Viagem Fantástica
Maria Cecília Jardim (mãe do José Ricardo)
Havia chegado o grande dia. Estávamos todos ansiosos com a nossa primeira
viagem de navio e nossa primeira viagem sem nossos pais.
O nome do navio aparecia estampado com letras grandes e douradas:
Viagens Fantásticas. De longe as pessoas pareciam formiguinhas de tão pequenas
perto daquela imensidão. Entramos. Tudo era incrível e lindo. Nos tetos havia
desenhos como nas grandes catedrais. Era tudo um sonho. O quarto era enorme,
com uma pequena geladeira cheia de doces e refrigerantes só para a gente.
A viagem começou. Entramos em alto-mar. Vivíamos momentos
maravilhosos: baladas à noite, piscina de dia, jogos e... muitas gatinhas. Tudo de
bom! Na terceira noite, estávamos fazendo um lual em volta da piscina , olhando o
mar e as estrelas quando de repente, saltou a coisa mais enorme que eu já havia
visto na minha vida. Parecia que eu estava num filme japonês. Aquilo era realmente
um tubarão monstruoso. Sua boca era enorme. Era como um estádio de futebol com
a torcida inteira do Corinthians querendo te mastigar. Horrível!
O navio balançava, o monstro pulava, as pessoas gritavam e escorregavam
para a água como no Titanic. Cobri minha cabeça à espera de um milagre. Foi
quando senti um ar quente, uma enorme sombra sobre mim... A escuridão... Morri.
Abri meus olhos e dei de cara com meus pais . Eu tinha de correr para tomar
café, pois não podia me atrasar para minha viagem com a escola. Que alívio! Ia
viajar sem meus pais, apenas com os amigos e, é lógico, com algum professor;
afinal, não se pode ter tudo, mas... tudo bem, eu estava feliz. A minha viagem foi de
ônibus.
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A terrível batalha no planeta LISARB
Rosely e Fabio Galindo (pais do Guilherme)
Havia um caçador chamado ARRES. Ele tinha cara de felino, vestia-se com
roupa de guerreiro e sempre carregava muitas armas. Estava sempre de capuz,
porque, na verdade, tinha vergonha de sua careca. Havia também uma alienígena
chamada AMLID. Ela não era bonita, mas andou testando técnicas avançadíssimas
para melhorar sua aparência. Infelizmente, nem a mais avançada tecnologia foi
capaz de ajudá-la.
Arres e Amlid haviam sido aliados no passado, durante a guerra contra o
monstro ROLLOC. Mas, ultimamente, andavam brigando, e uma guerra poderia até
acontecer entre seus seguidores, pois Amlid seguia todos os conselhos do mago
ALUL, de quem Arres era um ferrenho inimigo. Arres aprontava-se para afiar suas
espadas Tucanium quando Amlid chegou. Trazia uma mensagem: ambos deveriam
comparecer à presença do Oráculo.
Assim que chegaram, souberam que deveriam partir imediatamente para o
planeta LISARB. Lá estaria escondida uma urna mágica. Quem conseguisse
conquistar a urna, passaria a governar o planeta. Lá havia diversos perigos e
incertezas. Para encontrar o caminho, eles precisariam contar com a ajuda dos clãs
dos estudantiuns, dos trabalhadoriuns, dos ignorantiuns e dos espertiuns. O planeta
era praticamente todo coberto por uma floresta sombria. No fundo, no fundo, era
bonito, só estava sombrio por causa dos monstros que haviam governado o planeta
no passado. Apesar de tudo, Arres e Amlid estavam muito confiantes.
Mal pisaram em Lisarb, depararam-se com seu maior desafio, uma praga que
ameaçava o planeta: o monstro Jason Corruptium. Arres e Amlid não demoraram a
encontrá-lo. Com uma conversa estranha, Jason tentou convencê-los de que havia
um caminho para a urna, mas para isso, teriam de unir-se a ele. Nossos heróis
precisariam ser firmes para não cair nessa conversa e perder-se para sempre.
Sabia-se que Jason, usando de sua astúcia e maldade, já havia conseguido muitos
seguidores, conhecidos simplesmente como Corruptiuns, que estavam destruindo o
planeta.
Arres e Amlid lutaram e conseguiram derrotar Jason com a ajuda de um clã
pouco conhecido: o dos Honestiuns, que deram a maior força. Ambos perceberam
que, mais importante do que conquistar a urna, era estar ao lodo desse povo, que
tinha sido o mais legal que eles haviam conhecido em toda a vida. Com eles como
amigos, qualquer um que ganhasse faria de Lisarb um planeta muito feliz.
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O bem sempre vence o mal
Cláudia Rocha e Antônio Manuel Nogueira (pais do
Caio)
Em uma floresta sombria, bem distante da cidade, onde não havia pessoas,
não se sabe por que, pousou uma nave espacial de onde saiu um E.T. Ele era
verde, de cabeça muito grande e corpo pequeno; apesar de esquisito, era muito
bonzinho.
O E.T. começou a explorar o local, porém percebeu que não havia vida
humana, como ele imaginava que houvesse, mas encontrou muitos esqueletos.
Ficou triste, tentando imaginar o que poderia ter acontecido e se perguntava há
quanto tempo teria existido vida naquele local. Caminhou muito até chegar a uma
cabana que ficava à margem de um rio. Ele ficou impressionado ao ver aquela água
que cheirava à coisa podre. Resolveu entrar na cabana. A porta estava entreaberta
e já foi logo empurrando-a com força, mas não havia nada. Saiu de imediato,
quando, ao virar a cabeça, deparou-se com um homem de máscara, todo cheio de
uma coisa vermelha. O E.T. não sabia que aquilo era sangue e muito menos que se
tratava de Jason, um terrível assassino.
O extraterrestre achou que poderia fazer amizade, mas foi surpreendido por
Jason, que o atacou com seu machado. Mas, dessa vez, Jason levou a pior. O que
ele não imaginava é que o E.T. tinha poderes sobrenaturais e, percebendo o perigo,
rapidamente apontou o seu dedinho de onde saía um raio laser tão intenso e
cortante que picotou o inimigo rapidamente.
O pequeno extraterrestre, com seus poderes e bondade, devolveu a vida a
todos, e a floresta, que estava sombria, passou a ter pássaros, rios de águas
cristalinas, animais de todas as espécies. A criatura, Jason, neste episódio não
voltará jamais.
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A grande aventura
Alessandra Aymoré (mãe da Mariana)
Nossa história conta a aventura de dois jovens pescadores, Pedro e João,
que, após ouvirem tantos casos dos velhos pescadores na região que moravam,
ficaram ansiosos por fazer algo diferente e, quem sabe, também virarem uma
história a ser contada.
Nasceram em uma vila na Austrália, onde se encontram as ondas mais
perigosas do mundo. O interessante é que de um lado do continente-ilha, como a
Austrália é conhecida, existem ondas gigantescas, capazes de atrair inúmeros
surfistas. Mas, do outro lado, encontra-se um mar calmo e tranqüilo, onde
moradores e turistas podem tomar banho, pescar e curtir o sol. Nesse lado viviam
Pedro e João.
Ambos tinham a mesma idade, cresceram juntos e, como não tiveram irmãos,
a amizade acabou se tornando de grande cumplicidade como se eles fossem
irmãos. E, é claro, um não fazia nada sem o outro.
Apesar do espírito jovem, eram bastante responsáveis, mas o fascínio pelas
histórias do mar os impedia de ver que, por trás de tantas aventuras contadas, havia
erros, problemas, falta de preparo e irresponsabilidade de quem as vivera. Enquanto
os velhos pescadores contavam os perigos, ambos sonhavam com sua própria
aventura..
Em um belo dia de sol, resolveram fazer algo diferente. Já acordaram
conversando, lembrando-se das grandes histórias e comentando como sairiam as
manchetes nos jornais e, talvez, os apelidos que ganhariam na região. Animados,
prepararam o pequeno barco, como de costume, e saíram para alto-mar. Com tanta
animação, esqueceram-se de consultar a previsão do tempo e não tomaram o
cuidado de sempre em checar se estavam levando tudo o que era necessário.
Passaram rapidamente na lanchonete, fizeram as compras e partiram felizes.
Estavam tão felizes que não perceberam que as ondas puxavam o barco para longe
da costa.
Continuaram narrando seus sonhos, seus desejos, imaginando a fama que
isso traria a eles e, talvez, até uma chance de ganhar dinheiro e fazer daquilo uma
aventura constante, uma espécie de trabalho. Quando se deram conta, o barco já
estava muito distante, e a bússola que tinham não apontava corretamente a
localização deles. De imediato, vasculharam a mochila para encontrar o rádio e fazer
contato com a guarda-costeira, mas... nada de rádio!
Enquanto isso, em terra, a TV dava boletins constantes de uma furiosa frente
de mau tempo que poderia se transformar em um furacão, convergindo para a maior
das tempestades na região. Ondas gigantescas, com mais de trinta metros de altura,
se formariam e ventos com velocidade incrível fariam com que até o mais corajoso
pescador preferisse ficar em terra firme.
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No barco, as coisas estavam feias. Ondas fortes e intensas, nuvens ficando
escuras e a chuva começando a cair. Pedro e João colocaram o colete salva-vidas e
tentaram mudar a direção do barco, para voltar ao porto. Nessa tentativa, uma onda
os pegou de lado e o barco virou. Os meninos foram jogados na água e o barco,
destruído. Com medo, ficaram juntos, tentando não dormir, pois poderiam se afogar.
O frio era intenso, as pernas começaram a formigar, o cansaço em manter-se
acordado foi tomando conta de ambos.
De repente, assustaram-se. Olharam-se. Seria um sonho? Não. Ambos não
poderiam ter sonhado a mesma coisa. Além disso, a pele estava seca pela água
salgada, alguns cortes no rosto e uma grande dor no corpo. Notaram duas moças
lindas entrando no quarto. Elas estavam na lanchonete quando Pedro e João
preparavam-se para a aventura e tinham ouvido a conversa deles. Era impossível
não ouvir, sentir e vibrar com a emoção deles. E quando as notícias sobre o tempo
chegaram, elas lembraram-se dos dois aventureiros e avisaram a guarda-costeira.
Um helicóptero os resgatou, já inconscientes, levando-os ao hospital. Por pouco a
aventura não se transformou em tragédia.
E você acha que esse foi o fim da história? Não. Pedro e João casaram-se
com suas salvadoras, no mesmo dia, em uma única cerimônia. A lua-de-mel seria
num cruzeiro, mas preferiram ficar em terra firme. E viveram felizes , muito felizes. E
eu? Bem, eu sou o filho de Pedro e conto, com orgulho, a história de meu pai a
todas as crianças da região, lembrando-os da importância dos cuidados e respeito
que devemos ter com a natureza.
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Uma aventura de outro mundo
Luciana Ribeiro dos Santos (mãe da Beatriz)
Sabe aqueles dias em que você acha que sua vida anda um pouco monótona,
que não há nada diferente para fazer? Pois então, foi isso o que aconteceu com dois
amigos, Mário e Luigi.
Cansados da mesmice em que viviam naquele mundinho cheio de cogumelos
inimigos, criaturas esquisitas e obstáculos dificílimos que tinham que ultrapassar
para salvar princesas, resolveram que deveriam viver novas aventuras em lugares
distantes e diferentes. Olharam para fora de seu mundinho e viram uma paisagem
que desconheciam. Eram montanhas brancas, parecendo algodão. Os dois, em uma
única voz, gritaram:
- É para lá que nós vamos!
Juntos e de mãos dadas, pularam para um outro mundo, rumo ao
desconhecido. Como a paisagem era linda! Apesar de frio, Mário e Luigi acharam
muito gostoso estar em silêncio, só quebrado pelo barulhinho do vento. E, ao ritmo
daquele som sutil, foram caminhando silenciosamente, olhando tudo ao redor, sem
saberem exatamente o que procuravam.
De repente, ouviu-se um som muito forte e amedrontador. A cada instante,
estava mais próximo, até que eles puderam sentir todo o calor daquele som.
Vagarosamente, os dois olharam para trás e viram algo que nunca tinham visto
antes: uma criatura enorme, marrom, peluda e com dentes muito pontudos, prontos
para atacar os dois estranhos. Era um enorme urso pardo.
- E agora, o que vamos fazer? – perguntou Luigi, com voz assustada.
- Vamos usar nossas armas secretas. – respondeu Mário, já se aprontando
para lançar uma bola de fogo.
O que eles não sabiam era que aquelas armas não funcionavam nesse
mundo real. E assim aconteceu. Então, apavorados, rolaram montanha abaixo e
entraram correndo em seu mundo. De lá, ficaram observando, em silêncio, o outro
mundo. Mário, com olhar distante, rompeu o silêncio e falou para Luigi:
- Amanhã nós tentaremos novamente.
Viraram de costas e voltaram a lutar contra cogumelos inimigos, criaturas
esquisitas e a enfrentar obstáculos para salvar princesas.
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