EDIÇÃO ESPECIAL
Pesquisa CNI-IBOPE
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI
Presidente: Robson Braga de Andrade
DIRETORIA DE POLÍTICAS E ESTRATÉGIA
José Augusto Coelho Fernandes
Diretor
EDIÇÃO ESPECIAL
Pesquisa CNI-IBOPE
Avaliação do governo Dilma Rousseff
Avaliação de governos estaduais
Manifestações populares
Qualidade dos serviços públicos
Tributação, disponibilidade e uso dos recursos públicos
Julho / 2013
Confederação Nacional da Indústria
© 2013. CNI – Confederação Nacional da Indústria.
Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte.
CNI
Gerência Executiva de Pesquisa e Competitividade – GPC
CNI
Serviço de Atendimento ao Cliente - SAC
Confederação Nacional da Indústria
Tels.: (61) 3317-9989 / 3317-9992
Setor Bancário Norte
[email protected]
Quadra 1 – Bloco C
Edifício Roberto Simonsen
70040-903 – Brasília – DF
Tel.: (61) 3317- 9001
Fax: (61) 3317- 9994
http://www.cni.org.br
sumÁrio
1 Principais resultados 9
2 Avaliação do governo Dilma Rousseff 13
2.1 Popularidade da presidente Dilma
13
2.2 Avaliação do governo por área de atuação 15
2.3 Noticiário sobre o governo
16
2.4 Problemas e prioridades na visão da população 19
3 Avaliação dos governos federal, estaduais e municipais: 11 estados
selecionados 22
3.1 Popularidade da presidente Dilma 22
3.2 Popularidade dos governadores de estado 25
3.3 Comparativo presidente Dilma, governadores e prefeito 27
3.4 Avaliação das ações dos estados por áreas específicas 29
4 Manifestações populares 30
5 Qualidade dos serviços públicos 33
6 Tributação, disponibilidade e uso dos recursos públicos
7 Especificações técnicas da pesquisa
49
36
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
1 Principais resultados
Avaliação do governo Dilma Rousseff
• Popularidade da Presidente Dilma cai de maneira significativa entre junho e
julho em razão das manifestações populares
- Percentual da população que avalia o governo como ótimo ou bom
recua de 55% para 31%
- Aprovação da maneira de governar e confiança na presidente caem,
ambas, a 45%
• Áreas que o governo tem melhor desempenho: Habitação; Combate à fome e a
miséria; e Capacitação Profissional
• Áreas que o governo tem o pior desempenho: Saúde; Segurança pública; e
Educação.
• Prioridades para o governo federal: Melhorar os serviços de saúde; Combater a
violência e a criminalidade; Combater a corrupção; e Melhorar a qualidade da
educação.
Avaliação de governos estaduais
• Governadores mais populares são os dos estados de Pernambuco, Paraná, Ceará
e Minas Gerais.
• Governadores menos populares são os dos estados do Rio de Janeiro, Goiás e
São Paulo.
• Governadores mais populares são reconhecidos pelas políticas e ações em Educação, Desenvolvimento e crescimento do estado, Geração de empregos, estradas e rodovias.
• Popularidades da Presidente Dilma e dos governadores aparentam ser positivamente correlacionadas.
9
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Manifestações populares
• Apenas 9% dos entrevistados participaram das manifestações e 6% tinham um
residente do domicilio que participou.
• 89% dos entrevistados são a favor das manifestações
• As respostas dos governantes e do Congresso Nacional não foram vistas de maneira positiva pela população. Mais de 30% dos entrevistados reprovaram totalmente essas respostas.
• 34% dos entrevistados pretendem participar de novas manifestações.
• As principais reivindicações são: Maiores investimentos em saúde, Contra a corrupção e Mais segurança pública.
Qualidade dos serviços públicos
• De 13 tipos de serviços, nove foram considerados de baixa ou muito baixa qualidade pela maioria da população.
- O piores avaliados são: Segurança pública; Postos de saúde e hospitais;
Transporte público; e Educação fundamental e ensino médio.
• De um modo geral, a população identifica a responsabilidade da cada nível de
governo no suprimento dos serviços públicos, mas parcela significativa defende
que todos são igualmente responsáveis ou devem ser igualmente cobrados.
10
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Tributação, disponibilidade e uso de recursos públicos
• 53% da população respondem que a maior parte dos impostos vão para o governo federal
• 51% acreditam que o governo estadual precisa da ajuda do governo federal para
prover serviços públicos adequados
- No Rio Grande do Sul, Ceará e Santa Catarina esse percentual é de: 73%,
67% e 58%, respectivamente.
- No Rio de Janeiro, 60% da população acreditam que o estado tem dinheiro suficiente.
• 62% da população acreditam que a prefeitura precisa da ajuda dos governos federal e estadual para prover serviços públicos adequados
• 85% da população reconhecem que o governo federal ajuda os governos estaduais e municipais, mas cerca de 70% acham que ajuda menos que deveria
• 74% da população acreditam que a presidente e seus ministros, bem como os
governadores e seus secretários utilizam mal ou muito mal os recursos públicos
- No caso dos prefeitos e seus secretários esse percentual é de 70%.
• 87% da população concordam total ou parcialmente com a afirmação de que “o
governo já arrecada muito e não precisa aumentar mais os impostos para melhorar os serviços públicos”
• 82% concordam total ou parcialmente que “a baixa qualidade dos serviços públicos deve-se mais à má-utilização dos recursos públicos do que à falta deles”
• 89% discordam total ou parcialmente que “para melhorar os serviços públicos é
preciso aumentar os impostos”
• 91% acham que os impostos no Brasil são elevados ou muito elevados
• O imposto que mais afeta o orçamento familiar é o ICMS, opção escolhida por
32% dos entrevistados
• São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, são os estados com o maior percentual de residentes que consideram o ICMS do estado mais elevados que o dos
demais estados do Brasil.
11
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
2 Avaliação do Governo Dilma Rousseff
2.1 Popularidade da presidente Dilma
A popularidade da presidente Dilma caiu sensivelmente entre junho e julho como mostram as
três medidas de popularidade desta pesquisa. A queda na popularidade, que se iniciou com
o crescimento da inflação, como apurado na pesquisa de junho, se intensificou após o início
das manifestações públicas que tomaram conta do país a partir da Copa das Confederações.
O percentual da população que avalia o governo como ótimo ou bom recuou 24 pontos percentuais de 55% para 31%, entre junho e julho. Este também é o percentual dos que consideram o governo ruim ou péssimo. Para 37% dos entrevistados, o governo é regular.
A aprovação da maneira de governar da presidente também caiu fortemente, de 71% para
45%. O percentual de respondentes que desaprovam a maneira da presidente governar alcançou 49%, superando o percentual de aprovação.
A terceira medida de popularidade – se o eleitor confia ou não na presidente – apresentou o
mesmo comportamento dos demais indicadores. O percentual da população que diz confiar
na presidente caiu 22 pontos percentuais, de 67% para 45% entre junho e julho. O percentual
da população que não confia na presidente subiu de 28% para 50%.
A queda da popularidade da Presidente, também se refletiu na comparação entre seu governo
e o do ex-presidente Lula. Pela primeira vez desde o início do atual governo, o percentual que
considera que o governo Dilma está sendo pior que o governo Lula é o mais alto dentre as opções apresentadas: 46% em comparação com 25% de junho. O percentual que considera os dois
governos iguais caiu de 57% para 42%, enquanto 10% consideram o governo Dilma melhor.
Avaliação do governo Dilma
Percentual de respostas (%)
80
80
70
70
6060
5050
4040
73
%
79
67
63
71
56
55
48
36
3030
27 25
2020
12
11 8 12
14
4
5
29
17
32
49
45
37
25
31
13
1010
5 7 4
6
1
1
0
0 mar/11 jul/11 set/11 dez/11 mar/12 jun/12 set/12 dez/12 mar/13 jun/13 jul/13 1
mar/11 julho/11 set/11 nov/11 mar/12 jun/12 set/12 dez/12 mar/13 jun/13 jul/13
Aprova
Desaprova
NS/NR
Ótimo/Bom
Regular
Ruim/Péssimo
NS/NR
13
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Aprovação da maneira de governar da Presidente Dilma
Percentual de respostas (%)
80
73
70
%
79
67
71
60
49
45
50
40
25
30
20
10
12
0
25
17
14
8
5
4
6
mar/11 jul/11 set/11 dez/11 mar/12 jun/12 set/12 dez/12 mar/13 jun/13 jul/13
Aprova
Desaprova
NS/NR
Confiança na Presidente Dilma
Percentual de respostas (%)
80
%
75
74
65
70
67
60
50
50
45
40
29
30
10
10
0
28
22
16
20
6
3
5
5
mar/11 jul/11 set/11 dez/11 mar/12 jun/12 set/12 dez/12 mar/13 jun/13 jul/13
Confia
Não confia
NS/NR
Comparação com o governo Lula
Percentual de respostas (%)
80
70
%
64
57
60
61
57
50
46
42
40
28
30
20
10
0
14
13
12
11
25
20
11
3
18
2
16
2
10
mar/11 jul/11 set/11 dez/11 mar/12 mar/12 set/12 dez/12 mar/13 jun/13 jul/13
Melhor
Igual
Pior
NS/NR
2
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
2.2 Avaliação do governo por área de atuação
Segundo a população brasileira, as áreas de atuação que o governo federal vem apresentando
os melhores desempenhos são Habitação; Combate à fome e à miséria; Capacitação profissional; Energia elétrica; e Cultura e lazer. De uma lista de 25 áreas, Habitação foi escolhida por
28% dos respondentes como uma das três melhores áreas de atuação do governo. O Combate
à fome e à miséria obteve 23% de assinalações.
Áreas com melhor desempenho do Governo Federal
Percentual de respostas (%)
Habitação/Moradia
28
Fome/Miséria
23
22
21
21
Capacitação profissional
Energia elétrica
Cultura e lazer
Geração de empregos
18
Agricultura
16
Desenvolvimento/Crescimento do País
14
13
12
11
Meio ambiente
Estradas/Rodovias
Educação
Saneamento básico
8
A área com o pior desempenho, na visão da população, é a Saúde. Essa opção foi assinalada,
como uma das três de pior desempenho por 71% da população. Em seguida têm-se Segurança
pública (com 40%) e Educação (37%). Também aparecem com destaque o Combate às drogas
e o Combate à corrupção com, respectivamente, 24% e 21% de assinalações.
Áreas com pior desempenho do Governo Federal
Percentual de respostas (%)
Saúde
71
Segurança pública/Violência
40
37
Educação
Combate às drogas
24
21
Combate à corrupção
Salários
15
14
12
10
9
Impostos
Custo de vida/Preços
Geração de empregos
Transportes/Mobilidade
Fome/Miséria
Habitação/Moradia
6
5
15
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
2.3 Noticiário sobre o governo
Pela primeira vez desde o início do governo, a maioria da população diz considerar o noticiário recente sobre o governo Dilma desfavorável. Essa percepção é resultado das manifestações
populares e suas repercussões que dominaram o noticiário nos últimos dias.
Dentre os entrevistados, 55% acham que as notícias foram mais desfavoráveis ao governo
Dilma. Apenas 9% as consideram mais favoráveis.
Percepção do noticiário sobre o governo
Percentual de respostas (%)
60
55
50
41
40
38
33
30
20
10
40
34
19
22
17
24
19
19
7
11
0
12
9
mar/11 jul/11 set/11 dez/11 mar/12 jun/12 set/12 dez/12 mar/13 jun/13 jul/13
16
Mais favoráveis
Nem fav. nem desf.
Mais desfavoráveis
NS/NR
%
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Assuntos mais lembrados sobre o governo Dilma
A relação das notícias citadas pelos entrevistados indica o papel decisivo das manifestações
na queda da popularidade da Presidente. Primeiramente, chama atenção que apenas 24%
dos entrevistados não citaram nenhuma notícia sobre o governo. Em geral, esse percentual é
superior a 40%.
Os resultados deixam claro que as manifestações foram amplamente divulgadas e atingiram
um percentual significativo da população em pouco espaço de tempo. Dentre os entrevistados, 63% citaram pelo menos uma notícia sobre as manifestações e 33% lembraram de notícias
sobre as ações do governo ou do Congresso em resposta às manifestações.
Tipo de notícia
Percentual de entrevistados (%)
Manifestações
63
Ações do governo federal
12
Ações dos governos estaduais e municipais
9
Reforma política
8
Popularidade da presidente
6
Ações do Congresso
4
Reuniões políticas
4
Copa das confederações
2
Economia
2
Crise política
2
Corrupção/Mordomia
1
Outros
3
Nenhuma
6
Não sabe/Não respondeu
18
Na lista de notícias mais lembradas pelos entrevistados, é difícil encontrar uma que não seja
sobre as manifestações ou uma consequência direta das manifestações. As notícias sobre a
copa das confederações não relacionadas explicitamente com as manifestações foram citadas
por 2% dos entrevistados. Alta da inflação também foram lembradas por 2%.
17
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Notícia
18
Percentual de
entrevistados (%)
Notícias sobre manifestações pelo Brasil (s/especificar)
28
Notícias sobre manifestações contra o aumento do ônibus
17
Notícias sobre manifestações contra a corrupção
12
Notícias sobre manifestações contra a Copa das Confederações/ do Mundo
9
Redução das tarifas de ônibus/ metrô/ trem
9
Notícias sobre manifestações dos médicos
6
Dilma anuncia contratação de médicos estrangeiros/ médicos cubanos
6
Notícias sobre vandalismo/violência de participantes durante as manifestações
5
Notícias sobre o Plebiscito/ sobre a Reforma Política (s/especificar)
5
Notícias sobre manifestações contra a PEC 37
4
Pronunciamento da Presidente Dilma em Rede Nacional, em resposta às manifestações (s/especificar)
4
Queda da popularidade/ da aprovação da Presidente Dilma
4
Congresso arquiva a PEC 37
3
Presidente Dilma é vaiada na abertura da Copa das Confederações
3
Notícias sobre manifestações contra Feliciano/ contra a Cura Gay
2
Notícias sobre manifestações dos caminhoneiros/ nas estradas
2
Notícias sobre ação violenta da polícia durante as manifestações
2
Reunião de Dilma com governadores e prefeitos
2
Reunião de Dilma com o Movimento Passe Livre
2
Plebiscito é adiado / Partidos aliados dizem não à Dilma e plebiscito é adiado
2
Crise no Governo Dilma / Crise no Governo Federal
2
Notícias sobre a Copa das Confederações (s/especificar)
2
Alta da inflação/ alta dos preços
2
Dilma anuncia criação do Plano Nacional de Mobilidade Urbana
1
Dilma anuncia destinação para royalties do petróleo para educação
1
Reunião de Dilma com movimentos sociais (s/ especificar)
1
Presidente Dilma Rousseff anuncia realização de plebiscito para Reforma Política
1
Aprovação relâmpago de vários projetos parados no Congresso
1
Projeto sobre a Cura Gay é arquivado
1
Seleção Brasileira vence a Copa das Confederações
1
Uso de jatinho da FAB pelo Presidente do Senado para ir a casamento
1
Outros com menos de 1%
3
Nenhuma
6
Não sabe/ Não respondeu
18
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
2.4 Problemas e prioridades na visão da população
De uma relação com 25 opções, os entrevistados selecionaram os três principais problemas do
Brasil. Para a população brasileira, o principal problema é, de longe, a Saúde. Essa opção foi
assinalada por 77% dos entrevistados.
Na sequência têm-se, educação (com 39%), segurança pública/violência (38%), drogas (29%)
e corrupção (27%).
Principais problemas do Brasil
Percentual de respostas (%)
Saúde
Educação
Segurança pública/ Violência
Drogas
Corrupção
Salários
Impostos
Transportes/ Mobilidade
Geração de empregos
Custo de vida/ Preços/ controle da inflação
Habitação/ Moradia
Fome/ Miséria
Saneamento básico
Estradas/ Rodovias
Desenvolvimento/ Crescimento do País
Capacitação profissional
Agricultura
Seca/ Abastecimento d'água
Juros
Cultura e lazer
Redução da burocracia
Reforma agrária
Menor abandonado
Meio ambiente
Energia elétrica
5
5
3
3
3
3
3
2
2
2
1
1
1
1
1
15
11
9
9
9
29
27
39
38
77
Com relação aos principais problemas do estado de residência do entrevistado, de uma lista
de 22 opções, os cinco primeiros são os mesmos selecionados no caso do Brasil. Cabe ressaltar
a troca de posição entre educação e segurança pública/violência e drogas. Educação cai do
segundo para o quarto lugar com 35% de assinalações. Segurança pública/violência assume o
segundo lugar com 39% e drogas o terceiro com 38%.
19
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Principais problemas do Estado
Percentual de respostas (%)
Saúde
Segurança pública/ Violência
Drogas
Educação
Corrupção
Salários
13
Geração de empregos
12
Transportes/ Mobilidade
11
Impostos
10
Fome/ Miséria
6
Estradas/ Rodovias
6
Habitação/ Moradia
5
Seca/ Abastecimento d´água
4
Saneamento básico
4
Desenvolvimento/…
4
Capacitação profissional
3
Burocracia
2
Menor abandonado
2
Energia elétrica
2
Cultura e lazer
2
Agricultura
2
Meio ambiente
1
70
39
38
35
23
Ao nível municipal, com uma lista de 19 opções focadas em problemas locais, as opções saúde-segurança pública-educação também aparecem no primeiro grupo com, respectivamente,
59%, 43% e 32% de assinalações. Transporte coletivo/mobilidade, geração de emprego e calçamento de ruas e avenidas aparecem empatados em quarto lugar com 19% de assinalações.
Principais problemas do Município
Percentual de respostas (%)
Saúde
Segurança pública
Educação
Transporte coletivo/ Mobilidade
Geração de Empregos
Calçamento de ruas e avenidas
Impostos
Trânsito
Rede de esgoto
Administração pública
Limpeza pública
Habitação
Abastecimento de água
Assistência Social
Opções de lazer
Iluminação pública
Atividades culturais
Atividades esportivas
Meio ambiente
20
59
43
32
19
19
19
13
11
11
11
10
8
8
7
6
5
4
3
2
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
As escolhas da população para as prioridades do governo federal mostram correspondências
com os principais problemas. Dentre os entrevistados, 58% apontam os serviços de saúde
como uma das três prioridades para o governo. Em segundo lugar tem-se combater a violência e a criminalidade, com 32%. Educação, outro componente dos três principais problemas,
aparece tecnicamente empatada com combate à corrupção, cada um com, respectivamente,
27% e 28% de assinalações.
Prioridades para o Governo Federal
Percentual de respostas (%)
Melhorar os serviços de saúde
Combater a violência e a criminalidade
Combater a corrupção
Melhorar a qualidade da educação
Reduzir os impostos
Aumentar o salário mínimo
Controlar a inflação
Aumentar o combate às drogas
Reduzir os gastos públicos
Promover a geração de empregos
Ampliar os programas de combate à pobreza
Ampliar os programas de habitação/ Moradia…
Ampliar os programas sociais, como Bolsa…
Promover mais investimentos em transporte urbano
Promover a reforma política
Reduzir a burocracia
Aumentar investimento em estradas e rodovias
Ampliar as linhas de crédito para pequenos negócios
Promover programas de saneamento básico
Investir na ampliação da produção de energia
Aumentar os investimentos nas obras para a…
Promover políticas de proteção ao meio ambiente
58
32
28
27
24
21
21
19
15
13
9
7
5
4
3
3
2
2
2
1
1
1
21
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
3 Avaliação dos Governos Federal, Estaduais e
Municipais: 11 estados selecionados
3.1 Popularidade da Presidente Dilma
Regiões Geográficas
A popularidade da Presidente Dilma é mais elevada nas Regiões Nordeste e no Norte/Centro-Oeste. A região onde a Presidente tem os menores indicadores de popularidade é a Sudeste.
O percentual de respondentes que avaliam o governo Dilma ótimo ou bom no Nordeste
é 43%, 12 pontos percentuais acima da média nacional. Na Região Sudeste, o percentual
cai a 24%.
Os demais indicadores – Avaliação da maneira de governar e Confiança na Presidente – apresentam resultados similares. Na Região Nordeste, mais de metade da população (58%) aprova
a maneira de governar da Presidente Dilma. Esse percentual cai para 37% na Região Sudeste.
No que diz respeito à confiança na Presidente, na Região Nordeste e nas Regiões Norte e
Centro-Oeste, a maioria da população confia na Presidente: 56% e 51% das marcações de resposta, respectivamente.
Avaliação do governo Dilma
Percentual de respostas que consideram o governo ótimo ou bom
50
43
45
40
35
30
25
24
28
31
35
20
15
10
5
0
Sudeste
22
Sul
Brasil
Norte /
Centro-Oeste
Nordeste
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Aprovação da maneira de governar da presidente Dilma
Percentual de respostas que aprovam
58
37
Sudeste
41
Sul
45
Brasil
48
Norte/
Centro-Oeste
Nordeste
Confiança na presidente Dilma
Percentual de respostas que confiam
56
51
41
45
37
Sudeste
Sul
Brasil
Norte/
Centro-Oeste
Nordeste
Estados selecionados
Considerando os 11 estados selecionados (BA, CE, ES, GO, MG, PE, PR, RJ, RS, SC e SP),
verifica-se que a maioria da população cearense (54%) considera o governo Dilma ótimo
ou bom. Na Bahia e Pernambuco, o percentual é de 41% e completando os quatro estados
com avaliação melhor que a média nacional tem-se Minas Gerais com 33%. Os estados
onde o governo Dilma recebe as piores avaliações são: Rio de Janeiro com 19% de ótimo
ou bom, Espírito Santo e Santa Catarina, ambos com 21% de ótimo ou bom.
No quesito maneira de governar, o percentual de aprovação chega a 70% no Ceará, 58% em
Pernambuco e 54% na Bahia. Os estados com menores percentuais que aprovam a maneira de
governar da presidente Dilma são São Paulo (33%), Espírito Santo (34%) e Santa Catarina (35%).
23
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
A população do Ceará também é a que mais confia na presidente dentre os 11 estados selecionados: 69%. A confiança também supera 50% em Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul.
O percentual de entrevistados que confiam na Presidente é menor nos estados de São Paulo
(33%), Santa Catarina (34%) e Paraná (35%).
Avaliação do governo Dilma
Percentual de respostas que consideram o governo ótimo ou bom
54
19
RJ
21
21
23
ES
SC
SP
26
29
29
31
GO
PR
RS
Brasil
41
41
BA
PE
33
MG
CE
Aprovação da maneira de governar da presidente Dilma
Percentual de respostas que aprovam
70
33
SP
34
35
38
ES
SC
RJ
39
39
GO
PR
45
45
46
MG
Brasil
RS
54
BA
58
PE
CE
Confiança na presidente Dilma
Percentual de respostas que confiam
69
33
SP
24
34
35
37
SC
PR
ES
37
38
GO
RJ
43
45
MG
Brasil
51
52
RS
BA
57
PE
CE
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
3.2 Popularidade dos Governadores de Estado
Os entrevistados também avaliaram os governadores de seus respectivos estados. Dentre os
11 estados cujos resultados apresentam margem de erro inferior a 4%, os governadores mais
populares são os dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraná e Minas Gerais. No outro extremo – menor popularidade – têm-se Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo.
Na média nacional, 28% da população brasileira considera o governo do(a) governador(a) de
seu estado ótimo ou bom. O governo de Pernambuco é considerado ótimo ou bom por 58%
da população do estado. No Paraná, o percentual é de 41%, no Ceará de 40% e em Minas Gerais de 36%. No Rio de Janeiro, apenas 12% da população considera o governo ótimo ou bom.
Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo vem a seguir no ranking dos piores avaliados, com 21%,
25% e 26%, respectivamente.
Na avaliação da maneira de governar do(a) Governador(a) de seu estado, a média nacional
de aprovação é de 42%. Dentre os 11 estados considerados, apenas Rio de Janeiro (com 29%),
Goiás (34%) e São Paulo (40%) estão abaixo dessa média. O governador de Pernambuco lidera
com folga, com 76% de aprovação, seguido pelos governadores do Ceará (54%), Paraná (52%)
e Minas Gerais (50%).
O governador de Pernambuco é o que mais inspira confiança entre seus eleitores: 68% da
população do estado confia no governador. Esse percentual cai a 53% no Ceará e 49% em
Minas Gerais. No outro extremo têm-se Rio de Janeiro (25%), Goiás (29%) e São Paulo (34%).
A média nacional é 38%.
Cabe ressaltar a situação do Rio Grande do Sul, o terceiro estado dentre aqueles com os piores
percentuais de ótimo ou bom na avaliação do governo, mas o quarto com o melhor percentual
da população que confia no governador.
Avaliação do governo dos governadores
Percentual de respostas que consideram o governo estadual ótimo ou bom
58
21
25
26
RS
SP
28
28
BA
Brasil
36
29
30
ES
SC
40
41
CE
PR
12
RJ
GO
MG
PE
25
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Aprovação da maneira de governar do(a) governador(a)
Percentual de respostas que aprovam
76
34
40
42
SP
Brasil
45
46
47
49
50
52
54
BA
RS
ES
SC
MG
PR
CE
29
RJ
GO
PE
Confiança no governador
Percentual de respostas que confiam
68
25
RJ
26
29
GO
34
SP
38
Brasil
41
44
45
46
46
49
BA
PR
SC
ES
RS
MG
53
CE
PE
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
3.3 Comparativo Presidente Dilma, Governadores e Prefeito
A popularidade média dos governadores e dos prefeitos é similar à da Presidente Dilma. O
percentual da população que considera o governo da Presidente Dilma ótimo e bom é tecnicamente igual ao dos que acham os governos estaduais e municipais ótimo e bom. A diferença
de 3 pontos percentuais a favor da Presidente está dentro da margem de erro da pesquisa.
Avaliação do governo
Percentual de respostas que consideram o governo ótimo ou bom
(média nacional)
31
28
Presidente Dilma
Média dos governadores
28
Média dos prefeitos
Ao se comparar a avaliação da Presidente e dos governadores pela população dos respectivos
estados, percebe-se uma relativa correlação entre ambas. De um modo geral, nos estados em
que os governadores são melhores avaliados, a Presidente também é melhor avaliada, independente do partido político do governador. Isso sugere que os resultados positivos ou negativos que a população do estado percebe é creditado tanto ao governador como à Presidente.
Ainda assim, em alguns estados há uma diferença significativa entre a popularidade da Presidente e do respectivo governador. Dos 11 estados avaliados, o percentual de ótimo ou bom
com relação ao governo Dilma é superior ao percentual com relação ao governo estadual nos
estados do Ceará, Bahia, Rio Grande do Sul, Goiás e Rio de Janeiro. Cabe destacar o Ceará,
onde o percentual da Presidente (54%) é 14 pontos percentuais (p.p.) superior ao do governador e a Bahia, onde é 13 p.p. superior.
Nos estados onde a avaliação do governo Dilma é pior que do governo estadual, os destaques
são Pernambuco, com 58% para o governo estadual e 41% para o governo federal, e Paraná
com diferença de 12 p.p.
27
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Avaliação do governo
Percentual de respostas que consideram o governo ótimo ou bom
58
54
41
29
30
26
26
19
12
RJ
21
36
41
29
25
21
21
23
ES
SC
SP
GO
RS
Governadores
33
29
41
40
PE
CE
28
PR
MG
BA
Presidente Dilma
Aprovação da maneira de governar
Percentual de respostas que aprovam
76
47
52
49
40
38
33
34
35
SP
ES
SC
39
50
39
45
54
58
46
46
70
54
45
34
29
RJ
PR
GO
Governadores
MG
RS
BA
Presidente Dilma
PE
CE
68
69
57
53
PE
CE
Confiança
Percentual de respostas que confiam na presidente ou governador
45
44
34
28
33
34
SP
SC
35
PR
46
51
43
46
38
37
29
49
37
52
41
25
GO
ES
RJ
Governadores
MG
RS
BA
Presidente Dilma
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
3.4 Avaliação das ações dos estados por áreas específicas
Na média nacional, as três melhores áreas de atuação dos governos estaduais são: Capacitação profissional; Habitação e moradia; e Cultura e lazer. Todas incluídas nas cinco melhores
áreas de atuação do governo federal. Combate à fome, a segunda melhor política do governo
federal não aparece com destaque nas áreas de melhor atuação dos governos estaduais. Energia elétrica é a quarta mais citada tanto com relação ao governo federal como com relação aos
governos estaduais como um todo.
Considerando os 11 estados selecionados, aquele com o governador mais popular – Pernambuco – destaca-se em Capacitação Profissional, Educação e Geração de Empregos.
Outro governo que se destaca na área de educação é o do estado do Espírito Santo. Rio de Janeiro se destaca na área de segurança pública, mas esse desempenho não foi o suficiente para
elevar a popularidade do governador. Nenhum outro estado se destaca em uma das três áreas
prioritárias para a população (saúde, segurança pública e educação).
O governador do estado do Ceará, que está entre os três mais populares, se destaca nas ações
para o Desenvolvimento e crescimento do estado, além de Estradas/rodovias e Cultura e
lazer. O governo do Paraná, outro estado em que o governador está entre os mais populares,
também se destaca em Desenvolvimento e crescimento do estado, empatado em terceiro lugar
com Geração de emprego, além de Agricultura e Habitação.
Seis dos 11 estados se destacam em capacitação profissional. Cinco se destacam em Agricultura, igual número dos que se destacam em Habitação e moradia.
No outro extremo, nas áreas de pior desempenho dos estados, a trinca saúde-segurança pública-educação aparece em destaque. Praticamente todos os estados são criticados por suas
ações – ou falta de ações – nessas áreas. Elas só não estão entre as três principais em Goiás
e Pernambuco, onde em ambos os estados educação aparece em quarto lugar e combate às
drogas em terceiro, embora saúde e segurança pública continuem em primeiro e segundo,
respectivamente.
Cabe ressaltar o caso do estado do Rio de Janeiro, onde a população reconhece a ação na área
de segurança pública – está entre as três mais elogiadas –, mas também a inclui entre as três
com piores atuação.
29
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
4 Manifestações populares
Dentre os entrevistados, 84% não participaram, nem tiveram um residente no domicílio que
tenha participado das manifestações populares. Apenas 9% dos respondentes participaram
das manifestações e 6% responderam que algum residente no domicílio participou.
Na faixa etária de 16 a 24 anos, 12% responderam que foram às manifestações, percentual que
cai para 3% entre os com 50 anos ou mais. A participação também é maior à medida que se
aumenta o nível de instrução e a renda familiar do entrevistado.
Participação nas manifestações
Percentual de respostas (%)
2 6
3
6
84
Sim, o próprio
Sim, somente alguém do domicílio
Não respondeu
Sim, o próprio e mais alguém do domicílio
Não, ninguém participou no domicílio
Ainda que o percentual da população que participou das manifestações tenha sido pequeno,
89% se posicionam a favor das manifestações, sendo que 39% ressaltaram, espontaneamente
(não era uma das opções de resposta apresentada), que são a favor desde que sem violência.
Apenas 9% da população se posicionam contra as manifestações. Quanto maior a idade do entrevistado, mais alto o percentual de marcações contra as manifestações. Entre os com 50 anos ou
mais, 15% são contras. A posição contrária também é maior entre os com menor grau de instrução
(17% entre os com até a 4ª série do fundamental) e menor nível de renda familiar (16% entre os
com até um salário mínimo). Na Região Nordeste e no conjunto das Regiões Norte e Centro-Oeste, os percentuais dos que são contra as manifestações são 12% e 11%, respectivamente.
A favor ou contra as manifestações
Percentual de respostas (%)
9
2
50
39
A favor
30
A favor, desde que sem violência/ vandalismo (Esp.)
Contra
Não sabe/ Não respondeu
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
A avaliação da atuação dos governos e do Congresso em resposta às manifestações não foi
positiva. Mais de 30% da população desaprova totalmente as ações dos três níveis de governo
(presidente, governador e prefeito) e do Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara dos
Deputados).
Transformando a avaliação em uma escala de 0 a 10 (considerando apenas as respostas válidas), a presidente Dilma recebe a maior nota média: 4,0. A Câmara dos Deputados tem a pior
nota: 2,8.
Considerando as notas às respostas dos governadores dos 11 estados selecionados, verifica-se que os governadores com as menores notas são os dos estados do Rio de Janeiro, São
Paulo, Goiás e Paraná. Os governadores de Pernambuco e Ceará obtiveram nota acima de
5,0. No Ceará a Presidente Dilma obteve nota 6,0, sua melhor avaliação entre os 11 estados
selecionados.
Avaliação das respostas às manifestações
Percentual de respostas (%)
Desaprova
totalmente
Nota
média*
Poder Público
Aprova
totalmente
0
2,5
5
7,5
10
NR
Presidente Dilma
4,0
31
15
21
13
14
7
Governador de seu estado
3,6
32
16
21
11
9
8
Prefeito de sua cidade
3,7
31
16
22
11
10
10
Senado Federal
3,0
37
18
19
7
7
12
Câmara dos Deputados
2,8
39
17
17
7
7
12
*Nota média: Média ponderada pelos percentuais de resposta. A nota varia de 0 a 10
Avaliação das respostas às manifestações
Nota média de uma escala de 0 a 10
6,0
4,4
4,0
2,7
3,2
3,7
3,1
3,0
3,1
3,0
SP
GO
PR
4,0
3,7
3,6
3,8
BA
MG
ES
4,4
5,2
4,9
4,7
5,1
4,8
4,1
2,0
RJ
Govenador
RS
SC
CE
PE
Presidente Dilma
31
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Dentre os entrevistados, 34% afirmam que pretendem participar caso haja novas manifestações. O percentual não varia significativamente entre as regiões do país, mas é maior entre os
mais jovens: 48% dos entrevistados com 16 a 24 anos.
O principal motivo que faria a população participar das manifestações é obter mais investimentos em saúde (apontado por 43% dos entrevistados). Outras razões seriam: contra a corrupção (35%), mais segurança pública (20%) e contra a inflação (16%).
Principal motivo que faria o respondente participar de novas manifestações
Percentual de respostas (%)
Motivo
Maiores investimentos em saúde
43
Contra a corrupção
35
Falta de segurança pública (roubos, assaltos, mortes, etc.)
20
Contra a inflação
16
Melhorias nos serviços públicos
14
Maiores investimentos em educação
14
Contra os políticos em geral
14
Pela melhoria da qualidade do transporte público
11
Para gratuidade do transporte público
6
Contra a violência policial contra as manifestações
6
Contra a Fifa/ Copa no Brasil
6
Reforma política
5
Contra os governos em geral
5
Contra o Governo Federal/Presidente da República
4
Contra as empresas de ônibus
4
Contra os partidos políticos
3
Contra a Prefeitura/Prefeito da Cidade
3
Contra o Governo Estadual/Governador
2
Redução da jornada de trabalho
2
Baixar os impostos
1
Aumento do salário mínimo
1
Geração de empregos
1
Outros com menos de 1%
2
Nada faria participar
2
Não sabe/Não respondeu
19
Nota: Os entrevistados informaram, espontaneamente, até três motivos.
32
Percentual de
entrevistados (%)
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
5 Qualidade dos serviços públicos
Maioria dos serviços públicos é considerada de baixa qualidade
Dos 13 tipos de serviços públicos avaliados, a maioria da população avalia como pelo menos
adequado quatro: correios, fornecimento de energia elétrica, fornecimento de água e Iluminação Pública. Todos os demais têm um percentual de entrevistados que consideram a qualidade do serviço baixa ou muito baixa superior a 50%.
Os serviços com pior avaliação são segurança pública e postos de saúde e hospitais, ambos
considerados de baixa ou muito baixa qualidade por 87% dos entrevistados. Transporte público aparece em seguida com um percentual de 73% de baixa ou muito baixa qualidade e
educação fundamental e ensino médio com 67% de baixa ou muito baixa.
Qualidade do serviço público
Percentual de respostas (%)
Correios
25
Fornecimento de energia elétrica
53
18
Fornecimento de água
58
17
Iluminação pública
52
11
Limpeza urbana
8
8
30
Conservação de ruas e avenidas
7
30
Educação superior
7
30
Atend. à popul. nas repartições públicas
6
Educação fundamental e ensino médio 5
Transporte público 4
Postos de saúde e hospitais 2 9
Segurança pública 2 10
0%
Muito Alta e Alta
Adequada
3
23
1
31
47
Rodovias/estradas
20
1
42
39
1
53
1
59
3
62
1
51
28
26
21
11
62
5
67
3
73
2
87
1
87
1
50%
Muito Baixa e Baixa
100%
NS/NR
Em pesquisa realizada pela CNI em 2011, os mesmos serviços públicos foram avaliados pela
população brasileira – exceção apenas dos correios. No geral, não houve alteração significativa nos resultados. Destaque apenas para Educação superior, que na comparação do ranking,
excluindo os correios, saiu do quinto lugar em 2011 para o sétimo em 2013.
Em praticamente todos os serviços, o percentual de respostas em baixo ou muito baixo, atribuído à qualidade dos serviços, aumentou de 2011 para 2013 – exceção apenas para o fornecimento de água, que caiu de 34% para 31%. Destacam os resultados para transporte público
33
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
que aumentou em 18 pontos percentuais (p.p.) as marcações em baixo ou muito baixo em 2013
comparativamente à 2011; e segurança pública que aumentou em 16 p.p..
Parcela considerável da população acredita que governo federal, estados e municípios sejam igualmente
responsáveis pelo suprimento de serviços públicos
O federalismo no Brasil e a divisão de responsabilidade dos serviços públicos entre os três
níveis de governo (federal, estadual e municipal) gera alguma dificuldade para a população
identificar o governo responsável pelo serviço em questão.
Considerando os quatro serviços que mais preocupam a população brasileira, cerca de 40%
responderam, espontaneamente, que a responsabilidade é dividida igualmente entre os
três níveis para os casos de saúde, segurança e educação, ou que todos devem ser igualmente cobrados.
Para educação, a segunda maior escolha recaiu sobre o governo estadual (22%), seguido pelo
municipal (19%) e federal (16%). No caso da saúde, 22% colocam a responsabilidade no governo estadual, 19% no governo federal e 15% no municipal. Com relação à segurança pública,
cresce o percentual que responsabiliza o governo estadual (27%). Governo federal e municipal
ficam com 18% e 13%, respectivamente.
No caso de transporte público urbano, a responsabilidade maior é creditada ao governo municipal (34%), mesmo percentual apontou que a responsabilidade é dividida igualmente entre
os três níveis de governo. O governo estadual foi escolhido por 19% e o federal por 10%.
Responsável pelos Serviços Públicos por Área de Atuação
Percentual de respostas (%)
Saúde pública
19
Segurança pública
18
Educação pública
22
27
16
Transporte público
urbano
10
0%
15
22
19
13
19
34
41
2
40
2
42
3
34
50%
O governo federal/ a presidente Dilma
O governo estadual/ o(a) governador(a) de seu estado
A prefeitura/ o(a) prefeito(a) de sua cidade
Todos são igualmente responsáveis/ Todos devem ser igualmente cobrados (Esp.)
NS/NR
34
2
100%
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Ao se avaliar os mesmos quatro tipos de serviços, mas com um detalhamento mais específico,
percebe-se que a população, de um modo geral, consegue identificar a instância governamental responsável. Cabe ressaltar, contudo, que independente do serviço, parcela significativa da
população (de 26% a 34%) considera que os serviços são de responsabilidade dos três níveis
de governo.
Na educação, no que concerne a creches e ensino fundamental, 42% responsabilizam o governo municipal. No caso das escolas de ensino médio e técnico, 40% escolheram o governo
estadual e no caso das universidades, 33% responsabilizam o governo federal e 24% o estadual. Em todos esses três casos, 31% acham que a responsabilidade é dividida igualmente entre
os três níveis de governo (escolha espontânea, ou seja, não era uma das opções de resposta).
Na área de saúde, 34% responsabilizam o governo municipal pelos postos de saúde, com
21% responsabilizando o governo estadual. No caso de hospitais e pronto socorros, têm-se
31% afirmando que o maior responsável é o governo estadual, 17% o governo federal e 16%
o municipal.
Na área de segurança pública, a guarda civil é considerada de responsabilidade da prefeitura por 32% dos entrevistados e do governo estadual por 26%. A polícia militar é considerada
de responsabilidade do estado por 46% dos entrevistados e o exército do governo federal
por 51%.
Com relação ao transporte, para 40% o governo municipal é o responsável pelos ônibus. No
caso de trens e metrôs, o estado é escolhido por 35%. O governo federal é escolhido por 31%
quanto o tema é estradas e rodovias, sendo que 26% escolheram o estado.
Responsabilidade por serviços públicos específicos
Transporte
Segurança
Saúde
Educação
Percentual de respostas (%)
Universidades e faculdades públicas
Escolas públicas de ensino médio e técnico
Creches e escolas públicas de ensino fundamental
Hospitais e pronto-socorros
Postos de saúde
Exército
Polícia militar
Guarda civil
Estradas e rodovias
Trens e metrô
Ônibus
33
24
8
31
9
40
31
17
7 18
42
31
17
31
16
34
11
21
34
32
51
15 5
26
16
46
10
26
12
26
32
26
31
26
9
31
15
35
14
28
7
22
40
28
0%
50%
4
2
3
2
2
3
2
4
2
8
3
100%
O governo federal/a presidente Dilma
O governo estadual/o(a) governador(a) de seu estado
A prefeitura/o(a) prefeito(a) de sua cidade
Todos são igualmente responsáveis/todos devem ser igualmente cobrados (Esp.)
NS/NR
35
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
6 Tributação, disponibilidade e uso dos recursos públicos
População acredita que maior parte dos impostos vai para o governo federal
Para mais da metade da população (53%), a maior parte dos impostos pagos pela população
vai para o governo federal. Para 19%, a maior parte vai para os estados e o mesmo percentual
não quis ou não soube responder.
A proporção dos entrevistados que acreditam que a maior parte dos recursos arrecadados vai
para o governo federal cresce à medida que se aumenta o grau de instrução do respondente.
De 46% entre os com até a 4ª série do ensino fundamental para 63% entre os com curso superior. Cabe ressaltar, no entanto, que isso ocorre apenas porque o percentual de não resposta
aumenta com a redução do grau de instrução.
Na Região Sul, o percentual dos que acreditam que a maior parte vai para o governo federal
é maior (58%). Considerando os 11 estados selecionados, em Pernambuco o percentual sobe
para 67%. No Paraná também é elevado: 60%.
Em Minas Gerais, o percentual dos que acreditam que a maior parte dos impostos vai para
o governo federal cai para 47%. Todavia, esse resultado é influenciado pelo aumento do percentual dos que acreditam que a maior parte vai para o governo estadual (21%) e pelo maior
percentual de não resposta (23%).
Percepção sobre qual esfera de governo arrecada a maior parte dos impostos
Percentual de respostas (%)
Governo federal/ Presidente
53
Governo estadual/ Governador
19
Governo municipal/
Prefeito
8
NS/NR
19
0
36
50
100
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Percepção é que estados e municípios não tem recursos para prover serviços públicos adequados
A percepção de que a maior parcela da arrecadação tributária no país vai para o governo federal é reforçada com a percepção de que o estado não tem recursos suficientes para fornecer
serviços públicos adequados. Essa é a opinião de 51% dos entrevistados.
A percepção de que o estado necessita de ajuda do governo federal é maior entre os residentes da Região Sul (64%). No Norte/Centro-Oeste, o percentual cai para 43%.
Entre os 11 estados selecionados, no Rio Grande do Sul, 73% da população acredita que o
estado precisa da ajuda do governo federal. É o maior percentual entre as 11 unidades da
federação. No Ceará é de 67% e em Santa Catariana 58%.
No Rio de Janeiro, 60% dos entrevistados acreditam que o estado não precisa da ajuda do
Governo Federal e 35% acham que precisa. Em Goiás, 51% acham que o estado tem dinheiro
suficiente e, portanto, não precisa de ajuda.
Avaliação da capacidade financeira do governo estadual de prover serviços públicos
Percentual de respostas (%)
Brasil
42
51
RJ
7
60
GO
35
51
SP
39
49
6
10
47
4
MG
43
50
7
ES
42
51
7
PE
42
54
4
BA
37
53
10
PR
36
57
8
CE
30
SC
RS
58
21
0%
O Estado tem dinheiro suficiente
3
67
28
73
50%
O Estado precisa de ajuda do Governo Federal
14
6
100%
NS/NR
Para a população brasileira, a situação financeira dos municípios é mais delicada. Para 62%
dos entrevistados, a prefeitura precisa do apoio do governo federal e/ou estadual para prover serviços públicos adequados à população. A população do Sul do país é a que mais
acredita que as prefeituras precisam da ajuda dos governos estaduais e federal (71%).
37
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Avaliação da capacidade financeira da administração municipal de prover os serviços
Percentual de respostas (%)
A prefeitura tem
dinheiro suficiente
31
A prefeitura precisa
de ajuda do governo
federal e estadual
62
NS/NR
7
0
50
100
População reconhece que o governo federal apoia os governos estaduais e municipais, mas considera
esse apoio insuficiente
Não só a população brasileira acredita que os estados e municípios precisam da ajuda do governo federal para prover serviços públicos adequados, como acredita que o governo federal
ajuda menos do que deveria.
Cerca de 85% da população reconhece que o governo federal apoia os governos estaduais e
municipais no provimento de serviços públicos nas áreas de saúde, educação, segurança pública e transporte urbano. 10% dos entrevistados não quiseram ou não souberam responder a
pergunta e menos que 5% acreditam que o governo federal não ajuda os governos estaduais
e/ou municipais.
Ainda que reconheça o apoio, a população acredita que ele é insuficiente e deveria ser maior
do que é. Essa é a opinião de cerca de 70% da população no que diz respeito ao apoio do governo federal às prefeituras. O mesmo percentual acredita que os governos estaduais também
apoiam as prefeituras menos do que deveriam.
No caso do apoio do governo federal aos governos estaduais a percepção é similar. O percentual da população que acredita que o governo federal ajuda mais que deveria não passa de 5%,
seja em saúde, educação, segurança pública ou transporte urbano.
Considerando as 11 unidades da federação selecionadas, Rio Grande do Sul e Minas Gerais
são os estados com a população mais insatisfeita com o apoio do governo federal.
38
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Apoio do governo estadual à administração municipal
Percentual de respostas (%)
Educação
4
15
Transporte urbano
4
14
68
4
10
Segurança pública
4
12
71
4
9
Saúde
3
73
4
9
12
0%
68
3
50%
9
100%
Muito mais/ um pouco mais do que deveria
Na medida certa
Muito menos/um pouco menos do que deveria
Não ajuda a prefeitura nesta área
NS/NR
Apoio do governo federal à administração municipal
Percentual de respostas (%)
Educação
4
15
Transporte urbano
4
14
66
Segurança pública 4
12
70
4
10
11
71
4
10
Saúde
4
0%
68
50%
4
5
10
11
100%
Muito mais/ um pouco mais do que deveria
Na medida certa
Muito menos/um pouco menos do que deveria
Não ajuda a prefeitura nesta área
NS/NR
39
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
No outro extremo, com o maior percentual de que a ajuda é mais que suficiente tem-se Rio
de Janeiro e Ceará. Note-se que mesmo nestes estados, a maioria da população acredita que a
ajuda é menor que deveria.
Na área de saúde, 83% dos gaúchos e o mesmo percentual de mineiros acham que o governo
federal apoia menos que deveria o estado. Em seguida tem-se São Paulo, cujo percentual é de
79%. No Rio de Janeiro, 11% acham que a ajuda é mais que adequada e 16% que é adequada.
No Espírito Santo, esses percentuais são 7% e 9%, respectivamente.
No quesito educação, 84% dos gaúchos acham o apoio menos que o adequado. Em seguida, entre os mais insatisfeitos, têm-se São Paulo (77%) e Santa Catarina (71%). Em Pernambuco, 10%
acha que o apoio do governo federal é mais que adequado e 27% que é adequado. No Rio de Janeiro esses percentuais são 11% e 18%, respectivamente, e no Ceará, 7% e 21%, respectivamente.
No que diz respeito à segurança pública, 86% dos residentes no estado do Rio Grande do Sul
estão insatisfeitos com o apoio do governo federal ao governo estadual. No ranking dos mais
insatisfeitos seguem os mineiros (78%) e os paulistas (75%). Novamente o Rio de Janeiro apresenta o maior percentual dos que acreditam que o apoio é mais que adequado: 9%. Para 16%
dos cariocas o apoio é adequado. No Ceará e na Bahia, 6% e 5%, respectivamente, acham o
apoio mais que adequado e 18%, que é adequado.
Em transporte urbano, o estado do Rio Grande do Sul também apresenta o maior contingente
de entrevistados que acreditam que o apoio é menor que o adequado: 79%. Em São Paulo, o
percentual é de 74% e cai para 69% em Pernambuco. Aqui também o Rio de Janeiro aparece
com o maior percentual de que o apoio é mais que adequado: 9%, sendo que 18% acham que
é adequado. No Ceará esses percentuais são: 6% e 23%, respectivamente.
40
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Apoio do governo federal ao governo estadual - Saúde
Percentual de respostas (%)
Brasil
5
11
72
RJ
11
16
PE 5
20
BA
5
20
CE
6
18
GO
6
16
ES
7
9
SC
7
8
PR 3 10
SP 3 8
RS 2 8
MG 1 7
3
63
66
53
6
68
64
61
2
74
73
79
83
83
0%
9
4 7
0 8
16
0 7
1 12
20
3 9
4
11
3 6
3 3
2 7
50%
100%
Muito mais/pouco mais do que deveria
Na medida certa
Muito menos/pouco menos do que deveria
Não ajuda o Governo do Estado nesta área
NS/NR
Apoio do governo federal ao governo estadual - Educação
Percentual de respostas (%)
Brasil
5
15
PE
10
RJ
11
CE
BA
9
MG
15
6
4
SC
10
PR
3
SP
3
11
RS
3
10
14
0%
7
0 6
59
1
56
13
5
57
2
17
8
05
4
66
18
19
9
58
61
21
5
ES
2
27
18
7
GO
68
15
20
70
2 7
71
70
77
84
50%
2
9
3
10
3
7
04
100%
Muito mais/pouco mais do que deveria
Na medida certa
Muito menos/pouco menos do que deveria
Não ajuda o Governo do Estado nesta área
NS/NR
41
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Apoio do governo federal ao governo estadual - Segurança pública
Percentual de respostas (%)
Brasil
4
11
71
RJ
9
16
CE
6
18
BA
5
18
PE
6
16
GO
6
16
SC
8
9
ES
7
10
SP 4
10
PR 3 10
MG 2 10
RS 1 7
3
64
69
3
7
0 7
6
14
1 5
3
12
3 9
21
5 7
3 10
2 8
2 4
57
72
62
71
2
60
75
74
78
86
0%
9
50%
100%
Muito mais/pouco mais do que deveria
Na medida certa
Muito menos/pouco menos do que deveria
Não ajuda o Governo do Estado nesta área
NS/NR
Apoio do governo federal ao governo estadual - Transporte urbano
Percentual de respostas (%)
Brasil
4
14
CE
23
6
RJ
9
18
GO
7
18
PE
6
17
BA
5
18
MG 5
15
SC
9
8
ES
6
11
PR 2
14
SP 3
12
RS 2
13
0%
Muito mais/pouco mais do que deveria
Muito menos/pouco menos do que deveria
NS/NR
42
68
4
63
62
69
54
6
69
67
2
70
74
79
50%
1 7
7
5
13
1 7
17
3 8
7
10
22
3 10
4 7
3 3
4
57
58
10
100%
Na medida certa
Não ajuda o Governo do Estado nesta área
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Brasileiro considera que os recursos públicos são mal utilizados por seus governantes
Ainda que a população reconheça que estados e municípios não recebam a maior parte dos
tributos arrecadados e que o apoio do governo federal seja menos que o adequado, o senso
comum é que os recursos são mal utilizados em todos os níveis de governo. No caso dos recursos públicos utilizados pela presidente e seus ministros, 74% da população acredita que
são mal ou muito mal utilizados. Esse percentual é igual ao referente ao governador e seus
secretários. No caso dos prefeitos e seus secretários, na média nacional, tem-se que 70% da
população considera que os recursos são mal ou muito mal utilizados.
Considerando os 11 estados selecionados, o percentual da população que considera que o
governador e seus secretários utilizam seus recursos mal ou muito mal varia de 57% e 58%
em Pernambuco e Ceará, respectivamente, a 81% e 87%, em São Paulo e Rio de Janeiro,
respectivamente.
Utilização dos recursos públicos pelos governantes
Percentual de respostas (%)
Presidente e
1 8
ministros
Governador e
secretários
7
13
14
Prefeitos e
1 9
secretários
16
0%
44
30
4
46
28
4
28
4
42
50%
Muito bem utlizados
Bem utilizados
Nem bem, nem mal utilizados (Esp.)
Mal utilizados
Muito mal utilizados
NS/NR
100%
43
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Percentual que acredita que o governador e seus secretários utilizam os recursos públicos mal ou muito mal
Percentual de respostas (%)
57
58
PE
CE
66
BA
70
71
73
74
76
78
SC
MG
PR
Média
Brasil
ES
RS
79
81
GO
SP
87
RJ
População acredita que os recursos públicos são mais que suficientes para que os serviços sejam
de qualidade
A população brasileira acredita que os governos arrecadam o suficiente para prover serviços públicos de qualidade. 87% dos entrevistados concordam totalmente ou em parte com a
afirmação que “o governo já arrecada muito e não precisa aumentar mais os impostos para
melhorar os serviços públicos”. Para 83%, “considerando o valor dos impostos, a qualidade
dos serviços públicos deveria ser melhor no Brasil”.
Note-se que 43% concordam totalmente ou em parte que “para melhorar a qualidade do serviço público, os governos precisam ter mais recursos”. Isso não significa que eles concordem
que os impostos devam ser aumentados. De fato, 89% discordam total ou parcialmente da
afirmação que “para melhorar os serviços públicos é preciso aumentar os impostos”; e 86%
discordam total ou parcialmente que “os impostos no país devem ser elevados para que os
governos possam manter os serviços sociais, como saúde, educação e segurança pública” –
um aumento de 22 p.p. em relação ao percentual da pesquisa de 2011.
A população considera que o governo já arrecada o suficiente e como visto anteriormente,
acha que estados e municípios precisam de mais recursos porque o grosso da arrecadação
vai para o governo federal. Para a população, um dos problemas é a má utilização dos recursos pelos governantes. 82% concordam em parte ou totalmente com a afirmação “a baixa
qualidade dos serviços públicos deve-se mais à má utilização dos recursos públicos do que
à falta deles”.
44
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Percentual que acredita que o governador e seus secretários utilizam os recursos públicos mal ou muito mal
Percentual de respostas (%)
O governo já arrecada muito e não precisa
aumentar mais os impostos para melhorar os
serviços públicos
87
9 13
Considerando o valor dos impostos, a qualidade
dos serviços públicos deveria ser melhor no
Brasil
83
13 13
A baixa qualidade dos serviços públicos deve-se
mais à má-utilização dos recursos públicos do
que à falta deles
82
11 1 5
Para melhorar a qualidade do serviço público os
governos precisam ter mais recursos
43
Os impostos no país devem ser elevados para
que os governos possam manter os serviços
sociais, como saúde, educação e segurança
pública
Para melhorar os serviços públicos é preciso
aumentar os impostos
0%
52
14
10
86
14
8
89
13
50%
100%
Concorda totalmente ou em parte Discorda totalmente ou em parte É indiferente NS/NR
Carga tributária é muito elevada
Para 91% dos entrevistados, os impostos pagos no Brasil são elevados ou muito elevados
e para 90%, nos últimos anos, os impostos aumentaram. Ambos percentuais cresceram em
relação aos apurados na pesquisa realizada em 2011, quando situaram-se em 87% e 79%,
respectivamente.
Para 32% dos respondentes, o imposto que mais impacta no orçamento familiar é o ICMS.
Em segundo lugar tem-se o IPTU, escolhido por 15% dos entrevistados; e na sequência, o
Imposto de Renda (9%) e o IPVA (8%). Note-se que 22% dos entrevistados não souberam ou
não quiseram responder a questão.
Para 88% da população brasileira, o ICMS é elevado ou muito elevado. Considerando os 11
estados selecionados, o percentual cresce de 72% na Bahia e 76% em Santa Catariana para
94% no Paraná e 95% em São Paulo.
45
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Na comparação com os demais estados, 42% acreditam que o ICMS de seu estado é maior.
Para 30% da população, ele é igual ao ICMS dos demais estados e 23% não souberam ou não
quiseram responder.
O percentual dos que consideram o ICMS de seu estado superior que dos demais sobe para
61% entre os paulistas e 50% entre os cariocas e gaúchos.
Avaliação da carga tributária brasileira
Percentual de respostas (%)
3
3
3
91
Muito elevados ou elevados
Adequados
Muito baixos ou baixos
NS/NR
Percepção sobre o aumento dos impostos nos últimos anos
Percentual de respostas (%)
5
1
4
90
46
Aumentando muito ou um pouco
Nem aumentando, nem diminuindo
Diminuindo muito ou um pouco
NS/NR
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
Imposto que mais impacta no orçamento familiar
Percentual de respostas (%)
(ICMS) Imp. sobre Circulação de Mercadorias
32
(IPTU) Imp. sobre Prop. Predial e Territ. Urbana
15
(IR/ IRPF) Imposto de Renda
9
(IPVA) Imp. sobre Prop. de Veículos Automotivos
8
(IPI) Imposto sobre Produto Industrializado
4
(INSS) Imposto Nacional do Seguro Social
4
(ISS) Imposto sobre Serviços
3
(IOF) Imposto sobre Operações Financeiras
2
(ITR) Imposto sobre Propriedade Territorial Rural
1
(ITBI/ ITCMD) Imp. sobre transmissão de bens
0
(II) Imposto sobre importações
0
NS/NR
22
0
50
100
Percentual que considera o ICMS elevado ou muito elevado
Percentual de respostas (%)
72
BA
76
SC
83
CE
87
87
88
90
90
92
92
94
95
ES
MG
Média
Brasil
GO
RS
PE
RJ
PR
SP
47
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
ICMS do estado com relação ao dos demais estados
Percentual de respostas (%)
Brasil
42
30
SP
61
RS
50
RJ
50
MG
43
ES
42
PE
34
CE
34
PR
32
BA
31
21
Maior
3
31
31
26
2
24
3
32
35
4
37
24
29
45
31
21
4
12
25
14
4
23
12
4
21
44
0%
23
24
40
GO
SC
48
4
4
6
20
32
8
28
50%
Igual
Menor do que o cobrado em outros estados
100%
NS/NR
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
7 Especificações técnicas da pesquisa
Período de campo
De 9 a 12 de julho de 2013.
Universo
A pesquisa é realizada com eleitores de 16 anos ou mais da área em estudo. O universo de
eleitores é estratificado. Com exceção dos estados do Acre, Amapá e Roraima que juntos
constituem apenas um estrato, cada um dos demais estratos é composto por apenas um
estado brasileiro. Uma vez que o Estado possua Região Metropolitana, o seu universo é estratificado em Região Metropolitana e Interior.
Amostra
O modelo de amostragem utilizado é o de conglomerados em 3 estágios.
No primeiro estágio os municípios são selecionados probabilisticamente através do método
PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho), com base na população de 16 anos ou mais
de cada município.
No segundo estágio são selecionados os conglomerados: setores censitários, com PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho) sistemático. A medida de tamanho é a população de
16 anos ou mais residente nos setores.
Finalmente, no terceiro estágio é selecionado em cada conglomerado um número fixo de
eleitores segundo cotas de variáveis descritas abaixo.
Variáveis para cotas amostrais
• SEXO: Masculino e Feminino.
• GRUPOS DE IDADE: 16-17, 18-24, 25-34, 35-44, 45-54, 55-64 e 65 anos e mais.
• INSTRUÇÃO: Até 4ª série do fund.; 5ª a 8ª série do fund.; Ens. Médio; Superior.
• ATIVIDADE: Setor de dependência - agricultura, indústria de transformação, indústria de
construção, outras indústrias, comércio, prestação de serviços, transporte e comunicação, atividade social, administração pública, outras atividades, estudantes e inativos.
• FONTES DE DADOS PARA ELABORAÇÃO DA AMOSTRA: Censo 2010 e TSE 2012.
• NÚMERO DE ENTREVISTAS: 7686 entrevistas em 434 municípios, sendo 2.002 entrevistas para
amostra nacional, e complemento de 5.684 entrevistas em 11 Estados. Nos estados da
Bahia (BA), Ceará (CE), Pernambuco (PE), Espírito Santo (ES), Paraná (PR), Santa Ca-
49
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
tarina (SC), Rio Grande do Sul (RS) e Goiás (GO) foram feitas 602 entrevistas e, 812
entrevistas nos Estados de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Minas Gerais (MG).
Posteriormente, para restabelecer o peso de cada estado, os resultados foram ponderados com os fatores descritos a seguir:
Estados
Entrevistas Realizadas
Entrevistas Proporcionais
Fator
Acre
14
14
1
Amazonas
28
28
1
Pará
70
70
1
Rondônia
14
14
1
Roraima
14
14
1
Tocantins
14
14
1
Alagoas
28
28
1
Bahia
602
140
0,2325581
Ceará
602
84
0,1395349
Maranhão
56
56
1
Paraíba
42
42
1
Pernambuco
602
84
0,1395349
Piauí
28
28
1
Rio Grande do Norte
28
28
1
Sergipe
14
14
1
Espírito Santo
602
42
0,0698
Minas Gerais
812
210
0,2586
Rio de Janeiro
812
168
0,2069
São Paulo
812
462
0,5690
Paraná
602
112
0,1860
Rio Grande do Sul
602
126
0,2093
Santa Catarina
602
70
0,1163
Distrito Federal
28
28
1
Goiás
602
70
0,1162791
Mato Grosso do Sul
28
28
1
Mato Grosso
28
28
1
7.686
2.002
Total
50
pesquisa cni-ibope Edição especial
JULHO 2013
• MARGEM DE ERRO: O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados
encontrados no total da amostra.
• COLETA DE DADOS: Entrevistas pessoais com utilização de questionário elaborado de acordo com os objetivos da pesquisa. As entrevistas são realizadas por uma equipe de entrevistadores do IBOPE, devidamente treinada para abordagem deste tipo de público.
• CONTROLE DE QUALIDADE: Há filtragem em todos os questionários após a realização das
entrevistas. Fiscalização em aproximadamente 20% dos questionários.
OBSERVAÇÃO: As perguntas cujas somas das porcentagens não totalizam 100% são decorrentes de arredondamentos ou de
múltiplas respostas.
Perfil da amostra Brasil
Percentual de respostas (%)
Sexo
Masculino
48
Feminino
52
Idade
Renda familiar
(em salários mínimos)
Mais de 10
2
Mais de 5 a 10
10
16 a 24
19
Mais de 2 a 5
34
25 a 29
24
Mais de 1 a 2
32
30 a 39
20
Até 1
14
40 a 49
17
Não respondeu
8
50 e mais
21
Grau de instrução
Condição do município
Capital
28
Até 4ª série do fundamental
28
Periferia
13
5ª a 8ª do fundamental
20
Interior
59
Ensino Médio
36
Superior
16
Região
Norte/Centro-Oeste
11
Nordeste
29
Sudeste
44
Sul
15
Porte do município
(em número de habitantes)
Até 20 mil
15
Mais de 20 a 100 mil
23
Mais de 100 mil
62
51
CNI
DIRETORIA DE POLÍTICAS E ESTRATÉGIAS
José Augusto Coelho Fernandes
Diretor
Gerência Executiva de Pesquisa e Competitividade - GPC
Renato da Fonseca
Gerente-Executivo
Isabel Mendes de Faria
Edson Velloso
Analistas
Diretoria de comunicação - dircom
Carlos Alberto Barreiros
Diretor
Gerência Executiva de Publicidade e Propaganda - GEXPP
Carla Cristine Gonçalves de Souza
Gerente-Executiva
Carla Regina P. Gadêlha
Produção Editorial
DIRETORIA DE SERVIÇOS CORPORATIVOS – DSC
Área de Administração, Documentação e Informação – ADINF
Maurício Vasconcelos de Carvalho
Gerente-Executivo
Gerência de Documentação e Informação – GEDIN
Mara Lucia Gomes
Gerente de Documentação e Informação
Alberto Nemoto Yamaguti
Normalização
IBOPE Inteligência
Elaboração da Pesquisa
Download

CNI_IBOPE_edicao especial_jul2013_web