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Quar ta, 23 de Novembr o de 2005
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Dois : Pontos
Em busca da velha República
Rejane Tamoto
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T er ceir o S etor
Um dos pontos históricos e mais emblemáticos
de São Paulo, a praça da República, voltará a
ser uma área privilegiada para a circulação de
pedestres, servindo de atalho para quem anda
diariamente pelas ruas do Centro. Esse, pelo
menos, é o objetivo do projeto de restauração
apresentado pela Empresa Municipal de
Urbanização (Emurb), que pretende devolver à
praça o desenho original de 1905, com
técnicas e materiais modernos.
Divulgação/Emurb
Na foto acima, a praça em 1910: limpa,
A intervenção ocorrerá nos 30.668 m2 do
bonita e segura.
espaço, excluindo a Secretaria Estadual de
Educação. A proposta é recompor a paisagem
atualmente desgastada, rebaixar os canteiros, reformar o lago, refazer as calçadas e
vias, restaurar esculturas e aumentar a iluminação. "Queremos melhorar a iluminação
dos jardins, algo inexistente praça. Ela está muito feia e deteriorada e a idéia é
modernizar e adequá-la à região", afirma o secretário de Obras e Serviços e subprefeito
da Sé, Andrea Matarazzo.
Versão final – A subprefeitura da Sé entregou nesta semana a versão final do projeto de
revitalização da praça da República ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A previsão inicial para o início de obras passou de outubro para fevereiro do próximo
ano, se tudo acontecer conforme as expectativas da subprefeitura.
"O atraso ocorreu porque o BID pediu a adequação do edital ao formato e mais
detalhamentos do projeto hidráulico. Esperamos que até o fim do mês o BID aprove o
projeto para dar início à licitação", explica Matarazzo. Estimadas em R$ 4 milhões, as
obras serão custeadas pelo banco e deverão ser concluídas em seis meses após o
início. A reforma faz parte de um pacote de obras na região central, anunciado pelo
prefeito José Serra, em junho deste ano, que também inclui a revitalização da praça da
Sé, com recursos do BID.
Restauração – O calçamento em frente ao edifício Caetano de Campos, sede da
Secretaria Estadual de Educação, em ladrilho hidráulico, será restaurado. O objetivo é
que o local seja usado para o trânsito de pedestres, já que a área liga a rua do Arouche
à Sete de Abril. Segundo o gerente de paisagem urbana da Emurb, Luís Eduardo Surian
Brettas, foi firmado um acordo com o Metrô para o rebaixamento das grelhas e o manejo
de árvores. "Em função da obra de construção da estação, em duas fases, parte da
revitalização será manejada pelo Metrô, como o transplante de árvores", diz. No interior
da praça o pavimento do passeio cederá lugar a blocos intertravados, um material
moderno, que dividirá espaço com as orlas em cerâmica, remontando ao projeto original
da praça, de 1905.
Para melhorar a transparência, serão rebaixados os canteiros e instaladas pequenas
cercas em arco nas orlas, mas a vegetação será mantida. "Vamos transferir 42 árvores
frutíferas para a creche, preservar 143 e cortar três espécies não-recomendadas, como
a embaúba", afirma.
http://www.dcomercio.com.br/noticias_online/520511.htm
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Um dos pontos que visa aumentar a segurança é a retirada de banheiros subterrâneos,
que não estavam no projeto original. "Nesses banheiros já houve estupro, assassinato e
uso de drogas. Eles não funcionam na praça. Sobre esse trecho haverá uma cobertura
vegetal", afirma Brettas.
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Nos lagos, tartarugas e peixes demais
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