SOCIEDADE
ALVORADA | 3 de Abril | 2015
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PALEONTÓLOGOS DESCOBREM achados de ‘super’ salamandra do tempo dos dinossauros em Portugal
Museu da Lourinhã estuda
fósseis encontrados no Algarve
O
Museu da Lourinhã
tem vindo a fazer a
preparação laboratorial dos fósseis de uma nova
espécie de anfíbio, descoberta
em Portugal, que viveu durante
a ascensão dos dinossauros e foi
um dos maiores predadores da
Terra há cerca de 200 milhões
de anos. Um novo estudo agora
publicado em revistas científicas
por uma equipa de paleontólogos, entre os quais figura o lourinhanense Octávio Mateus,
identifica uma nova espécie de
anfíbios que recebeu o nome
dedicado à região do Algarve
onde a descoberta ocorreu,
‘Metoposaurus algarvensis’, depois
de escavar os ossos em rochas de
um antigo lago do tempo dos
dinossauros, no concelho de
Loulé.
Para Octávio Mateus, que
participou na descoberta e estudo, "esta descoberta é um exemplo de
um achado de uma época da qual
conhecemos muito pouco em Portugal, o Triásico, há cerca de 200 milhões de anos, altura em que viveram alguns dos primeiros dinossauros". Além do paleontólogo lourinhaneses da Faculdade de
Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e colaborador do GEAL - Museu da
Lourinhã, o estudo inclui ainda
investigadores britânicos (Universidades de Edimburgo e Birmingham) e franceses (Museu
de História Natural de Paris).
Octávio Mateus revelou que até
agora foram descobertos dois
crânios em “muito bom estado” e
restos que os especialistas identificaram como pertencentes a
nove indivíduos. Os estudos
continuam em laboratório e no
terreno assim os paleontólogos
consigam um financiamento.
Os dinossauros assemelhamse a salamandras gigantes, algumas com dois metros de comprimento, que viveram em lagos e
rios durante o Período Triásico,
de forma semelhante aos croco-
Direitos Reservados
L
INVESTIGAÇÃO: laboratório do GEAL – Museu da Lourinhã participou activamente neste trabalho científico
dilos de hoje, dizem os investigadores. Estes anfíbios primitivos
que pareciam salamandras gigantes eram, contudo, parentes
distantes das verdadeiras salamandras de hoje. Os metopossauros faziam parte do grupo
ancestral do qual anfíbios modernos - tais como sapos e salamandras - evoluíram, diz a equipa de investigadores. A descoberta revela ainda que a distribuição geográfica deste grupo
de animais era maior do que se
pensava anteriormente. Restos
fósseis deste tipo de animais foram encontrados em África,
Europa e América do Norte mas
as diferenças na estrutura do
crânio e mandíbula dos fósseis
encontrados em Portugal revelaram que eles pertenciam a
uma nova espécie. Esta descoberta ocorreu numa camada repleta de ossos onde dezenas de
animais podem ter morrido
quando o lago secou.
Apenas uma fracção do local
- cerca de quatro metros quadrados - foi escavado até agora e
a equipa irá prosseguir o tra-
balho para descobrir novos fósseis. A maioria deste tipo de
grandes anfíbios foi exterminada durante uma extinção em
massa que ocorreu há 201 milhões anos, muito antes da
morte dos dinossauros. Isto
marcou o fim do Período Triásico, quando o supercontinente
Pangea, que incluiu todos os
continentes do mundo, se
começou a dividir. O estudo, publicado no ‘Journal of Vertebrate Paleontology’ (Estados
Unidos da América), foi financiado por diversas entidades
internacionais de vários países:
National Science Foundation,
Jurassic Foundation, University
Climate Center, Chevron Student Initiative Fund e Columbia
University (Estados Unidos da
América), CNRS - Centre National de la Recherche Scientifique
(França), Fundação Alemã de
Investigação (Alemanha). O
projecto contou ainda com o
apoio adicional dos Municípios
de Loulé e Silves, bem como da
Junta de Freguesia de Sair
(Loulé).
Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo, o primeiro
autor do estudo, sublinhou a
propósito deste achado que “este
novo anfíbio parece algo saído de
um filme de monstros. Era tão
comprido como um pequeno carro e
tinha centenas de dentes afiados na
sua grande cabeça chata, que se
parece com uma tampa de sanita.
Este era o tipo de predador feroz que
os primeiros dinossauros tinham que
enfrentar, muito antes dos dias de
glória do T. Rex e Brachiosaurus”.
Octávio Mateus explicou ainda
que a salamandra terá coexistido com os primeiros dinossauros e desaparecido durante uma
extinção em massa que ocorreu
há 201 milhões de anos. “Houve
várias extinções em massa e essa
coincide com o afastamento dos continentes. Possivelmente tem a ver
com essa situação, com a actividade
vulcânica e com a alteração do
clima”, disse. O estudo conclui
ainda que a descoberta revela
que a distribuição geográfica do
grupo de animais era maior do
que se pensava. I
FEIRA DO QUEIJO
E ENCHIDOS
NA MARQUITEIRA
A Associação Cultural, Recreativa e
Desportiva da Marquiteira foi palco,
no fim-de-semana de 28 e 29 de
Março, da primeira edição da Feira
do Queijo e Enchidos. Este certame
realizado na freguesia de Santa
Bárbara abriu as portas no sábado,
às 17h00, tendo estado também
presentes durante a tarde vários
artesãos da MIA - Mostra Itinerante
de Artesanato assim como no dia
seguinte. Por volta das 21h00, o
jantar contou com o entretenimento
do acordeonista lourinhanense
Rodrigo Maurício, que animou a
feira enquanto os visitantes
saborearam as iguarias.
No domingo a feira abriu às 12h00
para servir almoços. Entre os vários
petiscos de queijo e enchidos, o
menú também incluiu a tradicional
sopa da pedra, caldo verde e mini
prato a pensar nas crianças. À
noite, a organização disponibilizou
uma televisão para os visitantes
acompanharem e torcerem pela
Selecção Nacional de Futebol que
acabou por fechar esta edição de
queijo e enchidos com chave de
ouro, após a vitória frente à
selecção nacional da Sérvia. I
Sofia de Medeiros
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Feira do Queijo e Enchidos