TÍTULO DO
1
TRABALHO
NOME E SOBRENOME2; NOME E SOBRENOME3 e NOME E SOBRENOME4
1Trabalho de pesquisa, trabalho de conclusão de curso etc
2Instituiçãodo autor 2
3Instituiçãodo autor 3
4Instituiçãodo orientador
E-mail: email@unifra.br; email@hotmail.com; email@gmail.com
RESULTADOS E DISCUSSÃO
INTRODUÇÃO E OBJETIVOS
A Paralisia Cerebral (PC) ou Encefalopatia Crônica nãoevolutiva da Infância refere-se a uma condição complexa atribuída a
distúrbios não progressivos que ocorrem no desenvolvimento fetal ou
no encéfalo imaturo.
As desordens motoras na criança portadora de PC são
variadas e complexas. Os déficits primários incluem as
anormalidades do tônus muscular, prejuízo no balanço e
coordenação, diminuição de força e perda do controle de
movimentos seletivos, refletindo muitas vezes no aparecimento tardio
ou, até mesmo, no não aparecimento de alguns padrões motores
maduros. Desta forma, muitas crianças com PC não possuem a
habilidade de sentar sem apoio, bem como locomover-se, o que
acaba tornando a cadeira de rodas o principal meio de mobilidade
para estes pacientes.
O presente estudo teve como objetivo analisar o perfil motor
das crianças cadeirantes portadoras de PC que recebem
atendimento fisioterapêutico na Clínica de Fisioterapia do Sistema
Integrado de Saúde (SIS) do Centro Universitário Franciscano–
UNIFRA.
MATERIAIS E MÉTODOS
Esta pesquisa foi desenvolvida na Clínica de Fisioterapia do SIS
da UNIFRA, Santa Maria-RS, no período de agosto a outubro de
2009 e obteve aprovação no Comitê de Ética na Pesquisa com Seres
Humanos, sob nº 206.2009.2.
A coleta dos dados constituiu–se de registros fotográficos das
crianças em suas respectivas cadeiras de rodas com posterior
aplicação de uma avaliação neurológica do desenvolvimento
neuromotor. A seguir procedeu-se a classificação dos sujeitos da
pesquisa de acordo com a função motora grossa, através do
instrumento GMFCS (Gross Motor Function Classification System).
Crianças
Avaliadas
Gênero
Idade
(anos)
Tônus
Muscular
Distribuição
topográfica
GMFCS
(níveis)
A
Masculino
12
Espástico
Quadriplégica
V
B
Masculino
8
Distônico
Quadriplégica
V
C
Masculino
4
Espástico
Quadriplégica
IV
D
Feminino
9
Espástico
Quadriplégica
V
E
Feminino
6
Espástico
Quadriplégica
V
F
Feminino
8
Espástico
Quadriplégica
III
G
Feminino
10
Distônico
Quadriplégica
IV
H
Masculino
10
Espástico
Quadriplégica
III
I
Feminino
9
Espástico
Quadriplégica
V
J
Masculino
11
Espástico
Quadriplégica
V
L
Masculino
8
Espástico
Quadriplégica
IV
M
Masculino
10
Espástico
Quadriplégica
IV
N
Masculino
11
Espástico
Quadriplégica
V
Tabela 1: Classificação do tônus muscular, distribuição topográfica e
níveis da GMFCS da amostra estudada.
A amostra constituiu-se de 13 crianças, das quais 85%
apresentavam tônus espástico e 15% distonia.
De
acordo
com
a
distribuição
topográfica
do
comprometimento motor, as 13 crianças avaliadas apresentavam
quadriplegia. Esta condição afeta os quatro membros, sendo que
os superiores são mais atingidos, resultando, na maioria das
vezes, em uma assimetria de postura e movimento.
Onze crianças foram classificadas nos níveis IV e V da
GMFCS. Neste sentido, pesquisa recente revelou que os grupos
considerados graves (níveis IV e V) foram constituídos, em sua
maioria, por crianças quadriplégicas. Neste sentido, a gravidade
do comprometimento neuromotor evidencia-se, principalmente, na
forma de locomoção utilizada pela criança com PC. Assim, o nível
IV é atribuído às crianças que utilizam tecnologia assistiva para
mover-se, enquanto àquelas do nível V são gravemente limitadas
na mobilidade, mesmo com o uso destes recursos.
Os resultados obtidos também evidenciaram que 6
participantes apresentavam controle cervical e apenas 4 possuíam
controle de tronco.
A totalidade das crianças avaliadas nesta pesquisa
apresentava alterações posturais, destacando–se a escoliose. De
fato, há relatos de que a escoliose ocorre em 25% de todas as
crianças portadoras de PC e em 60 a 75% daquelas com PC do
tipo quadriplegia espástica. Além disso, estudo revelou que dentre
todas as possíveis alterações ortopédicas em indivíduos
portadores de PC, 91,4% se referem à alterações posturais do tipo
escoliose.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este estudo proporcionou o conhecimento do perfil motor das
crianças cadeirantes portadoras de PC que freqüentam a Clínica
de Fisioterapia do SIS. Os resultados obtidos contribuirão para o
estabelecimento de metas terapêuticas coerentes com as
necessidades dessas crianças, além de permitir um atendimento
mais integral.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Burns, Y.R.; MacDonald, J. Fisioterapia e crescimento na
infância. 1.ed. São Paulo: Santos, 1999.
Papavasiliou, A.S. Management of motor problems in cerebral
palsy: A critical update for the clinician. Eur J Paed Neurol,
doi:10.1016/j.ejpn.2008.07.009, 2008.
Pirpiris, M., Graham, H.K. Uptime in children with cerebral palsy. J.
Pediatrics Orthopedics, v.24, n.5, p. 521-528, 2004.
Chagas, P.S.C., Defilipo, E.C., Lemos, R.A., Mancini, M.C., Frônio,
J.S., Carvalho, R.M. Classificação da função motora e do
desempenho funcional de crianças com Paralisia Cerebral.
Revista Brasileira de Fisioterapia, v.12, n. 5, p. 409-16, 2008.
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