnico
agrícola em ovinocultura e
bovinocultura. Moacir trabalhava
na Fazenda Nova Itacorá, Itaqui,
RS, quando Halley Rodrigues
Marques e Ligia Vargas Souto,
em 1972 trouxeram os primeiros
animais da raça Texel da Holanda
para o Brasil. Nesta entrevista ele
conta um pouco da história da
introdução da raça no Rio Grande
do Sul e sua expansão para outras
regiões do país.
“A primeira importação do Texel foi resultado de uma parceria
em 1971, entre o Dr. Halley, médico dermatologista que trabalhava
em Porto Alegre, proprietário da
Fazenda Nova Itacorá, em Itaqui
e a Sra. Ligia Vargas, proprietária
da Fazenda Pitangueira, também
em Itaqui,RS. Eles tinham uma
parceria na atividade pecuária
na Fazenda Pitangueira. A Dna.
Lígia fez uma parceria com o Dr.
Halley com a idéia de importar
uma ovelha que tivesse precocidade e rusticidade, que viesse trazer
mais carne e fosse de duplo propósito e deu justamente na ovelha
Texel. O Dr. Halley fez uma
pesquisa de mercado, ele era um
empreendedor, tinha facilidade
de enxergar as coisas com muita
nitidez lá na frente e viu que as
raças existentes no RS eram muito
gordas, produziam muita gordura,
com índices de colesterol muito
grande e se aproveitava pouco
da carne. Também tinham outro
problema, havia muita doença
de manqueira, a podridão no
casco. E esta ovelha Texel, tem
rusticidade para enfrentar estes
problemas e tem uma facilidade
muito grande para se adaptar
bem em qualquer tipo de pastagem, em qualquer tipo de solo
também. O Dr. Halley viajou
para a Holanda e na ilha de Texel, ao norte da Holanda, viu os
cruzamentos e fez uma avaliação
das raças formadoras do ovino
Texel e gostou. Percebeu que,
trazendo esta raça para cá ela
iria se adaptar muito bem e deu
certo porque ela veio para ficar e
está aqui no RS, está no PR, em
SP no MT ela está em diversas
regiões de diferentes climas. E
então ela se adapta muito bem
em cruzamentos com qualquer
raça em todo o Brasil.”
Moacir tosquiando ovelhas na Cabanha
Fotos arquivo pessoal
Ovelhas com a primeira produção nascida no Brasil
interesse não era só curiosidade. Uruguaiana fazer um curso de
Curiosidade
Continuando o seu relato, Todos criavam as raças antigas, seis meses especializado em
Moacir lembra que os animais Romney, Corriedale e Ideal, que ovelha e fez toda a instalação
vieram de navio para o porto de eram muito gordurosas, então eles para trabalhar com inseminação
Rio Grande, e daí por via terrestre perdiam muita carne que se con- artificial. Aí eu comecei a fazer
até a fazenda em Itaqui. E naquela vertia só em graxa e tinha aquele um trabalho de cruzamento do
época não tinha asfalto era estrada problema de manqueira e era uma Texel puro com a ovelha selede chão. - “Para chegar à fazen- série de coisas e se perdia muita cionada Ideal, que era o que
da, cerca de 800 km, as ovelhas ovelha. Então com a propaganda tinha na fazenda. Nós somos
viajaram dez dias. Os animais do Texel anunciando que era uma os pioneiros naquela região na
estranharam, quando chegaram ovelha que vinha para produzir inseminação artificial de oveestavam trôpegas, mas são muito carne com pouca gordura, resis- lhas.Começamos a inseminar
rústicas e se recuperaram logo. A tente às doenças dos casos e com em 1972 fazendo um trabalho
notícia da chegada desta nova raça produção de lâ entre cruza 1 e de venda de ventres, borregas,
de ovinos provocou uma grande cruza 2 entre as grossas e as finas, puras por cruzas e carneiros
puros por cruza e também vencuriosidade e interesse por parte todos estavam interessados.
O Dr. Halley investiu muito díamos os pedigrees, porque em
de criadores de toda a fronteira
e mesmo do país vizinho. Vinha em tecnologia, criando inclusi- seguida ele fez outra importação
gente de toda a parte. Não só os ve uma cabanha no rigor, como também, com maior número de
vizinhos de Itaqui, São Borja , tinha que ser. Me mandou para carneiros do que de borregas.”
Santo Antônio, e Uruguaiana mas
também vinham do Paraná. Vinha
gente da Argentina, passando
pelo Passo de Los Libres. Todos
vinham para conhecer o Texel.
Nós tínhamos uma hospedagem
que hospedava todo tipo de gente
na própria fazenda. Uns vinham
visitar e já compravam e outros
vinham para olhar, conheciam, tiravam fotos e depois compravam.
Nós chegamos a vender quantidades de carneiros e borregas, foi um
negócio excelente. Nós tínhamos
ali, o plantel, o pré-plantel e o
rebanho geral. A razão de tanto Um dos carneiros trazidos da Holanda
Os Pioneiros
TEXEL Brasil 40 Anos
Casco Preto
Continuando seu relato Moacir conta que vendiam carneiros
não só aqui na região do RS, mas
também para SC, SP, PR, para
toda a parte, para Pernambuco,
para Recife e diversos outros
lugares que ele já não lembra.
“Nós fomos assim disseminadores da raça no Brasil e chegamos a ter um plantel de três mil
ovelhas. Sem dúvida nenhuma, o
resultado foi muito grande, muito lucrativo, a ovelha Texel dá
dois cordeiros, dá três cordeiros
até, e ela tem um volume muito
grande de carne, Ela é precoce e
tem facilidade nos cruzamentos.
Se adapta muito bem em qualquer tipo de cruzamento. Onde
outras raças tem muita graxa,
Dr Halley e sua esposa Laci Maria
então ele vem para diminuir e
dá 70 80% de carne e deixa uma
gordurinha para o churrasco. E
tem outro detalhe, o Texel tem
o casco preto e toda a ovelha
que tem o casco preto parece ser
mais resistente a umidade. Na
nossa região, Itaqui, Uruguaiana, São Borja , Bagé é muito
baixo, então da muito podridão
de casco e se esta infecção se
generaliza, acaba matando o
animal. Eu tenho uma experiência de 40 anos trabalhando
com o Texel e recomendo esta
raça para qualquer cruzamento,
para qualquer criador que queira
ter mais uma atividade lucrativa
na sua fazenda. Use a Texel no
plantel, use esta ovelha porque
ela dá resultado, é boa, é segura
é uma ovelha que só trás benefícios para o criador.”
Finalizando sua entrevista,
este técnico que trabalhou até
2010 na função e faz parte da
história do Texel no Rio Grande
do Sul, informa que os descendentes do Dr. Halley e da Dna
Ligia ainda continuam com a
criação de Texel naquelas duas
propriedades.Na Pitangueira a
criação é tocada pelo Coronel
Fernando Vargas Souto e na
Nova Itacorá, o Coronel Servio e Eva Fagundes e Denis
Marques.
AGOSTO de 2012
1º TEXEL REGISTRADO E IMPORTADO
FBB O000001; Sexo: Macho; Afixo: 3552; Tatuagem: 3552; Nascimento: 28.02.1970; Pai: 1963; Mãe: 98331
Criador: Central Bureau Noor De Schafenfkkriz In Nederland
Importador: Halley Rodrigues Marques E Ligia Vargas Souto
Município: Itaqui - RS; Data de Inscrição: 1972; Origem: Holanda
Total da 1ª Importação: 30 Animais
1º SÊMEN TEXEL IMPORTADO
FBB: FRA000015; Afixo: S.T. ; Tatuagem: 8007; Nº de Doses 70
Importador: Paulo Aguinsky
Data de Inscrição 2001; Origem: França
1º TEXEL REGISTRADO NACIONAL “ PURO DE ORIGEM
Tatuagem: 01; Sexo: Macho; Nascimento: 21.01.1973; Mãe: 0046n
Criador: Halley Rodrigues Marques e Ligia Vargas Souto
Município: Itaqui - RS
1º TEXEL REGISTRADO NACIONAL “ PURO POR CRUZA DE ORIGEM CONHECIDA
FBB: C001158; Afixo: 3J; Tatuagem: 01.A; Sexo: Macho; Nascimento: 02.08.1991
Criador: Andrade Lima Agricultura E Pecuária Ltda.
Município: Jaguarão - RS
1º TEXEL REGISTRADO NACIONAL “ PURO POR CRUZA DE ORIGEM DESCONHECIDA
FBB: B000363
Afixo: 3J; Tatuagem: 01; Sexo: Fêmea; Nascimento: 1989
Criador: Andrade Lima Agricultura e Pecuária Ltda.
Município: Jaguarão - RS
1ºs. IMPORTADORES DA RAÇA TEXEL
Criador: Halley Rodrigues Marques e Ligia Vargas Souto
Município: Itaqui - RS
Criador: Theodorico Andrade, Suc
Município: Tupanciretã - Rs
Criador: Assis Brasil de Almeida Leite
Município: Butiá - RS
|7
Os Pioneiros
8 | AGOSTO de 2012
TEXEL Brasil 40 Anos
“Por que a raça Texel?”
Dr Paulo Aguinsky
E
Este é o título que encabeça o primeiro jornal
quando da “pretensiosa’
fundação da Associação Brasileira
da Raça Texel, (Brastexel).Esse
exemplar,marco histórico, está
carinhosamente enquadrado e
exposto sobre a lareira da nossa
Casa Texel no Parque Estadual de
Esteio.Publicação feita na época
no afã de um desejo,forjada mais
no impulso intuitivo do que em
previsões embasadas em dados
técnicos de avaliações objetivas.
Pois, a raça Texel, originária
da Holanda,veio para o Brasil
sem nenhum planejamento e foi
distribuída no Rio Grande do
Sul.- Um ovino exótico, sardento,
que foi instalado em “estranho
ninho”;um ninho caprichosamente construído à custa de muitas
décadas de árduo trabalho ,tramado e urdido com longos e finos
fios cardados e retirados de velos
imaculados.
Essas matrizes e reprodutores
holandeses de excelente qualidade, foram pulverizados por vários
rincões do estado. Ficaram à mercê da indulgência dos nossos bons
criadores gaúchos, que souberam
plantar esta semente, conduzindo
seus rebanhos com discernimento
e vencendo com coragem todas
as adversidades que se sucedem
impreterivelmente nestes investimentos pioneiros.
Ao comemorarmos os quarenta anos da raça Texel no Brasil,
devemos estender nosso reconhecimento e agradecimentos
aos idealizadores e realizadores
desta primeira importação, a
todos os zelosos criadores,aos
técnicos, tratadores, companheiros não pecuaristas que de uma
forma ou outra auxiliaram para
o crescimento,ao longo destes
anos,evidenciando o êxito e a
representatividade atual da raça
Texel no rebanho Brasileiro e no
Fotos arquivo pessoal
Rebanho nas pastagens da Cabanha Dedo Verde
Os premiados da Expointer 1979 festejados com a família
âmbito Internacional. E, teremos
atingido maior grau de excelência,
quando dispusermos de um laboratório com banco de genética,( à
vista de outros centros produtores),
que nos assegure reservas de qualidade comprovada e permanente,
oferecendo assim condições e distribuição desta qualidade, a custo
acessível, aos pequenos e médios
produtores da raça. Então não mais
seremos quantitativamente um dos
maiores rebanhos da raça Texel
do mundo, como também grandes
exportadores de genética de ponta.
(26-julho de 2012).
A RAÇA TEXEL NO BRASIL “ESTÁ
ASSENTADA SOBRE A ROCHA”
O Texel Brasileiro foi escultura entregue no Salão de Paris
Aguinsky foi jurado no Salão de Paris em 1989
Dr. Paulo Aguinsky autor do artigo desta
página é fundador da Associação Brasileira
dos Criadores da Raça Texel(BRASTEXEL)
da qual foi primeiro presidente. Proprietário
da Cabanha Dedo Verde,Viamão, RS,fundada
em 1973, é ainda médico e artista plástico.
Entusiasta deste o primeiro momento ele
encerrou sua colaboração com a frase que
retiramos para dar o devido valor:”A Raça
Texel no Brasil está assentada sobre a Rocha”.Como personagem atuante e presente,
Aguinsky lembra alguns dados significativos
que marcaram a história da raça. Confira:
#Primeira importação de ovinos Texel da
Holanda. Criação da BRASTEXEL,outras
importações da Holanda,construção da Casa
Texel em Esteio ,1ª Importação de ovinos da
França e a importação de sêmen congelado
da França pela Cabanha Dedo Verde, outras
importações de ovino Texel da França.
# Confronto Internacional da Raça Texel
na França. Doação da Escultura: “O Texel
Brasileiro” ao países participantes do evento
pelo Dr Paulo Aguinsky escultor e jurado do
evento.
# Importação de ovinos Texel da Alemanha
(Cabanha Dedo Verde e Purunã) e “A noite
do Texel Alemão”, no Hotel Plaza-POA).
Recentemente:1ª importação de sêmen Texel
da Inglaterra(Cabanha Dedo Verde).
Os Pioneiros
TEXEL Brasil 40 Anos
AGOSTO de 2012
|9
Maior criador de Texel no mundo
conta a trajetória da raça no RS
O
universo da ovinocultura brasileira tem no Rio
Grande do Sul, mais especificamente na cidade de Santana
do Livramento,RS, dois produtores
que são considerados os maiores
criadores da raça Texel no mundo.
Davi Fontoura Martins, proprietário da Cabanha Novo São João,
com um rebanho em torno de cinco
mil cabeças e seu cunhado Claudino Loro, da Cabanha Santa Orfila,
também com cinco mil cabeças.
Os dois iniciaram o criatório em
1973, em regime de condomínio.
Não se tem notícias de que haja
um rebanho maior do que estes
no mundo.
Grande incentivador da raça
e um dos pioneiros na importação do Texel, o agrônomo Davi
Fontoura conta a trajetória desse
ovino no Rio Grande do Sul e
faz previsões sobre o futuro da
ovinocultura carne. A história do
seu criatório Texel e do cunhado
começou em 1973, por influência
do pai, Davi Pinheiro Martins,
um autodidata que lia muito e era
apaixonado por ovinos.
O pai convenceu Davi (filho)
e o genro Claudino, a iniciarem
um criatório de ovinos carne.
“Era o auge do ovino lã, com a
hegemonia da Corriedale e meu
pai nos convenceu a absorver o
nosso rebanho de 16 mil cabeças
Corriedale com a Texel. Assim
participamos da segunda importação de ovinos Texel no Brasil,
através da firma Wilson Sons (
Compramos alguns ventres e dois
carneiros da Holanda e passamos
a fazer cruzamentos, inseminar e
absorver o nosso rebanho e não
paramos mais, porque se leva dez
anos para chegar a uma ovelha
pura por cruza, uma SO”, destaca
Davi Fontoura.
O agrônomo lembra que na
época houve bastante rejeição,
críticas e até chacota de criadores
de ovinos lã em relação à nova
raça, considerada exótica, e com
a opção da ovinocultura carne.
Mas eles persistiram e aos poucos
o ovino carne foi se disseminando e recebendo a aprovação de
outros criadores. “A Texel é a
raça de carne que domina hoje no
Estado. Embora não seja a maior
em número de rebanho entre os
ovinos, onde a predominância
da Corriedale é indiscutível, a
Texel, vem tendo ao longo dos
anos, um crescimento constante
e inevitavelmente chegará a ser
a raça dominante”. Davi afirma
estar seguro disso porque ao longo
de todos estes anos em que esteve
envolvido com o criatório Texel,
“á raça nunca parou de crescer,
nunca retrocedeu teve sempre um
crescimento paulatino e constante”, destaca ele, com a experiência
de 39 anos na lida com a ovinocultura de carne.
Segundo Davi Martins, as raças ovinas são o resultado de um
somatório de recursos nos quais a
Texel se destaca com a rusticidade, boa fertilidade, boa adaptação
aos campos do RS e também a
outros campos em vários Estados
brasileiros, como SC, PR, SP, RJ.
MT, GO MG. “É uma raça nobre
para cruzamentos com qualquer
outra, grande melhoradora de
carcaça e qualidade de carne”,
comenta.
Na busca pela divulgação da
raça e suas qualidades, Davi e
Claudino foram os pioneiros na
realização de leiloes particulares
em Livramento. “Já estamos perto
de completar 30 anos na realização desses leilões” – conta ele –
que para divulgar a carne do Texel
chegou a promover em Porto
Alegre, numa casa de espetáculos
chamada Bar Um, que havia no
bairro Menino Deus, festas para
o lançamento de remates, inclusive com o sorteio de animais.
“Promovemos três ou quatro
festas nessa casa, com o apoio de
Fotos arquivo pessoal
Novo João contabiliza grande rebanho da raça
jornalistas como o Danilo Ucha,
o Érico Valduga e muitos outros
que acompanharam a evolução
do Texel”.
Outro evento para divulgar e
promover a raça é o Mercotexel,
realizado em Livramento todo
terceiro sábado do mês de Janeiro. Já aconteceram 14 edições.
É um evento de comercialização
exclusivo do Texel, aonde chegam
a participar até um mil animais
puros por cruza e também animais
de cabanha, mas estes em número
menor. Depois da Expointer o
Mercotexel é o maior evento da
Davi Martins com premiados na Expointer
raça no Estado.
Participando na Expointer
desde a década de 80, dois ou três
anos depois da fundação da Brastexel, Davi lembra que no começo
a mostra da raça se restringia a
uns 20 animais. Ele enfatiza que
a prova da evolução constante
desse criatório está claramente
demonstrada pelo fato de que hoje
a Texel é a maior representação
ovina da Expointer, superando
sozinha em número o somatório
de todas as outras raças ovinas
que se apresentam em Esteio e
precisando de três dias para fazer
o seu julgamento, tamanho o número de animais.
Com relação ao futuro da
Texel, Davi salienta, “alguém já
disse, não é uma coisa minha, que
o Texel é inevitável e eu tenho
certeza que é uma afirmação correta. O Texel vai seguir crescendo,
vai seguir se consolidando tanto
como raça pura, como raça nobre
para cruzamento, para absorção
de outras raças que muitas vezes
não oferecem uma carne de qualidade e o Texel se encarrega de
corrigir estas deficiências através
do cruzamento.
Raça chegou e ganhou projeção nos campos de Livramento
Mercado da Carne
O futuro do mercado da carne ovina
no Brasil está ligado ao crescimento do
rebanho nacional que atualmente é de 15
milhões de cabeças, informa Davi. Os números apresentados pelo produtor mostram
que o consumo de carne ovina per capita
no país é baixo, cerca de meio quilo por
ano. Na França este consumo chega a cinco
quilos, dez vezes mais. “Só para se auto
abastecer, o Brasil precisaria que o rebanho
nacional se multiplicasse por quatro. Com
60 milhões de ovinos e sem contar com o
crescimento da população, o Brasil poderia
passar a participar no mercado internacional”, afirma.
A alternativa para mudar este quadro
aqui no RS é que os preços remuneradores
que hoje são oferecidos a carne ovina motivaram o Governo do Estado, através da
Secretaria da Agricultura, a dar inicio a um
plano de incentivo ao crescimento do rebanho ovino, informa Davi. O rebanho ovino
gaúcho que já chegou a ter 14 milhões de
cabeças hoje tem apenas quatro milhões,
mas se recuperar o número anterior passará
a ter dez milhões a mais de animais.
O Brasil é importador de ovinos da Argentina, Uruguai, Chile e eventualmente
da Austrália, maior exportador, com um
rebanho de 65 milhões de cabeças e abastecendo a Europa e Estados Unidos. Em
segundo lugar nas exportações vem a Nova
Zelândia, com 35 milhões de cabeças. Os
maiores produtores de ovinos são a China
e Rússia que dirigem toda sua produção ao
mercado interno.
Os Pioneiros
10 | AGOSTO de 2012
TEXEL Brasil 40 Anos
Texel tem história de superação
L
uiz Fernando de Oliveira Nunes, criador da raça em Viamão, RS, foi e é um parceiro
importante em várias diretorias da
Brastexel. Atualmente ele é diretor
Secretário e na próxima será diretor Tesoureiro. Como presidente,
esteve a frente da entidade por duas
gestões e teve oportunidade de festejar os 35 anos da entrada da raça
no Brasil. A seguir depoimento de
quem acompanha o Texel ao longo
dos anos:
- O que levou a introdução da
raça no Brasil e o pioneirismo dos
criadores gaúchos?
Os criadores Halley Marques
e Ligia Vargas Souto ao lerem
sobre a raça constataram que ela
era uma excelente produtora de
carne, que muitas vezes dava partos gemelares e que se adaptava
muito bem aos campos úmidos,
característica necessária para quem
ia criar ovelhas em terras de arroz.
Em 1972 aqueles animais diferentes chamavam a atenção e logo os
produtos do cruzamento mostraram
as características carniceiras da raça
o que fez com que demais criadores
passassem a criar Texel. Aproveito
para deixar aqui a minha homena-
gem aos pioneiros.
- Enquanto integrante da
diretoria lembra de algum fato
peculiar? Houve resistência na
introdução da raça?
Quando fui secretário da Brastexel, em 1990 a participação do Texel na Expointer era muito pequena
(18 animais) e foi justamente sob a
presidência do criador Irno Pretto
que a raça iniciou sua trajetória
de cada vez mais se fazer presente
nas Expointer tendo atingido 302
animais em 2004, ano em que as
vendas superaram as demais raças
atingindo o valor de R$ 595.010,00.
Nestes últimos anos a Casa do Texel
teve que ser ampliada para melhor
abrigar os sócios e visitantes, foi
criado o site www.brastexel.com.br
para ampliar e agilizar o contato entre os criadores e a Brastexel dentre
outras atividades. Fui Presidente da
Brastexel nas gestões 1992/1994 e
2006/2008 alem de participar de
diversas diretorias.
- Quais as razões dela ter
alcançado o atual estágio com
o maior rebanho do mundo, as
maiores inscrições(presenças)
e os melhores negócios nas Expointers?
O fato do Texel já no primeiro
cruzamento impor suas características foi marcante para que hoje tenhamos um enorme rebanho cruza
Texel assim como um significativo
aumento de selecionadores da raça.
Se avaliarmos as participações na
Expointer verificamos que de uma
presença de 18 animais em 1990
chegamos a 351 em 2012.
- Qual a perspectiva a médio
prazo? O aquecimento do mercado de carne ovina será fator
importante?
A médio prazo a raça deverá se
firmar e se expandir nos demais
Estados brasileiros devido ao
ótimo resultado da produção de
carne ovina no cruzamento com
o Texel o que tem justificado os
títulos da CAMPEÃO DE CARCAÇAS. Há muito espaço para o
crescimento da ovinocultura pois
o Brasil continua importando carne ovina para atender o mercado
interno.
O Brasil ainda está deficitário
na produção de carne ovina e o
cruzamento com Texel é uma alternativa promissora pela capacidade da raça em melhorar as carcaças já no primeiro cruzamento.
GALERIA DE PRESIDENTES BRASTEXEL
Presidente: PAULO SIDNEY AGUINSKY
Agosto 82 a agosto 84 e agosto 84 a agosto 86
Presidente: CARLOS RIVACI SPEROTTO
Agosto 86 a agosto 88
Presidente: JOÃO LAITANO
agosto 88 a agosto 90
Presidente: IRNO AUGUSTO PRETTO
agosto 90 a agosto 92
Presidente: LUIZ FERNANDO DE OLIVEIRA NUNES
agosto 92 a agosto 94
Presidente: JOSÉ LUIZ LAITANO
agosto 94 a agosto 96
Presidente: ÉRICO VALDUGA
julho 96 a agosto 98
Presidente: NILSON PAULO MICHEL MISSEL
agosto 98 a agosto 2000
Presidente: DAVI FONTOURA MARTINS
Agosto 2000 a agosto 02 e agosto 02 a agosto 04
Presidente: MATHEUS JOSÉ SCHMIDT FILHO
Agosto 04 a agosto 06
Presidente: LUIZ FERNANDO DE OLIVEIRA NUNES
agosto 06 a agosto 08
Presidente: ENIO MULLER
Agosto 08 a agosto 10
Presidente: JOSÉ LUIZ PEREIRA DIAS
agosto 10 a agosto 12
TEXEL Brasil 40 Anos
AGOSTO de 2012
| 11
12 | AGOSTO de 2012
TEXEL Brasil 40 Anos
Novas Fronteiras
TEXEL Brasil 40 Anos
AGOSTO de 2012
| 13
Texel abre espaço com
base nas suas qualidades
O
O rebanho da raça Texel está espalhado por
17 estados brasileiros.
Segundo levantamento da Arco,
atualmente são 726 os criadores da raça que trabalham com
plantéis registrados.O total de
certificados de registros emitidos
junto a ARCO para animais PO-Puro de Cruza é de 29.016; para
PCOC-Puro por Cruza de Origem
Conhecida, provisório, 13.319; e
PCOD-Puro por Cruza de Origem
Desconhecida, 10.838.
Brasileiros voltados para a
atividade da ovinocultura estão
satisfeitos com a opção que fizeram pelo Texel em rebanhos
puros e cruzados. A carne ovina é
um ativo importante na economia
nacional o que leva a tradicionais
e novos criadores a apostarem
retorno nos projetos a que se
propõem.
Fotos arquivo pessoal
NOVO PROJETO DE ABATE
EM SP
Antonio Roberto Correa é
exemplo de novo criador da
raça. Recentemente chegou à sua
fazenda, localizada nos campos
paulistas, mil ovelhas adquiridas em Santana do Livramento,
RS. Com estas ovelhas Texel
iniciará um projeto de produção
de cordeiros para abate. Mesmo
reconhecendo ainda não ter experiência na criação comercial em
São Paulo ganhou novo projeto para produção de cordeiros
Roberto e a esposa Ana Maria já com as primeiras crias
larga escala dessa espécie ele está
otimista com base nas qualidades
da raça pela qual optou.
A perspectiva de estar se vivendo um bom momento para iniciar
a criação comercial de ovinos Texel, motivou o médico veterinário
e empresário, Roberto, diretor do
Laboratório Biovet, em Vargra
Grande Paulista (SP), a apostar
forte na raça. “Vou apostar em
reprodução e vou fazer cordeiro
para abate”, afirma o novo criador.
Para levar seu plano avante,
espaço é que não lhe falta. Rober-
to, juntamente com o irmão, são
proprietários da Fazenda União
do Brasil, localizada no município de Buri (SP). A propriedade
com 1.500 hectares é dividida em
três partes, mata nativa, plantio
e pastagens. Roberto utiliza 500
h para o plantio de milho e soja
nos meses de verão, cevada cervejeira e também trigo nos meses
de inverno. Os 500 hectares de
pastagens abrigam um rebanho
com cerca de 1.500 cabeças de
gado Santa Gertrudis e os restantes 500 h são de mata nativa
e parte de APP.
O objetivo do novo criador é
iniciar uma criação comercial,
dentro de um padrão de certificação qualificada, para fornecimento de carnes nobres para clientes
especiais. “Acho que existe a
necessidade de uma produção
de cordeiros qualificados, com
tipificação de carcaças e este é
o motivo pelo qual eu optei pela
raça Texel que tem um padrão de
qualidade para carne hoje preferida por parte dos consumidores”,
conclui.
Santa Catarina ganhará frigorífico para atender mercado
A precocidade do Texel e o
padrão de sua carcaça, compacta,
aliadas ao mercado estável para
a carne, estão aquecendo a entrada de novos criadores na raça
no Estado de Santa Catarina. A
informação é do vice-presidente
da Brastexel no Estado catarinense, César Giovani de Almeida
Viana. Ele, juntamente com a
esposa, Susana Cássias Herbst,
são proprietários da Cabanha SC
Estrela,localizada em Mafra. Com
um plantel de animais PO desde
que iniciou a criação em 2004,
o dirigente destaca que naquele
Estado, a criação de ovinos para
a produção de lã é mínima.
“Aqui a criação é para a carne
mesmo, pelas características do
Texel, pelos seus resultados.” Informa também que aos poucos os
criadores estão se dando conta da
importância do animal registrado,
mesmo que não seja um PO, mas
um RGB e estão começando a
buscar estes animais, “Hoje aqui
Fotos arquivo da Cabanha
O Texel em Santa Catarina
está vinculado a Associação
Catarinense de Criadores de
Ovinos, que congrega todas as
raças e promove algumas exposições como a ExpoCentro, em
Curitibanos, no mês de Maio, e
a ExpoLages, que é realizada
em Outubro e este ano no início de junho teve a FEAGRO
em Braço do Norte, onde os
grandes campeões e grandes
campeãs das raças envolvidas
obtiveram as premiações em
dinheiro. Dias de Campo e remates ainda não são realizados,
mas o vice-presidente planeja
a realização de um bom remate
para o ano vindouro. E a cada
dois anos acontece a EFAPI,
em Chapecó também com julgamentos de ovinos.
Catarinenses apostam na opção pela produção de cordeiros
o Texel é a raça que o pessoal mais
cria, a que tem mais volume, a
exemplo da Expointer onde é a
maior representação entre todos
os animais”, destaca.
Em Santa Catarina a criação é
feita em pequenas propriedades
e a valorização do cordeiro está
atraindo a atenção, o que motivou inclusive a instalação de um
frigorífico, em fase final, com
capacidade operacional inicial
para o abate de 150 cordeiros/
dia. “A gente está incentivando os
criadores a aumentar a produção
porque o problema hoje é a falta
de cordeiro. Existe uma demanda
por parte de restaurantes e casas
de carnes, mas não existe produção suficiente ainda para suprir
este mercado,” comenta César
Viana.
Cesar e Susana marcam presença na Expointer
14 | AGOSTO de 2012
Novas Fronteiras
TEXEL Brasil 40 Anos
Falta atenção para cadeia produtiva da carne
E
do Oswaldo Mallmann,
proprietário da Fazenda
Rondon, em Jaguariaíva
(PR) é um criador que enfatiza a
necessidade da formação de uma
cadeia produtiva em moldes profissionais. Com uma visão sobre
a ovinocultura bastante particular,
onde, se por um lado confia e
acredita no potencial da raça Texel
como opção de investimento para
produção de carne, por outro destaca a necessidade de se corrigir
o grande descompasso existente
entre as necessidades da indústria
e a produção dos criadores.
Sua opção pelo Texel vem de
longa data, quando fazia transporte
de carne para frigoríficos de Livramento e de Rosário,no Rio Grande
do Sul. “Eu convivi muito naquela
região e já naquela época o Texel
estava despontando. Então nós
entendemos que o Texel como raça
tipo carne era o melhor que havia
disponível no Brasil até então”.
Com esta convicção, no ano de
2007 faz duas viagens a Austrália
e compra vários exemplares de
ponta da raça e mais de mil doses
de sêmen, buscando melhorar os
plantéis existentes aqui. Edo destaca que no Brasil temos o Texel,
real.” afirma.
Como a Fazenda Rondon está
localizada numa região geográfica
do Paraná, próxima a São Paulo,
Edo Mallmann adquiriu uma
antiga fábrica de polpa de frutas,
com a intenção de transformá-la
num frigorífico, mas diz que vai
ser inviável para os próximos
anos por falta de escala. “Não vai
que veio da Holanda de onde é
originário. Posteriormente houve
a introdução do sangue francês,
que melhorou o holandês e, no
seu entender o Texel australiano
melhorou os dois.
“O Texel holandês é muito
compacto, é quase troncudo,
enquanto o francês tem um equilíbrio. Ambos tem um excelente
perfil mas são muito curtos, no
meu ponto de vista. A introdução
do Texel australiano encompridou bastante o Texel que até então
havia no Brasil” comenta ele.
Seu objetivo na importação de
animais vivos, foi e ainda é, cruzar
o sangue australiano com o Texel
brasileiro, que tem como ponto
forte seu excelente pernil, além de
diminuir a consanguinidade existente.Os filhos que já nasceram no
Brasil deste cruzamento são mais
altos e compridos, mantendo o
excelente pernil do holandês. Ou
seja, absorveram o que de melhor
tem entre os dois tipos de Texel.
Fizeram cruzamentos com seus
machos australianos com fêmeas
brasileiras de várias cabanhas,
entre elas a São Dionísio, de
Bagé-RS, campeoníssima por
vários anos na Expointer e Cabanha Amoras, de Santa Cruz
do Sul-RS, em monta natural e
transferências. Entre os carneiros
importados da Austrália ele destaca Baroa que deu muitas alegrias
para a cabanha paranaense.
Com uma visão empresarial ao
falar sobre o mercado, é bastante
enfático “Eu diria que vivemos
um paradoxo .
O produtor não tem para quem
vender e o frigorífico não tem de
quem comprar. Esta é a situação
ter escala suficiente de produção de cordeiros para sustentar
um frigorífico.”Não tem oferta,
o frigorífico não tem de quem
comprar. Vai se conversar com os
produtores e eles não tem produção suficiente. E eu acredito que
a única forma de mudar isto é via
fomento, como foi feito com os
suínos”, conclui.
CABANHEIROS DE TEXEL POR ESTADO*
Bahia............................................................................................9
Ceará...........................................................................................3
Goiás............................................................................................4
Maranhão....................................................................................2
Minas Gerais...............................................................................2
Mato Grosso Do Sul.................................................................11
Mato Grosso................................................................................4
Pará.............................................................................................4
Paraíba........................................................................................1
Pernambuco................................................................................4
Piauí............................................................................................1
Paraná.....................................................................................137
Rio de Janeiro.............................................................................4
Rio Grande do Norte..................................................................2
Rio Grande do Sul...................................................................440
Santa Catarina..........................................................................42
São Paulo..................................................................................56
total:................................................................... 726 criadores
*Com animais registrados. Fonte: ARCO
TEXEL Brasil 40 Anos
AGOSTO de 2012
| 15
Um grupo que se solidificou
em torno de uma raça forte
Carlos Rivaci Sperotto,
criador e presidente da FARSUL
P
rodutor rural em Santo
Augusto , RS, hoje presidente da Federação da
Agricultura do RS, tive o privilégio
de participar com alguns amigos na
inovação ou seja na introdução da
raça Texel no Brasil. No momento
em que o RS vivia com a ovinocultura de lã e o setor carne era um
sub-produto estive ao lado justamente deste núcleo de produtores.
No meu caso em uma área onde
não existia a tradição ovelheira,
não existia o ambiente para que
isto se criasse. Porque no nosso
ambiente era uma terra que trazia
uma coloração e uma posição que
não estimulava a produção de raças
de lã. E dentro deste princípio
estiveram os companheiros que
criavam os ovinos de outras raças,
o Hampshire Down, o Suffolk e Ile
de France, por exemplo, e os que
se iniciaram no Texel, grupo este
que participei.
Nós adquirimos os primeiros
animais com importação do governo do Estado e posterior a
isso começamos a nos organizar
dentro das unidades e na organização do Texel. Também fiz parte
do grupo que fundou a Associação
Brasileira dos Criadores de Texel. Acreditamos que esta união
encontrou justamente um habitat
ideal para irmos aprimorando
o criatório para cada vez mais
crescer e ganhar estas posições de
receptividade para os animais que
começamos a apresentar. Nós tivemos momentos, dentro do senso
de organização, muito importante
quando com as demais, raças de
carne se uniram e criaram a Federação Brasileira dos Criadores
de Ovinos Carne. Neste momento
consolidou-se uma posição e um
ganho de espaço em que os cruzamentos com os ovinos das raças
de carne foi o mote do momento
e particularmente também num
momento em que começou a
ocorrer um consumo diferenciado
da forma como se apresentava a
carne ovina no mercado.
Não posso deixar de lembrar
Flavio Alcaraz Gomes, um homem em que em todas as suas
apresentações concluía sempre
com uma mensagem de estimulo
para nós produtores continuarmos
produzindo raças especificas de
carne e apresentando a oportunidade de uma abertura de mercado.
Particularmente isto nos levou
inclusive a realizarmos uma importação. Davi Martins e eu fomos
buscar uma linhagem diferenciada
de reprodutores e trouxemos animais da França. Na França encontramos justamente um Texel que
estaria mais adequado ao nosso
momento e ambiente. Acreditamos que o choque de sangue
contribuiu significativamente para
um ganho de qualidade e saltou
a raça Texel no sentido da preferência dos criadores. E prova que
hoje é a mais presente em nossas
exposições e com animais top que
podem concorrer em qualquer
exposição do mundo. Credito
o resultado justamente a um
trabalho de técnicos e criadores
que se dedicaram à raça. Ao lado
da presença das diretorias cuja
participação intensiva estimulava
este trabalho chegamos ao campo
e no campo houve uma aceitação
muito grande no cruzamento com
as demais raças. E esta posição
acredito pesou significativamente
no momento em que na Expointer
desponta o Texel a concorrer não
só entre todas as raças ovinas, mas
com resultados que ultrapassam
historicamente a comercialização
dos próprios bovinos.
O mercado de carne ovina hoje
está superaquecido. Em determinado estágio fomos pioneiros no
sentido de introdução no Estado
de cortes de carne ovina, onde
justamente junto com João Carlos
Timmers e meu filho montamos
uma boutique especializada em
carne de primeira linha, com
cortes selecionadíssimos e cujo
projeto até hoje seria moderno.
Instalou-se no mercado a oportunidade de não ter que comprar
meia carcaça ou uma carcaça
inteira, e sim levar as peças que
o consumidor queria. Hoje há
outros tantos projetos nesta área
então não tem duvidas que o espaço que esta destinado aos ovinos
e ao ovino Texel é imensurável.
Existe uma demanda de consumo
que humilha a oferta que se tem.
Então dentro deste principio é
digno de se comemorar 40 anos
de um trabalho intensivo daqueles
que iniciaram e que logicamente
até o presente momento estão a
desenvolver as suas atividades.
Cumprimento a todos estes seguidores que estão incorporando
e enxergando no Texel um animal
diferenciado para ter nos seus
campos e logicamente para ter
uma oferta qualificada junto aos
mercados consumidores.
Raça Texel, há 40 anos no Brasil
Paulo Afonso Schwab,
criador e presidente da ARCO
A
história da raça Texel
iniciou no Brasil, mais
precisamente no ano de
1972, com a importação de 30
animais holandeses, trazidos
pelos criadores Halley Rodrigues
Marques e Ligia Vargas Souto,
de Itaqui, interior do Rio Grande
do Sul.
Dentre estes 30 animais da
raça Texel, foi registrado na Associação Brasileira de Criadores
de Ovinos (ARCO) o primeiro
macho da raça, o de tatuagem
3552, nascido em fevereiro de
1970. Desta história veio o primeiro animal registrado nacional PO (Puro de Origem), que
recebeu a tatuagem 01, nascido
em Itaqui em janeiro de 1973.
Foram importadores da genética
também, Sucessão de Theodorico
Andrade, de Tupaciretã (RS) e
Assis Brasil de Almeida Leite,
de Butiá (RS).
Para os criadores de Texel de
todo o Brasil se faz importantíssimo resgatar estes 40 anos de
história desta raça pujante e que
hoje reúne 726 produtores que se
preocupam em manter o registro
genealógico dos seus animais.
A raça que tem por principal
característica a produção de animais com excelente acabamento
de carcaça, carne de qualidade,
saborosa, com baixíssimo índice
de gordura e,ainda, apreciável
quantidade de lã branca.
Atualmente, 17 estados brasileiros possuem rebanhos de Texel, entre eles, Rio Grande do Sul
(440 criadores); Paraná (137);
São Paulo (56); Santa Catarina
(42), e os outros dividem-se entre
Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão,
Minas Gerais, Mato Grosso,
Schwab está a frente da ARCO
Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de
Janeiro, e Rio Grande do Norte.
Os certificados de registro emitidos pela ARCO até o
momento, somam mais de 50
mil,precisamente 53,173 mil
entre Base, Provisório e PO.
Números oficiais que dão conta
apenas do rebanho registrado da
raça. Estima-se que o rebanho
geral Texel e suas cruzas pode
chegar a mais de 400 mil cabeças,
somente no estado do Rio Grande
do Sul, demonstrando a importância da raça no desenvolvimento da ovinocultura nacional.
Para todos os selecionadores
e criadores de Texel do Brasil,
ficam as felicitações da ARCO
pelos 40 anos de história da raça
no nosso país e a mensagem de
estímulo e fomento na produção
de ovinos, produção esta que
cresce a cada dia e, que hoje, sem
dúvida é uma grande, importante
e atrativa alternativa de geração
de renda, trabalho e riqueza. Para
a BRASTEXEL, entidade que
congrega os criadores de Texel
os parabéns pelos 30 anos de
existência e pela profícua tarefa
de divulgar e difundir a criação
da raça em todo o país. A ARCO
orgulha-se em poder ajudar a
contar um pouco da história do
Texel no Brasil, história esta que
é contada todos os dias pelos
homens, mulheres e famílias
inteiras, que porteira a dentro ou
porteira a fora, fazem da produção de ovinos, não só uma atividade rentável, mas uma paixão.
16 | AGOSTO de 2012
TEXEL Brasil 40 Anos
Download

A raça de carne que chegou e ganhou o Brasil em 40