Setembro de 2015 Nº 29 Ano 02
Jornalista: Cristiane Brandão
Porto abandonado: Guarda Portuária
da Codesa está sucateada
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1 - Acesso a navio ancorado no berço 902 tem apenas uma porta improvisada de tapume para “coibir” o acesso. 2 - O muro que dá acesso ao
Morro da Esso foi quebrado e serve de acesso a invasores. 3 - Portão principal do Terminal de Granéis Líquidos de São Torquato/Morro da Esso
está todo danificado, sem partes do telhado e sem vidro. O local está sujo e sem iluminação
O sucateamento da Guarda Portuária e a falta de visão estratégica
do papel da Codesa como Autoridade Portuária no contexto da
segurança pública e patrimonial resultaram no abandono de áreas
e bens públicos sob domínio da empresa.
Como consequência, porto abandonado e postos de segurança
desguarnecidos. O cenário exposto revela o despreparo desta
gestão na condução da atividade de segurança, que desde 2013
não consegue dar fim a situação absurda da falta de
equipamentos básicos de proteção dos agentes de segurança,
como coletes balísticos e armamento para a defesa pessoal.
Não bastassem estes absurdos e o descuido com a vida e a
integridade dos agentes, ainda temos que suportar o completo
desmantelamento das equipes de trabalho da Guarda Portuária,
cujo efetivo reduzido não consegue suprir a demanda de todos os
postos de trabalho.
O Sindicato da Guarda Portuária propôs, emergencialmente, um
planejamento mínimo de agentes por plantão que atendesse
precariamente os postos mais demandados de segurança, que
resultou em ação da empresa no sentido de complementar o
efetivo mínimo em 25 agentes por escala nos portos de Vitória e
Capuaba, o que vinha sendo cumprido até a greve da categoria.
Após o movimento grevista, a Codesa resolveu retaliar a categoria
e descumpriu o acordo judicial pactuado, sujeitando novamente
as áreas sob o seu domínio ao descaso. Como resultado da falta
de efetivo de segurança, foram verificadas recorrentes invasões
do perímetro alfandegado, novos furtos de cabos de cobre no
silo de Capuaba, comprometendo e gerando prejuízo aos
operadores portuários, além de roubo de computador da
empresa Multilift no berço 905, denominado Ferro Gusa, dentre
outras.
A respeito da determinação judicial que obrigou a Codesa a
retirar todos os terceirizados das atividades de segurança de sua
área, é bom lembrar que os órgãos superiores e de controle já
orientavam a companhia desde 2010 sobre a ilegalidade
praticada, mas esta gestão resolveu não ouvi-los, resultando no
quadro atual.
Apostando na perene utilização de mão de obra terceirizada e no
sucateamento da sua Guarda Portuária, colocou em xeque a sua
pretensa certificação, pois ainda opera sob Termo de Aptidão,
não conseguindo suprir a demanda obrigatória proposta em seu
próprio plano de segurança.
É muito grave a situação de segurança nos portos públicos
capixabas, quando temos áreas e equipamentos completamente
entregues à sorte ou à mercê dos depredadores, usuários e
drogas e invasores, como o que está acontecendo no chamado
Morro da Esso.
Outro absurdo vem do berço 902, onde se encontra atracado o
navio Iron Trader, cuja guarita de segurança foi completamente
vandalizada e, acreditem, as chaves do portão estão nas mãos de
tripulantes estrangeiros. Uma vergonha!
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4 - No portão secundário de acesso aos tanques de combustíveis do TGL São Torquato, o portão não funciona e está sem a cerca de proteção. O
mato está alto, dificultando a visualização de qualquer pessoa que se aproxime. 5 - Invasão de terreno da companhia no Morro da Esso.
Montaram um barraco e até o carro já fica estacionado. 6 - A guarita de segurança no Morro da Esso virou alvo de vândalos e abrigo para
moradores de rua e usuários de drogas, que conseguiram até uma escada para facilitar o acesso
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7 - Cerca perimetral está danificada no TGL São Torquato/Morro da Esso, facilitando o acesso de qualquer um à área. O local já foi até pichado,
comprovando a invasão. 8 - Patrimônio abandonado no TGL São Torquato: o mato alto e o portão quebrado são alvos fáceis de bandidos. 9 - Na
guarita berço 902, o posto de vigilância está abandonado e já virou ponto de encontro de usuários de drogas. Pichadores também invadiram o
espaço, já que não há ninguém para coibir o acesso
Codesa permite vigilantes na
área do porto organizado
Por conta da falta de guardas portuários para exercer
as atividades na área do porto organizado, um
coordenador concordou em permitir que a empresa
Estacom colocasse vigilantes dentro da área do porto
organizado, a pretexto de garantir os materiais para a
obra do Atalaia, casos dos vigilantes Valdeir e
Sebastião Correia. Primeiramente, é ilegal a presença
deles em área alfandegada, cuja prerrogativa é da
Guarda Portuária.
Ainda não falamos da área sob responsabilidade da
Codesa em Portocel, sem nenhum tipo de vigilância ou
segurança. Como pôde ocorrer isto?
Depois, fica uma dúvida. Se o presidente insiste que o
número de agentes nos plantões é suficiente, como
entender a elevação da segurança por terceiros e o
receio da empresa Estacom com a segurança em sua
obra?
Vimos que houve alguma mudança nas diretorias, mas
até quando e com que tipo de acometimento ao
patrimônio e aos interesses públicos dos nossos portos
ainda deveremos suportar? Gestão é coisa séria e para
quem entende.
É esta a qualidade de gestão que se espera de uma
grande empresa pública como a Codesa? Cadê o
trabalho dos detentores do poder de nomeação para
os cargos diretivos da Companhia Docas do Espírito
Santo?
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abandono-22-09n29 - Sindicato da Guarda Portuária no Estado do