ANO 18 - Nº 400
SEGUNDA QUINZENA DE DEZEMBRO DE 2013
PAPA PEDE A
FRATERNIDADE
COMO ALICERCE
PARA A PAZ
17
An
s
O VERBO
A
ser
viç
o da v
ida
DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP
O Verbo
A Fé da Igreja - 16
Editorial
Retrospectiva:
tempo de gratidão e de conversão
V
ivemos um ano
rico em graças,
inaugurado como
o Ano da Fé, que nos colocou com vigor dentro da
Jornada Mundial da Juventude no Brasil. Antes disso,
precisamos parar, refletir
e chorar a morte estúpida
de 237 pessoas, a maioria
jovens rapazes e moças,
numa tragédia sem precedentes no País, em Santa
Maria, no Rio Grande do
Sul. O fato mobilizou a
Igreja em preces e em uma
posição clara na defesa da
vida, recordando que a 50ª
Campanha da Fraternidade
(CF 2013) teria como tema
“Fraternidade e Juventude”
e como lema o “Eis-me
aqui, envia-me” (Is 6,8).
O ano começou com
uma espécie de “susto”: no
dia 11 de fevereiro, surpreendentemente, Bento XVI
anunciou sua renúncia ao
Papado. O sopro do Espírito transformou o susto
em surpresa e, passado o
período regulamentar, o
Colégio de Cardeais elegeu, em 15 de março, o
Cardeal argentino Jorge
Mario Bergoglio para ser o
primeiro americano e
jesuíta Papa. Ele adotou
o nome de Francisco e ao
assumir sua missão pediu a
bênção e a oração dos fiéis
na sua primeira aparição.
Francisco apontou logo
o rumo que deseja para a
Igreja: a quer perto dos mais
pobres, despojada, menos
ritualista e mais encarnada,
escrevendo menos e abraçando mais. Começou seu
ministério desconstruindo
pompas e barreiras. Abraçou
os jovens, as crianças, as
famílias nas ruas do Brasil e
ao País todo, num cafezinho
tomado com simplicidade
numa casa em que foi acolhido. Caminhou no meio da
multidão e viajou num carro
popular. Em sua primeira
exortação apostólica, Evangelii Gaudium – A Alegria
do Evangelho, pede uma
evangelização na alegria.
A renúncia de Bento XVI
e a posse de Francisco registrados aqui serão não apenas
dos fatos mais significativos
de 2013, mas estarão entre
os principais acontecimentos
do século 21.
Destacamos nesta edição, também, a realização
das jornadas diocesanas
Vocacional, da Unidade, da
Diretor Responsável
Dom Vicente Costa
Bispo Diocesano
Diretores Fundadores
Dom Roberto Pinarello de Almeida
Dom Amaury Castanho
(In memoriam)
Editor-chefe
Padre Jorge Demarchi
Coordenadores Administrativos
Diácono Diógenes Faustini e
Maria Laura Pinheiro Dias
2
Caridade e dos Catequistas,
além da participação na
Jornada Mundial da Juventude. São essas algumas das
riquezas que juntamos todos nós para a vida eterna.
Claro, temos de registrar como um momento forte, de tristeza, para o qual
toda a Diocese se voltou:
a morte de Dom Joaquim
Justino Carreira, no dia 1º
de setembro. Ele deixou
a Diocese de Jundiaí em
2005, após sua sagração
ao episcopado. Ordenado
sacerdote diocesano em 19
março de 1977, deixou-nos
uma lição de amor à missão
apostólica, de alegria de
viver e de esperança na
vida eterna. Na lembrança
de Dom Joaquim, homenageamos aqui todos os
outros irmãos sacerdotes,
religiosos e religiosas que
também partiram para a
Casa do Pai em 2013.
E se este final de ano
é tempo de gratidão, que
2014 seja tempo de conversão para a paz, o perdão e o
amor, tempo de olhar para
o alto, tempo de olhar para
frente e seguir Jesus!
Feliz Ano Novo!
Amém!
Para concluirmos nossa
série de artigos sobre a Fé
da Igreja falaremos hoje
sobre uma palavra que sempre pronunciamos, mas que
nem sempre compreendemos seu significado: a
palavra “Amém”.
Esta palavra
sempre conclui as orações que
rezamos,
particularmente
o Credo
que professamos.
É uma palavra de origem
hebraica que significa “assim é/assim
seja ou deveras/verdadeiramente”. Ela comporta a
ideia de rochedo, de solidez.
É aquilo ao qual podemos
agarrar-nos para sermos
salvos, mesmo quando tudo
parece desmoronar. Daí
também a ideia de confiança
e abandono na Palavra e no
projeto de Deus, porque Ele
nos ampara e nos sustenta.
Dessa forma, Jesus é o
Amém do Pai, pois durante
toda a sua vida, e especialmente durante sua Paixão,
Jornalista Responsável
Cx. Postal 21
Diácono Pedro Fávaro Jr. - MTB 11.659 CEP 13.208-200 - JUNDIAÍ - SP
Jornalistas (Redação e diagramação) Fone: (11) 4583-7474, Ramal 7496
E-mail: [email protected]
Jussane Cristina da S. C. Rodrigues
Monique Ribeiro Mangussi
Homepage da Diocese de Jundiaí:
Diagramação
www.dj.org.br
Fábio Henrique Campos
Impressão
O VERBO
Lauda Editora Consultoria e Comunicações Ltda.
ANO 18 - Nº 400
2ª quinzena Dezembro de 2013
Publicação oficial autorizada pela
Redação: Cúria Diocesana
Diocese de Jundiaí. Registrado sob o
Rua Roberto Mange, 400 -Anhangabaú nº 88.757, Lei 6015/73. Autorizadas
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
apoiou-se apenas no Amor
do Pai e aderiu totalmente
à vontade de salvação, até a
morte de Cruz. Pelo mistério
da Cruz, por seu “Amém”
doloroso, Jesus transforma
toda a morte em Vida
Eterna, todo mal
em potência de
salvação para
o mundo. A
partir da sua
ressurreição, seu
“Amém”
espalha-se
pelo mundo
todo, entra
no coração do
cristão pela fé e
sempre acaba por
mostrar-se a quem procura a verdade com honestidade e perseverança.
Por isso, todas as vezes que dizemos “Amém”
damos uma adesão total
ao Senhor, entregamo-nos
totalmente a Ele. Em nossos
corações, esse “Amém” vitorioso de Jesus nada mais
é que a Fé. E com o nosso
Amém afirmamos mais uma
vez: creio e professo.
Diácono Jonatas
Rodrigues da Silva
transcrições desde que mencionada a
fonte. Os artigos são de responsabilidade de seus autores. Podem ser enviados com antecedência à Redação
que, todavia, não abre mão de editálos. O ideal é que sejam enviados à
redação por e-mail ou em CD-ROM.
A tiragem desta edição é de 15.000
exemplares e a circulação abrange as
64 paróquias e comunidades das cidades de Cabreúva, Cajamar, Campo
Limpo Paulista, Itu, Itupeva, Jundiaí,
Louveira, Pirapora do Bom Jesus,
Salto, Santana de Parnaíba e Várzea
Paulista.
O VERBO
Palavra do Pastor
Mais um ano está chegando ao fim...
“Louvai o Senhor, pois ele é bom: pois eterno é seu amor” (Sl 136[137],1).
Dom Vicente Costa
Bispo Diocesano de Jundiaí
P
rezados irmãos e
irmãs da Igreja de
Deus que se faz presente na Diocese de Jundiaí:
Mais um ano chega ao
fim e mais um novo ano se
aproxima. Este ano de 2013
foi marcado pela celebração do Ano da Fé. No dia
11 de outubro de 2012, na
Praça São Pedro, Roma,
Itália, o então Papa Bento XVI celebrava a missa
de abertura do Ano da Fé,
estendendo-o até o dia 24
de novembro de 2013. Um
olhar retrospectivo do Ano
da Fé faz colher muitos frutos de extrema importância
para a caminhada da Igreja.
No decorrer deste ano tivemos uma grande surpresa:
o próprio Papa Bento XVI,
que propusera a sua realização, renunciou no dia 11 de
fevereiro. Ele nos deu um
grande testemunho de fé
em Jesus Cristo e do amor
à Igreja. Em sua despedida
dos fiéis, na Praça São Pedro, ele afirmou: “Estamos
no Ano da Fé, que desejei
para reforçar a nossa fé em
Deus num contexto que
parece colocá-Lo cada vez
mais em segundo plano.
Gostaria de convidar todos
a renovar a firme confiança no Senhor, a confiar-nos
como crianças nos braços
de Deus, certo de que aqueles braços nos sustentam
sempre e são aquilo que
nos permite caminhar a
cada dia, mesmo no cansaço. Gostaria que cada um se
sentisse amado por aquele
Deus que doou o seu Filho
O VERBO
por nós e que nos mostrou o
seu amor sem limites. Gostaria que cada um sentisse
a alegria de ser cristão” (27
de fevereiro).
Meus queridos diocesanos e diocesanas: a Providência divina escolheu
um novo Papa para dirigir
a sua Igreja. Desde o início de sua missão como
Pastor da Igreja que se faz
presente pelo mundo inteiro (19 de março), o Papa
Francisco vem mostrando
que o tema da missão está
no centro de suas palavras
e de suas atitudes. O Papa
nos fala de uma Igreja que
é mãe, que deve estar próxima às pessoas, que assume
sua vocação de ser pobre e
para os pobres, assumindo
um estilo simples e próximo na maneira de estar à
frente do Povo de Deus. O
Papa Francisco insiste em
temas como: a nova evangelização, a iniciação à vida
cristã, a formação de todos
– leigos, religiosos e ministros ordenados − a revisão
da colegialidade episcopal,
a reforma da Cúria Romana, a reforma econômica do
Vaticano... Enfim, o essencial para a Igreja é anunciar
o Evangelho e propiciar a
todos as condições para o
encontro pessoal e profundo com Jesus Cristo.
Desejo que em
cada momento do
novo ano, todos
nós sintamos “a
alegria do Evangelho que enche
o coração e a vida
inteira daqueles
que se encontram
com Jesus”
Destaco também três
momentos do pontificado
do Papa Francisco neste
ano de 2013: (1) A realização da 28ª Jornada Mundial
da Juventude, no Rio de
Janeiro (23 a 28 de julho),
quando, no encerramento
daquele grandioso evento,
diante de uma multidão incontável reunida na praia
de Copacabana, o Papa
Francisco convocou os jovens do mundo inteiro a
serem “verdadeiros protagonistas da evangelização”; (2) A publicação da
primeira Carta Encíclica do
Papa Francisco sobre a fé:
Lumen fidei (29 de junho),
na qual ele afirma que a luz
da fé nos ensina a olhar a
existência pessoal e a história do mundo com os olhos
de Jesus; (3) E agora mais
recentemente, a publicação
da Exortação Apostólica
Evangelii Gaudium na qual
o Papa Francisco nos fala
sobre a imensa alegria de
anunciar o Evangelho no
mundo atual.
Neste ano de 2013, dentro do Ano da Fé, a nossa
Diocese realizou 15 eventos. Demos graças a Deus
porque assim procuramos
professar, celebrar, viver e
rezar melhor a nossa fé em
Jesus Cristo. No que diz
respeito aos queridos presbíteros, neste ano tivemos
alegrias e tristezas. Cinco
novos presbíteros foram
ordenados: padres Samuel
Maciel Romão (3 de maio),
Alexandre Rogério Theodoro (24 de maio), Enéas
de Camargo Bête (31 de
maio), João Luiz Dias (9 de
agosto) e Lupércio Batista
Martins (20 de dezembro).
Perdemos também quatro
presbíteros chamados à
presença de Deus na vida
eterna: monsenhor André
Mortari (2 de julho), padres
Divo Pedro Binotto, SDS
(23 de outubro); Joel Baptista, SDS (30 de outubro) e
José Domingos Sávio Santos Freire (7 de novembro).
Meus queridos diocesa-
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
nos e diocesanas: como será
a nossa caminhada evangelizadora no próximo ano
de 2014? Espero que todos
assumam o novo Plano
Diocesano da Ação Evangelizadora, a fim de tornar
a querida e amada Diocese
de Jundiaí “casa da iniciação à vida cristã”. A partir do encontro com Jesus
Cristo queremos acolher e
acompanhar todos aqueles
que desejam percorrer o itinerário permanente de sua
formação cristã. Certamente encontraremos desafios
e dificuldades. Mas, como
o Apóstolo Paulo, exortoos: “Meus queridos irmãos,
sede firmes, inabaláveis,
progredindo na obra do Senhor, certos de que vossas
fadigas não são em vão, no
Senhor” (2Cor 15,58).
De coração, desejo que
em cada momento do novo
ano, todos nós sintamos “a
alegria do Evangelho que
enche o coração e a vida
inteira daqueles que se encontram com Jesus” (Evangelii Gaudium, n. 1). Sim,
meus queridos irmãos e irmãs: no próximo ano “é o
Ressuscitado que nos diz,
com uma força que nos enche de imensa confiança e
firmíssima esperança: ‘Eu
renovo todas as coisas’ (Ap
21,5). Com Maria, avançamos confiantes para esta
promessa” (Evangelii Gaudium, n. 288).
A todos desejo um Feliz
Ano Novo para que a paz,
a alegria e a esperança que
o Nascimento de Jesus veio
trazer ao mundo se façam
presentes em cada momento de 2014.
E a todos abençoo.
3
O Verbo
Voz de Roma
Fraternidade, fundamento e caminho para a paz
N
Divulgamos, a seguir, os principais trechos da mensagem do Papa Francisco
para a celebração do Dia Mundial da Paz, em 1º de janeiro de 2014.
esta minha primeira Mensagem para
o Dia Mundial da
Paz, desejo formular a todos, indivíduos e povos,
votos duma vida repleta de
alegria e esperança. (...)
A fraternidade é uma
dimensão essencial do homem, sendo ele um ser relacional. A consciência viva
desta dimensão relacional
leva-nos a ver e tratar cada
pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro
irmão. (...) E convém desde
já lembrar que a família é a
fonte de toda a fraternidade.
(...)
A fraternidade humana
foi regenerada em e por Jesus Cristo, com a sua morte
e ressurreição. (...) Quem
aceita a vida de Cristo e
vive n’Ele, reconhece Deus
como Pai e a Ele Se entrega totalmente, amando-O
acima de todas as coisas.
(...) Suposto isto, é fácil
compreender que a fraternidade é fundamento e caminho para a paz.
A solidariedade
cristã pressupõe que o
próximo seja amado não
só como “um ser humano
com os seus direitos e a sua
igualdade fundamental em
relação a todos os demais,
mas [como] a imagem
viva de Deus Pai, resgatada
pelo sangue de Jesus Cristo
e tornada objeto da ação
permanente do Espírito
Santo”, como um irmão. (...)
Em
muitas
sociedades, sentimos uma
profunda pobreza relacional,
uma tal pobreza só pode
ser superada através da
redescoberta e valorização
de relações fraternas no
seio das famílias e das
comunidades, através da
partilha das alegrias e
tristezas, das dificuldades e
sucessos presentes na vida
das pessoas.
Além disso, se por um
lado se verifica uma redução
da pobreza absoluta, por
outro não podemos deixar de
reconhecer um grave aumento
da pobreza relativa, isto é, de
desigualdades entre pessoas
e grupos que convivem
numa região específica ou
num determinado contexto
histórico-cultural. (...)
Há uma forma de
promover a fraternidade – e,
assim, vencer a pobreza – que
deve estar na base de todas as
outras. É o desapego vivido
por quem escolhe estilos de
vida sóbrios e essenciais, por
quem, partilhando as suas
riquezas, consegue assim
experimentar a comunhão
fraterna com os outros.
Isto é fundamental, para
seguir Jesus Cristo e ser
verdadeiramente cristão. (...)
A crise atual, com pesadas consequências na vida
das pessoas, pode ser também uma ocasião propícia
para recuperar as virtudes da
prudência, temperança, justiça e fortaleza. (...)
A todos aqueles que vivem em terras onde as armas
impõem terror e destruição,
asseguro a minha solidariedade pessoal e a de toda a
Igreja. De igual modo a Igreja levanta a sua voz para fazer chegar aos responsáveis o
grito de dor desta humanidade atribulada e fazer
cessar, juntamente
com as hostilidades, todo o abuso
e violação dos direitos fundamentais do homem.
Por este motivo, desejo dirigir
um forte apelo a
quantos semeiam
violência e morte,
com as armas:
naquele que
hoje
consi-
derais apenas um inimigo a
abater, redescobri o vosso irmão e detende a vossa mão!
Renunciai à via das armas e
ide ao encontro do outro com
o diálogo, o perdão e a reconciliação para reconstruir
a justiça, a confiança e esperança ao vosso redor! (...)
Por isso, faço meu o apelo lançado pelos meus Predecessores a favor da nãoproliferação das armas e do
desarmamento por parte de
todos, a começar pelo desarmamento nuclear e químico.
(...)
A fraternidade gera paz
social, porque cria um equilíbrio entre liberdade e justiça,
entre responsabilidade pessoal e
solidariedade, entre
bem dos
indivíduos
e bem comum. (...)
A família
humana recebeu, do Criador, um dom
em
comum:
a
natureza e somos chamados
a administrá-la responsavelmente.
De modo particular o
setor produtivo primário,
o setor agrícola, tem a vocação vital de cultivar e
guardar os recursos naturais
para alimentar a humanidade. (...)
Nós, cristãos, acreditamos que, na Igreja, somos
membros uns dos outros e
todos mutuamente necessários, porque a cada um
de nós foi dada uma graça,
segundo a medida do dom
de Cristo, para utilidade
comum (cf. Ef 4, 7.25; 1
Cor 12, 7). Cristo veio ao
mundo para nos trazer a
graça divina, isto é, a possibilidade de participar na
sua vida. (...) Deste modo, o
serviço é a alma da fraternidade que edifica a paz.
Que Maria, a Mãe de Jesus, nos ajude a compreender e a viver todos os dias
a fraternidade que jorra do
coração do seu Filho, para
levar a paz a todo o homem
que vive nesta nossa amada
terra.
Vaticano, 8 de Dezembro de 2013.
Franciscus PP
Fonte: vatican.va
Vaticano lança e-book em homenagem ao Papa Francisco
Ao completar 77 anos,
em 7 de dezembro, o Papa
Francisco foi homenageado, pelo site do Vaticano
(www.vatican.va) com um
e-book, intitulado “A ternura de Deus... expressa-se
nos sinais...”.
O álbum contém 32
4
fotografias e citações de
Francisco, em diferentes
contextos. “Nunca sejais
homens e mulheres tristes:
um cristão não o pode ser
jamais! Nunca vos deixeis
invadir pelo desânimo! A
nossa alegria não nasce do
fato de possuirmos mui-
tas coisas, mas de termos
encontrado uma Pessoa:
Jesus, que está no meio de
nós”. Esta é uma das citações, que acompanham o
álbum de fotografias digital
do papa, pronunciada durante sua homilia, no dia 24
de março, na Praça de São
Pedro, por ocasião da 28ª
Jornada Mundial da Juventude. O e-book encontra-se
disponível em diferentes
idiomas.
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
Fonte: cnbb.org.br
O VERBO
Igreja na Diocese
E
stivemos no dia 13 de
dezembro em visita
no sítio São Miguel
Arcanjo, da Missão Belém.
Dom Vicente, eu e o diácono Antonio Lança. Esse
sítio fica na cidade de Jarinú e acolhe os moradores de
rua que querem se reerguer.
Visitamos várias dependências do local, tais como:
padaria, marcenaria, serralheria, e duas das dezenove
casas que abrigam esses exmoradores de rua.
Nos impressionou a organização, a limpeza, o acolhimento que recebemos e
a alegria daqueles irmãos,
que, aos poucos vão se firmando na caminhada, graças à escuta da Palavra de
Deus, orações, carinho e
amor a eles dedicado pelos
monitores, que já estão re-
O Natal na Missão Belém
cuperados a mais tempo.
Porém, o lugar mais lindo e mais Sagrado do sítio
é a gruta que abriga, numa
primeira entrada o presépio,
que é a inspiração da missão Belém e uma segunda
entrada onde fica uma simples, mas belíssima capela
do Santíssimo. Ao entrar,
nos deparamos com Jesus
menino, o Jesus história que
se dignou a se tornar igual a
nós para nos resgatar do pecado e da morte. O segundo
encontro, mais profundo,
mais forte e transformador,
é o encontro com Jesus ressuscitado no Santíssimo Sacramento.
A gruta é feita em tamanho natural, imitando aquela que teria sido a gruta de
Belém que abrigou Maria
grávida e o seu esposo José.
Dom Vicente Costa, Bispo Diocesano, preside missa durante sua visita ao sítio São
Miguel Arcanjo, da Missão Belém.
É feita de barro e o chão é
todo forrado de capim. Dá
uma sensação muito forte quando rezamos ali, no
silêncio; sente-se o verdadeiro espírito de Jesus que
veio pobre e para os pobres.
Creio que foi a capela do
Santíssimo mais bonita e
mais autêntica que eu já vi.
Esse é o verdadeiro Jesus
dos Evangelhos.
O Natal daqueles 400
ex-drogados, ex-detentos,
ex-ladrões e ex-escravos de
tantas outras coisas mundanas foi um Natal de paz,
em oração, em fraternidade
com o amor de uns pelos
outros.
Devido à situação de miséria e degradação em que
viviam, certamente, muitos
irmãos dali não sabiam o
que era celebrar um Natal
há muito tempo.
Naquele dia 25 de dezembro na gruta de Belém,
tratava-se de contemplar
o nascimento de Jesus que
vinha para salvar o mundo.
Hoje, o Natal da missão Belém celebra o retorno à vida
daqueles irmãos que estavam mortos e escravizados
por vários vícios.
Que Deus continue abençoando prodigamente toda a
Missão Belém e que muitos
outros irmãos, que ainda
não ouviram o chamado, venham um dia para junto da
missão e celebrem também
o seu Natal.
Desejo que todos nós
também nos encontremos
profundamente com Jesus
Cristo em todos os dias de
nossas vidas.
Padre Norberto Savietto
Seminaristas fazem semana missionária em Pirapora
Todos os seminaristas da
Diocese de Jundiaí participaram da 1ª Semana Diocesana
Missionária dos Seminaristas, na Paróquia Santuário
Senhor Bom Jesus, na cidade de Pirapora do Bom Jesus, entre os dias 15 e 22 de
dezembro.
Para a abertura do evento,
uma missa foi celebrada pelo
pároco do Santuário, padre
Silvio Andrei Rodrigues e
concelebrada pelo vigário
paroquial cônego Godofredo
Chantrain, OPraem. Com a
paróquia repleta de fiéis, durante sua homilia, padre Silvio ressaltou que para a cidade de Pirapora do Bom Jesus
foi um presente de Deus
receber os seminaristas na
terceira semana do Advento, uma semana de alegria e
júbilo pela aproximação da
chegada de Jesus.
Afirmou ainda que a IgreO VERBO
O pároco do Santuário, padre Silvio Andrei Rodrigues, durante
a celebração de abertura da 1ª Semana Diocesana Missionária
dos Seminaristas.
ja vive um estado permanente de missão e sendo assim,
pediu para que todos aqueles
que acompanhavam suas palavras abrissem as portas de
suas casas e corações, com
fé e generosidade a fim de
receber a Palavra de Deus
através dos seminaristas.
Com o final da cerimônia
eucarística, um show foi preparado no pátio em frente ao
Alunos do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro
participaram do show que aconteceu após a missa de abertura
da Semana Missionária e encantaram o público.
Santuário Bom Jesus, com
a participação especial dos
alunos do Seminário Diocesano Nossa Senhora do
Desterro. Os expectadores
puderam assistir uma bela
apresentação.
No decorrer da semana
missionária, os seminaristas
realizaram várias atividades
como orações, espiritualidade conduzida por padres da
Diocese de Jundiaí, visitas
às famílias das comunidades
São Benedito, São Judas Tadeu, Santo Antônio e Nossa
Senhora Aparecida, participações nas celebrações eucarísticas e encontros com
coordenadores das pastorais,
movimentos e grupos. O
Conselho Paroquial da Ação
Evangelizadora
(CPAE)
também participou.
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
Os seminaristas realizaram as visitas em duplas,
passando por cerca de 600
casas, no total.
Dom Vicente Costa, Bispo Diocesano, presidiu a
celebração eucarística de
encerramento e na ocasião,
aqueles que participavam
da missa puderam agradecer
e se despedir do vigário paroquial cônego Godofredo,
o último da Ordem dos Cônegos Regulares Premostratenses que ainda exercia o
ministério sacerdotal na Paróquia Santuário. A Diocese
de Jundiaí só tem a agradecer pela dedicação e trabalho
do vigário, após os 126 anos
de permanência e atuação da
Ordem Premonstratense na
cidade de Pirapora do Bom
Jesus.
Colaboração: Padre Silvio Andrei
Rodrigues
5
Retrospectiva: Ano da Fé na Diocese
Ano da Fé na Diocese de Jundiaí reforçou a centralidade de Jesus na vida do ser humano
Em 11 de outubro de 2012, o Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa,
presidiu a celebração de abertura do Ano da Fé, no Santuário
Diocesano Nossa Senhora Aparecida, em Jundiaí. Vários sacerdotes
concelebraram e centenas de fiéis vindos de todos os cantos
da Diocese participaram. Na oportunidade, representantes das
paróquias receberam uma vela, símbolo do Ano da Fé na Diocese.
No Sábado Santo, dia 30 de março, o Rito do Éfeta e a Profissão de
Fé pública foi presidido pelo Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa,
na Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, reunindo cerca
de 100 catecúmenos adultos, vindos de 15 paróquias da Diocese,
e que foram batizados na Vigília Pascal. O encontro foi organizado
pela Comissão Diocesana para a Animação Bíblico-Catequética.
A Jornada Diocesana Vocacional - realizada no domingo do Bom Pastor, dia 21 de abril,
na matriz de São João Bosco, em Jundiaí - mostrou o rosto jovem da Igreja Particular de
Jundiaí. O evento teve como finalidade despertar a juventude católica acerca de seu papel
na Igreja e no mundo atual, e reuniu mais de dois mil jovens, dentre esses, crismandos,
acólitos, jovens e adolescentes de grupos paroquiais e movimentos juvenis. A organização
da Jornada ficou sob a responsabilidade da Pastoral Vocacional.
C
Realizada entre os dias 13 e 19 de julho, a Semana Missionária
Diocesana da Juventude foi uma verdadeira manifestação de fé dos
jovens da Diocese. Entre as diversas ações religiosas, missionárias
e culturais programadas, destaca-se a Missa de Envio dos Jovens
para a Jornada Mundial da Juventude, celebrada no Parque da Uva,
em Jundiaí, no dia 19 de julho.
A presença de cerca de 600 crianças e adolescentes de 23 paróquias
da Diocese, revelou-se de grande importância em relação ao
crescimento da fé e à celebração da Eucaristia, durante a Jornada
Diocesana de Pequenos Acólitos (coroinhas), realizada no dia 17
de agosto, na Arca da Aliança, em Várzea Paulista. O evento foi
organizado pela Comissão Diocesana de Liturgia.
A premiação das fotografias vencedoras do Concurso Diocesano de Fotografia “Um olhar
de fé” foi realizada no dia 16 de outubro. O concurso ocorreu entre os meses de março
e setembro de 2013 e focou imagens relacionadas à vida de fé e religiosidade cristã,
capturadas por fiéis, a partir de 14 anos de idade. No total, foram 93 inscritos, 247 fotos, das
quais 50 foram selecionadas e quatro imagens premiadas.
6
om o objetivo de
relembrar alguns fatos vividos na Diocese de Jundiaí, durante a
celebração do Ano da Fé, a
equipe do jornal O VERBO
preparou para você, leitor,
uma retrospectiva dos 16
eventos realizados, como as
várias Jornadas Diocesanas
- dos Catequistas, da Vida
Consagrada, dos Acólitos
- a Semana Missionária, o
Festival de Música Sacra,
o Concurso de Fotografia, a
Romaria Diocesana a Apa-
O Festival de Música Sacra “Um Olhar de Fé”, com a apresentação do Coro e Orquestra
Internacional dos Arautos do Evangelho, reuniu mais de 400 expectadores, no dia 16 de
outubro, na Sala Palma de Ouro, Centro de Educação e Cultura da cidade de Salto. Foi um
momento de evangelização através da música. A apresentação durou cerca de uma hora e
meia e, além de emocionar a plateia, chamou a atenção pela disciplina do grupo.
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
recida, entres
outros.
É
importante recordar
sempre
com
alegria desses
momentos tão
especiais, cuja
grande proposta foi redescobrir a fé em
Deus, sabendo
dar razões para a crença que
se professa.
O Ano da Fé foi celebrado
pela Igreja Católica espalha-
A Jornada Diocesana da Unidade teve por objetivo proclamar publicamente o dom da fé
na diversidade de carismas e ministérios na Diocese. O evento reuniu cerca de quatro
mil pessoas, no Ginásio “Bolão”, em Jundiaí, no dia 9 de junho, e teve na celebração da
Eucaristia, presidida por Dom Vicente Costa, seu momento mais importante. Em sua homilia,
o Bispo lembrou que sem a unidade a Igreja torna-se morta e, parafraseando o Evangelho do
dia conclamou a todos: “Levanta-te, Diocese de Jundiaí!”.
da por todo o
mundo, entre
11 de outubro
de 2012 e 24 de
novembro de
2013. Convocado pelo então Papa Bento
XVI, em comemoração aos 50
anos da abertura do Concílio
Vaticano II e do vigésimo aniversário de promulgação do
Catecismo da Igreja Católica.
Nesse período os fiéis tiveram
O Fórum Teológico Diocesano refletiu, durante três noites, sobre a importância da fé.
Realizado na Paróquia São João Bosco, em Jundiaí, a atividade reuniu cerca de 900 fiéis
leigos e leigas das 11 cidades da Diocese, entre os dias 11 e 13 de novembro. Padres,
diáconos e seminaristas também marcaram presença no evento, que teve assessoria do
Bispo Auxiliar de Aracaju (SE), Dom Henrique Soares da Costa.
O VERBO
muitas oportunidades, em
suas paróquias, dioceses ou
pessoalmente, para aprofundar a fé, numa autêntica e
renovada conversão.
Ao término do Ano da
Fé os católicos iniciam um
novo tempo ainda mais convencidos da presença viva
de Jesus e de que devem caminhar juntos como homens
e mulheres de fé, transmitindo a experiência de Jesus
Cristo, sendo suas testemunhas e sinais de seu amor em
toda parte.
Em 16 de junho, mais de 2500 ministros se reuniram na Arca da
Aliança, em Várzea Paulista, durante a Jornada Diocesana de
Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística e da Palavra.
Foi um dia dedicado à formação, partilha, união e confraternização;
um momento de revigoração ministerial, para fortalecimento na
caminhada e renovação na Fé.
Na Jornada Diocesana da Caridade realizada no dia 22 de junho, na
matriz do Sagrado Coração de Jesus, em Jundiaí, o Bispo Diocesano,
Dom Vicente Costa, destacou que os pobres são o tesouro da Igreja
e que devemos cuidar deles, pois não se pode adorar a Deus se
nosso espírito não acolher o irmão necessitado. Todas as 11 cidades
da Diocese de Jundiaí estiveram representadas no evento.
Na Festa da Assunção de Maria, no dia 18 de agosto, cerca de dois
mil catequistas reuniram-se no salão da Comunidade Bom Jesus,
da Paróquia Santa Rosa de Lima, em Jundiaí. A Jornada Diocesana
de Catequistas, que acontece anualmente no mês de agosto, em
comemoração ao Dia do Catequista, proporciona a oportunidade da
partilha da alegria em anunciar a Palavra de Deus.
Na Diocese de Jundiaí, o Dia da Vida Consagrada foi marcado por
uma missa realizada na Catedral Nossa Senhora do Desterro, em
18 de agosto. O Bispo Dicesano, Dom Vicente Costa, presidiu a
celebração, com a participação de padres, diáconos, seminaristas,
religiosos e religiosas, e exortou os religiosos a seguirem o exemplo
de Maria e serem sinais do amor de Deus no mundo.
O Santuário Nacional de Aparecida acolheu cerca de 13 mil fiéis romeiros, padres, diáconos,
seminaristas, religiosos e religiosas das 65 paróquias da Diocese de Jundiaí, no dia 15 de
novembro, que participaram da Romaria Diocesana, dentro da programação para o Ano da
Fé. O principal momento da romaria foi a missa na Basílica, às 9h, presidida por Dom Vicente
Costa, e concelebrada por padres da Diocese.
O Ano da Fé na Diocese de Jundiaí deixou um compromisso para que os fiéis vivam,
com entusiasmo, a missão que Jesus nos confiou. O encerramento foi marcado por uma
missa, na matriz da Paróquia Nossa Senhora de Montenegro, em Jundiaí, que contou com
a presença de centenas de fiéis, que renovaram seu compromisso de fé repetindo a frase:
“Jesus é nossa luz. Senhor Jesus, ilumina nossa vida, Igreja e família!”.
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
7
GRUPOS DE RUA
ANO 3 - Nº 58
SUPLEMENTO DO JORNAL O VERBO
DIOCESE DE JUNDIAÍ - SP
ATENÇÃO ANIMADOR: devido ao fato de este encarte trazer três encontros, apresentamos
o mesmo início, a mesma introdução à Palavra e o mesmo final para todos eles.
INÍCIO
Cantemos:
(Canto nº 1 ou 2)
A: Sentados, vamos marcar nossas Bíblias na passagem indicada para o encontro de hoje.
PALAVRA DE DEUS
(Esperar que todos a encontrem
em suas Bíblias e depois continuar)
A: Ainda em pé, vamos acolher Evangelho escolhido para este encontro.
A: Em pé, invoquemos a Santíssima Trindade: em
nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
A: A graça de Jesus, o amor do Pai e a comunhão
do Espírito Santo estejam conosco.
T: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor
de Cristo.
A: Que o Espírito Santo de Deus nos dê sabedoria,
saúde, disposição, disponibilidade a Deus e a sua
igreja, para levarmos em frente esta missão.
ORAÇÃO
A: Coloquemos diante de Deus nossas intenções.
(Dar tempo para que todos coloquem suas
intenções e depois rezar conforme decidir o
grupo: uma dezena de Ave-Marias ou
o Terço todo ou outra oração)
AVISOS
A: Para o próximo encontro não se esquecer de
trazer a Bíblia. (outros avisos)
DESPEDIDA E ABRAÇO DA PAZ
A: Pedimos, ó Pai, a vossa benção sobre esta
(Canto nº 3 ou 4)
(Somente o leitor proclama e os outros
acompanham cada um em sua Bíblia)
L1: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo.
T: Glória a vós, Senhor.
(Proclamar e depois dizer:)
L1: Palavra de Salvação.
T: Glória a vós, Senhor.
(Com todos sentados, continua seguindo o texto
próprio do encontro)
família que nos acolhe, sobre todos nós que
aqui nos reunimos. Que a vossa benção se
estenda também sobre os que não vieram e
nunca vão vir, Pai, Filho e Espírito Santo.
T: Amém.
A: Cantemos, pedindo a Maria que continue
nos acompanhando na missão e no dia-a-dia de
nossa vida.
(Canto nº 5 e depois todos
se abraçam desejando a paz)
“Convertam-se, pois o Reino de Deus está próximo”
(Encontro para a semana de 20 a 26 de janeiro de 2014)
Evangelho de São Mateus, capítulo 4, versículos de 12, saltando para o 17 a 23. Providenciar tiras pequenas de papel, de tamanho suficiente para que se escreva em cada uma o nome
de algum ídolo que escraviza o mundo: dinheiro, sexo, drogas, consumismo, vaidade, fama,
bebedeira, egoísmo, etc. Que haja pelo menos uma tira de papel para cada participante e outras em branco para que os participantes do grupo lembrem mais alguns nomes. Providenciar
também uma vasilha que vai servir para que nela sejam queimadas as tiras de papel. Não se
esquecer dos fósforos e canetas. Ler tudo antes para entender como proceder na dinâmica.
(Início igual para todos os dias)
Reflexão
T: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus
está próximo”.
L1: O Reino de Deus é uma realidade muito
A: Jesus inicia seu ministério. O seu primeiro e complexa. Mas não temos dúvida de que Jesus
fundamental anúncio vamos dizer juntos:
encarna esse Reino dos Céus ou de Deus. E ele
O VERBO - Suplemento
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
Página 1
Suplemento do Jornal O Verbo
afirma que “está próximo”,
muito perto de nós, porque ele
é homem sem deixar de ser
Deus. Não é um Deus distante:
está perto, vivo, em nossa situação humana.
L2: Quem entra para o Reino
de Deus, ou seja, quem entra
em comunhão com Jesus neste
mundo, um dia viverá o Reino
plenamente no Céu, pois então
seremos um só com ele e o Pai.
L3: Mas existem muitos “reinos” disputando lugar em nosso coração. Os ídolos que encarnam esses reinos estão sempre prontos a nos escravizar.
A: Jesus passou sua vida lutando para não se deixar escravizar por nenhum ídolo. E conseguiu! Seu coração era e é somente do Pai. Essa luta contra
a tentação dos ídolos, também
precisa ser travada por nós,
pois, não podemos servir a dois
senhores. Não dá para viver em
dois reinos.
L1: O ídolo dinheiro, por
exemplo, é tão feroz, que tem
conseguido dominar muitas
pessoas. Ele lança seus tentáculos sobre as instituições, inclusive religiosas.
L2: Pessoas poderosas ou simples, pobres ou milionárias,
pais e mães de famílias, jovens
e crianças, católicos ou ateus,
acabam prisioneiros do reino
do ídolo dinheiro.
L3: Quase tudo nesta vida
pode ser endeusado, idolatrado. Quase tudo pode se tornar
um ídolo. E quem se deixa levar por ele, entra no reino desse
ídolo e então, para sair, a luta é
maior e, às vezes, nem se consegue.
L1: Para entrar para o Reino
de Deus, que é Jesus, é preciso
conversão. Ou seja, é necessário passar a enxergar a vida, as
pessoas, a si mesmo, de uma
Página 2
forma diferente. E agir de forma diferente daquela de quem
é escravo. Só assim começa-se
a entrar no Reino de Deus.
“Segui-me e eu vos farei pescadores de homens”
A: No evangelho de hoje, depois de Jesus anunciar a conversão e o Reino, ele passa a
chamar os discípulos. Esses
acreditam e deixam aquilo que
os prendia e seguem Jesus.
L1: Simão e André deixam as
redes. Tiago e João deixam o
barco e o pai.
L2: Logicamente, para seguir
Jesus precisaram deixar muito
mais coisas, mas essas simbolizam as coisas mais difíceis de
serem deixadas.
L3: A rede e barco eram os
meios de subsistência dos
discípulos. Instrumentos de
ganhar dinheiro, de comprar
coisas, de se alimentar, de sobreviver, enfim de toda a vida
material. O pai sintetiza os
afetos, as dependências amorosas, os apegos, ou seja, toda a
vida afetiva. Portanto, matéria
e afetividade podem facilmente tornar-se ídolos. E por isso
eles deixam e seguem somente
a Jesus.
Jesus percorria
as cidades curando
A: Mas o evangelho não para
por ai: “Jesus percorria as cidades pregando a boa notícia do
Reino e curando”. Jesus chama! Quem responde, ótimo!
Está a caminho do Reino. Mas
quem não responde precisa
ser curado e Jesus vai fazer de
tudo para curar os que estão escravos, machucados, doentes,
surdos por causa dos ídolos.
Vai de cidade em cidade. Mais
ainda, vai ao fundo do poço,
para buscar quem estiver mais
perdido. Esse é o significado da
cruz. Essa é a missão de Jesus.
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
SANTA ISABEL
DE PORTUGAL
A: Santa Isabel nasceu em 1271,
sobrinha neta de Santa Isabel
da Hungria, de quem herdou,
além do nome, os muitos dons.
Casou-se com Dom Dinis, que
acabava de subir ao trono de
Portugal.
L1: Vivia em oração e tinha
grande devoção a Nossa Senhora. Ela quem escolheu a Imaculada Conceição como padroeira
de Portugal, celebrada no dia 8
de dezembro.
L2: Seu filho Afonso conspirou
contra o pai, querendo roubarlhe o trono. Amparada pela
oração, Santa Isabel conseguiu
suportar os erros do marido e a
grande traição do filho, levando-o ao arrependimento.
L3: Sem omitir nenhuma das
obrigações impostas pela sua
condição de rainha, dedicou-se
aos fracos, cuidou dos enfermos,
fundou hospitais e assistiu a todo
tipo de sofredor. Gostava de cuidar pessoalmente dos leprosos,
de amparar órfãos e viúvas.
A: Conta-se que um dia, Isabel
levava pães embrulhados em sua
roupa de rainha, com o intuito
de alimentar os pobres. Dom
Dinis, tentando impedi-la, exigiu que mostrasse os alimentos.
Isabel, acuada pelo marido, abriu
o manto e revelou os pães que tiO VERBO - Suplemento
Suplemento do Jornal O Verbo
nham se transformado em rosas.
PARTILHA
demos lembrar de mais alguns.
L1: Quando Dom Dinis morreu, Santa Isabel estava com
54 anos de idade, e ainda viveu
mais onze. Abraçou a Ordem
Terceira de São Francisco e
abandonou as pompas da corte,
a fim de viver exclusivamente
para a oração e a caridade.
A: “Jesus percorria as cidades
pregando a boa notícia do Reino e curando”. Jesus quer percorrer nossa cidade, nosso país,
o mundo e curar. Mas ele usa de
nossas pernas, de nossos lábios,
de nosso coração. A missão dos
Grupos de Rua ou de Reflexão é
um dos muitos meios que Jesus
tem para curar as idolatrias. Ele
nos chama, assim como chamou
os discípulos. Esses deixaram
tudo e o seguiram. Você se sente
agindo em nome de Jesus para
curar alguém de seus ídolos?
(Os participantes podem lembrar mais nomes que devem ser
escritos nas tiras de papel)
L2: Morreu no dia 4 de julho
de 1336. Suas últimas palavras
foram: “Maria, Mãe da graça,
Mãe de misericórdia, protegenos do inimigo e recebe-nos na
hora da morte”.
L3: Inumeráveis foram os milagres obtidos junto a seu corpo,
que permanecia surpreendentemente incorrupto e exalava um
perfume de bálsamo. Foi canonizada em 1625 e declarada Padroeira de Portugal.
A: Enquanto cantamos vamos
“destruir” os ídolos que escravizam a nós e ao mundo. Cada um
pegue pelo menos uma tira, coloque fogo e jogue no recipiente. Antes, façamos uma oração:
DINÂMICA
T: Pedimos, o Deus, que somente vós sejais o nosso Senhor. Que nenhum ídolo tome
o vosso lugar em nosso coração. Dai-nos também a disposição e disponibilidade dos
discípulos, que largaram tudo
e vos seguiram. Amém.
A: Temos nessas tiras de papel
os nomes de alguns ídolos do
mundo que nos escravizam e
substituem o verdadeiro Senhor
de nossa vida. Presos a eles, não
conseguimos viver o Reino. Po-
(Enquanto se canta o nº 6,
cada um põe fogo na sua tira
de papel e a coloca no recipiente. Depois continuar com a
sequência igual para
todos os dias)
(Dar tempo para que respondam)
FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR
(Encontro para a semana de 27 de janeiro a 2 de fevereiro de 2014)
Evangelho de São Lucas, capítulo 2, versículos de 22 a 32. Providenciar uma cruz para
que diante dela todos cantem, conforme indicado. Ler tudo antes para saber como proceder.
(Início igual para
todos os dias)
Reflexão
metros de Nazaré, cidade do
interior, para a capital Jerusalém, para cumprir as leis
do povo de Israel.
A: José e Maria sobem à JeA Purificação de Maria
rusalém para apresentar o
Menino Jesus, no Templo.
A: Depois do nascimento de
um filho, a mulher era conL1: A sagrada Família per- siderada impura por quarenta
correu mais de cem quilô- dias. Com Maria não foi diO VERBO - Suplemento
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
ferente. Passado esse tempo,
devia apresentar sua oferta
de purificação no Templo.
L2: Exigia-se que a mãe levasse um cordeiro de um ano
para ser sacrificado e oferecido no Templo, uma rola
(pomba adulta) e dois pombinhos para o sacrifício pelos
pecados. Mas se fosse muito
Página 3
Suplemento do Jornal O Verbo
pobre, a Lei permitia trazer
apenas duas rolas ou dois
pombinhos, um para o sacrifício e outro para a oferta
pelo pecado. Como a família
de Jesus era pobre, foi isso
que trouxeram.
L3: Após a apresentação do
sacrifício, Maria estava ritualmente pura.
O Resgate de Jesus
A: A Lei do Senhor pedia
para que o primeiro filho
(primogênito) dos homens
e dos animais fosse consagrado a Deus. Povos pagãos
também consagravam seus
filhos aos ídolos, de modo
radical. Matavam os primogênitos e ofereciam a vida
deles aos deuses. O povo da
Bíblia logicamente rejeitava
essa possibilidade. E por isso
resgatavam os primogênitos.
L1: Estamos familiarizados
com a palavra “resgate”,
pois, infelizmente, hoje são
muito frequentes os sequestros de pessoas. O sequestrador exige que se pague o
resgate pela vida da pessoa
sequestrada.
L2: No caso da exigência da
lei judaica, o resgate era feito
pagando-se pela vida da pessoa com um cordeiro. Isso,
por causa do seguinte:
L3: Muito tempo antes do
nascimento de Jesus, o povo
hebreu, ao qual Jesus veio a
pertencer, estava escravo no
Egito. Deus convocou Moises para libertá-lo. Logicamente, o faraó não queria
que isso acontecesse e por
isso foi preciso que Moisés
realizasse sinais fortes na
natureza, tentando comover o coração dele. Mas o
que foi capaz de comover o
faraó foi a morte de todos
os primogênitos egípcios,
Página 4
inclusive a de seu filho.
L1: Esse grande e terrível
sinal, chamado de a “décima
praga do Egito” aconteceu
durante a noite. Por ordem
de Deus as casas dos hebreus foram assinaladas pelo
sangue de um cordeiro, que
também ia servir de alimento
naquela noite.
L2: Todos os primogênitos
hebreus que estavam nessas casas assinaladas pelo
sangue do cordeiro foram
poupados da morte, ou seja,
resgatados pelo cordeiro,
enquanto que os filhos mais
velhos das famílias egípcias
morreram. Se não fosse pelo
cordeiro, oferecido como
resgate, também os primogênitos hebreus estariam mortos. Por isso, a vida não lhes
pertencia mais. Ela passou a
ser de Deus, pertencer a ele.
É por esse motivo que são
consagrados a Deus.
O Resgate do Mundo
A: Graças a Jesus Cristo, todos nós somos poupados da
morte. A morte não nos domina mais. Morremos, sim,
mas ressuscitamos para a
vida eterna.
L1: Jesus, o Cordeiro de
Deus que tira o pecado do
mundo serve como resgate
para todos.
L2: Jesus se deixa sacrificar
na cruz, como um cordeiro sem mancha. Morre em
nosso lugar, mas ressuscita e
vence a morte.
L3: Assim, graças ao resgate
realizado pelo Cordeiro Jesus, obtemos a vida eterna.
Escapamos da morte eterna.
Portanto, nossa existência é
graças a ele, somos consagrados a ele.
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
Batismo e
Consagração a Deus
A: Esse resgate operado por
Jesus, na cruz, atua em nós.
Não somente o Pai recebe o
resgate realizado por Jesus,
como também nossa alma se
alimenta, vive desse resgate
e dessa consagração. Pois ela
está livre, nossa vida está liberta. Somos posse de Deus.
Existe em nós uma vocação,
um chamado para a consagração a Deus.
L1: No batismo somos consagrados. Mas, a impressão
quem temos é que ele não
teve efeito sobre nós, por ter
sido ainda num momento em
que a maioria não tinha o entendimento necessário, pois
foi batizada ainda bebê.
L2: Embora essa consagração tenha sido eficaz, precisa ainda ser entendida,
assimilada pela razão e pelo
coração.
L3: A nossa Igreja católica
se esforça para tornar claro
a todos os batizados a maravilha que já foi operada
neles. As catequeses de primeira Comunhão, de Crisma,
os Encontros, as Missas...
Quanto mais vivenciamos a
oferta de Jesus na cruz, mais
claro fica o quanto somos especiais, consagrados a Deus.
A: Temos anseio de vida,
gostamos do mundo. Ainda
bem! O mundo foi feito lindo
e bom para todos nós. Porém,
quando se descobre uma beleza maior, uma bondade
mais intensa, todo o resto deveria perder o brilho.
Vida Consagrada
L1: Existem homens e mulheres que conseguem ver
a luz intensa que emana de
Deus e passam a ver ofuscaO VERBO - Suplemento
Suplemento do Jornal O Verbo
das as belezas e bondades desse mundo.
L2: Essas pessoas passam a
viver essa consagração a Deus
radicalmente. Desejam viver somente por Deus e para
Deus. É o que chamamos de
vida consagrada.
L3: Todas as congregações religiosas masculinas e femininas nasceram com esse intuito
inicial: franciscanos, carmelitas, salvatorianos, agostinianos, redentoristas, etc. Também os padres foram movidos
por esse desejo de consagração
e renunciam aos seus projetos
de vida, à família, à possibilidade de casar-se e ter filhos,
dinheiro...
A: Mas muito leigos e leigas
também se consagraram radicalmente a Deus. Alguns muito famosos, outros não tão conhecidos por nós. É o caso de
Santa Alpais.
Santa Alpais
A: Alpais nasceu em Cudot,
na diocese de Sens, França, de
uma família pobre. Contraiu
lepra desde cedo e mais tarde perdeu os movimentos dos
braços e bem tarde, de suas
pernas e parte de suas mãos.
Permaneceu vivendo como
leiga por toda a sua vida.
L1: Era notável pela sua paciência, santidade e humildade.
Tinha um dom extraordinário:
vivia tendo como alimento
apenas a Sagrada Comunhão,
como testemunha um frade
seu contemporâneo, Roberto
Abolanz:
L2: “Neste ano de 1180, existe na diocese de Sens, na aldeia de Cudot, uma jovem
conhecida e beneficiando de
grande renome. Não admira que assim seja, pois, nela
resplandece uma admirável
e incrível maravilha! A esta
donzela foi dado por Deus um
extraordinário dom: viver a
O VERBO - Suplemento
sua vida corporal sem necessitar de alimento corporal; e
esta situação dura à mais de
dez anos: ela apenas recebe a
Sagrada Comunhão uma vez
por semana”.
L3: Por ordem do arcebispo
de Sens, Guilherme de Champagne, uma igreja foi construída perto de sua casa com uma
estrutura especial de modo
que ela pudesse assistir a Missa pela janela de seu quarto.
Diz a tradição que curava os
doentes apenas com a sua benção e oração. Foi conselheira
espiritual da rainha Adela da
França.
L1: A tradição diz ainda que
algum tempo antes de sua morte, em 1211, ela teria ficado
curada de sua doença graças à
intercessão de Nossa Senhora.
Após a sua morte o seu túmulo
passou a ser local de peregrinação e vários milagres foram
creditados a sua intercessão.
A: Beatificada, teve seu culto confirmado em 1874 pelo
Papa Pio IX. É Padroeira dos
aleijados, das pessoas com
problemas físicos e dos fisioterapeutas.
PARTILHA
A: Se não fosse por Jesus, não
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
teríamos a vida eterna. Ele é o
cordeiro que serve de resgate
por nossas vidas. Somos assim
propriedade do Senhor, consagrados a ele. Algum jovem
presente no encontro gostaria
de se consagrar totalmente a
Deus? Os pais e mães e irmãos
aceitariam que seus filhos e irmãos se consagrassem radicalmente a Deus deixando tudo?
(Incentivar a participação
de todos)
ATIVIDADE
A: Não sugerimos nenhuma
dinâmica para este encontro,
mas convidamos a uma atividade muitíssimo importante
para ser realizada na Igreja:
lembrando do evangelho que
foi lido hoje, de Jesus sendo
levado por Maria e José ao
Templo, na primeira oportunidade, cada um vá diante do sacrário, na Igreja e renove sua
consagração batismal. Agradeça por ter sido resgatado por
Jesus e, assim, ser sua propriedade. Cantemos, contemplando o crucifixo que está diante
de nós.
(Cantar o nº 7 ou o nº 8 ou
outro e depois continuar com
a sequência igual para
todos os dias)
Página 5
Suplemento do Jornal O Verbo
SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO
(Encontro para a semana de 3 a 9 de fevereiro de 2014)
Evangelho de São Mateus, capítulo 5, versículos de 13 a 16. Providenciar uma pequena
vasilha (como um pires, por exemplo) com um pouquinho de sal. Ler tudo antes para saber
como proceder.
(Início igual para todos os dias)
Reflexão
O sal realça o sabor
dos alimentos
A: O sal tem a capacidade de
realçar o sabor dos alimentos.
L1: Mas deve ser usado com
cuidado, pois quem suporta um
alimento muito salgado?
L2: Imaginemos a preparação
de uma sopa. Colocamos água,
macarrão, legumes. Mas se não
for colocado sal, tudo ficará
sem gosto.
L3: Adicionando sal, ele não
vai substituir os alimentos, nem
é ele que propriamente vai dar
o sabor. Mas revelar, realçar,
destacar o sabor dos alimentos.
A: Assim é a presença do cristão no mundo. Não precisa, e
talvez nem deva, substituir as
pessoas em suas atividades,
mas ajudá-las a ter gosto por
aquilo que fazem, dar-lhes força, servir de exemplo, para que
façam bem aquilo pelo qual são
responsáveis.
L1: A enfermeira Maria, católica praticante, trabalhava
na rede pública de saúde. Era
Página 6
mal remunerada e tinha muito
trabalho. Chegava cansadíssima do trabalho e ainda tinha
todos os afazeres de dona de
casa. Mesmo assim, procurava dar o melhor de si no trabalho e em casa.
L2: Médicos, enfermeiros,
atendentes, faxineiros, notavam o seu grande carinho com
os pacientes, sua obediência
e respeito aos superiores, sua
pontualidade.
L3: Um médico, por exemplo,
quando vinha irritado e estressado, vendo o jeito carinhoso
da enfermeira, tentava ser mais
gentil com os pacientes. Uma
faxineira, que às vezes fingia
estar trabalhando, perto da enfermeira se sentia motivada a
fazer o melhor que podia em
sua função.
A: Esse exemplo simples é
revelador de como um cristão
pode salgar o mundo.
A Luz que guia na escuridão
A: Numa situação onde não
haja nem um tipo de luz, se
alguém acender uma pequena
chama, como de um fósforo ou
de uma vela, já será uma grande ajuda para saber onde é o ca2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
minho, como evitar obstáculos,
evitar os tropeços e quedas, etc.
L1: Assim é o cristão no mundo. Ele tem a luz de Deus em
seu coração. Mesmo que essa
chama seja pequena, ela pode
fazer a diferença num mundo
cego, de trevas.
L2: A vela que o padrinho ou
pai do bebê recebe no dia de
seu batismo significa justamente isso. Acesa no Círio Pascal, a
grande vela que representa Jesus, ela simboliza a luz de Deus
que guardamos no coração.
L3: Como toda chama, precisa ser alimentada, necessita de
combustível. Nossa presença
na Igreja, nos grupos, nas catequeses, alimenta a chama e
pode fazer dela uma fogueira.
A: No exemplo que demos acima, a enfermeira Maria iluminava a vida dos que trabalhavam com ela. Mas se não fosse
católica praticante, bem provavelmente, seria influenciada
pelo meio em que atua e ao invés de salgar e iluminar, seria
contaminada pelo pensamento
e atitudes da maioria.
L3: Para ser luz, o primeiro
passo é receber a luz de Deus.
O VERBO - Suplemento
Suplemento do Jornal O Verbo
Cantemos.
(Canto nº 9)
UMA HISTÓRINHA
PARA ILUSTRAR
A: Numa missa que estava sendo celebrada à noite, num ginásio de esportes, em uma das
onze cidades que compõem a
diocese de Jundiaí, o presidente da celebração disse:
L1: Peço que apaguem as luzes
desse ginásio. Não se assustem! Quero que todos sintam o
efeito da escuridão.
A: Todas as luzes foram apagadas e a imensa assembleia
de milhares de pessoas ficou
no escuro. Enquanto isso, o padre que presidia se deslocou de
aonde estava e falou:
L1: Estou abrindo meu celular. Todos que conseguirem ver
a luz que dele emana digam
“sim, eu vejo”.
A: Acendeu-se uma pequena
luz azulada no meio da escuri-
dão e todo o povo gritou:
T: “Sim, eu vejo”
A: O padre explicou:
L1: Percebam: a luz de meu
celular é como uma pequena
ação de bondade: pode brilhar
no coração das trevas. Por menor que seja, não passa despercebida aos olhos de Deus e aos
olhos dos homens. Mas podemos fazer mais. Todos que tiverem um celular, o abram e o
levantem.
A: De repente, a escuridão foi
vencida por milhares de pequenas luzes.
L1: Se muitas pessoas simples,
em muitos lugares simples, ao
menos tivessem simples atitudes de amor, a face da terra poderia mudar.
DINÂMICA
A: Antigamente havia um rito
dentro do sacramento do batismo, que hoje se tornou opcional: colocar sal nos lábios do
bebê. Nesse encontro, vamos
fazer esse sinal, para que fique
bem incutida a nossa missão
de ser sal da terra. Temos essa
vasilha com sal à nossa frente.
Vamos todos estender as mãos
sobre ela enquanto faço uma
oração: “Senhor, abençoai este
elemento da natureza, capaz de
dar sabor aos alimentos. Que
em nossos lábios, nos recorde
hoje, nossa missão de cristãos
de dar sabor aos homens e mulheres desse mundo.Que vendo
nossas boas obras, glorifiquem
a vós, ó Pai que estais nos
céus. Amém.”.
L2: Enquanto, o animador
toca o sal e depois os lábios de
cada um, vamos cantar “Eisme aqui, Senhor”. Logo na
primeira estrofe o cântico diz:
“Sou chamado a ser fermento,
sal e luz, e por isso respondi:
‘aqui estou!’”.
(Canto o nº 6 ou outro e depois continuar com a sequência igual para todos os dias)
CANTOS
1- COMO MEMBRO
DESTA IGREJA
PEREGRINA
Como membro desta
igreja peregrina,
recebi de Jesus Cristo
uma missão:
de levar a Boa Nova
a toda gente,
aVerdade a Paz e o Perdão.
Envia, envia, Senhor,
operários para a messe.
Escuta, escuta esta prece,
multidões te esperam,
Senhor!
Por caminhos tão difíceis
muita gente,
vai andando sem ter rumo
O VERBO - Suplemento
e direção.
Não conhecem a
verdade do Evangelho,
que liberta e dá
força ao coração.
A missão nos acompanha,
dia a dia, na escola,
no trabalho e no lar.
Precisamos ser
no mundo testemunhas,
pra que Deus possa em nós,
se revelar.
2- VEM, ESPÍRITO
SANTO, VEM
Vem, Espírito Santo, vem.
Vem iluminar.
Nossos caminhos,
vem iluminar!
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
Nossas ideias, vem iluminar!
Nossas angústias,
vem iluminar!
As incertezas, vem iluminar
Toda a Igreja, vem iluminar
A nossa vida, vem iluminar!
Nossas famílias,
vem iluminar!
Toda a terra, vem iluminar!
(podem ser introduzidas
outras frases)
3- ALELUIA, QUANDO
ESTAMOS UNIDOS
Aleluia , Aleluia, Aleluia,
Aleluia, Aleluia , Aleluia.
Quando estamos unidos,
estas entre nós,
e nos falarás da tua vida.
Página 7
Suplemento do Jornal O Verbo
CANTOS
Aleluia , Aleluia, Aleluia,
Aleluia , Aleluia, Aleluia.
Este nosso mundo,
sentido terá,
se tua palavra renovar.
Aleluia , Aleluia, Aleluia,
Aleluia , Aleluia, Aleluia.
4- TUA PALAVRA É
LÂMPADA
Tua palavra é lâmpada
para meus pés, Senhor,
lâmpada para meus
pés, Senhor,
luz para o meu caminho.
lâmpada para meus
pés, Senhor ,
luz para o meu caminho.
5- VEM, MARIA, VEM
Vem, Maria, vem,
vem nos ajudar
neste caminhar
tão difícil,
rumo ao Pai. (bis)
Vem, querida Mãe,
nos ensinar a ser
testemunhas do amor
que fez do teu corpo
sua morada que se
abriu pra receber o Salvador.
Nós queremos, ó Mãe,
responder ao amor
do Cristo Salvador,
cheios de ternura colocamos
confiantes em tuas
mãos esta oração.
6- EIS-ME AQUI,
SENHOR
Eis-me aqui, Senhor
Eis-me aqui, Senhor.
Pra fazer tua vontade,
pra viver no teu amor
Pra fazer tua vontade,
pra viver no teu amor
Eis-me aqui, Senhor
Página 8
O Senhor é o Pastor
que me conduz,
Por caminhos nunca
vistos me enviou,
Sou chamado a ser
fermento, sal e luz,
E por isso respondi:
aqui estou!
Ele pôs em minha
boca uma cancão,
Me ungiu como profeta
e trovador
Da história e da vida
do meu povo,
E por isso respondi:
aqui estou!
Ponho a minha
confiança no Senhor,
da esperança sou chamado
a ser sinal,
seu ouvido se inclinou
ao meu clamor,
e por isso respondi:
aqui estou.
7- TEU SOU
de graça, recebemos.
A natureza tão bela
que é louvor, que é serviço
o sol que ilumina as trevas
transformando-as em luz
o dia que nos traz o pão
e a noite que nos dá repouso
ofertemos ao Senhor
o louvor da criação.
Nossa vida toda inteira
ofertamos ao Senhor
como prova de amizade
como prova de amor
com o vinho e com o pão
ofertemos ao Senhor
nossa vida toda inteira
o louvor da criação.
9 - DEIXA A LUZ
DO CÉU ENTRAR
Tu anseias, eu bem sei,
a salvação.
Tens desejos de banir
a escuridão.
Abre, então, de par
em par, teu coração
e deixe a luz do céu entrar.
Eu não sou nada e
do pó nasci, mas tu me
amas e morreste por mim.
Deixa a luz do céu entrar.
Deixa a luz do céu entrar.
Diante da Cruz
só posso exclamar:
teu sou, teu sou.
Abre bem as portas
do teu coração
e deixa a luz do céu entrar.
Toma as minhas mãos,
te peço, toma meus lábios,
te amo, toma minha vida,
ó Pai, teu sou, teu sou. (bis)
Cristo a luz do céu,
em ti quer habitar
para as trevas do
pecado dissipar,
teu caminho e
coração iluminar
e deixa a luz do céu entrar
Quando de joelhos
te olho, ó Jesus,
vejo tua grandeza,
e minha pequenez.
Que posso dar-te eu?
Só meu ser, teu sou, teu sou.
8- DE MÃOS ESTENDIDAS
De mãos estendidas,
ofertamos o que
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
Que alegria andar
ao brilho dessa luz
vida eterna e paz
no coração produz
Oh! Aceita agora
o salvador Jesus
e deixa a luz do céu entrar
O VERBO - Suplemento
Igreja na Diocese
Devotos louvam Santa Luzia
Boa
A
cidade de Campo Limpo Paulista
tem como padroeira
de uma de suas paróquias
aquela que é conhecida
como protetora dos olhos.
Santa Luzia foi homenageada no dia 13 de dezembro por devotos e frequentadores da paróquia que leva
o seu nome. Antes, uma
novena aconteceu entre os
dias 4 e 12 de dezembro.
Na sexta-feira, dia de Santa
Luzia, houve a celebração
da missa solene, às 19h30,
com cerca de 400 participantes. Depois, os fiéis saíram em procissão seguindo
a imagem da santa. Ao final, com a relíquia de Santa
Luzia em mãos, o pároco,
padre Antônio Ferreira da
Silva abençoou a todos.
Em Itu, a comunidade de
Santa Luzia, pertencente à
Evangelii Gaudium A alegria do Evangelho
Evangelii gaudium - A
alegria do Evangelho é a primeira Exortação
Apostólica do pontificado
de Papa Francisco. Nesta obra o Papa se refere
amplamente à alegria,
sobretudo a alegria que
vem do encontro com o
Senhor.
O Documento está
organizado em cinco capítulos: a transformação
missionária da Igreja, a
crise do compromisso
comunitário, o anúncio
do Evangelho, a dimensão social da evangelização, evangelizadores
com espírito. Com essa
carta o Papa Francisco
quer dirigir-se aos fiéis
cristãos a fim de convidálos para uma nova etapa
evangelizadora marcada
por essa alegria e indicar
caminhos para o percurso da Igreja nos próximos
anos.
Em Itu, na comunidade de Santa Luzia, pertecente à Paróquia São Luis Gonzaga, o
padre Marcelo presidiu a missa solene no dia 13 de dezembro.
Paróquia São Luís Gonzaga, também se reuniu para
celebrar a padroeira. A solene eucaristia foi presidida
pelo pároco, padre Marcelo
Alessandro de Lima.
A missa foi realizada na
noite do dia 13 de dezembro e contou com a participação dos alunos da Escola
de Cegos Santa Luzia, que
proclamaram as leituras e
entoaram cânticos.
No final da celebração,
os fiéis saíram em procissão
pelas ruas do bairro.
Dentro das 11 cidades que
formam a Diocese de Jundiaí, outras comunidades
dedicadas à santa também
fizeram suas demonstrações
de respeito e devoção.
Comunicado
Cúria ficará fechada no início de janeiro
Informamos que o Edifício Cristo Rei, sede da
Cúria Diocesana de Jundiaí, permanecerá fechado
entre os dias 30 e 17 de
LeiTura
janeiro de 2014, por motivo de férias coletivas dos
funcionários, devendo ser
reaberto para atividades no
dia 20 de janeiro de 2014,
segunda-feira, a partir das
8h.
Desejamos a todos um
feliz e próspero Ano Novo!
Título: Evangelii Gaudium - A alegria do
Evangelho - Sobre o
anúncio do Evangelho
no mundo atual
Autor: Papa Francisco.
Editora: Editora Paulus.
Preço: R$ 6,50.
João Soares da Silva
venceu o sorteio do dia
25 de novembro e ganhou o livro “Religião &
Educação”. Parabéns!
Inauguração e bênção da Capela São José Operário
Após 20 anos da celebração da primeira missa
que marcou o nascimento
da Comunidade Católica
dedicada a São José Operário, localizada no Conjunto
Habitacional Jardim Maria
Luiza, em Cajamar, fiéis celebram em ação de graças
pela inauguração da Igreja,
que pertence a Paróquia São
Paulo Apóstolo. O templo
foi inaugurado no domingo
8 de dezembro, marcando
a solenidade da Imaculada
Conceição.
A nova Igreja ficou pequena para o grande núme8
ro de fiéis que compareceu
à celebração eucarística de
dedicação e inauguração,
presidida pelo padre José
Roberto de Oliveira, seguida de bênção do novo espaço, altar e ambão.
As atividades da Comunidade iniciaram em meados do ano de 1993, no
governo paroquial do padre
João Estevão da Silva, em
tempos que a comunidade
pertencia à Paróquia São
Sebastião.
Ao longo desses anos,
a Comunidade celebrou no
Centro Comunitário Mu-
O pároco, padre José Roberto de Oliveira, presidiu a missa de
dedicação e inauguração da Capela São José Operário.
nicipal dividindo o espaço
com outras comunidades
cristãs. Mas por iniciativa
dos fiéis, várias ações foram feitas para a construção
da capela. Além disso, com
ajuda dos sacerdotes que por
Um grande número de fiéis, inclusive de outras comunidades
paroquiais, participou da celebração.
lá passaram, a comunidade
fomentou a reza do terço, os
grupos de rua, a catequese.
Em 2012, por iniciativa do atual pároco, padre
José Roberto de Oliveira,
a comunidade paroquial se
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
envolveu na aquisição de
carnês em prol da construção da Igreja de São José
Operário, tornando o sonho
realidade.
Colaboração: Seminarista Erickson
Ramos da Silva
O VERBO
O Verbo
A
Exortação Apostólica Evangelii Gaudium
presente reflexão
inicia uma série de
textos que a cada
edição de “O VERBO” trará
um resumo, por capítulos,
da Exortação Apóstolica
Evangelii Gaudium.
Publicada no encerramento do Ano da Fé, dia
24 de novembro de 2013,
Evangelii Gaudium (A
Alegria do Evangelho) é a
primeira Exortação Apostólica Pós-Sinodal, que
foi, neste caso, a XIII Assembleia Geral Ordinária
sobre A Nova Evangelização para a transmissão
da fé cristã, realizada em
2012, escrita pelo Papa
Francisco.
A exortação é um documento profético e inovador
não só pelo registro direto
e pela linguagem acessível
que contém, como também por atualizar a dimensão social e suscitar novas
pistas para evangelização.
Fala dos desafios e necessidades atuais para o anúncio
da Boa Nova e esta dividida em uma introdução e
cinco capítulos, a saber: A
transformação missionária
da Igreja; Na crise do compromisso comunitário; O
anúncio do Evangelho; A dimensão social da Evangelização; Evangelizadores com
Espírito.
Através de sua leitura reparamos quais foram
os documentos base para
o desenvolvimento do texto: Evangelii Nuntiandi, do
Papa Paulo VI, vários textos
do Papa João Paulo II (48
vezes citado) e os documentos do CELAM (Conselho
Episcopal Latino-Americano), principalmente o Documento de Aparecida, citado dez vezes, e, no qual,
o ainda Cardeal Bergoglio,
foi designado presidente da
Comissão de Redação do
Documento Conclusivo.
Como sabemos os documentos pontifícios sempre
são designados a partir das
primeiras palavras do seu
texto em latim, no caso presente o nome da exortação já
dá as pistas do que vai tratar o texto em sua integra,
pois quem encontrou Jesus,
Caminho, Verdade e Vida,
fica de tal modo marcado e
fascinado, que não consegue
reter só para si esse encontro
de fé. Outro ponto a destacar
é a vontade de renovar, em
todos os membros da Igreja,
o entusiasmo missionário,
bem como quais devem ser
os rumos e as preocupações
da evangelização. Assim
diz o Papa na abertura do
documento: “A Alegria do
Evangelho enche o coração
e a vida inteira daqueles que
se encontram com Jesus.
Quantos se deixam salvar
por Ele são libertados do
pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento.
Com Jesus Cristo, renasce
sem cessar a alegria. Quero,
com esta Exortação, dirigirme aos fiéis cristãos a fim de
os convidar para uma nova
etapa evangelizadora marcada por esta alegria e indicar
caminhos para o percurso da
Igreja nos próximos anos”
(§1).
O Papa também ressalta
a urgência mundial da dimensão social da Evangelização dando-nos princípios
fundamentais para trabalhar
uma sociedade que seja baseada no bem comum e na
paz social priorizando o
tempo sobre o espaço, a unidade sobre o conflito, a realidade sobre a ideia e o todo
sobre a parte. Por tudo isto,
o pontífice nos chama a uma
conversão profunda, a qual
interpele as estruturas de
pecado de nossos tempos e
vá ao encontro dos sofredores, pois, “às vezes sentimos
a tentação de ser cristãos,
mantendo uma prudente
distância das chagas do Senhor. Mas Jesus quer que
toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros”
(§270).
A Exortação Apóstolica Evangelii Gaudium é
um texto agradável de ler
e estudar, porém, e acima
de tudo, é um texto para
ser posto em prática com
alegria.
Assim, de modo especial, a missionariedade da
Igreja não é proselitismo,
mas testemunho de vida,
pois o anúncio do Evangelho é um dever que brota
do seguimento como discípulo de Cristo e representa
um compromisso constante que anima toda a vida
eclesial.
Padre Enéas de Camargo Bête
O Vaticano II e a Igreja no mundo atual
Gaudium et Spes 8: A vida econômico-social
Na década de 1960 o processo de globalização está
no início e há em pauta assuntos como a multiplicação
dos recursos econômicos,
o intercâmbio de riqueza,
o contraste crescente desta
com a pobreza.
Este capítulo da Gaudium et Spes é dividido em
duas seções. Na primeira é
abordado o desenvolvimento
econômico, suas exigências
e leis. Fala-se do aumento da
produção econômica e que
esta não pode ser uma finalidade em si. A produção deve
estar a serviço do homem e
não o homem a serviço da
produção.
O VERBO
O progresso econômico deve ficar sob a direção
do homem, para que atenda suas necessidades, e não
orientado por interesses de
grandes conglomerados financeiros. Tal processo deve
auxiliar na tarefa de eliminar
as grandes desigualdades
econômico-sociais.
A segunda seção aborda
alguns aspectos orientadores
de toda a vida econômicosocial. Fala das relações de
trabalho e seu valor, assim
como incentiva os trabalhadores a se organizarem com
o objetivo de defenderem
seus interesses. A questão da
greve é vista positivamente,
como instrumento de diálogo e resolução de conflitos.
O destino universal de
todos os bens é tratado no
que se refere ao direito à
propriedade privada, mas há
uma crítica aos latifúndios
improdutivos, geradores de
miséria.
O capítulo termina com
um apelo para que os cristãos respeitem a hierarquia
dos bens terrenos e dos bens
espirituais, buscando a justiça social com espírito de
pobreza.
Seminarista André Renato
Fernandes
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
9
O Verbo
Calendário Diocesano da Ação Evangelizadora
1º de janeiro a 9 de fevereiro de 2014
DATA
HORA
01/01
18h30
Aniversário de Dom Vicente Costa
Povo
Catedral Nossa Senhora do Desterro – Jundiaí
01/01
18h30
Missa de Ano Novo
Povo
Catedral Nossa Senhora do Desterro – Jundiaí
Férias Coletivas (Até o dia 19/01)
Func. da Cúria Diocesana
13º Intereclesial das CEBs
Dom Vicente
Juazeiro do Norte – Crato
01/01
07 a 11/01
ATIVIDADE
PARTICIPANTES
LOCAL
12/01
18h30
Missa: Posse: Pe. Geraldo da Cruz B. de Almeida e Apres.: Pe. João Luiz Dias
Povo
Par. São Sebastião – Itupeva
18/01
18h30
Missa: Dedicação da Igreja: Paróquia Santa Gertrudes
Povo
Par. Santa Gertrudes – Jundiaí
19/01
09h30
Missa de Posse: Pe. Michael Henrique dos Santos
Povo
Par. São Roque – Salto
19/01
19h00
Missa de Posse: Pe. Wagner Marques
Povo
Par. São Cristóvão – Itu
20/01
17h00
Missa: Padroeiro São Sebastião
Povo
Par. São Sebastião – Cajamar
24/01
19h30
Missa de Apresentação: Pe. Alexandre Rogério Theodoro
Povo
Par. Nova Jerusalém – Jundiaí
24/01
20h00
Missa: Movimento de Cursilhos de Cristandade
Cursilhistas
Cúria Diocesana – Jundiaí
25/01
20h00
Missa de Posse: Pe. Félix Xavier da Silveira
Povo
Par. Nossa Sra. do Rosário – Sant. de Parnaíba
26/01
07h30
Encontro: “Dia de Informação” – Encontro de Casais com Cristo (ECC)
Membros
Par. Nossa Senhora da Conceição – Jundiaí
26/01
08h00
Experiência de Oração – Movimentos de Emaús
Membros
Par. Santa Teresinha do Menino Jesus –
Capela Nossa Senhora das Graças – Jundiaí
26/01
19h00
Missa de Posse: Pe. Robinson Adolfo Veronezzi, OSA
Povo
Par. Santo Antônio – Santana de Parnaíba
Retiro Espiritual: Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro
Seminaristas
Casa São Carlos Eventos e Hospedagem – Jundiaí
27 a 30/01
28 a 30/01
19h30
Semana Catequética Teológica: Centro Cateq. Dioc. – Núcleo Teol. São Tomas
Alunos
de Aquino
Par. Nossa Senhora do Monte Serrat – Salto
31/01
09h00
Reunião de Preparação do CDAE: Coordenadores dos Conselhos Regionais
da Ação Evangelizadora (CRAEs)
Coordenadores dos CRAEs
e Convidados
Cúria Diocesana – Jundiaí
31/01
11h00
Missa: Funcionários(as) da Cúria Diocesana
Func. e Voluntários(as)
Cúria Diocesana – Jundiaí
31/01
14h30
Reunião: Comissão Diocesana para os Bens Culturais da Igreja e do Espaço
Sagrado (CBCI)
Membros
Cúria Diocesana – Jundiaí
31/01 a 02/02
19h00
Encontro para Ministros da Palavra: Comissão Diocesana de Liturgia
Ministros da Palavra
Centro de Conv. Mãe do Bom Conselho– Jundiaí
31/01 a 02/02
19h00
1ª Escola de Formação para Coord. de Grupos da Renov. Carism. Cat. (RCC)
Coordenadores de Grupos
Casa de Oração Monte Sinai – Jundiaí
31/01
19h15
Missa de Apresentação: Pe. Noél Teixeira da Silva
Povo
Par. Sagrada Família – Jundiaí
01/02
08h00
Encontro Vocacional Diocesano
Vocacionados
Sem. Dioc. Nossa Senhora do Desterro – Jundiaí
01 a 02/02
08h00
Curso de formação para Novos Agentes – Pastoral da Sobriedade
Convidados
01/02
09h00
Reunião: Com. Dioc. Past. para a Animação Bíblico–Catequética
Coordenadores Regionais
Cúria Diocesana – Jundiaí
01/02
18h30
Missa: Dia da Vida do(a) Consagrado(a)
Religiosos(as) e Convidados
Par. Beato Frederico Ozanam – Jundiaí
01/02
19h30
Missa - Pastoral dos Casais em Segunda União Estável
Convidados
Par. São Vicente de Paulo – Jundiaí
01/02
20h00
Missa de Apresentação: Pe. Júlio César de Macedo Souza
Povo
Par. Nossa Senhora de Fátima – Jundiaí
Recepção dos Seminaristas e Início das Atividades: Seminário Diocesano
Núcleo Propedêutico Sagrada Família
Seminaristas do
Propedêutico
Seminário Diocesano Núcleo Propedêutico
Sagrada Família – Bairro Traviú – Jundiaí
02/02
02/02
08h30
Missa: Votos Temporários das Irmãs Missionárias de Cristo
Religiosos(as)
Aprendizado Dom José Gaspar – Jundiaí
02/02
18h30
Missa de Posse: Pe. Wilson Vitoriano Ferreira da Silva
Povo
Par. Cristo Rei – Salto
23º Curso Anual para Bispos
Dom Vicente
Rio de Janeiro – RJ
04/02
19h30
Aula Inaugural Centro Cateq. Dioc. – Núcleo Teol. Santo Tomás de Aquino
Alunos
Escola Externato Sagrada Família – Salto
05/02
20h00
Aula Inaugural Centro Cateq. Dioc. – Núcleo Teol. Dom Gabriel
Alunos
Cúria Diocesana – Jundiaí
06/02
19h30
Aula Inaugural Centro Cateq. Dioc. – Núcleo Teol. Maria, Sede de Sabedoria
Alunos
Par. Nossa Senhora da Piedade – Várzea Paulista
03 a 07/02
10
06/02
20h00
Missa: Abertura do Ano – Pastoral Familiar
Convidados
Par. Santo Antônio – Jundiaí
06 a 09/02
20h00
Convivência Anual: Comunidades Neocatecumenais
Catequistas
Casa de Oração e Conv. Servo de Javé – Jundiaí
07 a 09/02
19h30
Retiro: Cursilho de Cristandade
Cursilhistas
Casa Mater Dei – Campo Limpo Paulista
08/02
08h30
Assembleia Diocesana – Pastoral do Dízimo
Coordenadores Paroquiais
Cúria Diocesana – Jundiaí
08/02
18h30
Missa de Posse: Pe. Leandro Megeto e Apresentação: Pe. Lupércio Batista
Martins
Povo
Par. Cristo Redentor – Várzea Paulista
09/02
10h00
Missa de Posse: Pe. Adeilson Rodrigues dos Santos
Povo
Par. São Francisco de Assis – Campo Limpo Pta.
09/02
19h00
Missa de Posse: Pe. Agnaldo Tavares Ribeiro
Povo
Par. São João Bosco – Jundiaí
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
O VERBO
Igreja na Diocese
Conselho aprova Plano Diocesano da Ação Evangelizadora
A
apresentação e promulgação do Plano
Diocesano da Ação
Evangelizadora para 2014
foram os principais objetivos da reunião ampliada
do Conselho Diocesano da
Ação Evangelizadora, que
aconteceu no sábado, 14 de
dezembro.
Representantes
dos
Conselhos Regionais da
Ação Evangelizadora, das
65 paróquias que formam
Diocese de Jundiaí, coordenadores das pastorais, dos
movimentos e os responsáveis pelas novas comunidades se encontraram no
Anfiteatro Pio XII da Cúria
Diocesana e a reunião foi
presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa.
Seguindo o que foi proposto pela Conferência Na-
cional dos Bispos do Brasil
(CNBB) dentro das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil
2011 – 2015, o Plano contemplará e terá como tema
uma das cinco urgências
propostas: “Igreja: Casa da
Iniciação à Vida Cristã”.
No momento inicial da
reunião, Dom Vicente apresentou os membros do Conselho Ampliado e falou da
importância do Plano para
o ano de 2014. Logo em seguida, o novo coordenador
da Ação Evangelizadora
na Diocese, padre Leandro
Megeto, fez explicações,
destacando todas as etapas
e atividades que compõem
o mesmo.
Todos puderam acompanhar o que foi dito através
do Jornal O VERBO, que na
edição 399, publicou a sín-
Durante o encerramento da reunião ampliada do Conselho Diocesano da Ação Evangelizadora todos fizeram uma oração de ação
de graças pelo ano vivido.
tese do Plano Diocesano da
Ação Evangelizadora. De
modo geral, as atividades
que foram propostas irão
trabalhar a formação dos
catequistas, o ministério da
acolhida e a valorização do
Ritual de Iniciação Cristã
de Adultos (RICA), fazendo com que a formação do
cristão seja mais catecume-
nal, levando o catequizando a um encontro profundo
com Jesus Cristo.
Após essa etapa, a reunião foi aberta para que os
presentes pudessem expressar suas opiniões.
No encerramento, algumas comunicações foram
feitas e a oração final foi
conduzida pelo padre Car-
los José Virillo, pároco da
Paróquia Nossa Senhora
do Monte Serrat, da cidade de Salto, oportunidade
em que os participantes
puderam agradecer a Deus
pelas graças alcançadas
em 2013.
Colaboração: Tadeu Italiani
Centro Catequético recebe inscrições para cursos
O Centro Catequético
Diocesano Dom Gabriel
Paulino Bueno Couto está
com inscrições abertas para
o curso de Teologia para
Leigos e mais quatro cursos de extensão. Os interessados podem se inscrever
através do site da Diocese,
que é www.dj.org.br, até final de fevereiro de 2014.
O objetivo das aulas é
mostrar que a missão de
transformar a realidade pela
Ação Evangelizadora cabe
a cada um que pratica a religião Católica.
O curso de Teologia para
Leigos tem previsão de começar na segunda quinzena
de fevereiro.
Os cursos de extensão
começarão em março e os
interessados podem optar
entre aulas de Iniciação
Cristã, Catecismo, MissioO VERBO
logia e Filosofia, a única
exigência é que os participantes tenham pelo menos
18 anos completos. A taxa
de inscrição é de R$10,00
e a mensalidade será de
R$ 30,00.
Para as pessoas que concluíram o primeiro ano de
Teologia para Leigos em
2013, a inscrição para o segundo ano é feita de forma
automática, porém, para
aqueles que querem começar seus estudos a oportunidade é valiosa, pois traz aos
participantes a chance de
aprofundar conhecimentos
sobre os saberes teológico,
bíblico, litúrgico, histórico,
pastoral-catequético, espiritual e missionário.
Dentro do projeto da
Ação Evangelizadora para
o ano de 2014 da Diocese
de Jundiaí, as aulas de ex-
Encerramento
Formandos do Núcleo teológico São Paulo Apóstolo I e II, se reúnem para foto com a
diretora do Centro Catequético, Irmã Alcinda Primon, CMC.
tensão em Iniciação Cristã
pretendem alcançar os catequistas e agentes de pastoral envolvidos no processo educativo dos cristãos,
através do conhecimento
histórico do início da igreja primitiva até chegar à
realidade atual para o uso
do Rito de Iniciação Cristã
para Adultos (RICA).
A extensão em Catecismo mostrará aos participantes uma síntese da fé cristã
que deve ser professada, celebrada, vivida e orada.
No curso de Missiologia,
os agentes de pastoral e animadores dos grupos de rua
tomarão consciência de seu
papel missionário perante a
sociedade.
Para quem optar pelo
curso de extensão em Filosofia encontrará a busca de
novos horizontes quando
se trata da compreensão da
vida atual.
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
No final do ano letivo
2013 foi realizada, em cada
um dos cinco núcleos teológicos da Diocese de Jundiaí,
missa em ação de graças
pelo ano de formação na fé
dos cursos de Teologia, Catecismo da Igreja Católica,
Doutrina Social, Missiologia e Formação Pedagógica,
esse último, voltado para os
professores do Centro Catequético.
O Bispo Diocesano,
Dom Vicente Costa, se fez
presente nos núcleos: Dom
Gabriel Paulino Couto, em
Jundiaí e Santo Agostinho,
em Santana de Parnaíba e
incentivou o estudo da teologia, reforçando a necessidade de conhecer a Palavra
de Deus e encontrar nela,
forças para a vida.
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Igreja na Diocese
C
Padre Lupércio: “Em tudo amar e servir”
om o lema “Em tudo
amar e servir”, inspirado nos ensinamentos de Santo Inácio de
Loyola, o presbítero Lupércio Batista Martins recebeu o
segundo grau do sacramento
da Ordem em concelebração
eucarística realizada no dia
20 de dezembro, na matriz da
Paróquia Santa Rita de Cássia, Parque CECAP, Jundiaí.
O local foi escolhido por ter
sido lá que padre Lupércio
teve os primeiros contatos
com a Igreja Católica, depois
de começar a participar das
missas com seus pais e ser
convidado para um grupo de
jovens, quando ainda tinha
13 anos.
A celebração de ordenação – que lotou a igreja com
fieis da própria comunidade
paroquial e das paróquias
onde padre Lupércio desenvolveu trabalhos pastorais,
além de familiares e amigos
– foi presidida por Dom Vicente Costa, Bispo Diocesano e concelebrada por 25
padres.
A partir das leituras escolhidas, o Bispo, em sua
homilia, falou da missão do
novo presbítero, indicando o
amor a Cristo como o fundamento de toda missão.
Sobre suas expectativas
para o exercício de seu ministério, a resposta do padre
é breve, mas segura: “Ao assumir o encargo de vigário
paroquial na Paróquia Cristo
Redentor, em Várzea Paulista, quero fazer tudo o que puder pelas pessoas. O ano de
2013 foi um ano repleto de
graças de Deus e quero trabalhar para retribuir todas as
graças recebidas”.
A trajetória
“Aos 14 anos de idade
decidi falar com um sacerdote sobre meu desejo de ser
padre”, essa é a frase que resume o momento em que o
padre Lupércio soube da sua
vocação para levar a Palavra
de Deus até as pessoas.
O que mais o encantou e
contribuiu para a sua decisão foi a convivência com o
dia a dia da Igreja. Segundo
ele, o padre José Roberto de
Souza, OMV, foi uma figura
inspiradora e na qual sempre
se espelhou muito, por seu
carinho e atenção para com a
comunidade.
No alto, Dom Vicente confere o sacramento da Ordem ao padre Lupércio pela imposição das mãos e unge-lhe as mãos com o óleo
do Crisma. Abaixo, os pais enxugam as mãos do neo-presbítero após a unção e o Bispo beija-lhe as mãos consagradas no momento em que o acolhe no presbitério com o ósculo da paz.
Quando decidiu iniciar
seus estudos para o sacerdócio, ingressou na Fraternidade São Gilberto, que
muito contribuiu para a sua
formação pessoal e espiritual. Foram muitas etapas de
aprendizado,
crescimento
humano e espiritual. Com o
encerramento das atividades
da Fraternidade, ele passou
para a Diocese de Jundiaí,
onde sentiu-se muito bem
acolhido.
Ao traçar uma linha do
tempo, um dos destaques é a
experiência missionária vivida na Paróquia Santa Maria,
na cidade de Goianésia do
Pará, pertencente à Diocese de Marabá (PA), onde
permaneceu por seis meses
e pôde ter um grande crescimento para exercer o ministério. “Tudo aconteceu
como deveria, no tempo de
Deus”, conclui.
Dom Vicente abençoa novo mosteiro em Jundiaí
A Festa da padroeira da
América Latina, Nossa Senhora de Guadalupe, em 12
de dezembro, na Diocese
de Jundiaí, foi marcada pela
inauguração das novas instalações do Mosteiro de Nossa
Senhora do Montenegro, localizado no Jardim do Lago,
em Jundiaí, e de propriedade
da Congregação Valombrosana da Ordem de São Bento.
O prédio, ainda em fase
final de construção, recebeu
a bênção do Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa,
após solene celebração liO VERBO
túrgica, que contou com a
presença do Superior Geral
da Congregação, Dom Giuseppe Casetta,OSB, que veio
da Itália especialmente para
participar da inauguração,
Dom Robson Medeiros Alves, OSB, Prior do Mosteiro
de São João Gualberto (SP),
ao qual a casa de Jundiaí pertence, Dom José Almir Paim,
OSB, e Dom Dom Enrico
Angelo Crippa, OSB, respectivamente pároco e vigário
paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Montenegro,
monges e paroquianos.
O novo prédio vai abrigar os monges que já vivem em clausura e poderá receber
outros cinco religiosos.
Em suas palavras, Dom
Vicente destacou que “os
monges são importantes para
a Congregação e agora, con-
tam com um espaço próprio,
para unir a oração e o trabalho, que são a fonte de vida”.
Da mesma forma, Dom Giu-
2ª QUINZENA - DEZEMBRO/2013 - Nº 400
seppe, expressou sua alegria
e a importância da nova casa
“Essa casa é importante para
a nossa identidade”, declarou
o abade em italiano, sendo
traduzido por Dom Robson.
Construído em dois pavimentos, o prédio possui 16
celas, oratório, sala capitular,
que é uma espécie de sala de
reuniões, biblioteca, cozinha,
refeitório, sala de recreação,
enfermaria, entre outras dependências. Com a nova estrutura o Mosteiro de Jundiaí
poderá ser desmembrado de
São Paulo.
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Verbo - Diocese de Jundiaí