Observatório dos Técnicos em Saúde
Trabalhadores técnicos em saúde: caracterização da
formação profissional e do mercado de trabalho
Estação de Trabalho Observatório dos Técnicos em Saúde
Laboratório do Trabalho e da Educação Profissional em Saúde
Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
Fundaçäo Oswaldo Cruz EPSJV/FIOCRUZ
OBJETIVO DA PESQUISA:
Analisar quantitativamente a formação profissional e o mercado de trabalho em saúde,
a partir da distribuição dos cursos e dos postos de trabalho de nível técnico em saúde,
no Brasil.
METODOLOGIA
Este estudo tem caráter descritivo, e foi desenvolvido a partir da análise dos dados do
Censo Escolar e da AMS para o ano de 2005.
CENSO ESCOLAR INEP/MEC
É uma base de dados de âmbito nacional que abrange os diferentes níveis da Educação
Básica: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, realizado pelo MEC
em parceria com as Secretarias de Educação. A partir de 2001, incorpora os dados da
Educação Profissional de Nível Técnico em todas as áreas: agropecuária e pesca,
indústria, comércio e serviços.
O Censo Escolar recebeu e compilou dados de 1.494 estabelecimentos de ensino com
oferta de 2.566 cursos técnicos em saúde.
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PESQUISA AMS/IBGE
A Pesquisa Assistência Médico-Sanitária (AMS), realizada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística desde 1975, é um levantamento censitário
dos dados cadastrais e gerais dos estabelecimentos de saúde no País. A AMS
informa o conjunto de postos de trabalho ocupados nos estabelecimentos de
saúde. Não é possível traçar o perfil sócio-econômico e demográfico dos
trabalhadores inseridos no mercado de trabalho em saúde.
A pesquisa de Assistência Médico-Sanitária coletou, em 2005, dados de um
universo de 83.379 estabelecimentos de saúde, sendo 77.004 em atividade ou em
atividade parcial.
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RESULTADOS
Observatório dos Técnicos em Saúde – EPSJV/ FIOCRUZ
Quadro - Cursos de Educação Profissional de Nível Técnico em Saúde, segundo subáreas
de formação (percentual coluna). Brasil, 2005.
Brasil/2005
(%coluna)
Subáreas de Formação
Nº
%
Total
2566
100,0
Biodiagnóstico
165
6,4
Enfermagem
1250
48,7
Estética
53
2,1
Farmácia
95
3,7
Hemoterapia
03
0,1
Nutrição e Dietética
110
4,3
Radiologia e Diagnóstico por Imagem
213
8,3
Reabilitação
49
1,9
Saúde Bucal
147
5,7
Saúde Visual
17
0,6
Segurança do Trabalho
382
14,9
Vigilância sanitária e ambiental
05
0,2
Outras
75
2,9
Não Informado
02
0,1
Fonte: Censo Escolar/INEP/2005.
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Gráfico - Cursos de Educação Profissional de Nível Técnico em Saúde, segundo subáreas
de formação (percentual coluna). Brasil, 2005.
14,9%
0,2%
2,9%0,1%
6,4%
0,6%
5,7%
1,9%
8,3%
48,7%
4,3%
0,1% 3,7%
2,1%
Biodiagnóstico
Estética
Hemoterapia
Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Saúde Bucal
Segurança do Trabalho
Outras
Enfermagem
Farmácia
Nutrição e Dietética
Reabilitação
Saúde Visual
Vigilância Sanitária e ambiental
Não Informado
Fonte: Censo Escolar/INEP/2005.
Observatório dos Técnicos em Saúde – EPSJV/ FIOCRUZ
Gráfico - Cursos de Educação Profissional de nível técnico em Saúde segundo subáreas
de Formação e Setor de Atuação. Brasil, 2005.
Fonte: Censo Escolar/INEP/2005.
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Gráfico - Total das subáreas de formação segundo esfera administrativa Brasil/ 2005.
2,6
9,2
1,6
86,6
Federal
Estadual
Municipal
Privado
Fonte: Censo Escolar/INEP/2005.
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Gráfico – Postos de Trabalho em Saúde segundo Nível de Escolaridade.
Brasil, 1978 e 1984.
50
45
40
35
30
25
20
15
34,6 18,6
10
46,8
5
29,8 27,3
0,0
0,0
42,9
0,0
0
1978
Superior
1984
Técnico/Auxiliar
Elementar
Fonte: IBGE/AMS / 1978 / 1984
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Gráfico – Postos de Trabalho em Saúde segundo Nível de Escolaridade.
BRASIL, 1999 E 2002.
50
45
40
35
30
25
20
45,6
48,4 37,9
39,1
15
10
15,3
13,7
5
0
1999
Superior
2002
Técnico/Auxiliar
Elementar
Fonte: IBGE/AMS / 1999 / 2002
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Gráfico – Postos de Trabalho de Ocupações de Nível Técnico/Auxiliar e Elementar segundo Setor de
Atuação. Brasil, 1999 e 2002.
2002
1999
90
80
70
60
50
78,1
88,3
40
30
53,4
46,6
52,6
47,4
20
21,9
10
11,7
0
Total Nível
Técnico / Auxiliar
Total Nível
Elementar
Público
Total Nível
Técnico / Auxiliar
Total Nível
Elementar
Privado
Fonte: IBGE/AMS / 1999 / 2002
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Quadro - Postos de trabalho de nível médio em saúde segundo a ocupação.
Brasil, 2005
Brasil/2005
(% coluna)
Postos de trabalho/Ocupação
Nº
%
Total Nível Técnico / Auxiliar
751730
100,0
57865
7,7
563089
74,9
Biodiagnóstico
Enfermagem
Farmácia
16676
Hematologia/Hemoterapia
3486
Nutrição e Dietética
Radiologia
2,2
0,5
9617
1,3
29656
3,9
Reabilitação
3952
Saúde Bucal
23292
0,5
3,1
3999
0,5
Vigilância Sanitária e Ambiental
8864
1,9
Outros - Nível Técnico / Auxiliar
31234
Equipamentos Médico-Hospitalares
4,2
Fonte: IBGE /AMS / 2005
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Gráfico - Distribuição Regional dos Postos de Trabalho de Nível Técnico e Auxiliar.
Brasil e Regiões, 1999, 2002 e 2005.
60
51,1
50,45 48,77
50
40
30
21,6
21,16 22,52
14,9 15,39
20
10
5,5
6,01
6,4
14,95
7
6,99
7,36
0
Norte
Nordeste
Sudeste
1999
Sul
2002
Centro-Oeste
2005
Fonte: IBGE/AMS / 1999 / 2002 / 2005
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Gráfico - Postos de trabalho de nível médio em saúde segundo a ocupação. Brasil, 2005
1,3%
0,5%
2,2%
3,1% 0,5%
3,9%0,5%
1,9%
4,2%
7,6%
74,4%
Biodiagnóstico
Farmácia
Nutrição e Dietética
Reabilitação
Equipamentos Médico-Hospitalares
Outros - Nível Técnico / Auxiliar
Enfermagem
Hematologia/Hemoterapia
Radiologia
Saúde Bucal
Vigilância Sanitária e Ambiental
Fonte: IBGE /AMS / 2005
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Gráfico - Postos de trabalho de nível médio em saúde segundo ocupação e setor de atuação.
Brasil, 2005
Fonte: IBGE – AMS /2005
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Gráfico - Postos de trabalho de nível médio em saúde segundo a
esfera administrativa. Brasil, 2005
4,7
16,5
45,9
32,9
Federal
Estadual
Municipal
Privado
Fonte: IBGE /AMS / 2005
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• Nos últimos anos o setor saúde apresentou alterações em relação ao nível de
escolaridade da sua força de trabalho. Essas mudanças acompanham
transformações tecnológicas e organizacionais do mundo do trabalho, com
exigências de maior qualificação de trabalhadores e progressiva flexibilização das
relações de trabalho;
•Os resultados encontrados em 2005 parecem estar conectados às mudanças
iniciadas na década de 80, que foram decisivas para a composição interna das
equipes de saúde, como a municipalização, ampliação das categorias ocupacionais,
maior escolarização dos postos de trabalho;
•A grande parcela dos postos de trabalho de nível técnico e auxiliar, encontra-se
ocupada pelos trabalhadores de enfermagem, e os postos de nível elementar, pelos
agentes comunitários de saúde, revelando o decréscimo dos empregos de
atendentes de enfermagem e o impacto da criação de empregos na Estratégia Saúde
da Família;
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•O mercado de trabalho das ocupações de nível técnico e auxiliar concentra-se na
região Sudeste e das ocupações de nível elementar no Nordeste;
•Existe uma distinção entre a natureza do trabalho das ocupações de nível técnico e
auxiliar e as de nível elementar. Enquanto as primeiras concentram-se em
estabelecimentos com internação, as ocupações de nível elementar atuam
majoritariamente nas unidades sem internação;
•De forma geral, o setor público constitui o principal mercado tanto para as
ocupações de nível técnico/auxiliar quanto para as de nível elementar; e a esfera
municipal representa a grande demanda por postos de trabalho nesse setor;
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•Embora a contratação formal prevaleça para as ocupações de nível técnico,
auxiliar e elementar é possível detectar sinais de flexibilização no mercado
setorial do país;
• Tendência de diversificação do leque de ocupações de nível técnico e auxiliar
em saúde. Enquanto nos anos 78 e 84 a AMS identificava somente seis
categorias profissionais relacionadas a tais postos de trabalho, nos anos de 1999,
2002 e 2005 a AMS passa a especificar mais de 15 ocupações de nível
técnico/auxiliar;
• Importante registro dessa diversidade nas fontes de dados possibilitando
análises mais coerentes com o real na medida em que permitem retratar a
complexidade do setor saúde brasileiro.
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caracterização da formação profisisonal e do mercado de trabalho