FÉ
como
superação e
ultrapassagem
Síntese: Ir Cris
• A vida espiritual faz
parte da essência do
ser humano (Maslow)
• Sem ela a natureza
humana está
incompleta.
• Ela constitui parte do
verdadeiro eu, da
identidade, do núcleo
do ser humano.
Caminho espiritual
• Não leva a reprimir ou a oprimir os
sentimentos, mas relativizá-los.
• Percebo os sentimentos e deixo de
combatê-los.
• Distancio-me da ilusão de que poderia
ser inteiramente equilibrado e livre de
todos os pensamentos que perturbam.
• No plano do eu, continuo a ter medo,
• a crítica continua a atingir-me,
• continuo a sentir ciúme.
• Mas isso não constitui mais o meu
ser.
• Não preciso mais lutar para vencer o
ciúme e o medo.
• Você simplesmente deixa todas as
perturbações caírem por si mesmas,
ao reconhecer que elas não são você:
ocorre uma desidentificação.
• A luta constante contra nossos
sentimentos e paixões consome
uma energia muito grande.
• Mas se as admitimos sem que nos
identifiquemos com elas, elas
perdem seu poder sobre nós.
• Deixamos que os pensamentos e
emoções existam, mas não lhes
damos nenhum poder sobre nós.
• O que nos oprime não são as
emoções em si, mas, sim, o
estarmos presos a elas.
• Não vale a pena gastar a nossa
energia para resolver nossos
problemas,
• elaborar nossos complexos,
•
eliminar os medos,
• reconciliar-nos com os incômodos,
• aceitar nossas fraquezas e sombras.
• Dentro de nós já existe um
núcleo em que somos um
conosco mesmos, um núcleo que
não é atingido pelas comoções
de nossa vida.
• Nossa tarefa é chegar até este
núcleo, descobrir ali nosso
verdadeiro eu.
• “Aqui nós não nos
experimentamos mais como
isolados, mas sim como parte de
um todo maior, como estando
profundamente ligados e
relacionados com tudo” .
• É Deus que satisfaz nosso anseio por
mais verdade e vida, pela unidade
conosco mesmos e com todos os seres
humanos e com a criação.
•
Nossa experiência de Deus nos leva à
nossa verdadeira profundidade, onde
verdadeiramente nós somos nós
mesmos.
• Meu verdadeiro eu, eu só descubro
quando atravesso a superfície dos
pensamentos e emoções e entro em
contato com meu núcleo transcendente.
• A fé é o transcender o plano do ego para
o plano em que estamos unidos a Deus.
• Assim nos voltamos para o fundo da
alma, para o lugar onde Deus nasce em
nós, onde verdadeiramente nós somos
nós mesmos.
• O místico Johannes Tauler diz que não
podemos chegar a este fundo da alma por
nossas próprias forças, mas só deixando
Deus agir em nós.
• Parábola da Dracma perdida: Deus entra
em nossa casa e tira do lugar todos os
móveis que criamos para o nosso eu,
nossos papéis, nossa auto-segurança…
• Para encontrar a dracma, o que temos em
nós de mais precioso: Deus. ( cf. Lc 15,8-10).
CONVITE
“Levanta-te, pequenino
homem, afasta-te um
pouco de tuas ocupações!
Esconde-te por algum
tempo de teus
pensamentos! Joga fora as
preocupações que pesam
sobre ti, distancia-te
daquilo que te distrai!
(Anselmo).
CONVITE
• Entra no íntimo do coração, para
aí encontrar Deus e descobrir em
si a própria imagem de Deus
(Agostinho).
• Na fé, o que importa é retirar-se
para o próprio íntimo e procurar
Deus aí, e em Deus encontrar o
caminho para o verdadeiro ser.
• Onde Deus está em nós, aí nós
somos inteiramente nós mesmos,
aí estamos em contato com nosso
verdadeiro mistério.
• Este é o lugar do puro silêncio, o lugar ao qual só
Deus tem acesso.
• Só neste lugar eu sou inteiramente eu mesmo,
• Aí não vivo mais a nível reduzido,
• Mas, sim, ao nível que me é adequado como filho
de Deus.
• Na fé nós conhecemos quem
verdadeiramente somos.
• A fé quer mostrar-nos o mistério
de nossa redenção.
• E quando na fé vemos o que no
fundo nós somos, nós
ganhamos distância dos
problemas do dia-a-dia, dos
problemas do plano do nosso
ego.
• Os problemas não mais nos dominam,
porque sabemos que este é apenas
um plano, mas, não o plano que mais
importa.
• Quando a pessoa perde este lugar da
fé, ela fica dominada pelas coisas do
quotidiano e vive sob pressão, vive em
escala reduzida.
• Vive apenas no plano do eu, deixando
de ver que existem ainda muitas
outras camadas que também querem
viver.
• Deixa de fazer justiça ao mais essencial de si mesmo.
• Limita-se ao plano do rendimento e do êxito, do
reconhecimento e da afeição.
• O acesso a nossas camadas mais profundas fica fechado.
• Perdemos o contato com a fonte a partir da qual vivemos.
• A meditação pode levar-nos novamente à essa fonte e
ligar-nos à mesma.
• A oração de Jesus é a chave que nos abre o
coração e que nos permite penetrar no mais
íntimo de nós.
• Aí ninguém tem acesso a não ser Deus.
• Isto nos faz experimentar um sentimento de
liberdade.
• A ascese quer nos pôr
sempre de novo em ligação
com nosso verdadeiro
núcleo, para que vivamos
daquilo que Deus já realizou
em nós.
• Devemos alegrar-nos com
nosso verdadeiro mistério,
por já estarmos redimidos,
por já termos parte na vida
divina.
• Quando entramos em contato com o
mistério de nossa existência, somos
solicitados a viver em conformidade
com ele.
• Quando o conhecimento permanece
só na cabeça, logo será esquecido.
• Cairíamos em contradição se o
conhecer e o agir se distanciassem
um do outro.
• Quanto mais nos voltarmos para o
mistério de nossa vida, tanto mais
viveremos dele.
• BIBLIOGRAFIA
• Dimensões da fé. Anselm Grün, 2005.
Vozes.
• Vida incondicional. D. Deepak Chopra, 2005
Ed. Best Seller.
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FÉCOMOSUPERAÇÃOEULTRAPASSAGEM.