“Eu vim para servir” (Mc 10,45)
Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a
colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos
pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço
ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de
Deus.
Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja com a
sociedade, identificar e compreender os principais desafios
da situação atual.
Apresentar os valores do Reino de Deus e da Doutrina
Social da Igreja,
humanizantes.
como
elementos
autenticamente
Identificar as questões desafiadoras na evangelização da
sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a
ação pastoral.
Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da
integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo
inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas
e violentas.
Buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da
Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e
sociedade.
Atuar, profeticamente, à luz da evangélica opção preferencial
pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na
constituição de uma sociedade justa e solidária.
VER: A
REALIDADE
INTRODUÇÃO:
 Igreja e mundo
Antiguidade: confrontação Igreja e Sociedade
Período Medieval: - Identificação Igreja e Mundo
- Ser Cristão é ser cidadão.
- Batismo oficializa a pertença
do indivíduo a sociedade.
- A Igreja era o mundo e o mundo
era a Igreja.
INTRODUÇÃO:
 Modernidade
 O mundo compreende-se separado da Igreja.
 A Igreja combate contra a modernidade.
Separação: o mundo evolui na organização social e na
capacidade técnica.
A Igreja permaneceu incapaz de acompanhar estas
mudanças.
INTRODUÇÃO:
 Concílio Vaticano II
 Reaproximação da Igreja com a Sociedade.
 A Igreja se reconhece como servidora do mundo.
Abertura da Igreja ao mundo e reconhecimento da
sua autonomia.
INTRODUÇÃO:
 Papa Francisco
 Humanização do papado.
 Periferias existenciais.
 Igreja que acolhe, perdoa e cura feridas.
INTRODUÇÃO:
 Ação Social da Igreja e ação evangelizadora
Lugares prioritários:
 Realidade de sofrimento dos pobres.
 Implementação da cultura do diálogo para a
vivência da paz.
 Opção pelos pobres.
VER: DAS ORIGENS A CRISTANDADE
 Anúncio da vida, pregação,
morte e ressurreição de Jesus
Cristo; o exemplo dos
mártires fortalecia e uniam a
vida das primeiras
comunidades cristãs.
 Cristandade
- Construção da civilização
europeia.
VER: CRISTANDADE LUSITANA
 Crise nas bases da
cristandade
- Reforma protestante
- Humanismo
- Aliança da Igreja com o
Reino de Portugal PADROADO
Ver: Os desafios da Primeira metade do Século XX
 Expansão acelerada de alguns





centros urbanos
A formação das classes médias
A ditadura de Vargas
A redemocratização política do
pós-guerra,
O modernismo
E a participação das forças
armadas na Segunda Guerra
Mundial.
Ver: Resposta da Igreja
Aos desafios da Primeira metade do Século XX
• Atuação da recém-criada CNBB, em
1952;
• As mobilizações dos leigos, por meio
da Ação Católica;
•O Movimento de Educação de Base
(MEB);
• Os Sindicatos rurais de inspiração
eclesial;
• I e o II Encontro de bispos do
Nordeste, realizados em Campina
Grande/PB, em 1956 e 1959;
•Congresso Eucarístico Internacional
do Rio de Janeiro;
•o Encontro Internacional da Ação
Católica;
•A Criação da Coordenação Nacional
de Catequese.
VER: Os desafios do período da repressão
• Avanço da industrialização;
•Agravamento dos problemas
sociais;
•Ditadura militar;
•Uma revolução cultural nos
grandes centros urbanos.
Ver: Resposta da Igreja
Aos desafios do período da repressão
•Comissão Pastoral da Terra (CPT);
•Comissão Brasileira de Justiça e Paz
(CBJP);
•Conselho Indigenista Missionário
(CIMI);
•As comunidades Eclesiais de Base
(CEB´s)
•Lançamento da Campanha da
Fraternidade em âmbito nacional.
Ver: Desafios da redemocratização da sociedade
• Os movimentos da
ANISTIA e DIRETAS JÁ
encontraram na Igreja
abrigo seguro para sua
articulação.
•A CNBB, por meio do Setor Pastoral Social, passou a coordenar novas
iniciativas surgidas com essa perspectiva, como as pastorais sociais:
carcerária, da criança, do menor, dos migrantes e da mulher
marginalizada.
•Comunidades Eclesiais de Base
•As Pastorais Sociais, o Movimento Fé e Política, as Semanas Sociais e o
Grito dos Excluídos.
Ver: Sociedade brasileira atual e seus desafios
As mudanças na sociedade brasileira são tão profundas e
constantes a ponto de se ver uma verdadeira mudança de época. É
uma situação de crises e angústias na vida pessoal, nas instituições
e nas várias dimensões da sociedade.
VER: Desafios atuais
 a) A Demografia
 200 milhões de habitantes
 Maioria da população na faixa litorânea
 Expectativa de vida do brasileiro em 2012, 74,6 a
 Diminuição do número de crianças e aumento
de idosos
VER: Desafios atuais
 b) A urbanização e algumas dificuldades
 O processo de urbanização da sociedade
brasileira foi rápido demais.
 Em 1940, a população urbana era 31%, em 1960,
era 45% e hoje está em torno de 85%.
 Cerca de 44% dos brasileiros vivem em regiões
metropolitanas.
VER: Desafios atuais
 b) A urbanização e algumas dificuldades
 Esta rápida urbanização caracterizou-se pela falta de
planejamento e resultou em problemas como: favelização,
poluição, violência, drogadição, enchentes, mobilidade e
condições sanitárias precárias.
 Esta rápida urbanização da sociedade brasileira não foi
acompanhada de políticas adequadas de moradia, mais de
50% dos domicílios brasileiros não têm coleta de esgoto e, do
coletado, menos de 40% recebem algum tratamento. A
produção de lixo hoje no Brasil é de 273 mil toneladas/dia.
VER: Desafios atuais
c) Articulação: políticas
públicas com objetivos
econômicos e sociais
 O bolsa-família atende 14 milhões de famílias e atinge
¼ da população. Este programa e outros do gênero são
motivos de debates na sociedade brasileira. Muitos o
criticam por considerarem meramente assistencialista,
carecendo de instrumentos para melhor qualificar as
pessoas assistidas e proporcionar-lhes saída efetiva da
condição de pobreza extrema.
VER: Desafios atuais
 d) Estabilidade e avanço da classe – média
 As duas décadas de estabilidade econômica
proporcionaram a geração de mais emprego e o
aumento da renda, inflando a classe média, hoje
estimada em mais de 100 milhões de pessoas.
 Atualmente esta classe média encontra-se
endividada, com pessoas atônitas e angustiadas,
dada a desaceleração econômica do País, verificada
a partir de 2011.
VER: Desafios atuais
 e) A violência na sociedade brasileira
 O Brasil tem a oitava pior marca entre as 100
nações com estatísticas confiáveis sobre o tema.
 As mais altas taxas de homicídios no Brasil
estão em Alagoas, Espírito Santo, Pará e
Paraíba. Com maior incidência nas periferias
urbanas e em cidades com rápido crescimento.
 São 50 mil mortes violentas por ano no Brasil.
VER: Serviço da Igreja à sociedade brasileira
•A Igreja Católica está presente em todo
o território brasileiro, participando e
servindo em vários âmbitos e por
diferentes formas a sociedade brasileira.
Em suas articulações pastorais, a Igreja
organiza movimentos em defesa dos
direitos das pessoas, combate as
injustiças que atentam contra a
dignidade humana.
VER: A Igreja Católica e o
contexto religioso da sociedade brasileira
•Na sociedade brasileira atual, a compreensão da fé e sua prática
passam por grandes mudanças. Muitas pessoas não valorizam
mais a pertença à determinada religião de forma ativa e
sistemática.
VER: A Igreja Católica e o
contexto religioso da sociedade brasileira
 O último Censo aponta alterações no perfil entre as religiões. Chama a
atenção, a diminuição da porcentagem dos que se declaram católicos nas
pesquisas. No Censo de 2010, os evangélicos que na década de 1970 eram
5,2%, hoje correspondem a 22% da sociedade brasileira, crescimento
acentuado a partir dos anos noventa.
 Nos últimos anos o grupo dos sem religião cresceu 70% alcançando 8%
população brasileira.
Igreja e Sociedade: convergência e divergências
 A sociedade brasileira apresenta uma pluralidade cultural com sua matriz
étnica de origem europeia, africana e indígena. Para o pluralismo também
cooperou a vinda de muitos migrantes da Europa e da Ásia nos séculos XIX e
XX, além de grandes migrações internas.
Igreja e Sociedade: convergência e divergências
Este pluralismo pode trazer benefícios e conceder mais liberdade às pessoas.
Por outro lado, a perda ou a relativização de referências culturais pode gerar
fragmentação e desorientação em todas as dimensões da existência.
Neste contexto de pluralismo, a Igreja Católica busca participar ativamente dos
debates das questões mais relevantes por meio da CNBB e outras organizações
eclesiais. Questões relativas à vida e sua defesa, tocando em temas como aborto,
eutanásia, manipulação de embriões e outros.
VER: A Reforma política e a participação popular
Diante da situação de combate
à corrupção, a Igreja teve
grande papel na promulgação
da Lei da “Ficha Limpa”, Lei de
iniciativa
popular,
que
impediu, no pleito de 2014, a
candidatura
de
políticos
condenados, inclusive entre os
acostumados a expressivas
votações.
VER: As redes de comunicação
Novas formas de sociabilidade
Novas formas de conhecimento
Fragmentação e
enfraquecimento da capacidade de
discernimento relativas às
questões ético-morais
VER: A racionalidade cientifica ou instrumental
 A razão na vertente científica
ou instrumental reduz a realidade
ao mundo sensível e compreende
o método experimental como o
único
capaz
de
produzir
conhecimento.
Essa
visão
reduz
o
homem/mulher
à
dimensão
racional e científica, o que implica
na negação da subjetividade e da
transcendência.
VER: A racionalidade cientifica ou instrumental
 Nesta visão puramente racional,
tudo aquilo que não é submetido à
razão deveria ser posto de lado, não
tem evidências verdadeiras.
Com esta visão, o processo
civilizatório foi compreendido na
perspectiva laicista, não religiosa.
Esta nova situação torna-se campo
fértil para o aparecimento de algumas
expressões culturais acompanhadas
de formas radicais de relativismo ou
fundamentalismo, acentuando ainda
mais a crise da modernidade.
VER: O Laicismo e a laicidade
A doutrina da Laicidade propõe
ao Estado não optar por religião
oficial, para resguardar a sociedade
de possíveis fundamentalismos
religiosos,
garantindo
assim
liberdade religiosa e o sadio
pluralismo religioso.
A Igreja reconhece a Laicidade, não tem pretensões de influir
no poder para impor suas ideias e doutrinas. Por isso, não tem
partido nem apoia nenhum partido. Sua participação na
sociedade se caracteriza pela busca e anúncio de valores em
prol da vida, da dignidade das pessoas e do bem comum, a
partir de Jesus Cristo. É o seu modo de servir.
VER: A cultura do descartável
Esta forma de cultura moderna
e materialista, distância as
pessoas dos valores éticos e
espirituais.
É uma forma cultural que tende a transformar as pessoas em
puros consumidores.
Na sociedade de mercado, tudo é passível de ser
instrumentalizado, tornando objeto de satisfação do sujeito.
VER: Sinais dos novos tempos
Na contraposição à cultura do
descartável, do relativismo e do
materialismo
encontram-se
também os sinais de formação de
uma nova cultura que permita uma
maior realização humana, que
respeite e ajude o outro. É a cultura
marcada pelo respeito à consciência
de cada um, pela tolerância e pela
sensibilidade diante da dor e do
sofrimento humano.
VER: Esperança diante dos desafios
O Papa Francisco tem exortado todos os cristãos a não
assumirem uma posição pessimista diante das dificuldades
presentes. Ele nos chama a unir forças com os homens e
mulheres de boa vontade que desejam ser construtores do
desenvolvimento humano integral.
A relação Igreja – Sociedade à Luz da Palavra
de Deus
 As Sagradas Escrituras revelam que Deus é um Criador
amoroso. Ele viu que toda a realidade criada é boa em
si mesma e desejou que o mundo fosse um lugar de
harmonia e paz (Gn 1,31).
 O que causa um profundo desequilíbrio no interior dos
seres humanos e na própria natureza criada é o nosso
afastamento de Deus e a nossa escolha pelo mal (Gn
3,14-17).
O povo de Israel chamado a ser sinal para todos
Quando, pela necessidade
de sobrevivência por causa
da fome, os filhos de Abraão
se tornaram escravos no
Egito, Deus os libertou,
sendo fiel à aliança, fazendo
de Moisés e o próprio povo
protagonistas da libertação.
O povo de Israel chamado a ser sinal para todos
Com a libertação do Egito,
Deus propõe as bases de uma
nova sociedade a ser construída:
sem morte, sem violência, sem
guerras e sem escravidão.
A aliança e os mandamentos
inspiraram um jeito novo de
organização social, prevalecendo
o caráter solidário e fraterno do
povo de Israel.
O povo de Israel chamado a ser sinal para todos
A caminhada deste povo foi dura até a terra
prometida. Lá chegando, vão perdendo esta
inspiração da Aliança e dos Mandamentos e
optam pela monarquia. Pedem um rei.
O profeta Samuel alertou para os riscos
dessa escolha (1 Sm 8, 10 – 18). Samuel tinha
razão. A frase “Fez o que era mau aos olhos do
Senhor” (1 Rs 16,25)
Os projetos dos reis, afastados do projeto de
Deus, geraram injustiças na sociedade de
Israel e assim, Israel tornou-se presa fácil,
retornando à condição de escravos de outro
povo. Mas Deus não abandonou o seu povo.
Jesus e a organização social do seu tempo
Jesus não se apresentou como alguém que
queria prestígio, mas como servidor (Mt 11, 28
– 29). “Vinde a mim todos os que estais
cansados sob o peso do vosso fardo e eu vos
darei descanso”.
Jesus valorizou os humildes: “Eu te louvo, ó
Pai, Senhor do céu e da terra, porque
ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos
e as revelastes aos pequenos” (Mt 11,25).
O serviço, assumido por Jesus, é o mesmo
serviço que queremos assumir como lema na
Campanha da Fraternidade neste ano de 2015
“Eu vim para servir” (Mc 10,45).
Jesus e a organização social do seu tempo
Jesus confiou aos Apóstolos a missão de
construir o Reino de Deus no coração dos
homens e das mulheres deste mundo.
O Apóstolo Paulo, chamado por Jesus
no caminho de Damasco, tornou-se um
evangelizador e missionário.
Para Paulo “o novo” do qual tanto falava
inclui a lógica do serviço.
Igreja – Sociedade à luz do magistério da Igreja
O significado da relação Igreja com a sociedade vem explicitado no
início da Constituição Apostólica Gaudium et Spes. “As alegrias e as
esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo
dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as
esperanças, as tristezas e as angustias dos discípulos de Cristo”.
Igreja – Sociedade à luz do magistério da Igreja
A missão da Igreja Católica é colocar à disposição do gênero humano
as forças salvadoras que ela recebe de Cristo. Propõe salvar a pessoa
humana integralmente e restaurar a sociedade humana. Na expressão
de Paulo VI, os cristãos são anunciadores e agentes de uma nova
ordem social: a civilização do amor.
O anúncio do Evangelho nos modernos Areópagos
A missão específica da Igreja é de cunho religioso, e não
propriamente político, econômico ou social. Sua ação
evangélica repercute na organização e no fortalecimento da
comunidade humana.
Opção pelo ser humano e preferencialmente pelos pobres
 O Concílio Vaticano II indicou o caminho de servir a Deus servindo ao
ser humano.
O Concílio indicou a necessidade de aproximar a Igreja dos pobres, no
sentido da compaixão e da solidariedade, mas também no sentido de
uma real identificação entre Igreja e pobres.
Opção pelo ser humano e preferencialmente pelos pobres
O Papa Francisco, no início do seu pontificado propôs o empenho por
“uma Igreja pobre e para os pobres”. E disse no Lançamento da
Campanha Mundial Contra a Fome e a Pobreza: “Estamos diante do
escândalo mundial de cerca de milhões de pessoas que ainda hoje
passam fome. Não podemos virar as costas e fazer de conta que isto não
existe. O alimento que o mundo tem à disposição pode saciar a todos”.
Igreja – Sociedade à luz do magistério da
Igreja
O Papa Francisco tem nos convidado
constantemente a reconhecer nossa
natureza missionária e com isto lembra
que devemos passar de uma “pastoral de
conservação
a
uma
pastoral
decididamente missionária”.
A Igreja não se torne ou se compreenda
como uma “ONG sociocaritativa”.
A FAMILIA: Primeira escola das virtudes
sociais
Nas relações da Igreja com a
sociedade,
é
fundamental
considerar com atenção uma das
instituições sociais que mais
corresponde à natureza humana: a
família.
A família é a primeira escola dos
valores sociais de que as sociedades
necessitam. O direito – dever
educativo dos pais é essencial,
ligado como está à transmissão
da vida. Educar é dever original e
primário dos pais. Esta é uma
tarefa não delegável a outros.
O Bem comum e o desenvolvimento da
sociedade
Na noção de bem comum
incluem-se alguns elementos
essenciais: respeito às pessoas,
à vocação e à liberdade, bem –
estar social, a paz.
A comunidade política e serviço ao bem
comum
Para a Igreja, a comunidade
política deve ter por objetivo o
bem comum de todos os
cidadãos e cidadãs: moradia,
saúde, educação, lazer e
liberdade religiosa.
O bem - comum é a única
razão da existência da
sociedade política.
AGIR: Igreja e Sociedade: Serviço, diálogo e
cooperação
A trajetória de atuação da Igreja na sociedade assume novos
desafios conforme o tempo. Os novos tempos exigem da
Igreja um discernimento, à luz do Espírito Santo, para
continuar sua missão.
A quinta urgência proposta pelas Diretrizes Gerais da Ação
Evangelizadora 2011 – 2015 se estende ao cuidado e à
proteção da dignidade humana em todas as etapas da sua
existência: família, crianças, adolescentes, jovens,
trabalhadores/as e migrantes combatendo o preconceito e a
discriminação.
AGIR: Proteção dos direitos fundamentais
Direito à água limpa
e potável
Alimentação
Moradia, à liberdade
 Manifestação
política
Educação
Manifestação
religiosa
publicamente.
O bem comum: promoção e
defesa da justiça social
A melhoria das condições de vida dos brasileiros ainda não se
traduziu em melhorias nas condições estruturais da vida da
população, sobretudo dos necessitados. Vale lembrar: a luta pela
reforma agrária e as condições do trabalho no campo; as
relações de trabalho que compreendem salário justo e o
emprego decente; o acesso à moradia. No caso dos
quilombolas e comunidades tradicionais, é urgente que o
governo demarque os territórios e os proteja da especulação
imobiliária.
AGIR: O serviço da Igreja à Sociedade
O Papa Francisco pede uma Igreja em saída para testemunhar o amor ao
Evangelho: “Não quero uma Igreja preocupada em ser o centro”.
Uma Igreja que não tenha medo de entrar na noite deles;
Uma Igreja capaz de encontrá-los no seu caminho;
Uma Igreja capaz de inserir-se na sua conversa;
Uma Igreja que saiba dialogar com aqueles que vagam sem meta,
com desencanto, desilusão, até mesmo do Cristianismo;
Uma Igreja capaz de acompanhar o regresso a Jerusalém.
AGIR: A superação da
violência e a construção da
paz
Um dos mais sérios problemas com o qual a sociedade brasileira se debate nos dias
de hoje é a violência. As pessoas desejam viver em paz e segurança. Planejar e
desenvolver ações em favor da Paz é um dos grandes serviços que devemos prestar à
sociedade nos dias atuais.
Inserir o tema da paz na Liturgia e na Oração;
Articular momentos de oração pela Paz em lugares simbólicos;
Acompanhar famílias, jovens e escolas com histórico de conflitos
em vista de superá-los;
Apoiar as iniciativas da sociedade organizada que visem à cultura
da paz.
AGIR: Conselhos paritários e participação social
Esclarecer a comunidade sobre a
importância da participação nos Conselhos
Paritários;
Obter informações sobre os Conselhos
Paritários
constituídos
em
nossos
municípios e sobre seu funcionamento;
Escolher
e
preparar
pessoas
na
comunidade para participarem em nome
dela e como Igreja.
AGIR: A participação na reforma política
A Igreja Católica integra a “coalizão pela Reforma Política, Democrática e
Eleições Limpas”. Participar ativamente dos debates que definiram os
termos desse projeto, que inclui:
Proibição do financiamento de candidatos por empresa;
A adoção do Sistema eleitoral chamado “voto transparente”;
Alternância de homens e mulher nas listas de candidatos dos
partidos.
AGIR: A participação na reforma política
Sugestões para ações concretas:
A participação dos discípulos missionários no bem comum pelo
processo político é um direito e um dever, como cidadão e do
exercício da missão;
Que a comunidade não esteja alheia aos processos políticos na
sociedade;
Convidar pessoas para debater, traçar metas e estratégias, em vista
da contribuição à urgente reforma política.
GESTO CONCRETO:
COLETA DA SOLIDARIEDADE
DIA: 29/03/2015
(DOMINGO DE RAMOS)
“Eu vim para servir” (Mc 10,45)
Apresentação: Côn. Egídio de Carvalho Neto
Mons. Ivônio Cassiano
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Slides para Formação - Arquidiocese da Paraíba