TEORIA DOS CICLOS ECONÔMICOS
Prof. Giácomo Balbinotto Neto
UFRGS
Notas de Aula
Introdução
As economias tendem a crescer ao longo
do tempo, mas de uma maneira irregular.
Tendem a oscilar em torno de suas
tendências de longo prazo.
2
Definição
A cycle consists of expansions occurring at about the
same time in many economic activities,followed by
similarly general recessions,contractions,and revivals
which merge into the expansion phase of the next
cycle;this sequence of changes is recurrent but not
periodic; in duration business cycles vary from more
than one year to ten or twelve years; they are not
divisible into shorter cycles of similar character with
amplitudes approximating their own.
Burns e Mitchell (1946, p.3)
3
Definição
O que é um ciclo econômico?
Um ciclo econômico é um movimento
periódico, para cima e para baixo na
produção, emprego, consumo, investimento e
outras variáveis econômicas relevantes.
4
O que é um ciclo econômico?
Burns e Mitchell (Measuring Business Cycles, 1946) destacam 5
pontos principais sobre um ciclo econômico:
1.
2.
3.
Os ciclos econômicos são flutuações da atividade econõmica
agregada e não de uma variável específica;
Há expansões e contrações da atividade econômica;
As variáveis econômicas mostram co-movimentos - e eles
apresentam padrões regulares e predizíveis ao longo do ciclo
econômico.
4.
O ciclo econômico é recorrente, mas não períódico.
5.
O ciclo econômico é persistente.
5
Um Ciclo Econômico
6
Introdução
7
O que é um ciclo econômico?

Expansões e Contrações

Depois de uma depresão ( ponto mis baixo de um ciclo ), a
atividade econômica aumenta gerando uma expansão ou um
boom até atingir um pico (peak)



Uma recessão partcularmenete severa é chamada de depressão.
A sequência de um pico a outro é o que chamamos então de
ciclo econômico (business cycle).
Os pico (peaks) e vales (troughs) são os porntos de inflexão
(turning points) do ciclo econômico.
8
As Fases de um Ciclo Econômico
Iniciando de uma média, um boom é um
aumento que dura até o pico; uma recessão é
uma queda do pico até a média; uma depressão
é uma queda do produto da média até o vale;
uma recuperação é um aumento do produto até
a média.
9
Introdução
10
Ciclos Econômicos nos EUA: 1860 - 2000
20
Recovery
of 1895
Civil
10 War
World War I
World War II
Korean
War Vietnam War
0
Panic
of 1893
–10
Panic
of 1907
Great
Depression
–20
1860 ‘70
‘80
‘90
1900
‘10
‘20
‘30 ‘40 ‘50 ‘60
‘70 ‘80 ‘90 2000 ‘10
11
Ciclos Econômicos
12
Ciclos Econômicos
13
O Que é Um Ciclo Econômico?
O ciclo econômico é recorrente, mas não
periódico.


Recorrente significa que o padrão contraction–
trough–expansion–peak ocorre de frequentemente
(occurs again and again).
Não sendo periódico significa que ele não ocorrea a
intervalos regulares e predizíveis.
14
O Produto na Economia Americana
, 1869-2005
Real GNP
14
Recession
(2008…?)
Real Output (trillions of 2000 dollars)
12
Recession
(2001)
10
Recession
(1990 – 1991)
8
Recession
(1981 – 1982)
Recession
(1973 – 1975)
6
4
2
Great Depression
(1929 – 1939)
World War II
(1939 – 1945)
World War 1
(1917 – 1918)
0
1869 1876 1883 1890 1897 1904 1911 1918 1925 1932 1939 1946 1953 1960 1967 1974 1981 1988 1995 2002
Year
15
Questões?
- Por que o produto flutua?
- A teoria dos ciclos econômicos está
preocupada com o fato de porque as economias
não crescem de modo suave, mas sim
apresentam flutuações recorrentes.
16
As flutuações econômicas
e os ciclos econômicos
A produção agregada flutua de modo marcante
nas economias capitalistas. Elas possuem uma
forte tendência (de crescimento econômico),
mas longe de ser um crescimento suave, ele
flutua em torno desta tendência com significativa
amplitude.
Tais flutuações são chamadas de ciclos
econômicos.
17
Pontos Importantes
(i) os ciclos econômicos são caracterizados por um comovimento de um grande número de atividades
econômicas e não somente pelo movimento de uma
única variável, tal como o PIB real;
(ii) os ciclos econômicos são um fenômeno que ocorrem
em economias de mercado descentralizadas;
(iii) os ciclos econômicos são caracterizados por períodos
de expansão e contração da atividade econômica;
18
Pontos Importantes
(iv) um ciclo econômico tem a duração superior a um
ano Nós podemos dizer também que os ciclos
econômicos apresentam uma persistência, eles tendem
a persistir por um período além do choque inicial;
(v) embora os ciclos econômicos se repitam, eles estão
longe de serem periódicos, sendo que sua duração têm
variado entre mais de um anos a 10-12 anos, e a
severidade das recessões têm variado
consideravelmente, com algumas recessões tornado-se
depressões.
19
As Fases de um
Ciclo Econômico
Schumpeter (1939) definiu quatro fases para um
ciclo econômico:
(i) boom;
(ii) recessão;
(iii) depressão;
(iv) recuperação.
20
As Ondas Schumpeterianas de
Inovação Tecnológicas
21
Ciclo Econômico
.
O produto corrente flutua
em torno de sua tendência
de crescimento de longo prazo.
Produto
corrente
Tendência
do produto
0
tempo
22
Fatos Estilizados Sobre
os Ciclos Econômicos
[Burda & Wyplosz (2005, cap. 14)]
Fato #1 – em economias avançadas, o
crescimento do PIB real oscila de maneira
recorrente, mas irregular, com uma duração
média do ciclo de cinco a oito anos.
Fato # 2- medida em relação ao PIB médio e ao
processo de crescimento, a amplitude das
oscilações do ciclo econômico é pequena.
23
Fatos Estilizados Sobre
os Ciclos Econômicos
[Burda & Wyplosz (2005, cap. 14)]
Fato # 3 - os componentes dos gastos privados são prócíclícos, enquanto o consumo médio do governo é
acíclico.
Fato #4 – algumas variáveis sistematicamente saem na
frente do PIB ao longo do ciclo (estoques, utilização da
capacidade, preço das ações, saldos monetários reais)
enquanto outros (inflação, desemprego) seguem atrás.
Outras ainda (taxa de juros) são coincidentes.
24
Fatos Estilizados Sobre
os Ciclos Econômicos
[Burda & Wyplosz (2005, cap. 14)]
Fato #5 – o investimento – especialmente o
investimento em estoque – é mais volátil, e o
consumo, menos volátil que o PIB.
As exportações e as importações são altamente
variáveis, enquanto as compras do governo são
relativamente acíclicas.
25
Fatos sobre os
Ciclos Econômicos
Todos os ciclos econômicos tem as
seguintes características em comum:

O comportamento cíclico de variáveis
econômicas – direção e timing

Qual a direcão que uma variável se move com
relação a atividade econômica agregada?



Procyiclica: na mesma direção;
Contra ciclica: na direção oposta;
Aciclica: sem nenhum padrão claramente definido.
26
Fatos sobre os
Ciclos Econômicos
O que é o timing dos movimentos de uma
variável com relação a atividade
econômica agregada?
Leading: antecipada
 Coincident: ao mesmo tempo
 Lagging: depois

27
Fatos sobre os
Ciclos Econômicos
Leading indicators


Leading indicators são indicadores que nos
ajudam a predizer os picos (peaks) e vales
(troughs) de um ciclo econômico.
O primeiro indíce foi desenvolvido por
Mitchell e Burns no NBER em in 1938.
28
Fatos sobre os
Ciclos Econômicos

Comportamento ciclico das variáveis macroeconômicas chaves:

Prociclica:



Coincidente: produção industrial, consumo, investimento
fixo, emprego.
Leading: investimento residencial, estoques, produtividade
média do trabalho; crescimento monetário, preço das ações.
Lagging: inflação, taxa de juros nominal.
29
Resumo dos Indicadores
Variável
Direção
Timing
Prociclica
Coincident
Consumption
Procyclical
Coincident
Business Fixed Investment
Procyclical
Coincident
Residential Investment
Procyclical
Leading
Inventory investment
Procyclical
Leading
Government Purchases
Procyclical
–
Procyclical
Coincident
Countercyclical
Unclassified
Procyclical
Leading
Procyclical
–
Crescimento Monetário
Procyclical
Leading
Inflação
Procyclical
Leading
Procyclical
Leading
Procyclical
Lagging
Produção
Produção Industrial
Gastos
Mercado de Trabalho
Desemprego
produtividade Média do trabalho
Salários reais
Crescimento Monetário e Inflação
Variáveis Financeiras
Stock Prices
Nominal Interest Rates
Real Interest Rates
Acyclical
Source: Conference Board
–
30
Comportamento cíclico do
índice de produção industrial
• Procíclico e
coincidente
31
Comportamento do
Consumo e Investimento
• Consumo:
 Procíclico e
concidente
• Investmento: Procíclico e
concidente
32
Comportamento do Emprego
 Procíclico e
concidente
33
Comportamento da
Taxa de Desemprego
• Desemprego: contraciclico
34
Comportamento da produtividade
média e do salário real
 Prociclica e
Antecedente
 Salário real
Prociclica
35
Comportamento da Taxa de Inflação e
Crescimento Monetário
• M2 : Procíclico,
Antecedente
• Inflação: Procíclico e
defasada
36
Comportamento da Taxa Nominal de Juros
 Procíclica e
Defasada
37
A Volatilidade das Variáveis

Volatilidade


A produção de bens duráveis é mais volátil do que
a de bens não duráveis.
Os gastos com investimentos são mais voláteis do
que o consumo.
38
Percent 10
change
from 4 8
quarters
earlier 6
Tx. Média
de
crescimento
Tx. De
cresciment
o real do
PIB
Tx. De
crescimento do
consumo
4
2
0
-2
-4
1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005
39
Percent 40
change
from 4 30
quarters
earlier 20
10
Investment
growth rate
Real GDP
growth rate
0
-10
Consumption
growth rate
-20
-30
1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2005
40
Classificação dos Ciclos
Econômicos: Duração
Classificação dos Ciclos Econômicos:
Duração
a) Curto prazo: 3 – 4 anos [40 meses] –
Ciclos de Kitchin.
- evidências para os EUA
Cycles and Trends in Economic Factors, 1923, REStat.
Identificou um ciclo de estoques de 3 a 5 anos.
42
Classificação dos Ciclos
Econômicos: Duração
b) Ciclos de Juglar: 7 – 10 anos
- duração entre os vales de 7 a 10 anos;
- era um padrão associado ao RU no século XIX;
- evidências para o Reino Unido;
"Des crises commerciales", 1856, Annuaire de l'economie politique.
Des Crises commerciales et leur retour periodique en France, en Angleterre,
et aux Etats-Unis, 1862.
Du Change et de la liberte d'émission, 1868.
Les Banques de depôt, d'escompte et d'émission, 1884
43
Classificação dos Ciclos Econômicos:
Duração
c) Ciclos de Kuznets: 15-20 anos
- é conhecido também como ciclo de construção e
transporte.
http://nobelprize.org/economics/laureates/1971/press.html
44
Ciclos de Kondratiev
45
Classificação dos Ciclos
Econômicos: Duração
d) Ciclos de Kondratiev – duração de 50 anos
- relacionados a mudanças tecnológicas;
- a duração e o tempo de maturação dos equipamentos
de capital é que explicariam a duração dos ciclos
econômicos.
- os investimentos vêem em ondas;
- Kondratiev (1922) buscou computar os ciclos de longo
prazo, destacando suas características cíclicas.
46
Os Ciclos de Kondratiev
[Kuznets (1940)]
(1) A Revolução Industrial (1787-1842) constitui-se na
mais famosa onda de Kondratiev: o boom iniciou por
volta de 1787 e tornou-se uma depressão no inicio das
Guerras napoleônicas em 1801 e, em 1814 aprofundouse numa depressão que durou até 1827, quando inicia
uma recuperação que dura até 1842.
Esta onda de Kondratiev baseou-se nas indústrias
têxteis, ferro e das máquinas a vapor.
47
Os Ciclos de Kondratiev
[Kuznets (1940)]
(2) The Bourgeois Kondratiev (1843-1897): após 1843, o
boom reemergiu e uma nova onde de Kondratiev
iniciou.
Ela foi resultado dos investimentos em ferrovias no
Norte da Europa e Estados Unidos e foi acompanhada
pela expansão das indústrias do fero e carvão.
O boom acabou em torno de 1857 quando se inicia uma
recessão. A recessão torna-se uma depressão em 1870,
a qual dura até 1885. A recuperação inicia depois de
1885 e dura até 1897.
48
Os Ciclos de Kondratiev
[Kuznets (1940)]
(3) The Neo-Mercantilist Kondratiev (1898-1950?): O
boom inicia por volta de 1898 com a expansão do uso
da energia elétrica e da indústria automobilística e duraria
até 1911. A recessão que se segue torna-se uma
depressão em torno de 1925 que iria durar até
aproximadamentente 1935.
A recuperação incia-se após 1935 e dura até 1950.
49
Os Ciclos de Kondratiev
[Kuznets (1940)]
(4) The Fourth Kondratiev (1950?- 2010?). Há muito debate sobre a datação
da quarta onde de Kondratiev – em grande parte devido as confusões
geradas pelas baixa flutuações nos níveis de preços e pelas políticas
keynesianas de demanda agregada. Assim sendo este debate está ainda
para ser resolvido. Talvez as datas mais aceitáveis seja que o boom tenha
iniciado em torno de 1950 e tenha durado até 1974, onde se inicia uma
recessão. Quando (e se) esta recessão se transforma em depressão é por
volta de 1981.
Contudo, há um certo consenso de que a recuperação inicia-se por volta de
1992 e é projetada que dure até um próximo boom que se iniciará em torno
de 2010 (?).
50
51
Os Ciclos de Kondratiev
[Kuznets (1940)]
Steam Engine
Cotton
Railroads
Steel
Electrical Engineering
Chemistry
Petrochemicals
Automobiles
Information
Technology
P R D E
1800
1850
1900
P:
R:
D:
E:
1950
2000
boom
recessão
depressão
recuperação
52
Teorias dos Ciclos Econômicos:
Principais Autores




Empiricistas
Joseph Kitchin

"Cycles and Trends in Economic Factors", 1923, REStat.
Nikolai D. Kondratiev, 1892-1931?-
The World Economy and its Condition During and After the War, 1922

"The Long Waves in Economic Life", 1926, Archiv fur Sozialwissenschaft und
Sozialpolitik (transl. 1935, REStat)

The Long Wave Cycle, 1928.

Wesley Clair Mitchell and the American Institutionalists

The Harvard Barometer Group (Bullock, Persons, Crum)

Moses Abramovitz, 191253
Teorias dos Ciclos Econômicos:
Principais Autores
Teoria dos Ciclos Climáticos (teorias meteorológicas) :
William Stanley Jevons, 1835-1882.
Henry Ludwell Moore, 1869-1958.
http://www.ecn.bris.ac.uk/het/moore/Backup%20of%20
index.wbk
Johan Henryk Åkerman, 1896-1982
Rhythmics of Economic Life (1928),
C. Garcia-Mata e F. I, Shaffner. (1934), QJE
54
Teorias dos Ciclos Econômicos: Teoria dos
Ciclos Climáticos (Teorias Meteorológicas)
W. Stanley Jevons (1875) afirmou que as
variações na atmosfera do sol, manifestadas na
freqüência e grandeza das manchas solares,
determinariam as flutuações rítmicas da
indústria.
55
Teorias dos Ciclos Econômicos: Teoria dos
Ciclos Climáticos (Teorias Meteorológicas)
56
Teorias dos Ciclos Econômicos:
Principais Autores
Tradição Continental: Teóricos do superinvestimento
Clèment Juglar, 1819-1905.
Mikhail Ivanovich Tugan-Baranovsky, 1865-1919.
Arthur Spiethoff, 1873-1957.
Gustav Cassel, 1866-1946.
Dennis H. Robertson, 1890-1963.
Joseph A. Schumpeter, 1883-1950.
Jean Lescure, 1882-1947.
Marco Fanno, 1878-1965
Adolph Lowe and the Kiel School
57
Teorias Pré-keynesianas
do Ciclo Econômico
(ii) Teorias não monetárias: explicavam a existência do
ciclo econômico como uma decorrência do
desajustamento entre o estoque de capital e o volume
de demanda de consumo.
Autores:
Arthur Spientoff;
Hobson (subconsumo);
Gustav Cassel;
Mikhail I. Tugan-Baranovsky (1894) - superinvestimento
58
Arthur Spiethoff (1873-1957)
During the depression, loanable funds find no outlet, the rate of
interest falls continuously, whilst fixed interest rate securities rise.
The decline in the yield of loan capital does not, however, lead to an
expansion of fixed investment, because overproduction and the
general tendency for prices to fall not only depress profits, but even
constitute a danger of loss on investment [...] The fear of a loss on
investments deflects more and more capital into loans and tends to
reduce the rate of interest. Only when it has become plain for all to
see that the rate of interest compares unfavourably with profit on
investment, will expectations act as a stimulus for bigger
investment. It is necessary for such a difference in yield to be
demonstrated as vividly as possible by a few firms or by some
branch of industry brought into being by courageous entrepreneurs
(Spiethoff [1925] 1953, p. 148).
59
Arthur Spiethoff (1873-1957)
For most upswings we are told of industries which
served as a stimulus and a starting point for investment.
Mining and steelworks, railways and electricity were
large industries of this kind. In Germany, the 1840’s
showed clearly that good individual results were needed
before the boom investments in railways started in 1844
[...] Once some industry, e.g. the railways in this case,
has proved its value, then it can always become a fresh
focus as soon as new fields of application are found; in
such industries expectations regarded as assured may
suffice to act as a stimulus. The same was true also for
mining, iron works, electricity works, etc. (ibid., p. 149).
60
Arthur Spiethoff (1873-1957)
Vorbemerkungen zu einer Theorie der Überproducktion", 1902, Schmoller's
Jahrbuch.
"Die Krisentheorien von M. v. Tugan- Baranovsky und L.Pohle", 1903, JfGVV.
Outline of General Economic History, 2 vols, 1900/04.
"Business Cycles", 1923, Handworterbuch der Staatswissenschaften.
"Krisen", 1925, Handworterbuch der Staatswissenschaften
"Die Allgemeine Volkswirtschaftslehre als Geschichtliche Theorie", Schmoller's
Jarhbuch, 1932.
"The Historical Character of Economic Theories", 1952, JEH.
"Pure Theory and Economic Gestalt Theory", 1953, in Lane and Riemersma,
editors, Enterprise and Secular Change
61
Teorias Pré-keynesianas
do Ciclo Econômico
Teorias do Lado da Oferta – explica o ciclo
econômicos devido as variações de custo e da
margem de lucro das empresas.
Wesley Clair Mitchell, 1874-1948
62
Teorias dos Ciclos Econômicos:
Principais Autores
Teoria do Superinvestimentos: Teorias
Monetárias
Ralph G. Hawtrey, 1879-1971.
Friedrich A. Hayek, 1889-1992.
Gottfried von Haberler, 1900Knut Wicksell.
63
Teorias Pré-Keynesianas
do Ciclo Econômico: Teorias Monetárias
Teorias Monetárias do Ciclo Econômico:
relacionavam a explicação das flutuações do
nível de produto as flutuações da taxa de juros,
que geravam flutuações no nível de crédito da
economia e consequentemente, flutuações no
nível de investimento e renda.
64
Teorias Pré-Keynesianas
do Ciclo Econômico: Teorias Monetárias
A teoria monetária do ciclo baseia-se nas seguintes proposições:
(i) que o comportamento conhecido do ciclo não poderia ocorrer se não
houvesse uma oferta elástica de crédito;
(ii) que a oferta monetária de todos os países com sistemas monetários é
elástica e capaz de expansão e contração;
(iii) quando ocorre uma expansão e contração, levam a uma expansão e
contração cumulativa da indústria e são suficientes para explicar o ciclo
econômico, mesmo quando não presentes outras causas;
(iv) que a conduta normal dos bancos produz estas contrações e expansões
em vez de controlar a oferta monetária no interesse da estabilidade;
(v) o ciclo econômico e, em essência, o resultado das variações na oferta de
crédito.
65
Knut Wicksell
A Teoria dos Ciclos de Wicksell baseia-se sobre os
mecanismos indiretos através dos quais os fatores
monetários podem ter um efeito sobre as variáveis reais.
Os mecanismos monetários do ciclo econômico
funcionariam através da taxa de juros.
Wicksell faz a distinção entre a taxa real e de mercado
da taxa de juros.
66
Knut Wicksell
A taxa real de juros iguala a S e o I (baseadas
sobre as preferências temporais e a taxa real de
retorno, mas não é diretamente observável.
A taxa de juros de mercado e determinada ou
fixada pelas bancos.
67
Knut Wicksell
Se a taxa de marcado for fixada abaixo da
taxa real, temos que: I > S e DA > OA;
O excesso de I sobre a poupança privada S
está sendo financiada pelos empréstimos
bancários;
68
Knut Wicksell
Se a taxa de juros de mercado for fixada acima da
taxa real de juros, teremos que S > I e a DA < OA;
Isto irá gerar uma queda nos preços e na renda dos
fatores de produção. Os bancos por sua vez
começam a acumular um excesso de reservas
bancárias.
Para que a economia se estabilize é necessário que a
taxa de juros de mercado se igual a taxa real de
juros.
69
Teorias dos Ciclos Econômicos:
Principais Autores
Tradição Anglo-Americana
Alfred Marshall, 1842-1924.
Irving Fisher, 1867-1947.
William H. Beveridge, 1879-1963.
Wesley C. Mitchell, 1874-1948.
Albert Aftalion, 1874-1956.
Arthur C. Pigou, 1877-1959.
John Maurice Clark, 1884-1963.
George L.S. Shackle, 1903-1992.
70
Teorias dos Ciclos Econômicos:
Principais Autores
Teóricos do Subconsumo:
John A.Hobson, 1858-1940.
William T. Foster, 1879-1950.
Waddill Catchings, 1879-1969
John Maynard Keynes, 1883-1946.
71
Teorias dos Ciclos Econômicos:
Principais Autores
Teóricos do Subconsumo: a causa fundamental das
crises e das depressões periódicas é a incapacidade dos
consumidores de adquirir produtos da indústria por
preços que cubram seus custos.
O que produz interrupções periódicas na indústria é a
incapacidade dos produtores , não de continuar a
produção, mas de encontrar uma saída, a preços
lucrativos para seus artigos e produtos.
72
Teorias dos Ciclos Econômicos:
Principais Autores
Teorias Keynesianas do Multiplicador-Acelerador:
Roy F. Harrod, 1900-78.
Paul A. Samuelson, 1915Lloyd A. Metzler,
Sir John R.Hicks, 1904-1989.
James S. Duesenberry, 1918Luigi Pasinetti, 1930Dale W. Jorgensen, 1933Arthur Smithies.
73
Teorias dos Ciclos Econômicos:
Principais Autores
Teorias keynesianas do Ciclo (Endógenas)
Erik F.Lundberg, 1907-1987.
Michal Kalecki, 1899-1970.
Nicholas Kaldor, 1908-1986.
Richard M. Goodwin, 1913-1996.
Hyman P. Minsky, 1919-1997.
Hugh Rose, 1920Jean-Michel Grandmont, 193974
Teorias dos Ciclos Econômicos:
Principais Autores
Teorias do Ciclo Choque-Dependentes
Ragnar A.K. Frisch, 1895-1973.
Eugene Slutsky, 1880-1948.
Robert E. Lucas, Jr., 1937Real Business Cycle Theory
75
Teoria Keynesiana do Ciclo Econômico
O modelo multiplicador-acelerador de
Samuelson (1939)
http://cepa.newschool.edu/het/profiles/samuelson.htm
76
Teorias Pós Keynesianas
do Ciclo Econômico
M. Kalecki (1935)
N. Kaldor (1940)
R. Goodwin (1948)
Arrow-Domar (1948, 1949)
J. Hicks (1949)
A. Smithies (1957)
77
Sugestão de Leituras
Adicionais






Mankiw, N. Gregory, 1990, ‘A Quick Refresher Course in Macroeconomics’, Journal of
Economic Literature, Dec 1990, 28:4, pp. 1645-1660
Kydland, F. and Edward Prescott, 1990, ‘Business Cycles: Real Facts and a Monetary
Myth,’ Quarterly Review, Federal Reserve Bank of Minneapolis, Spring, 3-18. Pages 917.
Cecchetti, S., A. Flores-Lagunes and S. Krause, ‘Assessing the Sources of Changes in
the Volatility of Real Growth’, in The Changing Nature of the Business Cycle, eds: C.
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FIM
Prof. Giácomo Balbinotto Neto
UFRGS
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teoria dos ciclos econômicos - Programa de Pós