SEGUNDA AUDIÊNCIA PÚBLICA DA LINHA 4 DO METRÔ
LOCAL: COLÉGIO ESTADUAL ANDRÉ MAUROIS
CD 1
TC: 00 00’ 27”
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Boa noite. Então, nós estamos aqui reunidos hoje para realização da
audiência públicareferente ao empreendimento que é a linha quatro
do metrô.
Já fizemos uma audiência públicano dia 13 de fevereiro né ? Lá no
centro educacional da rocinha, em São Conrado. E hoje nós estamos
aqui fazendo a nossa segunda audiência pública. As pessoas estão
reunidas aqui no auditório da escola. Agradecer aqui a escola André
Mauroise ao outro espaço lá do térreo onde as pessoas também
estão ouvindo,
estão nos acompanhando. Podem fazer suas
intervenções. Então, quer dizer hoje nós temos aqui reunidos pelo
órgão ambiental aqui. O secretário da audiência que é o doutor Paulo.
Meu nome é Antônio Carlos Gusmão e o Maurício couto é o
representante do INEA, que é o do grupo de trabalho que está
coordenando aqui esse pedido de licenciamento ambiental.
E hoje nós temos também a presença do promotorde justiça doutor
Carlos Saturnino, do ministério público estadual, presente aqui
conosco. Agradeço sua presença e os colegas do empreendedor da
empresa que fez o estudo de impacto ambiental. Senador Regis.
Muito obrigado pela presença. Rodrigovai apresentar. E também
temos os colegas aqui consultores da fundação Getúlio Vargas, da
FGV. Que vão ser acionados durante a apresentaçãoaqui do projeto.
Então: a dinâmica é a mesma daquela que nós fizemos. Vamos fazer
a apresentação do empreendimento. Em seguida, o estudo de
impacto depois o Maurício que inicialmente faz a apresentação do
procedimento administrativo do processo até hoje no INEA. Mostra os
aspectos administrativos. Em seguida das apresentações doutor
Carlos Saturnino vai fazer as suas considerações pelo ministério
público e nós vamos então dando palavra para quem se inscreveu e
também as pessoas que fizeram as perguntas por escrito.
Como nós fizemos na outra reunião como o assunto é longo. Nós
vamos fazendo direto daqui as apresentações os comentários. Vai ser
servido um lanche ali fora e nós vamos continuar. Certo ?
Aí as perguntas que vocês estão fazendo estão sendo recolhidas pelas
pessoas que estão nos ajudando aqui não é isso...
Aí vocês podem fazer as perguntas durante as apresentações ou
quem já ouviu aí ou já teve acesso aos documentos já tem suas
colocações.
Então, inicialmente nós vamos executar o hino nacional e eu peço aos
meus colegas que ... Por favor...
HINO NACIONAL
PALMAS
Bem. Então vai ser essa dinâmica. Primeiro o INEA vai apresentar o
processo administrativo no INEA em seguida os empreendedores vão
apresentar o projeto e a equipe que fez o estudo de impacto
ambiental também vai fazer sua apresentação. Em seguida, depois
dos comentários do doutor saturnino, nós então passamos para fase
dos debates certo ?
Então. Inicialmente eu convido aqui o engenheiro Maurício couto do
INEA que é do grupo de trabalho que está analisando esse pedido de
licença.
MAURICIO COUTO
ENGENHEIRO E SANITARISTA DO INEA
Boa noite senhoras e senhores. Meu nome é Maurício couto, eu sou
engenheiro civil e sanitarista do INEA. Eu fuidesignado pela
presidência do INEA através de uma portaria para ser o coordenador
do grupo de trabalho responsável pela análise do estudo de impacto
ambiental.
Conforme o doutor Gusmão falou na abertura da audiência pública. A
audiência pública ela contem caráter decisório, deliberativo. Nós
estamos com a fase do licenciamento. A fase do licenciamento prévio.
E o objetivo da audiência pública é de recolher as manifestações de
todos vocês aqui. Que são as pessoas diretamente envolvidas com o
projeto. Ouvir os anseios de todos vocês, as manifestações em
relação ao projeto, em relação ao estudo de impacto ambiental.
O INEA. Houve um processo de requerimento de licença prévia. Que é
esse número administrativo que vocês estão vendo aí na tela. Pode
passar, por favor. Então licença prévianós estamos na fase inicial do
projeto. Em função das características do empreendimento, nós
temos uma lei estadual que é a lei 1356 de 1988, quepara esse tipo
de atividade determina que sejam adotados os procedimentos de
estudo de impacto ambiental. Então, como eu disse pra vocêsa
licença prévia é o procedimento administrativo pelo qual o INEA
autoriza a localização ou ampliação de uma determinada atividade
através da licença prévia de instalação e por último a licença de
operação. Os empreendimentos com significativo impacto como eu
disse. E esse se enquadra dentro daqueles de grande impacto
ambiental são exigidosentão a apresentação do estudo de impacto
ambiental.
Nós estamos nessa fase de licença prévia onde, partir do
requerimento de licença foi nomeado um grupo de trabalho no qual
eu sou coordenador e esse grupo de trabalho elabora um termo de
referência. Uma instituição técnica que vai nortear a elaboração
deestudo de impacto ambiental. De uma forma pioneira essa
instituição técnica ela ficou disponibilizada no site do INEA de forma a
receber contribuições. No qual recebemos diversas contribuições que
foram analisadas pelo grupo de trabalho e a grande maioria delas
incluídas no nosso termo de referência. Então, a partir da
inauguração do termo de refecia a empresa requerente recebe
através de uma notificação esse termo. E é dado um prazo para
inauguração do estudo. Esse estudo então é apresentado ao INEA e o
INEA distribui né. Ela solicita que o empreendedor distribua essa
cópia do estudo de impacto ambiental para os órgãos dentre eles: o
ministério público estadual, o ministério público federal,a câmara, a
prefeitura, o IBAMA, o instituto chico mendes, a comissão de meio
ambiente da ALERJ. É dado um prazo então pra manifestações.
Nunca inferior a 30 dias. Posteriormente é então encaminhado a
CECA, comissão estadual de controle ambiental, pradeterminar pela
realização da audiência pública que é esse ato que nós estamos
fazendo aqui. Já tivemos a primeira audiência pública que foirealizada
no dia 13 de fevereiro. Já recebemos algumas contribuições, ainda
estamos recebendo porque após a realização da audiência pública são
dados ainda mais 10 dias para as manifestações. Esse aí é o histórico
do licenciamento. O de licença prévia foi feito em 26 de maio de
2011. A portaria que mantem o grupo de trabalho conforme eu falei.
A emissão da notificação. Apresentação as datas estão todas aí. A
deliberação CECA que determinou a realização dessa audiência
pública.
Hoje o eia/rima encontra-se em análise. Não existe uma análise
conclusiva. Está distribuído por diversos testes que fazem parte do
grupo de trabalho. Estamos na fase recebendo as manifestações
como as que já recebemos na primeira audiência e que nós
esperamos ainda receber nessa audiência pública. Esse é o grupo de
trabalho: além de mim tem o doutordias Dornelas que é engenheiro,
doutora Denise, bióloga, doutor Henrique, engenheiro florestal,
doutor Alziles especialista em qualidade do ar. E tem outros técnicos
também que estão envolvidos que foram convidados pra fazer parte.
A doutora Rita também faz parte do trabalho. Ela está analisando a
parte sócio econômica.
Bom, esses são os endereços para vocês encaminharem as
manifestações. São endereços do INEA. Pode ser também através de
e-mail eletrônico ou através de correspondência normal. A central
deatendimento fica na rua Fonseca teles, n 121 / 8 andar, em São
Cristóvão. E a ComissãoEstadual de Controle Ambiental, a CECA, fica
na Avenida Venezuela , 110, 5 andar.
Estamos a disposição de vocês para segunda fase da audiência
pública pra apresentar o posicionamento do INEA em relação aos
procedimentos que estão sendo adotados. Muito obrigado.
TC: 00 13' 29"
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Bem então nós passamos a palavra agora para o representante do
empreendedor que vai mostrar o projeto.
TC: 00 14' 09"
RODRIGO VIEIRA
SUBSECRETÁRIO DE PROJETOS ESPECIAIS DA CASA CIVIL, DO
GOVERNO DO ESTADO
Boa noite pra todos. Meu nome é Rodrigo Vieira, eu sou subsecretário
de projetos especiais da casa civil, do governo do estado. E hoje eu
vou fazer a apresentação de caracterização do empreendimento.
A agenda segue a mesma metodologia da instrução técnica e vamos
fazer a explicação da metodologia dos estudos de alternativa. Os
estudos de alternativa em si. Apóso estudo de alternativa as estações
previstas nesse trecho hora e licenciamento. Os canteirosde obras
necessários, as saídas de emergência e poços de ventilação. O
volume escavado e o bota fora do trecho zona sul, as interferências
com o tráfego urbano, desvios de tráfegos propostos. Vamos falar um
pouco sobre o estudo de demanda, a interligação com outros modais.
Depois vamos falar sobre cenários operacionais, mão-de-obra
utilizada e o cronograma físico dessa obra. Em relação a metodologia
de estudos de alternativas ela foi dividida em duas etapas. Na
primeira etapa nós selecionamos a diretriz preferencial e só depois de
selecionar a diretriz preferencial passamos pra seleção de alternativas
de traçados e de tecnologia. Aíestão cotadas as duas diretrizes que
foram analisadas. A primeira diretriz partindo da estação gávea até a
estação Morro do São João, em Botafogo. E a segunda diretriz
partindo da estação gávea até a estação General Osório, em
Ipanema.
O estudo de alternativa de diretriz foi baseado em aspecto
relacionados a demanda, aspectos ambientais e econômicos. Em
relação à demanda foi avaliado e será mostrado que a demanda
gávea - morro do São João é menor que a demanda Gávea-General
Osório.
Em relação a complexidade construtiva gávea-morro de São João tem
menor complexidade construtiva porque é grande parte em rocha do
que
Gávea-General
Osório.
Foram
analisados
aspectos
econômicospositivos do empreendimento e foram identificados
menores aspectos positivos na diretriz Gávea-Morro de São João em
relação a Gávea-General Osório. Vamos falar mais sobre isso
também.
Em relação ao atendimento a rede hoteleira também o menor
atendimento na diretriz gávea-morro de São João em relação à
diretriz Gávea - General Osório.
Em relação ao transbordo do trajeto barra para o centro da cidade.
Na diretriz Gávea- Morro de São João o transbordo era obrigatório.
Quer dizer a baldeação, a troca de trens era obrigatória na estação
Morro de São João. O que foi evitado na diretriz gávea-general
Osório.
Na estação general Osório não será necessário descer do trem e
pegar outro. E os aspectos ambientais. O aspecto ambiental positivo
Gávea - Morro de São João é menor do que Gávea -General Osório.
Bom, essa foi a primeira análise que fizemos. Agora vamos detalhar
um pouco mais informações sobre o aspecto econômico. Impactos
econômicos. Pra fazer essa explicação eu vou chamar o economista e
professor da Fundação Getúlio Vargas Fernando
FERNANDO
ECONOMISTA E PROFESSOR DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
TC: 00 18'55"
Boa noite pra todos. Como o Rodrigo mencionou. Foram feitas um
conjunto deanálises que visou medir o impacto sócio econômico
associado cada uma dessas duas alternativas apresentadas.
Os números que eu vou mostrar é um sumário bastante pequeno. É
são três slides que detalham indicadores sócios econômicos bastante
contundentes sobre as diferenças primeiras do impacto sócio
econômico de cada uma dessas duas alternativas e ilustra também o
potencial de geração de benefícios econômicos em cada uma
dessasduas alternativas. Esse quadro mostrado aqui é o primeiro
slide. Ele consolida pra essas duas alternativas quais sejam. Passando
por Humaitá e Jardim Botânico visa vir Ipanema e Leblon. Que é a
alternativa contemplada. Mostra a arrecadação de ICMS pra esses
dois bairros e a arrecadação de ISS também para esses dois bairros.
Esse quadro a esquerda da arrecadação de ICMS mostra a grande
diferença que existeem benefício da alternativa Ipanema - Leblon.
Nós temos aí uma arrecadação de ICMSIpanema - Leblon que é cerca
de vinte vezes superior aquela presente no Humaitá - Jardim
Botânico.
O ISS apesarde estarem próximos né. Pode se ver uma taxa de
crescimento do iss bastante maior ocorrendo na alternativa nos
bairros de Leblon e Ipanema. Então essa é um primeiro indicador que
mostra esse grande diferencial de atividade econômica entre os dois
conjuntos de aglomerados urbanos e mostra também o potencial de
geração de demanda que existe em cada uma dessas duas
alternativas. Não só isso, mas também mostram esses dados que
existe um processo mais acelerado de crescimento econômico
associado ao conglomerado de Ipanema e Leblon visa vir Humaitá e
jardim botânico.
Esse quadro ele ilustra a seguinte razão. É a razão entre ICMS e
ISStambém daqueles dois aglomerados. Que é uma razão que
demonstra a densidade comercial relativa entre os bairros.
PÚBLICO FALA
Esqueceram de Botafogo ...
FERNANDO
ECONOMISTA E PROFESSOR DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
Botafogo já é contemplado com uma estação
PÚBLICO FALA
Não aonde tem a maior concentração deISS não ...
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Eupediria um favor pra vocês. Deixa eles completarem. Vamos ter a
fase de debates. A regra é essa. Se não, não vamos conseguir
continuar. Pode continuar professor ...
FERNANDO
ECONOMISTA E PROFESSOR DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
Posso terminar ? Depois eu volto ao ponto. Essa relação entre ICMS e
ISS também é um indicador importante da densidade comercial
relativa entre esses bairros. E os númerossão extremamentes
importantes
porque mostra uma relação que é extremamente
favorável a Ipanema e Leblon. Os números são muitos contundentes
mostrando a densidade comercial consequentemente a capacidade de
geração de demanda desses dois barros em comparação com
Humaitá e jardim botânico. É outro dado também bastante
importante e eu finalizo com esse slide. É o número de empresas
geradoras de ICMSe geradoras de ISS em cada um desses bairros.
Nós temos para Ipanema e Leblon nesse período entre2005 e 2009.
Em médica cerca de 1800 a 2000 empresas gerando ICMSem
Ipanema e Leblon contra apenas 305 de Humaitá e jardim botânico.
No casa de ISS é quase três vezes superior Ipanema - Leblon visa vir
Humaitáe Jardim Botânico
PÚBLICO FALA
Quem anda de metrô é gente não é ICMS. É ser humano ...
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Pessoal por favor. Precisamos escutar o que o palestrante está
falando ...
FERNANDO
ECONOMISTA E PROFESSOR DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
Apenas pra finalizar. Por que ICMS e ISS ? Porque para cada imposto
gerado existe um emprego associado e uma renda também associada
para ele. Obrigado.
PÚBLICO FALA
É lucro. Dana-se o povo...
TC: 00 24'49"
RODRIGO VIEIRA - SUBSECRETÁRIO DE PROJETOS ESPECIAIS DA
CASA CIVIL, DO GOVERNO DO ESTADO
Obrigado Fernando. Bom, com base na análise exposta à diretriz
selecionada pelo Governo do Estado foi a diretriz Gávea-Ipanema que
está aqui demostrada. O trecho em amarelo é o trecho que estamos
licenciando nesse momento. Essa é a imagem do traçado completo da
linha 4.
Asegunda etapa que nós fizemos foi análise de traçados. Definida a
diretriznos debruçamos para
seleção da melhor alternativa de
traçado. E nessa seleção foramestudados mais de 30 traçados. Aqui
estão cotados os principais. E os direcionadores pra essa definição
foram: atendimento a demanda, mitigação de riscos de engenhariae
mitigação de risco de prazo.
Nessas alternativas de traçados foram realizados 108 sondagens que
geraram perfurações no solo na ordem de 2700 metros em rocha e
420 metros.
Foram realizados ensaios de labotório em loco. SPP pra cada metro
de sondagem e solo, obtenção de índices de capacidade. Infiltração
146 estudos,caracterização hidro geotécnica dos terrenos naturais.
Ipearmibilidade e perda de água, caracterização51 ensaios.
Caracterizar o material a ser escavado. Plasticidade, humidade,
natural densidade dos grãos, grangrometria
Estudos de compressão: 4 estudos. Resistência de materiaisrochosos.
Foram submetidos a esforços compressivos.
Abrasão: 8 estudos. Onde busca-se determinar o desgaste das
ferramentas de escavação em relação ao material escavado.
Densidade 4 estudos. Densidade das rochas. Tri axial propriedade
mecânica do solo. Resistência ao cinzelamento e ao comportamento
de tensões e deformações.
Eletrorresistividade, que é o método geofísicoque se da através da
injeção de corrente elétrica no solo.
E georadar com emissão e recepção de ondas eletromagnéticas nas
interfaces do meio físico.
TC: 00 27' 01"
Todos esses estudos foram realizados para que pudéssemos traçar o
caminho ideal da linha do metrô do trecho zona sul. Foi possível, por
exemplo, fazer esse estudo onde identificamos cada tipo de solo e a
profundidade PBM que fará essa escavação terá que passar em cada
um dos locais pra fazer uma escavação otimizada.
Só pra destacar o trecho que estamos licenciando nesse momento vai
logo após a estação General Osório até o bairro da gávea. Tanto na
perna horizontal do túnelquanto no túnel de acesso a gávea.
O trecho oeste já encontra-se licenciado e em obras e o trecho sul ...
A expansão da General Osório também encontra-se licenciada.
Bom. Após avaliar o traçado e o solo foram selecionados os métodos
de escavação dos túneis. Foram selecionados dois métodos: O
primeiro método foi o túnel em Boy Machine TBM ou tatuzão que vai
escavar o trecho partindo de Ipanema até a gáveacerca de 4 mil e
600
metros. E a parte horizontal do túnele o acesso a parte
horizontal do túnel será feito com NATM ou perfuração a fogo dentro
da rocha assim que for feita a divisão em direção a gávea.
Para construir as estações será utilizado o método de Curtain
Coverque é dividido em oito etapas. A primeira etapa é o
remanejamento das utilidades. Onde são identificadas todas as
interferências. Gás, água, luz e são recolocados após as paredes de
diafragmas. Na segunda etapa são feitas as paredes de diafragma. E
na terceira etapa é injetado cimento para tratamento do solo.
A primeira e a segunda etapa duram aproximadamente 9 meses e
não é necessário interromper o tráfego. Apenas fazer uma redução.
A terceira etapa e a quarta etapa. Na quarta etapa é feito a laje de
cobertura e após ser feita essa laje é possível se fazer um reaterro
uma repavimentaçãoe a superfície fica novamente urbanizada. A
partir da sexta etapa até a oitava etapaque é o período mais longo da
obra que dura aproximadamente 29 meses, toda a obra é feita o
subterrâneo sem nenhum impacto com a superfície.
Estações previstas. Hoje estamos licenciando as seguintes estações:
nossa senhora da paz, Jardim de Alá e Antero de Quental. É
importante deixar claro que as estações Jardim Oceânico, São
Conrado e Gávea já estão licenciados no âmbito do trecho oeste da
linha 4.
Apesar de estarmos falando desse trecho. Como houve um
questionamento na última audiência. Trouxemos alguns slides da
estação gávea já licenciada.
A estação será localizadaem frente a PUC. No estacionamento da
universidade de propriedade do estado e na parte frontal da
universidade. Ele seráconstruído no método de círculos e terá acessos
tanto na frente da universidade como próximo a Marques de São
Vicente, para captura de passageiros vindos da gávea.
Essa é uma imagem do projeto básico pra ser desenvolvidodessa
estação utilizando a técnica dos círculos.
TC: 00 30' 33"
Bom. Voltando as estaçõesdesse licenciamento. A primeira estação é
a estação nossa senhora da paz ela é colocada em diagonal na praça
de mesmo nome com o objetivo de minimizar todas as interferências.
Seja para o local seja interferências de perfuração. Em momento
algum os túneis serão feitos atravessando as quadras. O túnel vira
pela Barão da Torre a estação será escavada e colocada abaixo da
praça e seguirá pela Visconde de Pirajá.
A segunda estação é a Jardim de Alá. Essa estação é localizada na
Ataulfo de Paiva. No leito da Ataulfo de Paiva entre o canal e a
Afrânio de Melo Franco.
A terceira estação éa Antero de Quental. Ela também é construída no
leito da rua na altura da praça. Nesse caso apenas metade da praça
precisará ser interrompida por um período.
Canteiro de obras:
Serão necessáriosseis canteiros de obra para realizar o trecho sul do
metrô linha 4.
O primeiro canteiro é o canteiro da estação Leopoldina. Esse canteiro
durará todo período da obra. É um canteiro onde serão fabricados
todos os pré-moldados as peças que irão compor o túnel serão
estocados. Será feitoalojamentos e centrais de operação.
Segundo canteiro é o da Praça Nossa Senhora da Paz. Esse canteiro
terá duas fases. Nessa praça que hoje tem 309 espécies, 113 serão
afetadas. Das 113 espécies afetadas, 100 serão retiradas tratadas e
depois devolvidas aos mesmos locais. Treze espécies serão plantadas
novas mudas. Esse canteiro nesse cenário terá duração de treze
meses a contar do início da operação até o início de 2013.
Na segunda fase da obra 28 meses, que égrande período de obra. 60
por cento da praça será devolvida totalmente reurbanizada e o
canteiro será reduzido a cerca de 40 por cento da praça.
O canteiro Jardim de Alá: Ele ocupará todoJardim de Alá . É o
canteiro principal da zona sul. Com central de operação, canteiro de
estocagem de pré-moldados,canteiro de apoio de frente de obras.
Esse canteiro também durará todo período de obras.
O canteiro da estação Jardim de Aláocupará o local onde serão
afetadas 38 árvores. Dessas 23 serão retiradas, cuidadas eirão
retornar no final da obra. E 15 serão trocadas por novas mudas.
Na primeira fase da obra que dura 9 meses haverá essa configuração
com a Ataulfo de Paiva ainda com trânsito liberado. Nessa primeira
fase faremos primeiro um lado da rua, depois o outro lado da rua
para poder instalar todas as paredes de diafragmas.
A segunda fase da obratambém durará 9 meses. Será necessário
fazer o fechamento temporário da rua. Nesse momento será feito a
laje de cobertura para a implantação da estação.
Na terceira fase, 29 meses, a rua será totalmente devolvida e ficará
no local apenas 4 pequenos canteiros onde serão construídos os
acessos a estação.
Quarto canteiro: Canteiro 23 batalhão da Polícia Militar do Leblon.
Esse canteiro abrigará oficinasmecânicas industriais, alojamento,
central de operação, central de estoque. Esse será outro canteiro
feito em fase única 49 meses a contar do início da obra até o final
dela. O batalhão de polícia continuará no local na partealta do
terreno.
TC: 00 35’11”
Quinto canteiro:Praça Antero de Quental. Também em três fases
seguindo a mesma lógica do canteiro da estação jardim de Alá.
Nessa praçaserão afetadas 46 espécies, 23 retiradas, tratadas e
retornadas após a obra e 23 serão plantadas novas mudas.
Essa praça não será interditada totalmente. Nos primeiros 9 meses
serão feitas as paredes de diafragmas de uma lateral da rua sem o
fechamento da Ataulfo de Paiva. Na segunda fasetambém durará os
mesmo 9 meses da Jardim de Alá será feita a laje de cobertura e a
rua terá que ser interrompida.
Na terceira fase, maior fase da obra, 29 meses. A rua é devolvida e
o canteiro será somente no centro da praça.
Sexto canteiro:Canteiro da rua Igarapava, canal da Visconde de
Albuquerque. Esse canteiro será necessário para fazer apoioa frente
de obras para a construção da saída de emergência e para a
manutenção do tatuzão. Que virá pela Ataulfo de Paiva e nesse local
terá sua cabeça de corte trocada.
Ele vai sair de um local onde ele escava areia para entrar numa área
para entrar numa área de escavação de rocha. Por isso, será
necessário fazer essa manutenção. Esse canteiro será iniciado em
2013 e ficará no local atémeados de 2014. Não será interrompida a
calçada.
Estacionamento de caminhões:
Para facilitar o trânsito de caminhões para a retiradados sedimentos
da escavação e a entrada de materiais para a escavação como
cimento e aduelas. Será necessário utilizar o estacionamento
localizado num estacionamento existente na lagoa Rodrigo de Freitas.
Será reservada uma parte para estacionamento desses caminhões.
Esse estacionamento de caminhões será construído em 2012 e ficará
até o início de 2014.
TC: 00 37’ 23”
Saídas de emergência e posto de ventilação:
No trecho zona sulhaverá uma saída de emergência na esquina das
ruas Farme de Amoedo com barão da torre. Uma segunda saída de
emergência na Visconde de Pirajá com Aníbal de Mendonça. E uma
terceira saída de emergência e posto de ventilação na Igarapava. As
estações também funcionaram como saídas de emergência. Tudo
conforme norma NFPA130, que regula esse tipo de empreendimento.
Volume escavado e Bota-fora:
O volume escavado no trecho zona sul corresponde o equivalente a
291 piscinas olímpicas e o bota-fora será destinado a Emaza
Mineração, localizado no bairro de Senador Camará, município do Rio
de Janeiro. O local já está licenciado junto ao INEA por meio da
licença de operação FE 015297.
Interferências com o tráfego urbano:
Eu vou canteiro a canteiro. Praça Nossa Senhora da Paz: Durante
toda obra, início da obra até dezembro de 2015, o canteiro de
restringira a área da praça e, portanto não haverá interferência com
o tráfego nas ruas que circundam a praça. O trânsito não será
afetado em nenhuma etapa da obra. Nenhuma garagem será
obstruída nesse trecho.
Jardim de Alá, no Leblon: Na primeira etapa da obra a sugestão do
estado é que seja priorizado o tráfego de BRS no local. Afrânio de
Melo Franco e Borges de Medeiros além da San Martin não sofrem
alterações. Nenhuma garagem será obstruída também nesse
canteiro.
Segunda etapa da obra na estação Jardim de Alá, no Leblon. Será
feito o fechamento total da via. Ataulfo será interrompida e todos os
carros seguiram por rotas alternativas. Afrânio de Melo Franco e
General San Martin não sofreram alterações. Então, Afrânio de Melo
Franco continua sem interrupção. O transito na Ataulfo de Paiva na
área impactada será interrompido. Todos os veículos seguirão por
rotas alternativas. Essas rotas alternativas serão apresentadas mais a
frente nessa apresentação e o passeio público será preservado.
Possibilitando a circulação de pedestres e o funcionamento do
comércio. Nenhuma garagem será obstruída também nesse trecho.
Terceira fase da obra, 29 meses: Os canteiros serão diminuídos
apenas os acessos a estação e todo trânsito volta ao normal. Trânsito
de todos os veículos normalizados na Avenida Ataulfo de Paiva.
Praça Antero de Quental no Leblon: Nessa terceira fase da obra,
assim como na Jardim de Alá, a Ataulfo de Paiva será parcialmente
interrompida e a sugestão do estado é que apenas o BRS trafegue
pelo local. Bartolomeu Mitre e San Martin sem interrupção. Troca o
lado da rua fica a mesma lógica. Então, Bartolomeu Mitre não é
interrompida. BRS priorizado. Demais veículos por rotas alternativas.
Nesse local os moradores de umúnico prédio, uma garagem, onze
vagas, terão acessos a serviço de manobristas gratuitos enquanto
sua garagem estiver impactada. A praça será interditada em cerca de
50 por cento de sua área.
Segunda etapa da obra. Fechamento total. Bartolomeu Mitre continua
liberada, General San Martin Também, só Ataulfo de Paiva que tem
impacto. Trânsito na Bartolomeu Mitre continua sem interrupções.
Ataulfo de Paiva na área impactada será interrompida. Todos os
veículos seguiram por rotas alternativas. Esse prédio continua com a
garagem impactada, onze vagas terão acesso gratuito de manobrista.
O passeio público é preservado em todas as etapas da obra.
Possibilitando assim a circulação dos pedestres e o funcionamento do
comércio.
Terceira e última etapa, 29 meses de obra: Nessa etapa o canteiro é
reduzido e fica apenas em parte da praça. Todo trânsito é liberado no
local. Todo trânsito é normalizado na Ataulfo de Paiva e os moradores
voltam a utilizar a sua garagem.
Desvio de tráfego proposto: O desvio de tráfego proposto pelo estado
é o seguinte:
Na primeira fase de obra nos dois canteiros priorização de BRS,
demais veículos seguindo por rotas alternativas na RuaHumberto de
Campos e na Delfim Moreira e todas as demais ruas do bairro
liberadas para o tráfego. Inclusiveo espaço da Ataulfo de Paiva entre
os dois canteiros. Esse desvio de tráfego proposto em análise pela
prefeitura durará 9 meses.
Segunda etapa: Haverá necessidade do fechamento dos trechos das
estações. Então, os veículos e passageiros terão que fazer rotas
alternativas pela Alberto de Campos e Delfim Moreira. BRS também
deverá utilizar uma rota alternativa pela Humberto de Campos.
Assim como na primeira etapa todas as demais ruas do bairro
continuam liberadas ao tráfego.
Terceira etapa de obras, 29 meses: Todas as ruas do bairro liberadas,
inclusive a Ataulfo de Paiva. BRS passando por sua rota original.
Estudo de demanda: Estudo de demandas realizados pela Fundação
Getúlio Vargas para diretriz e traçados propostos determinaram
umademanda atual na ordem de 233 mil passageiros. Ao
trabalharmos com o ano de 2016, o ano que o metrô será inaugurado
atingirá cerca de 300 mil passageiros dia. Com destaque para as
estações Jardim Oceânico com 91 mil passageiros por dia e São
Conrado com 61 mil passageiros dia. Os resultados do estudo estão
disponíveis no documento do INEA, no site do INEA.
Por favor Eduardo Leal, professor especialista da Fundação Getúlio
Vargas. Que vai apresentar o estudo de demanda realizado e a
comparação com os estudos realizados para a outra diretriz.
TC: 00 44’25”
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Só um instante. Aqui na audiência a minha missão é tentar que todo
mundo seja atendido. Então eu acho que não custa nada tentar aqui
quebrar uma regra e abri uma exceção. A pergunta da senhora em
relação a saída de emergência. O senhor pode explicar isso ? Rodrigo
aí eu acho que é uma coisa gentil.
RODRIGO VIEIRA
SUBSECRETÁRIO DE PROJETOS ESPECIAIS DA CASA CIVIL, DO
GOVERNO DO ESTADO
O senhor é o presidente. Bom, nós temos aqui os profissionais da
empresa que está fazendo o projeto básico. Eles podem dar mais
detalhes. A saída será localizada na esquina dessas duas ruas e ela
será composta por uma tampa que será aberta por um mecanismo
hidráulico em caso de necessidade. Ela não irá interferir nas calçadas
e vias. Será feita logicamente a obra, a implantação desse sistema.
Em caso de uma eventualidade, no caso de uma necessidade,
elevadores hidráulicos irão levantar essa porta para sair de saída de
escape pras pessoas que eventualmente estiverem nos tuneis. Eu vou
passar para o profissional do estudo básico que pode falar isso com
um pouquinho mais de detalhes.
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Vamos fazer o seguinte. Depois no momento certo ele vai falar sobre
isso. Vamos dar continuidade aqui. Obrigado hein.
TC: 00 45’ 52”
EDUARDO LEAL
PROFESSOR ESPECIALISTA DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS.
Eu vou mostrar pra vocês aqui como foi feito o estudo de demanda.
Em 2000 foi feito um estudo que chegou a uma demanda em torno
de 160 mil a projeção pra 2010.
Aí inclui também as transferências que são feitas entre as linhas 1 e
2. Em 2008 foram feitos outros estudos que ajustaram aqueles
estudos anteriores e chegaram a um número próximo a 140 mil.
Também incluindo transferências entre as linhas 1 e 2. Bom, pros
estudos de demandas nós tivemos que partir de uma premissa. A
ideiaera identificar qual era o potencial realmente de atendimento da
linha 4. Então por issoé partiu-se do principio que houvesse esforços
para ter integração de ônibus para levar as pessoas até a estação
Jardim Oceânico. Evidentemente que o plano melhor pra esse sistema
de integração maior vai ser o atendimento da demanda do local.
Aí continua nossas premissas básicas. Esse aí são alguns termos
técnicos, que depois que você faz as simulações você precisa partir
de alguns valores básicos que você tem que partir do principioque
são composições com 6 carros, a capacidade do trem, do novo trem
que está chegando no metro é da ordem de 1826 passageiros. Na
realidade ele cabe até um pouquinho mais. Mas estamos com a
capacidade nominal do fabricante, que são 6 passageiros por metro
quadrado. O que é indicado no limite máximo pra ser adotado. Esse
mapa daí mostra a área de influência a pé de até 600 metros. Oitenta
por cento da demanda que chega a pénas estações do metrô tendem
a andar 600 metros. Você até 800 metros você tem ainda um número
expressivo de pessoas que se deslocam a pé até as estações. A gente
observa que aí na zona sul, na área de Ipanema, Leblon, Gávea.
Esses quadradinhos aí coloridos. Quanto mais escurosmaior a
densidade de população. Pois é, a gente percebe que a localização
das estações permite que se cumpra praticamente toda área habitada
de Ipanema e Leblon. É interessante a gente olhar que a parte lá do
Jardim Botânico, por exemplo, em contraste com Ipanema e Leblon
tem uma demografia de muito pouca densidade.
PÚBLICO FALA
E Botafogo ?Lagoa ?
EDUARDO LEAL
PROFESSOR ESPECIALISTA DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS.
Olha a estação São João (Botafogo) ela está na área de influência na
estação de Botafogo atual. Um momentinho só. Nós não estamos
fugindo da raia não. Eu acho que vocês estão interessados em saber
como foi que nós chegamos nesses números. Como que se faz isso ?
Partimos de matrizes existentes, que são matrizes feitas por extensas
pesquisas. Que foram feitas lá em 2003 por aí. O estudo foi impresso
e apresentado em 2005. Mas a gente não fica só com esses dados né
? A gente tem que fazer pesquisas mais atualizadas pra apurar pra
saber se o que pensava naquela época continua valendo. Então por
isso foi feita uma pesquisa de contagem de tráfego e pesquisa de
contraste visual. O que que isso aí ? A gente coloca um pessoal na
rua contando os automóveis, contando os ônibus e através do
contraste visual que é você olhar e ver através da janela dos ônibus.
Você consegue ter uma ideia da quantidade de pessoas dentro dos
ônibus. E você pode inclusive entrar no ônibus e fazer uma checagem
disso. Com base nessas informações, se entra num modelo de
estimação. E trabalha com essas matrizes e com essas pesquisas que
foram feitas. Daí ajusta essas matrizes pra 2011.
PÚBLICO FALA
E em 2050 ?
EDUARDO LEAL
PROFESSOR ESPECIALISTA DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS.
2050 eu respondo daqui a 10 anos. Masa gente precisa saber quem é
que efetivamente vai usar o metrô. Então são feitas pesquisas
temporárias onde pergunta-se uma série de fatores buscando
determinar o que faz uma pessoa utilizar um meio de transporte. No
nosso caso aqui o metrô. E aí entra nisso que a gente chamou de
modelo de repartição modal.
E é o que vai chegar a nossa matriz realmente dos usuários do
metrô. Só pra vocês terem uma ideia, isso aí são os postos que foram
utilizados pra pesquisar e contar os automóveis.
PÚBLICO FALA
Isso aí foi feito antes ou depois da implantação do BRS ?
EDUARDO LEAL
PROFESSOR ESPECIALISTA DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS.
Isso daí foi feito antes da implantação da BRS. Posto de contagem de
passageiros em ônibus. Vocês veem que é uma quantidade grande.
Postos de contagem de passageiros em vans. Foram feitos pesquisas
também nos ônibus de condomínio. Mas, nós optamos por não
incorporar na pesquisa da linha 4 essas viagens de ônibus de
condomínio. Evidentemente parte delas deve se transferir para o
metrô. A gente imagina que pode ser que essa transferência não se
faça. É difícil pegar esse percentual.
Quais foram as principais variáveis que foram notados na decisão de
pegar ou não o metro? Uma era a diferença do tempo de viagem.
Então a tendência é que as pessoas tentem se deslocar da maneira
mais rápida possível. A outra é a quantidade de transbordo. Isso na
nossa pesquisa né ficou comprovado. Ninguém gosta de trocar né ?
De fazer baldeação. Isso as vezes é necessário mas você podendo
evitar. E nunca se faz esse tipo de transbordo quando se viaja na
mesma direção.
Outro fator é tarifa. Evidentemente o custo da viagem pe um fator de
decisão importante. E outro é o custo de estacionamento para os
proprietários de automóveis. Esse quadro mostra os pontos onde
foram feitas as pesquisas. Todas essas marcaçõezinhas aí. Algumas
com desenhos de ônibus, automóveis, mostra que os usuários foram
entrevistados, marcados e submetidos ao modelo. Foram feitas 5 mil
entrevistas.
Dentro das pesquisas realizadas como era de se esperar o principal
motivo de viagem de pico é trabalho. Os viajantes de automóvel se
observa que 76 por cento das viagens eram realizadas por motivos de
trabalho. Dos viajantes de ônibus 84 por cento.
A demanda atual embarque da linha 4 em milhares por dia. Se fosse
hoje né? 2011, nós teríamos 233 mil apenas com a soma dos
embarques nas estações da linha 4. Lembrando que existem
embarques também nas linhas 1 e 2 que se destinam as estações da
linha 4. Então, o impacto da linha 4, existe um reflexo nas estações
da linha 1 e 2 também.
Participação das estações. Observamos aí é que os principais
movimentos de embarque se dão nas estações Jardim Oceânico, São
Conrado com 13 por cento e aquele grande azul ali, que são linha 1 e
linha 2, são os passageiros que embarcam nas estações da linha 1 e
2 com destino a linha 4.
Esse gráfico aí é interessante. O que ele mostra pra gente é que boa
parte das viagens são internas a linha 4. Perto de 40 por cento das
viagens são internas a linha 4. Não seguem além General Osório. A
gente chega até 70 por cento dasviagens que ficam entre linha 4 e
Botafogo. Então a grande maioria das viagens não são da Barra para
o Centro. A demanda é diária certo ? Como se percebe a demanda é
diária. Isso aí é a média diária.
PÚBLICO FALA
Isso não existe. Existe a palavra rush no seu dicionário ?
EDUARDO LEAL
PROFESSOR ESPECIALISTA DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS.
Transferência modal da linha 4: De onde vem esses clientes da linha
4 ? Vem dos automóveis e dos ônibus. Então, 28 por cento dos
usuários do metrô se imagina que vem dos usuários de automóvel. E
72 por cento, são pessoas que hoje se utilizam de ônibus.
Quais os projetos que foram considerados no horizonte dos estudos ?
O conjunto de obras das Olimpíadas, o Porto Maravilha e o Porto
Sepetiba. Você sabe que o metrô a área de influência do Centro da
cidade ela se reflete inclusive na Barra da Tijuca. Esse é um dos
motivos no qual se quer ligar a Barra ao Centro.
PÚBLICO RECLAMA
Podemos continuar?
Agora vocês vão entender que variáveis nos usamos. Foi em relação
ao crescimento da população. Quanto maior o crescimento da
população maior a tendência de aumentar a demanda. A outra é a
evolução de emprego. Quanto maior a oferta de empregos maior
também a tendência. A outra é a evolução da renda. Quanto maior é
a renda maior a disponibilidade defazer viagens. As pessoas que tem
um poder aquisitivo menor tendem a viajar menos. Bom, a conclusão
dos nossos estudos de demanda é os embarques diários por estação.
Então nós temos o contingente de linha 1 e linha 2 que ultrapassam o
limite da linha 4 né e seguem para linha 1 e 2. A estação São João
ela não fica localizada na linha 4. A estação São João ela fica na área
de influência da estação Botafogo. A gente mostra uma
comparaçãozinha daqui a pouco.
A evolução de demanda por estação. Então a gente percebe que o
crescimento das viagens de cada estação é diferente. Como é de se
imaginar. A estação Jardim Oceânico tende a ter um crescimento
mais acentuado. Enquanto que outras já estão em bairros mais
estabilizados.
Taxa de ocupação. Vamos saber como vai ser o conforto dentro dos
trens. O que a gente observa é que esse número aí é de passageiros
por metro quadrado. No Brasil o limite que se costuma adotar é de 6
passageiros por metro quadrado. Até 6 passageiros por metro
quadrado você tem um nível de conforto razoável.
PUBLICO RECLAMA
Razoável ? Vocês estão de brincadeira.
EDUARDO LEAL
PROFESSOR ESPECIALISTA DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS.
Vale ressaltar que isso não é na hora de pico. No horário de maior
movimento. Isso aqui é na hora mais carregada. Ainda assim, nós só
atingimos 6 passageiros por metro quadrado no trecho São Conrado
– Leblon em 2036. Em 2016 o pior índice que nós temos é de3
passageiros por metro quadrado. Atenção o nosso amigo ali está
falando algo interessante. O metrô hoje em dia não trabalha com 6
passageiros por metro quadrado por falta de oferta. Os trens já foram
adquiridos só estamos esperando chegar.
Carregamentos no horário de pico. Nós temos aqui em cada trecho os
números que nos levaram a fazer aquela afirmativa anterior.
O movimento predominante na hora de pico da manhã é em direção
ao Centro. Quer dizer do Jardim Oceânico até a General Osório. Esse
slide daqui foi a preocupação que nós tivemos em identificar o que
acontece coma superlotação de passageiros da linha 1 e da linha 2.
Quais são os trechos mais carregados da linha 1 e da linha 2. São os
da proximidade do Centro. Então seria entre Central e Presidente
Vargas o trecho mais carregado hoje. O outro lado seria entre
Cinelândia e Glória. Então o que nós fizemos pegamos as projeções
de viagens do metrô da linha 1 e da linha 2, embora não seja o foco
do estudo né ? E superpusemos com nossos fluxos de viagens da
linha 4. Então o que nós obtivemos aí. Pra 2016 nós percebemos que
o fluxo continua predominante no sentido inverso. Quer dizer, saindo
da Cinelândia pra Glória nós temos 24 mil passageiros previstos na
hora de pico. Mas em direção a Ipanema. Enquanto que em direção
da Glória até a Cinelândia, 19 mil. Quer dizer isso é bem abaixo da
capacidade horária pra 30 trens por hora que é o previstopra 2016
que é de 55 mil passageiros. Mas isso é hora de pico da manhã.
Provavelmente isso é entre 7 e 8 horas. Pra 2036 nós temos um
problema. O problema está entre Central e Presidente Vargas que nós
vamos ter 63 mil passageiros, portanto estourando um pouco aqui o
limite no sentido Central – Presidente Vargas. Esse problema não se
deve a linha 4. É um problema de próprio crescimento da linha 1 e da
linha 2. O movimento da linha 4 tem menos de 10 por cento em
volume aí pro Centro da linha 1 e da linha 2. A solução pra esse
problema é evidentemente em algum momento partir por alguma
alternativa por exemplo
Estácio- Carioca, que faz parte aí do
horizonte de obras de crescimento do metrô. Isso deverá ocorrer lá
por volta de 2030 por aí.
Bom. Conclusões do nosso estudo. Uma estimativa em grandes
números aqui. Mas em torno de 100 mil viagens de automóveis
poderiam ser deixadas de ser realizadas por dia. São cerca de 50 mil
por sentido. Na hora de pico 10 mil automóveis serão retirados de
circulação. Na hora de pico 4 mil automóveis deixaram de entrar ou
sair da Barra. Aproximadamente 70 por cento da demanda total
estimada. Cerca de 14 mil passageiros aproximadamente 4 por cento
tem origem ou destino estações da linha 2, que é a linha mais
carregada. Eu passo a palavra agora para o subsecretário.
TC: 01 05’43”
RODRIGO VIEIRA
SUBSECRETÁRIO DE PROJETOS ESPECIAIS DA CASA CIVIL, DO
GOVERNO DO ESTADO
Obrigado Eduardo. Vamos falar agora sobre interligação. Esse é o
cenário pra 2016, traçado pela UFRJ. A linha 4 está aqui representada
em azul e ela faz o fechamento do anel de alta e média performance.
Composto pelas linhas 1 e 2 do metrô e pelos BRTs da Barra da
Tijuca.
Paralização das estações existentes: Será necessário paralisar
temporariamente duas estações pra construção do túnel de
interligação entre Cantagalo e General Osório. Esse fechamento será
feito num prazo máximo de 8 meses e durante esse período a
estação Siqueira Campos volta a ser a estação terminal como já
aconteceu. Esse fechamento é necessário paraque no restante do
período de funcionamento do metrô não seja necessário fazer o
transbordo, a troca de trens, que estava estimada em 7 minutos se
fosse necessário fazer nesse trecho. Também serão evitados outros
investimentos como a construção de um novo centro de manutenção
e um novo centro de controle. Esse fechamento possibilitará a
otimização de investimentos e o bem-estar da população e a não
necessidade do transbordo.
O plano alternativo de metrô sobre rodas. O plano foi desenhado pela
concessionária Metrô-Rio e ele será feito ...
PUBLÍCO FALA
Você não pega metrô pra ir trabalhar
RODRIGO VIEIRA
SUBSECRETÁRIO DE PROJETOS ESPECIAIS DA CASA CIVIL, DO
GOVERNO DO ESTADO
Eu vou de ônibus trabalhar ... Para substituir as estações General
Osório e Cantagalo, seis novas estações de metrô serão implantadas.
O atual intervalo de 4 minutos entre o metro sobre rodas diminuirá
para 3 minutos. A frota será ampliada de 15 para 23 veículos.
TC: 01 07’47”
Cenários operacionais:
Foram estudados diversos cenários operacionais para linha 4. O
cenário operacional que trouxe mais benefícios para o desejo de
viagem e a demanda foi esse cenário aqui. Esse cenário é composto
por um serviço que sai da Barra da Tijuca até a Uruguai por um
serviçoque sai da Pavuna até a estação General Osório e por dois
serviços que saem da Barra da Tijuca a Gávea e a da Gávea até
Ipanema. Com esses serviços é possível fazer Jardim Oceânico –
Uruguai em 51 minutos sem transbordo. E Barra ao Centro da cidade
em 34 minutos e Barra até Ipanema em 15 minutos. Para essas
simulações para esse cenário operacional estudado foi identificado
uma necessidade de frota de 17 novos trens.
Frota e nível de conforto:
A frota atual linhas 1 e 2 do metrô hoje tem 30 trens de 6 carros. A
frota em 2012 e 2013 passará a ter 49 trens. Haverá o retorno do
nível de conforto adequado do metrô com a chegada desses 19 novos
trens. O primeiro trem foi embarcado sexta-feira da China e chegará
em Abril no Rio de Janeiro para início dos testes.
Frota estimada pra linha 4, como já havia dito 17 trens. Frota total
pro sistema metroviário em 2016, no início do funcionamento da
linha 4. São 66 trens nível de conforto para linha 4, taxa de ocupação
média dos trens não excedendo 6 até 2036. Nível de conforto
adequado para linha 4 do metrô.
Essa aqui é a tabela de tempo de viagem. Ela demonstra todos os
tempos tanto partindo de Jardim Oceânico. Por exemplo, Jardim
Oceânico – São Conrado5 minutos e 48, Jardim Oceânico – Gávea 10
minutos e 23. Jardim Oceânico – Leblon 9 e 32, Jardim Oceânico –
Jardim de Alá 11 e 14. Jardim Oceânico – Nossa Senhora da Paz 13.
É possível ver todas as combinações. As saídas de Botafogo, por
exemplo, para Barra 23minutos. Saindo de Ipanema para São
Conrado 6 minutos e 57. Essa é a planilha completa.
Essas simulações foram feitas com bases no sistema da linha 4, com
uma frota que está determinada.
Desvios e Estacionamentos:
Linhas 1 e 2 já possuem diversos estacionamentos que permitem
uma flexibilidade operacional. Na linha 4, também estão sendo
construídos outros mecanismo. Outros estacionamentos que
permitiram a injeção de trens durante o funcionamento. Isso garante
flexibilidade operacional. Como eu já expliquei, haverá serviços que
farão otrajeto Gávea – Ipanema, Barra da Tijuca- Uruguai. Todos eles
funcionaram utilizando essa estrutura de estacionamentos e vias
alternativas.
TC: 01 11’ 34”
Mão-de-obra utilizada:
Na fase de implantação durante o pico de obra que ocorrerá entre os
anos 2013 e 2014 serão utilizados cerca de 3 mil funcionários de
nível operacional, técnico e universitário. Pra fase de operação
estima-se a necessidade de 388 funcionários.
Cronograma físico: O cronograma físico inicia em 2012 após o
licenciamento ambiental que estamos pleiteando e vai até dezembro
de 2015. Nesse período podemos ver destacadas no trecho sul as três
estações que deverão ser construídas simultaneamente para a
preparação da passagem do TBM. O TBM passará pelas estações no
ano de 2013, ao final de 2014 e a interseção que pode ser vista aqui
é o momento em que ele chega em cada uma das estações. Esse TBM
é um tatuzão. Ele vai iniciar a escavação em Ipanema ao chegar a
primeira estação que é a Nossa Senhora da Paz, ele será desligado.
Ele será arrastado por dentro da estação, religado e seguirá até a
Antero de Quental. De lá ele será novamente desligado, arrastado,
religado e seguirá para a estação Gávea. Após a estação Gávea, ele
seguirá cerca de 50 ou 80 metros até o local onde será feito o túnel e
será retirado.
Transtornos temporários. Benefícios permanentes:
Em 2016 serão 66 composições em todas as linhas do metrô. Mais do
que o dobro do atual. Barra-Centro será feito em 34 minutos. Barra –
Ipanema 15 minutos. Serão acrescidos a rede mais 300 mil
passageiros dia, beneficiados diretamente pelo metrô. Menos dois mil
carros hora nos horários de pico no eixo Barra-Zona Sul. Tarifa única
em todo o sistema e interdição de menos de 500 metros de vias no
trecho zona sul para um trecho de 5 quilômetros de obra. Muito
obrigado.
PALMAS
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Obrigado aí pela apresentação do Rodrigo e dos colegas que estão
participando. Eu convido agora a equipe que fez o estudo de impacto
para fazer a apresentação.
A partir da reunião de hoje tem um prazo ainda de 10 dias para o
recebimento de sugestões, reclamações e comentários para o grupo
de trabalho do órgão ambiental que está responsável por essa
análise.
Todos esses questionamentos E esse material todo aqui da audiência
está sendo gravado, depois existe a transcrição dessa ata e fica isso
também dentro do site, da página do INEA, junto com a ata sucinta
que é o resumo do que aconteceu aqui. Então isso tudo é gravado é
transcrito faz parte do processo. Por isso que é importante que essas
considerações esses comentários que vocês estão fazendo aqui. Isso
seja gravado. Agora no momento do debate vão ficar uns dois
microfones pra que todas as sugestões sejam gravadas e façam parte
depois da transcrição da ata.
PÚBLICO FALA
Eu quero saber sobre o solo de Ipanema. Cadê o estudo geológico
desse solo arenoso ?
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Agora a Senhora me desculpa. Mas a sua pergunta ela vai ser
respondida. Vamos aguardar se vai ter alguém que possa responder.
Eu acredito que sim. Entendo a sua preocupação mas a sua pergunta
será respondida. Vamos agora ouvir o colega que fez o estudo de
impacto. Eu queria também registrar aqui a presença entre nós a
presença da vereadora Sônia Rabelo. Também fez sua inscrição aqui.
O deputado estadual Luiz Paulo Correa da Rocha. Obrigado deputado.
Deputado Marcelo Freixo. Muito obrigado pela presença. Deputado
Otávio Leite e também do gabinete do deputado Chico Alencar, o
representante senhor Carlos Pinto, que também esteve na outra
reunião, eu me lembro. O vereador Edson da Creatinina, nosso
colega. O vereador Eliomar Coelho presente, o vereador Paulo
Pinheiro. A vereadora Andrea Gouvêa Vieira, obrigado vereadora. O
vereador Carlos Caiado, valeu vereador e também anunciar a
chegada aqui na mesa do secretário Júlio Lopes. Obrigado pela
presença.
VAIAS DO PÚBLICO
PÚBLICO FALA
Assassino, assassino ...
TC: 01 19’07”
PAULO CORDEIRO
BIÓLOGO.
Boa noite a todos. Todo mundo pode me ouvir ? Agora sim. Meu
nome é Paulo Cordeiro, sou biólogo. Vim representar a empresa
Agrar, que foi a empresa responsável pelo estudo de impacto
ambiental desse trecho do metrô, linha 4. Nós vamos mudar um
pouquinho a dinâmica da apresentação. Nossa apresentação vai ser
um pouquinho mais diversificada. Vamos falar de vários assuntos.
Uma das coisas que eu acho que vai ficar bem claro é que eu vou
precisar da ajuda de vocês porque eu não vou poder responder todas
as perguntas. Vamos dar prosseguimento então a nossa
apresentação.
O estudo que vai ser apresentado aqui do ponto de vista ambiental
ele tem particularidades interessantes a primeira delas é que o
estudo é completamente inserido em uma área urbanizada. Quando
se imagina o estudo de impacto ambiente imagina-se em uma área
natural que vai ser desmatada, que suas características físicas e
geológicas vão ser modificadas. Vocês vão ver que nesse caso aqui é
um pouquinho diferente.
Vocês vão ficar inteiramente a vontade para fazer as perguntas. Eu
vou pedi permissão ao Gusmão, que algumas das perguntas que
serão feitas aqui eu possa responder e as outras que não seja
respondida pelo especialista ao final da apresentação.
Só lembrando um pouco o pessoal do INEA fez uma pincelada sobre
esse assunto. Vamos lá. No caso aqui a licença prévia. Não existe
licença para o metrô ainda. Essa audiência aqui é apenas um dos
requisitos necessários para que essa licença possa a vir ou não a
ocorrer. Outra coisa importante que é o que a gente vai apresentar
aqui é que obrigatoriamente esse tipo de empreendimentoexiste uma
necessidade de avaliação dos seus impactos. Após essa audiência
pública ainda existem complementações possíveis pra serem feitas a
esse estudo. Que é o que eventualmente vai ocorrer com as
perguntas dos senhores.
PÚBLICO PERGUNTA
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Professor o senhor precisa continuar a apresentação.
PAULO CORDEIRO
BIÓLOGO
Vamos a metodologia do estudo. Inicialmente nós temos a
caracterização do empreendimentoque foi apresentada aqui aos
senhores. E um diagnóstico ambiental preliminar. Ele nos foram
apresentado pelo empreendedor. A partir desse momento. Nós temos
uma equipe preliminar que inclui geólogos, geógrafos, biólogos e uma
série de outros profissionais extremamentes competentes e
capacitados nesses campos de atuação, nessas áreas de
conhecimento que nós vamos abordar por aqui.
A primeira fase do estudo é a definição de suas áreas de influência.
As áreas de influência realmente são muito importantes porque elas
vão nos dar a dimensão do atingimento, ou seja, até onde esses
impactos podem ser sentidos. Posteriormente vai ser feito um
diagnóstico ambiental domeio físico, biótico e socioeconômico dessas
áreas. Numa terceira etapa seria eventualmente a identificação
desses impactos. Como isso é feito ? Virtualmente. Nós vamos ter
uma ideia geral do ambiente como é hoje, vamos ter uma ideia do
empreendimento que não existe hoje e nós vamos sobrepor essas
duas ideiase fazer um prognóstico do que poderia eventualmente
ocorrer nesse ambiente diagnosticado caso esse empreendimento
fosse efetivamente instalado nessa área. A partir disso nós vamos ter
propostas de medidas potencializadoras de impactos positivos.
Sugerir mecanismo de controle de monitoramento e elaborar
programas ambientais que vão auxiliar aos executores da obra no
caso de como proceder frente a esses impactos.
A primeira coisa que a gente pode pensar é. Como que esses
impactos vão ser efetivamente avaliados ? Bom, existe um conjunto
de critérios bem grande, por exemplo, a natureza do impacto, a
forma de dissidência, abrangência. Existem categorias. Eu vou
acelerar um pouquinho porque os senhores gostariam de participar.
Uma segunda etapa da metodologia de avaliação de impacto é
exatamente avaliar a importância e magnitude desses impactos. E
efetivamente indicar a sua significância. Então teríamos um impacto
muito significativo de acordo com suas avaliações de magnitudes.
Delimitação das áreas de influência:
Como todos os senhores já sabem, o traçado proposto nesse estudo o
da linha 4. A área de influencia indireta, ou seja, até onde os
impactos poderiam ser sentidos de forma indireta nós escolhemos,
por exemplo, aqui nesse caso uma linha azul que define uma bacia
hidrográfica.
Nós temos aqui tambéma delimitação da área de influencia do meio
biótico. Outra área de influência seria do meio socioeconômico a
gente delimitou como área de influencia indireta todo o município do
Rio de Janeiro e área de influência direta a região administrativa, no
caso a sexta região administrativa. Uma outra coisa importante
seriam onde as intervenções seriam efetivadas. Ou seja, nas
estações, nos canteiros, nas saídas de emergência. Isso já foi
apresentado. Esse aqui é o canteiro lá da Leopoldina. E essa aqui é a
imagem da pedreira onde vai ser colocado o material.
TC: 01 29’ 46”
Vamos direto ao diagnóstico ambiental vamos começar pelo meio
físico. É tentar falar um pouco da geologia. Nesse caso todos nós
conhecemos muito bem essa região, sabemos que existe ummaciço
gostoso. Nessa parte da baixada nós temos esse cordão arenoso.
Aqui nós vamos ter rochas muito antigas e temos essas planícies
menores. Obviamente eu coloquei essa figura ilustrativa pros
senhores entenderem qual éa dinâmica recente essa figura de 6 mil
anos, onde vocês podem ver a Lagoa está completamente ligada ao
mar. Aqui a gente tem o maciço e o Corcovado com o passar do
tempo houve um rebaixamento do nível do mar.
Ou seja, uma regressão marinha que aflorou esse cordão arenoso.
Por isso nós temos Ipanema e Leblon capazes de existir. Por baixo de
Ipanema e Leblon nós temos rocha também. As rochas vão se
degradando com o tempo. Mas vamos falar sobre isso pra frente.
Aqui vocês veem o traçado proposto do metrô exatamente sobre a
língua arenosa. Aqui a gente tem uma outra dimensão. Esse aqui é o
mapa geomorfológico. A gente tem toda essa areia nessa parte do
traçado e aqui nós temos um corte. Foram feitas diversas sondagens
com testemunhas.
PÚBLICO FALA
Cadê o lençol de friagem?
PAULO CORDEIRO
BIÓLOGO
O lençol de friagem ele existe e está bem aflorado aqui. Na verdade
temos também algumas lentes de sedimentos marinho mais firmes
de lama. Um outro assunto que é tratado da parte do meio físico é
exatamente a parte da precipitação do clima. Mas por queestamos
mostrando ? Pra mostrar que existe um padrão também de qualidade
da água nessa região. Aliás qualidade do ar dessa região. Mesmo que
a gente tenha que em fevereiro uma diminuição desse valor. Mas no
índice médio a qualidade de ar nesses bairro de Ipanema e Leblon é
boa. É boa a qualidade do ar. E esse padrão vai ser efetivado, vai ser
considerado durante as obras. Ele não pode ser modificado.
Outro impacto de importância que seria a questão dos ruídos como
todos vocês podem perceber que de vez em quando o transito aqui
nos atrapalha. A zona sul é uma área extremamente ruidosa de muita
vibração também. Então aqui eu posso mostrar pra vocês.
PÚBLICO RECLAMA
Vocês não falam entre si. Isso é assustador ...
Não tem licença mas a obra começou ...
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Vamos continuar. Ele não é a pessoa e a hora não é essa ... Vamos
continuar ...
TC: 01 36’07”
PAULO CORDEIRO
BIÓLOGO
Então, como vocês podem ver aqui. É muito evidente que os números
em vermelho são os números medidos e os números em preto são os
valores máximos permitidos. Ou seja, a zona sul é uma região muito
barulhenta. Obviamente que existem métodos de diminuir isso aqui.
Eu acho que no caso da obra do metrô é bom ser considerado.
No meio biótico: Nós vamos tratar agora dos pontos notáveis. Por
exemplo, nós temos o maciço da Tijuca que é um ponto notável
importante da área de influência indireta. Nós temos também
principalmente a Lagoa Rodrigo de Freitas, que nesse caso ela
representa quase 13 por cento ou mais de 13 por cento da área de
influencia como um todo e nós também temos, por exemplo, as
praças. Nossa Senhora da Paz e Antero de Quental e também o
Jardim de Alá, que foram pontos notáveis onde foram depositados
mais esforços na coleta de informações biológicas pra que seja feita
uma avaliação mais adequada mesmo sendo um ambiente urbano.
No caso da lagoa Rodrigo de Freitas falando dos ambientes aquáticos,
ou seja, a Lagoa é um deles, nós temosum conglomerado de peixes
interessantes vindas dessa vertente atlântica. Temos também um
ecossistema de extrema importância do ponto de vista ecológico para
manutenção desse ambiente aquáticona própria Lagoa. Uma rica
qualidade de Porcanas e também de Tainhas e diversas de outras
espécies que podem ser encontradas, por exemplo, nos pequenos
córregos da zona sul. Aqui vocês podem ver por exemplo do ponto
de vista da flora, como estão distribuídas as espécies de plantas da
cidade nessa área. Ou seja, nós temos uma enorme quantidade de
espécies diferentes. Não em quantidade em espécies diferentes, e
riqueza de espécies. Na região do Jardim Botânico por causa do Horto
Florestal né ? Por motivos óbvios, na Lagoa Rodrigo de Freitas ao seu
redor a gente tem apenas doze espécies, grande parte dessas
espécies exóticas que não são do Brasil. Temos também 38 espécies
na região do Leblon. Nós podemos ver aqui as amendoeiras sem
jardim de Alá e assim por diante. Esse é o tipo de vegetação
normalmente encontrado na nossa cidade na zona sul.
Com relação a fauna. Nós escolhemos aqui alguns exemplos
importantes. O martírio por exemplo que são esses morcegos
geralmente visto em amendoeiras. E temos também algumas árvores
de importância ara dar conforto nas praças, nas ruas e etc.
No caso das unidades de conservação nós temos 9 unidades de
conservação inseridas nas áreas de influencia indiretas do
empreendimento. Sendo que apenas uma unidade de conservação,
no caso aqui os penhascos do Dois Irmãos estão inseridas na área de
influencia direta, embora eles não sejam efetivamente, é não sofram
influência direta por conta do maciço rochoso.
Socioeconômia: Aqui a gente pode ver por exemplo a utilização do
tipo de solo da zona sul. São Conrado com quase 70 por cento de
áreas naturais é uma das campeãs. E temos o Leblon com apenas 14
por cento deáreas naturais. Os outros 86 por cento que sobram em
sua área são prédios.
Um fato importante é comparar que a média da cidade do rio de
janeiro de áreas de uso natural é de 35 por cento. Então, grande patê
dos bairros analisados pela socieconômia tem uma área natural acima
da média. Com bastante área verde. Por isso é importante a gente
consegui preservar.
Um outro fato importante é com relação a ocupação da população.
Nós temos aqui nos dois bairros apenas 27 por cento da população de
município embora nesse caso aqui Ipanema seja a de maior
densidadedemográfica. Outro fator importante é com relação a renda.
Nós temos aqui na A e B , ou seja, na área de influencia direta, uma
renda média de 4 mil e 200 reais, ao passo que a expectativa de vida
é de 76 por cento. Se nós contemplarmos por exemplo ao
analfabetismo nós vamos ter menos. Praticamente não teremos
analfabetos.
Outro fator interessante da socieconômia é o padrão econômico e o
padrão de transporte. O predomínio aqui seria do setor do
comerciário. Também temos a oferta de atrações de serviços
turísticos e culturais. E uma alta circulação de consumidores. O
sistema de transporte predominante é o rodoviário ou então o
individual. As principais vias estão com um alto grau de circulação,
ou seja, algum tipo de engarrafamento em momentos de pico. Os
aumentos de fluxos são no sentido zona oeste.
TC: 01 43’25”
Localizado nos bairros de Leblon e Ipanema e Senador Camará são
essa áreas de intervenção. O predomínio é bastante residencial com
essas áreas de serviço também. A circulação urbana é principalmente
de pedestres e automóveis.
Os monumentos tombados é um assunto de interesse né ? Nós temos
aqui uma lista dos patrimônios, as suas localizações e a sua situação
atual. Bom aqui são as esferas administrativas. A grande parte delas
é municipal.
Análises de impactos: Se vocês recordarem a metodologia que eu
tinha falado anteriormente a gente vai fazer uso de uma série de
critérios da nossa avaliação e no final a gente vai analisara sua
significância. Nesse caso vamos começar aqui com o total de
impactos. Foram indicados, ou seja, foram identificados 37 impactos
ambientais desse empreendimento. No caso, aqui a gente vai se
limitar por conta detempo só os muito significativos ou significativos.
Então no caso da introdução de tensões e conflitos sociais da
expectativa do empreendimento. Nesse caso aqui a gente está
falando de socioeconômia numa etapa inicial que é uma etapa de
planejamento. Então, existe uma série de medidas pra tentar
contornar esse problema. Um outro impacto já na fase de
implantação e aqui no meio físico seria ruídos e alteração na rede de
drenagem superficial e subterrânea. No caso dos ruídos né ? Operar
equipamentos com menor potênciapara fazer a tarefa ou monitorar
as vibrações induzidas e os ruídos nas ruas. E no caso da operação
das drenagens construir para minimizar a entrada de chuvas e
desenvolver um acompanhamento do lençol tri ático. Na fase de
implantação ainda nós temos dois impactosque seria interferência
sobre os artex e interferência sobre a fauna. Nesse caso seria
proteger as árvores do entorno e evitar os cortes. Outra medida
mitigadora seria usar métodos construtivos para diminuir os efeitos
da obra. Também estabelecer um calendário de cortes e podas
respeitando o período de reprodução das árvores. Realizar um
trabalho de conscientização juntos aos podadores evitando estragos.
Ainda na fase de implantação na socioeconômia nós temos alterações
no trânsito. Seria importante divulgar todos os desviose modificações
do trânsito. Para que os moradores e os demais usuários fiquem
cientes. Implantar medidas de velocidades principalmente próximo a
escolas.
Na etapa de implantação ainda nós temos a dinamização da
economia regional e a interferência sobre a paisagem local. A
dinamização da economia seria um impacto positivo né. Então
recomenda-se que as empreiteiras faça a maximização de
contratação de mão de obra regional. E na preferência de empresas e
estabelecimentos situados na região de aquisição de bens e consumo.
No caso sobre a interferência sobre a paisagem. Recomenda-se a
implantação do programa de proteção. Ou seja, existem formas de se
proteger esses bens de combate e formas com que eles sejam
realmente reimplantados após a obra.
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
É uma situação absolutamente difícil você controlar uma ação de
audiência pública. Eu sei porque eu já fiz algumas. E vocês estão se
comportando bem. Mas há um procedimento. Ele tem um tempo pra
explicar o que ele fez. O tempo são 45 minutos. Só que ele já tá na
parte final. E nós temos que escutar o estudo aqui de conclusão. Boas
informações estão chegando aí. Professor continue.
TC: 01 50”22”
Etapa de operação. Nessa etapa de operação o empreendimento já
vai entrar em funcionamento né, obviamente. Com melhorias nas
ofertas de transporte urbano, que esse é o impacto mais positivo.
Quando o metrô tiver funcionando isso vai acontecer e vai ser
positivo.
A pressão adicional da demanda da linha 4 sobre as linhas existentes
do metrô. Então medidas mitigadoras ou potencializadoras. Promover
ampla divulgação do funcionamento com informações de hoários,
tarifas. Realizar campanhas de conscientização sobre os beneficio do
uso do transporte público coletivo e combate ao uso excessivo
veículos particulares. Promover medidas para aumentar a frota
visando maior conforto do usuário.
Programas ambientais: Os programas ambientais na verdade
resumem todas essas medidas indicadas ou recomendadase faz um
detalhamento maior dessas medidas de forma com que elas possam
ser melhor compreendidas e melhor colocadas em prática. Então o
Programa de Gestão Ambiental que é o PGA. Ele é composto
basicamente pelo Programa Ambiental de Construção, que a gente
chama de PAC. O PAC é a forma com que a empreiteira vai ser
orientada a proceder do ponto de vista ambiental. Então a forma com
que a empreiteira vai fazer as coisas vai estar por contrato associado
a um plano de controle ambiental. E também um plano de
comunicação social que é super importante numa obra que é feita
dentro da cidade e todas as pessoas possam estar informadas do que
vem a ocorrer. Pra não ter surpresas e minimizar essas interferências
com a população e diminuir essas expectativa das pessoas.
Inicialmente nós vamos ter dois programas muito importantes que
seria o monitoramento da qualidade do ar, que é umdos fatos que os
senhores levantaram aqui. E o monitoramento de ruídos e vibrações.
Num segundo momento né, a gente vai ter o monitoramento do
lençol freático e o monitoramento de recalque, que é exatamente
como vão trabalhar as construções durante a obra e até acabar.
Então, a alteração da rede de drenagem subterrânea vai ser
monitorada e as interferências por instabilidade do solo também vão
ser monitoradas por equipamentos de alta precisão. O PGA também
vai ter um componente biológicoque vai ser o monitoramento e
conservação da flora e da fauna. Uma etapa de recuperação da
paisagem e reflorestamento, como já foi falado aqui. Parte das
árvores vão retornar ao local e o que não for possível vai ser
replantado. E também o programa de proteção cultural. Que sejam
aqueles monumentos tombados e outros da parte importante da
cidade.
TC: 01 53’ 48”
E também uma ampla divulgação em educação ambiental para que as
pessoas possam viver melhor. Aqui um exemplo da praça. E aqui um
bem tombado lá no Jardim de Alá. Também vai haver dentro do PGA,
um amplo programa de negociação e compensação. As pessoas que
se sentirem lesadas vão ser ouvidas e vai haver negociação.
Então, a introdução de conflitos sociaisde expectativa de rendimento
e perda de área de uso, bens materiais e simbólicos.
Também vai haver um programa de responsabilidade social e apoio
as interferências do tráfego principalmente que é uma das coisas que
vão ser mais importantes, vão ser mais sentidas nesse contexto.
Então as alterações do fluxo de trânsito e a degradação das vias
rodoviárias. Como vocês podem ver aí uma via da zona sul.
TC: 01 55’ 01”
Como conclusão. Como todos desejam. Nós temos com basena
avaliação dos impactos a alternativa de traçado selecionada pela
delegação da linha 4 com a linha 1 do metrô no Rio de Janeiro é
ambientalmente viável considerando os impactos
positivos e
negativos a implementação das medidas mitigadoras e os programas
ambientais. Então esse é o resultado. A conclusão do nosso estudo.
Muito obrigado!
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Obrigado pela sua apresentação. Obrigado vocês.
CD 2 – TC : 01:55:39:08
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Vamos passar a palavra direto agora para o representante do
Ministério Público Dr. Carlos Saturnino que nos honra com a sua
presença.
Quero registrar também a presença do Dr. Daniel Ribeiro e
agradecer, colegas do grupo de apoio técnico, do GATE do Ministério
Público muito obrigado.
Então por favor,
TC: 01:56:16:05
CARLOS SATURNINO
REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Boa Noite. Vou tentar falar em 12minutos no máximo.
Cumprimento todos os integrantes da mesa, o presidente da CECA,
senhor Antonio Carlos Gusmão, todos os representantes das
associações
de
bairros
aqui
presentes.
Cumprimento
os
representantes de redes sociais, autoridades, senhoras e senhores
cidadãos que estão aqui esta noite já tarde, cumprindo seu dever,
seu direito de exercer a cidadania e discutir um assunto tão
importante para a cidade.
Do que nós estamos falando aqui, hoje?
Estamos falando de transporte público. Um projeto de transporte
público que está sendo proposto pelo Governo do Estado para
resolver o grave problema de logística que existe, hoje, na cidade do
Rio de Janeiro.
Qualquer projeto de transporte público tende a tender algumas
características essenciais e mínimas. Eu elenquei 4:
Ele deve ser seguro, deve ser eficiente, barato e deve respeitar as lei
e a constituição. Mas a gente não esta falando de um projeto
qualquer, nós estamos falando aqui hoje de um projeto, que ninguém
falou o custo dele, mas pesquisando na internet nós vemos valores
que podem chegar até R$ 7 bilhões de reais no total, considerando
todos os trechos da linha 4, como ela foi proposta pelo o Governo do
Estado.
Esse valor quase mensurável dá para construir sete Maracanãs, 14
Cidades da Música, que é considerado pelo senso comum da
população como um monumento ao desperdício.
Então, é evidente que não é um projeto qualquer é um projeto, talvez
o mais caro já proposto para este tipo de transporte público no
Estado do Rio de Janeiro.
Então, não basta que ele seja seguro, eficiente, barato, de acordo
com as leis e a constituição, ele precisa ser o mais seguro possível, o
mais barato possível, o mais eficiente possível e não basta cumprir
formalmente as leis da constituição, ele tem que cumprir
materialmente. Ele tem que estar de acordo com todos os princípios e
normas no seu conteúdo, não apenas na forma.
Muito bem, a questão que está colocada aqui hoje é se este projeto
atende isso.
TC: 01:58:44:19
Se comparado com qualquer outro projeto, qualquer outro traçado,
se ele é o mais eficiente, se ele é o mais barato, se ele é o que
melhor atende a constituição. E a resposta na ótica do Ministério
Público é: Não. (Palmas)
Ele não atende.
O EIA/RIMA que é o documento que foi apresentado aqui hoje, ele
para ser elaborado antes da sua elaboração, foi efeito pelo Inea uma
instrução técnica que nada mais é que um roteiro que o EIA/RIMA
deve seguir, ou seja, quais são as diretrizes, os requisitos míninmos
que o EIA/RIMA deve conter, até mesmo para ser aceito, para ser
entregue ao Inea.
A nossa equipe de peritas do Ministério Público, as duas que estão
aqui presentes hoje, elaborou um parecer um parecer sobre esse
EIA/RIMA e o GATE concluiu que há diversas lacunas, omissões,
diversas ausências de respostas tão importantes que caracterizam
vícios insanáveis desse documento. Na nossa ótica, esse EIA/RIMA é
imprestável para prosseguir com esse processo de licenciamento
ambiental (palmas).
Na instrução técnica do Inea, por exemplo, no item 3.1. Se exige que
o EIA/RIMA faça a comparação do traçado proposto pelo Governo do
Estado, com no mínimo outras duas alternativas de traçado e ainda
diz, expressamente, que ela deve ser avaliada a partir da Gávea,
ligando direto a Botafogo, que é o traçado original que foi licitado da
linha 4, em 1998, há quase 13 anos atrás. Indo a Estação Uruguai,
que fecha o anel, que é o projeto original da linha 1 e indo
diretamente até o Centro da Cidade que aparentemente seria o mais
lógico pelo senso de qualquer pessoas que usa o Metrô.
Ocorre queEIA se limitou a comparar o traçado proposto com 1 único
traçado que o traçado original, aquele que foi licitado em 1998 e que
consta no contrato de concessão original, feito naquela mesma
época.
Então, além desse problema, quer dizer, que não foram estudados
mais de um traçado. Mesmo esse único traçado que foi feita a
comparação, esta comparação, ela não foi feita de forma efetiva, ela
não foi feita de forma material, não foi feita de forma a permitir que
nós que estamos aqui discutindo, considerando ou criticando.
Podemos ter uma comparação real entre as duas alternativas.
A comparação foi feita formalmente só para cumprir um requisito,
uma obrigação, como se fosse uma gincana e que todos já sabem o
resultado dela.
Por exemplo, o EIA elenca três grandes grupos de impacto. Primeiro
fechamento de vias públicas importantes no bairro do Leblon e
Ipanema, mas não há no EIA, a comparação de que vias seriam
fechadas no outro traçado, o que parte da Gávea em direção a
Botafogo, Morro São João, como ela foi licitada.
Segundo o EIA elenca, como num impacto importante e realmente é
um dos mais importantes, o fechamento de duas Estações do Metrô,
hoje operacionais, Cantagalo e General Osório. Mas não há
comparação no EIA sobre como seria, e se seria necessário, fechar ou
não alguma Estação se fosse feito outro traçado, seja para Botafogo,
para Centro ou qualquer outro lugar. Não há essa comparação.
TC:02:02:56:28
A mesma coisa com relação as praças, há diversas praças que serão
transformadas em canteiros de obra. Muitas delas são tombadas, são
bens tombados pelo patrimônio histórico cultural e não são tombadas
a toa, tem uma razão para serem tombadas.
Pergunto se foi comparado o que aconteceria com outro traçado se
também aconteceria de ter que fechar praças de igual relevância, que
tem características que justificaram o seu tombamento. A resposta é
que não há essa comparação.
Outro exemplo, diz respeito as justificativas que foram apresentadas
no EIA para a escolha desse traçado, foram 4 justificativas.
A primeira justificativa diz respeito a Copa do Mundo de 2014 e os
Jogos Olímpicos de 2016. Bom, Copa do mundo eu não vou nem
comentar porque a linha está projetada para ficar pronta em final de
2015 então, não tem evidentemente nenhum cabimento essa
justificativa.
A segunda sobre os jogos Olímpicos eu vou me permitir fazer umas
observações.
Em primeiro lugar não comparação com o traçado original, mas é
evidente que o traçado original também atenderia ao objetivo de
levar os visitantes da cidade aos locais de competição na Barra.
Bastaria o visitante pegar o Metrô em Copacabana ou na General
Osório se dirigir em direção a Botafogo fazer um transbordo uma
baldeação, para o Morro de São João e ele estaria com mais 3 ou 4
Estações na Barra. Só que falaram que fazer transbordo não é bom, é
ruim, o melhor é uma linha sem transbordo.
Bom, nós fazemos transbordo, até outro tempo atrás as pessoas
faziam transbordo no Estácio e a linha funcionava até melhor.
Porque que os visitantes que vêem para os Jogos Olímpicos não
podem fazer transbordo, se transbordo se faz em qualquer sistema
metroviário do mundo. É uma coisa absolutamente normal, natural
(palmas).
Outra coisa, esta obra vai custar até R$7 bilhões de reais, então, é
uma obra que dá para construir 7 Maracanãs, 14 Cidades da Música,
talvez de para solucionar todos os problemas de áreas de risco da
cidade. OK.
É razoável que uma competição que vai dura 14 dias, duas semanas
seja a razão parta se escolher para onde a obra vai? É óbvio que não.
É óbvio que não.
TC: 02:05:46:21
A segunda justificativa apresentada no EIA diz respeito ao
crescimento populacional que teria ocorrido nos últimos dez anos aqui
na região da Zona Sul da Cidade, especialmente na região que foi
contemplada aí, pelo traçado proposto. Essa justificativa parte de
premissas equivocadas. A primeira é exatamente sobre o crescimento
da população consultando os dados do IBGE do ano 2000 e do ano
2010, a gente verifica numa soma aritmética que não há maior
dificuldade, que a população somada nos bairros de Ipanema e
Leblon, diminuiu de 2000 para 2010.
Em 2000 eram 93 mil pessoas e agora em 2010 no último senso são
87 mil pessoas morando nesses dois bairros.
A segunda premissa que também me parece equivocada é de que o
universo abrangido pelas eras de influencia da Estação, abrangido
direta ou indiretamente, seria maior nesse traçado do que no
segundo, ou até mesmo no terceiro que vai até o Centro.
Também não é verdade, o GATE demonstrou consultando os números
do IBGE e fazendo uma planilha com área de influência direta e
indireta de que na realidade, a área que é abrangida por este traçado
é a que beneficia o menor número de pessoas. São 93 mil, cerca de
90 mil, nesse traçado proposto, no traçado original seria o dobro 180
mil e no traçado para o Centro chega a 230 mil pessoas residentes
nessas áreas.
Então, há uma diferença de número, uma diferença numérica muito
clara que precisa ser melhor esclarecida na minha opinião.
TC: 02:07:41:02
Mas há ainda uma terceira premissa falsa nessa justificativa sobre o
crescimento populacional. É que: quando o EIA foi fazer o estudo da
área de abrangência, ele quando pegou o traçado original,aquele que
vai por Botafogo, ele simplesmente excluiu o bairro de Botafogo da
área de influencia, como se não fosse um área beneficiada pela linha.
Sob o argumento de que em Botafogo já há uma Estação de Metrô
operacional. Só que quando fez o mesmo estudo para o traçado
proposto ela incluiu Ipanema, onde já há também uma Estação de
Metrô operacional, a Estação General Osório.
Aliás, General Osório deveria ser objeto dessa audiência pública aqui
evidentemente, porque também pertence a linha 4 do Metrô, a
Estação, que menos de dois anos depois de ter sido pronta está
sendo refeita em razão da linha 4 do Metrô. Não há nenhuma outra
razão para ela ser refeita, a não ser a linha 4 do Metrô. É óbvio que
ela devia estar sendo aqui hoje objeto de discussão também.
A terceira justificativa apresentada no EIA diz respeito a ligação da
rede hoteleira com os locais de competição, já falei um pouco sobre
isso quando falaram dos Jogos Olímpicos, mas vou acrescentar um
dado interessante. Hoje a cidade dispões de cerca de 29 mil quartos
de hotelaria. A idéia é que este número cresça até 50 mil quartos
para as competições, ok, então temos uma diferença de 21 mil
quartos a crescer. Vão crescer aonde? No Leblon e em Ipanema? São
bairros atacados que tem severas restrições de construção, de novos
edifícios. É absolutamente impossível e ilegal. Não há como.
A quarta justificativa diz respeito a dois subitens.
O primeiro de interesse público primário é o que está escrito, e o
segundo a ligação com os principais pontos turísticos da cidade.
Eu vou começar pelo segundo. Qual é o principal ponto turístico da
cidade? É o Cristo Redentor que fica inteiramente fora do traçado
propostoe ficaria mais próximo do traçado original e ficaria
exatamente no traçado que vai até o Centro. O Cristo recebe 600 mil
visitantes por ano.
Um outro ponto relevante que fica no traçado original é Parque do
jardim Botânico, que recebe 190 mil visitantes por ano.
O segundo ponto da justificativa é que de interesse público, bom o
interesse público eu não vou falar. O interesse público que vai falar
são vocês.
E um outro ponto que o GATE abordou que também pareceu a nós
absolutamente uma omissão do EIA.
TC: 02:11:05:15
No item 3.3 da instrução técnica do Inea há uma exigência de que o
projeto deve ser compatível com o plano diretor de transporte urbano
da Região Metropolitana, que foi elaborado pelo próprio Governo do
Estado, chama-se PDTU ocorre que quando você vai olhar esse PDTU,
você verifica que este traçado que está sendo objeto de licenciamento
aqui, não é denominado como linha 4. Ele existe lá, mas ele é
denominado como linha 1, porque sempre foi linha 1 e mesmo que
digam que é 4 vai continuar sendo linha 1, é evidente.
E aqui, então, surge uma questão interessante que eu não conheço
resposta para ela e é acho que é interessante os representantes do
Estado se manifestarem sobre ela especificamente. Que é a questão
da concessionária da linha 1.
Eu não sei qual é a opinião da concessionária da linha 1 sobre esse
projeto, nunca vi ninguém da linha 1 falar nada sobre isso, não sei se
eles são a favor, se eles são contra, não sei como vai ser o acordo
para o preço da passagem do Metrô. Mas para mim como leigo, na
engenharia de transportes, olhando a planta do projeto está claro de
que este traçado é um prolongamento. Ilógico, esdrúxulo, mas é um
prolongamento da linha 1 do Metrô. E pelo o que eu sei, no contrato
da linha 1 está expresso que há concessionária tem direito de
exploração sobre todos os prolongamentos que sejam construídos a
partir da linha 1 pré-existente.
E esse não é um prolongamento qualquer. Esse é um prolongamento
gigantesco, um prolongamento que vai aumentar enormemente o
número de Estações 6 ou 7 se contar a General Osório, uma coisa
que seria interessante a gente saber mais a respeito.
E aí, então, já concluindo, eu queria finalizar dizendo que o que nós
estamos fazendo, hoje, muita gente diz que é perda de tempo. Que,
por esse ser um processo de alto licenciamento em que os
requerentes da licença, os empreendedores, e os licenciadores estão
submetidos a mesma estrutura hierárquica, quer dizer: tem o mesmo
chefe, que é o Governador, e eles pertencem ao mesmo poder, que é
o poder executivo estadual, que essa seria então uma história já
fechada.
Eu acho que não. Acho que não, tenho esperança de que não. O
presidente da SECA abriu a audiência pública dizendo isso, que essa é
uma história ainda sem conclusão, se é sem conclusão está na lei de
que tudo que for dito aqui deve ser considerado pela SECA. Não é só
dever da SECA e do Inea nos ouvir. É além de ouvir considerar tudo o
que foi dito. E no final, ao decidir justificar porque está tomando a
decisão A, B, C, ou D.
Então, eu acho que já concluindo, é muito importante a nossa
presença para que a gente possa ter a linha de Metrô mais segura
possível, mais eficiente possível, mais barata possível e
absolutamente dentro das leis e da constituição. Nós não
esqueceremos o que está acontecendo aqui hoje, seja qual for o
desfecho.
Se no futuro, nós tivermos problemas graves, problemas de risco
operacional, de risco de segurança dos usuários, em razão de um
licenciamento equivocado no mínimo, nós estaremos aqui hoje
delimitando responsabilidades.
Nós não esqueceremos que a General Osório está sendo refeita por
R$400 milhões de reais depois de ter sido concluída. Nós não
esqueceremos todos os Y´s e X´s de cruzamentos que não foram
mostrados aqui hoje. Eu termino essa minha manifestação
entregando ao presidente da SECA uma recomendação do Ministério
Público com cópia do parecer do GATE, pedindo que o EIA/RIMA seja
desconsiderado e que a licença não seja dada com base nesse
EIA/RIMA.
Muito obrigado (palmas).
TC: 02:16:00:17
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Então, agradeço a participação, comentário, documento entregue e a
presença de outros colegas do Ministério Público Estadual. As
palavras do Dr. Saturnino foram muito oportunas e interessantes.
O procedimento do órgão ambiental, num procedimento de
licenciamento, vocês acompanharam aqui, que se inicia desde o
pedido. Com a elaboração de uma instrução técnica, a análise desses
estudos que foram apresentados. E quando nós chegamos na
audiência pública é um momento que a sociedade vem exercer o seu
direito de cidadania, de democracia, de melhorar, de trazer
contribuições.
Então, hoje, aqui nós estamos ouvindo, nós estamos recebendo
contribuições, sugestões. Várias pessoas representando a sociedade,
parlamentares, o Ministério Público, muitos mandaram suas
sugestões durante o intervalo, entre a reunião anterior e a de hoje, e
essa participação e esses comentários do nosso Promotor foram
absolutamente pertinentes. E, ela está, resumindo também, a maioria
das perguntas que vocês fizeram e que nós recebemos aqui, as
inscrições que foram feitas pela turma que está presente aqui.
Então, Saturnino, tudo que você falou, a maioria das coisas também
é ansiedade das pessoas e elas querem saber, como é que são essas
alterações, a questão das praças, a questão dos 4 itens que você
mencionou, eficiência, legalidade.
Como o que o Saturnino falou foi extremamente valioso, nós vamos
fazer aqui uma mudança, na nossa dinâmica e dar um espaço para
que os empreendedores se manifestem.
Porque não pode ficar tudo o que ele falou agora sem ter uma
resposta, é ou não é?
E depois, então, vocês querem algum comentário, querem aproveitar
agora para fazer algum comentário?
TC:02:19:39:19
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO DA CASA CIVIL
Boa Noite aos presentes, associações, presidente da CECA,
deputados, vereadores. Eu ouvi atentamente o que o Saturnino falou,
é muito bom viver numa democracia, em que a gente tenha opiniões
contrárias, respeite as opiniões diferentes e debata os temas que são
importantes para nossa Cidade para o nosso Estado e este realmente
é um tema muito importante.
Eu concordo com o Saturnino quando ele diz que o sistema de
transporte tem que ser seguro, eficiente, barato e atender a
legalidade.
Eu queria dizer que em relação a escolha do traçado no mundo, o
Metrô é o transporte mais eficiente que existe e no mundo inteiro, o
Metrô é construído aonde o passageiro está. Quando se tem que
escolher entre várias opções para construção de uma linha de Metrô,
a opção que faz mais sentido é aquela que atende mais pessoas e é
exatamente isso que nós estamos fazendo com a escolha desse
traçado.
Além disso, esse traçado, não sei se os senhores e as senhoras
lembram. Foi mostrado um gráfico com todos os sistemas de alto
rendimento de transporte aqui na Região Metropolitana do Rio de
Janeiro, esse traçado é aquele que fecha o circulo em todo o sistema
de alto rendimento e proporciona a população de se movimentar
rapidamente ao seu destino.
Quero dizer que nessa comparação entre traçados, algumas
complicações transitórias, como o fechamento de rua, por alguns
meses, ou o fechamento de alguma praça por alguns meses, um ano,
não pode ser levado como fator determinante.
Nós não podemos, nós estamos construindo o futuro do Rio de
Janeiro para 30, 40 anos.
Então não podemos, temos que pensar nos nossos filhos, no futuro.
Nós não podemos em razão do desconforto de alguns meses em
fechar uma praça ou uma rua deixar de fazer uma obra que é
fundamental para o futuro da nossa Cidade.
Nós não estamos fazendo nessa linha de Metrô que pretendemos
construir, nós não estamos criando nada de novo, não estamos
fazendo nada que já não tenha em vários sistemas de Metrô no
mundo inteiro, não tem nada nesse sistema que seja diferente, não
só em relação ao tamanho da linha. Temos linhas muito maiores que
esse em Nova York, Paris e outros lugares.
O transbordo ele é inerente sim a sistemas metroviários, mas não
numa mesma direção. Nós estamos fazendo a complementação do
sistema numa mesma direção, não faz sentido se realizar transbordo
para uma que vai num mesmo sentido.
Eu queria dizer que na comparação, em relação aos acréscimos de
demanda e nos aspectos econômicos, não se levou em consideração
Botafogo, porque a Estação que a linha original que está construindo
em Botafogo é do lado da existente.
Então não haverá, está sob a mesma zona de influencia, então, não
haverá população nova de Botafogo atendida pelo sistema
metroviário. É a mesma população que já é atendida hoje pela
Estação Botafogo, praticamente.
Nós não estamos, apesar de haver referencia a isso, nós não estamos
fazendo uma linha de Metrô para 14 dias de Jogos Olímpicos. Nós
estamos fazendo uma linha de Metrô para atender a maior parte da
população do Rio de Janeiro, que refutando, com todo respeito ao
entendimento divergente, as pessoas podem pensar diferente, o
Governo do Estado tem total convicção que está fazendo uma linha
de Metrô que atende a maior parte da população e que será eficiente,
segura, barata e cumprindo com exigências legais. Obrigado.
TC: 02:27:18:05
GUSMÃO
Então nós vamos agora iniciar as fases do debate, e nós vamos agora
dar preferência as pessoas que fizeram as inscrições conforme
determina a nossa legislação e inicialmente eu passo a palavra ao
senhor Licínio Rodrigues, da associação de moradores de Botafogo.
TC: 02:28:36:00
LICÍNIO RODRIGUES
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE BOTAFOGO
Como isso é uma audiência pública, boa noite as pessoas que vieram
assistir a audiência e que estão discutindo. Posteriormente, boa noite
as autoridades que estão aqui cumprindo o seu dever, enquanto a
gente está aqui tentando salvar a Cidade.
Eu queria parabenizar o Promotor Saturnino pela brilhante exposição
que representou e agradou a todos.
Eu queria chamar a atenção para a seriedade com o que foi feito o
estudo.
Vocês podem ler na página do EIA/RIMA, o Rio de Janeiro é o estado
mais populoso do país. Qual é a seriedade da pessoa que escreve um
negócio desse? Tá lá, Governo do Estado e Agrar. Vou repetir, o Rio
de Janeiro é o estado mais populoso do país. Isso é uma vergonha.
Essa página está mostrando a grande questão que a gente tem no
Cantagalo. Isso é uma fotografia do Metrô de Londres onde, dizem,
que teve o último acidente em 1937, a notícia que a gente tem é que
em 2004 já houve uma série de acidentes.
- Eu estou com uma lista com vários acidentes no Metro de Londres e
eles aconteceram exatamente nos Y´s com problema de sinalização,
de linhas entrando em outras, igual acontece com a linha 1A, e esse
é um sistema que não é recomendado em nenhum lugar no mundo.
É isso que estão propondo para a General Osório e o que é pior no
EIA/RIMA não complementa isso.
A terceira página, por favor, eles escamoteiam vergonhosamente o
desenho do trecho, tem um mapa que está aparecendo devagarzinho
aí, que olha o cantinho do mapa, isso aí, é o futuro do General
Osório.
Isso aí é o chamado general Osório 2, como se não bastasse um, nós
vamos fazer uma segunda estação ao custo de R$300 milhões,olhem
agora está o detalhe aí.
Você já tem uma Estação e agora vai ter que fazer outra. Eu já ouvi
autoridade dizer aqui que foi um erro, ou não se importaram em
fazer o prolongamento que aparece ali num pedacinho porque o
BNDES disse que entrou para a Zona Sul, acabou.
Então, vamos fazer parando ali. É um absurdo gastar um dinheiro
fazer uma segunda Estação.
Há dois anos, foi inaugurada no Governo que vocês representam e
está lá, agora vão fazer uma segunda Estação?
E no EIA/RIMA, eles escamoteiam aquele cruzamento em X que tem
ali, isso é uma pergunta que a associação de moradores já juntou no
processo antes da primeira audiência, DR. Gusmão, e não foi
respondido na primeira e eu gostaria que fosse respondido na
segunda. Como vai ser resolvido isso?
Porque a falácia da averbação da licença de melhoria na ampliação na
General Osório como foi concedida é outra vergonha.
Isso não pode ser feito, tinha que ter uma audiência pública para a
General Osório. Estão fazendo aquilo, estão fazendo de qualquer
jeito, já tenho o impacto ambiental, eles estão tirando poeira de
dentro do túnel e está branco aquela pedra ali.
Isso é um absurdo, é uma vergonha para os técnicos que ficam e o
Governo passa, felizmente, e a gente vai ficar com os técnicos que
serão os responsáveis por esses erros.
Esses cruzamentos em X, não é preciso ter muita experiência, o
próprio estudante já sabe, admira esta quantidade de técnicos aqui
que não sabem destas coisas. Nós associações de moradores
queremos o Metrô, queremos um Metrô descente e estamos aqui
todos perdendo a nossa hora de lazer para vir aqui discutir, enquanto
que vocês todos da mesa estão ganhando para estar aqui. Nós
estamos aqui defendendo o nosso futuro.
Eu teria mais a falar sobre o Y, que é o triangulo das bermudas e
peço que vocês expliquem este processo. Gostaria que este Y fosse
objeto de um estudo, técnicos aqui falam isso, tirando os técnicos
envolvidos no Governo, outros dizem que é perfeitamente possível
continuar a Estação Cantagalo.
Felizmente foi falado aqui que a questão natural ser feito Cruz
Vermelha/Carioca é importantíssimo. Estão jogando fora a Estação
feita que está, há 30 anos pronta.
TC: 02:36:37:10
SANDRA LOZADO
JORNALISTA – PSI – PROJETO DE SEGURANÇA DE IPANEMA
É só procurar o relatório do solo da parte costeira da Cidade fornecido
pelo Samn UFRJ, esse estudo está em posse do Governo e a gente
quer que ele seja divulgado.
TC:02:37:23:14
MARCELO FREIXO
DEPUTADO
Boa noite a todos e todas, o promotor Carlos Saturnino, um
cumprimento, e também a toda a mesa e toda a equipe que fez este
trabalho.
Primeiro que estou contemplado pelos questionamentos feitos pelo
Ministério Público e é muito bom a gente ser contemplado pelo
Ministério Público numa situação como esta.
Quero dizer que, secretário Regis, eu concordo com uma frase de
Vossa Excelência, quando o senhor diz: - Não estamos fazendo nada
de novo. Eu concordo. Nem mesmo a linha quatro. Porque na
verdade o que vocês estão fazendo é apenas prolongar a linha 1, não
sei se foi um surto de sinceridade, mas fato é que não tem nada de
novo mesmo. Porque a linha 4, não seria essa que o Governo esta
aqui defendendo. A linha 4 que toda a comunidade quer, basta que
aprendessem um pouco de espírito democrático tão falado e pouco
praticado. Não para cumprir um rito legal, mas para determinar a
política pública para que pudesse ouvir a população para a partir daí
definir o que é melhor para a sociedade e não o contrário.
O Rio de Janeiro com mais de seis milhões de habitantes tem uma
das piores, um dos piores serviços metroviários do mundo. Seja
talvez o pior. São 42 km, duas linhas apenas e super-postas e é uma
alternativa de tripa. Não é construído em rede.
O debate que se faz aqui, defendido por técnicos e moradores, é que
a linha 4 em geral constrói um sistema de rede. Mas não, insiste em
fazer a tripa, agora o que agente precisa fazer numa audiência
publica é torná-la pública, é dar espírito público para ela. E isso
combina com a verdade a razão maior, de não se fazer a opção pela
linha 4 original, criando um sistema de rede, é a dispensa da
licitação.
Essa é a questão central, porque se prolonga e não precisa fazer
licitação e agrada a quem já tem acordos. Essa é a questão central
que a gente deveria debater.
Eu quero dizer que lamento muito que os profissionais da Fundação
Getúlio Vargas tenham se prestado a esse papel, eu lamento muito.
Com todo o respeito, que tenho a história da Fundação Getúlio
Vargas.
Porque dizer que seis pessoas por metro quadrado é razoável. Eu vou
encaminhar a Fundação, viu Molon, uma cópia da lei de execução
penal que prevê o espaço físico para os presos. Determina que seja
um preso para cada seis metros quadrados, talvez seja mais
confortável então ficar preso do que andar de Metrô, segundo a
Fundação Getúlio Vargas.
Pois é, e a pergunta é simples secretários. Porque abandonaram o
projeto original da linha 4. Por que? Respondam objetivamente. Não
é mais barato, não é mais eficaz, por que? Porque não é o que a
população deseja, não é o que o Ministério Público indica. Não é o
que a população indica, estou falando da população que não tem
cargos no governo.
E aí, eu quero dizer que não pode justificar tudo por Olimpíada. Como
se a Olimpíada justificasse qualquer coisa, justificasse a ausência de
licitação, justificasse a pressa, a correria.
Por quê? Tem uma prova que a gente vai ter um bom desempenho: é
a corrida do dinheiro público sem barreiras. Essa modalidade vai
ganhar uma medalha de ouro, aliás, muito ouro provavelmente.
Por fim, eu quero dizer que se essa audiência publica tivesse um
espírito público e não apenas para cumprir o rito legal. Se ela,
pudesse orientar as decisões públicas e políticas, elas teriam como
conseqüência aquilo que está documentado por diversas associações
de moradores, que somadas representam mais de uma milhão e meio
de pessoas, moradores do Rio de Janeiro.
O que o Rio de Janeiro precisa, eu estou lendo um documento desse
movimento.
Numero 1, isso não é uma idéia minha, é um consenso aqui dos
moradores. Nova linha 4 independente da 1. Percurso da Gávea para
Carioca, via Jardim Botânico, Humaitá, Botafogo e Laranjeiras.
Estação final da linha 4, na Alvorada, na Barra da Tijuca, Estação da
Gávea em dois níveis. Para possibilitar a integração futura a linha 1
circular e por fim a ligação prevista da Estácio com a futura linha 2.
Isso deveria nortear as políticas públicas e as decisões públicas de
caráter público, e não o contrário, dando espaço para que a
sociedade possa espernear com decisões de interesses econômicos já
cumpridos.
Cidade boa para a Olimpíada tem que ser uma Cidade boa para os
seus moradores e não só para quem investe nessa cidade.
Por fim, mais uma vez, eu quero agradecer profundamente ao
Ministério Público pela coragem e dizer, que estes Promotores e a sua
equipe, vocês tem o apoio da maioria da população, por mais que a
partir de hoje não sejam bem vistos por este Governo,
provavelmente e enfim, muito obrigado a todos.
E uma pergunta objetiva o secretário Julio Lopes que chegou
atrasado. Não sei se a razão foi porque veio de Metrô, né? Seria
suficiente para justificar o atraso. Obrigado.
TC: 02:45:28:13
CALUDIO GEUVIZER
ASSOCIAÇÃO RADIO BARRA
Eu vou começar a falar, eu moro na Barra me engajei nesse
movimento a cerca de dois anos e vejo com enorme satisfação que
pelo menos é polêmico. Já participei de diversas reuniões, já tive
emdebates com o Júlio. A verdade é a seguinte, é curta, são seis
slides. Eu pensei num livro, se a gente fosse escrever um livro sobre
a linha 4. Aí me ocorreu que o nome do livro deveria ser: “O roubo da
linha 4”.
Ou seja, a linha 4 nos foi roubada. O traçado original era uma linha 4
independente. Ela sumiu. E as questões de onde ocorreu o sumiço.
Onde estão os detalhados estudos de demanda e de origem e destino
da população ninguém viu.
Sempre se fala da Fundação Getulio Vargas como foi bem colocado,
se dispôs a endossar isso. Essa proliferação do pólo hoteleiro, eu vou
mostrar um slide de uma apresentação oficial que enfatiza essa
ligação como sendo importante. Exigências do Comitê Olímpico, eu
vou mostrar um slide também, essa questão, que o Licínio mostrou
da reconstrução da General Osório que foi inaugurada em 2009, é
patético.
O deputado Molon falou nisso na outra reunião, lá na Rocinha, é
inacreditável saber que ela foi inaugurada há 2 anos e a gente
descobre que ela não tem condições de ser esticada.
A Gávea com vários Y´s ao invés de dois níveis, com alegações, que
são incríveis, como: é caro, se é importante e tem fundamento fazer
em dois níveis. Em termos de segurança, facilidade de operações que
seja caro. Nós não estamos aqui para fazer economia,então vamos
fechar o Corpo de Bombeiros, porque é caro, a Justiça, a Polícia, as
escolas Subsidiadas, em suma, a grande pergunta é: o interesse
público está em primeiro lugar?
Aqui, o slide que eu peguei do Bento. O Bento tem defendido este
traçado de uma forma muito correta, sempre disposta ao diálogo,
este slide foi usado em apresentações do Governo, eu coloquei a data
foi em junho de 2010, que eu vi pela primeira vez. E o bento foi tão
correto que ele me cedeu para o meu pendrivea apresentação. Esse
slide é o grande final com justificativas de que a linha 4 atende as
necessidades Olímpicas, liga a rede hoteleira aos jogos.
Aí outra coisa inacreditável, aonde está jogos ali, é o Jardim
Oceânico, tem a picaretagem do BRT.
Outra mentira fantástica é a condicionante, os prazos olímpicos etc.
Nós mandamos duas cartas por iniciativa da vereadora Andreia
Gouvea Vieira, presente aqui, pro COE, e uma delas foi respondida,
eu ampliei uma parte em que esta dito: também é muito importante
entender que o Metrô linha 4 não foi parte da proposta Rio 2016.
Não existe isso e, no entanto, isso é vendido consistentemente como
se fosse uma coisa importante e no EIA/RIMA está mencionado de
novo. É claro que os representantes poderão dizer é assessório, não é
assessório a ênfase é nisso.
Aqui tem outro primor que o Licínio já levantou, mas é muito mais
grave do que ele falou. Esse encontro de 3 linhas em Londres diz que
opera bem, que não tem risco e que lá em Londres 3 linhas se
encontram em nível. É mentira deslavada. É pegar o mapa do Metrô,
as linhas não se encontram, é mentira. Botam no EIA/RIMA, uma
mentira. Mas eu desafio a quem fez o EIA que prove que estas 3
linhas se encontrem e o que é mais patético, é que aqui em baixo, no
rodapé da foto ainda colocam cruzamento em 3 níveis e a fonte
Fundação Getúlio Vargas.
A Fundação Getúlio Vargas agora é fonte de fotos de Londres,
absolutamente patético. Uma tentativa de nos enganar, pouco sério.
Aqui tem um mapa muito interessante que o Licínio desencavou, eu
não sei, o Bento certamente conhece, o pessoal mais velha guarda, é
um mapa que mostrava toda a rede do Metrô.
É produzido por uma central tecnologia, como vocês vêem ai, é
exatamente o que a gente tá propondo a linha 4 independente, a
linha 1 em circulo, a Gávea, com as duas linhas que vão se cruzar na
Gávea é absolutamente essencial que ela seja em dois níveis, é
indiscutível. E se for mais caro azar, está sendo pago com o nosso
dinheiro. Em suma, e outra coisa que é importante lembrar, para a
linha 4 a Carioca que ainda existem duvidas, quando a linha 3 chegar
e existe compromisso do Governo, da linha 3, esta sendo feito só o
trecho de Niterói a São Gonçalo, mas como mostra o mapa, ela é
eficiente, ela só atende ao interesse público, quando ela passar
embaixo da Baia e chegar Carioca, quando ela chegar a Carioca, o
trafego que vai ser jogado tanto na linha 1 como na linha 4
independente, torna a linha 4 absolutamente essencial. Essa linha 4
tem que existir.
Olha esse mapa é tirado do trabalho do GATE que é o órgão
mencionado, de apoio do Ministério Público, que está de parabéns, é
um estudo de 30 páginas, muito bem feito. Eu tirei do mapa, uma
planta do estudo.
A linha laranja por dentro, mostra a linha 4 independente, a linha
vermelha é a linha qual existente, onde esta escrito que a população
vai sair perdendo se for feito este traçado, em lugar nenhum.
É claro que isso tem que ser quantificado. Eu fiz uma tentativa, que
eu admito muito superficial ainda, uma tentativa de quantificar a
ligação Gávea/ Carioca. Se ela for feita via General Osório são 13
Estações, se ela for feita Gávea/ Carioca via Morro do São João serão
10 Estações e se ela for feita como estava prevista chegando a
Carioca e reta são 4 Estações.
Agora quem é que perguntou ao usuário se ele prefere o trecho mais
curto ou o mais longo, ninguém, que se dane.
TC:02:54:27:03
O estudo de demanda previu isso como o Horácio perguntou? São
dúvidas e nós não podemos sair dessa reunião descartando as
dúvidas, nós temos que enfrentá-las. E se for necessário mudar de
curso é melhor fazer isso, a experiência do Titanic mostra isso, muito
obrigado.
TC: 02:55:20:14
ALESSANDRO MOLON
DEPUTADO ESTADUAL
Boa noite a todos, o local não é o melhor para um evento como esse,
a boa noite a vocês que não couberam aqui e estão num local
péssimo.
Queria agradecer muito ao Dr. Carlos Saturnino, o senhor lavou a
nossa alma hoje. Eu vou dormir mais leve hoje à noite, por ter ouvido
o senhor dizer o que foi dito aqui.
E eu tenho certeza pela sua recomendação, de que a
responsabilidade de cada um aqui neste palco, não será esquecida
que a CECA vai com toda a responsabilidade considerar tudo que foi
dito e não vai permitir que depois que acabar os Governos, a
responsabilidade se caia sob os ombros de quem der a licença, a
culpa dessa tragédia que vai acontecer no Rio de Janeiro se essa
linha for construída.
Então eu tenho certeza Dr. AntonioCarlos, quero agradecer a sua
forma tranqüila de conduzir os trabalhos e quero dizer que eu tenho
certeza de que o senhor vai com toda responsabilidade como
presidente da CECA, não vai permitir que as gravíssimas observações
feitas pelo senhor Saturnino sejam esquecidas, que por uma
subordinação hierárquica, essa licença seja concedida para a
vergonha da população, que paga os nossos salários. O do senhor, o
do secretário e o meu. Os nossos salários são pagos por eles, são
eles que pagam os nossos salários. Então nós temos o dever de ouvir
o que a população quer e acho que é isso que queremos concluiraqui
nessa audiência pública.
Eu queria cumprimentar aqui o Carlos Caiado que foi primeiro a
levantar essa bola do Metrô e eu depois pude receber dele e do
professor McDowell para continuar esse trabalho, depois a vereadora
Andreia foi muito corajosa nessa luta e eu queria cumprimentar os
parlamentares todos. O deputado Marcelo Freixo, o vereador Paulo
Pinheiro, a vereadora Sonia Rabello, cumprimentar a todos pela
presença aqui.
Eu acho que a população está nos dando uma aula do que a gente
quer que aconteça nessa cidade neste estado. Nós queremos que
daqui para frente as coisas que forem decididas em nosso nome, com
o nosso dinheiro e sobre as nossas vidas, nós queremos ser ouvidos.
Nós queremos ser ouvidos, não é isso?
Como o deputado Marcelo Freixo já falou da inovação que está sendo
feita, que não está sendo feita nesse esticar da linha 1, é uma farsa
chamar isso de linha 4. Uma farsa, eu gostaria de entender por que?
Porque me parece que a concessionária é a mesma. Eu queria até
depois que o Governo esclarecesse. É a mesma concessionária que
vai operar a linha 4, não é a mesma?
Porque essa sua ponderação faria sentido se fosse uma nova
concessionária, mas o que me conte não será é a mesma que já
ganhou mais 20 anos, ao contar de 2018.
A partir de 2018, o Governo do Estado concedeu mais 20 anos em
troca de uma obra que estragou o Metrô do Rio de Janeiro que foi a
obra do Metrô da linha 1A, que acabou com o Metrô do Rio. Então,
vamos ver o que a outra tutela coletiva vai fazer, essa não é da
alçada do Dr. Saturnino e nem do Dr. Daniel que eu queria
cumprimentar aqui também.
Então, eu queria deixar primeiro estas perguntas sobre as
concessionárias se são as mesmas? Se são diferentes? E por que
chamar isso de linha 4?
Eu estou desconfiado e tenho até dúvida se essa Estação da Gávea
vai ser construída. Eu estou achando que é capaz de seguirem dali da
Antero de Quental, no Leblon, direto para São Conrado, eu estou
achando que aquela curva ali nem sei se ela vai ser feita ou se mais
para frente vão dizer assim.
Olha não vai dar tempo de acabar as Olimpíadas, vamos seguir
direto. A Gávea fica para depois. Hein?
É isso que pode acontecer. Queríamos também ouvir uma palavra a
esse respeito.
O secretário Regis Fichtner que eu quero cumprimentar também
nessa noite, eu queria é, fazer uma ponderação sobre a inovação. O
deputado Marcelo Freixo mostrou que não há uma inovação, de fato,
eu acho que há inovação.
Essa vai ser a primeira linha do Metrô do mundo que é uma só, ela já
foi duas, já foram duas linhas, conseguiram transformar em uma, e
agora essa linha 4 vai ser mais um prolongamento da primeira.
Normalmente os Metrôs aumentam a quantidade de linhas, aqui
diminuiu vai ficando uma linha só. E a outra observação foi de que
isso vai atender mais pessoas, foi provado agora por A mais B que
não vai,atender mais gente, que vai atender menos gente. Então, eu
queria deixar essa pergunta também, em que se baseia o secretário
para dizer que vai atender mais pessoas? Ora nós queremos sim, que
a Barra tenha Metrô.
Eu vou me dirigir ao senhor, eu vou me dirigir ao senhor. Eu vou
concluir e vou me dirigir ao senhor respeitosamente. Ele pode falar,
mas eu quero de maneira respeitosa me dirigir ao senhor. Eu só
queria que alguém me explicasse de que maneira essa população vai
ser melhor atendida se esse trajeto, ele é um trajeto que leva o
maior número de pessoas.
Nós queremos o melhor traçado para quem mora na Rocinha, em Rio
das Pedras, na Cidade de Deus, as pessoas que moram lá e o senhor
sabe, que trabalham no Centro da Cidade quantas são. No Jardim
Botânico, no Humaitá, em Botafogo, ou será que quem mora
naRocinha trabalha todo mundo no Leblon?
Não é verdade para atender bem quem mora na Rocinha, Rio das
Pedras e Cidade de Deus nós precisamos levar esse Metrô o mais
rápido para o Centro da Cidade, pelo trajeto que passa pelo Jardim
Botânico, pelo Humaitá e vai direto para o Centro. É isso que nós
queremos. E eu tenho certeza, se nós consultarmos a população da
Rocinha e do Vidigal, se elas preferem chegar no Centro em 3
Estações ou em 4, eu tenho certeza que elas vão preferir chegar ao
Centro em 4 Estações e não em 13 esmagadas como está hoje.
E basta pegar o Metrô para saber disso, quem não pega Metrô é que
não sabe a vergonha que está o Metrô.
E aí, eu termino Dr. Gusmão dizendo o seguinte. A nossa
preocupação ela tem fundamento e o fundamento está no histórico
que esse Governo fez com o Metrô. Esse Governo está conseguindo
estragar uma coisa que já foi orgulho da cidade do Rio de Janeiro.
Nós tínhamos orgulho do Metrô, nós falávamos para pessoas de
outras cidades que o Metrô era limpo e ele era limpo porque ele era
conservado. Porque a população cuidava dele com respeito, porque
ela se sentia respeitada. Mas o metrô ele só vem piorando nos
últimos anos, ele só vem piorando e a cada vez a gente só ouve o
Governo dizer vai melhorar. Vão chegar os carros, não é verdade?
Não vai melhorar, porque esta gambiarra da linha 1A ela estragou o
sistema do Metrô. Os senhores podem consertar isso, o dinheiro já foi
gasto. Mas se os senhores retomarem o projeto original. Nós
queremos que retomem o projeto original esticando da Estácio até a
Carioca, fazendo a linha 4.
Nós não somos contra as obras, o Governo tem que entender que nós
não queremos que o Governo deixe de fazer obras, nós sabemos que
as obras são caras. Mas nós queremos que pelo menos elas sirvam
para melhorar a vida da gente. Pode fazer as obras, mas façam para
melhorar a vida das pessoas.
Porque os senhores vão sair do Governo, nós vamos sair do
parlamento. O senhor vai sair da CECA, mas nós vamos continuar
morando aqui nessa cidade. Pelo menos a maioria de nós. Então,
queremos que essa cidade ofereça para a gente uma vida
minimamente digna.
As pessoas estão sendo tratadas no Metrô como se elas fossem lixo,
como se elas fossem gado, as pessoas estão se machucando. As
pessoas estão pegando o Metrô no sentido contrário para pegar lugar.
Tem gente que sai de Cantagalo, vai para a General Osório, senta, e
aí vai pro Centro. O Metrô com isso ele é um desserviço a população.
Então, eu queria terminar fazendo um apelo ao Governo, que o
interesse público Dr. Carlos está demonstrado pela participação da
população.
Até essa hora, eu não sei de quantas audiências públicas os senhores
participaram com este nível de participação, até essa hora. Essas
pessoas aqui, amanhã cedo elas estão trabalhando. Elas estão aqui
para defender a cidade, então, eu acho que está mais do que claro
para a CECA.
TROCA DE CD – CD 3
TC: 03:06:27:09
ALESSANDRO MOLON
DEPUTADO ESTADUAL
Nós queremos atender a Rocinha, Cidade de Deus, Vidigal, Rio das
Pedras. Nós queremos que o trabalhador seja tratado com dignidade
e nós estamos dizendo de maneira muito clara hoje aqui. Essa obra
não nos serve, queremos outra obra que nos servirá. Muito obrigado.
TC: 03:07:25:00
LUIS PAULO
DEPUTADO ESTADUAL
Boa noite a todos, eu vou procurar não repetir nenhuma das falas,
até porque o Dr. Saturnino, honrando o nome de um grande
engenheiro chamado de Saturnino Brito fez uma explanação de doze
minutos bastante abrangente e pertinente que atende muito dos
nossos reclamos.
Mas eu queria lembrar algumas questões Dr. Saturnino importantes
que não estão respondidas.
O técnico que fez a exposição sobre a demanda, ele foi sucinto e
disse assim, olha mesmo não fazendo parte do nosso objeto, a gente
simulou aqui umas demandas entre a Central do Brasil a Glória e a
Glória para Ipanema.
Olha a primeira questão central é rede. Não há como estudar nenhum
ponto sem estudar o conjunto. Ai eu pergunto com todo o respeito a
Fundação Getúlio Vargas, quando eu fui fazer meu mestrado em
transporte eu fiz na COPPE, não foi na Fundação Getúlio Vargas, que
tem especialização em administração, economia e direito. Em
transporte eu desconheço e moro nessa cidade há décadas.
Então, a primeira questão é que esse estudo de demanda tem que
considerar a rede como um todo e não o trechinho que está sendo
estudado. E tem que verificar esse volume adicional nesse novo
traçado, o que impacta o conjunto da rede.
Primeiro a linha 1A, que eu chamo de rabicho, também concordo já
promoveu um estrago daquilo que todos os profissionais do Metrô no
passado planejaram para a nossa cidade. Então, esse traçado esta
fazendo um monte de invenções. Em nenhum momento desse estudo
de demanda, ele diz assim: vamos ter 63 trens com intervalos de
dois minutos.
Será que todos esses Ys, Xs, e Zs que tem nesse traçado dá para ter
intervalo entre trens de dois minutos? Eu duvido!
Não basta dizer, tem que demonstrar e provar. Porque dizer é fácil,
mas será que esse sistema suporta? Eu cotejei a apresentação de
hoje, com a da Rocinha em termos de memória. Hoje já apareceram
uns pequenos rabichos que o trem vai ficar acumulado para poder
atender essa expectativa de não sei quantos minutos de intervalo.
Que na apresentação da Rocinha, já não tinha aparecido. Primeiro
esse estudo tem que ser completo sobre o ponto de vista da
demanda. Porque dizer assim olha, em 2021 esse sistema não
suporta, aí, o Governo tem que fazer Estácio/ Carioca. Em 2028 esse
sistema estoura, ai tem que fazer a linha 6 interligando a Barra até a
Estação de Madureira, ou a Penha, porque nenhum sistema de
ônibus, mesmo este que esta sendo feito pela Prefeitura aguenta essa
demanda. Não suporta essa demanda. Isso é ação paliativa.
Então, esse tipo de estudo precisava ser apresentado, para que a
gente possa ter algum nível de segurança, se a gente está pensando
20 ou 30 anos para frente.
E nós estamos preocupados com a população e com os profissionais
do Inea. Porque nós deputados, secretários, nós vamos passar, a
instituição fica. E o conjunto das pessoas que mora nessa região
também.
Então, esse tem que ser o nosso foco central. A segunda questão é
que nessa equipe até agora não tem um urbanista falando. Para
entender a cidade como um todo.
Com todo o respeito ao secretário Regis, que falou em diversos
países do mundo e falou de Paris, eu só fui lá secretário, uma vez,
uma única vez. Faz muitos anos. E fiz questão de andar de Metrô.
Dizer que Metrô sempre é construído no lugar que tem mais
passageiros, não é verdade.
Você tem lá, nos arredores de Paris a grande Biblioteca Nacional
construída pelo subterrâneo, que o Metrô foi construindo para lá,
como indutor de desenvolvimento. Para aquela região crescer
harmonicamente. E é em Paris, e eu só fui lá uma vez. Isso foi lá pelo
ano de 99, e isso já tinha sido descoberto, em Paris.
TC:03:13:36:02
O economista que apresentou os estudos econômicos chega a ser
desrespeitoso. Desrespeitoso com o mínimo de inteligência que a
gente possa ter. Querer definir arrecadação de ICMS e de ISS como
fator determinante de traçado de Metrô, chega a ser quase uma
piada.
E não precisa fazer estudo é só conhecer a Cidade, que Ipanema e
Leblon têm mais comércio que Jardim Botânico e Humaitá. Vovó viu a
uva.
Então, isso não é estudo econômico. Estudo econômico é calcular
impactos de um traçado e de outro que o Dr. Saturnino foi muito
feliz. Que prejuízos econômicos vai ter pela apresentação dos
senhores nove meses com as Estações fora do ar.
Isso tem que ser contado economicamente. E computar durante os
29 meses, os impactos econômicos que este mesmo comércio vai ter.
Que essa população vai ter. Porque não se faz uma obra desse
tamanho, sem que impacte também economicamente a vida de todas
as pessoas. A arrecadação vai cair e vai cair muito e a qualidade de
vida das pessoas também vai cair. E isso não é apresentado. Só se
apresenta um cotejo de ICMS e ISS. Essa é outra questão
absolutamente relevante. O que a cidade precisa de fato para ser
uma cidade sustentável e harmônica.
A vereadora Sonia, na audiência pública da Rocinha, levantou uma
questão importantíssima. Cadê os profissionais da Prefeitura da
Cidade do Rio de Janeiro para dar anuência a esse traçado?
Até porque o Inea está olhando com um foco muito restrito dessa
metodologia que foi apresentada. Que está começando dos pés pela
cabeça.
A nós está parecendo, e isso é verdade, que o traçado foi decidido e
decidido o traçado nós vamos inventar estudos que justifiquem esse
traçado. Então é necessário na mesma linha que o Molon coloca que
o Governo do Estado tenha a humildade de reconhecer que esse
EIA/RIMA não responde as questões centrais. Ele não tem nem
unidade de pensamento. Ele é uma série de compartimentos, ele não
tem uma unidade, por isso que há tanto desconforto.
E também eu acho que uma obra desse porte de R$7 bilhões de reais
precisa de uma consulta mais direta a própria população. Eu não sei
Dr. Saturnino se essa obra é igual a 7 Maracanãs, na minha conta são
14. Porque eu também não concordo com o preço da obra do
Maracanã.
Nós verificamos nessa apresentação, igual ao Maracanã que não há
nenhum planejamento. Que quando foi feito o rabiche da linha 1A e o
presidente do Metrô, Zé Gustavo, que defendia veemente esse
traçado uma panaceia para o Metrô funcionar bem, e o Zé Gustavo
hoje cuidou da vida dele. Ele esta lá no grupo OX elinha 1A está lá.
Espetada num centro de operações do Metrô. E a Estação Estácio
ficou abandonada e a Estação Carioca que estava aguardando chegar
o trecho Estácio /Carioca abandonada está, também.
E agora nós vamos ter General Osório e Cantagalo saindo do ar
segundo compromisso aqui dito, em nove meses. Mas podemos pela
complexidade da obra General Osório ser muito mais tempo, como
isso tudo não é impacto econômico, como isso tudo não foi
mensurado? Como esse custo não estava na apresentação dos
senhores?
Eu acho que a humildade é recolher este estudo e fazer algo muito
melhor, inclusive reconhecendo todas as opiniões aqui emitidas, para
tentar responder.
Não é possível, o subsecretário fez a exposição lá na Rocinha e fez
aqui também, o Rodrigo, que foi uma exposição tão precária sob o
ponto de vista da segurança dos prédios lindeiros vizinhos as
Estações e ao próprio eixo principal. Não se brinca com lençol
freático. Não se brinca com rebaixamento, principalmente se tiver
prédios em fundação direta, não tem nenhuma informação de
quantos prédios lindeiros tem fundação direta ou profunda. Nem eu
nem os senhores sabem. Isso deveria ter sido apresentado.
Eu não sei, chega lá o cidadão moreno, ali que eu esqueci o nome, e
fez aquela apresentação lenta, para ver se a gente ia embora,
quando ele fala sobre a questão da segurança, ele não diz vamos ter
um controle de recalque, mas como se dará, pega uma Estação e
detalha. Quantas linhas de controle, como vai ser? Como não vai ser?
Até onde vai o rebaixamento do lençol freático, parede diafragma é
isso, e dizer que o Tatuzão furando não mexe no lençol. Mexe menos,
mais mexe também. E tem as trepidações, tem a perda de água da
própria perfuração. Não é igual a parede diafragma, mas também
ocasiona problema.
A população esta impactada com o desabamento da Treze de Maio e
uma das vertentes possíveis é que não houve só uma causa para
aquele edifício cair. Foram diversas causas. E uma pode ter sido a
obra do Metrô há décadas atrás, que deu a primeira desestabilizada.
Então, a questão de segurança é muito séria. Por isso é que o Dr.
Saturnino está afirmando aqui que num futuro existirão
responsabilidades sérias dos gestores.
Então, o termo não foi utilizado por mim, pode se dizer que eu estou
fazendo uso político, mas foi o Promotor de Justiça, ele disse que o
EIA/RIMA era imprestável. Foi ele quem afirmou. Então, o mínimo
que o Governo do Estado pode fazer é retrabalhar este EIA/RIMA em
cima de tudo que foi colocado pelos participantes na Rocinha e aqui
hoje no Leblon. Para que a gente tenha algo, mais maduro, mais
esclarecido e que dê mais segurança a todos.
Jamais haverá unanimidade em qualquer obra urbana. Jamais
haverá. Cada um tem uma demanda específica, cada um tem uma
ótica diferenciada. Mas tem o mínimo de preceitos que tem que ser
seguidos. Conforto, segurança, modicidade nos preços e legalidade.
Tem questões que eu não sei responder. O Molon levantou algumas.
Eu não sei que acordo tem entre a concessionária da linha 4 com a
concessionária da linha 1. Eu não sei que acordo tem, a
transparência, artigo 37 de constituição, devia explicitar isso. Porque
na linha 4, era mais ou menos, 50% de investimento público e 50%
de investimento privado. Qual é a composição desses investimentos
hoje? Porque depreendesse, apesar de ninguém ter dito, que a obra
até a Gávea, estaria sendo por conta de investimento privado e que
da Gávea até Ipanema, seria investimento público. Até porque os
senhores pediram um empréstimo que a Assembleia Legislativa
aprovou, apesar de ter rejeitado a minhas emendas.
Se vocês pediram um empréstimo, é porque os senhores vão colocar
esse empréstimo aonde? Lá no pedido de empréstimo não está dito
aonde. Diz que é na linha 4. Bom, então, eu acho que estas são
questões, no meu entendimento absolutamente relevantes.
O denominador aqui é que todos são a favor do Metrô.
Todos, todos sabem que uma cidade não se organiza se não tiver um
sistema metroviário. Agora, eu com sinceridade, eu já estou coroa,
eu verifico que desde o primeiro plano diretor dessa cidade lá em
1930, depois com os outros e o PIT-Metrô na década de 70, este
conjunto de profissionais, vinham pensando numa cidade como um
todo. Não dá para chegar nessa altura do campeonato e dizer, olha,
vocês todos estavam enganados. Vamos pensar na Cidade por
compartimentos porque essa é a melhor solução.
A gente sai aqui, absolutamente desnorteado. Por verificar
é assim como se estivesse sem rumo. E nós queríamos
convicção. Não unanimidade, que essa não seria uma
estamos verificando que pelo que foi apresentado que
melhor é exatamente a linha 4 original.
que a obra
aqui é ter
solução. E
a solução
O senhor falou, que hoje já não disse, lá na Rocinha, que o senhor
faria o projeto da Gávea até o Largo da Carioca e verificando a
variante para Botafogo. Hoje, isso já sumiu da explanação. Será que
se mantém isso, hoje apresentou-se já alguma coisa. Segundo o Dr.
Rodrigo a Estação Gávea ela vai ter uns 50 metros para frente,
depois tem um poço onde o Tatuzão vai sair de dentro e esse poço
seria no traçado original da linha 4 e mostra que o Tatu entrou no
Leblon e saiu na Gávea e fez uma curva para a direita. Mas, ninguém
falou do outro trechinho, da outra perna disso, se será feito também
ou não.
Porque ali, olha, é um Y e uma curva no meio. Uma curva
exatamente concordando duas tangentes. Então, tudo isso precisa
ser esclarecido para as pessoas terem algum nível de segurança.
Todo mundo saiu da audiência publica da Rocinha, quase todos , sem
saber se a Estação Gávea seria ou não construída. Hoje mesmo aqui,
não sei se foi o Molon ou o Freixo, que disse de repente vocês ligam o
Leblon a São Conrado e a Gávea acaba. Então, não pode haver
dúvidas sobre estas questões. Se não as audiências públicas não
adiantaram.
A Estação Gávea ela é vital para o sistema. Se não, não existe nem
20, 30 anos e quem usou este horizonte de 20, 30 anos Dr. Regis foi
o senhor. Em 20, 30 anos tem que ter linha 4 real, em direção ao
Centro, em direção a Barra. Tem que ter linha 6. As pessoas tem que
pensar em sair daqui com esta segurança. Porque se não nós vamos
ter daqui para frente um monte de remendo que não chega a lugar
nenhum.
E volto a dizer. O mais veemente defensor da linha 1A achou um
lugar que pagasse melhor e já foi e a linha 1A ficou. Como é que a
gente fica agora?
TC:03:28:51:00
FERNANDO MACDOWELL
ENGENHEIRO DE TRÁFEGO
Em primeiro lugar boa noite a todos, boa noite secretários e em
particular o Saturnino, que depois que ele falou é desnecessário
qualquer outro comentário.
Mas eu gostaria apenas de colocar o seguinte. Não vamos errar outra
vez como nós erramos antes. Eu fiquei sozinho nessa briga.
Como eu não fui ouvido em nada tentei falar com o Governador, com
o Willian, falei com o Pezão, que a gente precisava sentar para
conversar.
A linha 1A é um problema enorme para o Metrô do Rio e está ai. E é
natural isso, porque tem um sistema que é de pilotagem automática.
Então, o que eu gostaria de colocar é que quando eu olhei essa linha
dificilmente, a gente vai conseguir ter os intervalos desejados.
Quando se prometeu 4 minutos, não se conseguiu. A Justiça
determinou 5 e eu disse que não ia acontecer.
Hoje, tem seis minutos e meio, sete minutos. Se nós estamos
assistindo isso é na prática, é real. O Metrô sai de uma Estação e não
chega na outra sem parar. É como se você pegasse um elevador
sabendo que ele vai parar de repente no meio de um andar e outro,
entre dois andares. Então, esse é um problema grave.
Também não posso concordar com o nosso amigo e com o EIA/RIMA
que fala em 6,7, às vezes até 8 pessoas por metro quadrado. Nós
não podemos fazer do transporte metroviário o indutor de custo
social. Essa indução de custo social está intimamente associada as
pessoas se sentirem mal.
Por exemplo, 6 pessoas por metro quadrado elas só conseguem ficar
nessa situação dentro do Metrô durante 2 minutos. Para 4 pessoas
por metro quadrado você pode fazer 25 minutos, se obedecer isso
ninguém vai se sentir mal. Porque a partir daí você passa a ter
problemas. Então, volta e meia mostram isso, as pessoas
desmaiando.
Eu também quando andei de metrô fiquei parado dentro do metrô e
vi que o rosto das pessoas se transformam.
Eu não estou aqui querendo brigar com ninguém. Mas o que eu
queria é fazer com que nós pudéssemos dialogar, conversar dada a
solução do processo. Para tentar ver se a gente consegue realmente
salvar este projeto.
Estamos criando um grande problema para o próprio Governo e
principalmente para a população. Muito obrigado.
TC:03:34:14:17
VALÉRIO QUESINO
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA LAURO MILLER
Boa noite a todos e a todas, quero agradecer em nome do secretário
de Estado do Meio Ambiente Carlos Minc que atendeu o pedido dos
moradores atendendo uma reivindicação.
De fato na audiência passada, eu falei coisas e eu fui mal entendido.
Então, eu vou repeti-las. Se bem que o Dr. Saturnino já falou.
Esse estudo por mais detalhado que ele pareça na minha avaliação,
que é da maioria das associações de moradores, não serve porque
não vai resolver o problema de trânsito que nós temos.
O secretário na audiência passada citou o Google para falar das
regiões densamente construídas como justificativa para essa escolha
da linha numa hipótese simplória de escolha. Vamos colocar o Google
em movimento a partir das 5 da manhã, quando as pessoas
começam a acordar e descer até as suas garagens.
Aqueles condomínios da Barra, com aquele monte de ônibus e se
colocam em movimento. Eu moro na Zona Sul, nós que moramos na
Zona Sul, nós somos diariamente, nos dias úteis, atropelados por
milhares de carros que saem da Barra, do Recreio e de Jacarepaguá
passam pela Zona Sul em direção ao Centro.
E fazem isso não é o dia todo não. É de sete às dez da manhã. E
depois das 19 às 21 horas. Nesses dois horários a cidade pára.
Eu entendo que os R$7 bilhões, Dr. Saturnino tem que ser usado
para resolver este problema da cidade congelada, paralisada. Com
toneladas de dióxido de carbono e outros gases sendo jogados na
nossa atmosfera, que vão continuar. Porque o morador da Barra não
vai pegar o Metrô com seis pessoas por metro quadrado. Não vai,
pegar esse Metrô que vai parecendo aquela Maria Fumaça, pinga,
pinga, pinga, 16 Estações se tem outra alternativa que passa só em 6
Estações.
E vai continuar preferindo o fresção e o carro de um passageiro só,
com ar condicionado. E o nosso problema de transito entupido vai
continuar.
Esse Metrô pode servir para outro mundo, para o mundo do Google
em movimento que os carros saem de manhã sedo e a maior parte
segue em direção ao Centro.
É só pintar e colocar uma lona colorida dos carros que saem da Barra,
Jacarepaguá, Recreio eles não param pela Zona Sul de manhã não.
Pode ser que determinada horas do dia consultórios médicos,
Shoppings Center, etc. Mas a maioria vai para o Centro trabalhar.
Nós da associação de moradores abrimos a estação da Álvaro Ramos
porque entendemos que não faz sentido a Estação Álvaro Ramos e
perdeu o Metrô de Botafogo até o Centro. Está entupido de gente
com bem mais de seis pessoas por metro quadrado. É só ver hoje
como está.
Secretários esta questão com a chegada de mais trens, nós vamos
conseguir encurtar o tempo entre as composições. O MacDowell foi
muito feliz, eu uso o Metrô, o Metrô pára. Estamos aguardando a
autorização para partida, tem composição parada na próxima
Estação.
Quando chegarem as próximas composições vai acabar essa ladainha
de trem parado na próxima estação? Ai dá aquele solavanco e o
motorista fala, pedimos desculpas pelo solavanco. Toda viagem de
Metrô tem isso, toda viagem de Metrô tem isso.
Bom pessoal, a questão tem que, se ter em mente que isso não é a
prioridade para a população. Quem mora quer se deslocar no menor
tempo possível, e não gastar duas horas em média para ir trabalhar.
Hoje de manhã, eu sai da minha casa em Botafogo às 5 horas da
manhã para ir para a Ilha do Fundão, na volta que foi até o Centro,
que já eram 9 horas da manhã levou 2 horas.
Caros amigos, democracia significa opiniões contraditórias e hoje nós
temos muitas. Mas não basta só ouvir, se não levarem em conta não
se completa a democracia.
TC:03:42:15:02
ANDREIA GOUVEIA VIERA
VEREADORA
Boa noite a todos. Acho que todos já se manifestaram, expressando o
que há dois anos estas pessoas que estão aqui, estão tentando falar
com o Governo.
Ouçam quem vai usar, quem mora aqui, o cidadão dessa cidade. A
constituição, as nossas lei, o estatuto da cidade já deu a essa
população esse direito de primeiro ser ouvida, antes de se decidir o
destino que cabe a elas ter uma posição e ter a primazia o que, que
ela acha que é melhor para ela.
Então, eu acho que esse é um momento que nós estávamos
esperando há muitos anos. E me surpreende nos estudos que foram
apresentados aqui, tanto pela Fundação Getúlio Vargas, como pelo
Agrar que fez o estudo sobre o meio ambiente.
Eu não ouvi falar sobre o Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro.
Nós acabamos de aprovar no ano passado o Plano Diretor e me
surpreende que o argumento para a alteração do traçado, um dos
argumentos, é para incentivar a atividade econômica em Ipanema e
Leblon, porque ali tem ICMS, porque ali tem o ISS, quem lê o plano
diretor sabe perfeitamente que a diretriz para essa macrozona da
Zona Sul é de controle, é de controlar, não é de desenvolver.
E como disse o deputado Luis Paulo o Metrô, quando se decide uma
obra como essa, ela induz, ela leva para o desenvolvimento. Como
todo mundo sabe, não precisa nem de olhar no Google, como o
secretário achou que podia olhar no Google, e fazer o estudo de
demanda pela Google, é, obvio que Barra da Tijuca, Recreio dos
Bandeirantes precisam ter um desafogar para o Centro da Cidade.
Isso está mais do que claro para todo mundo. Lembro e não vi
ninguém falando aqui que nós temos 3 novas Trans. A transoeste,
transolímpica e transcarioca. E vão desaguar todas no Jardim
Oceânico.
Então, não é só mais a população que vem só da Barra é a população
que está vindo lá de longe da Zona Oeste. Não dá para passar por
Ipanema, Leblon, por todas essas pequenas Estações para chegar
depois no Centro da Cidade. Ipanema não entra, Copacabana não
entra, e não volta.
Eu peço para os senhores não ficarem só nos olhando com uma cara
assim de que temos de ouvir porque não nos resta outra alternativa.
Eu queria ver um sorriso, até uma expressão de raiva. Uma
expressão: que horror tenho que estar ouvindo isso. Mas não pode
ser nessa, não pode ser assim. Nós queremos que vocês sejam
pessoas como nós. Que fiquem indignadas, que defendam suas
posições. Mas que sejam pessoas, que ajam, o Governo é feito de
pessoas como nós. Isso aqui que a gente está tendo hoje, devíamos
estar tendo nos parlamentos. Hoje, não tem. Porque os Governos se
tornaram rolos compressores. Esses debates já deveriam ter sido
feitos na ALERJ, na Câmara Municipal. A ausência da Prefeitura aqui,
que é a aquela deveria zelar pelo cumprimento do plano diretor, pelas
diretrizes do plano diretor colocou, está ausente.
O que, que vai acontecer com esta demanda que vai chegar ao
Leblon e em Ipanema, eles querem Metrô, mas depois que outro
Metrô principal tiver sido feito. A passagem direta para o Centro tiver
sido feita. Depois se pensa numa alternativa para a Zona Sul
litorânea. Isso é uma coisa razoável. Não pode é passar por ali,
porque contraria o que, quem pensou o plano diretor da cidade
estabeleceu.
Então, eu peço faço esse apelo, porque eu tenho certeza que vocês
também moram na cidade. E querem uma cidade melhor para os
nossos filhos, para os nossos netos. Uma cidade realmente que a
gente possa morar e possa ser ouvida pelos Governos.
TC:03:48:56:23
PRESIDENCIA DO CLUBE DE ENGENHARIA
VICE-PRESIDENTE
Boa noite, nós do clube de engenharia, eu sou o vice-presidente, o
nosso presidente esta em viagem e nós somos uma instituição que
tem 130 anos, com 10 mil associados, sendo que a maioria deles são
engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, pessoas que tem
muita experiência técnica e nós recebemos muitas solicitações no
sentido que nós estudássemos essa alternativa para a linha 4, que foi
apresentada pelo Governo do Estado.
Nosso conselho diretor, o órgão máximo da nossa entidade, inclusive
o ex-presidente do Metrô, solicitamos para que pudéssemos fazer um
trabalho técnico, e solicitamos estudos de demanda e não obtivemos
resposta.
Nós mandamos correspondência para o governo do estado e não
obtivemos resposta, até hoje. E eu pude ver hoje com técnico,
fazendo a apresentação, mas eu procurei no EIA um anexo onde
houvesse este estudo técnico, para que nós pudéssemos oferecer
uma opinião de uma comissão técnica especializada. Nós temos lá 19
comissões técnicas especializadas.
Nós gostaríamos que a nossa divisão especializada em transporte
pudesse estudar essa alternativa....
TC03:51:16:09
CD 4
TC: 04 44’48”
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Pode ser uma nova audiência. Eu não estou descartando uma nova
audiência nem tenho poder aqui de marcar uma outra audiência o
que eu posso garantir a vocês que tudo que está sendo falado aqui.
Isso vai ser considerado, vai ser respondido. Essa que é a função da
audiência.
PÚBLICO FALA
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Quem pede uma terceira audiência ou não é a sociedade. Tá certo,
isso pode ser considerado. Isso pode ser considerado.
PÚBLICO FALA
Uma questão propositiva. Vocês precisam de um tempo hábil, para
analisar e responder todas as questões e aísim marcar uma nova
audiência, já com todo esse material e o que foi solicitado pelo
companheiros. A questão do vídeo, ou seja, todas essas pendências
seriam uma audiência expositiva. Olha tudo o que foi perguntado
estão aqui as respostas pra que em cima disso a gente avalie e aí sim
se possa realmente e conscientemente tomar uma decisão final. Essa
é a minha proposta e eu tenho certeza de que todos endossam. Muito
obrigado!
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Proposta aceita. Aceita e registrada. Eu vou colocar na próxima
reunião do conselho a solicitação do plenário no sentido que seja feito
uma outra audiência pública. Eu não tenho esse condão de saber se o
conselho vai aceitar ou não. O que eu posso fazer é garantir a vocês
que isso vai ser colocado. Já fizemos uma audiência pública lá no dia
13, fizemos uma outra aqui. Essa segunda audiência vocês não
tenham a consciência que houve uma evolução do que está sendo
discutido ?
PÚBLICO FALA
Não
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Com a participação de tantos parlamentares de pessoas que a gente
tenha confiança. Eu não acredito que vocês não tenham ... No dia
seguinte da audiência o deputado Luiz Paulo mandou uma petição pra
secretaria interessado em ... É claro que isso tudo está sendo
considerado. Agoraesse blá, blá , blá , como o nosso colega tá
falando. No caso dessa outra audiência também não vai ter um
parecer do órgão ambiental não. O órgão ambiental só tem um
parecer depois que se exaure e termine essas discussões. Essa
história que o órgão ambiental tem ter um parecer preliminar, isso
não existe. Então, quanto mais houver de contribuições e sugestões é
melhor.
PÚBLICO RECLAMA
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Eu estou tentando mostrar pra vocês a posição do órgão ambiental,
que nós somos aqui os representantes dasociedade no sentido de ter
o poder de deixar ou não a implantação de uma atividade
potencialmente poluidora. Eu queria passar a palavra aos
empreendedores aqui pra que possam dar alguma consideração em
relação ao que foi dito até agora aí.
PUBLICO FALA
Júlio Lopes, Júlio Lopes ...
ANTONIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Por favor, por favor, as pessoas aqui agora... Nós estamos aqui com
pessoas que nos representam que são secretários de estado e que
estão aqui numa audiência pública que é um serviço de exercer a
cidadania e a democracia. Nós todos moramos numa cidade que nós
queremos o melhor pra nossa cidade.
PÚBLICO FALA
O povo que o secretário ...
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Nós queremos ter a prerrogativa de escolher quem vai falar pelo
estado. Acho que esse direito a gente tem né ?
Eu ouvi atentamente todas as intervenções. Claro, que algumas eu
repudio por terem sido desrespeitosas. Acho que nó podemos ter
opiniões divergentes mas, não é preciso agressão. Isso não leva a
lugar nenhum. Todos aqui queremos a mesma coisa. Queremos o
metrô para o Rio de Janeiro. A expansão do sistema metroviário para
o Rio de Janeiro. Alguns dos senhores e senhoras acham que um
outra opção é melhor. Nós do governo entendemos que essa opção
que estamos pedindo o INEA pra licenciar é a mais correta. Eu queria
dizer que inicialmente ao meu ver há uma visão um pouco distorcida
do próprio órgão ambiental. Não cabe ao órgão ambiental decidir se o
traçado vai ser por Leblon - Ipanema, ou vai ser pelo Jardim
Botânico. Essa é uma decisão do governo. Tanto que o que o órgão
ambiental tem que avaliar ? Se esse projeto do ponto de vista
ambiental ele pode ser licenciado ou não. É isso. Tanto que se o
órgão ambiental entender que esse nosso projeto do ponto de vista
ambiental não sustenta. Ele apenas indeferirá. Nós teríamos que
caso quiséssemosfazer o outro. Apresentar um outro projeto, com
outras premissas, com outras demonstrações ambientais, etc e tal.
Nós não estamos colhendo aqui entre uma e outra. Nós estamos
verificando se o projeto que o governo escolheu fazer se ele é capaz
de ser licenciado ou não. Então, essa é a questão que nós estamos
porá decidir aqui. Eu ouvi várias observações sobre a questão de
segurança do sistema, em função da razão de cruzamentos. Vou
voltar a repetir. Nós fizemos todas as simulações. Nunca iriamos
fazer um projeto de metrô dessa envergadura sem fazer todos os
estudos técnicos cabíveis.
PÚBLICO RECLAMA
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Por que o governo escolheu fazer o trajeto via Ipanema e Leblon. Vou
voltar a repetiro que eu já disse no início. Porque queremos atingir o
maior número de pessoas. Porque queremos retirar o maior número
possível de carros da rua. Porque queremos melhorar da melhor
forma possível o trânsito na cidade do Rio de Janeiro.
PÚBLICO RECLAMA
Vocês querem fazero que vocês querem e não o que a população
quer. Vocês deveriam respeitar nós que pagamos imposto...
Eu moro em Copacabana. Copacabana tá lotado...
Você não usa metrô ...
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Eu não entendo porque quem mora em Copacabana e que é
beneficiado pelo metrô não quer que Ipanema e Leblon tenham o
mesmo benefício.
PÚBLICO RECLAMA
HORÁCIO MAGALHÃES
PRESIDENTE
DA
SOCIEDADE
AMIGOS
DE
COPACABANA
EPRESIDENTE DO CONSELHO COMUNITÁRIO DE SEGURANÇA DE
COPACABANA E LEME
Não é isso que está sendo dito. A sua colocação foi infeliz. Toda
cidade quer metrô. Agora um metrô que atenda as necessidades da
cidade. Desta forma o senhor está polemizando. Eu sou presidente de
uma entidade representativa do bairro. Doutor Gusmão o senhor me
desculpe aqui. Eu sou advogado e na justiça nós temos o nosso
tempo pra falar. Mas o secretário ao meu ver foi extremamente
infeliz. Porque ele polarizou. Parece que o morador de Copacabana
não quer que Ipanema e Leblon tenha metrô. Não é nada disso, tá
polarizando. Parece que a gente é contra. Em absoluto. O que nós
queremos é um traçado que atenda melhor a população do bairro. É
isso. Agora colocando desta forma. Me desculpe secretário e me
permite a ousadia mas, acho que não foi feliz nisso. Agora eu vou
aproveitar aqui e vou intervir. Eu sou Horácio Magalhães, sou
presidente da sociedade amigos de Copacabana, sou presidente do
conselho comunitário de segurança de Copacabana e Leme. Um
conselho criado pelo governo do estado do Rio de Janeiro. Então, ou
seja, eu estou aqui representando um conselho criado pelo próprio
governo. Então eu estou falando aqui com legitimidade...
Nós estamos participando desse movimento aqui, nós estamos
repudiando esse traçado ao meu ver esse EIA/RIMA pela colocação
aqui do presidente do clube de engenharia ele já está viciado. Porque
se não apresenta como anexo os estudos de demanda todo e
qualquer sustentação ali é mera argumentação. Olha tem um estudo
ali que diz que 70 ou 80 por cento da demanda pra Barra da Tijuca
fica na zona sul, hora o que que acontece na orla lá da Barra da
Tijuca até o Centro da cidade ? As duas mãos ficam invertidas no
sentido Centro da cidade. A quantos anos tem isso ? A prefeitura
criou por que ? Pra favorecer o fluxo de pessoas que estão indo pra
cidade. Ué então quer dizer que o estudo de demanda da prefeitura é
diferentedo estudo de demanda da Fundação Getúlio Vargas. A
prefeitura a anos opera as duas mãos vindos lá da Barra da Tijuca
pro Centro. Mas o estudo de demanda aqui que eles não
apresentaram, eles apresentara os resultados mas não apresentou a
metodologia, de que maneira foi feito, quantas pessoas foram
entrevistadas. Gente, não tá batendo ... Então, faltou a prefeitura
aqui. Se a prefeitura estivesse aqui eu ia dizer vocês estão operando
errado. Acaba com a mãe invertida da Avenida Atlântica porque o
pessoal da Barra não quer ir pro Cetro. Mas, não tem que parar. Vai
acabar em Copacabana só porque a demanda é só aqui né ? Não
precisa de Botafogo em diante, não precisa ter né ? Vai parar só em
Copacabana porque todo mundo vem pra Copacabana. E aqueles
ônibus todos que a gente vê a Avenida Rio Branco dos condomínios
da Barra da Tijuca, pegando os funcionários que estão saindo do seu
expediente. Aquilo ali é fruto da imaginação da gente. É só você ficar
na Avenida Rio Branco que você vai verificar. Riviera, Novo Leblon,
Nova Ipanema. Aquilo também é fruto de delírio nosso. Gente, eu
não fiz estudo de demanda, não sou da Fundação Getúlio Vargas
entendeu. Mas, pelo amor de Deus é só tersensibilidade. Isso é
perceber. Essa questão da mãe é uma demonstração clara de que o
fluxo vai pra lá. A prefeitura opera a anos isso. Aí agora vem um
estudo e diz: Esqueça isso tudo que agora a prefeitura opera... Aliás,
agora a prefeitura aumentouo horário. Agora vai até 10H30 por causa
da demanda. Aí não o estudo aqui disse que é o contrário. O pessoal
não vai pro Centro não. Vai ficar todo mundo aqui na zona sul. Então
desculpe secretário, eu tive que intervir porque o senhor foi infeliz na
hora de polarizar. Mas, de forma nenhuma os moradores não querem
que Ipanema e Leblon não tenham. Ipanema e Leblon era previsto
pra ter ? Sim, mas como extensão da linha 1, que originalmente
naquele mapinha que o Cláudio mostrou ele ia até lá. E aí ligava a
Gávea na linha 4. Agora o que eles estão fazendo é espichar a ligar a
linha 4 na linha 1. É ao contrário aí pra fugir da questão da licitação
né ? Você desculpe ...
ANTÔNIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Obrigado seu Horácio. Secretário se o senhor puder continuar por
favor.
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
TC: 04 59’ 26”
Bem. Eu acho que é um equivoco também em relação do que seja a
linha 4. A linha 4 tal como foi licitada ela é caracterizada da estação
Jardim Oceânico passa por São Conrado e vai até a Gávea. E na
Gávea se liga a linha 1, na estação a escolha do contratado. Há 14
anos quando essa licitação foi feita o contratado escolheu a estação
Botafogo, porque era naquela época a estação mais próxima do
metrô operandi da Gávea. Passaram-se 13 anos e os governos
anteriores não realizaram as obras da linha 4 do metrô. Chegou um
momento então que o governo do estado decidiu fazer a linha 4 do
metrô, ligando a Barra da Tijuca ao Centro da cidade e a zona sul.
Nesse momento a estação mais próxima de Gávea não era mas a
estação Botafogo, era a estação General Osório. Por isso, que a
ligação da linha 4 com a linha 1 se desse em General Osório por estar
mais próximo, por haver mais gente morando nesse percurso e por
fazer mais sentido do ponto de vista do interessa da cidade do Rio de
Janeiro. Dizer que o melhor metrô é aquele que tem menos estações
para se chegar no seu destino é uma coisa que não faz sentido
nenhum gente. Metrô tem que ter o maior número possível de
estações e capitar e trazer para o sistema o maior número possível
de pessoas. Metrô não é a mesma coisa que um trem de alta
velocidade que vai de uma cidade a outra. Tem que parar mesmo ir
pegando e deixando passageiro. Tem que fazer a mobilidade urbana,
sendo que o ideal é a distância de 800 metros entre uma estação e
outra por isso não abrimos mão de forma alguma da estação Nossa
Senhora da Paz. Então rebato completamente essa afirmação de que
por ser mais estações estaria prejudicando as pessoas. Pelo contrário
estou pegando mais passageiros. Apesar de não ser objeto dessa
nossa audiência pública aqui não poderia deixar de responder ainda
que muito que brevemente sobre a questão da linha 1A. A linha 1 A
para quem mora na zona norte da cidade é um beneficio
extraordinário. É porque vocês não moram na zona norte do Rio de
Janeiro. Vocês não sabiam o que a população da Zona norte sofria
com a baldeação no Estácio. E assim que chegarem os novos trens do
metrô ficará mais extraordinário ainda. Quero reafirmar aqui o que
disse na outra discussão que nós tivemos. Aliás, a lei só nos obriga
ter uma audiência pública. Já estamos fazendo duas. Nós estamos
sendo mais democrático possível na discussão do sistema metroviário
do Rio de Janeiro.
PÚBLICO RECLAMA
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Eu estou falando comocontratante da obra, pelo governo do estado
do Rio de Janeiro. Eu não estou sendo duas coisas. Vamos lá.
Eutambém gostaria de ser ouvindo também né. Se quiseram ouvir
também. Vou reafirmar o que já disse na outra audiência pública e
até apesar de não ser objeto desse licenciamento ambiental. Eu
solicitei que a minha equipe coloca-se na apresentação uma
demonstração da estação Gávea. Apesar de não ser o objeto deste
licenciamento. Mostramos ali como vai ser a estação Gávea, porque
nós faremos a estação Gávea junto com todo restante da linha. Não,
não faremos em dois níveis porque é totalmente desnecessário fazer
em dois níveis.
Eu sinceramente eu não consigo compreender bem essas... Todo
mundo fala em estudo de demandas. Nós fizemos um estudo de
demandas com uma das maiores empresas do Brasil. O que ele
demonstra ? Tem mais passageiro em Ipanema e Leblon. Isso aí não
precisava nem de estudo de demanda pra dizer. Basta olhar o mapa
da cidade. Segundo ponto. A gente queria saber pra onde os
passageiros principalmente da Barra da Tijuca vão. E esse estudo de
demanda que nós fizemos demonstrou que a grande maioria não vai
para cidade. 70 por cento dos passageiros que saem da Barra da
Tijuca vão até Botafogo. E já respondendo que o nosso amigo aqui
falou dalinha aberta lá. Eu não sabia que só os moradores daBarra é
que não pro Centro da cidade. Eu não sabia que Leblon e Ipanema
ninguém vai para o Centro da cidade. A via aberta só para
osmoradores da Barra. Isso pra mim é uma novidade. Algumas
pessoas aqui falaram do metrô como indutor de crescimento. É
verdade o metrô pode ser indutor do crescimento depois que a cidade
já cumpriu todas as suas áreas de demanda. Ele induz crescimento
pra novas áreas. Não é o caso do Rio de Janeiro. Nós não temos
metrô ainda pra atender os casos que está super denso, onde já tem
muita gente morando. Como vamos induzir ainda crescimento. Então
temos que escolher se fazemos uma linha do metrô agora. Nós
vamos escolher a linha que atende mais pessoas, tira mais carros da
rua e tira mais impacto ambiental dos automóveis aqui do estado do
Rio de Janeiro. Se falou aqui que também em relação aos estudos de
impacto aos prédios que ficam em Ipanema e Leblon. A linha do
metrô ela vai passar a grande maioria do seu percurso por baixo das
vias Por isso, o impacto em relação aos prédios construídos é muito
improvável de acontecer. Apesar disso, nós fizemos evidentemente
todos os estudos de solos. Fizemos estudos em relação as fundações
de todos os prédios que estão próximo aonde vai ser feito essa
escavação do metrô. E todos os cuidados evidentemente serão
tomados, seguindo as regras internacionais de segurança. Vejam
vocês que se faz metrô no mundo inteiro. Gente nós temosque ver
que não estamos inventando nada aqui. Alguém disse aqui que o
metrô entre Ipanema e Leblon era impossível fazer porque fica entre
a lagoa e o mar. Em outros lugares tem metrô em lugares piores que
isso. Manhattan é uma ilha e tem metrô por tudo que é lado.
Barcelona tem uma linha de metrô que passa um negócio muito
parecido aqui com essa passagem que nós temos de Ipanema e
Leblon. Nós não estamos inventando nada. Não estamos fazendo
nada que possa criar um tipo de insegurança pra população.
TC: 05 09’ 40”
PÚBLICO FALA
E o X da General Osório ?
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
O X da General Osório nós fizemos estudos e vimos que é
perfeitamente possível ele operar com esse X. Os estudos estão
feitos, mas isso é uma questão operacional. Bem eu acho que salvo
engano eu respondi a todas as questões. Senhor presidente se eu
não respondi a todas as questões eu estou aberto a negociações.
Veja quem compete decidir sobre audiências públicas ? A CECA. Seu
pedido já foi feito e foi anotado ali. Mas o estado não concorda com
uma terceira audiência pública porque não é necessário. Vamos ter
uma terceira audiência para discutirmos as mesmas coisas. Agora a
CECA que decidi não somos nós.
PÚBLICO FALA
ANTÔNIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Nós temos aqui também uma inscrição do senhor João Cenize da
Câmara Municipal. Senhor João por favor.
TC: 05 11’ 45”
JOÃO CENIZE
CÂMARA MUNICIPAL
Eu vou só antes de fazer minhas perguntas ler um item 3.1 aqui ... O
estudo de impacto ambiental EIA deve contemplar no mínimo duas
alternativas tecnológicas e de traçado do projeto entre as linhas 1 e
4, além da opção da sua não realização. Deverão serem avaliadas
ainda as interligações das estações Gávea com Botafogo diretamente
ao Centro e também com a estação Uruguai em construção em um
ou dois níveis. Primeiro boa noite. Gostaria que se possível o
secretário Júlio Lopes responde-se. Ele ainda não falou nessa
audiência.
PALMAS
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Quem escolhe quem fala pelo estado sou eu...
JOÃO CENIZE
CÂMARA MUNICIPAL
Não tem problema. Então o senhor pode responder. O Vereador
Eliomar ainda está aí ? Não né ? Bom, o estudo da FGV, que a meu
ver não tem competência pra fazer esse tipo deestudo mas, enfim,
custou 19 milhões. Queria saber primeiro por que a escolha da FGV e
segundo eu queria é que a gente tivesse acesso as fichas dos
estudos. Com nome da pessoa, horário em que foi entrevistada e a
lista de questões. Porque vocês só apresentaram resultado vocês não
apresentaram a metodologia. Então eu queria que a gente tivesse
acesso a cada uma dessas fichas pra gente ter acesso ao que vocês
perguntaram. Porque a gente não sabe até agora. Outra coisa:
Estação General Osório, atual quanto custou ? Ela vai ser fechada pra
sempre ? Ela vai ser jogada fora ? Nós gastamos dinheiro a toa ? E
essa nova estação baseada em que licença ? Se a licença em vigor é
uma averbação, ela só permite uma expansão da General Osório.
Vocês estão fazendo uma General Osório nova. E terceiro esse estudo
de demanda ele foi concluído antes da obra começar ? Por que se ele
não foi como que a obra começou ? Se ele teoricamente baseou a
mudança do traçado. Queria saber essas questões. A e mais uma
coisa secretário Nova Iorque tem linhas enormes de metrô mas, Nova
Iorque tem 26 linhas de metrô. Não tem 2 igual a gente.
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Se todos os governos anteriores fizessem 20 quilômetros de metrô
nós estaríamos em outra situação hoje.
PÚBLICO FALA
Só fazer um complemento aqui. Secretário Júlio Lopes eu queria aqui
diante de todos isentar o senhor de qualquer problema de transporte
no Rio de Janeiro. O senhor não tem responsabilidade nenhuma sobre
o acidente do bonde, pelos problemas nas Barcas, nem no metrô. É o
secretário Regis que está assumindo toda culpa. Se acontecer alguma
coisa com o metrô a culpa é sua. O senhor não entende nada de
metrô, o senhor está repetindo coisas que o senhor ouviu. Isso vai
dar problemas sérios pra gente. De quem usa o metrô. Porque o
senhor não usa o metrô. Secretário Júlio Lopes o senhor está isento
de qualquer problema.
Porque realmente que está assumindo a responsabilidade é o
secretário Regis Fichtner. Isso não é justo. Porque ele é o secretário
de transporte. Ele está a anos no comando da secretaria de
transporte. Desde 2007 e não é justo ele vir pra cá não abrir a boca,
não falar nada e o senhor ficar dando decisão. O senhor já decidiu
que seria uma audiência só. Quebou o galho teve a segunda. Não vai
ter a terceira. As obras estão sendo feitas né ? E aí ? Nós estamos
fazendo o que aqui ? O secretário é ele. Ele tem que dizer porque ele
conhece. Ele não está podendo falar mas ele conhece e pelo visto o
senhor não conhece. Porque ter 10 estações seguidas sem
problemas, desde que tenha intervalos pequenos e do jeito que vocês
estão fazendo não vai ter. O senhor foi a Paris ? Eu também já fui ali
é rapidinho intervalo entre um e outro. Aqui com esse monte de
desvios não vai ter intervalo. Esse que é o problemas. Não adianta
ficar falando tem que mostrar.
Fizeram um monte de estudos
apresenta. Você falou que fizeram, apresenta. Nós estamos pedindo
isso desde o dia 13. Hoje dia 27. Pelo visto não vai ter a terceira e a
culpa é de quem ? A culpa é sua, com todo respeito. Você está
assumindo uma responsabilidade. Eu não sei se a associação de
Santa Teresa está aqui. Eles querem fazer audiência pra incriminar o
secretário Júlio Lopes pelo acidente do bonde. As barcas idem. Todo
dia tem problemas de ônibus, todo dia tem problema no metrô. O
senhor que está assumindo a responsabilidade. Isso é uma coisa
muito grave. Você está assumindo um risco que daqui a alguns anos
quando tudo isso tiver pronto e der problema como que vai ficar ?
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Eu acho que o senhor está completamente enganado. A
responsabilidade não é minha e nem do secretário Júlio Lopes. A
responsabilidade é do governador do estado. As decisões são
tomadas por ele. A responsabilidade é do Governo do estado e todas
as decisões são feitas com base em estudos técnicos feitos por
profissionais capacitados contratados pelo governo do estado. O Júlio
quer falar.
TC: 05 17’ 47”
JÚLIO LOPES
SECRETÁRIO ESTADUAL DE TRANSPORTE
Eu estou pedindo licença aqui ao meu chefe. Porque o governo tem
um coordenador e o secretário Regis Fichiner é o secretário de
governo. A ele cabe o papel da coordenação do governo. E eu sou
subordinado diretamente a ele. Eu e todos os demais secretários. Eu
queria colocar que pra mim é um enorme prazer estar aqui. Eu acho
queé um avanço enorme pro Rio de Janeiro. Nós estávamos até
discutindo assuntos para interesse do estado. Como doutor Regis
está querendo colocar de uma melhor conceituação o melhor
entendimento. O que está avaliando aqui não é se a população deseja
um outro modelo ou outro trajeto ou esse trajeto. O que s colocou
aqui para ser avaliado pela CECA é esse trajeto, nessas condições,
nessas perspectivas. Aí a CECA caberá a melhor analise de todos
esses aspectos. Eu só queria colocar que eu vou enfrentar todas as
minhas responsabilidades com muita tranquilidade. Vou a Santa
Teresa e vou aonde for. Estou aqui exatamente por isso. Porque eu to
defendendo aquilo que eu acredito e trabalhando em prol do que eu
acredito. A minha mãe era professora que metade do conhecimento
está na pergunta. Quem mais pode contribuir com você são aqueles
que divergem de você que lhe criticam do que aqueles que o saco lhe
puxam ou não lhe contrariam. Então, foi com esse aprendizado que
eu vivi a minha vida toda. Então estou aqui satisfeito também.
Porque eu estou vendo a população reclamando pra ter o melhor
metrô. E é por causa dessa audiência e da audiência do dia 13 e de
outras que eventualmente virão e de outros embates que nós
poderemos ter que o metrô do Rio de Janeiro será melhor.
Eu quero aqui louvar a vocês. As personalidades públicas que vieram
a audiência. Deputado Freixo, deputado Luiz Paulo, os vereadores
todos que estamos colocando. E obviamente todos nós poderemos
fazer erros e acertos. Mas, nenhum de nós aqui está propositalmente
errando ou fazendo qualquer engano. Aliás, a população só está
discutindo esse tema. Porque a administração do governador Sérgio
Cabral, proporcionou aos moradores do Rio de Janeiro, os recursos
dessa obra e realiza-la. Jamais estaríamos reunidos nessa sala ou em
outra qualquer se não fosse a excelente administração do governador
que nos permite ter os recursos necessários pra que discutimos o
futuro dessa importante obra. Eu estou à disposição, só não pude
encontrar antes porque era dia 13 e foi antes do carnaval. Já disse ao
MacDowellontem por e-mail através do William de Aquino que está aí
presente que nós estamos a disposição não só do doutor MacDowell,
do William e do Luiz Paulo, como de quem quer que seja para
esclarecer todos os assuntos que forem pertinentes a essa
construção. A essa linha que nós não temos nada pra esconder de
ninguém. Nós não temos problema nenhum de apresentar todos os
dados. Estamos aqui exatamente por isso. E nós traremos se a CECA
assim deliberar nós traremos. Eu recebo quem quiser com horário
marcado na secretaria de transporte. Nós vamos receber, vamos
discutir e vamos divergir. E fazemos isso porque acreditamos. Mas
vamos recebê-los, vamos tratar com responsabilidade todos os
assuntos que nos forem apresentados.
PALMAS
ANTÔNIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Senhora Maria Amélia.
TC: 05 22’ 13”
MARIA AMÉLIA GOUVEA
ASSOCIAÇÃO MORADORES DE IPANEMA
Bom, eu ia colocar uma outra questão mas, antes eu vou fazer dois
comentários. Primeiro que nós estamos inscritos a muito tempo e só
estamos falando agora. Outro eu vi gente que fez a inscrição aí, como
aquela pessoa que falou de Ipanema e falou antes e já foi embora.
Então, essa ordem eu acho que tem que ser respeitada. Outra coisa
essa mesma pessoa que veio falar de Ipanema não é associação de
moradores. Nós somos associação de moradores constituída
legalmente. Ela chegou aqui pra falar que os moradores não querem
a estação Nossa Senhora da Paz. Eu quero dizer que se o metrô
passar em Ipanema. A maioria dos moradores quer sim a estação
Nossa Senhora da Paz.
Bem agora eu vou pra questão que eu queria falar. Os moradores
estão preocupados com a cobertura do acesso as estações. Então
havendo a estação da praça Nossa Senhora da Paz a gente queria
sugerir que as associações de moradores fossem ouvidas e
participasse da escolha dessa cobertura. Por que ? A estação General
Osório foi feita uma cobertura que é um exagero, foi apelidada até de
croissant. Eu acho que não sabe na Praça Nossa Senhora da Paz uma
coisa daquela. Então secretário eu só quero pedir que quando chegar
no momento de escolher essa cobertura que as associações de
moradores, seja ela qual for, da Gávea, por onde forem construídas
as estações que elas sejam ouvidas. É essa a minha solicitação.
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Nós vamos fazer isso.
ANTÔNIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Muito obrigado dona Maria Amélia. Agora Maria Amélia Cespo
MARIA AMÉLIA CESPO
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA GÁVEA
Boa noite. Primeiro lugar eu queria me dirigir a mesa e explicar que
não existe metrô sobre rodas o nome disso é ônibus tá ? É o metrô
da superfície do governo do estado e é o metrô que eu pego todo dia
como moradora da Gávea pela rua Jardim Botânico até a estação
Botafogo para ir ao Centro da cidade. E na volta demoro cerca de 40
minutos há 1 hora pra ficar congestionada na rua saturada Jardim
Botânico pra poder voltar por bairro da Gávea. Isso é uma
consideração. A segunda que eu gostaria de fazer é que vocês foram
super bonzinhos em abrir exceção já que a Gávea estava licenciada
anteriormente e não caberia nessa audiência pública. Eu queria botar
mais três perguntas para serem respondidas. Mas, já que as obras
vão ser feitas correndo e já que as estações vão ser feitas num prazo
bem rápido. Então eu queria saber o seguinte. Como vai ser a
operação da estação Gávea ? Na audiência da Rocinhaeu perguntei
como seria o impacto viário do bairro. Porque eucomo presidente de
uma associação de moradores sou perguntada por isso todos os dias.
Então, eu estou aqui representando os moradores do bairro. E eu
preciso responder aos moradores do bairro. Se não sabe nessa
audiência pública que vocês expliquem como vai ser esse puxadinho.
Esses estudos já estão em algum lugar pra dar uma olhada. Eu
preciso saber como vai ser a questão da operacionalidade da estação
Gávea. Se não vai ser em dois níveis, por que isso está
completamente sem resposta até agora. Então se vocês estão
afirmando que vai tera estação Gávea eu preciso que isso seja levado
em consideração. Cadê os estudos da estação Gávea ? Essa é uma
pergunta ao meu ver importante. Na explanação de vocês na primeira
audiência pública vocês falavam
que num futuro essa linha que a
gente pleiteia hoje vai ser construída. Hoje vocês não falaram sobre
isso. Está mudando de uma audiência pra outra. Isso deixa a
população extremamente insegura. A gente precisa ter resposta das
perguntas. E aproveitando meu amigo João Paulo Cenize do Jardim
Botânico ele não foi respondido. E dizer mais uma coisa que os
moradores da Gávea querem uma estação descente e querem uma
estação pra cidade do Rio de Janeiro. Parabéns pra todo mundo que
está aqui até essa hora. A gente trabalha amanhã. Pegamos metrô
amanhã.
A gente não trabalha de helicóptero, eu não tenho
helicópteroa minha disposição na Lagoa nem no Centro da cidade e
também não tenho motorista. Sou trabalhadora e pego metrô todo
dia. E como o William eu fico muito preocupada. Hoje eu estou com
medo de andar de metrô. Quando tiver essa linha minhoca eu vou
ficar com mais medo ainda. Muito obrigada!
PALMAS
TC: 05 28’ 00”
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Vou começar pelo final da pergunta dela. Eu não vou embora não. Só
vou embora quando terminar. Na outra seção que nós tivemos eu
disse e vou repetir aqui. O governo do estado vai contratar os
estudos e o projeto básicopara a linha Gávea – Centro da cidade pelo
Jardim Botânico. Nós vamos deixar isso preparado para os próximos
governos. Porque achamos que isso é o próximo passo que o governo
deve tomar em relação ao metrô. Enquanto a operação explica aí
Rodrigo.
RODRIGO VIEIRA
SUBSECRETÁRIO DE PROJETOS ESPECIAIS DA CASA CIVIL, DO
GOVERNO DO ESTADO
A estação Gávea vai receber dois serviços de metrô. Um vindo da
Barra da Tijuca, passando por São Conradoaté a estação Gávea, que
fará o movimento pendular retornando a Barra da Tijuca. E outro
partindo da estação Gávea e indo até a General Osório. Também
fazendo o movimento pendular passando por Antero de Quental,
Jardim de Alá, Nossa Senhora da Paz e estação existente. Nessa
estação os passageiros que desejarem seguir para outras estações
deverão fazer o transbordo. Em relação aos impactos viáriosna região
da Gávea. A obra da estação Gávea será feita usando uma tecnologia
de círculos. Será feita em grande parte cerca de 70 há 80 por cento
dentro do estacionamento da universidade. O que passará disso será
na área frontal da universidade. A primeiraconfiguração dos tapumes
dessa estação não irá interromper a frente dessa estação. Já está
planejado o reordenamento viário naquele local com cobertura de
parte do rio Rainha. Para que os ônibus que circulares que ali passam
entre aquele ponto possam continuar fazendo aquele trajeto sem
problemas. Em um segundo momento e num segundo estágio quando
a cava da estação se aproximar da rua o canteiro terá sua
configuração mudada e será feito um acesso para faculdade por trás
do canteiro. Esse acesso também está preparado e os ônibus que
acessavam a frente da faculdade acessaram cerca de 20 ou 30
metros antese passaram por cima dessa cobertura, fazendo o retorno
ali por baixo do elevado. Não há impacto viário na estação Gávea
significativo, assim como existe em outros locais. Muito obrigado!
ANTÔNIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Senhora Andrea Pavão
TC: 05 31’ 02”
ANDREA PAVÃO
MEMBRO DO MOVIMENTO “METRO LINHA 4 QUE O RIO PRECISA”
Uma coisa muito simples eu queria saber mas, na verdade o João me
respondeu. Quanto custou esse estudo que foi encomendado a
Fundação Getúlio Vargas, que a gente concorda como foi dito aqui já.
Que não era a instituição indicada para fazer esse estudo. Não estava
habilitada para isso. A coope era a instituição habilitada para fazer
isso. Então foi um recurso público muito grande destinadopara fazer
esses estudos que qualquer usuário, simples leigo de qualquer nível
de escolaridade saberia responder. Vamos ver o seguinte. Com o
compartilhamento da linha 2 com a linha 1 o que aconteceu ? O que o
usuário do metrô sentiu ? Metrô para , os intervalos entre os vagões
cada vez maiores. Ou seja, isso não funciona. A gente não precisa
fazer nenhum grande estudo pra entender que a expansão dessa
mesma linha pra Barra só vai agravar essa situação. É isso que eu
queria saber. Queria reforçar aqui. É uma felicidade muito grande do
Ministério Público. Esse órgão público que finciona, defendendo
interesse público. Isso é uma coisa maravilhosa. Agora, é muito triste
que a gente tenha que agradecer de tanta maneira um órgão público
por ter que defender um interesse público. O correto é que os órgãos
públicos defendam os interesses públicos. Uma coisa que me chama
muita atenção nessa apresentação é o logotipo que aparece aqui.
Concessionária Rio Barra. Eu gostaria de ver a prefeitura o governo
do estado. Isso me chama atenção. A gente vê aqui o interesse
privado. O que é que justifica os órgãos público defender os
interesses privados. Eu queria reforçar que várias pessoas disseram é
a questão da responsabilidade. É a tal da história. Um metrô, um
vagão bom, uma concentração de passageiros com 6 por metro
quadrado talvez eu tenha feito os cálculos errados. São 16
centímetros quadrados por pessoa. Eu estou errada ? É menos de um
palmo. Vamos fazer uma experiência gente ? Magrinho não vale,
gordinho também vai pro metrô. Secretário, secretário preste
atenção.
PÚBLICO FALA
Venha Júlio Lopes, venha ...
ANDREA PAVÃO
MEMBRO DO MOVIMENTO “METRO LINHA 4 QUE O RIO PRECISA”
O William tem sinalizado essa questão da segurança no metrô. Tem
várias pessoas que não usam mas metrô por conta disso. Têm medo.
A mídia tem noticiado todo tempo isso. São muitos acidentes. É muito
grave isso. Secretário Júlio Lopes, agente não está mas brincando
com o bondinho. A brincadeira cresceu. Um acidente no metrô são
quantos passageiros ? É muita gente. É o que o William falou. É um
acidente aéreo entendeu ? É um Boeing que mata um monte de
gente. É nível dois. O senhor está passando parao nível dois do
brinquedinho. Tá ficando perigoso. A gente precisa sair daqui dessa
audiência pública hoje da seguinte forma Se houver um acidente ...
Que nós, representantes da sociedade civil estamos delirando. Mas,
que vocês têm muita vontade de nos escutar. Mas que ao final vão
fazero que querem. Isso já foi dito aqui nessa audiência várias vezes.
Então assim eu não brinco. Assim não da pra gente brincar. Se é pra
ser ouvido e depois vocês fazerem exatamente o que querem isso
não é democracia.
Isso aí não é bacana. O poeta Bokowski, fazia uma ideia muito
interessante entre ditadura e democracia. Ele dizia que: Democracia
é o seguinte. A gente pergunta, pergunta e depois faz o que quer. E
ditadura a gente não pergunta e faz logo o que quer. Então é mais
ou menos isso que estáacontecendo. Não faz muita diferença não.
Não sei pra que isso. É palhaçada mesmo. Temos que sair daqui com
a seguinte resposta. Pra mim a resposta mais importante que a gente
pode sair daqui. Pela maneira que vocês apresentaram o projeto que
é sofrível. Eu tenho vergonha desses órgãos públicos como cidadã. É
vergonhoso escutar a maneira como vocês apresentaram. É primário.
O meu filho na Escola Parque faz trabalhinhos de Power Point
melhores do que o de vocês. Qualquer estudante, qualquer garoto vai
na internet e pega as informações. Não pode ter um documento
público como o Licínio mostrou com informação equivocada. Isso não
pode acontecer. Vocês estão fazendo o dever de casa mal. Não é
possível é muito dinheiro. É dinheiropúblico. Vocês têm consciência
ou não tem consciência ? Como dorme sossegado secretário Júlio
Lopes ? Como que o senhor dorme sossegado vendo uma mãe
professora. Eu sou professora também e filha de professores. Não é
possível isso. Então eu acho que hoje nós devemos sair aqui dessa
reunião deixando bem claro quem é o responsável no caso de haver
um acidente. Porque isso infelizmente é uma tragédia anunciada. Nós
estamos diante de uma tragédia anunciada. Então queremos sair
daqui hoje. Como foi do bondinho e como foi das barcas. E a
concessionária das barcas ganhou o direito de aumentar um serviço
péssimo. E os companheiros da Rocinha, a gente quer ter metrô sim
mas de qualidade. O metrô pra Pavuna foi bom ? Foi pra quem não
tinha nada. Mas está muito aquém. A gente quer mais. Eu quero sair
daqui sabendo isso. Se um filho meu que Deus me perdoe sofre um
acidente sabe. Quem é que vai se responsabilizar ? Qual dos
senhores vai se responsabilizar por um filho meu ou de qualquer um
aqui que venha sofrer um acidente trágico e fatal no metrô do Rio de
Janeiro ? Obrigado!
ANTÔNIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Agora nós passamosa palavra ai senhor Ricardo Novaes. Qual a sua
pergunta ?
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Bom eu já disse. O estudo de demanda foi feito por uma das
empresas mais renomadas no Brasil. Está a disposição, basta o órgão
ambiental nos solicitar. Vocês querem o resultado do estudo ? Olhar
todas as fichas ? Eu não vou liberar todas as fichas com os nomes
das pessas pra todo mundo. Isso não existe. Isso aí viola até o direito
das pessoas a sua privacidade. Se alguma dúvida sobre a veracidade
sobre esse estudo vamos discutir. Mas eu não vou liberar a ficha de
todo mundo. Não tem sentido isso. Quanto a estação General Osório
nós estamos fazendo mas uma plataforma na estação. Ela não vai
deixar de existir ou deixar de ser usada. É uma nova plataforma com
expansão da mesma estação. O estudo da FVG foram 19 mihões de
reais e um ano e meio deestudo.
PÚBLICO FALA
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Como assim não pode ver os estudos ? Mas vocês querem todos os
elementos ? É muito papel ...
TC 05 43’ 58”
RICARDO NOVAES
MEMBRO DO MOVIMENTO METRÔ QUE O RIO PRECISA
Boa noite a todos eu sou morador de Copacabana e com muita honra
membro do movimento Metrô que o Rio precisa. Nós estamos no final
como eu já tinha colocado antes. Primeiro. Nós sabemos que o INEA
tem uma estrutura, uma questão administrativa que fica mais difícil
eles conseguirem é ter uma terceira. Por que essa terceira audiência
? Porque já foi claro e colocado aqui que várias questões não foram
solucionadas. É e importante tanto para o governo do estado, tanto
para população saberem disso e terem seus questionamentos
atendidos. Essa é a primeira coisa. Segunda coisa é que foi colocada
agora pouco a respeito do relatório. Tudo bem que o senhor queria
preservar as fichas. Mas que pelo menos o relatório precisa ser
disponibilizados antes da próxima audiência pública. Quea gente saia
daqui com pelo menos um indicativo de uma terceira audiência
pública uma série de questões da primeira que ainda não foram
totalmente expostos que a gente precisa pra uma nova audiência
pública. Segunda questão que é importantíssimo que todos nós
queremos o metrô só que vou lhe dizer uma coisa: Eu moro em
Copacabana, a um quarteirão do metrô. Eu trabalho no Centro da
cidade a um quarteirão do metrô. Eu vou todo e volto de ônibus
porque é impossível. Hoje eu já não consigo embarcar na estação
Siqueira Campos do metrô de manhã cedo porque já vem
superlotado. Quando eu volto no final do diaa mesma coisa. Então na
Realidade ao invés de dizerem que foi um beneficio, que o valor do
meu imóvel aumentou. Eu não tive beneficio. Ou seja, se segunda a
sexta que eu deveria usufruir desse metrô eu não posso. De que me
adiante se eu só posso depois de dez da noite. Sábado, domingo e
feriado quando nós não temos o que aconteceu. Em que transferiram
todas as linhas para Siqueira Campos, o que ficou horrível. E a
terceira questões que eu acho fundamental. Se seria disponibilizado a
nossa visitação a sede lá. Uma visita guiada, essas coisas todas, eu
gostaria que esse convite realmente existisse antes dessa terceira
audiência. O que eu faço aqui é um condensado do que o pessoal
solicita. Eu acho que isso poderia ser implementado.
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Esse problema que o senhor tem em Copacabana é pela ausência de
trens. Infelizmente em 40 anos de metrô. Nos últimos 20 anos se fez
expansão do metrô mas, não se comprou novos trens. Então nós
compramos e estão chegando. Então o nível de conforto vai melhorar
muito no Rio de Janeiro. Quanto a audiência pública eu volto a dizer.
É uma decisão da CECA. Não é uma decisão nossa aqui.
PÚBLICO FALA
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Os sistemas também estão sendo reformados e modernizados. Nós
estamos cobrandoa concessionária também a melhoria da parte dos
sistemas de controle. Quanto a visita o secretário Júlio Lopes está se
prontificando a recebê-los para uma visita lá.
ANTÔNIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Asenhora Márcia. Márcia vera de Vasconcelos
TC 05 49’ 44”
MÁRCIA VERA DE VASCONCELOS
É tão raro a gente ter a oportunidade de ser ouvida. As autoridades
precisam entender isso. Porque eles se negam tanto a nos ouvir que
quando eles aparecem a gente tem que falar não pode deixar de
falar. Porque é a única oportunidade que aparece. Eu sou presidente
de uma associação que ela permeia o município inteiro. Hoje estamos
discutindo aqui a questão do metrô. Vocês imaginam como está a
situação do transporte em Campo Grande, Bangu. Vai lá essa hora se
você sai pra algum lugar. Não sai porque não tem transporte. Vai
pegar uma barca essa hora você não tem barca. Então quando a
gente tem oportunidade tem que chegar aqui e gritar sim. O que é
importante é que a gente fica assim meio pasma quando vem uma
audiência pública cheia de doutores e que não sabem responder
nada. Nós fizemos um evento e que uma menina construiu uma
cartilha da falando da importância que tem o transporte sobre trilhos.
Nós pegamos essa cartilha, uma coisa simples, e fomos para a
periferia da cidade. Qualquer associação de moradores que eu levo
aquela cartilha todo mundo entende a importância que tem o
transporte sobre trilhos. Agora as autoridades do lado de lá está
vendo que aqui está cheio de doutores, pessoas super competentes.
Que mostraram a sua competência com a sua pergunta. Nós estamos
aí há dois anos querendo conversar com o senhor governador deste
estado e o senhor Regis prometeu na semana passada que ele
marcaria essa audiência. Porque fazem dois anos que estamos
procurando o governador de lanterna na mão e não acha. Porque se
nó nos elegemos, nós queremos a resposta. A gente acredita também
que se ele nos ouvir vai entender a nossa ansiedade de querer
mostrar pra ele o que estamos fazendo aqui. Nós não estamos
brincando não. Todos nós que estamos do lado de cá não ganhamos
nada pra estar aqui. Nós estamos aqui defendendo a nossa
população. A gente não quer uma coisa pra uma estação. Queremos
que a cidade do Rio de Janeiro com a linha 4 flua melhor. Domingo eu
fuia Campo Grande, fui pela Barra, a gente leva duas horas de
ônibus. E não tinha trânsito. Então a gente sabe que se tiver o metrô
vai facilitar a vida de Guaratiba, de Campo Grande, de Bangu de toda
essa cidade. Nós amamos essa cidade. Será que as autoridades que
estão ali pra nos responder não pode nos responder ? Isso é
indignante, não ter essas respostas. Eu queria até falar que ele ali
ficou meio zangado quando o pessoal começou a falar. Mas, eu sou
apaixonada pela Rocinha, estou sempre lá. O mesmo bem que eu
quero para os moradores de Ipanema eu quero para os Moradores da
Rocinha. Mas, a gente precisa ter um metrô quea gente possa entrar
nele. A gente não entra no metrô. A gente é entrado no metrô. A
gente não escolhe quando entra. Pode ir lá na Central e fazer a
experiência. Não to contando novidade nenhuma. Aí vem o secretário
e da uma resposta evasiva. É muito triste a gente estar aqui e não
ter resposta. Uma hora da manhã, duas horas da manhã. Nós
queremos olimpíadas, queremos Copa, queremos tudo. Mas, nós
queremos o direitode chegar lá na periferia e dizer aos moradores.
Olha o metrô tá vindo aí e vai ajudar vocês.
TC: 05 55’ 48”
ANTONIO TEIXEIRA
Eu ia fazer uma pergunta técnica mas, depois de todo esse debate eu
vou na política. Secretário o senhor está aqui aliás, os dois estão
vendo todo mundo falou... Chega lá pro Cabral e fala: Vamos fazer
essa porra legal. Vamos atende os cariocas. Vamos botar pelo Jardim
Botânico. A gente não está questionando o preço da obra. A
gentequer o metrô. Estamos aqui até uma hora da manhã de caso
cheio de olhar vocês. Vocês olharem a gente. Faz a coisa pra atender
a cidade. Vai gastar 7 bi, faz mas 3 bi e meio e faz uma coisa pra
zona oeste que é a galera mais desatendida. Aquela galera que pega
2 horas de ônibus na Avenida Brasil. Cara neguinho vai dar beijo no
Cabral. Vai ser idolatradoe vai gastar os 7 bi e vai atender a todo
mundo. Vai ficar todo mundo feliz. Vai ter o financiamento. Ninguém
aqui é santo. Agora, faz o lance pra atender a população. Meu Deus
do céu não quer atender. Já está provado por A mais B que vocês
estão equivocados. Pior coisa é insistir no erro. Faz a coisa pros
cariocas e entra pra história do Rio de Janeiro. Fizeram um bom
metrô.
REGIS FICHTNER - SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Todos os estudos feitos pela FGV, pelas equipes contratadas estão
disponíveis. Eu disponibilizo. O senhor promotor se quiser. Eu
disponibilizo. O que eu não posso é que é muito papel eu não posso é
apresentar um pra cada um aqui.
CARLOS SATURNINO – MINISTÉRIO PÚBLICO
Secretário então eu em nome do Ministério Público, de toda audiência
aqui. Que fosse disponibilizado num local público. Acho que não há
nenhum problema quanto a isso já que o EIA/RIMA se refere o tempo
todo ao estudo. Mas, o estudo não acompanhou o EIA/RIMA.
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Não tem problema a gente disponibiliza.
CARLOS SATURNINO
MINISTÉRIO PÚBLICO
Aonde secretário ?
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Isso a gente vai vendo depois.
ANTÔNIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Nós podemos disponibilizar no site do INEA, que fica uma coisa mais
simples.
CARLOS SATURNINO
MINISTÉRIO PÚBLICO
O Ministério Público também tem uma pagina na internet que é
acessível pela própria pagina do MP. Se nos mandarem nós
colocamos lá imediatamente. Tá certo.
TC: 05 59’ 52”
SENHOR LUIZ IGREJAS
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO
OCEANICO E TIJUCA MAR.
DE
MORADORES
DO
JARDIM
Boa noite a todos. Para quem não sabe essa associação vai fazer 30
anos. Talvez seja a associação mais antiga do Rio. Eu queria
secretário Regis, primeiro o governo federal deu dois milhões para o
metrô de Fortaleza hoje. Eu queria só sugerir que se houver a
próxima audiência pública que vamos normatizar esse trabalho aqui.
O problema é ordenar o trabalho. Na primeira audiência pública
falamos que tivesse uma outra audiência teria que ter um fato novo.
E como hoje tem a presença do nosso Doutor Carlos. Eu queria só
lembra-lo que se tiver um fato novo...
SERINÉIA
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA URCA
As perguntas que eu ia fazer perderam o sentido desde que o doutor
Carlos Saturnino falou e que depois outros parlamentares e do nosso
movimento Metrô que o Rio precisa. Tudo que nós queremos não tem
muito o que falar que haja uma terceira audiência sim e que venham
respostas mais concretas. Eu sou presidente da Associação da Urca.
Os moradores da Urca e também a população flutuante. Os
estudantes da Uni-Rio, da UFRJ, os das escolas militares, os
montanhistas, os pescadores, os turistas do pão-de açúcar. E tanto
outros. Todos esses usam integração até Botafogo. Se está difícil
entrar e sair do metrô agora, certamente ficará impossível se esta
linha única permanecer. Eu ainda tenho esperança que se volte atrás.
E quero aqui de público dizer que eu estou numa crise de identidade
cidadã. Porque não me sinto representada pelo governador e pelo
secretário. Eles não representam a população. Felizmente está aqui o
Ministério Público nos representando. Felizmente. Que bom assim eu
não me sinto totalmente órfã.
TC: 06 05’ 38”
LEILA
SÍNDICA DO MINHOCÃO
A minha pergunta ela é bem objetiva no sentido do traçado do metrô
da Gávea. Nós já sofremos a mais de 40 anos com dinamite, o nosso
prédio foi mutilado né para a passagem da autoestrada Lagoa-Barra.
E essa coisa me preocupa porque foi feita a autoestrada e nunca foi
feito nenhum tipo de manutenção ali. É a única coisa que eu quero
saber. Qual vai ser o traçado até chegar na PUC ? Porque eu já fui
procurada até por uma assistente social dizendo que vai haver uma
empresa que vai entrar no prédio. Então isso está me assustando um
pouco. Por onde é que o traçado que vai chegar até a PUC por onde
que ele vai passar ?
TC: 06 07’ 20”
RODRIGO VIEIRA
SUBSECRETÁRIO DE PROJETOS ESPECIAIS DA CASA CIVIL, DO
GOVERNO DO ESTADO
Leila, Ele vai cruzar o canal, entrar sobre a rocha, e vaipassar
próximo ao seu prédio, entre dois prédios. Não passará debaixo.
Também ainda pelo subterrâneo. Eu acabei de consultaros técnicos e
eles me garantiram que a rota não passa debaixo dos prédios que
compõem o seu complexo.
LEILA
SÍNDICA DO MINHOCÃO
Desculpe eu não entendi o que o senhor falou.
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Essa obra vai ser feita por debaixo da terra por uma maquina que
chama
tatuzão.
E
ninguém
consegue
ver.
Vai
passar
imperceptivelmente. Então, não se percebe a passagem dele
enquanto ele faz escavação Não há uso de dinamite.
PÚBLICO FALA
Essa pergunta de acordo com o que estava sendo feita. Já existe um
licenciamento no trecho São Conrado – Gavea. Se vai haver um novo
túnel entre Leblon e Gávea, como está mostrando ali. Esse túnelestá
incluído no licenciamento anterior ou está no novo licenciamento. Se
ele estáno novo licenciamento como eu creio que esteja por que ele
não está sendo detalhado e apresentado o novo projeto da estação
Gávea ? O projeto da estação Gávea que existia antigamente, já
licenciado para a linha 4 original, não contemplava esse trecho que
passava sobre o prédio que ela representa. E vai haver uma
passagem sim. Vai passar por deixa do prédio com dinamite e com
todos os riscos. Como já tem pessoas sofrendo na área do Cantagalo
de novo com toda aquela poeirada que eles dizem que sai. Se isso aí
não está licenciado anteriormente se está sendo feita uma nova
licença por que a Gávea não está incluída no projeto. Parece que a
última apresentação foi feita entre Farme de Amoedo e Garapava.
Essa foi à apresentação que teve na Rocinha. Então, me parece muito
esdruxulo não falar do licenciamento de General Osório 2. Que é uma
nova estação e eu repudio s averbação concedida pelo ONEA,
enganada pelo Rio Trilho, poeque eu estive junto com a vicepresidente o INEA e a informeique estação General Osório iria ser
fechada quando o INEA não sabia disso, porque não constava em
documento nenhum. Seria mais decente ter uma audiência pública
pra discutir o fechamento de Cantagalo, o fechamento de General
Osório. Qual é a opção ? Porque não pode seguir e passar por deixo
de alguns prédios ? São 290 apartamentos que ficariam
temporariamente desalinhados. Isso evitaria a construção de uma
nova estação. Quanto que custaria isso ? A problemas de discussão
na justiça ? Isso nã foi colocado. Isso não foi respondido aqui. Por
isso, nossa solicitação para que fosse feita uma nova audiência
ondenão falaria nada do que a gente falou. Mas sim que fala-se das
perguntas que nós fizemos hoje que não foram respondidas. Se fizer
isso. Seria o tempo das perguntas para falarmos aqui. E nós tempos
o vídeo dessa audiência para que o INEA fizesse uma complicação
das perguntas. Isso seria uma solução decente para que nós
pudéssemos discutir. E se atrasar um mês o metrô ? Paciência.
Então uma obra de 5 anos, atrasar mais um mês , mais dois meses.
Não é culpa do governo atual nãoter sido feito. Agora construir uma
segunda estação sem discussão, apenas porque tem 290
apartamentos que vão sofrer problemas. Tem uma série de técnicos
do metrô que concordam que é possível seguir a estação General
Osórioe essa opção não foi apresentada aqui. Simplesmente foi
apresentada uma licença já existente.
TC 06 13’ 08”
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Senhor presidente só pra esclarecer. A estação Gávea ela já está
licenciada e não é o objeto desse nosso licenciamento aqui. O objeto
desse nosso licenciamento aqui é aquele túnel que está vindo ali do
Leblon, vira a direita e vai até a estação Gávea. Ali é o objeto de
licenciamento.
PÚBLICO FALA
REGIS FICHTNER
SECRETÁRIO CHEFE DA CASA CIVIL
Já está licenciado o projeto. Não é o objeto dessa nossa licença. Nós
até já mostramos para informações dos senhores e senhoras. Mas,
não é o objeto de licenciamento.
TC: 06 13’ 55”
ANTÔNIO CARLOS GUSMÃO
PRESIDENTE DA CECA
Então. Eu queria agradecer a participação das pessoasque estiveram
aqui presentes. Quem está dependendo de um ônibus e vai pro
Jardim Oceânico e São Conrado, aqui no térreo da escola as pessoas
vão nos orientar como nós vamos pegar ele. Então, muito obrigado a
presença de todos. Uma boa noite e espero revê-los em breve. Muito
obrigado!
Download

Transcrição