2011
Relatório e Contas
SATA Internacional
Contents
Disclaimer ............................................................................................................................................................ 3
Mensagem do Presidente .................................................................................................................................... 4
A nossa Missão… .......................................................................................................................................... 10
............................................................................................................................................................................. 11
A nossa Visão…a nossa rota…................................................................................................................... 11
Principais Acontecimentos do Ano | Financeiros ............................................................................................ 13
Principais Acontecimentos do Ano | Não Financeiros ..................................................................................... 15
........................................................................................................................................................................ 15
Entrevista do Presidente ................................................................................................................................... 16
Frota ................................................................................................................................................................... 24
PARTE I – Relatório de Gestão ......................................................................................................................... 26
1.1) Descrição do Grupo SATA ................................................................................................................... 26
1.2) Pessoas, ambiente e comunidade .......................................................................................................30
1.3) Estrutura Orgânica e Governo Societário .......................................................................................... 34
........................................................................................................................................................................ 34
........................................................................................................................................................................ 34
2) O Negócio do Grupo SATA ........................................................................................................................38
2.1) Enquadramento macroeconómico .....................................................................................................38
2.2) Enquadramento regulamentar ........................................................................................................... 43
2.3) SATA: A nossa estratégia .................................................................................................................... 45
2.4) Áreas de negócio do Grupo SATA ...................................................................................................... 49
Transporte aéreo .......................................................................................................................................50
2.5) Gestão de Risco e Controlo Interno ................................................................................................... 59
PARTE II – Análise Económica e Financeira ................................................................................................... 63
Aplicação de Resultados .................................................................................................................................... 71
Glossário ..................................................................................................................................................... 72
Glossário – Terminologia sector da aviação ........................................................................................... 72
Glossário - Terminologia geral................................................................................................................. 74
PARTE III – Demonstrações Financeiras e Anexos ......................................................................................... 75
2
Disclaimer
Na preparação do presente relatório, foram adoptados pressupostos e estimativas que impactam
o conteúdo reportado. A informação foi analisada e preparada com base no melhor
conhecimento existente, à data de publicação do relatório, dos eventos já em curso ou
perspectivados no curto prazo (6 meses). Foi tida igualmente em conta toda a informação
disponível à data da publicação do relatório e o melhor conhecimento e experiência de eventos
passados e/ou correntes. No entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que,
não sendo previsíveis à data, não foram consideradas nas informações reportadas.
3
Mensagem do Presidente
Vivemos no País uma das três maiores crises económicas dos últimos 150 anos. Em Portugal a
produção de riqueza regressou aos valores de há 10 anos. Em todo o mundo acentuaram-se
incertezas de natureza política, derivadas dos normais processos da democracia ou de lutas pela
sua conquista.
Às consequências deste ambiente e do recuo da actividade económica procurámos responder,
prosseguindo uma estratégia assente em 3 eixos fundamentais:
• Redução de custos;
• Inovação nos serviços e nos processos,
• Aposta em mercados externos menos expostos à crise económica, em particular, os mercados
estratégicos da América do Norte e da Alemanha, importantes mercados emissores para os
Açores.
Os resultados líquidos da SATA foram 500 mil euros positivos, aos quais se chegou a partir de
um resultado de 900 mil euros negativos na SATA Internacional (-1,04€ por passageiro) e de
um resultado positivo de 1 milhão e 400 mil euros na SATA Air Açores (3,0€ por passageiro).
A actividade da SATA foi influenciada muito negativamente pela evolução dos custos do crédito
e do combustível, que em 2011 tiveram um comportamento altamente desfavorável para o
negócio do transporte aéreo.
Fruto da renovação da sua frota, a SATA Air Açores possui, em condições favoráveis, uma dívida
de longo prazo junto do BEI, da Caixa BI e do BES, da qual amortizou em 2011 mais de 5,3
milhões de euros. Por seu lado, a SATA Internacional praticamente não tem dívida de longo
prazo. No entanto, a atividade de transporte aéreo é sazonal, razão pela qual se torna inevitável
o recurso à banca, para efeitos de gestão de tesouraria, o que nas circunstâncias atuais é
oneroso.
Muito importante, durante todo o ano de 2011, o preço do combustível apresentou uma forte e
consistente tendência de subida. De facto, em 2011, o valor médio do Brent em euros foi de
79,92 €, valor recorde histórico, 20% acima do valor registado em 2009, de 66,21 €.
É certo que em 2008 o preço do Brent chegou a atingir os USD147 o barril, o que correspondeu,
de certa forma, a um episódio concentrado no tempo. Na realidade, a cotação média do Brent
desse ano foi de USD96,94, valor muito inferior aos USD111,26 de 2011. Ademais, a recente
desvalorização do Euro face ao USD penalizou o preço do jet-fuel em euros em 2011.
O comportamento adverso destas variáveis exógenas determinou ainda mais empenho no
programa de redução de custos, que abrangeu a diminuição do consumo de combustível, através
da utilização mais intensa das aeronaves energeticamente mais eficientes (Airbus A320 e
Bombardier Q400 NextGen), com a redução da nossa pegada ambiental, bem como a adopção
4
de processos e rotinas que melhoraram, sobremaneira, o consumo de combustível por tonelada
quilómetro voada.
A renegociação transversal de contratos de aquisição e fornecimento de serviços constitui um
contributo importante à redução de custos obtida, que foi facilitada, ainda, pela introdução de
práticas e serviços inovadores.
O sucesso da nossa política de redução de custos pode ser avaliado pela evolução do nosso custo
unitário excluindo combustível (CASK non-fuel) em 2011, que foi de 4,10 cêntimos de euros na
SATA Internacional, inferior em 10% ao valor de 4,56 cêntimos de euros registado em 2010.
Aliás, o custo unitário excluindo combustível de 2011 na SATA Internacional é o mais baixo
registado na última década, o que demonstra que, neste particular, a SATA Internacional está
mais competitiva do que nunca, por via de laborar com menor custo unitário.
De igual modo, o CASK non-fuel da SATA Air Açores desceu de 0,47€ em 2010 para 0,37€ em
2011, o que perfaz uma descida de 22%. Com esta descida, a SATA Air Açores regista, agora, o
CASK non-fuel mais baixo desde pelo menos 2006.
Os custos operacionais da SATA Internacional desceram de 181,23 M€ em 2010 para 168,48 M€
em 2011, enquanto na SATA Air Açores os custos operacionais desceram de 70,93 M€ em 2010
para 61,11 M€ em 2011. Por conseguinte, no conjunto das duas transportadoras, temos que os
custos operacionais desceram 22,57 M€.
Esta descida dramática dos custos operacionais permitiu, não só, fazer face à elevada descida da
receita regular, mas, também, aumentar os resultados operacionais de -1,696 M€ para 3,153 M€
na SATA Air Açores e de -3,979 M€ para 0,438 M€ na SATA Internacional. Assim, temos um
aumento de 9,266 M€ nos resultados operacionais combinados de ambas as transportadoras,
sendo que cada qual regista agora resultados operacionais positivos.
De referir, ainda, que a melhoria dos resultados operacionais da SATA Internacional beneficiou
de um aumento da produção no segmento Charter/ACMI, área onde a SATA Internacional tem
melhorado a sua performance e visibilidade no mercado europeu.
A gestão integrada das frotas no que respeita à utilização do Q400 NextGen por substituição do
Airbus A320 na rede que liga Açores-Madeira-Canárias-Algarve proporcionou uma melhoria do
resultado operacional, criou novos fluxos e potenciou o papel de Ponta Delgada como gateway
de ligação entre as Canárias e a Madeira e a América do Norte.
A melhoria dos resultados operacionais das transportadoras está na base da melhoria registada
no EBITDA e no EBITDAR do Grupo SATA, bem como na estabilidade, em torno dos valores
médios históricos, dos rácios de saúde financeira, nomeadamente, autonomia financeira,
endividamento e solvabilidade.
Assim, o notório e eficaz esforço de redução de custos permitiu melhorar a função económica,
que regista, agora e a contra-ciclo, um valor marginalmente equilibrado, mas crescente,
5
enquanto os indicadores financeiros e a estrutura do balanço demonstram a devida estabilidade
e robustez.
Este esforço de redução de custos será ainda mais eficaz em 2012, fruto dos graus de liberdade
acrescidos, em particular no que concerne a negociação de importantes contratos de
fornecimentos, como de leases de aeronaves e de engenharia e manutenção, bem como o uso
mais eficiente dos ativos mais onerosos, nomeadamente, aeronaves e tripulações.
Assim, em 2012 tudo indica que quer a SATA Air Açores quer a SATA Internacional terão custos
unitários, excluindo combustível, mais baixos, pelo que serão transportadoras mais competitivas
e mais rentáveis.
No entanto, a competitividade não se alcança tão-somente pela via da redução de custos, mas
também por uma política de inovação que nos torna mais próximos dos nossos clientes e
beneficiados por processos mais simples.
Neste espírito, em 2011 a nossa política de inovação permitiu o início da oferta do Mobile
Boarding Pass e do Mobile Check-In, que completaram a experiência paperless na fase pré-voo.
Neste âmbito registo, igualmente, o desenvolvimento de uma plataforma de gestão dos
aeródromos, que, mais tarde, produziu receita para a Empresa, através da venda de licenças
para o exterior da sua utilização por outras empresas de gestão de aeroportos.
Todos estes desenvolvimentos inovadores foram concretizados pela nossa equipa de IT, que,
utilizando uma metodologia Agile, também ela inovadora, conseguiu dois prémios.
O objecto social e a estratégia da SATA estão centrados nos Açores, que só poderão ser bem
servidos se a Empresa obtiver escala. Historicamente, a SATA tem procurado alcançar
economias de escala desenvolvendo operações a partir de Lisboa e Madeira, locais onde tem,
para além de São Miguel, bases operacionais.
A grande novidade em 2011 foi, contudo, a saída da rota Lisboa/Funchal, que viu as suas taxas
de ocupação e tarifa média reduzirem-se, fruto da sazonalidade que chegou por via da crise
económica no mercado português, principal mercado emissor da SATA para esta rota. Focámonos, pois, nas ligações da Madeira com o Continente Europeu, para países menos expostos à
crise, sobretudo com operações charter, possibilitando a redução riscos comerciais e financeiros.
Também nas ligações do nosso mercado natural, os Açores, executámos uma política de reforço
das operações para a Europa, onde as economias estão mais saudáveis.
A nossa oferta para a Alemanha vai crescer, por força do aumento de 47% dos lugares colocados
na rota Ponta Delgada/Frankfurt, igualmente através da introdução de dois voos semanais
Ponta Delgada/Munique, via Porto.
6
Em 2011 colocámos muito empenho no aprofundamento da utilização de Frankfurt para
encaminhamento de passageiros dos países do Leste Europeu para os Açores, concretizando
acordos de interline com companhias originárias desses países, como o é o caso da Aeroflot. Este
trabalho será alargado, agora, a Munique, que também capta passageiros na Suíça e na Áustria.
É com igual abordagem, mas em relação aos países escandinavos, que olhamos para o Aeroporto
de Copenhaga, para onde já temos um voo semanal de Ponta Delgada, que também opera via
Porto.
Madrid, Barcelona, Amesterdão, Londres e Manchester foram outras cidades tocadas em 2011
com voos para os Açores, concretamente para a Terceira, no caso de Madrid, e para São Miguel
nos restantes.
As operações de Portugal, sobretudo dos Açores, para o Canadá e os EUA foram concretizadas
dentro deste mesma óptica de consolidação e reforço da posição da SATA em mercados menos
agastados pela crise económica mundial.
Quer num caso quer no outro, os focos da atenção foram a promoção comercial dos voos e
assinatura de acordos de interline que aumentassem a conectividade dos voos da SATA para
cidades além de Boston e Toronto, nossas gateways na América do Norte. No Canadá foi
assinado um acordo de interline com a WestJet e nos EUA assinado outro com a USAirways.
Em 2012 a SATA proporcionará a maior conectividade de sempre entre os Açores e o Mundo,
por via de novas rotas, reforço de frequências, representações comerciais em novos mercados e
estabelecimento de parcerias com outras companhias aéreas de referência. É, pois, notório e
muito significativo o contributo dado pela SATA, a contra-ciclo, para o estabelecimento de mais
ligações entre os Açores e o Mundo, o que potenciará, sem dúvida, o crescimento do sector do
turismo.
A SATA só tem dois ativos verdadeiramente seus: a sua Marca e os seus Colaboradores.
Nos Recursos Humanos a acção da Empresa tem um largo espectro e traduz a preocupação que
existe em manter os níveis de emprego, as obrigações contratuais assumidas, nomeadamente
em relação ao seu fundo de pensões, ou de valorizar os seus trabalhadores, possibilitando-lhes
formação que melhore o seu desempenho e lhes dê mais oportunidades de realização
profissional e pessoal. Neste caso destaco o programa The Quality and You, que visa colocar o
cliente e as suas necessidades no centro da atenção de todos quantos fazem a SATA e alinhar por
aí todos os processos de Recursos Humanos.
Registo, igualmente, o início da instalação do Centro de Formação Aeronáutica, que irá abrir em
2012, que permitirá a SATA ministrar formação de excelência.
A qualidade dos nossos Recursos Humanos e do seu trabalho, bem como o nível de
concretização dos valores corporativos – Fiabilidade, Simpatia e Inovação – são bem
7
demonstrados por alguns acontecimentos de 2011, ano em que atingimos índices de
performance operacional muito elevados, nalguns casos, históricos:
•
A pontualidade na SATA Internacional aumentou de 69,5%para 81,9%, enquanto na SATA
Air Açores aumentou de 74,9% para 87,7%;
•
A regularidade na SATA Internacional aumentou de 97,5% para 99,5% e na SATA Air Açores
de 92,9% para 96,5%;
•
A fiabilidade de despacho do Bombardier Q200 e do Bombardier Q400 NextGen aumentou
de 99,08% para 99,70% e de 99,12% para 99,81%, respectivamente. Aliás, a fiabilidade de
despacho do Bombardier Q400 NextGen na SATA Air Açores é das mais elevadas no
universo de todos os operadores destas aeronaves, sendo que atualmente há mais de 300
destas aeronaves em operação um pouco por todo o mundo;
•
O consumo de combustível por tonelada quilómetro voada na SATA Internacional atingiu o
valor mínimo de sempre, graças a uma gestão eficiente neste importante domínio;
•
Com a melhor performance operacional, registou-se uma drástica redução de gastos com
irregularidades com os passageiros, bem como no número de reclamações, sinónimo,
portanto, de maior qualidade oferecida.
O Grupo SATA foi distinguido com prémios, como a atribuição de 2 Agility Awards, que
reconheceram a capacidade de inovação e desenvolvimento de software da SATA, bem como a
decisão Microsoft de utilizar a SATA como case study para práticas de Green IT.
A European Regional Airlines Association (ERA), que congrega cerca de 65 companhias aéreas
europeias regionais, decidiu atribuir à SATA Air Açores o prestigiante prémio “ERA Airline of
the Year 2011 Bronze Award”, que reconheceu a eficácia e eficiência da SATA na gestão do
complexo projecto de renovação da sua frota.
Foi a primeira vez que uma companhia aérea em Portugal recebeu um prémio da ERA, que
entendeu que a SATA Air Açores experimentou, em 2011, uma melhoria significativa dos seus
índices de qualidade (fiabilidade de despacho, regularidade e pontualidade), ao mesmo tempo
que reduziu a sua pegada ecológica, no âmbito de um projeto de renovação de frota que permitiu
um salto qualitativo na sua operação, a criação de uma nova rede inter-regiões insulares, tendo,
ainda, a ERA distinguido a capacidade da SATA Air Açores em assegurar condições favoráveis
de financiamento subjacente ao projeto de renovação da frota (financiamento do Banco Europeu
de Investimento), num contexto nitidamente desfavorável. É, pois, um prémio que honra todos
os colaboradores do Grupo SATA.
Em 2012 a SATA aprofundará a estratégia que tem sido seguida, procurando consolidar uma
cultura de inovação e redução de custos, que viabilize uma diferenciação de serviço full-service e
torne possível a continuação da diminuição das suas tarifas, factos que fortalecerão a capacidade
competitiva da Companhia. Manteremos a dinâmica de crescente internacionalização nos
8
mercados externos, para equilibrar a nossa exposição à crise que se vive em Portugal, nosso
principal mercado emissor, e para contribuir activamente para o desenvolvimento dos fluxos
turísticos que demandam os Açores.
Em nome do Conselho de Administração, manifesto o devido reconhecimento ao esforço
colectivo dos colaboradores do Grupo SATA que permitiu que o Grupo SATA apresentasse em
2011 resultados líquidos consolidados positivos durante o que pode ser justamente considerado
uma tempestade perfeita. É este espírito de dedicação colectiva e de apreço à Companhia que
nos permite, com confiança, antecipar, a esta data, que no futuro próximo do biénio 2012-2013
o Grupo SATA continuará a sua trajetória de reforço de competitividade e de sustentabilidade,
ao serviço dos seus acionistas, os Açorianos, continuando a apresentar resultados positivos e a
proporcionar mais e melhor conectividade entre os Açores e o Mundo.
9
A nossa Missão…
O que a empresa faz?
O Grupo SATA presta um serviço de
transporte aéreo, assim como todas as
actividades que lhe estão ligadas,
operando com vocação atlântica
assente num serviço fiável,
hospitaleiro e inovador
Por que a empresa existe?
A empresa existe com o objectivo de
trazer a cada dia, o Mundo aos Açores
e levar os Açores ao resto do Mundo,
tendo como objectivo final garantir que os
clientes se deslocam e transportam os seus
bens em perfeitas condições de segurança
Para quem?
O público-alvo são todos os Açorianos, e
todos aqueles que desejam visitar os
Açores. No entanto, num mundo exigente e
global a nossa ambição é tornarmo-nos mais
fortes e mais competitivos, capazes de
construir uma companhia aérea de
referência para o público em geral
10
A nossa Visão…a nossa rota….
Construir uma companhia aérea do Atlântico,
onde se cultiva o rigor e o profissionalismo;
onde se encontra um serviço cuidado, simples,
mas atento; onde se acolhe cada cliente de
forma amável e disponível; onde se cultiva o
respeito pelo planeta numa perspectiva de
total apreço pelo bem-estar das populações
nas gerações vindouras.
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Os Nossos valores
A SATA e todas as empresas que constituem o
Grupo SATA, valorizam a reputação de ser uma
companhia de referência dos Açores, assente nos
Valores da Fiabilidade, Inovação
e Simpatia
Inovação
Fiabilidade
Simpatia
são os nossos valores.
Em terra e no ar, a vontade de
fazer sempre melhor.
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Principais Acontecimentos do Ano | Financeiros
Apesar da conjuntura económica e financeira, marcada pelo aumento das cotações
internacionais do jet fuel em cerca de 40% e pela contracção da procura, é de destacar a
performance financeira da SATA, Grupo a que pertence a SATA Internacional, que atingiu em
2011 um lucro total de 527 milhares de euros.
O contributo individual1 de cada uma das empresas do Grupo SATA para o resultado líquido de
2011 apresenta-se da seguinte forma:
1
Os dados apresentados referem-se aos resultados líquidos individuais de cada empresa do Grupo,
excluindo o efeito do Método de Equivalência Patrimonial
13
Os principais indicadores financeiros da SATA Internacional a destacar no ano de 2011 são
(dados em milhares de euros):
20.000
10.000
0
-10.000
Resultado
operacional
2009
EBITDA
EBITDAR
6.000
2010
4.000
2011
2.000
15
10
0
6,3
6,16
6,13
5,02
4,56
4,1
2009
2010
2011
5
Dívida líquida
2009
0
CASK (Non fuel) (c€)
CASK (Total) (c€)
14
2010
2011
Principais Acontecimentos do Ano | Não Financeiros
Jan. /2011
Sata lança
Extra leg room
seat.
Fev. /2011
Parceria com a Aigle Azur
Esta parceria possibilita à SATA Internacional emitir bilhetes para os
voos da Aigle Azur e vice-versa, o que, na prática, permite aos
passageiros viajarem com o mesmo bilhete electrónico em rotas
operadas por ambas as companhias, proporcionando, assim, uma
melhor oferta aos clientes das duas companhias.
O Extra Leg Room
Seat possibilita a
aquisição de um
lugar nas filas mais
espaçosas dos
aviões.
Fev. /2011
Web check-in implementado no site
Mar. /2011
Mobile check-in e Mobile
boarding pass
Out. /2011
Estes serviços
inovadores oferecem
ao cliente uma
forma ainda mais
cómoda, rápida e
versátil de fazer o
check-in e o
embarque através
do telemóvel,
evitando filas e o uso
de milhares de
cartões de
embarque.
Mar. /2011
Novas rotas
Em Março de 2011
foi anunciada a
ligação dos Açores e
o importante
mercado da
Escandinávia,
nomeadamente as
cidades de
Copenhaga,
Estocolmo e Oslo.
Com o web check-in implementado no Grupo SATA os
seus clientes estão convidados a efectuar o seu check-in à distância, dispensando as filas nos aeroportos.
Ago. /2011
SATA Forest
SATA Air Açores foi
distinguida pela ERA
A ERA - European Regions Airline
Association (Associação Europeia de
Companhias Aéreas Regionais), que
congrega 65 associadas, elegeu a SATA
como a 3ª melhor companhia aérea
regional da Europa, tendo recebido o
prémio “Airline of the Year
Promovendo a
sensibilização
ambiental, criou-se a
SATA Forest que se
traduz na plantação
de uma floresta que
simboliza todas as
rotas da SATA.
2011/2012 Bronze Award”.
Ago. /2011
Happy Flyer
Nov. /2011
Parceria com a West Jet
O Happy Flyer é um
programa
disponibilizado pela
SATA para ajudar
todos aqueles que
têm medo de voar.
Ao estabelecer parceria com a West Jet (2ª
maior transportadora canadiana), a SATA
cria tarifas mais económicas para todas as
províncias do Canadá.
Jul. /2011
Agility Award
Ago. /2011
Case study
A SATA foi novamente distinguida pela multinacional
Outsystems com o prémio Agility Award, graças ao
desenvolvimento da aplicação da gestão de informação dos
aeródromos.
15
A Microsoft tomou a decisão de
utilizar a SATA como case
study para práticas de green
IT/virtualização.
Entrevista do Presidente
Q1
Vive-se um momento de crise. Crise esta que é internacional, que
envolve todos os sectores de actividade e cujos reflexos não têm sido
fáceis principalmente para Portugal. Como é que a SATA está
preparada para enfrentar esta crise?
Estamos a viver uma crise que se assume como a 3ª maior crise em
Portugal dos últimos 150 anos. Ao analisarmos as estimativas do PIB per
capita para Portugal em 2012, verificamos que teremos o mesmo nível
que tivemos em 2002: ou seja, em termos económicos recuamos 10 anos!
Segundo a IATA, nos últimos 40 anos, sempre que a economia mundial cresceu
abaixo de 2% ao ano, a indústria apresentou um prejuízo. A variação do PIB é, pois, o
grande driver dos resultados na nossa indústria. Em Portugal vamos assistir a uma
grande redução do rendimento disponível, aumento do desemprego, bem como a
uma contracção do PIB entre 3 a 5 pontos percentuais em 2012. Esta conjuntura
macroeconómica nacional terá, necessariamente, reflexos muito negativos nos
proveitos da SATA. Adicionalmente, e em contra-ciclo, assistimos à subida do preço
do petróleo em dólares, do preço do dólar face ao euro, e do preço do dinheiro,
factores que afectam de modo muito negativo a aviação europeia em geral, e a SATA
em particular.
A nível político, as eleições de 5 de Junho de 2011 provocaram compassos de espera e
de incerteza, que paralisaram variadíssimas intenções de viagem no mercado
doméstico. À crise económica e financeira, adicionou-se, pois, uma crise política e
social, que veio a agravar ainda mais o sentimento de confiança dos consumidores
portugueses.
Apesar de todos estes condicionalismos, a SATA atingiu resultados líquidos
marginalmente positivos em 2011, devido a uma muito eficiente prossecução da sua
estratégia. Esta estratégia assentou na redução de custos, tendo-se verificado uma
diminuição dos custos operacionais em cerca de 22 milhões de euros, superior ao
projectado em orçamento. Os custos unitários excluindo combustível baixaram
drasticamente, recuando para valores de 2006 ou mesmo mais atrás ainda. Em 2012
teremos custos unitários, excluindo combustível, ainda mais baixos. No entanto,
temos que lutar para fazer crescer os proveitos fora de Portugal. A confiança da
SATA para ultrapassar a crise reside na sua capacidade colectiva em aumentar a sua
eficiência, como demonstrado em 2011, e em procurar cimentar a sua posição em
mercados internacionais, como a América do Norte e a Europa, onde temos que
destacar a Alemanha, mercados que poderão oferecer hipóteses de crescimento a
contra-ciclo.
A1
Q2
É possível afirmar-se que a SATA atingiu em 2011 os objectivos
propostos?
Sim, a vários e objectivos níveis. Senão vejamos. A SATA desenvolveu
uma operação incrivelmente eficiente em 2011, tendo obtido índices
históricos recorde de regularidade e de pontualidade, bem como de
abaixamento dos seus custos unitários. Atingimos resultados líquidos
consolidados positivos de cerca de meio milhão de euros. Os resultados operacionais
aumentaram em 9 milhões de euros, tendo sido positivos em ambas as
transportadoras. O EBITDA e o EBITDAR aumentaram por via desta redução de
custos operacionais. Os capitais próprios mantiveram-se constantes, o que permitiu
manter bons níveis de autonomia financeira e de solvabilidade. A SATA Air Açores
amortizou cerca de 5,3 milhões de euros de dívida bancária de longo prazo da nova
A2
16
frota Bombardier, como previsto. Na SATA Air Açores aumentamos as provisões em
cerca de um milhão de euros. Assim, chegamos ao fim de 2011 com custos unitários
mais competitivos, índices financeiros estabilizados, menor endividamento de longo
prazo e com resultados líquidos consolidados marginalmente positivos. No que
respeita ao nosso objecto social, nunca a SATA ofereceu tantas ligações entre os
Açores e o Mundo: estamos melhor posicionados do que nunca para crescermos e
trazermos mais pessoas da América do Norte e da Europa para os Açores. Assim, a
resposta é sim, embora a descida dos proveitos fruto da crise nacional e a subida dos
custos derivado da subida recorde do preço do jet-fuel tenha impedido que a redução
drástica que conseguimos nos nossos custos operacionais se tivesse traduzido num
maior aumento dos resultados líquidos.
Q3
Focando a performance financeira. Qual foi o impacto na performance
da SATA em 2011 decorrente dos atrasos no pagamento dos subsídios à
exploração das rotas de serviço público do Estado?
Significativo, necessariamente. A 31 de Dezembro de 2011 a dívida
combinada da República e da RAA às transportadoras ascendia a cerca de
41,48 milhões de euros, pelo serviço público prestado. A SATA Gestão de
Aeródromos também assume um esforço financeiro na execução de
investimentos nos aeródromos que explora. Dada a expressividade destes valores e a
sazonalidade da operação de transporte aéreo, a SATA recorre à banca para financiar
a sua atividade na dita época baixa, o que hoje em dia acontece por via de linhas de
curto prazo caras, dada a situação financeira portuguesa.
A3
E em 2012, o que se pode esperar da SATA?
Q4
A4
Uma SATA mais competitiva, com custos unitários ainda inferiores, margens mais
positivas, estrutura financeira igualmente equilibrada e uma proposta de valor para
o passageiro com ainda melhor relação qualidade/preço.
Em 2012 prosseguiremos uma estratégia de actuação assente em três eixos:
(i)
Redução de custos;
(ii)
Inovação de serviços e processos e
(iii)
Reforço da nossa presença em mercados internacionais críticos para os
Açores, em particular, América do Norte e Europa, com destaque para a
Alemanha.
Em relação ao eixo redução de custos, de referir que o nosso custo unitário
(excluindo combustível) em 2012 voltará a descer, o que reforçará a nossa
competitividade, bem como a nossa capacidade de continuarmos a oferecer melhores
tarifas ao mesmo tempo que melhoramos a nossa margem económica (EBITDAR).
Em relação ao eixo de inovação de serviços e processos, a nossa acção reforçará o
posicionamento do nosso produto, enquanto companhia full-service portadora de
uma proposta de valor com competitivo value-for-money. A título exemplificativo,
temos hoje uma experiência de voo totalmente paperless, fruto de inovações como
Web Check-in e Mobile Check-in, matérias em que fomos pioneiros em Portugal. Em
2012 inovaremos com esta sanha, de ficarmos mais próximos dos nossos
passageiros, a quem queremos melhorar a experiência de voar connosco.
Por fim e mais importante, reforçaremos a nossa presença em importantes mercados
emissores estratégicos para os Açores, como a América do Norte e Europa, onde
destacamos a Alemanha. Este reforço da nossa presença significa um maior
contributo para o nosso objecto social, de ligar os Açores ao Mundo, e, com tal,
17
potenciarmos os fluxos turísticos para os Açores. A maior exposição a mercados
como a Alemanha significa que estaremos expostos a mercados mais resistentes.
A esta data, prevemos atingir em 2012 resultados líquidos positivos, custos unitários
inferiores e melhor exposição a interessantes mercados internacionais.
Q5
A5
Q6
A6
Para garantir o crescimento do mercado da América do Norte, a SATA
vai continuar a apostar em parcerias, como existe hoje com a TAP?
A estratégia na América do Norte visa aproveitar as oportunidades obtidas com a
recente passagem da SATA nesses mercados a operadora regular. Com a passagem
de operadora charter a operadora regular, a SATA modernizou o seu modelo de
distribuição e vendas na América do Norte, nomeadamente, com a distribuição de
assentos e tarifas nos GDSs, a passagem de off-line para on-line, com site próprio e
presença em portais de terceiros e o estabelecimento de parcerias com outras
transportadoras. Além da parceria com a TAP, com quem trabalhamos em codeshare, recentemente e mais concretamente a 19 de Janeiro de 2012, firmamos um
acordo de interline com a WestJet, que é a segunda maior companhia do Canada, a
mais competitiva e a que mais cresce nesse país. Este acordo permite à SATA
oferecer tarifas para todo o Canadá, mais competitivas, com vantagens para os
passageiros, nomeadamente, comodidade (um só check-in de passageiro e bagagem)
e segurança/protecção.
Também nos EUA foi assinado um acordo com a US Airways e em 2012 vamos lançar
um acordo com mais uma companhia de referência norte americana, a pensar na
comunidade da Califórnia, que será anunciado em breve.
Toda esta evolução positiva permite manter os níveis de crescimento que temos tido
para os EUA e Canadá, sendo certo que o desafio passa muito pelo próprio desafio da
notoriedade do destino Açores, como um destino emergente a comunicar e a vingar
na América do Norte.
E na Europa? Como pretendem concretizar a estratégia de crescimento?
A Alemanha e os Países Nórdicos são mercados onde os turistas apreciam a
unicidade da proposta de valor do destino Açores e nós existimos para servir os
Açores. Queremos, pois, crescer ao serviço dos Açores, de modo sustentável. Na
Alemanha temos a operação de Frankfurt há 12 anos e temos condições para
crescer. Em 2012 oferecemos mais 47% de lugares, em relação ao valor registado em
2011. Interpretaremos, ainda, Frankfurt como um hub que pode captar passageiros
para os Açores, em mercados como a Europa Central e de Leste. É com este racional
que temos estabelecido presenças em mais mercados (BSPs e GSAs), bem como
parcerias de interline com companhias como a Aeroflot.
Concomitantemente com este aumento da oferta em Frankfurt, está o aparecimento
da operação de Munique, via Porto, com dois voos semanais em 2012, que podem
crescer já em em 2013, ao longo de todo o ano, o que faz com que a SATA passe a
oferecer os Açores bem como o norte do país à saída de Munique. Munique é uma
cidade rica, tal como toda a Baviera. A zona de captação de Munique abrange ainda a
zona ocidental da Áustria e o norte da Suíça.
Também Copenhaga passa a ter uma operação de ano inteiro, via Porto, e
interpretamos Copenhaga como um hub que abre à SATA toda a zona do norte da
Europa, em particular da Escandinávia e do Báltico.
Teremos ainda outros destinos, como por exemplo Madrid (via Terceira),
Barcelona, Amesterdão, Estocolmo e Londres com voos directos de Ponta
18
Delgada, diversificando este leque de mercados emissores mas também diminuindo
a exposição ao risco de apostar num só mercado.
A verdade é que estamos presentes nos Billing and Settlement Plan (BSP) de mais
países, contratamos General Sales Agents (GSA), firmamos interlines com
companhias aéreas de referência que permitem à SATA ter e utilizar mais canais de
distribuição a servir mais mercados emissores que, num futuro próximo, poderão
abrir portas a novas operações com voos próprios da SATA.
Todas estas iniciativas são acções de baixo custo num modelo que é remunerado em
função das receitas incrementais.
Com todas estas iniciativas, poderemos dizer que em 2012 os Açores terão a sua
conectividade máxima. Nunca os Açores estiveram tão conectados com a Europa, em
especial a Europa do Norte (apenas da Alemanha a SATA oferecerá quatro voos
semanais para os Açores!) e a América do Norte.
Q7
O crescimento das low-costs nos últimos anos na Europa e nos USA tem
sido bastante significativo. Quais os impactos deste crescimento na
vossa estratégia?
Na SATA existem duas realidades distintas.
A SATA Air Açores opera num regime quase exclusivamente de serviço
público. Em regime livre só opera entre as Canárias e Madeira e entre
esta e o Algarve.
A SATA Internacional é diferente. Hoje, é responsável por cerca de 75% da
facturação do Grupo SATA e não há nenhum subsídio à exploração na SATA
Internacional, com o Accionista proibido de apoiar directamente a companhia, pela
lei europeia. O que existe são obrigações de serviço público, assentes num subsídio
não à exploração mas sim ao residente nas operações da rede regular doméstica
entre a RAA/Continente e a RAA/RAM. Em regime liberalizado encontramos toda a
operação desenvolvida entre os Açores e a Europa, entre a Madeira e a Europa, entre
Portugal e a América do Norte, assim como toda a operação Charter/ACMI. Os
subsídios são dados aos residentes dos Açores e correspondem a apenas 4% da
facturação da SATA Internacional. Mais, o subsídio ao residente consiste em cerca de
11 euros por lugar oferecido na rede regular doméstica: um valor que não é de
primeira ordem de importância, como, por exemplo, é o preço do jet-fuel. Isto para
dizer que 96% da facturação da SATA Internacional vem do mercado, pelo que a
SATA Internacional entende que tem que ser competitiva. Posso também referir que
apenas 18% dos passageiros da SATA Internacional são residentes nos Açores.
Temos competido com diversas companhias, LCCs inclusive, em dezenas de rotas,
em 3 continentes. Temos que ser ainda mais competitivos, o que explica a nossa
estratégia de redução de custos, a nossa política de inovação de serviços e processos
para estarmos mais próximos do nosso passageiro, a partir de uma proposta de valor
full-service com competitivo value-for-money, bem como reforçar o posicionamento
da SATA em mercados internacionais, como a América do Norte e a Alemanha, o
que, sem dúvida, capitalizará a nossa vantagem competitiva que decorre da nossa
geografia distinta atlântica, ao mesmo tempo que concorre para a feliz consecução do
nosso objecto social, de ligar os Açores a ambos os lados do Atlântico e estimular os
fluxos turísticos para os Açores.
Por conseguinte, há vários anos a esta parte que a sorte económica da SATA depende
de si própria e há que promover incessantemente o aumento da nossa
competitividade. Algumas das LCCs são concorrentes formidáveis e os impactos na
nossa estratégia traduzem-se na busca de menores custos e da oferta de um serviço
diferenciado, com melhor proposta value-for-money. Obviamente que também
temos que diversificar a nossa operação, apostando em mercados robustos onde
podemos crescer, como a América do Norte e a Alemanha.
A7
19
Q8
E as tarifas que as low-cost praticam? Existe a ideia generalizada que
as tarifas que a SATA pratica são desajustadas, comparando-as sempre
com as tarifas low-cost. O que tem a dizer sobre isto?
Recentemente o portal edreams publicou um estudo que comparou
milhões de tarifas vendidas por 50 companhias de todo o mundo para
voos comparáveis, com menos de 1.000 milhas náuticas. A SATA ficou em
21º lugar, a Easyjet em 18º lugar, que cobra na sua rede para sectores
inferiores a 1.000 milhas náuticas 13,49€ enquanto a SATA cobra 14,91, ou seja, uma
diferença de 10%.
Obviamente que SATA é full-service, tem uma classe económica e uma outra
executiva, tem um modelo de distribuição muito mais amplo, tem um produto com
mais qualidade do que uma LCC, protege mais os seus passageiros e oferece mais
serviços, como transporte de bagagem (22 kgs/passageiro), refeição e pre-seating,
entre outros serviços. De forma muito reveladora, no dito estudo, temos companhias
como a TAP em 25º lugar, a Vueling em 28º, Jet2.com em 31º, a Air Lingus em 33º,
ou seja, pode haver essa percepção por parte de determinados segmentos de
passageiros, mas a verdade é que em termos médios, as tarifas da SATA são
competitivas.
Dito isto, hoje em dia estamos conscientes que existe uma grande dispersão tarifária
para uma dada rota e um leque tarifário muito heterogéneo já que, num determinado
voo, há passageiros que pagam tarifas muito baixas e passageiros que pagam tarifas
muito elevadas.
Desde há uns anos a esta parte, a SATA tem oferecido tarifas promocionais. No
actual contexto, de menor rendimento disponível e maior desemprego, sentimos
forte pressão para oferecermos ainda mais tarifas promocionais. No entanto, o custo
do jet-fuel está mais caro do que nunca. Assim, temos que continuar a baixar os
custos não-fuel, a usar menos fuel, para baixarmos os custos unitários, o que
permitirá baixar tarifas. É igualmente importante operarmos sempre com elevadas
taxas de ocupação, para que o custo por passageiro seja mais baixo. Por fim, temos
que ter uma proposta de valor que nos distinga, de acordo com os nossos valores de
Fiabilidade, Simpatia e Inovação de modo a que ao mesmo preço o passageiro opte
pela SATA pela sua qualidade.
A8
Q9
Então pode-se concluir que a SATA continuará a trabalhar para
conseguir tarifas baixas?
Na Rede Regular Doméstica, entre os Açores e o Continente e entre os
Açores e a Madeira, em 2010, aquando da última revisão das Obrigações
de Serviço Público, foram introduzidas tarifas promocionais para os
Açores que não existiam: a 62€ e 73€, que totalizam 88,5€ e 99,5€
valores ida e volta com todas as taxas incluídas, respectivamente. As restantes tarifas
não são actualizadas desde 2008 e a SATA tem sido incrivelmente agressiva nas
tarifas para os Tour Operadores. Assim, temos assistido a uma fortíssima descida das
tarifas a contra-ciclo. No entanto, a taxa de combustível tem vindo a aumentar, é um
facto, fruto de questões exógenas à SATA, nomeadamente a subida do preço do jetfuel em USD e do câmbio USD/Euro. Todavia, ainda neste particular há que notar
que a SATA decidiu isentar as tarifas de 62€, 73€ e de 120€ da taxa de combustível,
que resulta num significativo esforço em prol dos nossos passageiros e da sua
satisfação. Nas restantes rotas, o ambiente é liberalizado e procura-se uma gestão
sustentável das rotas, sendo que sabemos que os nossos passageiros do mercado da
saudade e leisure são sensíveis ao preço, pelo que não temos espaço para subir as
tarifas. Como se disse, temos os custos unitários mais baixos e em 2012 serão ainda
mais baixos, pelo que trabalharemos arduamente para termos sempre as melhores
A9
20
tarifas possíveis, mas tememos que o preço do jet-fuel condicione os resultados
finais.
Q10
A10
Q11
Na Madeira assiste-se a uma abertura do espaço aéreo. Qual a
orientação que a SATA seguiu nesse mercado e como comenta a entrada
das low-cost?
A rendibilidade da operação da SATA na Madeira tem vindo a aumentar
gradualmente através de várias decisões. A alteração do ATP para o Bombardier
Q200 no serviço da linha de serviço público Funchal/Porto Santo e a passagem do
A320 para o Bombardier Q400 NextGen na ligação Ponta Delgada/Funchal) foram
altamente positivas em termos de eficiência operacional e da rendibilidade
económica destas linhas.
Com o Q400 NextGen, os voos Ponta Delgada/Funchal/Las Palmas/Funchal/Ponta
Delgada permitem:
 Dos Açores oferecer não só a Madeira, mas também as Canárias;
 Da Madeira oferecer as Canárias e os Açores e;
 Das Canárias oferecer a Madeira e os Açores.
Estas ligações, com os novos horários, permitiram conjugar vários fluxos de
passageiros, o que permitiu aumentar a taxa de ocupação média nesta rede. Mais,
esta rede não vive isolada. Vive de forma articulada com a rede da SATA
Internacional com os voos da América do Norte para Portugal, que tipicamente
chegam aos Açores cerca das 7H00 da manhã, vindos de Boston e Toronto. Estes
voos dão ligação, a partir de Ponta Delgada, à Madeira e às Canárias, potenciando,
assim, o papel dos Açores como Gateway do Atlântico.
A linha PDL/FNC/Faro/FNC/PDL aparece na mesma lógica.
Ainda na Madeira temos uma vasta operação entre a Madeira e a Europa, em
formato essencialmente charter, o que permite evitar riscos financeiros, que são
assumidas pelos fretadores/operadores e não pela SATA. É uma operação que
contribuiu cerca de 2 milhões de euros de margem para a SATA em 2011. Mas a
grande novidade foi obviamente a saída da SATA da linha
Lisboa/Funchal. Apesar das boas taxas de ocupação conseguidas nos últimos anos,
percebeu-se que havia muita sazonalidade, agravada pela crise no Continente.
Como não há obrigações de serviço público entre o Continente e a Madeira, a SATA
não era obrigada a voar de Inverno e voou no Verão quando a tarifa média é bem
mais elevada. De Inverno temos usos alternativos para o A320 mais rentáveis, desde
logo o próprio Continente/Açores, que por uma questão de eficiência energética
implica o uso mais intensivo do A320 e não do A310.
A entrada da Easyjet no espaço aéreo da Madeira é uma novidade no
mercado até porque se comenta qual o impacto que uma mudança destas traria para
os Açores.
Nos Açores estamos habituados a um determinado modelo que assegura
regularidade no número de voos, no número de lugares oferecidos, nos horários, nas
ligações e nos preços. Todas as ilhas têm acesso para o Continente no próprio dia e
há um preço único, máximo, durante o ano inteiro associado a uma tarifa hiperflexível que não se encontra em mais parte alguma. Num regime liberalizado estas
garantias deixarão de existir. Há trade-offs económicos e sociais a considerar e o
melhor modelo poderá variar de agente económico para agente económico ou
mesmo de ilha para ilha.
Ser sustentável é uma preocupação da SATA. Aparentemente e resposta
é óbvia mas seria relevante concretizar qual o focus dessa preocupação
e de que forma, a vossa actuação social e ambiental a reflecte.
21
Tendo em conta o nosso sector, estamos preocupadíssimos com o nosso
impacte ambiental. Em 2010, deu-se a renovação da frota da SATA Air
Açores, com a introdução de turbo hélices de última geração, Q400
NextGen. O BEI validou in loco a nível dos planos técnico, operacional,
económico, financeiro, ambiental e social, que o Bombardier foi a melhor escolha em
relação ao status quo do ATP e da alternativa hipotética do ATR. Inclusive, fizemos
prova que reduzimos, com a nova frota, a nossa pegada ecológica. Adicionalmente, e
como prova deste acréscimo de eficiência, recebemos um prémio da European
Regional Airlines Association (ERA) (“ERA Airline of the Year Bronze Award”),
inédito em Portugal – um prémio patrocinado pela ATR –, reconhecendo os
resultados positivos alcançados com a renovação da frota, inclusive, como se disse,
em matéria de eficiência energética.
Na SATA Internacional destaco a nossa eficiência na redução da factura energética,
em que o consumo de combustível por Revenue Tonne Kilometer (RTK) alcançou
uma redução de 2%. Seguimos as melhores práticas do sector, destacando os
trabalhos da IATA – Fuel Efficiency Gap Analysis (FEGA) –, e também do Dynamic
Efficiency Project, projecto interno e transversal a todo o Grupo. Apesar da descida
do tráfego, em 2011 alcançamos uma taxa de ocupação recorde de 76%, o que
significa uma melhor performance energética por passageiro.
Adicionalmente, fomos case-study da Microsoft ao nível das práticas de Green IT.
Proporcionamos uma experiência de voo paperless. Criamos ainda o SATA Forest.
Podia continuar.
Ao nível social a nossa acção é incrivelmente díspar e profunda e apoiamos
iniciativas de várias naturezas. Gostaria de destacar as iniciativas Flying Dreams e a
Flying 2 Save, de acção humanitária desenvolvidas voluntariamente pelos
colaboradores da SATA.
Ao nível institucional, as iniciativas apoiadas são diversas e deveras abrangentes.
Temos um cuidado ímpar com as comunidades que servimos, em matérias tão
sensíveis como o transporte de doentes, macas, urnas, passageiros com mobilidade
reduzida, menores não acompanhados, incubadoras, etc., que outras companhias
nem se dignam a servir pela complexidade e pelo custo inerente (vide as LCCs). A
SATA Internacional foi pioneira em Portugal no uso de disfribilhadores automáticos
externos a bordo, o que é sintomático do brio que colocámos no nosso serviço.
A11
E os colaboradores SATA, com o que podem contar em 2012?
Q12
A12
Costumo dizer que a SATA só tem dois activos propriamente seus que são
as suas pessoas e o seu nome e é neles que temos que investir. Tudo o
resto é reproduzível. Qualquer companhia pode ter um A320 mas os
nossos colaboradores e o nosso nome são únicos e só nossos.
Nós temos investido na SATA como marca, como pista mental para os valores
corporativos da fiabilidade, da simpatia, nossos valores legítimos e matriciais, aos
quais adicionamos inovação, porque, de facto, nós temos que mudar tal como o
mundo está mudar e tem de ser uma mudança centrada no passageiro, a razão da
nossa existência.
Por isso, em 2011 desenvolvemos um projecto estratégico de Recursos Humanos de
nome Quality & You: trabalhamos o modo como cada colaborador condiciona a
qualidade percebida pelo passageiro. Temos bons resultados, como, por exemplo,
melhorias da pontualidade e das reclamações.
Adicionalmente vamos continuar a investir na formação, onde destaco a abertura de
um centro de formação próprio, na Ilha de Santa Maria, onde queremos promover o
reforço da cultura SATA e ministrar formação de excelência.
Os colaboradores serão convocados para um desempenho ainda mais agressivo no
que respeita a eficiência e ainda mais disponível para o passageiro.
22
Q13
Como gostaria de ver a SATA projectada nos próximos anos a nível
local e internacional?
Vivemos em Portugal uma crise sem precedentes e uma incerteza
asfixiante sobre o projecto do Euro. Adicionalmente, o sector da aviação
vive mutações estruturais, com as LCCs a crescerem e as legacy como a
TAP a serem privatizadas.
As falências espectaculares da American Airlines (em protecção de credores no
Chapter 11), da Malev e da Spanair do Grupo SAS, entre outras, lembram-nos que
não podemos confundir ambição com fantasia.
Queremos continuar a melhorar as ligações dos Açores ao Mundo e a operar estas
ligações com custos inferiores, que permitam tarifas inferiores e margens positivas e
balanços equilibrados. É o que alcançamos em 2011 – abaixamento dos nossos custos
unitários e obtenção de resultados líquidos consolidados positivos – e queremos
reforçar em 2012, através de uma política de crescente internacionalização,
alicerçada numa política de redução de custos e numa política de inovação que
melhore a nossa proposta de valor.
Queremos ter uma actuação à semelhança da nossa imagem, de inequívoca raiz
identitária Açoriana e forte apelo ao exigente passageiro da actualidade.
A13
23
Frota
Actualmente, a SATA Internacional dispõe de uma frota composta por um total de 8 aeronaves
modernas, eficientes e confortáveis. As recentes aquisições visam proporcionar aos passageiros
a melhor experiência de voo, enquanto posicionam a SATA como uma companhia aérea
ecologicamente eficiente e adaptada quer às exigências das operações entre ilhas, quer ao
alargamento da sua operação atlântica.
A frota da SATA Internacional é composta pelas seguintes aeronaves, com as seguintes
designações:

3 Airbus A310-304 | Autonomia, Terceira e São Miguel

1 Airbus A310-325 | Macaronésia

3 Airbus A320-214 | Diáspora, S.Jorge e Pico
24

1 Airbus A320-212 | Pico
25
PARTE I – Relatório de Gestão
1) O Grupo SATA
1.1) Descrição do Grupo SATA
O Grupo SATA surgiu da necessidade de servir os Açorianos, acabar com o isolamento
destes ou, simplesmente, encurtar distâncias para dar a conhecer ao resto do Mundo
uma herança que, afinal, é de toda a Humanidade. Este instrumento de consolidação e de
desenvolvimento do turismo da Região Autónoma dos Açores continua a ser actualmente um
veículo fundamental enquanto meio regulador das acessibilidades dos habitantes das ilhas dos
Açores.
Desta forma, o Grupo SATA, grupo de transporte aéreo, é composto por seis empresas,
nomeadamente a SATA Air Açores, SATA Internacional, SATA Express, Azores
Express, SATA Gestão de Aeródromos e SATA SGPS, cujo centro de decisão está
localizado no Arquipélago dos Açores, ilha de São Miguel, cidade de Ponta Delgada.
Figura 1. Enquadramento das áreas de negócio na estrutura accionista
A Companhia, através das empresas supramencionadas, é composta por quatro áreas de negócio
conforme a imagem supra, sendo que a área de negócio Transportes Aéreos é partilhada pela
SATA Air Açores e pela SATA Internacional. Para uma melhor compreensão das mesmas,
consultar o capítulo de Áreas de Negócio, do presente relatório.
Nos finais de 2006, aquando da constituição da SATA SGPS, o Grupo SATA alterou a sua
lógica de funcionamento e organização interna, de forma a responder a novos desafios. Desta
forma, organizada numa lógica de holding, a SATA SGPS, sociedade gestora de
participações sociais detida em 100 % pela Região Autónoma dos Açores, adoptou a
estrutura de sociedade anónima, o que lhe permite usufruir de uma maior rendibilização
dos recursos, bem como de uma maior flexibilização de gestão, transparência
organizacional e aproveitamento de novas oportunidades de negócio.
26
De seguida, será apresentado o perfil das empresas do Grupo SATA, com especial destaque para
as respectivas características, principais factos históricos e outros acontecimentos relevantes
que marcaram a sua actividade até ao momento presente.
SATA Air Açores
• Fundada em 1941 com o objectivo de desenvolver uma operação aérea regular entre a ilha de São Miguel e as
restantes ilhas do Arquipélago e entre estas com Portugal Continental;
• Serve actualmente a totalidade do Arquipélago dos Açores, prestando um serviço público indispensável.
Garante também, desde 2007, os voos inter-ilhas entre a Madeira e o Porto Santo. A Companhia aérea
realiza, anualmente, cerca de 15 000 voos e transporta cerca de 450 mil passageiros;
• Tem duas bases operacionais: uma no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada, e outra no Aeroporto da
Madeira afectas à respectiva operação aérea da sua frota, recentemente renovada, constituída pelas
aeronaves Bombardier Q200 e Bombardier Q400 NEXTGEN;
• Em 2011 as suas rotas foram alargadas a outros destinos, destacando-se a rota Açores - Madeira - Canárias Algarve, operada em nome da SATA Internacional, incrementando o número e diversidade de destinos
oferecidos aos Açoeranos.
SATA Internacional
• Subsidiária da SATA Air Açores e licenciada para operar voos no exterior dos Açores, a SATA Internacional
resultou da transformação da Oceanair – uma companhia aérea adquirida pela SATA Air Açores, em 1994;
• Desde a sua constituição, a SATA Internacional tem ganho, ano após ano, uma nova dimensão e
reconhecimento no mercado da aviação civil, expandindo a sua rede de rotas. Hoje, opera com frota Airbus
A310 e Airbus A320;
• É responsável por uma rede alargada de voos domésticos para Lisboa, Porto, Funchal, Ponta Delgada, Horta,
Terceira e Santa Maria;
• Além da operação doméstica é ainda responsável pela ponte aérea constante entre os Açores e os Estados
Unidos da América e o Canadá, bem como entre Portugal Continental e o Continente Americano. Para além
dos Estados Unidos, a SATA Internacional voa com regularidade para destinos europeus como Paris,
Londres, Frankfurt, Amesterdão, Dublin, Estocolmo, Madrid, Barcelona, Ilhas Canárias, Copenhaga e Cabo
Verde;
• Paralelamente à operação aérea regular, a transportadora tem ainda cerca de 1/3 da sua actividade afecta a
operações em regime charter para operadores turísticos nacionais e estrangeiros. No ano de 2011 destacamse os voos especiais realizados de transporte da Selecção Nacional e de algumas das principais equipas do
futebol nacional, do Cirque du Soleil na sua digressão a Lisboa e de bandas de referência como Britney
Spears e os Paramore.
27
SATA Express e Azores Express
• A SATA constituiu, em 1985, os operadores SATA Express (no Canadá) e Azores Express (nos EUA);
• Para acompanhar os movimentos migratórios dos Açorianos para o Canadá e os EUA surgem a SATA
Express e a Azores Express como uma oportunidade comercial de reforçar a marca SATA nesses destinos
e aproximá-los dos Açores e dos Açorianos;
• Inicialmente limitados à operação de voos entre a América do Norte e os Açores, hoje os operadores
turísticos do Grupo SATA alargam a sua actividade também a Portugal Continental.
SATA – Gestão de Aeródromos
• Constituída em 2005, mantém operacionais quatro dos nove Aeródromos das ilhas dos Açores;
• Assume uma vasta experiência fruto da sua herança de mais de meio século de assistência operacional à
aviação;
• Explora os aeródromos do Pico, da Graciosa, do Corvo e de São Jorge, bem como a aerogare das Flores,
todos eles no Arquipélago dos Açores.
28
Rede de operações SATA
Após uma breve apresentação das empresas do Grupo SATA, importa referir como fruto da
actividade e trabalho desenvolvido pelas mesmas, o diversificado palco de actuação da
companhia que sempre se pautou por estar próxima dos seus principais pares. Neste sentido, é
apresentada a sua rede de operações.
Figura 2. Rede de operações SATA
A
SATA
desenvolve
actividade
num
a
sua
palco
internacional vasto, exigente e
|
competitivo, nos espaços aéreos
Boston
Montreal (Quebec)
Oakland (Califórnia)
Punta Cana
Toronto (Ontário)
Amesterdão
Barcelona
Cabo Verde
Copenhaga
Dublin
Estocolmo
Frankfurt
Canárias
Jersey
Londres
Madrid
Marrocos
Paris
Corvo
Faro
Flores
Funchal
Graciosa
Horta
Lisboa
Pico
Ponta Delgada
Porto
Porto Santo
Santa Maria
São Jorge
Terceira
mais exigentes do Mundo, da União
Europeia, dos EUA e do Canadá.
De acordo com a estratégia da SATA de procurar responder às necessidades dos
açorianos, através da redução do isolamento entre os Açores e o mundo, a companhia tem
como objectivo para o ano de 2012 alargar e diversificar o seu mapa de operações para
outros destinos, nomeadamente no palco Europeu.
29
1.2) Pessoas, ambiente e comunidade
A SATA assume-se como uma companhia socialmente responsável, que se pauta por elevados
padrões éticos e morais. A sua actividade realiza-se garantindo uma constante preocupação em
três pilares, considerados fundamentais: as pessoas - partes interessadas, clientes e
colaboradores, o ambiente e a comunidade. Desta forma, procura acompanhar e
responder às expectativas dos principais stakeholders envolvidos nestes pilares, assegurando
que a sua actividade está alinhada com os standards e boas práticas do sector.
De seguida serão apresentados os principais aspectos destes pilares, referentes a 2011. Uma vez
que existe um Relatório de Sustentabilidade na SATA, sugere-se a sua consulta para uma análise
mais detalhada.
Pessoas
Principais stakeholders:
Para responder às necessidades dos seus stakeholders, a
Partes interessadas
SATA dispõe de diversos mecanismos de

Accionista

Colaboradores

Sindicatos

Ex-colaboradores reformados

Comunidade local

Instituições de Ensino
principais stakeholders. Esta preocupação reflectiu-

Distribuidores/Representantes
se na elaboração do seu primeiro Relatório de
de Vendas
Sustentabilidade em 2011. Este relatório,

Clientes
assume-se como uma ferramenta de

Fornecedores/ Prestadores de
comunicação entre a SATA e as suas partes
Serviços
interessadas, assegurando um reporte das actividades

Associações do Sector
que são anualmente desenvolvidas e do grau de

Entidades Reguladoras
cumprimento dos objectivos e das melhorias alcançadas

Entidades Governamentais
pela SATA nas matérias de Sustentabilidade

Entidades do Sector Financeiro
comunicação utilizados para dinamizar o diálogo
A companhia preocupa-se em cultivar um
envolvimento forte e robusto com os seus
Actualmente, a rapidez e a qualidade do serviço assumem-se como os factores críticos na escolha do
serviço pelos clientes. Desta forma, a SATA compromete-se, de forma séria e responsável, a satisfazer as
Clientes
expectativas dos seus clientes
Objectivo?
Garantir que as melhores condições e a melhor experiência são proporcionadas ao
seu cliente
30
O índice de satisfação do cliente, na
globalidade dos serviços prestados pela
Princípios orientadores da relação da
SATA, apresenta-se como um dos
SATA com os clientes:
indicadores fundamentais para medir o

Disponibilidade

Pontualidade

Fiabilidade

Flexibilidade

Rigor

Comunicação

Simpatia

Conhecimento.
Clientes (cont.)
seu grau de satisfação.
O respeito e cumprimento destes princípios
efectivam o compromisso com a Qualidade
de Serviço SATA.
No final de 2011 a equipa da SATA
compõe-se por 1.222 colaboradores,
distribuídos pela s diversas empresas
(ver gráfico lateral). Também a SATA
oferece inúmeras vantagens para os
seus colaboradores fruto das suas
parcerias. Adicionalmente tem uma
comissão de trabalhadores que
assegura que todos os deveres e
Colaboradores
direitos são respeitados.
A estratégica de Recursos Humanos
A SATA aposta na promoção, formação, avaliação de
assenta em 8 vectores que são
desempenho, integração de novos estagiários e ainda
considerados fundamentais para a sua
na inclusão no local de trabalho de pessoas com
eficiente gestão:
deficiências, destacando-se a actividade de recursos
humanos em 4 drivers de actuação.

Descrição de funções e definição de
competências

Recrutamento e selecção

Acolhimento e selecção

Comunicação interna

Sistema de análise para
desenvolvimento

Formação e desenvolvimento

Gestão de carreiras

Sistema de recompensas e incentivos
31
Ambiente
A SATA é um Grupo em que a cultura ambiental
está presente na actividade e na operação de todas
as suas empresas. A gestão ambiental da SATA cada
vez mais tem um papel essencial no seu dia-a-dia, e
exemplo disso é o Sistema de Gestão Integrado de
Segurança e Ambiente (SGI) que está actualmente a
ser implementado em todas as suas empresas e que
visa uma consciencialização ambiental a todos os
níveis do Grupo SATA.
Os principais compromissos da SATA com sua Política
A SATA garante um plano formativo que
Integrada de Ambiente, Segurança e Saúde no
assegura a sensibilização de todos os seus
Trabalho são:
colaboradores aos seguintes temas:

Melhorar o desempenho ambiental assegurando a

Emissões de CO e CO2
prevenção da poluição, a utilização sustentável dos

Consumo de JetFuel
recursos naturais e a gestão da segurança e saúde no

Produção de resíduos
trabalho;

Águas residuais
Minimizar os efeitos negativos ambientais, investindo

Derrames
nos meios técnicos necessários e desenvolvendo os

Ruídos
processos adequados;

Alterações climáticas
Sensibilizar os colaboradores e os seus representantes

Biodiversidade


na adopção das boas práticas ambientais;
A biodiversidade é um tema que assume
relevância no dia-a-dia operacional da
SATA. Desta forma, a SATA avalia de forma
recorrente o impacto que a sua actividade
tem nestas matérias garantindo um sistema
de gestão de melhoria contínua, conforme
ilustração.
São várias as iniciativas realizadas pela
SATA com o objectivo de cumprir com esta
missão ambiental como sejam a Sata Forest,
o Fly Greener e ainda um projecto com a
colaboração das Nações Unidas, o “Decade
on Biodiversity”.
32
Comunidade
A SATA adopta uma política de responsabilidade social, reflectida no programa Flying Dreams,
que visa atenuar os efeitos da insularidade através de inúmeras iniciativas desenvolvidas que
visam promover a Região onde se insere. Desta forma, e para garantir o alinhamento desta
politica com a imagem e valores corporativos da SATA, em 2011 foram desenvolvidas várias
iniciativas que se traduzem no apoio a entidades e iniciativas ligadas à solidariedade social, à
cultura, ao desporto e à promoção turística da Região Autónoma dos Açores.
De seguida apresentam-se algumas dessas iniciativas realizadas, por dimensão cultural e social.
Solidariedade

Programa “Saudades dos Açores”

Fundação GIL

Fundação AMI

Kid´s first Fund

Realização de sonhos

Santinhas e o mês das crianças

Projecto flying dreams.
Promoção turística regional

Turismo

Parceria com a Associação de Turismo
dos Açores

Protocolo com a Escola de Formação
Turística e Hoteleira.
Arte e cultura
Apoios SATA
Parceria com a Direcção Regional do
Doação de sangue

Apoios à promoção dos talentos nacionais

Festival de arte urbana “Walk & Talk Azores”
colaboradores SATA denominada Flying to

Panazorean Film Festival
Save.

Protocolo com a Direcção Regional das

Comunidades

Combate à fobia de voar
Protocolo com a Associação de Professores de

Português dos Estados Unidos.
Dádiva colectiva de sangue entre
Lançamento de um curso terapêutico
especializado em fobia de andar de avião
em pareceria com a Voar sem Medo Happy flyer.
Apoio ao desporto

SATA Rally Açores

Clube Kairos

Patrocínio à corrida de S. Silvestre de Ponta
Delgada

Fundação Pauleta

Apoio a atleta com deficiência motora.
33
1.3) Estrutura Orgânica e Governo Societário
Introdução
Nos últimos anos, o Grupo SATA tem vindo a realizar esforços no sentido de alinhar a sua
estrutura e funcionamento organizacionais com os princípios de Bom Governo e boas práticas
internacionais, seguidas pelos seus principais pares.
Exemplo disso foi o projecto realizado em Dezembro de 2011 pela empresa internacional
PricewaterhouseCoopers intitulado “Diagnóstico às Práticas de Governance e de
Sustentabilidade”.
Este exemplo, a par com todos os esforços que têm vindo a ser efectuados, permitem à SATA
aproximar-se das boas práticas e garantir que o seu padrão de conduta e responsabilidade
organizacional estão alinhados com os valores da companhia assentes na simpatia, na
fiabilidade e na inovação.
Órgãos de Gestão e Fiscalização
A estrutura de governo da SATA Internacional assenta no Modelo Latino que prevê a existência
de uma Assembleia Geral e de um órgão de administração e de fiscalização, sendo estes últimos
representados por um Conselho de Administração e por um Revisor Oficial de Contas, como
evidencia a imagem seguinte.
Figura 3. Órgãos de gestão e fiscalização da SATA Internacional
Assembleia
 Dr. Miguel Cymbron
 Dra. Rita Dias
 Dra. Maria
Alexandra Pacheco
Vieira
 Prof. Dr. António de
Gomes Menezes
 Dra. Luísa Maria
Estrela Rego
Miranda Schanderl
 Dra. Isabel Maria
dos Santos Barata
Geral
Revisor Oficial de
Contas
 Dr. Albino Jacinto
(efectivo)
 Cruz das Neves &
Silva Cardoso,
SROC, representado
por Dr. João
Humberto Silva
Cardoso
Conselho Fiscal
Conselho de
Administração
 Dr. Carlos Eduardo da Silva Melo
Bento
 Dr. Manuel Herberto de Medeiros
Quaresma
 Dra. Celestina Filomena Gonçalves
Oliveira
 Dr. José Augusto Gomes (suplente)
34
De seguida, apresentam-se os elementos que compõem a gestão da SATA Internacional, sendo
evidenciado, para cada órgão, as principais funções assim como as suas remunerações totais.
Figura 4. Remuneração e principais funções órgãos de gestão da SATA
Internacional
Posição
Nome
Principais Funções dos Órgãos
Total
Remuneração
 Convocar, dirigir e orientar os trabalhos da
Assembleia Geral (AG) que são, entre outros,
Presidente da
mesa da
Assembleia Geral
analisar e aprovar os documentos de
Dr. Miguel Cymbron
-*
prestação de contas individuais e
consolidadas, deliberar sobre a aplicação dos
resultados e analisar a aprovar as linhas
orientadoras de carácter estratégico.
Vice-presidente da
mesa da
Assembleia Geral
 Substituir o Presidente da mesa nas suas faltas
Dra. Rita Dias
ou impedimentos, assumindo as suas funções
-*
nestas circunstâncias;
 Verificar a existência do quórum nas reuniões;
 Secretariar as reuniões da AG;
Secretária da mesa
da Assembleia
Geral
Dra. Maria
Alexandra Pacheco
Vieira
 Elaborar e assinar as actas das reuniões da AG;
 Preparar as reuniões ordinárias e
-*
extraordinárias da AG;
 Exercer outras tarefas que lhe forem confiadas,
pelo Presidente da AG;
 Assume funções de Chief Executive Officer,
gerindo os negócios da nos termos da lei e dos
seus estatutos;
 Como Chief Financial Officer supervisiona as
actividades financeiras garantindo e
controlando a saúde financeira da SATA;
Presidente
Membro executivo
Prof. Doutor
António José
Vasconcelos Franco
Gomes de Menezes
 Como Chief Information Officer assegura que os
sistemas de informação dão resposta à
72 661 €**
estratégia da SATA e permitem a eficiência e
eficácia operacional;
 Coordenar a actividade do Conselho de
Administração e zelar pela correcta execução
das suas deliberações. Adicionalmente,
representa o Grupo SATA junto do seu
accionista;
 Assume funções como Chief Operating Officer
Vogal
Membro
executivo
Dra. Luísa Maria
Estrela Rego
Miranda
Schanderl
assegurando não só a definição dos objectivos
estratégicos para cada área de negócio do Grupo
63 365 €**
SATA, como também o planeamento e a
monitorização de todas as suas operações;
*Os membros que compõem a mesa da Assembleia Geral não auferem qualquer remuneração.
**O valor referido inclui a remuneração base, despesas de representação, subsídio de férias, natal e alimentação
35
Posição
Nome
Principais Funções dos Órgãos
Total
Remuneração
 Assegura a função de responsável pelas
actividades de compras, gerindo as relações com
Vogal Membro
executivo
Dra. Luísa Maria
Estrela Rego
Miranda
Schanderl
(cont.)
os fornecedores e assegurando o processo de
gestão de stocks;
 Como responsável do Gabinete Jurídico, garante
o compliance com os requisitos e normas com
impactos nas operações do Grupo SATA;
 Responsável pela Direcção de Recursos
Humanos gerindo todos os processos de
Vogal
Membro executivo
Dra. Isabel Maria
dos Santos Barata
gestão de recrutamento, selecção, formação e
avaliação de desempenho;
 Assume funções como responsável de
63 365 €**
Marketing e Comunicação, definindo as suas
políticas;
 Participar nas reuniões do conselho e assistir às
Conselho Fiscal
Dr. Carlos Eduardo
da Silva Melo Bento
Dr. Manuel
Herberto de
Medeiros Quaresma
Dra. Celestina
Filomena Gonçalves
Oliveira
Dr. José Augusto
Gomes (suplente)
Assembleias Gerais e às reuniões do Conselho
de Administração sempre que solicitado;
 Exercer uma fiscalização conscienciosa e
imparcial;
3 000€***
 Dar conhecimento ao Conselho de
Administração das verificações, fiscalizações e
diligências que tenham feito e do resultado das
mesmas;
Revisor Oficial de
Contas
Dr. Albino Jacinto
(efectivo)
Cruz das Neves &
Silva Cardoso,
SROC, representado
por Dr. João
Humberto Silva
Cardoso
 Fiscalizar a administração da empresa
relativamente ao cumprimento da lei, estatutos
14 600€
e regulamentos que lhes são aplicáveis.
*** A Dra. Celestina Gonçalves é o único membro remunerado do Conselho Fiscal.
Todos os membros do Conselho de Administração beneficiam ainda de telemóvel e, para
utilização ao serviço da empresa, o cartão de crédito.
Os membros do Conselho de Administração exercem funções nas várias empresas do Grupo,
mas são remunerados apenas na SATA AirAçores.
A SATA, como empresa pública, deverá obedecer ao Decreto Legislativo Regional nº 7/2008/A,
art. 16 que identifica um conjunto de elementos que os relatórios anuais das empresas públicas
devem conter. Uma vez que existe na SATA um Relatório de Governo, a informação referente
aos aspectos abaixo referidos, encontra-se detalhada no mesmo:

Distribuição dos pelouros assumidos pelos membros dos órgãos da administração;

Nº de reuniões realizadas na Assembleia Geral e no Conselho de Administração;
36

Identificação das funções que são exercidos em outras empresas, por qualquer membro
do órgão de gestão e administração;

Os elementos curriculares e as qualificações dos membros do órgão de gestão e
administração das empresas.
Também importa referir que a SATA desenvolve a sua actividade garantindo os princípios de
bom governo, dentre os quais se destacam a transparência e o respeito pelas diferenças dos seus
stakeholders. Estes princípios baseiam-se na garantia da universalidade e continuidade dos
serviços prestados pela SATA de interesse para a Região onde se insere, cumprindo com o
disposto nos art. 29ºa 31º do Decreto Legislativo Regional nº 7/2008/A.
37
2) O Negócio do Grupo SATA
2.1) Enquadramento macroeconómico
Conjuntura internacional
Apesar da crise financeira vivida desde 2009, tem-se seguindo a tendência de recuperação
económica já verificada em 2010. Desta forma, em 2011 a economia mundial voltou a crescer,
embora a um ritmo mais moderado do que o verificado no ano anterior. A taxa de crescimento
do Produto Interno Bruto (PIB) mundial situou-se, segundo as estimativas do FMI, nos 3,8%,
valor inferior à taxa de 5,2% registada em 2010. A desaceleração da economia internacional
ficou a dever-se, essencialmente, aos acontecimentos verificados no segundo semestre do ano,
resultantes do agravamento da crise dos mercados financeiros motivado pela crise das dívidas
soberanas, sobretudo no contexto europeu. Em contrapartida, o crescimento verificado ao nível
das economias emergentes, com destaque para a China, Índia, América Latina e África
Subsariana, contribuiu positivamente para a dinamização do crescimento económico mundial.
No caso dos EUA importa destacar, em 2011, a tendência de crescimento económico, embora a
ritmos inferiores aos registados em 2010, em virtude da aceleração do nível de produção
industrial, ao aumento do nível de emprego e recuperação do mercado imobiliário. As previsões
do FMI para o ano de 2012 sinalizam um crescimento potencial da economia de 1,8%, em linha
com os valores apresentados em 2011.
No caso específico da União Europeia, o ano de 2011 constituiu um período marcado pela
estagnação económica, com excepção de países como a Alemanha, que apresentaram tendências
de crescimento. Para tal contribuiu a crise das dívidas soberanas da zona Euro, e consequentes
políticas de austeridade e limitações no acesso ao crédito. À semelhança de 2010, mantiveramse os resgates da Troika (União Europeia, Banco Central Europeu e FMI) aos países europeus
com necessidades de auxílio financeiro em virtude das restrições no acesso ao financiamento
externo, o que contribuiu para o aumento do nível de incerteza relativo à solidez do sistema
financeiro europeu. Por outro lado, a generalidade dos governos europeus manteve a tendência
de adopção de fortes medidas de correcção orçamental que permitiram, em 2011, a redução do
défice público em cerca de 2 pontos percentuais, situando-se em 4,7% do PIB da União Europeia
e em 4,1% do PIB da zona Euro. A tomada de medidas desta natureza contribuiu para diminuir o
nível de instabilidade dos mercados financeiros nos últimos meses do ano, que se traduziu na
diminuição gradual dos custos de financiamento e da aversão dos investidores ao risco. Todavia,
o sistema financeiro europeu debate-se, ainda, com taxas de juro de obrigações de tesouro
bastante elevadas em alguns países da zona euro, a par da diminuição do financiamento ao nível
do sector privado.
O clima de instabilidade e incerteza europeu contribuiu para o crescimento das taxas de
desemprego que atingiram, em 2011, níveis próximos dos 10%. O nível de preços, por sua vez,
registou uma tendência de estabilidade na Europa, apesar de se ter registado uma taxa de
inflação de 3% (2,7% na zona Euro), o valor mais alto dos últimos 3 anos.
38
O crescimento económico das economias emergentes, por sua vez, foi impulsionado pelo
aumento da procura interna que contribuiu para a diminuição do nível de dependência destas
economias face às economias desenvolvidas. O FMI prevê, para 2012, um crescimento médio
das economias dos países emergentes de 5,4%.
O preço tendeu, em 2011 a diminuir motivado sobretudo pela contracção da procura global.
Em sentido inverso estiveram os preços do petróleo nos quais se verificaram aumentos
significativos sobretudo nos últimos meses do ano, motivados pelas tensões geopolíticas no Irão.
A valorização anual do preço do barril de crude foi de 8%, fixando-se nos 99 dólares, no final de
2011. A expectativa do FMI é de que o preço se mantenha próximo deste valor em 2012.
Figura 5. Evolução dos preços do Brent em dólares e em euros
140
120
100
80
60
40
20
0
Brent (EUR)
Brent (USD)
Conjuntura nacional
Em Portugal o ano de 2011 ficou indelevelmente marcado pelo anúncio e a adopção de severas
medidas de austeridade, destinadas a combater a situação de endividamento excessivo da
economia nacional. O recurso do Governo ao programa de auxílio financeiro da Troika implicou
a adopção de políticas exigentes de consolidação orçamental que condicionaram o desempenho
económico do país, conduzindo a um défice público de 4,2% e uma contracção económica de
1,6%.
O conjunto de medidas adoptadas conduziram a um recuo no consumo privado, motivado quer
por impactos nos rendimentos como pela via fiscal. De igual modo, verificou-se o aumento do
desemprego, que atingiu no final do ano uma taxa de 12,7%. A taxa de inflação, por sua vez,
situou-se nos 3,7%, valor superior ao que se verificou na União Europeia.
Ao longo do ano de 2011 persistiu a dificuldade de acesso a financiamento nos mercados
internacionais por parte dos bancos portugueses, o que se traduziu numa limitação significativa
ao financiamento do sector privado.
39
O sector exportador, por sua vez, registou um comportamento positivo face aos restantes
indicadores económicos, sendo de salientar o crescimento expressivo ao longo do ano e as
previsões de crescimento apresentadas para 2012 e 2013.
Conjuntura da Região Autónoma dos Açores (R.A.A.)
De acordo com os dados publicados no último trimestre de 2011, a actividade económica na
R.A.A. foi impulsionada sobretudo pelos resultados obtidos no sector primário, enquanto que
nos sectores secundário e terciário se registaram variações negativas relativamente ao período
homólogo. A impulsionar os resultados no sector primário estiveram indicadores como a
quantidade de leite de vaca entregue nas fábricas (aumento de 2,3% face ao ano anterior) e para
consumo (aumento de 15,3% face ao ano anterior), bem como o abate de carne (aumento de
5,9% face ao ano anterior).
O desempenho verificado no sector secundário e terciário foi menos positivo, a avaliar por
indicadores como consumo de energia (redução de 1,1% face ao ano anterior), actividade do
sector da construção (diminuição do número de edifícios licenciados e venda de cimento), venda
de automóveis ligeiros e actividades associadas ao turismo.
Verificou-se um acentuado aumento da taxa de desemprego ao longo do ano – encontra-se
actualmente nos 15,1% - enquanto que a taxa média de inflação ao longo do ano foi de 3,4%.
Todavia, o clima económico da R.A.A. em 2011, apesar da tendência negativa, atingiu resultados
mais favoráveis do que os registados a nível nacional.
No caso específico dos indicadores da actividade turística na R.A.A. verificou-se, em 2011, uma
quebra de 0,1% no número de dormidas em estabelecimentos hoteleiros 2. Tais resultados
derivam de alterações na procura por parte dos residentes em Portugal, cujo número de
dormidas na R.A.A. registou uma redução na ordem dos 5,9%, contrabalançado pelo aumento
de dormidas por parte dos residentes no estrangeiro – cerca de 5,4%. Os proveitos totais
associados à actividade turística na R.A.A. no ano de 2011 atingiram os 46,8 milhões de euros,
traduzindo uma quebra de 4,2% face ao ano anterior.
Por estabelecimentos hoteleiros entende-se: hotéis, hóteis-apartamentos, apartamentos turísticos,
pousadas, pensões e estalagens
2
40
Figura 6. Taxa de variação homóloga mensal de dormidas na R.A.A.
Fonte: Actividade turística: Janeiro a Dezembro 2011, SREA (Serviço regional de estatística dos
Açores)
O sector do transporte aéreo
Apesar do contexto nacional e internacional de dificuldades económicas, o desempenho geral do
sector do transporte aéreo foi positivo, tendo sido registado um crescimento do tráfego de
passageiros em 5,9%.
Figura 7. Evolução do load-factor de passageiros e carga
Fonte: IATA, 2012, Airlines Financial Monitor (Feb-Mar)
O tráfego de carga apresentou crescimentos positivos na Europa (1,5%), no Médio Oriente
(8,2%), América do Norte (1,5%), América Latina (5,5%), Ásia e Pacífico (4,8%), no entanto
41
apresentou decréscimos em África (-1,2%), de acordo com os dados divulgados pela IATA. Em
Portugal, o tráfego de carga aérea 0,6% no conjunto dos doze meses.
No caso particular da Europa, verificou-se um crescimento do número de passageiros de 10,5%,
sobretudo devido ao desempenho do tráfego internacional de negócios gerado na Alemanha e
países do norte europeu, segundo dados da IATA.
O mercado norte-americano, por sua vez, voltou a sofrer um processo de contracção, embora a
uma taxa mais reduzida do que a registada em 2010. No entanto, as companhias aéreas a operar
no mercado americano mantiveram o mesmo load-factor registado em 2010 – 80,9% conseguindo o valor mais elevado no conjunto do sector – cuja média foi de 76,8%.
Apesar dos dados de tráfego relativos ao ano de 2011 serem positivos, os resultados líquidos da
generalidade das companhias registou uma diminuição, resultante das reduzidas taxas de
crescimento da procura, da pressão existente para redução de tarifas e dos elevados preços dos
combustíveis. De acordo com as previsões da IATA, estima-se que os resultados líquidos tenham
reduzido cerca de 56% para a totalidade da indústria e 23% no conjunto das companhias
europeias.
Em Portugal, é de salientar a diminuição registada ao nível do load-factor de mercadorias em
cerca de 45,9% ao longo do ano de 2011. No sentido de desenvolver esforços para assegurar a
adequação entre a capacidade oferecida e a procura têm sido levadas a cabo medidas que visam
a redução da frota de cargueiros, introduzindo, em simultâneo, aviões de passageiros de duplo
corredor, que constituem aparelhos com significativa capacidade de carga de porão.
Figura 8. Evolução do tráfego comercial nos aeroportos do Continente, Açores e
Madeira, segundo a natureza do tráfego em 2011
Fonte: INE, boletim mensal de estatística, Dezembro 2011
Em Portugal, e de acordo com os dados do INE, verifica-se a existência de uma evolução positiva
dos dados relativos ao tráfego comercial nacional para o mercado doméstico e internacional
(considerando o Continente, Açores e Madeira). Em comparação com os dados de 2010 importa
42
salientar a redução do tráfego nacional relativo ao transporte de carga (mercadorias e correio)
quer ao nível do tráfego internacional como do tráfego territorial e interior. No que respeita ao
transporte de passageiros, verificou-se um aumento do número de passageiros transportados
em viagens internacionais e, de igual modo, em viagens no interior do território nacional.
Contudo, o transporte de passageiros em território nacional, apesar da tendência de crescimento
apresentada, registou valores de evolução modestos, resultantes do actual contexto de crise
económica e financeira e dos consequentes impactos da mesma ao nível da procura interna.
2.2) Enquadramento regulamentar
A actividade da SATA encontra-se sujeita a um conjunto vasto de normas emitidas quer pelas
entidades reguladoras e fiscalizadoras que regem o sector do transporte aéreo, como pelo
Governo Regional dos Açores, para além das leis gerais aplicáveis às sociedades comerciais
portuguesas.
Internacional
Europeu
ICAO (International Civil Aviation Organization)
• Instituição das Naçoes Unidas para promoção da cooperação
internacional na aviação civil
Comissão Europeia
EASA (European Aviation Safety Agency)
• Instituição responsável pela promoção das normas comuns de
segurança e protecção ambientar no sector da aviação civil
ECAC (European Civil Aviation Conference)
• Organização intergovernamental para a promoção do desenvolvimento
sustentado no sector do transporte aéreo
Nacional
INAC (Instituto Nacional de Aviação Civil)
• Instituição responsável pela regulação e fiscalização do sector da
aviação civil
Autoridade da Concorrência
• Instituição responsável por assegurar o cumprimento da legislação
relativa às políticas deconcorrência
Regional
Governo Regional dos Açores
As principais normas e regulamentos a que a SATA está actualmente sujeita encontram-se
identificados na figura seguinte, sendo que para uma análise mais detalhada, deverá ser
consultado o capítulo 3 do Relatório de Governo da SATA.
43
1
Internacional, Europeia, Nacional e Regional.
44
• Regulamento nº 185/2010 da
Comissão
• Regulamento (CE) nº
1008/2008 do Parlamento
Europeu e do Conselho
• Regulamento (CE) nº
272/2009 da Comissão
Legislação sobre
slots aeroportuários
• EU-Regulation 95/93 of the
Council of the European Union
• EU-Regulation 894/2002 of the
European Parliament and the
Council of the European Union
(L 142/3 from 31.5.2002)
• EU-Regulation 1554/2003 of
the European Parliament and
the Council of the European
Union (L 221/1 from 4.9.2003)
• EU-Regulation 793/2004 of the
European Parliament and the
Council "amending Council
Regulation EEC 95/93
• Convenção de Montreal
• Regulamento (UE)
nº185/2010 da
Comissão
• Regulamento (CE)
nº 889/2002 do
Parlamento
Europeu e do
Conselho
• Regulamento (CE) nº
859/2008da
Comissão
• Artigo 16º do
Regulamento (CE) nº
1008/2008 do
Parlamento Europeu
e do Conselho
• Regulamento nº
261/2004 do
Parlamento Europeu
e do Conselho
• Regulamento (CE)
846/2006, 17/05,
n.º2, art.3º
3
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
sustentabilidade ambiental
DL 35/2008, art.9º
DL 78/2004, art. 19º
DL 147/2008,art. 22º
DL 90/2010, art.3º
DL 242/2001, art. 6º
DL 220/2008, art. 34º
DL 366-A/97, art. 6º
DL 182/2006, nº1, art.º4
Lei 58/2005
DL 226A/2007, art. 59º a 61º;
Art.23º a 25º ; art. 40º; art. 62º a
64º
DR 23/95, 23/08, art. 115º
DL 78/2004, art. 21º
DL 90/2010, art.3º
DL 220/2008, art.34º
DL 101/2007, art. 7.º
DL 93/2010 Legislação especifica sobre
Nacional
4
•
•
•
•
DL 234/89
DL 173/2007
DL 209/2005
DL 241/2008
Legislação sobre
slots aeroportuários
• DL Regional
nº23/2005/A e anexo
• Artigo 24º do DL
Regional nº35/2002/A
• DL Regional nº34/2010/A
• Portaria n.º 56/2007
• DL Regional nº12/2008/A
• DL Regional n.º 23/2010/A
• DL Regional nº7/2011/A • Port. Regional n.º 67/2007
Regional
• Comunicação da Comissão
nos termos do n.º 4, do
artigo 16.º do Regulamento
(CE) n.º 1008/2008 do
Parlamento Europeu e do
Conselho
• Decreto 39/2002
• Resolução da Assembleia
da República n.º 30/2009
• DL 109/2008
• DL 293/2003
• Portaria n. 303A/2004 de 22 de
Março
• Portaria 259/2005
• Regulamento (CE) nº • Regulamento (CE) nº
2096/2005 da Comissão 300/2008 do Parlamento
Europeu e do Conselho
Europeia
• Convenção de Varsóvia
• DL 55/2010
• DL 218/2005 e 139/2004
• Regulamentos (CE) nº
• Regulamento (CE) nº • Regulamento (CE) nº
549/2004 e 550/2004
261/2004 do Parlamento
1107/2006 do
do Parlamento Europeu
Europeu e do Conselho
Parlamento Europeu
e do Conselho
e do Conselho
• Regulamento (UE) N. o 774/2010 da Comissão
• Convenção de Chicago • Convenção Postal Universal
• Regulamentos nºs 300/2008 do
Parlamento Europeu e do
Conselho Europeu e 820/2008
da Comissão Europeia
Internacional
2
Europeu
Figura 9: Quadro normativo legal da SATA
No quadro apresentado, as normas e regulamentos encontram-se organizados numa perspectiva
2.3) SATA: A nossa estratégia
A SATA assume-se estrategicamente como uma companhia aérea full service que disponibiliza
aos passageiros uma variedade de serviços consistente com a sua proposta de valor – value for
money.
Assim, os objectivos estratégicos que a SATA se propõe a alcançar no médio e longo prazo estão
devidamente alinhados com a proposta de valor definida para o Grupo, para além de terem em
conta os constrangimentos associados ao actual contexto económico nacional e internacional.
A contracção da procura por serviços de transporte aéreo verificada nos últimos anos, tem vindo
a exigir às companhias aéreas o desenvolvimento de esforços acrescidos para, cumulativamente,
promoverem medidas de redução de custos sem colocar em causa a qualidade do serviço
prestado aos passageiros e a variedade dos produtos oferecidos.
Nesse sentido, a SATA assume com objectivos estratégicos a definição de medidas para a
redução de custos, apoio de projectos de inovação para optimização dos recursos existentes,
bem como desenvolvimento de planos de penetração nos mercados internacionais
economicamente menos expostos à crise actual.
Inovação
Redução
de custos
Novos
mercados
Estratégia SATA
Redução de custos
Desenvolver medidas para a redução de custos consiste num dos principais objectivos
estratégicos da SATA, definidos para fazer face à actual conjuntura económica nacional e
internacional. A SATA assume, assim, o compromisso de definir uma cultura de redução de
custos transversal a todas as suas áreas de negócio e a todos os seus colaboradores. Medidas de
redução de custos que visam, essencialmente, promover a optimização dos recursos disponíveis,
nomeadamente através de maiores esforços de planeamento ao nível da frota e tripulações,
visando alcançar a eficiência operacional.
Figura 10: Valores do CASK, para a SATA Internacional (2007-2011)
45
SATA Internacional
CASK (Non fuel) (c€)
CASK (Total) (c€)
2007
4,38
5,95
2008
4,69
6,89
2009
5,02
6,30
2010
4,56
6,16
2011
4,10
6,13
Inovação
Desenvolver projectos de inovação, constitui uma das principais orientações estratégicas
assumidas pela SATA como forma de posicionar a companhia aérea nos rankings internacionais
em termos de qualidade e excelência de serviço. Para tal, a SATA pretende desenvolver no médio
e longo prazo projectos de inovação assentes na automatização de processos e business
inteligence, tendo por base as prioridades de desenvolvimento das diversas áreas de negócio.
Nas áreas de serviço de apoio ao cliente, as orientações estratégicas da SATA passam pelo
desenvolvimento de iniciativas assentes na lógica do paperless experience, posicionando,
simultaneamente a SATA como uma companhia inovadora e sustentável.
Crescer nos mercados internacionais
Reforçar a oferta de serviços de transporte aéreo de passageiros e carga no mercado
internacional, com particular incidência nas economias internacionais mais sólidas e menos
expostas aos efeitos da crise económica e financeira, permite à SATA fazer face aos
constrangimentos resultantes da contracção da procura no mercado internacional. Por outro
lado, crescer nos mercados internacionais, passa também, por explorar mercados
estrategicamente associados ao objecto social da SATA Internacional, tais como a América do
Norte (EUA e Canadá) e a Europa (Alemanha e Escandinávia). Desta forma, a SATA consegue
aumentar o seu nível de penetração no mercado internacional, ao mesmo tempo que contribui
para fomentar a notoriedade internacional da Região Autónoma dos Açores, estimulando os
fluxos turísticos para a região. Para promover este crescimento para outros destinos são
fundamentais os esforços e as iniciativas realizadas pela SATA nos acordos e parcerias
estabelecidas com companhias áreas de referência.
46
Como foi alcançada a estratégia em 2011?
São vários os indicadores utilizados para monitorizar o cumprimento da estratégia
seleccionando-se, para cada objectivo estratégico, aqueles que melhor retratam a actividade da
SATA em 2011.
Objectivo
Indicadores
estratégico
Redução de
custos
 Contrato de fretamento
ACMI da SATA Air Açores
para as ligações regulares
PDL/Funchal;
Funchal/Gran
Canaria/Faro, com
substituição da frota A320
pela frota Dash8-Q400
 Desenvolvimento do
projecto DEP– efficiency
are us (entre a DOV e a
DOT) que permitiu ganhos
significativos de eficiência
Ganhos de eficiência na ordem
dos 1,9 milhões de euros
Poupança de 308 milhares de
euros
 Renegociação dos contratos
de handling
Inovação
 Definição de metodologias
para monitorização de toda
a operação de handling Projecto Moving Up
 Desenvolvimento de
aplicação própria de gestão
dos terminais de
informação de voo dos
aeródromos regionais, que
mereceu o Prémio Agility
Award
 Desenvolvimento de
aplicações mobile: mobile
check-in e mobile boarding
pass, evidenciando a aposta
da SATA em aplicações
informáticas e nos canais de
vendas Web e Mobile.
47
Canal
Web
Externo
Balcão ou Contact Center
Kiosk
Mobile
Total
2011
55,420
1,158
1,984,321
199
1,903
59.811
Crescer nos
mercados
internacionais
 Conclusão das negociações
com 7 novos parceiros para
oferta de tarifas corridas
nas diversas gateways
internacionais
 Alargamento das operações
para destinos na Europa e
América do Norte
48
Estocolmo: + 39% de lugares
oferecidos
Copenhaga: + 16% de lugares
oferecidos
2.4) Áreas de negócio do Grupo SATA
O Grupo SATA é constituído por seis empresas, nomeadamente a SATA SGPS, SATA Air
Açores, SATA Internacional, SATA Gestão de Aeródromos, Azores Express e SATA
Express, que se organizam e estruturam para assegurar o desenvolvimento e realização das
suas principais actividades de negócio:

Transporte aéreo;

Assistência a aeronaves;

Gestão de aeródromos;

Operadores turísticos.
Figura 11. Enquadramento das áreas de negócio na estrutura accionista
De seguida, descreve-se a área de negócio da SATA Internacional, identificando-se os seus
objectivos estratégicos e relatando-se os seus principais indicadores de actividade, que
permitem conhecer o desempenho do ano 2011. Adicionalmente, apresentam-se as perspectivas
para 2012.
49
Transporte aéreo
Objectivos estratégicos para o negócio
O transporte aéreo de passageiros e carga constitui um dos negócios mais relevantes no contexto
da actividade operacional desenvolvida pela SATA. Esta área de negócio é actualmente
assegurada por duas empresas do grupo - SATA Air Açores e SATA Internacional – e
engloba, para além dos serviços de operações de voo, que asseguram o transporte aéreo de
passageiros e carga, os serviços de suporte associados às operações terrestres e à
manutenção e engenharia de aeronaves.
O actual clima económico promoveu um ambiente de contracção da procura – nacional e
internacional – de serviços de transporte aéreo que exigiu às companhias aéreas o
desenvolvimento de esforços acrescidos na definição de medidas de promoção da redução de
custos sem, no entanto, colocar em causa a qualidade do serviço prestado aos passageiros.
Nesse sentido, a adopção de medidas de controlo de custos (nomeadamente combustível)
tornou-se imperativa, a par da necessidade de desenvolver medidas de optimização dos
recursos existentes através de um maior esforço de planeamento de frota e tripulações.
Para além de seguir a tendência do sector para redução de custos e optimização de recursos, a
SATA pretende apostar na oferta de serviços de transporte aéreo no mercado internacional,
essencialmente nas economias europeias e americanas mais sólidas e menos expostas aos
constrangimentos associados à crise económica e financeira (Estados Unidos, Norte da Europa,
Alemanha e Canadá) fazendo face à contracção da procura na generalidade dos mercados.
Assim, os objectivos estratégicos da SATA para a área de negócio das operações de voo
traduzem-se, no caso do transporte inter-ilhas (SATA Air Açores), na optimização dos custos e
obtenção de ganhos de eficiência nas operações desenvolvidas, sobretudo ao nível da frota e das
tripulações. No caso do transporte doméstico e internacional (SATA Internacional), as
orientações estratégicas visam apostar no reforço da competitividade internacional tirando
partido das vantagens competitivas associadas à sua localização geográfica.
No que respeita aos serviços de suporte relativos às operações terrestres, responsável por
assegurar a totalidade dos serviços de cariz administrativo do controlo ao apoio em terra às
operações de voo (handling, limpeza, catering, alfândega, entre outros), os objectivos
estratégicos foram desenhados tendo em conta os objectivos gerais definidos para o transporte
aéreo – nomeadamente a redução de custos. Para tal, apresenta-se como estratégica a aposta na
renegociação dos principais contratos de suporte à actividade, bem como a conciliação de
esforços com a área das operações de voo, no sentido de promover um serviço de transporte
aéreo mais eficiente e com menores custos associados.
Por sua vez, no que respeita aos serviços de suporte de manutenção e engenharia, a sua
existência deriva da necessidade de assegurar e disponibilizar na SATA os meios essenciais para
50
a manutenção e reparação dos equipamentos da SATA Air Açores (serviço de manutenção e
engenharia) e para a supervisão da manutenção dos equipamentos da SATA Internacional
(serviço de aeronavegabilidade). Os objectivos estratégicos associados a esta área de apoio
passam por assegurar o cumprimento proactivo das normas e exigências regulamentares
relativas à segurança das aeronaves. Para tal, aposta continuadamente no reforço da qualidade
dos equipamentos e instalações disponíveis, bem como do know-how dos seus colaboradores.
Um indicador analisado nesta área de negócio é a fiabilidade de despacho, que está devidamente
representada nas figuras 11 e 12, da página 44.
Vendas e serviço a clientes
Em 2011 foram emitidos 1.225.867 cupões para viagens na SATA, o que corresponde a
€101.459.111. Estes valores, inferiores aos de 2010 em 7% e 11%, respectivamente, foram
afectados, sobretudo, pelo ambiente recessivo que enquadra a nossa economia, pela redução das
tarifas e pela descontinuação da rota Lisboa/Funchal.
As vendas para a SATA Air Açores diminuíram 2% no ano de 2011 e representaram 18% da
totalidade das vendas do Grupo.
A SATA Internacional, cujas vendas foram 82% das vendas de todo o Grupo SATA, registou um
decréscimo de 12% nas vendas.
A actividade de vendas da SATA continuou a ter o seu pilar fundamental nos Agentes de
Viagens, que foram responsáveis por 55,7% das emissões em 2011. A nossa acção aqui recebeu,
contudo, uma inovação que começou a dar corpo a um trabalho diferenciado com os Agentes de
Viagens on line.
De assinalar o crescimento de 6,5% das vendas dos agentes de viagens sedeados no estrangeiro,
resultado do esforço que fizemos em diversificar os vendedores na nossa operação na América
do Norte e Europa.
Prosseguiu-se, igualmente, a valorização das vendas na
internet, através do www.sata.pt, parte integrante dos
canais de venda directos da SATA, que continuaram a ter
o mesmo mix. Em 2011 o site da Companhia voltou a
crescer, embora a taxa bem mais moderada do que os
crescimentos dos anos anteriores, e foi responsável por 10,4% do volume de vendas.
Os dois outros canais próprios, o Contact Center e a Rede de Lojas, apresentaram decréscimos
de vendas.
A Rede de Lojas, que emitiu em 2011 o valor de €11,2 milhões, é o canal de vendas tradicional
e o seu peso advém em grande medida das vendas que faz para a operação inter-ilhas da SATA
Air Açores, uma vez que está muito bem implantada em todas as ilhas da Região. A redução das
vendas no ano de 2011 está em linha com a tendência verificada nos anos mais recentes, o que
51
justificou a opção, que tem sido paulatinamente implementada, de acentuar as suas valências de
promoção de serviços e de assistência a clientes.
O Contact Center registou em 2011 e uma perda de vendas de 14,3%, fruto da redução das
vendas da rota Lisboa/Funchal e de alguma migração de clientes para o www.sata.pt.
Esta unidade de serviço assume, igualmente, importância relevante na assistência a clientes, no
âmbito da qual foram realizadas mais de 250000 chamadas telefónicas no ano a que nos
estamos a reportar. Em suma, são 4 os principais canais de venda da SATA, conforme figura
seguinte.
Figura 12. Principais canais de venda da SATA
Web
sales
Rede de
lojas
Canais
de
venda
SATA
Contact
Center
Agentes
de
viagens
Reforçou-se o trabalho iniciado em 2010 no segmento corporate o que possibilitou o seu
crescimento em 7%.
O segmento lazer, que teve um desempenho notável no primeiro semestre do ano, sofreu um
decréscimo de 17,4% do volume de vendas e de 0,6% nos cupões emitidos, fruto do
encerramento da rota Lisboa/Funchal. Neste segmento há assinalar os crescimentos obtidos na
rota Lisboa/Porto Santo, operada somente no Verão, e no eixo Ponta
Delgada/Madeira/Canárias, onde a oferta de voos se estendeu a todo o ano.
As dificuldades económicas que Portugal enfrenta sublinharam a importância de outros
mercados que a SATA trabalhou com maior atenção. Para além do mercado alemão, onde se
obteve um crescimento de 32,9% nas vendas, devem destacar-se os desempenhos no Reino
Unido, mais 46,1% de vendas e França, com um crescimento das vendas de 21,4%.
Dinamarca e Suécia foram os países escandinavos para onde a SATA operou em 2011, para cujas
rotas também se registaram crescimentos de vendas interessantes de, respectivamente, 64% e
17%.
52
Os resultados dos inquéritos a bordo, que são feitos periodicamente, e da monitorização das
chamadas telefónicas do Contact Center, bem como os seus índices de desempenho, dos quais
se destacam o nível de serviço, que foi de 76,2%, e a redução das chamadas abandonadas em
35,3%, certificam a eficácia do trabalho realizado e, no caso do Contact Center, os ganhos de
competitividade alcançados por força da não contratação de pessoal sazonal.
Apesar de em 2010, fruto das irregularidades operacionais provocadas pelas cinzas vulcânicas,
se ter registado um volume anormalmente alto de reclamações, a verdade é que em 2011 esse
número reduziu-se em cerca de 50%, o que sendo, igualmente, demonstrativo da melhoria da
qualidade de serviço, também promoveu uma redução do prazo médio de resposta aos clientes
reclamantes, o que é positivo.
Com a preocupação de garantir sempre uma qualidade compatível com o crescente nível de
exigência dos clientes foram actualizados os manuais de atendimento presencial e telefónico e
elaborado um plano de contingência para casos de atrasos prolongados na placa, que o
Departamento de Transportes dos EUA introduziu na lista de requisitos para operar em
aeroportos americanos.
A SATA continuou a acompanhar o programa da IATA, designado Automated Baggage Rules,
destinado a uniformizar as regras aplicáveis ao transporte de bagagem, e a integrar o projecto
inter-empresas destinado a melhorar a qualidade de serviço prestado ao passageiro no
Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada.
Em 2011 o SATA Imagine ganhou 12416 novos
membros e atribuiu 351.946.665 milhas, menos 6% do
que em 2010, facto que é explicado pela redução da
actividade dos membros que voavam na rota
Lisboa/Funchal e também por alguns ajustamentos que foram feitos nas regras de atribuição
das milhas.
Regista-se a evolução muito favorável das actividades em parceiros, mais 34%, que promoveram
um crescimento de 11% das milhas concedidas ao abrigo de parcerias.
O maior número de oportunidades para obtenção de milhas e uma boa dinâmica de campanhas,
resultaram num crescimento de 26,4% de milhas redimidas.
No quadro da política de valorização do nosso site de vendas e dentro do enorme esforço de
inovação que a SATA está a fazer, foi lançado a 10 de Outubro o Award Shoper, o qual
possibilita aos membros do programa de fidelidade da SATA a aquisição online; de forma
cómoda, rápida e segura; de bilhetes com milhas. Desse dia até 31 de Dezembro foram emitidos
465 bilhetes, adquiridos com a redenção de 4.306.700 milhas.
Também no âmbito da política de inovação da Empresa começaram-se os trabalhos de criação
de um programa de fidelidade para o segmento corporate, desenvolveu-se uma plataforma para
suportar a venda de ancillary services.
53
Em 2011 foram, igualmente, iniciado o
desenvolvimento do SATA4Agents,
um site exclusivo para agentes de
viagens, já lançado em 2012. Visa-se
com esta plataforma reforçar a relação
de cooperação da Companhia com os agentes de viagens. Esta ferramenta, disponível em
português, inglês e alemão, inclui conteúdos multimédia sobre os Açores, fruto da parceria com
a Associação de Turismo dos Açores, e possibilitará a desmaterialização a agilização de um
conjunto de transacções entre a SATA e os agentes de viagens.
O mobile check-in e o mobile boarding pass foram, contudo, as principais inovações lançadas
em 2011, porque se trataram do primeiro passo para uma mudança radical na forma como os
passageiros se vão relacionar com as companhias, nomeadamente com a SATA, porque foi a
SATA a primeira companhia portuguesa a oferecer o serviço e a segunda a oferecê-lo em
Portugal, uma vez que só uma das companhias estrangeiras a operar em Portugal o fazia.
Existem ainda outras iniciativas realizadas em 2011 que dão resposta à filosofia SATA clientcentric, com destaque para o trabalho desenvolvido no âmbito do Customer Experience
Development e no Costumer Care e Regulamentação. As mesmas podem ser consultadas com
detalhe no Relatório de Sustentabilidade da SATA.
54
Actividade Operacional – o ano de 2011
A área de negócio de transporte aéreo da SATA assegura o transporte de passageiros e carga em
diversas redes:

Rede Doméstica da SATA Internacional: assegura as ligações entre a Região
Autónoma dos Açores, o Continente e a Região Autónoma da Madeira;

Rede Regular Europa da SATA Internacional: assegura as ligações entre as
Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira a diversos países na Europa;

Rede América do Norte da SATA Internacional: assegura as ligações entre a
Região Autónoma dos Açores e o Continente Português com os Estados Unidos da
América e o Canadá;

Actividade Charter da SATA Internacional
Operações de voo
No decurso do ano de 2011 a performance do transporte aéreo (considerando apenas a rede
comercial e não as operações realizadas sob o código de outras companhias) registou melhorias
significativas, essencialmente ao nível dos índices de pontualidade e regularidade, resultado do
trabalho desenvolvido pelas equipas operacionais e da estabilização do processo de renovação
da frota, em 2011. Por outro lado, 2010 foi um ano particularmente afectado por condições
meteorológicas adversas que conduziram ao fecho do espaço aéreo europeu, o que teve impactos
significativos ao nível dos índices de regularidade e pontualidade.
Figura 13: Indicadores gerais de actividade
SATA Internacional
2011
2010
Var (%)
2009
Var (%)
Voos Realizados
7.109
7.717
-9%
7.081
9%
KM percorridos
14.570.171
15.525.524
-7%
13.975.493
11%
ASK (milhões)
2.748
2.940
-7%
2.646
11%
RPK (milhões)
2.106
2.215
-5%
1.868
16%
Load-Factor RPK/ASK (%)
77%
75%
1%
71%
5%
ATK (milhões)
359
385
-7%
360
7%
TKP (milhões)
205
216
-5%
193
11%
Load-Factor TKP/ATK (%)
57%
56%
1%
54%
2%
Pontualidade (%)
82%
70%
12%
73%
-3%
Regularidade (%)
100%
98%
2%
99%
-2%
Relativamente aos serviços de suporte que constituem o apoio fundamental ao desempenho da
área de negócio de transporte aéreo, importa destacar os serviços associados às operações
terrestres e à manutenção e engenharia.
55
Operações terrestres
Relativamente às operações terrestres, constituem um serviço adicional que permite assegurar a
eficiência da actividade associada ao transporte de passageiros e carga.
No que concerne a este tipo de serviços, o ano de 2011 ficou igualmente marcado pelos esforços
desenvolvidos no sentido da racionalização de custos. Neste contexto, importa salientar o
trabalho desenvolvido pelo Departamento de Operações Terrestres, em colaboração com a
consultora JCBA, no sentido de assegurar a diminuição dos custos associados aos contratos de
handling; bem como o conjunto de acções concertadas levadas a cabo entre a Direcção de
Operações de Voo (DOV) e o Departamento de Operações Terrestres (DOT), com vista à redução
dos custos de combustível e manutenção.
No que se refere à renegociação dos contratos de handling, verificou-se uma redução de custos
transversal aos diversos contratos, que totalizou um valor de 308 milhares de euros.
A par dos contratos de handling, importa referir o projecto de renegociação dos principais
contratos de catering existentes, nomeadamente com a Cateringpor. Como resultado do
processo negocial levado a cabo ao longo de 2011, a SATA conseguiu estabelecer novas
condições contratuais com a Cateringpor que se traduziram em reduções significativas.
No seguimento dos esforços desenvolvidos para promoção do ambiente de racionalização de
custos são de salientar, igualmente, as poupanças efectuadas ao nível do catering fornecido a
bordo através de diversas iniciativas como a escolha de menus mais adequados e a aplicação da
filosofia de double catering3.
SATA Internacional
A SATA Internacional procedeu a ajustamentos da sua oferta, com particular incidência nas
rotas domésticas, como medida essencial para fazer face aos constrangimentos económicos
registados.
O foco acentuado na redução de custos traduziu-se no corte de frequências oferecidas e num
esforço de maior utilização da frota narrow-body em detrimento da frota wide-body. Por outro
lado, verificou-se a tendência para utilização dos aviões turbo-propulsores da SATA Air Açores,
nas ligações entre os arquipélagos atlânticos (Açores, Madeira e Canárias) e também entre a
Madeira e Faro, tirando proveito dos seus níveis de eficiência e maior capacidade de adequação
aos volumes de tráfego nas rotas em causa 4.
Acção desenvolvida nas rotas PDL/MAN, PDL/FRA, PDL/MAD, PDL/BCN, FNC/, FNC, FNC/Províncias
Francesas, FNC/ORY, FNC/CDG, FNC/ZRH
3
Tal repercutiu-se num total de 659 voos subcontratados pela SATA Internacional à SATA Air Açores em
2011, num total de 1.154 block-hours.
4
56
No que respeita aos principais indicadores operacionais relativos ao transporte aéreo, no ano de
2011, a SATA Internacional realizou mais de 7 mil voos, transportando um total de 889 mil
passageiros e conseguindo níveis de load-factor de 76,6% na SATA Internacional.
Figura 19: Indicadores operacionais do transporte de passageiros por rota
R.A.A. - R.A.M. – Continente
Continente - R.A.M.
Nº voos
2011
Var (%)
3.364
-1%
971
-36%
Nº passageiros
2011
Var (%)
422.853
-5,1%
103.367
41%
Subtotal
4.335
526.220
Rota
Europa - R.A.M.
Europa - R.A.A.
580
359
Subtotal
939
EUA
Canadá
449
491
Subtotal
940
Charter
Total
895
7.109
-7%
-0,2%
55.283
36.207
Load-factor
2011
Var (%)
75%
1%
66%
4%
3%
10%
77%
68%
14%
-4%
-1%
-9%
81%
75%
-0,8%
2%
11%
85%
76,6%
0,5%
91.490
-4%
-6%
69.250
77.739
146.989
11%
124.362
889.061
No que respeita aos principais indicadores de desempenho relativos ao ano de 2011, importa
salientar o incremento verificado ao nível da actividade charter desenvolvida pela SATA
Internacional. Nas restantes rotas verificou-se uma ligeira diminuição nos indicadores
operacionais face ao ano anterior, que deriva essencialmente da actual conjuntura económica
actual (e.g.: suspensão da rota Funchal-Lisboa).
No que respeita à actividade de carga e correio são de salientar quebras verificadas ao nível do
serviço prestado pela SATA Internacional – de 12% e 19% respectivamente – motivadas, de igual
modo, pela actual conjuntura económica.
Figura 20: Indicadores operacionais do transporte de carga e correio
Total de carga (kg)
Total de correio (kg)
Total
5.251.340
-13%
1.386.522
-23%
6.637.862
-15%
No que respeita ao volume de receitas registado em 2011, a actividade operacional da SATA
Internacional cifrou-se em cerca de 157,5 milhões de euros, para os quais o tráfego de
passageiros contribuiu em cerca de 80%.
57
Figura 21: Receitas de actividade operacional
2011
Var (%)
126.245.685
2%
Carga e Correio
6.752.712
-51%
Charter + ACMI
Receita Global
24.457.076
157.455.474
12%
-1%
Passageiros
Perspectivas para 2012
Para o ano de 2012 os responsáveis pelo negócio de transporte aéreo perspectivam a
necessidade de desenvolver acções que visem o cumprimento dos objectivos estratégicos
definidos para o negócio: redução de custos, aposta na inovação e crescimento nos mercados
internacionais.
Ao nível da redução de custos, a área de negócio do transporte aéreo pretende manter a
estratégia seguida em 2011 de aposta na optimização dos recursos existentes, através do
desenvolvimento de esforços ao nível do planeamento de frota e tripulações. No caso da SATA
Internacional, e tirando partido do regime de liberalização em que actua, as perspectivas para
2012 passam pela optimização das rotas existentes, através de ajustamentos à oferta.
No que respeita à inovação, a área de negócio das operações de voo beneficiará, em 2012, de
novos desenvolvimentos ao nível da ubiquidade da internet no PC e nos Smartphones, numa
lógica de paperless experience.
Ao nível do crescimento nos mercados internacionais a SATA prevê, para o ano de 2012, a
consolidação na presença de mercados estratégicos na América do Norte e na Europa. Nesse
sentido, prevê-se a celebração de acordos e parcerias no mercado americano, que visa aumentar
a presença da SATA, enquanto companhia aérea, neste mercado em crescimento, em particular
nos EUA e Canadá.
No caso da Europa, a SATA prevê para 2012 aumentar a presença nos mercados da Alemanha e
Dinamarca. Relativamente à Alemanha, as perspectivas para 2012 incluem o prolongamento da
operação Frankfurt que permitirá um aumento de 48% dos lugares oferecidos em relação a
2010, bem como o aparecimento da operação de Munique (via Porto), permitindo tirar partido
do mercado da Baviera, da zona ocidental da Áustria e do norte da Suíça. Quanto à Dinamarca,
de salientar a operação Copenhaga que surgirá em 2012 com o intuito de funcionar como elo de
ligação da SATA a toda a zona norte da Europa, em particular a Escandinávia e o Báltico.
Para 2012, a SATA pretende ainda, assegurar o investimento contínuo em novas tecnologias de
ponta que garantam a manutenção dos elevados standards de qualidade, rigor e exigência que
têm vindo a ser característicos deste sector de actividade.
58
2.5) Gestão de Risco e Controlo Interno
Principais riscos da SATA
Para a SATA, a gestão de risco assume uma importância fundamental na sua actividade na
medida em que, diariamente, está exposta a um conjunto de eventos que podem provocar danos
com impactos relevantes nas operações.
Na companhia existe uma metodologia de Gestão de Risco definida bem como os owners pela
sua gestão. Ambos estão descritos no Relatório de Governo da Organização, no capítulo de
Gestão de Risco e Controlo Interno.
De seguida apresentam-se os riscos da SATA, que segundo a Gestão, são aqueles cuja ocorrência
provocaria um dano relevante na preposição de valor da companhia, comprometendo a
execução da sua estratégia. A apresentação dos riscos não pretende ser exaustiva e segue a
Matriz de riscos definida metodologicamente, que os classifica e divide entre riscos Estratégicos,
Operacionais, Hazard e Financeiros.
Riscos Estratégicos
Regulamentação do sector
O sector dos transportes
aéreos é um sector muito
regulamentado, pelo que
quaisquer alterações que
ocorram têm um impacto
significativo nas operações
diárias da SATA.
O Gabinete Jurídico SATA
conta com a colaboração de
um elemento da Gestão que
em conjunto asseguram a
monitorização dessas
alterações regulamentares.
Sindicatos
Existem na SATA várias
unidades sindicais
(percentagem de
colaboradores sindicalizados
representa cerca de 80%)
sendo necessário gerir os
processos de negociação
entre essas unidades e a
SATA de forma a alinhar os
interesses entre as partes.
Na SATA adopta-se uma
postura de comunicação e
diálogo com as unidades
sindicais, assegurada pelo
Gabinete de Relações
Laborais.
Recursos Humanos
Na SATA, este activo assume
uma grande importância
estratégica na medida em
que os seus colaboradores
são considerados um activo
que a SATA pretende reter e
valorizar nos seus quadros.
A SATA promove uma
cultura de “porta aberta” na
qual os colaboradores se
devem sentir à vontade para
contactar e comunicar com a
Gestão.
59
Marca
A marca SATA tem um valor
elevado para a Região
Autónoma dos Açores, e tem
vindo a assumir--se como
uma marca de destaque nos
mercados onde opera.
No Centro Corporativo da
SATA, existe um
Departamento de
Comunicação e Marketing
que monitoriza regularmente
a marca, os seus atributos e a
sua exposição.
Riscos Operacionais
Safety & security
Para a SATA, a saúde e a
segurança dos colaboradores
e clientes são uma
prioridade.
A SATA tem em curso o
projecto de implementação
do Safety Managament
System (SMS). Este projecto
visa a gestão dos riscos de
safety & security, cobrindo
ainda as áreas de saúde, meio
ambiente e, em geral do sector
aéreo. Os processos de
auditoria interna e externa e
os planos de formação
assumem um papel
importante na mitigação do
deste risco.
Sistemas de informação
Todas as áreas de negócio da
SATA são suportadas por
equipamentos e ferramentas
informáticas, que funcionam
em interfaces definidos para
garantir a fiabilidade, a
segurança e a disponibilidade
da informação de forma
adequada.
A SATA dispõe de um
Departamento de Sistemas de
Informação que monitoriza
todos os sistemas existentes e
apoia as áreas/ departamentos
/gabinetes na implementação
e execução de novos projectos.
Falhas de fornecimento
de terceiros
Como qualquer companhia
aérea, a SATA tem de
subcontratar serviços
externamente que são
fundamentais para garantir o
sucesso das suas operações,
como a segurança, a limpeza
os serviços de catering, a
Polícia, os Bombeiros e os
meteorologistas.
Existe um director em cada
unidade operacional que
assegura a gestão dos
acordos e dos contratos
requisitos definidos. Além
efectuados com os
prestadores de serviço.
Este director conta também
com a colaboração do
membro do Conselho de
Administração, responsável
do pelouro.
Planeamento e rotas
Fazer um bom planeamento
das rotas com os
equipamentos necessários,
com antecedência, é
fundamental para garantir o
sucesso das operações e a
satisfação dos clientes.
Em cada estação IATA é
elaborado o Plano
Operacional que define, para
cada período, quais as rotas a
realizar. Também, na
mitigação deste risco, as
auditorias das entidades
creditadas asseguram o
cumprimento das boas
práticas em planeamento e
rotas nos procedimentos da
SATA.
Riscos Hazard
Desastres naturais e
sociais
Eventos climáticos como
maremotos, terramotos,
nevoeiros fortes e cinzas
vulcânicas e eventos sociais
como guerras civis, greves,
acções terroristas são difíceis
de gerir e além de
provocarem
constrangimentos sociais,
podem acarretar perdas de
receitas significativas e/ou
custos adicionais para a
SATA.
hedging com vista à
mitigação do risco cambial.
60
Existe na SATA um Grupo
de Gestão de Emergência que
actua em conformidade com
o Emergency Procedures
Manual que identifica para
todas as tipologias de
acidentes/incidentes, as
políticas de actuação, deveres
e responsabilidades, planos
de assistência a passageiros e
famílias, procedimentos de
gestão da relação com os
media e planos de treino e
formação.
Riscos políticos
A SATA é uma empresa
detida a 100% por capitais
públicos que vê a sua
actividade dependente de
alterações políticas regionais
e na legislação nacional.
No sentido de se estar
preparada para estas
eventuais alterações, a SATA
promove uma postura de
diálogo diário com o seu
accionista garantindo-lhe o
feedback sobre o
cumprimento dos objectivos
definidos.
Danos na frota
Para realizar a sua
actividade, a SATA necessita
de dispor dos equipamentos
adequados, aptos e capazes
para garantir que as
operações reúnem todas as
condições de segurança.
As empresas de transporte
aéreo da SATA possuem uma
certificação para a prática de
voos comerciais (AOC – Air
operator’s certificate) que,
para a manter, implica um
esforço diário monitorização
atenta e cuidada com os
diário da receita assegurando
deste, através da
contratualização de seguros,
assegura a sua mitigação.
Riscos Financeiros
Preço do JetFuel
O consumo de JetFuel na
SATA, anualmente, ascende a
cerca de 72 milhões de
toneladas, sendo que
qualquer alteração no seu
preço provoca um impacto
muito significativo nos
resultados operacionais da
SATA.
Para mitigar este risco a
SATA contrata operações de
hedging que podem ir até
80% do valor total de
consumo anual, num
horizonte temporal de 24
meses.
Risco cambial
A exposição da SATA a este
risco ocorre do desequilíbrio
entre receitas e gastos em
moedas estrangeiras. Na
SATA as divisas
transaccionadas são o Dólar
Canadiano, o Dólar
Americano e a Libra
Esterlina.
Para mitigar este
desequilíbrio, é efectuada
uma conciliação entre
pagamentos e recebimentos
nas divisas internacionais
quantificando-se deste modo
a exposição às moedas
referidas, podendo ser
contratadas operações de
Existem ainda transacções
noutras divisas estrangeiras
sem terem no entanto a
relevância das enumeradas,
razão pela qual não é
contratada qualquer
operação de hedging.
Risco de crédito
A SATA, na gestão das
relações comerciais com os
seus clientes, está exposta a
um risco de crédito na
medida e que a sua
contraparte pode não
cumprir com as suas
obrigações contratuais.
Para mitigar este risco, a
SATA conta com um
Departamento de Contas a
Receber que monitoriza o
processo de cobrança,
assegura o cumprimento da
política de crédito definida e
o cumprimento dos termos
contratuais definidos.
Revenue Managment
As receitas da SATA estão
condicionadas pelas
condições económicas e
financeiras dos mercados
onde opera.
Actualmente, destaca-se o
mercado português, pela
crise económica que
atravessa, com impactos
directos no poder de compra
e restantes condições sociais.
O Departamento de Revenue
Managment da SATA
garante a gestão e controlo
Sistema de controlo interno
61
que as melhores tarifas são
colocadas à disposição dos
clientes, ao mesmo tempo
que zela pela posição
financeira de médio e longo
prazo da companhia.
Cobertura de CO2
Ao abrigo da legislação
emitida pelo Comércio
Europeu de Licenças de
Emissão (CELE), as
companhias áreas cujos voos
têm destino ou origem num
aeródromo situado no
território de um EstadoMembro da União Europeia,
devem monitorizar as
quantidades emitidas e
assegurar o seu reporte. A
cada companhia aérea são
atribuídas licenças de
emissão por rateio
proporcional ao valor que as
companhias reportaram
como medida da actividade
no ano anterior (Ton x Km).
Para a monitorizar a SATA
enviou em Março de 2011 o
Relatório de Emissões de
CO2, exigida pela Agência
Portuguesa do Ambiente
(APA). Também para a
contabilização das
quantidades de CO2
emitidas, assegura o seu
registo trimestral, numa
ferramenta desenvolvida
internamente de inventário
dessas quantidades.
Para assegurar a mitigação dos riscos a que está exposta, a SATA adopta um conjunto de
processos e controlos chave que permitem criar um ambiente de controlo, suficientemente
robusto para minimizar essa exposição.
O sistema de controlo interno da SATA assenta em 3 princípios fundamentais:

Focus no cliente – a SATA, através das iniciativas recentemente desenvolvidas a
todos os níveis da organização, nas quais o projecto interno The Quality & You assume
um papel relevante, tem promovido uma cultura client-centric junto dos seus
stakeholders internos. O objectivo, a nível de controlo interno, é garantir que existem
na organização processos, procedimentos e controlos que asseguram a prestação de um
serviço de qualidade ajustado às reais necessidades do cliente SATA;

Eficiência e eficácia operacional – a inovação faz parte da estratégia da SATA,
constituindo inclusive, um dos seus valores corporativos. A aposta da SATA na criação
de novas aplicações e instrumentos, assentes numa forte componente tecnológica, temse revelado bastante positivas já que se traduzem em ganhos de eficiência e eficácia
quer nas actividades operacionais quer nas estruturas de back office;

Divulgação da informação financeira – na SATA são adoptados um conjunto de
controlos que asseguram a fiabilidade das contas e do reporte das demais peças de
informação financeira. Como exemplo apresentam-se, entre outros, a existência de um
Departamento de Controlo de Gestão que garante o controlo orçamental, numa base
periódica; a existência de um Técnico Oficial de Contas que monitoriza e supervisiona,
com a revisão do Revisor Oficial de Contas, todo o processo de elaboração das
Demonstrações Financeiras anuais das empresas individuais do Grupo SATA e ainda a
supervisão do Conselho de Administração da SATA, durante todo o processo de
preparação e revisão dos relatórios de Gestão, Governo e Sustentabilidade elaborados;
Para uma análise mais completa e detalhada do ambiente de controlo interno da SATA bem
como dos seus procedimentos, iniciativas e manuais, consultar o capítulo 2 do Relatório de
Governo.
62
PARTE II – Análise Económica e Financeira
63
Evolução de Resultados obtidos em 2009-2011 (milhares de euros)
Unidade: mEuros (mil Euros)
2009
2010
2011
Rendimentos Operacionais
167.250
177.248
168.846
Gastos Operacionais
166.794
181.227
168.408
Resultados operacionais
456
-3.979
438
Act. Financiamento (Ganhos/Perdas)
-86
-166
-1.195
Resultados Antes de Impostos
370
-4.145
-757
Imp. Rend. Exercício
-935
267
-172
Resultado líquido do exercício
-565
-3.877
-930
Resultado Operacional
Resultado Líquido
Gastos e Proveitos Operacionais
Unidade: mEuros (mil Euros)
2009
2010
2011
Transp. Reg. PAX
115.310
114.861
101.762
Transp. CH. PAX
16.227
15.508
24.457
6.793
7.237
7.170
28.920
39.641
35.457
Rendimentos Operacionais
167.250
177.248
168.846
FSE
126.263
139.905
134.010
Gastos Pessoal
27.294
29.429
28.421
Outros Gastos e Perdas
13.237
11.893
5.977
166.794
181.227
168.408
456
-3.979
438
Subsidios
Outros Rend. e Ganhos
Gastos operacionais
Res. Operac. antes de Gastos de Financ. e Imp.
64
Rendimentos Operacionais (mEur)
Rendimentos Operacionais
177.248
168.846
167.250
2009
2010
2011
2010
A evolução dos rendimentos operacionais reflecte
O.Pv.Op.
22%
a actual conjuntura económica e respectivo
impacto no volume de passageiros e carga
Merc.Reg
65%
transportada.
Subs.
4%
Face ao ano anterior ocorreram reduções de 9% e
Merc.Cht
9%
14% no volume de passageiros e carga
transportados, respectivamente, variações que
aliadas a novas políticas tarifárias justificam o
decréscimo de 13M de euros nos rendimentos
provenientes do mercado regular.
2011
Importa destacar o crescimento de 6 p.p dos rendimentos
provenientes do mercado Charter no total da estrutura de
O.Pv.Op.
21%
rendimentos da Sata Internacional, que face ao registado
no exercício anterior crescem 58%, fruto da aposta na
expansão neste segmento de mercado, no qual se
destacam o transporte das equipas de futebol
portuguesas envolvidas nas competições da UEFA.
Gastos Operacionais (mEUR)
65
Subs.
4%
Merc.Cht
15%
Merc.Reg
60%
Gastos operacionais
181.227
168.408
166.794
2009
2010
2011
2010
Face ao ano de 2012 verificou-se um
O.C.Op.
7%
decréscimo de 13M de euros no total de gastos
operacionais.
C.C.P
16%
Em termos absolutos, a maior redução de
custos verificou-se na rúbrica de F.S.E, com
menos 6M de euros registados em 2011 face ao
valor incorrido em 2010.
FSE
77%
Esta redução ocorre não só por força de uma
menor operação face a 2010 e respectivo
impacto nos custos, mas também como
consequência de iniciativas internas de redução
de custos e aumento de produtividade.
Em segundo plano estão as reduções
2011
decorrentes da aplicação das medidas de
redução salarial no âmbito do Orçamento de
O.C.Op.
3%
Estado de 2012 que face a 2010 apresentam
um decréscimo de aproximadamente 1M de
C.C.P
17%
euros.
Importa destacar o esforço desenvolvido pela
SATA no âmbito do aumento de
FSE
80%
competitividade, potenciando iniciativas de
redução de custo, de aumento de eficiência e
optimização da utilização e recursos cujos
resultados se vão apresentando na redução das
diversas rubricas de custos.
66
Unidade: mEuros (mil Euros)
EBITDAR
2009
2010
2011
18.001
10.958
13.261
O aumento registado nos Resultados antes de Juros, Impostos, Gastos com Amortizações e
Rendas justifica-se sobretudo pela melhoria nos Resultados Operacionais da empresa, que face
ao ano de 2010 melhoram em 4,4M de euros.
A melhoria deste indicador ocorre não só por via redução de Gastos Operacionais, mas também
por um crescimento notável dos Rendimentos provenientes do mercado Charter, revelando
assim uma clara aposta na expansão da força de vendas da SATA no segmento de mercado não
regular.
67
Activo, Capital Próprio e Situação Financeira
Activo Líquido (mEUR)
A evolução do Activo face aos valores
58.217
registados no exercício anterior ascende
aos 0,7M euros.
As maiores movimentações do Activo
prendem-se com a capitalização de
valores referentes a grandes reparações
57.474
realizadas na frota A-313 na ordem de
3,6M euros.
2010
A variação da rubrica de Outros Activos
2011
Financeiros refere-se a um depósito a prazo cativo movimentável apenas em Dezembro de 2012,
logo classificado como não corrente.
A nível de Activo Corrente as variações mais significativas prendem-se com um incremento de
0,2M euros na rubrica de Adiantamentos a Fornecedores e uma redução de 1,1M de euros na
rubrica de Outras Contas a Receber, fruto de transacções entre as várias empresas do Grupo
SATA.
Capital Próprio (mEUR)
21.982
2011 Apresenta face a 2010 uma diminuição
por força da transferência do Resultado do
Exercício de 2010 para Resultados transitados
e movimentos nos capitais próprios de
instrumentos de cobertura derivados nos
20.214
exercícios de 2011 que se encontram
classificados na rubrica de Outras Variações do
Capital Próprio.
2010
68
2011
Passivo (mEUR)
No que diz respeito ao Passivo, o crescimento
38.003
verificado face a 2010 justifica-se sobretudo
por variações no valor de mercado de
instrumentos derivados de swap de taxa de
juro, entre dólares americanos e canadianos
registados na rubrica de Outros Passivos
Financeiros e incremento na rubrica de
35.492
Fornecedores, nomeadamente TAP
Maintenance&Enginnering, que face a 2010
apresentou um crescimento do saldo a
31/Dezembro.
2010
2011
Estrutura Financeira
Estrutura Financeira
2008
2009
2011
Solvabilidade
18,63%
61,93%
53,19%
Endividamento
84,29%
52,29%
59,84%
15,71%
47,71%
40,16%
Autonomia financeira
O decréscimo de 8% no valor do Capital Próprio, por integração dos resultados líquidos
negativos do ano anterior, associado a crescimentos do Activo e Passivo levam a deterioração do
valor dos indicadores de Solvabilidade e Autonomia Financeira.
Uma redução substancial na rubrica de Passivo não corrente, melhora o indicador de
endividamento, incrementando assim o peso dos Capitais Próprios no total dos Capitais
Permanentes a 31 de Dezembro de 2011.
Indicadores de Rendibilidade
Rendibilidade
2009
69
2010
2011
Rendibilidade Operacional
0,27%
-2,24%
0,26%
Rendibilidade dos Capitais Próprios
-6,21%
-17,64%
-4,60%
Rendibilidade do Activo
-0,98%
-6,75%
-1,60%
A evolução positiva verificada nos resultados operacional e líquido a 31 de Dezembro de 2011
melhora significativamente os indicadores de Rendibilidade face ao verificado em 2010, com a
consequente melhoria a nível de retorno do capital investido em relação ao verificado no
exercício anterior.
Tendo em conta que face a 2010 não se verificaram alterações de grande significância nas
grandes rubricas de balanço, torna-se evidente o impacto da melhoria de resultados auferidos
em 2011 e a sua importância na actual conjuntura económica em que se encontra inserida a
SATA Internacional.
70
Aplicação de Resultados
Nos termos das disposições legais e estatutárias, o Conselho de Administração da SATA
Internacional declara que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante na
documentação de prestação de contas foi elaborada em conformidade com as normas
contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira do activo e do passivo, da situação
financeira e dos resultados da SATA Internacional, e que o Relatório de Gestão expõe fielmente
a evolução dos negócios, do desempenho e da posição da Empresa.
Nos termos das disposições em vigor, propõe-se que o Resultado Liquido dos Exercício negativo de 929.568,85 euros – seja transferido para a conta de Resultados Transitados.
Ponta Delgada, 23 de Março 2012
O Conselho de Administração
António José Vasconcelos Franco Gomes de Menezes
(Presidente)
Luisa Maria Estrela Rego Miranda Schanderl
(Administradora)
Isabel Maria dos Santos Barata
(Administradora)
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Glossário
Glossário – Terminologia sector da aviação
ACMI - Aircraft, Crew, Maintenance, and Insurance, voos contratados em que a
transportadora é responsável pelos custos relativos à aeronave, tripulação, manutenção e
seguros;
Agility Award – Prémio atribuído pela multinacional portuguesa OutSystems;
AFTK - Available Freight Tonne Kilometer;
Airbus – Fabricante de aeronaves;
AOC – Air operator certificate;
APA - Agência Portuguesa do Ambiente;
APCER - Associação Portuguesa de Certificação;
ASK - Available Seat Kilometres, número total de lugares disponíveis para venda multiplicado
pelo número de quilómetros voados;
ASQ - American Society for Quality;
ATK - Available Tonne Kilometres, número total de toneladas disponível para passageiros,
carga e correio a multiplicar pelos quilómetros voados;
Bombardier - Fabricante de aeronaves;
Catering - Serviços de terra responsáveis pelo abastecimento de uma aeronave com víveres,
comidas e bebidas utilizadas no serviço de bordo durante o voo;
CELE - Comércio Europeu de Licenças de Emissões;
Charter - Voo reservado por uma agência de viagens, para a deslocação dos seus clientes;
Check-In - Registo que cada passageiro deve realizar no balcão da companhia aérea antes do
embarque;
CO2 - Dióxido de Carbono;
DEP - Dynamic Efficiency Project;
Double Catering – Serviços de abastecimento único de aeronaves para percursos de ida e
volta;
DOT - Direcção de operações terrestres;
DOV – Direcção de operações de voo;
EASA - European Aviation Safety Agency;
ECAC – European Civil Aviation Conference;
ERA - European Regional Airline Association;
72
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Extraleg room seat – Serviço SATA que possibilita a aquisição de um lugar nas filas mais
espaçosas dos aviões;
Handling - serviço de assistência ao passageiro e às aeronaves durante as operações de partida
e chegada no aeroporto;
Happy Flyer - programa de ajuda a todos os que têm medo de voar;
IATA - International Air Transport Association;
ICAO – International Civil Aviation Organization;
INAC - Instituto Nacional de Aviação Civil;
IOSA - IATA Operational Safety Audit;
ISO - International Organization for Standardization;
Jet Fuel – Combustível utilizado nas aeronaves;
Kg – Quilograma;
Load Factor – Coeficiente de Ocupação - RPK dividido pelo ASK;
Mobile Check-in – Serviço SATA que permite fazer o check-in através do telemóvel;
Mobile Boarding pass - Serviço SATA que permite fazer o embarque através do telemóvel;
MOV – Movimento de aeronaves;
Outsystems – Multinacional Portuguesa que reconheceu a SATA;
PAX – Movimento de passageiros;
RPK – Revenue Passenger Kilometres - Número total de passageiros multiplicado pelo número
de quilómetros voados;
SATA SGPS - SATA Sociedade Gestora de Participações Sociais;
SGI - Sistema de Gestão Integrado;
SGQ - Sistema de Garantia da Qualidade;
SMS – Safety Management system;
t – Toneladas;
Táxi - Circulação da aeronave na pista;
TKP - Número total de toneladas transportadas de passageiros, carga e correio a multiplicar
pelo número de quilómetros voado;
TMA – Técnicos de manutenção de aeronaves;
Web check-in - Check-in na internet;
Web Sales – Vendas na Internet;
73
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Website - Sítio electrónico na internet.
Glossário - Terminologia geral
AG – Assembleia Geral;
Back Office – departamentos de suporte à actividade operacional de uma organização;
CA - Conselho de Administração;
Contact Center - Central de Atendimento;
CEO - Chief Executive Officer;
CFO - Chief Financial Officer;
CIO - Chief Information Officer;
Compliance – Conformidade/ cumprimento;
COO - Chief Operating Officer;
C€ - cêntimos de euro;
E-mail - Correio electrónico;
INE - Instituto Nacional de estatística;
Know how - série de conhecimentos, aptidões e técnicas adquiridos por alguém ou por um
grupo, geralmente através da experiência;
Newsletter - Comunicado, normalmente de carácter periódico, contendo informações sobre a
actividade e/ou serviços de uma organização, enviado por correio electrónico aos seus
subscritores;
pp – Pontos percentuais;
R.A.A. – Região Autónoma dos Açores;
R.A.M. - Região Autónoma da Madeira;
RH - Recursos Humanos;
SREA – Serviço Regional de Estatística dos Açores;
Stakeholders – Pessoas/grupos ou entidades com interesses numa organização;
PIB – Produto Interno Bruto;
FMI – Fundo Monetário Internacional.
74
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
PARTE III – Demonstrações Financeiras e Anexos
75
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Sata Internacional - Serviços e Transportes Aéreos, S.A.
BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
ACTIVO
31 Dezembro
2011
31 Dezembro
2010
6
8
10
14.682.571
130.226
3.779.084
18.591.881
13.375.125
262.198
3.651.916
17.289.239
11
9
9
12
9
13
9
4e9
607.909
6.740.159
576.731
170.987
28.127.690
1.534.849
704.287
1.162.143
39.624.755
566.579
6.783.278
368.368
125.560
29.253.473
1.205.940
1.881.600
40.184.798
58.216.636
57.474.037
5.000.000
34.574.469
491.622
329.178
(18.217.115)
(1.034.952)
21.143.202
(929.569)
20.213.633
5.000.000
34.574.469
491.622
329.178
(14.339.708)
(196.159)
25.859.402
(3.877.407)
21.981.995
Notas
ACTIVO NÃO CORRENTE:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Activos por impostos diferidos
Total do activo não corrente
ACTIVO CORRENTE:
Inventários
Clientes
Adiantamentos a fornecedores
Estados e outros entes públicos
Outras contas a receber
Diferimentos
Outros activos financeiros
Caixa e depósitos bancários
Total do activo corrente
Total do activo
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital realizado
Outros instrumentos de capital próprio
Reservas legais
Outras reservas
Resultados transitados
Outras variações no capital próprio
14
14
14
14
Resultado líquido do exercício
Total do capital próprio
14
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Provisões
Financiamentos obtidos
Total do passivo não corrente
PASSIVO CORRENTE:
Fornecedores
Adiantamentos de clientes
Estado e outros entes publicos
Accionistas
Financiamentos obtidos
Documentos pendentes de voo
Diferimentos
Outras contas a pagar
Outros passivos financeiros
Total do passivo corrente
Total do passivo
Total do capital próprio e do passivo
15
7
668.942
2.498.743
3.167.685
1.900.963
3.540.149
5.441.112
16
17
12
16
7
3.12
18
17
16
12.135.848
46.594
963.778
12.130.226
1.046.760
1.362.105
400.610
4.731.131
2.018.266
34.835.318
38.003.003
58.216.636
8.825.626
138.985
875.002
12.064.264
1.038.704
1.479.043
433.531
4.953.604
242.171
30.050.930
35.492.042
57.474.037
O anexo faz parte integrante do balanço em 31 de Dezembro de 2011.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
António Jorge Ferreira da Silva
António José Vasconcelos Franco Gomes de Menezes
(Presidente)
Luísa Maria Estrela Rego Miranda Schanderl
(Administradora)
Isabel Maria dos Santos Barata
(Administradora)
76
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Sata Internacional - Serviços e Transportes Aéreos, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
RENDIMENTOS E GASTOS
Notas
Vendas e serviços prestados
Subsídios à exploração
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
Fornecimentos e serviços externos
Gastos com o pessoal
Imparidade de inventários ((perdas) / reversões)
Imparidade de dívidas a receber ((perdas) / reversões)
Provisões ((aumentos) / reduções)
Outros rendimentos e ganhos
Outros gastos e perdas
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
19
19
11
20
21
11
9
15
22
23
157.754.353
7.169.935
(922.689)
(134.009.950)
(28.421.446)
(220.518)
1.132.020
2.789.618
(2.400.682)
2.870.641
160.780.354
7.237.100
(1.047.064)
(139.904.899)
(29.429.415)
51.564
(281.232)
(791.608)
6.699.107
(3.966.047)
(652.140)
(Gastos) / reversões de depreciação e de amortização
Imparidade de investimentos depreciáveis / amortizáveis ((perdas) / reversões)
Resultado operacional antes de gastos de financiamento e impostos
24
6
(2.433.082)
437.559
(5.806.733)
2.479.665
(3.979.208)
Juros e rendimentos similares obtidos
Juros e gastos similares suportados
25
25
3.471
(1.198.503)
(757.473)
4.213
(169.798)
(4.144.793)
10
(172.096)
(929.569)
267.386
(3.877.407)
(0,930)
(3,877)
Resultado antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do exercício
Resultado líquido do exercício
Resultado por acção básico
2011
2010
O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por naturezas para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2011.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
António Jorge Ferreira da Silva
António José Vasconcelos Franco Gomes de Menezes
(Presidente)
Luísa Maria Estrela Rego Miranda Schanderl
(Administradora)
Isabel Maria dos Santos Barata
(Administradora)
77
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Sata Internacional - Serviços e Transportes Aéreos, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
NOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
Posição no início do exercício de 2010
Aplicação de resultados do exercício findo em 2009
14
Alterações no exercício:
Ajustamentos a instrumentos financeiros de cobertura
14
Capital próprio atribuido aos detentores do capital da empresa mãe
Outros
Outras
instrumentos
variações no
de capital
Reservas
Outras
Resultados
capital
próprio
legais
reservas
transitados
próprio
Capital
realizado
5.000.000
5.000.000
17.446.294
17.446.294
491.622
491.622
329.178
329.178
-
-
-
-
(13.775.131)
(564.577)
(14.339.708)
-
Resultado líquido do exercício de 2010
Resultado integral
Operações com detentores de capital no exercício:
Realização de prestações suplementares
14
Posição no fim do exercício de 2010
Notas
Posição no início do exercício de 2011
Aplicação de resultados do exercício findo em 2010
14
Alterações no exercício:
Ajustamentos a instrumentos financeiros de cobertura
14
5.000.000
17.128.175
17.128.175
34.574.469
491.622
329.178
(14.339.708)
Capital
realizado
5.000.000
5.000.000
34.574.469
34.574.469
491.622
491.622
329.178
329.178
-
-
-
-
(14.339.708)
(3.877.407)
(18.217.115)
-
5.000.000
34.574.469
491.622
329.178
(18.217.115)
Total
(564.577)
564.577
-
(370.060)
(370.060)
-
9.101.287
9.101.287
(370.060)
(370.060)
(370.060)
(3.877.407)
(3.877.407)
(3.877.407)
(4.247.467)
(196.159)
(3.877.407)
17.128.175
17.128.175
21.981.995
Capital próprio atribuido aos detentores do capital da empresa mãe
Outros
Outras
instrumentos
variações no
de capital
Reservas
Outras
Resultados
capital
próprio
legais
reservas
transitados
próprio
Resultado líquido do exercício de 2011
Resultado integral
Posição no fim do exercício de 2011
173.901
173.901
Resultado
líquido do
exercício
(196.159)
(196.159)
Resultado
líquido do
exercício
Total
(3.877.407)
3.877.407
-
(838.793)
(838.793)
-
21.981.995
21.981.995
(838.793)
(838.793)
(838.793)
(929.569)
(929.569)
(929.569)
(1.768.362)
(1.034.952)
(929.569)
20.213.633
O anexo faz parte integrante da demonstração das alterações no capital próprio para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2011.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
António Jorge Ferreira da Silva
António José Vasconcelos Franco Gomes de Menezes
(Presidente)
Luísa Maria Estrela Rego Miranda Schanderl
(Administradora)
Isabel Maria dos Santos Barata
(Administradora)
78
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Sata Internacional - Serviços e Transportes Aéreos, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
(Montantes expressos em Euros)
Notas
2011
2010
FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES OPERACIONAIS:
Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerada pelas operações
(Pagamento) / recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos / (pagamentos)
157.357.625
(132.541.450)
(29.723.655)
159.000.995
(138.623.390)
(29.505.553)
(4.907.480)
(9.127.948)
(151.393)
9.926.989
(125.496)
14.783.196
Fluxos das actividades operacionais [1]
4.868.116
5.529.752
FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
(3.602.960)
(5.661)
(3.608.621)
(5.518.572)
(120.151)
(5.638.723)
3.471
3.471
748
4.213
4.961
Recebimentos provenientes de:
Activos fixos tangíveis
Juros e rendimentos similares
Fluxos das actividades de investimento [2]
(3.605.150)
(5.633.762)
FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Pagamentos respeitantes a:
Financiamentos obtidos
Juros e gastos similares
(1.033.350)
(1.198.503)
(2.231.853)
(1.036.711)
(43.494)
(1.080.205)
Fluxos das actividades de financiamento [3]
(2.231.853)
(1.080.205)
Variação de caixa e seus equivalentes [4]=[1]+[2]+[3]
(968.887)
(1.184.215)
Efeito das diferenças de câmbio
249.430
1.354.948
Caixa e seus equivalentes no início do exercício
4
1.881.600
1.710.867
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício
4
1.162.143
1.881.600
O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2011.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
António Jorge Ferreira da Silva
António José Vasconcelos Franco Gomes de Menezes
(Presidente)
Luísa Maria Estrela Rego Miranda Schanderl
(Administradora)
Isabel Maria dos Santos Barata
(Administradora)
79
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Relatório e Contas 2011
Sata Internacional – Serviços e Transportes
Aéreos, S.A.
Anexo às demonstrações financeiras
em 31 de Dezembro de 2011
(Montantes expressos em Euros)
1 NOTA INTRODUTÓRIA
A Sata Internacional – Serviços e Transportes Aéreos, S.A. (“Empresa” ou “Sata Internacional”) foi
constituida em 10 de Dezembro de 1990, tendo sido designada por Oceanair – Transportes Aéreos
Regionais, S.A. até 20 de Fevereiro de 1998.
A Empresa é uma sociedade anónima, com sede na Avenida Infante D. Henrique, em Ponta Delgada, e que
tem por objecto social a exploração da indústria de transporte aéreo comercial regular e não regular, de
passageiros e respectiva bagagem, carga e correio.
Em Dezembro de 2007, a Empresa ganhou o concurso relativo à exploração das rotas de serviço público
entre o Continente e a Região Autónoma dos Açores e entre esta e a Região Autónoma da Madeira, em
regime de code-share com a TAP para o período compreendido entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de
2008. Subsequentemente, no decurso do mês de Dezembro de 2008, a Empresa ganhou a concessão para o
exercício de 2009, em Maio de 2009 para o exercício de 2010, e em Dezembro de 2010 para o exercício de
2011. Do mesmo modo, a Empresa em Dezembro de 2011 obteve aprovação da candidatura para as
mesmas rotas para o período de 19 de Dezembro de 2011 a 18 de Dezembro de 2012.
Em 31 de Dezembro de 2011, a Empresa operava com: (i) três aviões Airbus A310-304, dois dos quais são
propriedade da Empresa e um em regime de locação operacional; (ii) um avião Airbus A310-325 em
regime de locação financeira; e (iii) mais quatro aviões Airbus A320 em regime de locação operacional.
As demonstrações financeiras anexas são apresentadas em Euros e foram aprovadas pelo Conselho de
Administração, na reunião de 26 Março de 2012. Contudo, as mesmas estão ainda sujeitas a aprovação pela
Assembleia Geral de Accionistas, nos termos da legislação comercial em vigor em Portugal.
O Conselho de Administração entende que estas demonstrações financeiras reflectem de forma verdadeira
e apropriada as operações da Empresa, bem como a sua posição e desempenho financeiros e fluxos de
caixa.
80
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
2 REFERENCIAL CONTABILÍSTICO DE PREPARAÇÃO DAS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no quadro das disposições em vigor em Portugal,
em conformidade com o Decreto-Lei nº 158/2009, de 13 de Julho, e de acordo com a estrutura conceptual,
normas contabilísticas e de relato financeiro e normas interpretativas aplicáveis ao exercício findo em 31 de
Dezembro de 2011, e que se encontram consignadas, respectivamente, nos avisos 15652/2009, 15655/2009
e 15653/2009, de 27 de Agosto de 2009, os quais no seu conjunto constituem o Sistema de Normalização
Contabilística (“SNC”). De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações serão designadas
genericamente por “NCRF”.
3 PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais politicas contabilísticas adoptadas na preparação das demonstrações financeiras anexas são
as seguintes.
3.1 Bases de apresentação
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a
partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, de acordo com as Normas Contabilísticas e de
Relato Financeiro.
3.2 Activos fixos tangíveis
Equipamento de vôo
O equipamento de vôo, adquirido em estado de uso, encontra-se reflectido no balanço ao custo de
aquisição na rubrica “Activos fixos tangíveis – equipamento básico”, o qual inclui o custo de compra,
quaisquer custos directamente atribuíveis às actividades necessárias para colocar os activos na localização
e condições necessárias para operarem de forma pretendida, deduzido de amortizações acumuladas e
perdas por imparidade acumuladas. As amortizações são calculadas sobre o valor de custo de aquisição
deduzido do valor residual (10% do custo), segundo o método das quotas constantes e a partir do momento
em que o bem se encontra em condições de ser utilizado, durante a vida útil estimada e respectivos
componentes, nomeadamente:


Reactores: 8 anos
Trens de aterragem: 9 anos
O valor das componentes é estimado com base no custo a incorrer na grande manutenção, sendo a vida útil
acima indicada o período estimado que decorre entre cada grande manutenção da referida componente.
No decurso do exercício de 2011, a Empresa procedeu à revisão das vidas úteis dos seus componentes
nomeadamente reactores e, decorrente da redução no exercício de 2011 do número de horas de voo e
expectativas futuras da sua manutenção, a mesma foi estendida até à vida útil total de 8 anos (4 a 6 anos
em 31 de Dezembro de 2010).
No caso de aviões adquiridos em estado de uso, é determinado o período remanescente entre a data de
aquisição das aeronaves e o termo da sua vida útil estimada, não ultrapassando os 20 anos como vida útil
total das aeronaves. Em 31 de Dezembro de 2011, os aviões da Empresa encontram-se totalmente
amortizados, excepto o valor residual e parte das grandes manutenções realizadas subsequentemente à
aquisição das aeronaves.
81
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
As despesas de manutenção e reparação (dispêndios subsequentes) que não são susceptíveis de gerar
benefícios económicos futuros adicionais são registadas como gastos no período em que são incorridas.
Atendendo ao facto que os activos fixos relacionados com equipamentos de voo encontram-se
componentizados por grandes classes, quando ocorrer uma grande manutenção dos aviões a mesma é
registada como activo fixo tangível e amortizada durante o período estimado até à realização da próxima
grande manutenção. No caso de a grande manutenção ser antecipada, os valores líquidos contabilísticos da
anterior grande manutenção serão anulados, por contrapartida da demonstração de resultados do
exercício.
Outros activos fixos tangíveis
Os restantes activos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição.
As amortizações são calculadas pelo método das quotas constantes, a partir do momento em que o bem se
encontra em condições de ser utilizado, sendo determinadas em função da vida útil estimada dos activos,
conforme segue:
Anos
de vida útil
Bem
Equipamento básico
Equipamento de transporte
Ferramentas e utensílios
Equipamento administrativo
Outros activos tangíveis
5 - 18
5-7
5 - 12
4 - 10
3 - 20
As vidas úteis e método de amortização dos vários bens são revistos anualmente. O efeito de alguma
alteração a estas estimativas é reconhecido prospectivamente na demonstração dos resultados.
O ganho (ou a perda) resultante da alienação ou abate de um activo fixo tangível é determinado como a
diferença entre o justo valor do montante recebido na transacção ou a receber e a quantia escriturada do
activo e é reconhecido em resultados no período em que ocorre o abate ou a alienação.
3.3 Locações
As locações são classificadas como financeiras sempre que os seus termos transferem substancialmente
todos os riscos e benefícios associados à propriedade do bem para o locatário. As restantes locações são
classificadas como operacionais. A classificação das locações é feita em função da substância e não da
forma do contrato.
Os activos adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes
responsabilidades, são registados no início da locação pelo menor de entre o justo valor dos activos e o
valor presente dos pagamentos mínimos da locação. Os pagamentos de locações financeiras são repartidos
entre encargos financeiros e redução da responsabilidade, de modo a ser obtida uma taxa de juro constante
sobre o saldo pendente da responsabilidade.
Os pagamentos de locações operacionais são reconhecidos como gasto numa base linear durante o período
da locação. Os incentivos recebidos são registados como uma responsabilidade, sendo o montante
82
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
agregado dos mesmos reconhecido como uma redução do gasto com a locação, igualmente numa base
linear.
As rendas contingentes são reconhecidas como gastos do período em que são incorridas.
A Empresa regista como custo do exercício os encargos a incorrer no futuro com revisões gerais dos aviões
em regime de locação operacional, os quais são registados na demonstração de resultados dos exercícios
em função das horas voadas por cada avião, no âmbito do contrato de manutenção, em que é estabelecido o
pagamento de um montante fixo por hora de vôo efectuada pela aeronave (Nota 15).
3.4 Activos intangíveis
Os activos intangíveis que compreendem, essencialmente, licenças informáticas, encontram-se registados
ao custo e são amortizados pelo método das quotas constantes durante um período de três anos.
3.5 Imparidade de activos fixos tangíveis e intangíveis
Em cada data de relato é efectuada uma revisão das quantias escrituradas dos activos fixos tangíveis e
intangíveis da Empresa com vista a determinar se existe algum indicador de que os mesmos possam estar
em imparidade. Se existir algum indicador, é estimada a quantia recuperável dos respectivos activos a fim
de determinar a extensão da perda por imparidade (se for o caso). Quando não é possível determinar a
quantia recuperável de um activo individual, é estimada a quantia recuperável da unidade geradora de
caixa a que esse activo pertence.
A quantia recuperável do activo ou da unidade geradora de caixa consiste no maior de entre (i) o justo
valor deduzido de custos para vender e (ii) o valor de uso. Na determinação do valor de uso, os fluxos de
caixa futuros estimados são descontados usando uma taxa de desconto antes de impostos que reflicta as
expectativas do mercado quanto ao valor temporal do dinheiro e quanto aos riscos específicos do activo ou
da unidade geradora de caixa relativamente aos quais as estimativas de fluxos de caixa futuros não tenham
sido ajustadas.
Sempre que a quantia escriturada do activo ou da unidade geradora de caixa for superior à sua quantia
recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade. A perda por imparidade é registada de imediato na
demonstração dos resultados na rubrica de “Perdas por imparidade”, salvo se tal perda compensar um
excedente de revalorização registado no capital próprio. Neste último caso, tal perda será tratada como um
decréscimo daquela revalorização.
A reversão de perdas por imparidade reconhecidas em exercícios anteriores é registada quando existem
evidências de que as perdas por imparidade reconhecidas anteriormente já não existem ou diminuíram. A
reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica de
“Reversões de perdas por imparidade”. A reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da
quantia que estaria reconhecida (líquida de amortizações) caso a perda não tivesse sido registada.
3.6 Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do exercício registado na demonstração de resultados corresponde à soma
dos impostos correntes com os impostos diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são
registados em resultados, salvo quando os impostos diferidos se relacionam com itens registados
directamente no capital próprio, casos em que são registados no capital próprio.
O imposto corrente a pagar é calculado com base no lucro tributável da Empresa. O lucro tributável difere
do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos gastos e rendimentos que apenas serão dedutíveis
ou tributáveis em outros exercícios, bem como gastos e rendimentos que nunca serão dedutíveis ou
tributáveis.
83
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos activos e passivos para
efeitos de relato contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação. Os activos e os
passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de tributação que se espera estarem
em vigor à data da reversão das correspondentes diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação
(e legislação fiscal) que estejam formalmente emitidas na data de relato.
Os passivos por impostos diferidos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis e os
activos por impostos diferidos são reconhecidos para as diferenças temporárias dedutíveis para as quais
existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para utilizar esses activos por impostos
diferidos, ou diferenças temporárias tributáveis que se revertam no mesmo período de reversão das
diferenças temporárias dedutíveis. Em cada data de relato é efectuada uma revisão dos activos por
impostos diferidos, sendo os mesmos ajustados em função das expectativas quanto à sua utilização futura.
3.7 Inventários
Os inventários são registados ao menor de entre o custo e o valor líquido de realização. Nas situações em
que o valor de custo é superior ao valor líquido de realização, é registado um ajustamento (perda por
imparidade) pela respectiva diferença. As variações do exercício nas perdas por imparidade de inventários
são registadas na rubrica de resultados “Perdas por imparidade em inventários” e “Reversões de
ajustamentos em inventários”.
O método de custeio dos inventários adoptado pela Empresa consiste no custo médio.
3.8 Activos e passivos financeiros
Os activos e os passivos financeiros são reconhecidos no balanço quando a Empresa se torna parte das
correspondentes disposições contratuais, sendo utilizado para o efeito o previsto na NCRF 27 –
Instrumentos financeiros.
Os activos e os passivos financeiros são assim mensurados de acordo com os seguintes critérios: (i) ao
custo ou custo amortizado e (ii) ao justo valor com as alterações reconhecidas na demonstração dos
resultados.
Ao custo ou custo amortizado
São classificados na categoria “ao custo ou custo amortizado” os activos e os passivos financeiros que
apresentem as seguintes características:



Sejam à vista ou tenham uma maturidade definida; e
Tenham associado um retorno fixo ou determinável; e
Não sejam um instrumento financeiro derivado ou não incorporem um instrumento financeiro
derivado.
O custo amortizado é determinado através do método do juro efectivo.
84
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Nesta categoria incluem-se, consequentemente, os seguintes activos e passivos financeiros:
a)
Clientes e outras dívidas de terceiros
Os saldos de clientes e de outras dívidas de terceiros são registados ao custo amortizado deduzido de
eventuais perdas por imparidade. Usualmente, o custo amortizado destes activos financeiros não difere do
seu valor nominal.
As compensações financeiras atribuídas pelo Estado Português para contrapartida das obrigações de
serviço público são reconhecidas no período em que se origina o direito às mesmas e registadas na rubrica
de subsídios à exploração. Estas compensações financeiras são calculadas de acordo com os contratos de
concessão de serviços aéreos regulares entre Ponta Delgada e Lisboa, entre Ponta Delgada e Porto e entre
Ponta Delgada e o Funchal (Nota Introdutória), em função do número de passageiros transportados,
residentes nas Regiões Autónomas.
b)
Caixa e depósitos bancários
Os montantes incluídos na rubrica de “Caixa e depósitos bancários” correspondem aos valores de caixa,
depósitos bancários e depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria.
Estes activos são mensurados ao custo o qual, usualmente, não difere do seu valor nominal.
c)
Outros activos financeiros
Os montantes incluídos em outros activos financeiros correspondem a depósitos a prazo cativos no âmbito
de uma contratualização de instrumentos financeiros derivados de negociação de taxa de câmbio e são
registados ao custo amortizado.
d)
Fornecedores e outras dívidas a terceiros
Os saldos de fornecedores e de outras dívidas a terceiros são registados ao custo amortizado. Usualmente,
o custo amortizado destes passivos financeiros não difere do seu valor nominal
e)
Financiamentos obtidos
Os financiamentos obtidos são registados no passivo ao custo amortizado.
Eventuais despesas incorridas com a obtenção desses financiamentos, assim como os encargos com juros e
despesas similares, são reconhecidas pelo método do juro efectivo em resultados do exercício ao longo do
período de vida desses financiamentos. As referidas despesas incorridas, enquanto não estiverem
reconhecidas, são apresentadas a deduzir à rubrica de ”Financiamentos obtidos”.
f)
Outros passivos financeiros
Os outros passivos financeiros incluem os instrumentos financeiros derivados.
85
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Imparidade de activos financeiros
Os activos financeiros classificados na categoria “ao custo ou custo amortizado” são sujeitos a testes de
imparidade em cada data de relato. Tais activos financeiros encontram-se em imparidade quando existe
uma evidência objectiva de que, em resultado de um ou mais acontecimentos ocorridos após o seu
reconhecimento inicial, os seus fluxos de caixa futuros estimados são afectados.
Para os activos financeiros mensurados ao custo amortizado, a perda por imparidade a reconhecer
corresponde à diferença entre a quantia escriturada do activo e o valor presente dos novos fluxos de caixa
futuros estimados descontados à respectiva taxa de juro efectiva original.
Para os activos financeiros mensurados ao custo, a perda por imparidade a reconhecer corresponde à
diferença entre a quantia escriturada do activo e a melhor estimativa do justo valor do activo.
As perdas por imparidade são registadas em resultados na rubrica “Perdas por imparidade” no período em
que são determinadas.
Subsequentemente, se o montante da perda por imparidade diminui e tal diminuição pode ser
objectivamente relacionada com um acontecimento que teve lugar após o reconhecimento da perda, esta
deve ser revertida por resultados. A reversão deve ser efectuada até ao limite da quantia que estaria
reconhecida (custo amortizado) caso a perda não tivesse sido inicialmente registada. A reversão de perdas
por imparidade é registada em resultados na rubrica “Reversões de perdas por imparidade”. Não é
permitida a reversão de perdas por imparidade registada em investimentos em instrumentos de capital
próprio (mensurados ao custo).
Desreconhecimento de activos e passivos financeiros
A Empresa desreconhece activos financeiros apenas quando os direitos contratuais aos seus fluxos de caixa
expiram, ou quando transfere para outra entidade os activos financeiros e todos os riscos e benefícios
significativos associados à posse dos mesmos. São desreconhecidos os activos financeiros transferidos
relativamente aos quais a Empresa reteve alguns riscos e benefícios significativos, desde que o controlo
sobre os mesmos tenha sido cedido.
A Empresa desreconhece passivos financeiros apenas quando a correspondente obrigação seja liquidada,
cancelada ou expire.
Instrumentos financeiros derivados e contabilidade de cobertura
Os instrumentos financeiros derivados são registados inicialmente pelo seu justo valor na data em que são
contratados. Em cada data de relato são mensurados ao justo valor, sendo o correspondente ganho ou
perda de remensuração registado de imediato em resultados, salvo se for instrumentos financeiros
designados como instrumentos de cobertura. Quando forem designados como instrumentos de cobertura,
o correspondente ganho ou perda de remensuração deve ser registado em resultados quando a posição
coberta afectar resultados.
Um instrumento financeiro derivado com um justo valor positivo é reconhecido como um activo financeiro
na rubrica “Outros activos financeiros”. Um instrumento financeiro derivado com um justo valor negativo
é reconhecido como um passivo na rubrica “Outros passivos financeiros”.
A Empresa designa como instrumento de cobertura instrumentos financeiros derivados, no âmbito de
operações de cobertura dos riscos de exposição à variabilidade de taxa de juro, do risco cambial e do risco
de preços de mercadorias (jet fuel) no âmbito de um compromisso ou de uma transacção futura de elevada
probabilidade, relativo aos contratos por si celebrados directamente ou por intermédio do seu accionista.
86
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Os critérios para a aplicação das regras de contabilidade de cobertura são os seguintes:



Adequada documentação da operação de cobertura;
O risco a cobrir é um dos riscos descritos na NCRF 27 – Instrumentos financeiros;
É esperado que as alterações no justo valor ou fluxos de caixa do item coberto, atribuíveis ao risco a
cobrir, sejam praticamente compensadas pelas alterações no justo valor do instrumento de cobertura.
No início da operação da cobertura, a Empresa documenta a relação entre o instrumento de cobertura e o
item coberto, os seus objectivos e estratégia de gestão do risco e a sua avaliação da eficácia do instrumento
de cobertura a compensar variações nos justos valores e fluxos de caixa do item coberto.
Cobertura de risco de variabilidade de taxa de juro, risco cambial, risco de preço de
mercadorias no âmbito de um compromisso ou de uma transacção futura de elevada
probabilidade e risco de investimento líquido numa operação estrangeira
As variações no justo valor dos instrumentos financeiros derivados designados como instrumento de
cobertura no âmbito de cobertura de risco de variabilidade de taxa de juro, risco cambial, risco de preço de
mercadorias no âmbito de um compromisso ou de uma transacção futura de elevada probabilidade e risco
de investimento líquido numa operação estrangeira são registadas no capital próprio na rubrica “Outras
reservas”. Tais ganhos ou perdas registados em “Outras variações no capital próprio” são reclassificados
para resultados nos períodos em que o item coberto afectar resultados, sendo apresentados na linha
afectada pelo item coberto.
A contabilidade de cobertura é descontinuada quando a Empresa revoga a relação de cobertura, quando o
instrumento de cobertura expira, é vendido, ou é exercido, ou quando o instrumento de cobertura deixa de
se qualificar para a contabilidade de cobertura. Qualquer montante registado em “Outras variações no
capital próprio” apenas é reclassificado para resultados quando a posição coberta afectar resultados.
Quando a posição coberta consistir numa transacção futura e não for expectável que a mesma ocorra,
qualquer montante registado em “Outras variações no capital próprio” é de imediato reclassificado para
resultados.
3.9 Transacções e saldos em moeda estrangeira
As transacções em moeda estrangeira (moeda diferente da moeda funcional da Empresa) são registadas às
taxas de câmbio das datas das transacções. Em cada data de relato, as quantias escrituradas dos itens
monetários denominados em moeda estrangeira são actualizadas às taxas de câmbio dessa data. As
quantias escrituradas dos itens não monetários registados ao justo valor denominados em moeda
estrangeira são actualizadas às taxas de câmbio das datas em que os respectivos justos valores foram
determinados. As quantias escrituradas dos itens não monetários registados ao custo histórico
denominados em moeda estrangeira não são actualizadas.
As diferenças de câmbio resultantes das actualizações atrás referidas são registadas na demonstração dos
resultados do período em que são geradas.
Os activos e passivos expressos em moeda estrangeira em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, foram
convertidos para Euros utilizando as taxas câmbio vigentes na data de relato, conforme segue:
USD
GBP
CAD
87
2011
2010
0,7732
1,1922
0,7569
0,7493
1,1609
0,7498
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
3.10 Provisões
São reconhecidas provisões apenas quando a Empresa tem uma obrigação presente (legal ou implícita)
resultante dum acontecimento passado, é provável que para a liquidação dessa obrigação ocorra uma saída
de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado.
O montante reconhecido das provisões consiste no valor presente da melhor estimativa na data de relato
dos recursos necessários para liquidar a obrigação. Tal estimativa é determinada tendo em consideração os
riscos e incertezas associados à obrigação.
As provisões são revistas na data de relato e são ajustadas de modo a reflectirem a melhor estimativa a essa
data.
As obrigações presentes que resultam de contratos onerosos são reconhecidas e mensuradas como
provisões. Existe um contrato oneroso quando a Empresa é parte integrante das disposições de um
contrato ou acordo, cujo cumprimento tem associados custos que não é possível evitar, os quais excedem
os benefícios económicos derivados do mesmo.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo divulgados sempre
que a possibilidade de existir uma saída de recursos englobando benefícios económicos não seja remota. Os
activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo divulgados quando for
provável a existência de um influxo económico futuro de recursos.
3.11 Programa de passageiro frequente “Sata Imagine”
A Empresa segue o procedimento de, em condições definidas e com base nos voos efectuados, atribuir
milhas aos clientes aderentes ao programa de fidelização denominado por “Sata Imagine”, as quais podem,
posteriormente, ser por estes utilizados na realização de voos com condições preferenciais, nomeadamente,
tarifas reduzidas. Com base no número de milhas atribuídas e não utilizadas nem caducadas no final de
cada exercício, e na valorização unitária atribuída pela entidade gestora deste programa de fidelização, a
Empresa regista uma provisão correspondente à estimativa do justo valor das responsabilidades a incorrer
com a facilitação destas condições preferenciais aos clientes aderentes.
3.12 Rédito
O rédito é mensurado pelo justo valor da contraprestação recebida ou a receber. O rédito a reconhecer é
deduzido do montante estimado de devoluções, descontos e outros abatimentos. O rédito reconhecido não
inclui IVA e outros impostos liquidados relacionados com a venda.
O rédito proveniente da venda de bens é reconhecido quando todas as seguintes condições são satisfeitas:





Os riscos e vantagens significativos associados à propriedade dos bens foram transferidos para o
comprador;
A Empresa não mantém qualquer controlo sobre os bens vendidos;
O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a Empresa;
Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com fiabilidade.
88
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
O rédito proveniente da prestação de serviços é reconhecido com referência à fase de acabamento da
transacção/serviço à data de relato, desde que todas as seguintes condições sejam satisfeitas:




O montante do rédito pode ser mensurado com fiabilidade;
É provável que benefícios económicos futuros associados à transacção fluam para a Empresa;
Os custos incorridos ou a incorrer com a transacção podem ser mensurados com fiabilidade;
A fase de acabamento da transacção/serviço à data de relato pode ser mensurada com fiabilidade.
O rédito de juros é reconhecido utilizando o método do juro efectivo, desde que seja provável que
benefícios económicos fluam para a Empresa e o seu montante possa ser mensurado com fiabilidade.
Reconhecimento da receita de transportes
O valor de venda do transporte de passageiros é, no momento da venda, registado como um passivo na
rubrica de “Documentos pendentes de vôo”. Quando o transporte é efectuado, o valor de venda é
transferido da rubrica de “Documentos pendentes de vôo” para receitas do exercício, se prestado pela
Empresa, ou transferido para uma conta a pagar, caso o transporte seja efectuado por outra companhia
aérea.
Compensações financeiras obtidas como contrapartida de serviço público
As compensações financeiras atribuídas pelo Estado Português para contrapartida das obrigações de
serviço público são reconhecidas no período em que se origina o direito às mesmas e registadas na rubrica
de subsídios à exploração. Estas compensações financeiras são calculadas de acordo com os contratos de
concessão de serviços aéreos regulares entre Ponta Delgada e Lisboa, entre Ponta Delgada e Porto e entre
Ponta Delgada e o Funchal (Nota Introdutória), em função do número de passageiros transportados,
residentes nas Regiões Autónomas.
Estas compensações apenas são reconhecidas quando existe uma certeza razoável de que a Empresa
cumpre com as condições de atribuição das mesmas e de que estas irão ser recebidas.
3.13 Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são geralmente reconhecidos como gastos
à medida que são incorridos.
3.14 Juízos de valor críticos e principais fontes de incerteza associadas a
estimativas
Na preparação das demonstrações financeiras anexas foram efectuados juízos de valor e estimativas e
utilizados diversos pressupostos que afectam as quantias relatadas de activos e passivos, assim como as
quantias relatadas de rendimentos e gastos do período.
As estimativas e os pressupostos subjacentes foram determinados com base no melhor conhecimento
existente à data de aprovação das demonstrações financeiras dos eventos e transacções em curso, assim
como na experiência de eventos passados e/ou correntes. Contudo, poderão ocorrer situações em períodos
subsequentes que, não sendo previsíveis à data de aprovação das demonstrações financeiras, não foram
consideradas nessas estimativas. As alterações às estimativas que ocorram posteriormente à data das
demonstrações financeiras serão corrigidas de forma prospectiva. Por este motivo e dado o grau de
incerteza associado, os resultados reais das transacções em questão poderão diferir das correspondentes
estimativas.
89
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Os principais juízos de valor e estimativas efectuadas na preparação das demonstrações financeiras anexas
foram os seguintes:
a)
Provisões:
i. A Empresa é uma parte constituinte de alguns processos judiciais em curso, referentes a
responsabilidades perante terceiros, para os quais, com base na opinião dos seus advogados,
efectua um julgamento para determinar se deve ser registada uma provisão para essas mesmas
responsabilidades;
ii.
Relativamente ao programa de fidelização de clientes “Clube Sata”, é constituída uma
responsabilidade referente aos encargos estimados com a acumulação de milhas no cartão, na
medida que permite ao detentor do mesmo a acumulação de pontos de acordo com as viagens por
si efectuadas.
b)
Perdas por imparidade de contas a receber – são calculadas tendo em consideração o risco global de
cobrança dos saldos a receber.
c)
Perdas por imparidade de inventários – são calculadas tendo por base a diferença entre o valor de
custo e o respectivo valor de realização, nos casos em que este é inferior ao custo na data do balanço.
d)
Perdas por imparidade de equipamento de voo e componentes – anualmente são realizadas análises à
diferença entre o valor líquido contabilístico das aeronaves e seus componentes, e o respectivo valor de
mercado, no sentido de determinar potenciais perdas de imparidade.
e)
Instrumentos financeiros derivados – os instrumentos financeiros utilizados pela Empresa são
avaliados no final do exercício, obtendo-se o valor de mercado dos mesmos.
f)
Comissões – respeitam a comissões pagas a agentes, no final de cada ano, com base no volume de
vendas desses agentes, pelo que cabe à Empresa avaliar no final de cada exercício qual a
responsabilidade perante terceiros, relativamente a comissões a liquidar no futuro.
g)
Activos por impostos diferidos – Anualmente é realizada a avaliação se as situações geradoras de
activos por impostos diferidos, nomeadamente prejuízos fiscais reportáveis, são recuperáveis no
futuro. Caso sejam, são registados os respectivos activos por impostos diferidos.
3.15 Especialização de exercícios
A Empresa regista os seus rendimentos e gastos de acordo com o princípio da especialização de exercícios,
pelo qual os rendimentos e gastos são reconhecidos à medida que são gerados, independentemente do
momento do respectivo recebimento ou pagamento. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e
os correspondentes rendimentos e gastos gerados são registadas como activos ou passivos.
3.16 Acontecimentos subsequentes
Os acontecimentos após a data do balanço que proporcionem informação adicional sobre condições que
existiam à data do balanço (“adjusting events” ou acontecimentos após a data do balanço que dão origem a
ajustamentos) são reflectidos nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que
proporcionem informação sobre condições que ocorram após a data do balanço (“non adjusting events” ou
acontecimentos após a data do balanço que não dão origem a ajustamentos) são divulgados nas
demonstrações financeiras, se forem considerados materiais.
90
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
4 FLUXOS DE CAIXA
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, caixa e seus equivalentes inclui numerário, depósitos
bancários imediatamente mobilizáveis (de prazo inferior ou igual a três meses) e aplicações de tesouraria
no mercado monetário, líquidos de descobertos bancários e de outros financiamentos de curto prazo
equivalentes. Caixa e seus equivalentes em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 têm a seguinte composição:
2011
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis (Nota 9)
5 ALTERAÇÕES
DE
POLÍTICAS
CORRECÇÕES DE ERROS
1.162.143
1.162.143
2010
1.881.600
1.881.600
CONTABILÍSTICAS
E
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, não ocorreram quaisquer alterações
às políticas contabilísticas, nem identificados e corrigidos erros materiais.
6 ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 o movimento ocorrido na quantia
escriturada dos activos fixos tangíveis, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e perdas por
imparidade acumuladas, foi o seguinte:
Equipam.
básico
2011
Equipam. Ferramentas
de
e
transporte
utensílios
Outros
Activo fixos
Equipam. activos fixos
em
administ.
tangíveis
curso
Activos
Saldo inicial
Aquisições
Transferências e abates
Saldo final
46.905.420
2.267.384
49.172.804
177.242
21.063
198.305
77.046
77.046
928.748
62.266
(10.574)
980.440
752.585
11.754
Amortizações acumuladas e
perdas por imparidade
Saldo inicial
Amortizações do exercício (Nota 24)
Transferências e abates
Saldo final
33.722.769
2.190.803
35.913.572
140.197
13.794
153.991
77.046
77.046
779.348
84.129
(10.509)
852.968
746.556
6.723
753.279
Activos líquidos
13.259.232
44.314
-
127.472
11.060
91
764.339
Total
- 48.841.041
1.240.493 3.602.960
(10.574)
1.240.493 52.433.427
- 35.465.916
- 2.295.449
(10.509)
- 37.750.856
1.240.493 14.682.571
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Relatório e Contas 2011
Equipam.
básico
2010
Equipam. Ferramentas
de
e
transporte
utensílios
Outros
Equipam. activos fixos
administ.
tangíveis
Total
Activos
Saldo inicial
Aquisições
Transferências e abates
Saldo final
41.551.986
5.353.434
46.905.420
177.242
177.242
77.046
77.046
867.862
67.192
(6.306)
928.748
752.104 43.426.240
481 5.421.107
(6.306)
752.585 48.841.041
Amortizações acumuladas e
perdas por imparidade
Saldo inicial
Amortizações do exercício (Nota 24)
Perdas por imparidade do exercício
Alienações
Transferências e abates
Saldo final
30.677.168
5.525.266
(2.479.665)
33.722.769
128.407
11.790
140.197
77.046
77.046
667.065
117.841
(5.558)
779.348
707.146 32.256.832
39.410 5.694.307
- (2.479.665)
(5.558)
746.556 35.465.916
Activos líquidos
13.182.651
37.045
-
149.400
6.029 13.375.125
O aumento da rubrica “Equipamento básico” no exercício de 2011, no montante de 2.267.384 Euros,
respeita, essencialmente: (i) à capitalização de grandes reparações referentes a inspecções estruturais e
trust das aeronaves A310-304 CS-TKN, A310-304 CS-TGV e A310-304 CS-TGU, nos montantes de,
aproximadamente, 940.000 Euros, 551.000 Euros e 197.000 Euros respectivamente; e (ii) à aquisição de
equipamentos sobressalentes, no montante de, aproximadamente, 300.000 Euros.
A rubrica “Activos fixos em curso” em 31 de Dezembro de 2011, no montante de 1.240.493 Euros, respeita à
grande reparação de um reactor, a qual se encontrava em curso no fecho do exercício.
O aumento da rubrica “Equipamento básico” no exercício de 2010, no montante de 5.353.434 Euros,
respeita, essencialmente: (i) à capitalização de grande reparação de dois reactores, das aeronaves A310304 CS-TGU e A310-304 CS-TGV, nos montantes de, aproximadamente, 1.950.000 Euros e 2.235.000
Euros, respectivamente; e (ii) à realização da inspecção C14 à aeronave A310-304 CS-TGU, no montante
de, aproximadamente, 600.000 Euros.
A Empresa tem por política registar perdas de imparidade às aeronaves quando o valor líquido
contabilístico no fecho de cada exercício é inferior ao respectivo valor de mercado, pelo que em 31 de
Dezembro de 2009 existiam perdas por imparidade registadas no montante de 2.849.608 Euros (429.561
Euros registados no exercício findo naquela data), as quais foram revertidas no exercício de 2010 no
montante de 2.479.665 Euros e registadas na rubrica “Imparidade de investimentos
depreciáveis/amortizáveis (perdas/reversões)”, por não se verificar aquela condição.
Conforme indicado na Nota 3.2, no decurso do exercício de 2011, a Empresa procedeu à revisão das vidas
úteis dos seus componentes, nomeadamente reactores e, decorrente da redução no exercício de 2011 do
número de horas de voo e expectativas futuras da sua manutenção, a mesma foi estendida até à vida útil
total de 8 anos (4 a 6 anos em 31 de Dezembro de 2010). O efeito da alteração das vidas úteis no decurso do
exercício de 2011 correspondeu a uma diminuição dos gastos do exercício, no montante de,
aproximadamente, 1.000.000 Euros.
92
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
7 LOCAÇÕES
Em 31 de Dezembro de 2011, a Empresa operava com aviões em regime de locação operacional e financeira
nos termos dos contratos que de seguida se descrevem:
O contrato de leasing operacional do avião A320 (CS-TKJ) foi iniciado em 4 de Maio de 2004, e expirou em
Maio de 2008, o qual foi prorrogado por mais 3 anos, até Maio de 2010, e posteriormente prorrogado para
Maio de 2012. Tal contrato estabelece o pagamento de rendas mensais acrescidas de uma reserva de
manutenção por hora de vôo, não existindo opção de compra no fim do contrato. Para garantia deste
contrato a Empresa efectuou um depósito de caução a favor da ILFC no montante de 540.000 USD (Nota
9).
Em Março de 2004, a Empresa assinou um contrato de aluguer operacional de dois novos aviões A320
(“CS-TKK e CS-TKL”) com a ILFC, para substituição dos dois Boeing da frota existente na altura, que
entraram ao serviço da Empresa em Abril de 2005.
No decurso do exercício de 2010, a posição contratual do avião A320 CS-TKL passou da ILFC para a
Macquarie, tendo o contrato sido prorrogado até Maio de 2013. Para garantia deste contrato, a Empresa
efectuou um depósito de caução a favor da Macquarie no montante de 605.000 USD (Nota 9).
Relativamente ao avião CS-TKK, o contratado foi prorrogado até Abril de 2013 pela ILFC, tendo a Empresa
efectuado um depósito de caução a favor da ILFC no montante de 600.000 USD (Nota 9).
Em Maio de 2005 a Empresa assinou um contrato de aluguer operacional de um avião A310-304 (CSTKM”), que expirou em Maio de 2008, o qual foi objecto de prorrogações até Novembro de 2012, e
estabelece o pagamento de rendas mensais acrescidas de uma reserva de manutenção por hora do voo, não
existindo opção de compra no fim do contrato. Para garantia deste contrato a Empresa apresentou um
depósito de caução a favor da ILFC no montante de 360.000 USD (Nota 9).
Em Maio de 2007 a Empresa adquiriu à Austrian Airlines um Airbus A310-325 (“CS-TKN”), tendo no
mesmo momento realizado a venda do activo seguido de relocação com a instituição Totta Leasing,
operação que não gerou qualquer ganho / perda para a Empresa. O contrato de locação celebrado com o
Totta Leasing tem termo em Maio de 2015, tendo a Empresa registado o mesmo como locação financeira.
Em Maio de 2009 a Empresa assinou um contrato de aluguer operacional de um avião A320 (“CS-TKO”),
por um período de seis anos. Para garantia deste contrato a Empresa apresentou um depósito de caução a
favor da ILFC no montante de 1.100.000 USD (Nota 9).
Locações financeiras
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a Empresa é locatária num contrato de locação financeira relacionado
com a aeronave A310-304 TKN, o qual se encontra denominado em Euros. Tal bem detido em regime de
locação financeira é detalhado conforme segue:
Custo
Equipamento básico
17.850.079
17.850.079
93
2011
Amortiz./
perdas imp.
acumuladas
(12.482.489)
(12.482.489)
2010
Quantia
escriturada
5.367.590
5.367.590
Quantia
escriturada
5.938.513
5.938.513
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Os pagamentos mínimos da locação financeira em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 são detalhados
conforme se segue:
Valor presente dos
pagamentos mínimos
2011
2010
(Nota 16)
(Nota 16)
Pagamentos mínimos
Até 1 ano
Entre 1 ano e 5 anos
2011
2010
1.088.692
2.521.609
3.610.301
1.080.736
3.602.298
4.683.034
1.046.760
2.498.743
3.545.503
1.038.704
3.540.148
4.578.853
No decurso do exercício findo em 2011 e 2010 foram efectuados pagamentos no total de 1.087.326 Euros e
1.073.116 Euros, respectivamente, sendo que tais valores compreendem o pagamento de capital e juros.
Locações operacionais
Os pagamentos mínimos das locações operacionais em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 são detalhados
conforme se segue:
2011
Pagamentos mínimos não canceláveis
Montante (USD)
Airbus A310
Até 1 ano
Entre 1 ano e 5 anos
660.000
660.000
Airbus A320
11.583.000
12.991.000
24.574.000
Euros
2010
Euros
Total
Total
Total
12.243.000
12.991.000
25.234.000
9.466.532
10.044.901
19.511.433
11.245.699
18.458.738
29.704.437
O gasto relacionado com locações operacionais reconhecido nos exercícios findos em 31 de Dezembro 2011
e 2010 é detalhado conforme se segue:
Gasto do período
2011
2010
(EUR)
(EUR)
Pagamentos mínimos
9.771.758
9.771.758
Os montantes acima detalhados respeitam à renda mensal paga pela Empresa aos locadores.
94
10.926.049
10.926.049
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
8 ACTIVOS INTANGÍVEIS
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 o movimento ocorrido na quantia
escriturada dos activos intangíveis, bem como nas respectivas amortizações acumuladas e perdas por
imparidade, foi o seguinte:
2011
Outros
Programas
activos
computador intangíveis
Total
Activos
Saldo inicial
Aquisições
Saldo final
308.309
5.661
313.970
97.140
97.140
405.449
5.661
411.110
Amortizações acumuladas e
perdas por imparidade
Saldo inicial
Amortizações do exercício (Nota 24)
Saldo final
129.759
105.253
235.012
13.492
32.380
45.872
143.251
137.633
280.884
78.958
51.268
130.226
Activos líquidos
2010
Outros
Programas
activos
computador intangíveis
Total
Activos
Saldo inicial
Aquisições
Saldo final
285.297
23.012
308.309
97.140
97.140
285.297
120.151
405.448
Amortizações acumuladas e
perdas por imparidade
Saldo inicial
Amortizações do exercício (Nota 24)
Saldo final
Activos líquidos
30.824
98.934
129.759
178.550
13.492
13.492
83.648
30.824
112.426
143.250
262.198
Relativamente aos intangíveis, as respectivas amortizações foram calculadas de acordo com as vidas úteis
estimadas de 3 anos.
95
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
9-ACTIVOS FINANCEIROS
Categorias de activos financeiros
As categorias de activos financeiros em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 são detalhadas conforme se segue:
ACTIVOS FINANCEIROS
Disponibilidades:
Caixa e depósitos bancários (Nota 4)
Activos financeiros ao custo:
Clientes
Adiantamentos a fornecedores
Outras contas a receber
Outros activos financeiros
Quantia
bruta
2011
Perdas por
imparidade
acumuladas
Quantia
escriturada
líquida
-
1.162.143
1.162.143
1.881.600
1.881.600
6.740.159
576.731
28.127.690
704.287
36.148.867
37.311.010
7.420.629
368.368
29.253.473
37.042.470
38.924.070
1.162.143
1.162.143
7.445.178
576.731
28.127.690
704.287
36.853.886
38.016.029
(705.019)
(705.019)
(705.019)
Quantia
bruta
2010
Perdas por
imparidade
acumuladas
Quantia
escriturada
líquida
-
1.881.600
1.881.600
(637.351)
(637.351)
(637.351)
6.783.278
368.368
29.253.473
36.405.119
38.286.719
Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica “Outros activos financeiros” no montante de 704.287 Euros,
respeita a um depósito a prazo cativo, o qual foi obtido numa operação de contratação de instrumentos
financeiros derivados de negociação de taxa de câmbio, como prémio da operação e que apenas poderá ser
movimentado com o termo da mesma, a qual terminará em Dezembro de 2012.
Clientes e outras contas a receber
Em 31 de Dezembro de 2011 e em 2010 as contas a receber da Empresa apresentavam a seguinte
composição:
2011
Quantia
bruta
Correntes:
Clientes
Adiantamentos a fornecedores
Outras contas a receber:
Direcção Geral do Tesouro
Voos regulares e reencaminhamentos
ILFC
ATA - Associação Turismo dos Açores
TAP
Macquire (Nota 7)
Empresas do grupo (Nota 26)
IVA Intracomunitário
IVA Canadá
Açoreana Seguros
Irving Oil
Outras
Imparidade
acumulada
2010
Quantia
escriturada
líquida
Quantia
bruta
Imparidade
acumulada
Quantia
escriturada
líquida
7.445.178
576.731
8.021.909
(705.019)
(705.019)
6.740.159
576.731
7.316.890
7.420.629
368.368
7.788.997
(637.351)
(637.351)
6.783.278
368.368
7.151.646
18.472.787
4.556.076
1.676.627
641.009
475.093
817.419
415.402
121.782
60.565
890.930
28.127.690
36.149.599
(705.019)
18.472.787
4.556.076
1.676.627
641.009
475.093
817.419
415.402
121.782
60.565
890.930
28.127.690
35.444.580
18.867.192
3.699.602
904.300
637.478
452.407
2.625.308
324.674
142.714
595.766
227.165
776.867
29.253.473
37.042.470
(637.351)
18.867.192
3.699.602
904.300
637.478
452.407
2.625.308
324.674
142.714
595.766
227.165
776.867
29.253.473
36.405.119
96
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o montante a receber da Direcção Geral do Tesouro tem a seguinte
composição:
2011
Compensações financeiras referentes ao serviço público prestado no exercício de 2011:
Reencaminhamentos (Nota 19)
Voos regulares (Nota 19)
Codeshare - TAP
Compensações financeiras referentes ao serviço público prestado no exercício de 2010:
Reencaminhamentos (Nota 19)
Voos regulares (Nota 19)
Codeshare - TAP
Compensações financeiras referentes ao serviço público prestado no exercício de 2009:
Reencaminhamentos
Voos regulares
Codeshare - TAP
2010
3.584.999
6.000.000
1.993.873
11.578.871
-
2.402.711
4.181.647
309.558
6.893.916
3.921.864
6.760.000
1.346.943
12.028.807
18.472.787
2.702.200
2.365.270
1.770.915
6.838.385
18.867.192
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o saldo a receber da ILFC nos montantes de 4.556.076 Euros e
3.699.602 Euros, respectivamente, compreende: (i) depósitos de caução entregues pela Empresa como
garantias dos contratos de leasing operacional, no montante de 2.600.00 USD (2.041.723 Euros em 2011 e
1.994.208 Euros); e (ii) valores adiantados pela Empresa referentes a reservas de manutenção, nos
montantes de 2.514.353 Euros e 1.705.394 Euros, respectivamente.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o saldo a receber da ATA – Associação do Turismo dos Açores, nos
montantes de 1.676.627 Euros e 904.300 Euros, respectivamente, respeita ao valor pendente de receber de
incentivos obtidos daquela instituição para algumas rotas realizadas pela Empresa na Europa,
nomeadamente para Suécia, Dinamarca e Inglaterra (Nota 19).
Em 31 de Dezembro de 2011, o saldo com a TAP no montante de 641.009 Euros respeita a facturas da TAP
relacionadas com bilhetes emitidos pela Sata e voados na TAP, que aguardam conferência, para posterior
abate de documentos pendentes de voo.
Em 31 de Dezembro de 2010, o saldo a receber da Açoreana Seguros no montante de
595.766 Euros, respeita a custos incorridos pela Empresa com a manutenção realizada na aeronave TKO,
após um acidente ao aterrar em Ponta Delgada, os quais foram recebidos no decurso do exercício findo em
31 de Dezembro de 2011.
Perdas de imparidade
A evolução das perdas por imparidade acumuladas de contas a receber nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2011 e 2010 é detalhada conforme se segue:
2011
Saldo
inicial
Clientes
637.351
637.351
Aumentos
220.518
220.518
2010
Reversões
Utilizações
-
(152.851)
(152.851)
97
Saldo
final
705.019
705.019
Saldo
inicial
382.385
382.385
Aumentos Reversões Utilizações
348.726
348.726
(67.494)
(67.494)
(26.266)
(26.266)
Saldo
final
637.351
637.351
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
O efeito líquido dos aumentos e reversões nos montantes de 220.518 Euros e 281.232 Euros, em 31 de
Dezembro de 2011 e 2010, respectivamente, foi registado na demonstração de resultados por naturezas na
rubrica “Imparidade de dívidas a receber ((perdas) / reversões)”.
10-IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO
A Empresa encontra-se sujeita a Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas (IRC) à taxa de 17,5%,
acrescida em 1,5% sobre o lucro tributável pela aplicação da derrama, resultando numa taxa de imposto
agregada de 19%, e que pode ser elevada em 2,5% sobre a parte do lucro tributável que seja superior a
2.000.000 Euros.
No apuramento da matéria colectável, a qual é aplicável a referida taxa de imposto, são adicionados e
subtraídos aos resultados contabilísticos montantes não aceites fiscalmente. Estas diferenças entre o
resultado contabilístico e o fiscal podem ser de natureza temporária ou permanente.
Nos termos do artigo 88º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas a Empresa
encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas
previstas no artigo mencionado.
O gasto com impostos sobre o rendimento em 31 de Dezembro de 2011 e em 31 de Dezembro de 2010 é
detalhado conforme se segue:
2011
Imposto corrente e ajustamentos:
Imposto corrente do exercício (Nota 12)
Ajustamentos a impostos correntes de períodos anteriores
Impostos diferidos:
Impostos diferidos relacionados com a origem/reversão de diferenças temporárias
Gasto com impostos sobre o rendimento
2010
80.000
22.510
102.510
80.000
11.720
91.720
69.586
172.096
(359.106)
(267.386)
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a reconciliação entre o gasto de imposto e o produto de lucro
contabilístico multiplicado pela taxa de imposto aplicável, como segue:
2011
2010
Resultado antes de imposto
(685.232) (4.144.793)
Diferenças permanentes:
Benefícios fiscais
Provisões não aceites fiscalmente
Ajustamentos não aceites fiscalmente
Outros
(749.000)
(125.197)
-
Diferenças temporárias:
Provisões não aceites fiscalmente
Ajustamentos não aceites fiscalmente
Instrumentos financeiros derivados
Lucro tributável / (Prejuízo fiscal reportável)
(748.066)
86.649
(416.264)
(44.678)
(835.879)
(668.205)
(270.942) (2.578.668)
740.579
(1.925.671) (8.514.025)
Tributação autónoma
Ajustamentos relativos ao imposto de exercícios anteriores
Total de imposto corrente e ajustamentos
98
80.000
22.510
102.510
80.000
11.720
91.720
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 os prejuízos fiscais reportáveis ascendiam a 29.509.693 Euros e
27.134.648 Euros, respectivamente e detalham-se como segue:
2011
Montante
Gerados
Gerados
Gerados
Gerados
em
em
em
em
2008
2009
2010
2011
13.777.514
4.843.109
8.963.399
1.925.671 (a)
29.509.693
2010
Data
31-12-2014
31-12-2015
31-12-2014
31-12-2015
Montante
13.777.514
4.843.109
8.514.025 (a)
27.134.648
Data
31-12-2014
31-12-2015
31-12-2014
(a) – Valor estimado.
No exercício de 2010, a Empresa não procedeu ao registo de activos por impostos diferidos relativos ao
prejuízo fiscal gerado no exercício de 2010, por ser entendimento da Administração da Empresa que o
mesmo poderá não vir a ser recuperado durante o seu período de reporte (até 31 de Dezembro de 2014).
Por outro lado, no exercício de 2010 foi registado o activo por imposto diferido relativo ao prejuízo fiscal
reportável de 2009, no montante de 4.843.109 Euros, dado ser entendimento da Administração da
Empresa, suportada nas projecções por si realizadas com referência ao fecho do exercício
findo em 31 de Dezembro de 2010, que será recuperado durante o período de reporte,
nomeadamente através da implementação de um plano de redução de custos, o qual se
encontra em curso. Tal activo por imposto diferido não havia sido registado em 31 de
Dezembro de 2009, por não existir àquela data, expectativa de recuperação do prejuízo,
dentro do período de reporte (até 31 de Dezembro de 2015).
Em 31 de Dezembro de 2011, o valor dos prejuízos fiscais reportados para os quais a
Empresa registou activos por impostos diferidos ascende a 18.540.429 Euros.
Impostos diferidos
O detalhe dos activos e passivos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, de acordo com
as diferenças temporárias que os geraram, é conforme se segue:
Activos por impostos diferidos
2011
2010
Prejuízos fiscais reportáveis
Provisões não aceites fiscalmente
Instrumentos financeiras:
De cobertura (Nota 14)
De negociação
Ajustamentos não aceites fiscalmente
99
3.244.575
127.099
3.244.570
285.916
242.761
140.710
23.939
3.779.084
46.012
75.418
3.651.916
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
O movimento ocorrido nos activos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2011 e 2010 foi como se segue:
2011
Activos por
Passivos por
impostos
impostos
diferidos
diferidos
Saldo inicial
Efeito em resultados:
Prejuízos fiscais reportáveis
Provisões não aceites fiscalmente
Instrumentos financeiros derivados de negociação
Ajustamentos não aceites fiscalmente
3.651.916
196.749
196.749
3.779.084
Saldo final
2010
Passivos por
impostos
diferidos
3.336.163
5
(158.817)
140.710
(51.479)
(69.581)
Efeito em reservas:
Instrumentos financeiros derivados de cobertura
Activos por
impostos
diferidos
-
976.012
(126.959)
(489.947)
359.106
-
(43.353)
(43.353)
3.651.916
130.157
-
(130.157)
-
11-INVENTÁRIOS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os inventários da Empresa eram detalhados conforme se segue:
Quantia
bruta
Mercadorias
Matérias-Primas, subsidiárias e de consumo
2011
Perdas por
imparidade
9.897
650.201
660.098
Quantia
líquida
(52.189)
(52.189)
9.897
598.012
607.909
Quantia
bruta
9.897
608.871
618.768
2010
Perdas por
imparidade
(52.189)
(52.189)
Quantia
líquida
9.897
556.682
566.579
A rubrica “Matérias-primas, subsidiárias e de consumo” que em 31 de Dezembro de 2011 e 2010
apresentam o valor líquido de imparidade no montante de 598.012 Euros e 556.682 Euros,
respectivamente, respeita, essencialmente a materiais consumíveis aquando a realização de voos,
nomeadamente para o catering.
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas e variação dos inventários de
produção
O custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas reconhecido nos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2011e 2010 é detalhado conforme se segue:
Saldo inicial
Compras
Saldo final
Custo das merc. vendidas e das mat. consumidas
Mercadorias
9.897
(9.897)
-
100
2011
MP, subsid.
consumo
608.871
964.019
(650.201)
922.689
Total
Mercadorias
618.768
9.897
964.019
(660.098)
(9.897)
922.689
-
2010
MP, subsid.
consumo
Total
659.705
669.602
996.140
996.140
(608.871) (618.768)
1.046.974 1.046.974
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Perdas por imparidade
A evolução das perdas por imparidade acumuladas de inventários nos exercícios findos em 31 de Dezembro
de 2011 e 2010 é detalhada conforme se segue:
2011
Saldo
inicial
Mercadorias
Matérias-Primas, subsidiárias e de consumo
Aumentos
52.189
52.189
2010
Saldo
final
Reversões
-
-
52.189
52.189
Saldo
inicial
Aumentos Reversões
103.753
(51.564)
103.753
(51.564)
Saldo
final
52.189
52.189
No decurso do exercício findo em 31 de Dezembro de 2010, as reversões de imparidade de inventários no
montante de 51.564 Euros, foram registadas na demonstração de resultados por naturezas na rubrica
“Imparidade de inventários ((perdas) / reversões)”.
12-ESTADO E OUTROS ENTES PÚBLICOS
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte
das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), excepto
quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso
inspecções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos
são alargados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2008 a 2011
poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.
A Administração da Empresa entende que as eventuais correcções resultantes de revisões/inspecções por
parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas
demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2011.
Em 31 de Dezembro de 2011 e em 2010 as rubricas de “Estado e outros entes públicos” apresentavam a
seguinte composição:
2011
Activo
Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas
Pagamentos especiais por conta
Estimativa de imposto (Nota 10)
Retenção na fonte
Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
Imposto sobre o valor acrescentado
Contribuições para a Segurança Social
101
147.000
23.987
170.987
2010
Passivo
80.000
(486)
327.864
79.019
477.381
963.778
Activo
98.000
27.560
125.560
Passivo
80.000
(608)
324.036
471.574
875.002
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
13-DIFERIMENTOS ACTIVOS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 as rubricas do activo corrente “Diferimentos” apresentavam a seguinte
composição:
2011
Rendas pagas antecipadamente
Outras
1.534.849
1.534.849
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o valor registado na rubrica “Rendas pagas antecipadamente” nos
montantes de 1.534.849 Euros e 1.205.699 Euros, respectivamente, inclui facturação antecipada da ILFC,
entidade locadora das aeronaves em regime de locação operacional, das rendas do exercício de 2011 e
2010, nos montantes 1.466.078 Euros e 1.125.772 Euros, respectivamente.
14-INSTRUMENTOS DE CAPITAL PRÓPRIO
Capital social
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, o capital da Empresa, totalmente subscrito e realizado, era composto
por 1.000.000 acções com o valor nominal de 5 Euros cada, e é detido a 100% pela Sata Air Açores –
Serviço Açoreano Transporte Aéreo, S.A..
Prestações suplementares
Por deliberação da Assembleia Geral de 27 de Dezembro de 2001, o accionista único da Empresa efectuou
prestações suplementares no montante de 17.446.294 Euros, as quais foram reforçadas no exercício de
2010, com a conversão de suprimentos em prestações suplementares no montante de 17.128.175 Euros,
conforme deliberado em Assembleia Geral de 29 de Dezembro de 2010. As prestações suplementares, de
acordo com a legislação em vigor, só podem ser restituídas aos accionistas desde que o capital próprio após
a sua restituição não fique inferior à soma do capital e da reserva legal. Em 31 de Dezembro de 2011, as
prestações suplementares ascendem a 34.574.469 Euros.
Reserva legal
De acordo com a legislação comercial em vigor, pelo menos 5% do resultado líquido anual se positivo, tem
de ser destinado ao reforço da reserva legal até que esta represente 20% do capital. Esta reserva não é
distribuível a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos
depois de esgotadas as outras reservas, ou incorporada no capital.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a reserva legal ascende a 491.622 Euros.
102
2010
1.205.699
241
1.205.940
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Outras variações do capital próprio
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica “Outras variações do capital próprio” nos montantes de
1.034.952 Euros e 196.159 Euros, respectivamente, respeita ao justo valor das posições em aberto dos
instrumentos de cobertura contratados naquelas datas, pela Empresa nos montantes de 1.277.713 Euros e
242.171 Euros, respectivamente (Nota 27), líquido do efeito fiscal no montante de 242.761 Euros e 46.012
Euros, respectivamente (Nota 10). O movimento nos capitais próprios dos instrumentos de cobertura
derivados nos exercícios de 2011 e 2010, ascendeu a 838.793 Euros e 370.060 Euros, respectivamente.
Aplicação do resultado
Por deliberação das Assembleias Gerais da Empresa, realizadas em 30 de Março de 2011 e em 30 de Março
de 2010, o resultado líquido negativo dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 31 de Dezembro
de 2009, nos montantes de 3.877.407 Euros e 564.577 Euros, respectivamente, foram transferidos na
totalidade para a rubrica “Resultados transitados”.
Distribuições
De acordo com a legislação vigente em Portugal, os incrementos decorrentes da aplicação do justo valor
através de componentes do capital próprio, incluindo os da sua aplicação através do resultado líquido do
exercício, apenas relevam para poderem ser distribuídos aos accionistas quando os elementos ou direitos
que lhes deram origem sejam alienados, exercidos, extintos, liquidados ou quando se verifique o seu uso,
no caso de activos fixos tangíveis e intangíveis. Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a Empresa não
mantém incrementos patrimoniais positivos decorrentes de justo valor.
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, com excepção das reservas legais, a Empresa não tem reservas não
distribuíveis.
15-PROVISÕES, PASSIVOS
CONTINGENTES
CONTINGENTES
E
ACTIVOS
A evolução das provisões nos exercícios findos em 31 de Dezembro 2011 e em 2010 é detalhada conforme
se segue:
2011
Saldo
inicial
Aumentos
Reversões Utilizações
148.921
(100.000)
869.043
146.069
(723.089)
883.000
(555.000)
1.900.963
146.069 (1.378.089)
-
Passageiro frequente
Phase out e manutenções dos aviões
Processos judiciais em curso
Saldo
final
48.921
292.022
328.000
668.942
2010
Saldo
inicial
Aumentos
998.921
1.120.319
270.944
362.336
520.664
2.481.575
791.608
Passageiro frequente
Phase out e manutenções dos aviões
Processos judiciais em curso
103
Reversões Utilizações
(850.000)
(522.220)
(850.000)
(522.220)
Saldo
final
148.921
869.043
883.000
1.900.963
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
A rubrica “Passageiro frequente” refere-se aos encargos estimados com a acumulação dos pontos do cartão
dos passageiros “Club Sata”, o qual permite ao detentor do mesmo a acumulação de pontos de acordo com
as viagens por si efectuadas. Os aumentos e reversões desta rubrica são registados por contrapartida da
rubrica “Vendas e prestações de serviços” (Nota 19).
A rubrica de “manutenção dos aviões” refere-se à estimativa de custos que a Empresa terá de incorrer
aquando da preparação dos aviões em regime de locação operacional para entrega às respectivas entidades
locadoras e o custo com as próximas grandes manutenções nos aviões. Este montante foi apurado de
acordo com as horas de vôo realizadas por cada avião e tendo em conta um custo médio por hora de vôo de
cada um dos mesmos.
Garantias prestadas
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a Empresa tinha assumido responsabilidades com garantias bancárias
no montante de 11.213.966 Euros e 16.084.884 Euros, respectivamente, como segue:
2011
Entidade beneficiária
Estado Português
Estado Português
ARC Airline Reporting Corporation
ExxonMobil Petroleum & Chemical BVBA
Massachussets Port Authority
AENA
The Greather Toronto Airport Auth.
Sata Express
Agência Aviação Civil Cabo Verde
Servisair
Port of Oakland
Jet Aviation Handling AG
Amsterdam Airport Schiphol
Fundação Inatel
Fraport AG Frankfurt Services wordline
H.M Customs and revenue
Flufhafen Graz Bet MBH
Aviapartner Nantes Atlantique
Government of Canada
Flufhafen Zurique AG
AER Rianta
Ibéria
Aeroport de Paris- Orly
Aeroport Nantes Atlantique
Alfandega de Ponta Delgada
Estado Português
Região Autónoma da Madeira
Montante em
divisa
4.805.945
4.460.227
950.000
250.000
241.910
120.202
153.393
127.560
73.000
90.000
60.000
45.000
35.000
31.895
30.000
24.810
27.700
25.274
30.000
25.000
20.316
10.000
10.000
7.500
4.988
EUR
EUR
USD
USD
USD
EUR
CAD
CAD
EUR
CAD
USD
CHF
EUR
EUR
EUR
GBP
EUR
EUR
CAD
CHF
EUR
EUR
EUR
EUR
EUR
2010
Euros
4.805.945
4.460.227
734.540
193.300
187.045
120.202
116.103
96.550
73.000
68.121
46.392
37.017
35.000
31.895
30.000
29.578
27.700
25.274
22.707
20.565
20.316
10.000
10.000
7.500
4.988
11.213.966
104
Montante em
divisa
4.805.945
4.460.227
950.000
241.910
120.202
389.091
73.000
90.000
60.000
45.000
35.000
34.571
30.000
24.810
27.700
10.671
30.000
25.000
20.316
120.202
10.000
7.500
4.988
4.909.860
10.146
EUR
EUR
USD
USD
EUR
CAD
EUR
CAD
USD
CHF
EUR
EUR
EUR
GBP
EUR
EUR
CAD
CHF
EUR
EUR
EUR
EUR
EUR
EUR
EUR
Euros
4.805.945
4.460.227
711.835
181.263
120.202
291.740
73.000
67.482
44.958
35.988
35.000
34.571
30.000
28.802
27.700
10.671
22.494
19.994
20.316
120.202
10.000
7.500
4.988
4.909.860
10.146
16.084.884
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
16-PASSIVOS FINANCEIROS
As categorias de passivos financeiros em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 são detalhadas conforme se
segue:
Passivos financeiros ao custo ou custo amortizado:
Fornecedores
Financiamentos obtidos (Nota 7)
Accionistas (Nota 26)
Adiantamentos de clientes (Nota 17)
Outras contas a pagar (Nota 17)
Passivos financeiros ao justo valor:
Outros passivos financeiros:
Instrumentos financeiros de cobertura (Nota 27)
Instrumentos financeiros de negociação
2011
2010
12.135.848
3.545.503
12.130.226
46.594
4.731.131
32.589.302
8.825.626
4.578.853
12.064.264
138.985
4.953.604
30.561.332
1.277.713
740.553
2.018.266
242.171
242.171
34.607.568
13.646.650
Em 31 de Dezembro de 2011, os instrumentos financeiros de negociação respeitam a instrumentos
derivados de swap de taxa de juro, entre dólares americanos e canadianos, tendo sido classificado como de
negociação, dado que não cumpre com as regras de classificação como de cobertura. O valor de mercado
deste instrumento financeiro derivado em 31 de Dezembro de 2011 ascende a 740.553 Euros.
17-ADIANTAMENTOS DE CLIENTES E OUTRAS CONTAS A
PAGAR
Em 31 e Dezembro de 2011 e 2010 as rubricas “Adiantamentos de clientes” e “Outras contas a pagar”
apresentavam a seguinte composição:
2011
Adiantamentos de clientes (Nota 16)
Outras contas a pagar (Nota 16):
Empresas do grupo (Nota 26)
Férias e subsídio de férias
Comissões a pagar a agentes
Taxas aeronáuticas
Taxa de combustível
Fornecedores de investimentos
Outros
46.594
46.594
138.985
138.985
1.887.768
1.570.910
469.881
118.398
108.019
576.155
4.731.131
71.574
2.898.868
600.000
314.828
146.347
1.361
920.626
4.953.604
18-DIFERIMENTOS PASSIVOS
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a rubrica do passivo corrente “Diferimentos” nos montantes de
400.610 Euros e 433.531 Euros, respectivamente, respeita a facturação referente a voos charter efectuada
por antecipação, cujo a receita será reconhecida posteriormente.
105
2010
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
19-RÉDITO
O rédito reconhecido pela Empresa no decurso dos exercícios findos em 31 e Dezembro de 2011 e 2010 é
detalhado conforme se segue:
Vendas e prestações de serviços
Subsídios à exploração
2011
2010
157.754.353
7.169.935
164.924.288
160.780.354
7.237.100
168.017.454
Vendas e prestações de serviços
As vendas e prestações de serviços realizadas no decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011
e 2010 detalham-se como segue:
Prestação de serviços:
Voos regulares
- Nacionais
- Mercado externo
Operações charter:
- Mercado externo
Outros:
- Taxa de combustível
- Cedência de pessoal
- Comissões
- Milhas atribuídas (Nota 15)
- Outros
2011
2010
51.515.726
50.245.844
101.761.570
59.917.393
54.943.893
114.861.286
24.457.076
15.508.188
24.784.918
18.169.815
2.582.691
2.298.586
(567.815)
(1.743.278)
100.000
850.000
4.635.913
10.835.757
157.754.353 160.780.354
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, os voos regulares incluem os montantes de 3.584.999 Euros e
3.921.864 Euros (Nota 9), respectivamente, relativos às indemnizações compensatórias referentes a
reencaminhamentos.
Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica “Outros” no montante de 4.635.913 Euros compreende,
essencialmente, taxas de segurança (497.897 Euros), excesso de bagagem (1.026.914 Euros), taxas de
serviço não regular (2.130.138 Euros).
106
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Subsídios à exploração
Os subsídios à exploração nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 têm a seguinte
composição:
2011
Indemnizações compensatórias:
Referentes ao exercício (Nota 9)
Regularizações
Incentivo ATA (Nota 9)
Outros
2010
6.000.000
451.910
6.451.910
6.760.000
(629.864)
6.130.136
718.024
7.169.934
519.800
587.164
7.237.100
As indemnizações compensatórias referentes aos exercícios de 2011 e 2010, nos montantes de 6.0000.000
Euros e 6.760.000 Euros, respectivamente, são atribuídas pelo Governo da República, e relativas aos voos
regulares realizados nos exercícios de 2011 e 2010, respectivamente.
As regularizações de indemnizações compensatórias no exercício de 2011, no montante de 451.910 Euros,
compreende regularizações líquidas relativas ao exercício de 2009 e 2010, nos montantes de menos
151.676 Euros e 603.586 Euros, respectivamente.
Em 31 de Dezembro de 2010, o montante registado em “Outros” de 587.164 Euros respeita,
essencialmente, a protocolos celebrados entre a Empresa e a ANA, ATA e Turismo de Portugal.
20-FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
A rubrica de “Fornecimentos e serviços externos” nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010
é detalhada conforme se segue:
Combustíveis e lubrificantes
Handling
Reservas de manutenção por horas de voo
Taxas aeroportuárias
Rendas e alugueres
Comissões
Outras taxas
Catering
Manutenção
Cedência de pessoal
Seguros
Outros
2011
2010
55.621.583
13.923.490
12.409.014
10.659.585
10.390.422
6.283.368
5.378.809
4.792.372
2.426.452
1.305.700
638.372
10.180.783
134.009.950
47.403.600
15.132.350
14.566.138
12.043.156
11.610.301
7.456.255
6.655.241
5.741.685
3.960.872
1.561.297
862.470
12.911.534
139.904.899
A rubrica “Rendas e alugueres” inclui os valores referentes aos contratos de leasing operacional dos quatro
Airbus A320 e um Airbus A310-304 no total de 9.771.758 Euros.
107
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
21-GASTOS COM O PESSOAL
A rubrica “Gastos com o pessoal” nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e e 2010 é detalhada
conforme se segue:
2011
Remunerações dos orgãos sociais
Remunerações do pessoal
Encargos sobre remunerações
Seguros de ac. trabalho e doenças prof.
Gastos de acção social
Outros
3.000
21.988.596
4.423.753
125.430
13.268
1.867.399
28.421.446
2010
3.218
23.095.794
4.459.732
181.476
70.676
1.618.519
29.429.415
A rubrica “Remunerações dos órgãos sociais” no exercício findo em 2011 refere-se ao pagamento de
remunerações aos membros do Conselho Fiscal, sendo que não foram atribuídas remunerações aos outros
órgãos sociais da Empresa, uma vez que os seus vencimentos são suportados pela totalidade na Sata Air
Açores.
Durante os exercícios de 2011e 2010, o número médio de empregados ao serviço da Empresa foi de 633 e
625 pessoas, respectivamente.
22-OUTROS RENDIMENTOS E GANHOS
Os outros proveitos e ganhos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, têm a seguinte
composição:
2011
Diferenças de câmbio favoráveis
Rendimentos suplementares
Venda de opções de moeda (USD)
Ganhos em inventários
Recuperação de dívidas a receber
Outros
2.349.780
164.214
158.455
117.169
2.789.618
A rubrica “Rendimentos suplementares” compreende, essencialmente, a valores obtidas pela Amadeus,
derivado da utilização do sistema de reservas desta entidade. A redução face ao exercício de 2011 decorre
do facto que, a partir do exercício de 2011, a Empresa deixou de obter tais rendimentos, tendo por sua vez o
gasto com a utilização dos serviços da Amadeus reduzido.
108
2010
5.124.999
1.504.806
57.131
1.057
56
11.058
6.699.107
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
23-OUTROS GASTOS E PERDAS
Os outros gastos e perdas nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, têm a seguinte
composição:
2011
Diferenças de câmbio desfavoráveis
Garantias bancárias
Venda de opções de moeda (USD)
Impostos
Perdas em inventários
Outros
2.100.350
158.561
36.261
31.943
1.222
72.345
2.400.682
2010
3.770.051
122.455
50.436
17.822
5.283
3.966.047
24-AMORTIZAÇÕES
A composição da rubrica “Gastos / reversões de depreciação e de amortização” nos exercícios findos em 31
de Dezembro de 2011 e 2010 é conforme se segue:
2011
2.295.449
137.633
2.433.082
Activos fixos tangíveis (Nota 6)
Intangíveis (Nota 8)
2010
5.694.307
112.426
5.806.733
25-JUROS E OUTROS RENDIMENTOS E GASTOS SIMILARES
Os gastos e perdas de financiamento reconhecidos no decurso dos exercícios findos em 2011 e 2010 são
detalhados conforme se segue:
2011
Juros suportados
Financiamentos bancários
Locações financeiras
Operações de cobertura de taxa de juro variável
Outros
100
53.976
76.720
1.067.707
1.198.503
Em 31 de Dezembro de 2011, a rubrica “Outros” no montante de 1.067.707 Euros compreende gastos com
comissões bancárias e com garantias bancárias, nos montantes de 914.983 Euros e 152.253 Euros,
respectivamente.
109
2010
2.768
36.404
126.304
4.323
169.798
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Os juros reconhecidos no decurso dos exercícios findos em 2011 e 2010 são detalhados conforme se segue:
2011
Juros obtidos:
Depósitos em instituições de crédito
Outras
3.236
235
3.471
2010
4.213
4.213
26-PARTES RELACIONADAS
Identificação de partes relacionadas
A Empresa é detida em 100% pela entidade Sata Air Açores, sendo as suas demonstrações financeiras
consolidadas na entidade Sata SGPS.
Remunerações do pessoal chave da gestão
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, ao pessoal chave de gestão da
Empresa (Administração da Empresa) não foram atribuídas remunerações pela Empresa, uma vez que os
seus vencimentos, são auferidos pela totalidade na Sata Air Açores.
Transacções com partes relacionadas
No decurso dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 foram efectuadas as seguintes
transacções com partes relacionadas:
2011
Sata Air Açores
Sata Gestão Aeródromos
Sata Express (EUA)
Sata Express (Canadá)
110
Fornecimentos
e serviços
externos
Prestações de
serviços
5.851.785
5.851.785
2.466.039
116.652
2.582.691
2010
Fornecimentos
e serviços
Prestações de
externos
serviços
7.685.373
643.887
2.081.186
10.410.447
2.210.158
88.428
2.298.586
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Saldos com partes relacionadas
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 a Empresa apresentava os seguintes saldos com partes relacionadas:
2011
Outras
contas a
receber
(Nota 11)
Sata SGPS
Sata Air Açores
Sata Gestão Aeródromos
Sata Express (EUA)
Sata Express (Canadá)
817.419
817.419
2010
Accionista
(Nota 16)
Outras
contas a
pagar
(Nota 17)
Outras
contas a
receber
(Nota 11)
12.130.226
12.130.226
111.240
367.394
298.668
1.110.465
1.887.768
98.087
1.954.739
34.944
537.538
2.625.308
Accionista
(Nota 16)
Outras
contas a
pagar
(Nota 17)
12.064.264
12.064.264
71.574
71.574
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, a rubrica “Accionista” nos montantes de 12.130.226 Euros e
12.064.264 Euros, respectivamente, respeita a empréstimos concedidos pelo accionista para cobertura de
necessidades de tesouraria, os quais não vencem juros e não têm prazo de reembolso definido, pelo que a
Empresa classificou como passivo corrente.
27- CONTABILIDADE DE COBERTURA
Contabilidade de cobertura
Em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 existiam as seguintes operações de cobertura relativamente às quais a
Empresa aplicava as regras de contabilidade de cobertura:
Cobertura de risco de taxa de juro de um instrumento de dívida mensurado ao custo amortizado
A Empresa encontra-se exposta ao risco de variabilidade da taxa de juro em resultado do contrato de
locação financeira para a aquisição da aeronave A310 CS-TKN, no qual a Empresa paga Euribor a 1 mês,
acrescida de spread de 0,2%.
Para fazer face ao risco indicado, a Empresa celebrou um contrato de Swap, o qual permite fixar em 3,05%
até Maio de 2015 o custo do financiamento da sua dívida para o prazo da vida do contrato de permuta de
taxa de juro, desde que o indexante não ultrapasse a barreira de 5,75%.
O instrumento derivado de cobertura atrás indicado, detido no âmbito de operações de cobertura de risco
de taxa de juro variável, era, em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, caracterizado da seguinte forma:
Taxa fixa contatualizada
2011
Swaps:
Taxa de juro
3,05%
2010
3,05%
111
Valor nocional
2011
3.423.443
3.423.443
2010
4.425.426
4.425.426
Justo valor
2011
2010
(185.571)
(185.571)
(242.171)
(242.171)
SATA Internacional
Relatório e Contas 2011
Para além do instrumento financeiro derivado acima descrito, em 31 de Dezembro de 2011 a Empresa tinha
contratado, instrumentos financeiros derivados relacionados com o risco de preço de mercadorias (jet
fuel), cujo justo valor aquela data ascendia a uma perda no valor líquido de 1.092.142 Euros.
O movimento nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2011 e 2010, na quantia registada em reservas
relacionada com operações de cobertura de risco de taxa de juro variável e jet fuel é detalhado conforme se
segue:
2011
Saldo inicial
Valor contratado:
Preço de mercadorias (jet fuel)
Reclassificação para resultados:
Fornecimentos e serviços externos
Juros e gastos similares suportados
Saldo final (Nota 14 e 16)
(242.171)
214.692
(1.092.142)
-
56.600
(613.666)
156.803
(1.277.713)
(242.171)
28-DIVULGAÇÕES EXIGIDAS POR DIPLOMAS LEGAIS
Honorários facturados pelo Revisor Oficial de Contas
Os honorários totais no exercício findo em 31 de Dezembro de 2011 e 2010 pelo Revisor Oficial de Contas
ascenderam a 14.600 Euros, em cada ano, e respeitam na sua totalidade à revisão legal das contas anuais.
29-ACONTECIMENTOS APÓS A DATA DE BALANÇO
Após a data de balanço não ocorreram acontecimentos que devam ser alvo de registo ou divulgação das
presentes demonstrações financeiras.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
António Jorge Ferreira da Silva
António José Vasconcelos Franco Gomes de
Menezes
(Presidente)
Luísa Maria Estrela Rego Miranda Schanderl
(Administradora)
Isabel Maria dos Santos Barata
(Administradora)
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113
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114
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